Os Benefícios do Ensino Superior
Hugo Figueiredo, M.Portela, C. Sá, J. Cerejeira, A.Almeida, D.Lourenço
CIPES, GOVCOPP, DEGEIT Universidade de Aveiro
Ponto de Partida…
• O mercado de trabalho dos diplomados do Ensino Superior tem registado ao longo da última década transformações profundas
… quebra de salários reais, percursos mais longos, mais competição, novos empregos, novas segmentações e desigualdades, menos articulado com a formação académica, crise
• O risco do investimento em ensino superior é agora maior
• O desencontro de expectativas também
• Enormes desafios de política pública: é importante combater a (eventual) miopia na tomada de decisão (privada e pública) de investimento em educação
• É importante reforçar as “boas notícias”: há claros benefícios do investimento
no Ensino Superior, quer individuais, quer coletivos, quer económicos, quer não pecuniários
4 Coletivos Individuais Pecuniários Não Pecuniários Salários Produtividade agregada Empregabilidade Realização Pessoal e Reconhecimen to (Emprego) Inatividade Influência na Gestão das Organizações Saúde: Perceções e Comportamentos Perceções de Segurança Participação Política Confiança, Capital Social e
Tolerância Bem-Estar
Individual Qualidade da
Democracia
Benefícios Multidimensionais do Ensino Superior
A massificação do Ensino Superior entrou numa nova fase a partir de 2006 5 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 T h o u san d s
Alunos matriculados no ensino superior em Portugal por nível de escolaridade (1991 – 2016) 3º Ciclo 2º ciclo 1º ciclo
Melhores salários?
(só) os mestrados serviram como autênticos para-quedas durante este período
(i). sobretudo para os homens
(ii). um efeito ao longo de toda a distribuição de salários
Outras conclusões importantes…
• efeito salarial positivo das áreas CTEM
• a crise reforçou estas desigualdades entre diplomados
• efeitos positivos concentrados na área metropolitana de Lisboa
• os diplomados do ES estão menos vezes em situação de desemprego e têm empregos menos precários
• o ES reforça a apetência pela atividade (evita transição de desemprego para inatividade)
• o ES aumenta a empregabilidade na transição para o mercado de trabalho
8 Coletivos Individuais Pecuniários Não Pecuniários Salários Produtividade agregada Empregabilidade Realização Pessoal e Reconhecimento (Emprego) Inatividade Influência na Gestão das Organizações Saúde: Perceções e Comportamentos Perceções de Segurança Participação Política Confiança, Capital Social e
Tolerância Bem-Estar
Individual Qualidade da
Democracia
E os efeitos não pecuniários? Menos discutidos…
Conclusões importantes…
• os diplomados reportam maior satisfação com os seus empregos
• têm mais autonomia e capacidade de influência na gestão das organizações
• manifestam maior perceção de segurança quanto à possibilidade de serem vítimas de um crime
•
adotam comportamentos mais saudáveis
•
reportam menor incidência de depressão e
Do ponto de vista coletivo…
• Os diplomados do ES ...
… referem um maior nível de satisfação com a democracia portuguesa e maior confiança nas suas instituições
… são mais participativos nos processos eleitorais
… afirmar ter maior capacidade para interpretar fenómenos políticos
… apresentam maior tolerância à diversidade racial e cultural (de comportamentos)
Mais do que dinheiro!
Do efeito positivo da educação superior no bem-estar do indivíduo, apenas metade resulta de um impacto positivo
no rendimento!
= maior confiança interpessoal, maior sentimento de segurança e melhor
Notas Finais
• os benefícios do ensino superior são multidimensionais, são de consumo e de investimento, são individuais e coletivos
• A pluralidade de efeitos (e a transversalidade a outras políticas) deve ser considerada na
discussão sobre financiamento e na tomada de decisão relativamente ao ensino superior
• As políticas não podem ficar reféns de um foco excessivo na dimensão pecuniária e individual de curto prazo