PAULO NARCIZO RODRIGUES Despachante Aduaneiro - REG. 7D.00.737
Capa e Diagramação: Flávio Simião Damasceno e-mail: [email protected]
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ISBN - 85-900542-2-5
3a. Edição
&
EXPORTAÇÃO
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PAULO NARCIZO RODRIGUES Consultor de Comércio Exterior Despachante Aduaneiro - REG. 7D.00.737
PAULA SERRA NEGRA RODRIGUES Consultora e Professora de Comércio Exterior
Despachante Aduaneiro - REG. 8D.04.354
IMPORTAÇÃO
&
EXPORTAÇÃO
SEM COMPLICAÇÃO
Apresentação ... 7
Como ser um profissional de Comércio Exterior ... 9
Habilitação da Empresa para Importar/Exportar ... 19
Certificado Digital e-CPF ... 23
RIEX - Sistema de Registro de Informações de Exportação ... 25
Mercosul e a Integração Latino-Americana ... 27
Mercosul - Mercado Comum do Sul ... 29
Estrutura do Mercosul ... 31
Certificado de Origem ... 35
Tarifa Externa Comum - TEC ... 39
Classificação Fiscal de Mercadorias ... 41
NCM - Nomenclatura Comum do Mercosul ... 43
SISCOMEX - Sistema Integrado de Comércio Exterior ... 45
Siscomex na Importação ... 47
Siscomex na Exportação ... 51
Incoterms ... 53
Drawback ... 65
Drawback Verde Amarelo ... 67
Transportes no Comércio Internacional ... 71
Exportação ... 73
Modalidades de Exportação ... 79
Exportação Via Correio ... 83
Recebimento das Divisas de Exportação ... 85
Termos usuais em uma Carta de Crédito ... 89
Contratação de Câmbio ... 91
Formação de Preço para Exportação ... 93
Planilha para Formação de Preço na Exportação ... 95
Determinação do Preço ... 97
Embarque das Mercadorias ... 99
Seguro Internacional ... 101
Importação ... 103
Impostos e Taxas que incidem na Importação ... 107
Formação de Preço na Importação ... 111
Pagamento da Importação ... 113
Recebimento das Mercadorias ... 115
Amostras e Pequenas Encomendas ... 117
Valoração Aduaneira ... 119
Sites de Pesquisas e Informação sobre o Comércio Exterior ... 123
Embaixadas e Consulados Brasileiros Setores de Promoção Comercial - ... 125
SECOMS... 125
Fontes de Pesquisa: ... 137
Fuso horário do Brasil em relação às principais capitais do mundo: ... 143
Modelo de Carta em Espanhol ... 144
Modelo de Carta em inglês ... 145
Apresentação
O presente trabalho tem como objetivo levar informações sobre as atividades que envolvem a importação e exportação, principalmente às pequenas e médias empresas que atuam ou desejam atuar na área, bem como fornecer subsídios aos estudantes de comércio exterior.
Não iremos abordar as questões relativas ao passado, no entanto, aqueles que assim o desejar poderão saber mais sobre a história do comér-cio exterior brasileiro, pois dispomos de um grande acervo já editado ao longo dos anos. Assim, iremos enfocar o comércio exterior no Brasil que fora incrementado pelo governo Collor a partir de 1990.
Hoje, com a globalização, na qual estamos inseridos, torna-se imprescindível a busca por informações que envolvem o nosso negócio e ainda a formação de profissionais que desejam ocupar uma posição de destaque, seja na própria empresa, seja no mercado de trabalho.
Fato consolidado, o MERCOSUL bloco do qual o Brasil faz parte juntamente com seus parceiros; Argentina, Paraguai e Uruguai, já demonstra uma evolução nas trocas comerciais, pois além de não haver a cobrança do Imposto de Importação para as transações entre os parceiros, o que reduz o custo das importações, no caso do Brasil e tornando mais competitivos nossos produtos com esses países, uma vez que nossos parceiros também não pagam o referido imposto quando importam do Brasil. Cabe salientar que o Imposto de Importação não irá incidir nas mercadorias originárias dos países membros do bloco, as quais devem ser acompanhadas do Certificado de Origem, evitando que haja triangulação.
Muito se tem feito e muito ainda há por fazer, visando desbu-rocratizar e facilitar a cada dia o comércio entre os países do Mercosul, principalmente com a adesão de novos parceiros e a sua fusão com outros blocos econômicos no futuro.
Quanto mais países aderirem ao Mercosul e quando de fato ocorrer a fusão com outros blocos, o volume de importação e exportação tende a aumentar significativamente.
Desta forma, toda e qualquer empresa tem que se preparar para importar e exportar, realizar parcerias com empresas de outros países, seja com Joint-Venture ou com uma representação comercial internacional.
Vamos tratar primeiramente da exportação e em seguida da impor-tação, dando uma visão genérica dos trâmites a serem seguidos em cada operação.
Vale ressaltar que para realizar operações de importação e exporta-ção, deve-se consultar a legislação pertinente a cada mercadoria, verifican-do toverifican-dos os detalhes para não incorrer em erros ou desgastes desnecessá-rios, que podem gerar sérios prejuízos.
Como ser um profissional de
Comércio Exterior
O profissional de Comércio Exterior tem suas peculiaridades sendo que seu perfil é que irá definir uma ascendência muito rápida ou demorar um bom tempo para conseguir se estabelecer como tal.
Irá depender basicamente da formação e vocação para negócios, pois nada mais é do que atuar como vendedor e comprador e em muitas vezes para terceiros, atendendo às necessidades do momento, tendo em vista escassez de mercado ou oportunidade comercial e financeira com o aumento ou queda do dólar em relação ao Real.
Este tipo de profissional tem que atuar com parceiros dos mais diversos, seja interno ou internacional, ter noções de comércio exterior, tanto da legislação vigente quanto da parte documental. O conhecimento de outros idiomas é de extrema importância, principalmente o inglês que é a língua universal em comércio exterior, o conhecimento do espanhol é muito bem vindo.
Os formandos em administração, economia, comércio exterior en-tre outras, têm que obrigatoriamente ter noção de importação e exporta-ção, pois a qualquer momento poderá estar de frente com uma operação de comércio exterior, da qual poderá surgir uma grande oportunidade de trabalho ou mesmo ascendência dentro da empresa que atua.
grande, por vezes, em comércio exterior, a prática aliada ao conhecimento é mais importante que a formação propriamente dita, no entanto quando se reúne os três elementos, formação superior, conhecimento e prática dificil-mente este encontrará dificuldade de colocação no mercado de trabalho, mes-mo que de início não seja diretamente ligado à importação ou exportação.
Abaixo algumas das atividades e colocação do profissional para atuar com o comércio exterior:
Departamento de exportação ou importação de uma empresa;
Compras e suprimentos / vendas;
Agente; Trader; Consultor;
Professor de Comex;
Despachante Aduaneiro, autônomo, Comissária de despachos; Ajudante de despachante aduaneiro;
Vendedor de serviços: fretes - Internacional/Nacional; Terceirização de serviços;
Oportunidade aliada ao conhecimento, área específica; Comercial Exportadora e Importadora;
Comissária de despachos.
Dentre os requisitos necessários destaco os principais:
• Noção da legislação de comércio exterior, documentação e operacionalidade;
• Fluência em inglês e espanhol;
• Ser usuário de computador (Windows, Internet, Excel); • Estar atualizado com a economia internacional;
• Conhecimento de marketing;
• Conhecimento das estatísticas de importação e exportação tanto interna quanto externa.
O conhecimento de informática é uma ferramenta que auxilia sobremaneira o profissional de comércio exterior, pois a agilidade faz com que os negócios aconteçam muito rapidamente se o profissional estiver no caminho certo. Desde 1993 e 1997 as exportações e importações
respecti-cado digital e-CPF para realizar todas as transações relativas ao Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex, através da Internet.
Atuar com o comércio exterior é uma profissão como outra qual-quer e só irá conseguir conquistar uma posição privilegiada aquele que se destacar e propagar seu trabalho, que pode se dar pelo conhecimento, dis-posição e muita persistência, o comércio internacional aumenta dia após dia seja com novas empresas ou com empresas em novos mercados ex-portando e imex-portando e que certamente precisará a cada vez mais desta mão de obra especializada. E é recomendado a todo e qualquer profissional que atue na parte operacional, financeira, contábil, compras, vendas, etc., o conhecimento básico sobre comércio exterior.
Depto. Exportação - Depto. Importação de uma empresa - Compras e suprimentos / vendas
Dentre as atividades da empresa, a qualquer momento poderá sur-gir à oportunidade de exportar ou a necessidade de importar matéria prima ou mesmo máquinas e equipamentos para melhorar a qualidade e compe-titividade da empresa. Neste momento a direção terá que encontrar alguém com conhecimentos para gerir esta atividade e certamente irá procurar estas qualidades em seu quadro de colaboradores, assim poderá surgir um de-partamento de importação ou exportação.
Agente
Nesta atividade, todo aquele que reunir conhecimentos sobre co-mércio exterior poderá estar atuando como agente, seja atendendo ao um pedido de uma empresa para buscar produtos ou mesmo colocar em ou-tros mercados, ligando as pontas entre importador/exportador e vice versa, pelo que será remunerado de acordo com as tratativas entre as partes.
Trader
O Trader, diferentemente da figura do agente, mas com muitas atividades em comum procura identificar as oportunidades para interme-diar negócios na esfera internacional, planejando todo o processo desde o primeiro contato, analisando custos e legislação pertinente, seja na im-portação ou na exim-portação, preparando toda logística para viabilizar as transações.
O Trader está sempre participando de eventos nacionais e interna-cionais levando e buscando os produtos para seus clientes, participando diretamente das negociações em nome do seu representado agindo com se tal fosse. Muitos Traders procuram se especializar em um determinado segmento, confecções, móveis, carne, entre tantos outros, de acordo com o conhecimento do mesmo do produto em questão.
Consultor
Atuar como consultor de comércio exterior requer conhecimento amplo dos mais diversos segmentos, pois terão que preparar dados es-tatísticos, relatórios de comportamento do produto a nível internacional, comportamento da concorrência no mercado interno e externo, levar su-gestões de como a empresa poderá estar exportando ou importando. É imprescindível nesta condição, assim como nas demais o conhecimento da legislação pertinente ao comércio exterior bem como sua atualização constante.
Professor de Comex
Existe uma carência nesta área de atuação, principalmente fora dos grandes centros, aquele que se propõe em ser professor de comércio exte-rior deve ter amplo conhecimento dedicando-se a uma atividade específi-ca ou num todo. Poderá desenvolver aulas como por exemplo:
- Práticas cambiais;
- Incoterms – Termos de Comércio Internacional; - Legislação aduaneira;
Ajudante de despachante aduaneiro;
Os Despachantes Aduaneiros preparam e assinam os documentos que servem de base ao despacho aduaneiro, na importação e exportação, verificando o enquadramento tarifário da mercadoria respectiva e provi-denciando o pagamento dos impostos de importação e sobre produtos in-dustrializa- dos, PIS e COFINS (atualmente mediante débito automático), bem como o do imposto sobre circulação de mercadorias, do frete marí-timo, rodoviário e ferroviário, da demurrage, da taxa de armazenagem e de capatazias, do adicional ao frete para renovação da Marinha Mercante, etc.. Atuam perante vários órgãos públicos vinculados a inúmeros Minis-térios do Governo (da Saúde, da Agricultura, da Indústria e do Comércio, da Fazenda, e de outros), finalizando a obtenção de documentos ou infor-mações via Siscomex necessários ao procedimento fiscal aqui referido (licenças de importação, registros de exportação, certificados de origem, certificados fitossanitários, fechamentos de câmbio, entre outros).
O procedimento fiscal de despacho aduaneiro envolve uma série de conhecimentos de natureza técnica, tais como o pleno domínio da Tarifa Externa Comum (TEC) e suas Regras, das negociações tarifárias firmadas pelo Brasil, notadamente as que dizem respeito à ALADI, ao MERCOSUL e ao GATT (OMC), dos vários regimes isencionais e suspensivos de tribu-tação, na área da importação e exportação (drawback, etc.), das normas que regem o Licenciamento e tantas outras. Trata-se, assim, de uma ativi-dade que exige conhecimentos não só na área aduaneira, mas igualmente na do direito tributário, administrativo, comercial, marítimo, etc.
Para se tornar um despachante aduaneiro o interessado terá que trabalhar por dois anos como ajudante de despachante aduaneiro, reque-rer junto à Receita Federal o seu registro de ajudante de despachante e
após dois anos poderá requer seu registro como Despachante Aduaneiro e filiar-se a um sindicato de classe na região onde irá operar.
O despachante aduaneiro poderá atuar como profissional autôno-mo ou ter uma empresa prestadora de serviços em comércio exterior, no caso, uma comissária de despachos aduaneiros, a qual irá precisar de ajudante de despachante aduaneiro, este poderá representar o despachan-te aduaneiro em todos os atos funcionais, sendo vedado assinar autos de infração e termos de responsabilidades entre outros documentos da alfândega.
Vendedor se serviços – Frete internacional
Regional com atuação global, uma tendência que está dando oportunidades para aqueles que estão longe dos grandes centros e pró-ximo das empresas locais, oferecendo um serviço de cotação de fretes, marítimos principalmente, pois o rodoviário ainda é muito pequena a sua presença no interior, estando mais centralizados na capital, informa aos clientes uma diversificada programação de saídas dos principais portos e aeroportos brasileiros para o destino final pretendido que poderá ser um NVOCC ou representante comum do mesmo.
NVOCC é a sigla em inglês de Non Vessel Operating Common Carrier, que podemos traduzir como uma transportadora não proprietária de navios para operação compartilhada.
NVOCC operar, ele precisa ter um correspondente no porto de des-tino, que faz o desmembramento do embarque, descarrega o container e o devolve ao armador, além de outros trabalhos relativos aos controles adua-neiros demandados.
No caso de um representante comum, pessoa física ou jurídica que providência as cotações de frete, informando também as previ-sões de saídas e chegadas de navios para o transporte marítimo de car-ga, mediante remuneração, normalmente um percentual sobre o valor de frete pago.
visando oferecer toda informação necessária ao interessado.
Oportunidade aliada ao conhecimento, área específica
É grande o número de empresas que buscam investimentos e outros interesses no Brasil e sempre procuram por uma mão de obra especializa-da em determinado segmento. As oportuniespecializa-dades podem estar ligaespecializa-das sim-plesmente com ser um contratado para prestar serviços dentro da área de atuação específica onde reúne conhecimentos necessários e o domínio da língua do país, este poderá ser contratado como colaborador, prestador de serviços ou até mesmo receber um convite para uma sociedade de interesse de ambas as partes.
No caso de ser uma empresa, já constituída e com atuação em determinada área, esta poderá receber um convite de parceria, Joint-Ven-tures, cuja definição do termo em português é, fusão e/ou associação de capitais, participação acionária, transação ou operação conjunta, com aporte de capital ou não, neste caso poderia ser de bens ou conhecimentos tecnológicos.
Comercial Exportadora e Importadora
Trata-se de uma empresa como outra qualquer na prestação de serviços, tendo com atividade fim comprar e vender ou mesmo atuar com intermediário em operações de comércio exterior. Uma empresa que ne
ces-site importar determinado produto ou exportar e não reúna as condições necessárias para tanto poderá fazer uso de uma comercial exportadora para receber ou mandar suas mercadorias.
Atualmente empresas com esta denominação e atuação têm au-mentado visando atender às necessidades e aproveitar-se da deficiência de
outras, pois para poder atuar com importação e exportação a empresa terá que ter a Habilitação/Radar, junto à Receita Federal da jurisdição da matriz e em muitos casos encontra-se impedida devido a débitos federais e/ou processos administrativos, logo se aparece uma operação, seja de im-portação ou exim-portação, faz uso de uma comercial exportadora.
Trading Company & Comercial Exportadora Comum
Como já mencionado acima, uma empresa comercial exportadora comum é uma empresa como outra qualquer, já a Trading Company é uma empresa comercial exportadora, constituída de acordo com as espe-cificações elenca- das no Decreto-lei nº. 1.248, de 29 de novembro de 1972. A Trading Company deve ser constituída sob a forma de sociedade por ações, as quais devem ser nominativas e com direito a voto e possuir um capital mínimo equivalente a 703.380 UFIRs. Possuir o Certificado de Re- gistro Especial, concedido pelo DECEX, em conjunto com a Secretaria da Receita Federal.
Basicamente a diferença entre uma e outra estará na própria razão social, a comercial exportadora comum será sempre uma Ltda., e a Trading Company será sempre uma S/A, a venda de mercadorias para uma Ltda., ambos ficam solidários no recolhimento de impostos até que se efetive de fato a exportação obtendo assim a isenção, já a venda para uma Trading Company os impostos são automaticamente isentos.
Comissária de despachos aduaneiros
Empresa que atua nos processos de importação e exportação, ofe-recendo assessoria, consultoria, liberação de mercadorias no porto, aero-porto, fronteira e correios, bem como em recintos alfandegados como Eadi, (Porto Seco), normalmente este tipo de empresa, quando não dispõe em seu quadro societário a figura do despachante aduaneiro, ou ainda quando se faz necessário contrata o mesmo como autônomo para exercer as fun-ções dentro da empresa como prestador de serviços.
pla-1 - Despachante aduaneiro;
2 - dirigente ou empregado de pessoa jurídica representada existem empre-sas que prestam esses serviços e não tem em seu quadro social a figura do despachante aduaneiro, sendo este profissional um contratado para estar à frente da fiscalização quando da liberação das mercadorias.
Hoje e já há algum tempo o governo disponibiliza informações que auxiliam na busca de informações para realização de pesquisa de dados nacionais e internacionais, dos quais destaco os sites:
http://www.brasilglobalnet.gov.br - Ministério das Relações Exteriores http://www.desenvolvimento.gov.br - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
http://www.portaldoexportador.gov.br - MDIC http://www.vitrinedoexportador.gov.br/
http://www.aprendendoaexportar.gov.br - MDIC
http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br - http://aliceweb2.mdic.gov.br - http://www.alicewebmercosul.mdic.gov.br
http://www.apexbrasil.com.br - Agência de Promoção de Exportação www.bb.com.br - Banco do Brasil - Negócios Internacionais - Revista Comércio Exterior BB
www.funcex.com.br - Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior www.aeb.org.br - Associação de Comércio Exterior do Brasil
http://www.comexbrasil.gov.br - Portal Brasileiro de Comércio Exterior http://www.paiipme.com.br - Pequenas e Médias Empresas – Apoio à In-serção Internacional
Habilitação da Empresa para
Importar/Exportar
Para estar apto a operar na importação ou exportação, deverá toda empresa estar habilitada na Secretaria da Receita Federal do Brasil.
O interessado deverá requerer o pedido de habilitação à unidade de fis-calização aduaneira com jurisdição sobre o estabelecimento matriz, devendo esta ser Delegacia da Receita Federal e não Agência da Receita Federal. Para tanto, a empresa deverá reunir documentos visando habilitar-se, sendo estes, cópias devidamente autenticadas, declarações e formulários com firma reconhe-cida em cartório. Lembrando que o REI – Registro de Importadores e Exporta-dores, que era realizado junto ao Banco do Brasil S/A. fora extinto em dezembro de 1999, não havendo portanto necessidade do mesmo.
Procedimentos para habilitar empresas para importar e exportar
Com o advento da Instrução Normativa Nº 650 publicada no Di-ário Oficial, com efeito a partir 22 de maio de 2006, a Receita Federal visa facilitar a Habilitação das empresas para importação e exportação. A referida IN está regulamentada pelo Ato Declaratório Executivo Coana nº 3, de 1o de junho de 2006, que apresenta a relação de documentos a serem apresentados juntamente com os requerimentos para habilitação.
Anteriormente, a Instrução Normativa SRF nº 455, de 5 de outubro de 2004, o prazo era de 30 dias o que fica reduzido para até 10 (dez) dias caso a empresa esteja com a sua situação regular.
Com as informações prestadas à Receita Federal, anteriormente, o Auditor Fiscal verificava se as informações eram verdadeiras, agora as mes-mas são prestadas, detalhadamente por parte do interessado, onde o mesmo assume como verdadeiras sob as penas da lei, assim qualquer divergência será indeferida sumariamente a habilitação e ainda poderá ser intimado a prestar esclarecimentos sobre a veracidade ou divergência de informação.
Outro ponto importante é que a empresa tendo obtido sua habi-litação não poderia ficar mais que doze meses sem operar em comércio exterior, o que agora fora ampliado para dezoito meses.
Fica mantida a dispensa de habilitação para exportação via Empre-sa Brasileira de Correios e Telégrafos, obedecendo as normas estipuladas por esse meio.
A Habilitação poderá ser de quatro maneiras:
Ordinária, para empresas que atuam com freqüência no comércio exterior; Simplificada, para empresas que atuam com exportações e importações
de pequena monta ou ainda para aquisição de bens desti-nados à incorporação ao seu ativo fixo permanente.
Outro ponto importante é que o valor para transações fora elevado de US$ 150,000.00 para US$ 300,000.00 em cada período consecutivo de seis meses, ou seja US$ 600,000.00 ano, para empresas que atuam com exportações e fora mantido para importações em US$ 150,000.00, ou seja US$ 300,000.00 ano, podendo obter assim a Habilita-ção Simplificada.
Especial, especial, para órgão da administração pública direta, autar-quia e fundação pública, órgão público autônomo, organis-mo internacional e outras instituições extraterritoriais; Restrita, para pessoa física ou jurídica que tenha operado
anterior-mente no comércio exterior, exclusivaanterior-mente para a realiza-ção de consulta ou retificarealiza-ção de declararealiza-ção.
sar o site http://www.receita.fazenda.gov. br/, clicar em Aduana e Comér-cio Exterior, clicar em Siscomex, clicar em Responsável Legal - Habilita-ção.
Certificado Digital e-CPF
Após obter a Habilitação para importar e/ou exportar, será neces-sário que o responsável legal pela empresa obtenha o e-CPF, para que possa efetuar o Cadastro de Representantes Legais no Siscomex - Sistema Integrado de Comércio Exterior.
Esta opção de acesso possilibilita ao contribuinte possuidor de certificado digital e-CPF realizar todas as transações relativas a este ser-viço, pertencente ao Siscomex, desde que autorizadas pelo perfil ou perfis do sistema em que esteja previamente habilitado junto à Receita Fede- ral do Brasil.
Ao utilizar este serviço, o contribuinte certificado, habilitado como Responsável Legal pela empresa perante a Receita Federal do Brasil, po-derá efetuar o credenciamento no Siscomex de outras pessoas físicas que atuarão como Representantes Legais dessa empresa na prática dos atos relacionados ao despacho aduaneiro.
O e-CPF é uma identificação eletrônica que garante a autenticidade e integridade do relacionamento entre o contribuinte e da Receita Fede-ral do Brasil, assegurando a privacidade e inviolabilidade das informações trocadas.
Atualmente, o e-CPF permite utilizar os serviços disponibiliza-dos pela Receita Federal no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuin-te – e-CAC. Você pode, por exemplo, obContribuin-ter cópias de declarações, efetuar retificações de Darf, utilizar o Siscomex e conferir a sua situação fiscal ou
de sua empresa, sem a necessidade de comparecer pessoalmente a uma unidade de atendimento ao contribuinte, além do fechamento de câmbio.
Localidades para obter o e-CPF:
Serasa São José do Rio Preto, SP - (17) 4009-2600 Serasa Curitiba - (41) 4002-4004 Serpro Curitiba - (41) 3313-8282 Serasa Porto Alegre - (51) 2102-6100 Serasa Novo Hamburgo - (51) 2102-5300 Serasa Caxias do Sul - (54) 4009-3700 Serasa Passo Fundo - (54) 3313-7566 Serpro Porto Alegre - (51) 3212-6746 Serasa Florianópolis - (48) 3222-2024 Serpro Florianópolis - (48) 3231-8800 Serpro São Paulo - (11) 3229-6426 Serasa São Paulo - (11) 5591-0137
RIEX - Sistema
de Registro de Informações de
Exportação
Visto Eletrônico na Exportação – ICMS
RIEX – Sistema de Registro de Informações de Exportação, no qual a empresa terá que se cadastrar previamente para obter uma senha de acesso ao programa para que quando emitir uma nota fiscal de expor-tação, seja ela direta ou indireta, a qual é desonerada de ICMS, incentivo para empresas exportadoras, ser gerado um formulário que deverá acom-panhar a primeira via da nota fiscal.
Quem deve obter o Visto Eletrônico na Exportação:
- Empresas que exportam diretamente ao exterior;
- Empresas que vendem seus produtos à comercial exportadora, com fim específico de exportação;
- Empresas que recebem produtos de outras para exportação.
O Visto Eletrônico será obrigatório mesmo que os produtos sejam exportados por outro estado que não de São Paulo.
Trata-se de mais uma burocracia para as empresas exportadoras do estado de São Paulo, tendo em vista que a Secretaria de Arrecadação Estadual irá gerenciar mais rapidamente o recolhimento de ICMS, pois até o momento a empresa que emite uma nota fiscal para exportação e não
realiza de fato a operação só receberá uma fiscalização num período de até dois anos, momento em que poderá não existir mais. Com o advento do RIEX o controle será com prazo muito inferior.
SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGOCIOS DA FAZENDA COOR-DENADORIA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA - CAT DIRETORIA
EXECUTIVA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA - DEAT SUPERVI-SÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR - DEAT - COMEX Sistema de Registro de Informações de Exportação Extrato do comprovante de Registro de Informações
Visto eletrônico concedido em DD/MM/AAAA pela Supervisão de Comér- cio Exterior - DEAT-COMEX, nos termos do artigo 1° da Portaria CAT 50, de 21/06/2005.
CNPJ: 69.120.301/0001-20 Nota Fiscal: 1252
Série: U
Data de emissão: 20/03/2006 Valor Total da nota: R$ 2550,00 Código: 5020324238
Fig. 11 – Modelo de extrato do comprovante de Registro de Informações
Para fazer o cadastro a empresa terá que acessar o endereço eletrô-nico http://www.fazenda.sp.gov.br, e seguindo o roteiro SERVIÇOS / VIS-TO ELETRÔNICO - EXPORTAÇÃO / REGISTRO DE INFORMAÇÕES / CADASTRA ESTABELECIMENTO.
Após o cadastro, com a senha poderá acessar o site, preencher o formulário para gerar o Visto Eletrônico, seguindo as instruções no Guia do Usuário, que esta disponível no site para download, que após será impresso em papel A4, anexando à nota fiscal de exportação.
Mercosul e a Integração
Latino-Americana
O Tratado de Assunção, assinado em Março de 1991, estabele-ceu o processo de transição para a criação do Mercado Comum entre o Brasil, a Argentina, o Uruguai e Paraguai, União Aduaneira que en-trou em vigor a partir de 01 de Janeiro de 1995, tornando-se assim a quinta maior economia mundial depois dos Estados Unidos, da União Européia, do Japão e da China.
Na década de 60, tivemos a ALALC - Associação Latino Americana de Livre Comércio, visando um mercado comum, mas em face a uma série de dificuldades e à sua rigidez com as listas comuns e com os prazos de redução tarifária, fatos que impediam a integração regional, posteriormente evoluindo em 1980 para a ALADI - Associação Latino-Americana para Desenvolvimento e a Integração, procurando superar a estagnação em que se encontrava a ALALC.
Através das listas Nacionais, os integrantes da ALADI, Argenti-na, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, promoviam o livre comércio entre os Estados Membros com reduções tarifárias de preferências percentuais, através de acordos de alcance regional com a participação de todos os países, ou acordos de alcance parcial com a participação de alguns países, re-duzindo assim o imposto de importação a pagar quando as mercadorias tinham como procedência um país da ALADI.
Tanto a ALALC quanto a ALADI, tiveram uma importância fun-damental na criação do Mercosul que ficou definido com o Tratado de Assunção, entrando em pleno vigor em 01 de Janeiro de 1995.
O Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, constituem-se em Zona de Livre Comércio e uma União Aduaneira, o que assegura aos pro-dutos originários dos quatro países membros, circularem dentro do territó-rio do MERCOSUL com tarifa de imposto de importação zero.
A Tarifa Externa Comum - TEC, torna-se obrigatória nos quatro países, ou seja qualquer produto importado de terceiros países, terá uma alíquota de imposto de importação comum aos quatro países.
O Brasil consolidou em uma única relação a “Lista Básica de Con-vergência de Bens de Capital; a Lista de ConCon-vergência do Setor de informática e Telecomunicações; a Lista Básica de Exceções à TEC”, onde estão indicados os esquemas de convergência que lhes serão aplica-dos, até que se alcance a alíquota definida na TEC.
Regime de Adequação implica na Lista de Produtos que necessita de um tratamento tarifário, para o comércio intraregional, tendo duração de quatro anos para o Brasil, com reduções lineares e automáticas até alcançar alíquota zero. Através do Decreto 1.724 de 04/12/95, o governo brasi-leiro fixou as alíquotas incidentes sobre produtos originários e procedentes dos Estados-Partes do MERCOSUL, dando eficácia no plano interno ao Regime de Adequação Final à União Aduaneira.
O MERCOSUL, constitui-se em importante bloco econômico, ten-do dispertaten-do interesse de outros blocos para a formação de outros com ampliação, a exemplo dos americanos com a ALCA - Área de Livre Co-mércio das Américas, reunindo 34 países e a União Européia com 15 paí-ses.
Mercosul - Mercado Comum do Sul
Antecedentes:
ALALC - 1960 - ALADI - 1980
Países Membros:
Argentina - Bolívia - Brasil - Colômbia - Chile - Equador - México - Paraguai - Peru - Uruguai - Venezuela
MERCOSUL: Tratado de Assunção 26/03/91
01/01/1995 - União Aduaneira entre: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai
Conceitos Básicos:
Livre Circulação de Produtos; Livre Circulação de Serviços; Livre Circulação de Pessoas; Livre Circulação de Capitais;
Taxas Alfandegárias Externas comuns aos quatro países; Política Comercial comum em relação a outros países; Políticas Educacionais, Trabalhistas e Culturais compatíveis; Políticas e Legislações gerais compatíveis;
Estrutura do Mercosul
CONSELHO DO MERCADO COMUM
O Conselho do Mercado Comum é órgão superior do Mercado Co-mum, correspondendo-lhe a condução política do mesmo e a tomada de decisão para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazos estabelecidos para a constituição definitiva do Mercado Comum. Composto pelos Minis-tros das Relações Exteriores e os Ministérios de Economia dos Estados--Partes.
Suas Reuniões dar-se-ão de acordo com a necessidade, e pelo me-nos uma vez por semestre e as fará com a participação dos Presidentes dos Estados-Partes.
Suas funções são a de velar pelo cumprimento do Tratado de As-sunção, de seus protocolos e acordos firmados. Formular políticas e pro-mover ações necessárias para a consolidação do Mercado Comum, nego-ciar e firmar acordos, em nome do Mercosul, com terceiros países, grupo de países e organismos internacionais, funções que poderão ser delegadas ao Grupo Mercado Comum, conforme estabelecido no Tratado.
Pronunciar-se sobre as propostas levadas pelo Grupo Mercado Co-mum, criar reuniões de ministros e pronunciar- se sobre os acordos remeti-dos pelas mesmas, aclarar quando necessária, o conteúdo e alcance de suas decisões, designar o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul, ho-mologar regimento interno do Grupo Mercado Comum.
O Conselho Mercado comum se pronunciar-se-á mediante deci-sões, as que sejam obrigatórias para os Estados- Partes.
GRUPO MERCADO COMUM
O Grupo Mercado Comum é o órgão superior do Mercado Comum, sua coordenação está a cargo do Ministério das Relações Exteriores.
Tem como funções, velar pelo cumprimento do Tratado, tomar pro-vidências com relação as decisões adotadas pelo conselho, propor medi-das concretas tendentes à aplicação do Programa de Liberação Comercial, à coordenação de políticas macroeconômicas e à negociação de Acordos frente a terceiros e assegurar avanços para o estabelecimento do Mercado Comum.
O Grupo Mercado Comum está integrado por quatro membros ti-tulares e quatro membros alternos por país, que representam os seguintes órgãos:
- Ministério das Relações Exteriores;
- Ministério da Economia ou seus equivalentes (Áreas de Indústrias, Comércio Exterior e/ou Coordenação Econômica);
- Banco Central.
Subgrupos de Trabalho do Grupo Mercado Comum:
Subgrupo 1 : Comunicações Subgrupo 2 : Mineração
Subgrupo 3 : Regulamentos Técnicos Subgrupo 4 : Assuntos Financeiros
Subgrupo 5 : Transportes e Infra-estrutura Subgrupo 6 : Meio Ambiente
Subgrupo 7 : Indústria Subgrupo 8 : Agricultura Subgrupo 9 : Energia
Subgrupo 10 : Assuntos Trabalhistas, Emprego, e Segu-ridade Social
e a edição do Boletim do Mercosul. Organizar os aspectos logísticos das reuniões do CMC e CCM quando as mesmas se realizarem em sua sede permanente, no que se refere a reuniões fora de sede proporcionará apoio ao Estado em que se realize a reunião.
Órgão encarregado de registrar as Listas Nacionais, desempenhar as tarefas que sejam solicitadas pelo GMC e da CCM, elaborar projetos, e uma vez aprovados pelo GMC, praticar todos os atos necessários para sua execução, apresentar relatório das contas ao GMC, assim como informe de suas atividades. A Secretaria Administrativa do Mercosul está a cargo de um diretor, que terá nacionalidade de um dos Estados-Partes, sua sede está em Montevidéu.
COMISSÃO DE COMÉRCIO DO MERCOSUL
Órgão encarregado de assistir ao Grupo Mercado Comum, aplican-do os instrumentos de política comercial comum, acordaaplican-dos pelos Esta-dos-Partes para o funcionamento da união aduaneira, assim como efetuar o segmento e revisar temas e matérias relacionados com as políticas co-merciais comuns, com o comércio intra-mercosul e com terceiros países. Sua coordenação está a cargo dos Ministérios das Relações Exteriores dos Estados-Partes, realizará reuniões pelo menos uma vez por mês ou sempre que solicitado pelo GMC ou por qualquer Estado-Parte.
Está a seu encargo, pronunciar-se sobre as solicitações apresentadas pelos Estados-Partes com respeito ao cumprimento da Tarifa Externa Co-mum - TEC e demais instrumentos de política comercial coCo-mum, analisar a evolução desses instrumentos para o funcionamento da união aduaneira e formular propostas a este respeito ao Grupo Mercado Comum.
e dos instrumentos de política comercial adotados pelos Estados-Partes, propor ao GMC novas normas ou modificações das normas existentes em matéria comercial e aduaneira do Mercosul, revisão das alíquotas de itens específicos da TEC, inclusive contemplar casos referentes a novas ativida-des produtivas no âmbito do Mercosul.
FORO CONSULTIVO DO MERCOSUL
O Foro Consultivo participará do processo de integração fazendo recomendações ao Grupo Mercado Comum, órgão executivo do Mercosul, e é composto por entidades representativas de empresariado e de trabalha-dores.
COMISSÃO PARLAMENTAR CONJUNTA
Órgão representativo dos Parlamentares dos Estados- Partes no Mercosul, objetivando acelerar interesses e harmonizar as legislações e maximizar temas prioritários. A Comissão Parlamentar remeterá recomen-dações ao Conselho do Mercado Comum por intermédio do Grupo Merca-do Comum.
Certificado de Origem
Para beneficiar-se das reduções e restrições outorgadas entre os pa-íses membros do MERCOSUL, as exportações deverão estar acompanha-das do Certificado de Origem, que é emitido por entidade de classe ou instituição com perfil jurídico e reconhecida pelo governo e expedida dire-tamente do país exportador ao país importador, devendo conter percentual de 60% do índice de nacionalização, sendo permitidos até 40% de produtos agregados de terceiros países.
Considera-se expedição direta as seguintes condições:
a) as mercadorias transportadas sem passar pelo território de algum país não-participante do Tratado;
b) as mercadorias transportadas sem passar pelo território de alguns paí-ses não participantes, com ou armazenamento temporário, sob a vigi-lância de autoridade alfandegária competente em tais países, sempre que:
- o trânsito estiver justificado por razões geográficas ou por conside-rações relativas a requerimentos do transporte;
- não estiverem destinadas ao comércio, uso ou emprego no país de trânsito, e não sofram, durante transporte e depósito, nenhuma opera-ção distinta às de carga e descarga ou manuseio, para mantê-las em boas condições ou assegurar sua conservação;
- que os produtos procedentes das Zonas Francas situadas nos limi-tes geográficos de qualquer dos Estados- Parlimi-tes deverão cumprir os requisitos previstos no presente Regime Geral;
- a expressão “materiais” compreende as matérias-primas ou produtos intermediários e as partes e peças utilizadas na elaboração das mercado-rias.
No Estado de São Paulo, o órgão encarregado da emissão do Cer-tificado de Origem é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIESP, CIESP e algumas Associações Comerciais.
Para obter o Certificado de Origem, deverá o produtor final ou o exportador preencher formulário padrão, indicando características e com-ponentes do produto e os processos de elaboração, este documento firmado dará origem ao certificado, desde que seus dados estejam corretos será emitido em até 03 (três) dias.
Certificado de Origem também é necessário para exportação no âmbito da ALADI, SGPC e SGP, esses certificados garantem ao impor-tador a redução parcial ou total do imposto de importação que incide sobre determinados produtos. O Brasil é membro dos acordos firmados com os países que os integram e o Certificado do SGP é emitido pelo Banco do Brasil “FORM A”.
Países Membros da ALADI - Associação de Latino Americana de Integração - ( Acordos Bilaterais ou Multilaterais-Preferências Tarifárias): Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, México,
Para-guai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Países Membros do SGPC - Sistema Global de Preferências Comerciais - (entre países em desenvolvimento):
Argélia, Argentina, Bangladesh, Benin, Bolívia, Brasil, Camarões, Chile, Cingapura, Cuba, Egito, Equador, Filipinas, Gana, Guiana, Guiné, Índia, Indoné- sia, Irã (República Islâmica do), Iraque,
Iuguslá-Países Membros do SGP - Sistema Geral de Preferências
- (Outorgado por países desenvolvidos aos países em desenvolvimento): Bielo-Rússia. Bulgária, Canadá, Eslováquia, Estados Unidos da
Amé-rica, Federação Russa, Hungria, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Re-públida Tcheca, Suiça.
União Européia - Áustria, Bélgica, Dinamarcaa, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Irlanda, Suécia, e República Federal da Alemanha.
Tarifa Externa Comum - TEC
As alíquotas do Imposto de Importação que prevalecerão para o comércio com terceiros países, incidem sobre as mercadorias estrangeiras e tem como fato gerador a entrada no território aduaneiro.
A base de cálculo para o imposto é o valor aduaneiro que expres-so em moeda estrangeira deverá ser convertida para moeda nacional de acordo com as Taxas de Câmbio para essa finalidade, dólar comercial.
EXEMPLO DE CÁLCULO COM ALÍQUOTA “AD VALOREM”
Valor Aduaneiro incluindo frete e seguros internacional equivalente a US$ 150,000.00
Taxa de Câmbio para efeitos de imposto US$ 1.00 = R$ 1.738
Conversão para moeda Nacional:
US$ 1.00 R$ 1.738 US$ 150,000.00 = X 150,000.00 x R$ 1.738 X = US$ 1.00 X = R$ 260.700,00 Alíquota constante da TEC igual a 20%
Valor Aduaneiro ...R$ 260.700,00 Alíquota do imposto ... 20% Imposto Calculado ...R$ 52.140,00
Redução do Imposto de Importação – I.I.
A TEC – Tarifa Externa Comum define o I.I. a pagar quando se importa de terceiros países, fora do bloco Mercosul.
A Preferência Percentual pode ser entendida como um desconto concedido quando importamos de terceiros países uma vez que encontra--se negociado com através de acordos bilaterais ou multilaterais no caso da ALADI – Associação Latino Americana de Integração.
Da mesma forma para a exportação o importador irá obter o mes-mo desconto, desde que seja enviado o Certificado de Origem ou Certifi-cado FORM A - SGP – SGPC.
Exemplo de Imposto de Importação à pagar quando se im-porta de um país fora do Mercosul que mantém acordo com o Brasil, obtendo uma Preferência Percentual.
ACORDOS INTERNACIONAIS MERCOSUL 0%
ALADI - Acordos Bilaterais, entre dois países, Multilaterais, entre vários países- (Preferência Percentual).
I.I. - TEC ...20% PREFERÊNCIA PERCENTUAL ...40% MARGEM DE REDUÇÃO ... = 40% DE 20% = 8% IMPOSTO RESULTANTE (I.I. - R) ... = 20% - 8% = 12% No exemplo acima o imposto na TEC é de 20%, no entanto por força de um acordo, obtendo-se a Preferência Percentual de 40% o mesmo ficará em 12%.
Classificação Fiscal de
Mercadorias
É a operação de enquadramento de uma determinada mercadoria em um sistema que, no Brasil, obedece padrões internacionais de um Sis-tema Harmonizado e o não enquadramento correto poderá causar multas e devolução dos documentos.
Sistema Harmonizado de Designação e de Classificação de Merca-dorias, designado por Sistema Harmonizado, em todos os países do mundo, as mercadorias são codificadas numericamente, constituídas de seis dígitos, com vistas aos controles estatísticos e fiscalização aduaneira, facilitar a unificação de documentos comerciais, bem como a transmissão de dados.
NCM - Nomenclatura Comum do Mercosul, a partir de 01 de Ja-neiro de 1995, o Brasil adotou junto a seus parceiros do Mercosul, Argen-tina, Paraguai e Uruguai, a NCM, constituída de oito dígitos, baseada no Sistema Harmonizado, para a aplicação da TEC-Tarifa Externa Comum, definindo o imposto de importação de mercadorias procedentes de terceiros países, e a apuração da alíquota do I.P.I.
NALADI/SH - Nomenclatura da Associação Latino Americana de Inte-gração, baseada no Sistema Harmonizado, utilizada nas negociações de âmbito da ALADI, para verificar as preferências comerciais concedidas pelos parceiros comerciais, composta de oito dígitos.
NBM/SH - Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, baseada no Sistema Harmonizado, utilizada para apurar a alíquota do IPI, composta de dez dígitos. (*)
(*) IMPORTANTE: Esta nomenclatura foi incorporada a NCM pelo de-creto Nr. 2092 de 10/12/96, produzindo efeitos a partir de 01/01/1997, mas deverá ser utilizada para fins estatísticos.
do Mercosul
ESTRUTURA - XXI SEÇÕES - 96 CAPÍTULOS SEÇÃO I Animais vivos e produtos do Reino Animal - Cap. 1 A 05 SEÇÃO II Produtos do reino vegetal - Cap. 6 A 14
SEÇÃO III
Gorduras e óleos animais ou vegetais; produtos da sua dis- sociação; gorduras alimentares elaboradas; ceras de origem animal ou vegetal - Cap. 15
SEÇÃO IV
Produtos das indústrias alimentares; bebidas, líquidos alcóo- licos e vinagres, fumo (tabaco) e seus sucedâneos manufa- turados - Cap. 16 A 24
SEÇÃO V Produtos Minerais - Cap. 25 A 27
SEÇÃO VI Produtos das indústrias Químicas ou das inds. conexas - Cap. 28 a 38 S E Ç Ã O VII Plásticos e suas obras; borracha e suas obras - Cap. 39 A 40
S E Ç Ã O VIII
Peles, couros, peleteria e obras destas matérias; artigos de correeiro ou seleiro; artigos de viagem bolsas e artefatos se- melhantes; obras de tripa - Cap. 41 A 43
SEÇÃO IX Madeira, Carvão vegetal e obras de madeira; cortiça e suas obras; de espartaria ou cestaria. - Cap. 44 A 46
SEÇÃO X
Pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósi- cas; desperdícios e aparas de papel ou de cartão; papel e suas obras - Cap. 47 A 49
SEÇÃO XI Matérias têxteis e suas obras - Cap. 50 A 63
SEÇÃO XII
Calçados, chapéus e artefatos de uso semelhante, guar-da- chuvas, guarguar-da-sóis, Bengalas, Chicotes, e suas partes; penas preparadas e suas obras; flores artificiais, obras de cabelo - Cap. 64 A 67
SEÇÃO XIII Obras de pedra, gesso, cimento amianto, mica ou de maté- rias semelhantes; produtos cerâmicos; vidros e suas obras - Cap. 68 A 70
SEÇÃO XIV
Pérolas naturais ou cultivadas, pedras preciosas ou semipre- ciosas e semelhantes, metais preciosos, metais folheados ou chapeados de metais preciosos, suas obras; bijuterias; moedas - Cap. 71
SEÇÃO XV Metais comuns e suas obras - Cap. 72 A 83 - Exclui-se cap.77
SEÇÃO XVI
Máquinas e aparelhos, material elétrico, suas partes; apa- relhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagem e de som em televi- são, e suas partes e acessórios - Cap. 84 E 85
SEÇÃO XVII Material de transporte - Cap. 86 A 89
S E Ç Ã O XVIII
Instrumentos e aparelhos de ótica, fotografia ou cinema- to-grafia, medida, controle ou de precisão; Instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos; aparelhos de relojoaria; instru- mentos musicais, suas partes e acessórios - Cap. 90 A 92 SEÇÃO XIX Armas e munições; suas partes e acessórios - Cap. 93 SEÇÃO XX Mercadorias e produtos diversos - Cap. 94 A 96 SEÇÃO XXI Objetos de arte, de coleção e antigüidades - Cap. 97
SISCOMEX
Sistema Integrado de
Comércio Exterior
O SISCOMEX foi implantado em Janeiro de 1993 para as ope-rações de exportação. O SISCOMEX é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro e acompanhamento das operações de comércio exterior, mediante fluxo único, computadorizado, de informações permitindo o acesso, desde que habilitado ou credenciado, de importado-res, exportadoimportado-res, despachantes aduaneiros, transportadoimportado-res, instituições financeiras, todos podem consultar o sistema para efetuar registros, o SIS-COMEX começou a operar na importação em Janeiro de 1997.
O SISCOMEX é de competência da Secretaria da Receita Fede-ral, Secretaria de Comércio Exterior e Banco Central do Brasil, adminis-trado pelo SERPRO.
Tanto o importador como o exportador anteriormente cadastrado tem seu registro mantido para efeito de utilização do SISCOMEX, caso não tenha o registro o mesmo se processará automaticamente quando de sua primei ra operação através do CGC/MF.
Os requisitos básicos para operar diretamente da empresa são:
Microcomputador 486/DX2, 66 MHz de velocidade -16 MB memória RAM - Disco Rígido 540 MB e MODEM 14.400 BPS, monitor SVGA e
possuir Sistema Operacional MS Windows 3.1 ou superior e programa de comunicação para acesso ao SERPRO.
Dirigir-se à Secretaria da Receita Federal, preencher formulários, obter o Softweare e para instalação em seu microcomputador, senha para operar o sistema, contatar a Embratel para a concessão de acesso via RENPAC.
Cabe esclarecer, caso o volume de importação e exportação seja pequeno, tanto o importador como o exportador poderá fazer uso de termi-nais instalados na Secretaria da Receita Federal, bancos que operam em comércio exterior e o próprio Despachante Aduaneiro, uma vez que operar o SISCOMEX requer conhecimentos das normas e legislação atualizados de comércio exterior, as quais sofrem alterações constantemente.
Siscomex na Importação
Com a entrada em vigor do SISCOMEX, as importações são classi-ficadas em duas formas:
LICENCIAMENTO AUTOMÁTICO E NÃO AUTOMÁTICO
De modo geral, o licenciamento das importações ocorrerá de forma automática, efetuado pelo próprio Sistema, no momento da elaboração da Declaração de Importação - DI. Somente determina-das operações ou produtos, quando da importação de mercadorias sujeitas a procedimentos especiais, conforme legislação específica, exigidas pelo órgão licenciador (SECEX) e/ou órgãos federais que atuam como anuentes nas importações, será exigido do importador a elaboração antecipada da Licença de Importação - LI, compreen-dendo um conjunto de informações correspondentes a uma deter-minada mercadoria sujeita a licenciamento não automático.
Quando da liberação das mercadorias, momento em que é definido o desembaraço aduaneiro, será emitido o Comprovante de Importação - CI, o qual é entregue junto com as mesmas.
A relação de todas as mercadorias sujeitas ao Licenciamento não automático, na importação, e os órgãos anuentes estão conti-dos no Comunicado Decex, que traz classificação da mercadoria, com sua descrição e o tratamento administrativo necessário inclu-sive importações proibidas e que é atualizada e/ou alterada perio-dicamente.
Algums exemplos de importações com Licenciamento não automático:
- Produtos Farmacêuticos - Importação sujeita a Licenciamento não Au-tomático, a ser analisada pelo Ministério da Saúde.
- Brinquedos - Importação sujeita a Licenciamento não automático, a ser analisada pela SECEX/DECEX e sujeita à apresentação de Certificado emitido pelo Sistema Brasileiro de Certificação, ou por organismos no-tificados e laboratórios reconhecidos pelo INMETRO na certificação de brinquedos.
- Perfumes e águas-de-colônia - Indicar o Nr. do Registro do Produto e Nr. do registro do importador, obtido junto ao Ministério da Saúde. - Produtos diversos das indústrias químicas - Indicar o Nr. de Registro do
Produto e seu prazo de validade junto ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento.
- Pneumáticos usados de borracha - Importação proibida - Ácido biliar - para agropecuária - Importação proibida
- Cereais - sementes - Importação proibida quando originário e pro-cedente da América do Norte, Ásia, África e Oceania, exceto para fins de pesquisa, sujeito a análise do Ministério da Agricultura e Abastecimento.
É através do Siscomex que a fiscalização procede a conferência tanto das mercadorias importadas quanto das mercadorias destinadas à exportação. A forma em que será procedida a conferência é definida com a parametrização, onde é determinado o canal para a conferência adua-neira.
Assim temos a parametrização para instruir o desembaraço adua-neiro direcionando os canais:
Canal Verde - A mercadoria é desembaraçada automaticamente sem con-ferência;
Canal Amarelo - A conferência se dá somente nos documentos que acom-panham as mercadorias;
Siscomex na Exportação
O exportador deverá estar devidamente Credenciado junto a unida-de da Receita Feunida-deral em que irá operar, obtendo senha junto a Secretaria da Receita Federal para acessar o SISCOMEX diretamente, ou utilizar-se de Despachante Aduaneiro para efetuar suas operações de exportação.
O Registro de Exportação - RE no SISCOMEX é o conjunto de informações de natureza comercial, fiscal e cambial que define o seu en-quadramento de uma mercadoria, sendo o mesmo obrigatório, exceto para alguns casos previstos na legislação.
Registro de Venda - RV, deverá ser efetuado no SISCOMEX pre-viamente à solicitação do RE, para os produtos que tenham sido negocia-dos através de bolsas internacionais.
Registro de Operações de Crédito - RC, é realizado nas exportações onde existe financiamento com prazos de pagamento superior a 180 dias, o qual terá sua validação pelos órgãos anuentes que poderá ser o Banco do Brasil, para exportações via PROEX, ou pelo DECEX. O RC deverá ser solicitado antes do RE.
Solicitação de Despacho - SD, é solicitado junto a fiscalização, quando a mercadoria encontra-se pronta para o desembaraço de exporta-ção, sendo acessado pelo SISCOMEX com base nas informações acima mencionadas RE/ RV.
Após os procedimentos do SD, a critério da Secretaria da Recei-ta Federal, através da parametrização, onde será designada a forma de
conferência da mercadoria a ser exportada, que poderá ser física e docu-mental (Canal Vermelho), somente docudocu-mental (Canal Amarelo), liberação automática de embarque (Canal Verde) ou verificação do preço praticado (Canal Cinza). A conclusão positiva do SD resulta na emissão do compro-vante de Exportação (CE), o qual comprova o efetivo embarque da merca-doria para o exterior.
Incoterms
Os INCOTERMS - International Commercial Terms - Termos In-ternacionais de Comércio foram criados há mais de meio século para definir, com precisão, os direitos e obrigações tanto do comprador quanto do vendedor nos contratos comerciais internacionais e facilitar as negocia- ções entre países.
A Câmara de Comércio Internacional - CCI, apresentou uma nova versão em 2010 dos INCOTERMS, definindo 11 termos, representados por meio de siglas, são regras internacionais uniformes e imparciais que cons-tituem toda a baseada negociação internacional.
Para uma boa compreensão dos INCOTERMS é necessário distin-guir claramente o que são Vendas na chegada. As vendas na partida deixam os riscos do transporte principal a cargo do comprador ( todos os dos gru-pos E, F e C ). As vendas na chegada deixam os riscos a cargo do vendedor (grupo D), constituindo-se exceção o termo DAF, já que o vendedor e o comprador assumem riscos da seguinte forma: o vendedor até a fronteira fixada no contrato e comprador a partir dela.
INCOTERMS Grupo “E”
(Partida) EXW EX Works - A partir do local de produção (...local designado:1 fabrica, armazém etc.) Grupo ”F” (Transporte principal não pago) FCA FAS FOB
Free Carrier - Transportador livre (...local designado)
Free Alongside Ship - Livre junto ao costado do navio. (.. porto de embarque designado)
Grupo ”C” (Transporte principal não pago) CFR CIF CPT CIP
Cost and Freight - Custo e frete (...porto de destino designado)
Cost, insurance and Freight - Custo, seguro e frete. (...porto de destino desig-nado)
Carriage Paid to... - Transporte pago até..(local de destino cup designado...)
Carriage and Insurance Paid to - Transporte e seguros pagos até...(...local de destino designado) Grupo ”D” (Chegada) DAT DAP DDP
Delivered At Terminal - Entregue no Terminal (...local de destino designado) Delivered At Place - Entregue no Lugar (...local de destino não designado) Delivered Duty Paid - Entregue, Direitos Pagos (local de destino designado)
É importante selecionar o INCOTERM apropriado em função do meio de transporte utilizado e do ponto geográfico que se deseja atingir. A sigla inadequada ao meio de transporte é danosa e sem a indicação do ponto geográfico é insuficiente.
GRUPO E
EXW - EX-WORKS (named place) - Mercadoria colocada a partir do local de produção ( fábrica, plantação, mina, armazém, etc.) (Local de-signado).
A única responsabilidade do vendedor é colocar a mercadoria à disposição do comprador no local de origem convencionado e dentro dos prazos esti-pulados. O comprador suporta todos os custos e riscos, desde a retirada da mercadoria do estabelecimento do vendedor até o local de destino.
Este termo representa obrigação mínima para o vendedor.
GRUPO F
FCA - FREE CARRIER (named place) - Transportador livre (local de-signado)
O vendedor conclui suas obrigações logo que entrega a mercadoria para o transportador indicado pelo comprador, no local designado. Caso o comprador não indique o local da entrega, o vendedor poderá escolher o ponto que melhor lhe convir. O desembaraço aduaneiro da exportação é encargo do vendedor.
Este pressupõe que o comprador tem a obrigação de desembaraçar a mercadoria para a exportação.
FOB - FREE ON BOARD (named port of shipment) - Livre a bordo (porto de embarque designado)
A mercadoria deve ser colocada, pelo vendedor, a bor- do do navio, no porto de embarque convencionado. As despesas de movimentação da mercadoria no porto, bem como seu ingresso e arrumação no navio, depen-dem da condição marítima negociada pelo comprador com o armador. As formalidades de exportação são incumbências do vendedor.
GRUPO C
CFR - COST & FREIGHT (named port of destination) - Custo e frete (porto de destino designado)
Significa que o vendedor assume os custos até o carregamento do navio e também a contratação do frete internacional para levar a mercado-ria ao porto de destino. Os riscos e custos são transferidos ao comprador quando a mercadoria transpõe a amurada do navio no porto de embarque.
As formalidades de exportação correm por conta do vendedor. CIF- COST, INSURANCE & FREIGHT (named port of destination) - Custo, seguro e frete (porto de destino designado)
Termo idêntico ao CFR com a obrigação adicional, para o vende-dor de contratar o seguro contra perdas e danos das mercavende-dorias durante o transporte marítimo. Como no CFR, as mercadorias viajam aos riscos e
custos do comprador desde que transpõem a amurada do navio no porto de embarque.
O vendedor só tem a obrigação de contratar o seguro.
CPT - CARRIAGE PAID TO (named place of destination) - Transporte pago até (local de destino designado)
O vendedor paga o frete até o local de destino convencionado. Os custos e riscos são transferidos ao comprador quando as mercadorias são entregues à custo dia do transportador.
O vendedor deve providenciar todos os documentos de exportação. CIP - CARRIAGE & INSURANCE PAID TO (named place of destina-tion) - Transporte e seguro pagos até (local de destino designado)
Neste termo, o vendedor tem as mesmas obrigações que no CPT, adicionadas do seguro de transporte das mercadorias. Assim como no CIF, o comprador deve observar que o vendedor é obrigado, apenas, a contratar o seguro com cobertura marítima
GRUPO D
• DAT — Delivered At Terminal — este novo termo foi inserido praticamente em substituição ao DEQ e — similarmente ao termo extin-to, — estabelece que as mercadorias podem ser colocadas à disposição do comprador (importador), não desembaraçadas para importação, num ter-minal portuário e introduz a possibilidade de que as mercadorias possam também ser dispostas ao comprador (importador) em um outro terminal, fora do porto de destino.
• DAP — Delivered At Place — este novo termo foi introduzi-do em substituição aos termos DAF, DES e DDU. Com sua aplicação, as mercadorias poderão ser postas à disposição do comprador (im portador) no porto de destino designado, ainda no interior do navio transportador e antes do desembaraço para importação, como já ocor ria com o termo DES, ou ainda, em qualquer outro local, como ocorria com os termos DAF, em
misso de entregar a mercadoria, desembaraçada para importação, no local designado pelo importador, pagando todas as despesas, in clusive impostos e outros encargos de importação. Não é de res ponsabilidade do exportador, porém, o desembarque da mercado ria. O exportador é responsável também pelo frete interno do local de desembarque até o local designado pelo im-portador. Este termo pode ser utilizado com qualquer modalidade de trans-porte. Trata-se do incoterm que estabelece o maior grau de compromissos para o exportador.
www.caribbeanexpress.com.br
• A mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do vendedor, ou em outro local nomeado (fábrica, armazém, etc.), não desembaraçada para exportação e não carregada em qualquer veículo coletor; • Este termo representa obrigação mínima para o vendedor;
• O comprador arca com todos os custos e riscos envolvidos em retirar a mercadoria do estabelecimento do vendedor; • Desde que o Contrato de Compra e Venda contenha cláusula explícita a respeito, os riscos e custos envolvidos e o
carregamento da mercadoria na saída, poderão ser do vendedor;
• EXW não deve ser usado se o comprador não puder se responsabilizar, direta ou indiretamente, pelas formalidades de exportação;
R = Risco C = Custo • Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.
• O vendedor completa suas obrigações quando entrega a mercadoria, desembaraçada para a exportação, aos cuidados do transportador internacional indicado pelo comprador, no local determinado;
• A partir daquele momento, cessam todas as responsabilidades do vendedor, ficando o comprador responsável por todas as despesas e por quaisquer perdas ou danos que a mercadoria possa vir a sofrer;
por todas as despesas e por quaisquer perdas ou danos que a mercadoria possa vir a sofrer;
• O local escolhido para entrega é muito importante para definir responsabilidades quanto à carga e descarga da mercadoria: se a entrega ocorrer nas dependências do vendedor, este é o responsável pelo carregamento no veículo coletor do comprador; se a entrega ocorrer em qualquer outro local pactuado, o vendedor não sep g q q p responsabiliza pelo descarregamento de seu veículo;
• O comprador poderá indicar outra pessoa, que não seja o transportador, para receber a mercadoria. Nesse caso, o vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria é entregue àquela pessoa indicada;
• Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. R = Risco C = Custo
• O vendedor encerra suas obrigações no momento em que a mercadoria é colocada ao lado do navio transportador, no cais ou em embarcações utilizadas para carregamento, no porto de embarque designado;
• A partir daquele momento, o comprador assume todos os riscos e custos com carregamento, pagamento de frete e seguro e demais despesas;
• O vendedor é responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação;p p ç p p ç
• Este termo pode ser utilizado somente para transporte aquaviário (marítimo fluvial ou lacustre).
• O vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria estiver à bordo do navio no porto de embarque indicado e, a partir daquele momento, o comprador assume todas as responsabilidades quanto a perdas e danos;
• A entrega se consuma a bordo do navio designado pelo comprador, quando todas as
despesas passam a correr por conta do comprador;
• O vendedor é o responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação;
• Este termo pode ser utilizado exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou
lacustre).)
R = Risco C = Custo
• O vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos necessários para colocar a mercadoria a bordo do navio;
• O vendedor é responsável pelo pagamento do frete até o porto de destino designado; • O vendedor é responsável pelo desembaraço da exportação;
• Os riscos de perda ou dano da mercadoria, bem como quaisquer outros custos adicionais sãop q q transferidos do vendedor para o comprador no momento em há que a mercadoria cruze a murada do navio;
• Caso queira se resguardar, o comprador deve contratar e pagar o seguro da mercadoria; • Cláusula utilizável exclusivamente no transporte aquaviário: (marítimo, fluvial ou lacustre).
• O vendedor contrata e paga o frete para levar as mercadorias ao local de destino designado;
• A partir do momento em que as mercadorias são entregues à custódia do p q g transportador, os riscos por perdas e danos se transferem do vendedor para o comprador, assim como possíveis custos adicionais que possam incorrer; • O vendedor é o responsável pelo desembaraço das mercadorias paraO vendedor é o responsável pelo desembaraço das mercadorias para
exportação;
• Cláusula utilizada em qualquer modalidade de transporte
R = Risco C = Custo
• A responsabilidade sobre a mercadoria é transferida do vendedor para o comprador no momento da transposição da amurada do navio no • A responsabilidade sobre a mercadoria é transferida do vendedor para o comprador no momento da transposição da amurada do navio no
porto de embarque;
• O vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos e do frete necessários para levar a mercadoria até o porto de destino indicado; • O comprador deverá receber a mercadoria no porto de destino e daí para a frente se responsabilizar por todas as despesas;O comprador deverá receber a mercadoria no porto de destino e daí para a frente se responsabilizar por todas as despesas; • O vendedor é responsável pelo desembaraço das mercadorias para exportação;
• O vendedor deverá contratar e pagar o prêmio de seguro do transporte principal;
• O seguro pago pelo vendedor tem cobertura mínima, de modo que compete ao comprador avaliar a necessidade de efetuar seguro complementar;
• Os riscos a partir da entrega (transposição da amurada do navio) são do comprador; • Cláusula utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre).