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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO

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DIREITO PROCESSUAL DO

TRABALHO

MÓDULO V

FASE RECURSAL.

Prof. Antero Arantes Martins

(Aulas 18 a 23 – do curso de Processo e de 52 a 57 na numeração geral do curso)

(2)

DIREITO PROCESSUAL DO

TRABALHO

AULA 21

RECURSOS: PARTE GERAL

(3)

Conceito.

• Conceito: “Remédio voluntário e idôneo a

ensejar, dentro do mesmo processo, a reforma,

invalidação, esclarecimento ou integração da

decisão que impugna” .

– Remédio porque sua finalidade é consertar um erro. – No mesmo processo porque não constitui nova

relação processual. Existem outras formas de atacar a decisão (Ação rescisória, MS, etc) que constituem nova relação processual.

(4)

Fundamentos.

• Fundamentos para o Direito de Recorrer:

falibilidade do ser humano: erro na apreciação da prova ou aplicação norma jurídica

presumida maior capacidade de julgamento do órgão colegiado (Tribunais são compostos por antiguidade e merecimento de forma alternada).

segurança resultante da uniformidade na aplicação das normas jurídicas

tentativa de buscar uma medida justa entre a rápida solução dos conflitos e a necessidade de controle de validade e justiça das decisões judiciais.

(5)

Princípios

• Princípios Recursais:

Duplo grau de jurisdição Legalidade/Taxatividade

Unirrecorribilidade/Singularidade/Unicidade Fungibilidade

Dúvida Razoável (afasta o erro grosseiro) Respeitar os demais pressupostos

Irrecorribilidade das decisões interlocutórias Proibição reformatio in pejus

(6)

Efeitos.

• Efeitos:

• (1) Devolutivo: Devolve ao Poder Judiciário a

oportunidade de rever matéria já julgada por órgão que não tem competência originária.

• (2) Suspensivo: Cessa a eficácia da decisão até que seja

julgado o recurso. Não cabe no Proc. do Trabalho (Art.

899, CLT).

• O efeito devolutivo pode ser total ou parcial,

dependendo das razões recursais. (Tantum devolutum

quantum apelatum).

• No recurso não se pode inovar as alegações de fato

ou de direito, exceto se a omissão anterior se deu por

força maior, ou se o Juízo tiver que conhecer da

matéria “ex officio” em qualquer grau ou instância.

(7)

Efeito. Devolutivo em profundidade.

• Art. 1.013. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.

• § 1o Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que não tenham sido solucionadas, desde que relativas ao capítulo impugnado.

• § 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. • § 3o Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal

deve decidir desde logo o mérito quando: • I - reformar sentença fundada no art. 485;

• II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir;

• III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;

• IV - decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.

• § 4o Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o tribunal, se possível, julgará o mérito, examinando as demais questões, sem determinar o retorno do processo ao juízo de primeiro grau.

• § 5o O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é impugnável na apelação.

(8)

Efeito. Devolutivo em profundidade.

• 393. Recurso ordinário. Efeito devolutivo em profundidade. Art. 1.013, § 1º, do CPC de 2015. Art. 515, § 1º, do CPC de 1973. (Conversão da Orientação Jurisprudencial nº 340 da SDI-1

- Res. 129/2005, DJ 20.04.2005) (Alterada pela Resolução nº 169/2010 - DeJT 19/11/2010) (Alterada pela Res. nº 208/2016 -DeJT 22/04/2016)

• I - O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordinário, que se extrai do § 1º do art. 1.013 do CPC de 2015 (art. 515, §1º, do CPC de 1973), transfere ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou da defesa, não examinados pela sentença, ainda que não renovados em contrarrazões, desde que relativos ao capítulo impugnado.

• II - Se o processo estiver em condições, o tribunal, ao julgar o recurso ordinário, deverá decidir desde logo o mérito da causa, nos termos do § 3º do art. 1.013 do CPC de 2015, inclusive quando constatar a omissão da sentença no exame de um dos pedidos.

(9)

Disposição.

• A parte recorrente pode dispor do direito de

recorrer

através

da

renúncia

e

da

desistência:

Renúncia: Utiliza-se para recurso ainda não interposto, dentro do prazo recursal;

Desistência: Utiliza-se para recurso já interposto. A qualquer momento, inclusive na Tribuna.

• Nenhuma delas requer a concordância da parte

contrária.

(10)

DIREITO PROCESSUAL DO

TRABALHO

AULA 22

RECURSOS: ADMISSIBILIDADE

(11)

Admissibilidade. Pressupostos

• Recursos são analisados em dois momentos:

Admissibilidade Mérito recursal

• Preliminares

• Mérito propriamente dito.

• A admissibilidade do recurso está voltada ao

preenchimento de pressupostos recursais.

(12)

Admissibilidade. Pressupostos

– Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá:

– [...].

– § 1o O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias.

– § 2o Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar contrarrazões.

– § 3o Após as formalidades previstas nos §§ 1o e 2o, os autos serão remetidos ao tribunal pelo juiz, independentemente de juízo de admissibilidade.

• Inaplicável no Processo do Trabalho a vedação de juízo de admissibilidade pelo “a quo” de que trata o art. 1.010, 3º do CPC/2015, conforme art. 2º, item IX da Instrução Normativa 39 do C. TST.

(13)

Admissibilidade. Pressupostos

• Os pressupostos recursais são de duas naturezas: • Extrínsecos (ou externos). São todos Objetivos

– Prazo. – Preparo

– Formalidade – Adequação

• Intrínsecos (ou internos).

– Legitimidade

• Capacidade processual postulatória.

– Interesse

– Dialeticidade (impugnação específica)

– Pressupostos específicos (Recurso de Revista, Embargos no TST, Recurso Extraordinário, Agravo de Petição).

(14)

Admissibilidade. Pressupostos

• Prazos são de 08 dias na regra geral.

• Exceções:

– Embargos declaratórios: 05 dias; – Recurso Extraordínário: 15 dias; – Correição Parcial;

– Agravo Regimental em alguns Tribunais pode ter prazo diferente (2ª Região é de 08 dias);

• Lembrar que os prazos são em dias úteis.

• Dia não útil local precisa ser provado.

(15)

Admissibilidade. Pressupostos

• As entidades relacionadas no DL 779/69 tem o

prazo em dobro para recorrer. Assim também o

tem o Ministério Público do Trabalho quando

atua como interveniente (custos legis) o que é

incontroverso.

• Há controvérsia quando o MPT atua como parte,

mas, a tendência é considerar o prazo simples do

recurso e não em dobro.

(16)

Admissibilidade. Pressupostos

• As entidades relacionadas no DL 779/69 tem o

prazo em dobro para recorrer. Assim também o

tem o Ministério Público do Trabalho quando

atua como interveniente (custos legis) o que é

incontroverso.

• Há controvérsia quando o MPT atua como parte,

mas, a tendência é considerar o prazo simples do

recurso e não em dobro.

(17)

Admissibilidade. Pressupostos

• As entidades relacionadas no DL 779/69 tem o

prazo em dobro para recorrer. Assim também o

tem o Ministério Público do Trabalho quando

atua como interveniente (custos legis) o que é

incontroverso.

• Há controvérsia quando o MPT atua como parte,

mas, a tendência é considerar o prazo simples do

recurso e não em dobro.

(18)

Admissibilidade. Pressupostos

• Contagem do Prazo.

– Intimação

• Em audiência: Súmula 197, TST. Verificar prazo de 48 horas para juntada da ata.

• Pela via postal: Considerar intimação ocorrida em 48 horas da data da postagem.

• Pelo D.O.E. Considerar publicação um dia depois da disponibilização da decisão.

• PJE-JT. Da data da abertura da intimação pelo advogado ou primeiro dia após os dez dias do envio da intimação.

– Exclui-se o dia do começo e conta-se o dia do vencimento (art. 775, CLT e S. 262, I, TST).

(19)

Admissibilidade. Pressupostos

• O preparo do recurso consiste no pagamento de:

– Custas Processuais – Depósito Recursal.

(20)

Admissibilidade. Pressupostos

• Custas Processuais:

• 2% sobre:

– O Valor da causa nas ações:

• Julgadas improcedentes;

• Julgadas Extintas sem resolução do mérito; • Arquivadas.

– O valor da condenação nas ações:

• Julgadas Procedentes;

(21)

Admissibilidade. Pressupostos

• ATO

247/2019-SEGJUD.GP.

Vigência:

01/08/2019 a 31/07/2020

• Recurso Ordinário:

• R$ 9.828,51

• Recurso de Revista, Recurso de Embargos,

Recurso Extraordinário:

• R$ 19.657,02

• Recurso em ação Rescisória:

(22)

Admissibilidade. Pressupostos

• Os valores são de teto e não de piso.

• Uma vez atingido o valor da condenação nenhum

outro depósito será exigido.

• Na fase executiva o Juízo está garantido. Em

princípio não se exige depósito recursal, mas “...

Havendo, porém, elevação do valor do débito, exige-se a complementação da garantia do juízo

. ” (S. 128, III, TST).

• Havendo condenação solidária (não vale para

subsidiária), o depósito de uma das recorrentes

aproveita as demais, desde que não esteja

postulando no recurso sua exclusão da lide.

(23)

DEPÓSITO RECURSAL

Redação anterior Nova redação Art. 899 - Os recursos serão interpostos por

simples petição e terão efeito meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução provisória até a penhora.

X IDEM

§ 4º - O depósito de que trata o § 1º far-se-á na conta vinculada do empregado a que se refere o art. 2º da Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966, aplicando-se-lhe os preceitos dessa Lei observado, quanto ao respectivo levantamento, o disposto no § 1º

X § 4o O depósito recursal

será feito em conta vinculada ao juízo e corrigido com os mesmos índices da poupança.

§ 5º - Se o empregado ainda não tiver conta vinculada aberta em seu nome, nos termos do art. 2º da Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966, a empresa procederá à respectiva abertura, para efeito do disposto no § 2º. (Redação dada pela Lei nº 5.442, 24.5.1968)

(24)

DEPÓSITO RECURSAL.

– § 4o O depósito recursal será feito em conta

vinculada ao juízo e corrigido com os mesmos índices da poupança.

– Revogação do parágrafo quinto.

• Comentário: Fim do depósito em conta do FGTS.

O depósito agora será à disposição do Juízo

(depósito judicial), o que é muito mais racional.

(25)

DEPÓSITO RECURSAL

Redação anterior Nova redação

INEXISTENTE X § 9o O valor do depósito recursal será reduzido pela metade para entidades sem fins lucrativos, empregadores domésticos,

microempreendedores individuais,

microempresas e empresas de pequeno porte. INEXISTENTE X § 10. São isentos do depósito recursal os

beneficiários da justiça gratuita, as entidades filantrópicas e as empresas em recuperação judicial.

INEXISTENTE X § 11. O depósito recursal poderá ser

substituído por fiança bancária ou seguro garantia judicial.” (NR)

(26)

DEPÓSITO RECURSAL.

– § 9o O valor do depósito recursal será reduzido pela

metade para entidades sem fins lucrativos,

empregadores domésticos, microempreendedores

individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

• Auto-explicativo. Há necessidade, entretanto, de

demonstrar esta condição.

– § 10. São isentos do depósito recursal os

beneficiários da justiça gratuita, as entidades

filantrópicas e as empresas em recuperação judicial.

• Fim de polêmica quanto à possibilidade de

isenção de depósito recursal.

(27)

DEPÓSITO RECURSAL.

– § 11. O depósito recursal poderá ser substituído por fiança bancária ou seguro garantia judicial.

• Cria nova figura.

• É

regulamentado

pelo

Ato

Conjunto

TST.CSJT.CGJT Nº 1, de 16 de outubro de 2019,

que também se aplica à fiança bancária para

garantir a execução trabalhista no lugar da

penhora.

• Tem que ser apresentado por seguradora idônea e

autorizada a funcionar no Brasil e vários

requisitos, dentre os quais:

(28)

DEPÓSITO RECURSAL.

• O valor da condenação acrescido de30%,

observados o teto;

• Previsão de atualização do valor segurado pelos

índices aplicáveis aos débitos trabalhistas;

• Manutenção da vigência do seguro, mesmo

quando o tomador não houver pago o prêmio nas

datas convencionadas, com base no art. 11, §1º,

da Circular 477 da SUSEP e em renúncia aos

termos do art. 763 do Código Civil e do art. 12

do Decreto-Lei 73, de 21 de novembro de 1966;

• Referência ao número do processo judicial;

(29)

DEPÓSITO RECURSAL.

• Art. 10. Fica caracterizada a ocorrência de sinistro, gerando a obrigação de pagamento de indenização pela seguradora:

• I – (...)

• II - no seguro garantia em substituição a depósito recursal:

– a) com o trânsito em julgado de decisão ou em razão de determinação judicial, após o julgamento dos recursos garantidos;

– b) com o não cumprimento da obrigação de, até 60 (sessenta) dias antes do fim da vigência da apólice, comprovar a renovação do seguro garantia ou apresentar nova garantia suficiente e idônea.

• Parágrafo único. A comprovação da renovação da apólice constitui incumbência do recorrente ou do executado, sendo desnecessária a sua intimação para a correspondente regularização.

• Art. 11. Configurado o sinistro, o magistrado que estiver na direção do processo determinará à seguradora o pagamento da dívida executada, devidamente atualizada, no prazo 15 (quinze) dias, sob pena de contra ela prosseguir a execução nos próprios autos, sem prejuízo de eventuais sanções administrativas ou penais pelo descumprimento da ordem judicial.

(30)

Admissibilidade. Pressupostos

• Preparo. Recolhimento e comprovação.

– CLT: Art. 789, § 1o As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.

– 245 - Depósito recursal. Prazo (Res. 15/1985, DJ

09.12.1985) O depósito recursal deve ser feito e

comprovado no prazo alusivo ao recurso. A

interposição antecipada deste não prejudica a dilação legal.

(31)

Admissibilidade. Pressupostos

• Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.

• § 2o A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias.

• § 4o O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.

• § 7o O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias.

(32)

Admissibilidade. Pressupostos

• Art. 1.007. [...]

• § 2o - Para a insuficiência deve conceder prazo

de 05 (cinco dias).

• § 4o - Não comprovou nada. Deve conceder

prazo de 05 dias para comprovar o recolhimento

em dobro.

• § 7o Erro ou equívoco no preenchimento. Deve

conceder prazo de cinco dias para sanar o

equívoco.

(33)

Admissibilidade. Pressupostos

• OJ (SDI-1) 140 - Depósito recursal e custas

processuais. Recolhimento insuficiente. Deserção (nova redação em decorrência do CPC de

2015) - (Inserida em 27.11.1998.Nova redação - Res.

129/2005, DJ. 20.04.2005 - Redação alterada pela Res.

nº 217/2017, DeJT 20/04/2017)

Em caso de recolhimento insuficiente das custas processuais ou do depósito recursal, somente haverá deserção do recurso se, concedido o prazo de 5 (cinco) dias previsto no § 2º do art. 1.007 do CPC de 2015, o recorrente não complementar e comprovar o valor devido

(34)

Admissibilidade. Pressupostos

• A OJ 140 incorpora o art. 1.077, 2º do CPC.

• E os demais parágrafos (4º e 7º) são aplicáveis?

• A IN 39 trata de dizer que o parágrafo 7º é

aplicável:

– Art. 10. Aplicam-se ao Processo do Trabalho as normas do parágrafo único do art. 932 do CPC, §§ 1º a 4º do art. 938 e §§ 2º e 7º do art. 1007.

• Entretanto, nada se diz quanto ao parágrafo 4º.

• Logo, a jurisprudência tem entendido que o

parágrafo 4° é inaplicável ...

(35)

Admissibilidade. Pressupostos

• Formalidade:

• O recurso é peça processual formal.

• Deve conter a petição de interposição dirigida ao

Juízo “a quo” e as razões direcionadas ao Juízo

“ad quem”.

• As razões devem apresentar os fundamentos do

inconformismo, atacando a decisão recorrida nos

seus

fundamentos,

lançando

as

razões

processuais em “preliminares”, depois as razões

de mérito e, por fim, o pedido recursal.

(36)

Admissibilidade. Pressupostos

• Adequação:

• O recurso interposto deve ser adequado à

hipótese examinada.

• Admite-se a fungibilidade recursal apenas se

houver dúvida razoável e os demais pressupostos

forem cumpridos.

(37)

Admissibilidade. Pressupostos

• Legitimidade:

O vencido;

O Terceiro;

O Ministério do Trabalho: Custos Legis.

• OBS: O vencedor que sofre lesão, não tem, em

princípio, direito de recorrer. Devolve a matéria

em profundidade pela S. 393 do C. TST.

• Interesse: Qualquer pessoa que pretenda recorrer

deve sofrer LESÃO com a decisão.

(38)

Admissibilidade. Pressupostos

• Súmula 383 do C. TST:

• 383 - Recurso. Mandato. Irregularidade de representação. CPC de 2015, arts.

104 e 76, § 2º (nova redação em decorrência do CPC de 2015). (Conversão

das Orientações Jurisprudenciais nºs 149 e 311 da SDI-1 - Res. 129/2005, DJ 20.04.2005 - Alterada pela Res. 210/2016 - DeJT 30/06/2016)

• I – É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e não se conhece do recurso.

• II – Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procuração ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o órgão competente para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido (art. 76, § 2º, do CPC de 2015).

(39)

Admissibilidade. Pressupostos

• Ausência de mandato.

– Regra: Deve ter mandato até o momento do

recurso, ainda que tácito;

– Art. 104/CPC: Ato urgente. Juntar até 05 dias

após

a

interposição

do

recurso,

independentemente de despacho;

– Prorrogação. Por mais 5 dias, com autorização

judicial

• Mandato Defeituoso.

– Prazo de cinco dias para sanar por determinação

judicial.

(40)

Admissibilidade. Pressupostos

• Súmula 395 do C. TST:

– Mandato com prazo determinado mas que preveja

o acompanhamento até o final da ação é válido;

– Para que o substabelecimento seja válido, o

mandato original não precisa conter poderes

expressos para substabelecer;

– Substabelecimento juntado antes do mandato não

tem valor processual, mas, neste caso, deve-se

conceder prazo razoável para sanear o vício.

(41)

Admissibilidade. Pressupostos

• É próprio dos recursos devolver à Instância

Superior a matéria de forma restrita (Tantum

devolutum quantum apelatum).

• Desta forma, o recurso deve apresentar razões

que ataquem especificamente os fundamentos da

sentença.

• Se o recurso não ataca os fundamentos da

sentença,

a

Instância

Superior

não

pode

modificá-los e, portanto, o recurso não será

conhecido (Súmula 422, TST).

(42)

Admissibilidade. Pressupostos

• 422. Recurso. Fundamento ausente ou deficiente. Não conhecimento. (Conversão da Orientação Jurisprudencial nº 90

da SDI-II - Res. 137/2005, DJ 22.08.2005 - Redação alterada pela Resolução nº 199/2015, DeJT 22.06.2015 com inserção dos itens I, II e III - Retificada no DeJT de 01/07/2015)

• I – Não se conhece de recurso para o Tribunal Superior do Trabalho se as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida, nos termos em que proferida. • II – o entendimento referido no item anterior não se aplica em

relação à motivação secundária e impertinente, consubstanciada em despacho de admissibilidade de recurso ou em decisão monocrática.

• III – Inaplicável a exigência do item I relativamente ao recurso ordinário da competência de Tribunal Regional do Trabalho, exceto em caso de recurso cuja motivação é inteiramente dissociada dos fundamentos da sentença.

(43)

DIREITO PROCESSUAL DO

TRABALHO

RECURSOS ORDINÁRIOS

(44)
(45)

Embargos Declaratórios

• Embargos: Geral: Recurso para o próprio órgão que

emitiu

a

decisão,

visando

esclarecimento

ou

reforma.

• Prazo: 05 dias;

• Preparo: Não tem.

• Cabimento: Contra “sentença” de qualquer grau de

jurisdição.

• Matéria

discutida:

Omissão,

contradição

ou

obscuridade.

• É julgado pelo mesmo Juiz que prolatou a decisão.

Nos Tribunais, há vinculação ao Juiz relator.

(46)

Embargos Declaratórios

• Visam sanar omissão, obscuridade ou contradição na decisão. Servem ainda para prequestionamento da matéria a ser aventada em Lei Federal ou Dispositivo Constitucional.

• A C.L.T. somente os admitia para decisões proferidas pelo C.T.S.T. A extensão era feita pela doutrina, aplicando subsidiariamente ao CPC. A extensão já era aceita como Matéria pacifica pela Jurisprudência. A Lei 9957/2000 incluiu o art. 897-A na CLT que agora prevê expressamente o referido recurso.

• O prazo é de 5 dias para interposição contra sentenças. Não se admite para decisões interlocutórias.

(47)

Embargos Declaratórios

• Em primeiro grau, a omissão está relacionada

com tese da exordial ou com a tese da defesa.

Qualquer outra omissão não enseja embargos

declaratórios e sim recurso que visa a reforma ou

anulação

do

julgado.

Visa

sanar

eventual

sentença citra petita.

• Já em segundo grau, a omissão está relacionada

com a tese recursal e/ou razões manifestadas nas

contrarrazões.

(48)

Embargos Declaratórios

• Contradição dá-se da decisão com ela mesma.

Contradição com a Lei, com a prova, com a tese

defendida (na exordial, na contestação ou no

recurso) é tema para a reforma do julgado em

recurso próprio.

• Já a Obscuridade tem o sentido de falta de

clareza que impede ou dificulta a compreensão

do julgado. Pode envolver tanto os fundamentos

da decisão quanto a sua extensão.

(49)

Embargos Declaratórios

• A questão do prequestionamento deve ser analisada com cautela. A Súmula 297 do C. TST exige para a admissibilidade de Recurso que a questão seja prequestionada na decisão recorrida. Quem prequestiona é a decisão. À parte cabe requerer que o Juízo “a quo” o faça.

• Para tanto, porém, é preciso que a matéria tenha sido questionada no recurso principal. É isto que autoriza a interposição dos embargos. Questionada a matéria e omissa a decisão recorrida, exige-se a interposição dos embargos declaratórios para o seu saneamento.

• Logo, é possível dizer que não existem embargos declaratórios para prequestionamento. A hipótese é aplicável em caso de omissão para o que, repita-se, é preciso que o tema esteja questionado no recurso principal.

(50)

Embargos Declaratórios

• Nº 297. Prequestionamento. Oportunidade.

Configuração

• 1. Diz-se prequestionada a matéria ou questão quando na decisão impugnada haja sido adotada, explicitamente, tese a respeito.

• 2. Incumbe à parte interessada, desde que a matéria haja

sido invocada no recurso principal, opor embargos

declaratórios objetivando o pronunciamento sobre o tema, sob pena de preclusão.

• 3. Considera-se prequestionada a questão jurídica invocada no recurso principal sobre a qual se omite o Tribunal de pronunciar tese, não obstante opostos embargos de declaração.

(51)

Embargos Declaratórios

• O Juiz que redigiu a decisão está vinculado e

deve conhecer dos Embargos Declaratórios, salvo

nas hipóteses de perda de jurisdição (falecimento,

promoção, remoção, permuta, etc.).

• A lei processual civil prevê que o Tribunal poderá

declarar protelatórios os Embargos Declaratórios

e opor ao embargante, multa de até 2% do valor

da causa. Na reiteração a multa pode ser elevada

até 10%. (Art. 1.026, 2º e 3º do CPC/2015).

(52)

Embargos Declaratórios

• Havendo interposição da multa, o art. 1.026,

parágrafo único do CPC impõe que o depósito

desta é condição para a interposição de qualquer

outro recurso.

• A condição existe somente a partir da reiteração,

quando a multa é elevada até 10% sobre o valor

da

causa,

na

reiteração

dos

embargos

(53)

Embargos Declaratórios

• Art. 1.026. Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo para a interposição de recurso.

• § 1o A eficácia da decisão monocrática ou colegiada poderá ser suspensa pelo respectivo juiz ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do recurso ou, sendo relevante a fundamentação, se houver risco de dano grave ou de difícil reparação.

• § 2o Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração, o juiz ou o tribunal, em decisão fundamentada, condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente a dois por cento sobre o valor atualizado da causa.

• § 3o Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que a recolherão ao final.

• § 4o Não serão admitidos novos embargos de declaração se os 2 (dois) anteriores houverem sido considerados protelatórios.

(54)

EMBARGOS DECLARATÓRIOS

Modificações da Lei 13.015/2014

(55)

EMBARGOS DECLARATÓRIOS (continuação).

• § 1o Os erros materiais poderão ser corrigidos

de ofício ou a requerimento de qualquer das

partes.

• Incluído

• § 2o Eventual efeito modificativo dos embargos

de declaração somente poderá ocorrer em

virtude

da

correção

de

vício

na

decisão

embargada e desde que

ouvida a parte contrária

,

no prazo de 5 (cinco) dias.

• § 3o Os embargos de declaração interrompem

o prazo para interposição de outros recursos, por

qualquer das partes,

salvo quando intempestivos,

irregular a representação da parte ou ausente a

sua assinatura

.”

(56)

Embargos Declaratórios

• O parágrafo único foi alterado para parágrafo

primeiro, sem modificação de redação.

• O parágrafo segundo merece dois destaques:

– Consolida a necessidade de contraditório para que se

opere o efeito modificativo nos embargos

declaratórios, matéria até então estabelecida em Orientação Jurisprudencial (OJ 142, SBDI-1, TST); – Restringe (?) a hipótese de concessão de efeito

modificativo aos embargos declaratórios à situação de “vício” da decisão.

(57)

Embargos Declaratórios

• Mas o que é “vício”?

– No sentido lingüistico, “vício” é sinonimo de erro;

– No sentido Processual, “vício” é defeito de natureza processual (nulidade);

– Analisando sistematicamente com o caput, vício é omissão ou contradição e equívoco na admissibilidade.

• Art. 897-A Caberão embargos de declaração da sentença ou acórdão, no prazo de cinco dias, devendo seu julgamento ocorrer na primeira audiência ou sessão subseqüente a sua apresentação, registrado na certidão,

admitido efeito modificativo da decisão nos casos de

omissão e contradição no julgado e manifesto equívoco

(58)

Embargos Declaratórios

• Já o parágrafo terceiro registra a interrupção do

prazo

para

interposição

dos

recursos

subsequentes pela interposição de embargos

declaratórios para qualquer das partes, salvo se

intempestivos, irregular a representação da parte ou ausente a sua assinatura.

”.

• Observar situações de risco em que a parte

contrária interpõe embargos declaratórios de

forma irregular e prejudica a interposição do

recurso para parte adversa.

(59)
(60)

Recurso Ordinário.

• Prazo: 08 dias;

• Preparo: Custas e depósito recursal;

• Cabimento: Decisões terminativas ou definitivas

de Primeira Instância. (Vara do Trabalho – Art.

895, a, CLT) e TRT (idem, b)

• Matéria discutida: Ampla = Fato ou direito.

Ordinário = Comum. Visa o Duplo grau de

jurisdição.

(61)

Recurso Ordinário.

• É o meio de impugnar a conclusão proferida pelo

órgão de primeira instância:

– normalmente das Varas do Trabalho quando julgam reclamações trabalhistas, mas;

– também, daquelas proferidas pelo TRT quando julga ações de sua competência originária.

• Não tem restrição quanto à matéria a ser

debatida, ou seja, de fato ou de direito, já que tem

finalidade de fazer valer o princípio do duplo

grau de jurisdição.

(62)

Recurso Ordinário.

• No recurso não se pode inovar as alegações de

fato ou de direito, exceto se a omissão anterior se

deu por força maior, ou se o Juízo tiver que

conhecer da matéria “ex officio” em qualquer

grau ou instância.

• Evita, assim, a supressão de instância, ou seja,

que o Tribunal julgue matéria que não foi

conhecida pelo Juízo de primeiro grau.

(63)

Recurso Ordinário. • Formalidade:

 Petição dirigida ao Juízo a quo, posto que este fará o primeiro juízo de admissibilidade;

 Razões dirigidas ao Tribunal ad quem;

Preliminar: Discutir decisões interlocutórias que não tenham sido objeto de preclusão;

Mérito: Sustentar as razões de inconformismo. Lembrar: “Tantum devolutum quantum apelatum”;

(64)

Recurso Ordinário.

• Processado, os autos são remetidos ao Tribunal,

onde é feita a distribuição para um julgador.

• A parte pode fazer sustentação oral de 10

minutos antes do início da votação, prorrogáveis

por mais 05 minutos se relevante a matéria

debatida (Art. 100, RITRT02).

(65)

Recurso Ordinário no rito Sumaríssimo.

• Os feitos sujeitos ao procedimento sumaríssimo

são distribuídos imediatamente e tem parecer oral

do MPT na própria sessão.

• Se o Tribunal confirmar a decisão por seus

próprios

fundamentos,

a

decisão

pode

se

consubstanciar

apenas

em

certidão.

entendimento, porém no sentido de que tal

dispositivo fere o art. 93, IX CF. (exige decisões

judiciais fundamentadas).

(66)

Recurso Ordinário.

• É cabível RECURSO ADESIVO no Processo do

Trabalho nos termos da Súmula 283 do C. TST

para o recurso ordinário, agravo de petição,

recurso de revista e embargos (no TST).

• Não se exige que a matéria seja correlata ao

recurso principal.

• O prazo de interposição é o mesmo concedido

para a resposta ao recurso principal.

(67)

Recurso Ordinário.

• Recebido o adesivo, o Juízo deve conceder à

parte contrária vista para resposta.

• O recurso adesivo está condicionado ao

conhecimento do principal.

• Se o principal não for conhecido por qualquer

razão, o que inclui desistência, igualmente não

será conhecido o recurso adesivo.

(68)

COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO

DO TRT DA SEGUNDA REGIÃO.

(Recurso ordinário, agravo de

instrumento e agravo de petição)

(69)

COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL

DISTRIBUIÇÃO

(70)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – composição.

• O Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região é composto por 94 desembargadores.

• 04 desembargadores atuam na direção do Tribunal.

– Presidente

– Vice-Presidente Administrativo – Vice-Presidente Judicial

– Corregedor.

• Estes 04 desembargadores não recebem recursos para julgar.

• Os outros 90 desembargadores são divididos em 18 turmas de 05 desembargadores cada uma.

(71)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – composição.

• Vejamos os desembargadores integrantes do Tribunal:

• https://ww2.trtsp.jus.br/institucional/composicao/ordem-de-antiguidade/

• Contrariamente ao que se imagina, o sorteio do recurso não é feito para a turma e sim para a pessoa do relator. • Uma vez sorteado o Relator, devemos buscar a Turma

que ele compõe:

• https://ww2.trtsp.jus.br/institucional/composicao/segundo-grau/direcao-e-composicao-das-turmas/

• E, localizando a Turma, descobriremos quem será o revisor e o terceiro votante:

(72)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – composição.

– Art. 80. A competência do Revisor é definida pela ordem decrescente de antigüidade, a partir do Relator, dentre os Magistrados em exercício no órgão na data da passagem.

– Art. 102. O julgamento terá início após a sustentação oral, com os votos do Relator e dos demais Desembargadores do Trabalho em ordem decrescente de antigüidade a partir do Relator.

– § 1º O Desembargador do Trabalho menos antigo terá por Revisor o mais antigo.

(73)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – composição.

JOÃO

JOSÉ MARIA

(74)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – composição.

• Agora que já sabemos quem é o relator e como será feita a composição da trinca julgadora, precisamos descobrir a ordem de antiguidade. Vamos ver:

http://www.trtsp.jus.br/institucional-direcao-e-composicao

(http://www.trtsp.jus.br/institucional-direcao-e-composição)

• E, assim, a conjugação de todos estes elementos forma o órgão julgador. Entretanto, é preciso lembrar que o terceiro será aquele que estiver no dia da sessão.

(75)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – composição.

• Resumindo:

– Sorteia o relator; – Descobrir a Turma;

– Descobrir quem são os outros componentes da Turma; – Descobrir a ordem de antiguidade destes componentes; – Montar a sequência de julgamento (“relógio”).

(76)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – tramitação.

• Tramitação. Rito Ordinário:

• Relator tem 60 (sessenta) dias para examinar o processo e elaborar o voto.

• Findo este prazo remete os autos ao Revisor, que tem 15 (quinze) dias para examinar o processo e o voto do relator, acompanhando ou apresentando divergência.

• Revisor encaminha o processo à Secretaria da Turma. O processo fica aguardando inclusão em pauta. A inclusão em pauta é feita pelo Presidente da Turma (normalmente por antiguidade, mas há casos legais de preferência).

• Publicada a inclusão em pauta abre-se o prazo para sustentação oral.

• Terceiro votante terá vista dos autos apenas na sessão de julgamento. (PJ-e permite vista a qualquer momento)

(77)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – tramitação.

• Tramitação. Rito Sumaríssimo:

• Relator tem 10 (dez) dias para examinar o processo e elaborar o voto.

• Findo este prazo remete os autos à Secretaria da Turma. O processo fica aguardando inclusão em pauta. A inclusão em pauta é feita pelo Presidente da Turma. (normalmente por antiguidade, mas há casos legais de preferência).

• Publicada a inclusão em pauta abre-se o prazo para sustentação oral.

• Segundo votante (não chama revisor) e terceiro votante terão vista dos autos apenas na sessão de julgamento. (PJ-e permite vista a qualquer momento)

(78)

Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região – tramitação.

• Já se sabem quem serão os prováveis julgadores.

O que pode mudar até o dia do julgamento?

– Desembargador relator sai em férias com substituição antes de passar o voto ao revisor. O relator será o Juiz substituto;

– Desembargador relator passou o voto ao revisor que está em férias com substituição. Revisor será o substituto.

– Autos foram à sessão e o desembargador que seria o terceiro está em férias:

• com substituto (o terceiro será o substituto) ou;

• sem substituto (o terceiro será o desembargador seguinte no “relógio”).

(79)

Sustentação oral.

• Art. 100. Findo o relatório, o Presidente da sessão dará a palavra aos Advogados para debates, pelo prazo de 10 (dez) minutos a cada um, prorrogável por mais 5 (cinco) minutos quando a matéria for considerada relevante.

• § 1º A sustentação oral será feita pela ordem de recorrente e recorrido; havendo recurso de vários litigantes, falará primeiro o autor. Havendo litisconsortes representados por mais de um Advogado, o tempo será computado em dobro e distribuído proporcionalmente entre eles.

• § 2º Não haverá sustentação oral em agravo de

instrumento, agravo regimental, e embargos de

(80)

Sustentação oral.

• §3º O representante do Ministério Público, atuando como fiscal da lei, poderá falar após a sustentação oral; atuando como parte, terá prazo igual ao dos litigantes em geral para falar, sem necessidade de ocupar a tribuna. § 4º O Presidente da sessão poderá facultar que o Relator antecipe a conclusão do voto, restituindo-lhe a palavra após os debates.

(81)

Sustentação oral.

• Art. 101. O direito à sustentação oral independe de prévia inscrição, bastando que o Advogado esteja presente no início da sessão e oralmente o requeira.

• § 1º O Advogado não poderá fazer sustentação oral sem estar regularmente constituído. A apresentação de procuração no dia da sessão deverá ser feita antes do julgamento e perante a Secretaria do órgão julgador, a tempo de ser conferida.

• Comentário: Não há prazo para juntada posterior. A juntada no dia deve ser feita antes do início da sessão (o tempo varia. Na sexta turma com no mínimo uma hora antes da sessão).

• § 2º A prévia inscrição para sustentação oral assegura ao Advogado o direito de preferência, pela ordem de inscrição, e o direito de sustentação, enquanto não esgotado 1/5 (um quinto) do número de processos em pauta.

(82)

• Art. 102.

• § 2º Qualquer Desembargador do Trabalho pode

pedir esclarecimentos ao Relator, como também

poderá prestá-los o Revisor, sendo facultado aos

Advogados,

com

prévia

autorização

do

(83)

• § 4º O julgamento que tenha sido suspenso poderá ser

retomado ainda que os Desembargadores do

Trabalho que já votaram antes da suspensão não se encontrem presentes.

• § 5º O Desembargador do Trabalho poderá modificar o

seu voto antes da proclamação do resultado.

• § 6º Encerrada a votação, o Presidente da sessão proclamará o resultado.

(84)

• Sabedor dos componentes da trinca, faça um estudo da

jurisprudência da Turma de acordo com o

posicionamento de cada julgador sobre a matéria.

• O “site” do TRT (www.trtsp.jus.br) possui um sistema

(85)

DIREITO PROCESSUAL DO

TRABALHO

AGRAVOS

(86)
(87)

Agravo de instrumento.

• Cabimento: decisão que nega processamento a

recurso (artigo 897, b da CLT).

• Artigo 897 da CLT:

“Cabe Agravo, no prazo de 8 (oito) dias; (a) ...

(b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição do recursos;

• Impropriedades técnicas do artigo: despacho e

interposição de recursos.

• O cabimento é contra decisão que nega

(88)

Agravo de instrumento.

• Competência: processado perante mesmo órgão que teria tramitado o recurso trancado.

• Prazo: Interposição: 8 dias (artigo 897, caput); contraminuta: igual prazo pela aplicação do princípio da simetria previsto no artigo 900 da CLT).

• PRESSUPOSTOS: • Cabimento;

• tempestividade;

• regularidade da representação e MAIS: • Preparo (Lei 12.275/2010)

(89)

Agravo de instrumento.

• TST. SUM. 128 - Depósito recursal. (RA 115/1981, DJ 21.12.1981. Redação alterada pela Res 121/2003, DJ 19.11.03. Nova redação em decorrência da incorporação das Orientações Jurisprudenciais nºs 139, 189 e 190 da SDI-1 - Res. 129/2005, DJ. 20.04.2005)

• I - É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal,

integralmente, em relação a cada novo recurso

interposto, sob pena de deserção. Atingido o valor da

condenação, nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso. (Sem grifos e destaques no original)

(90)

Agravo de instrumento.

• Exemplo:

• Condenação de R$ 50.000,00.

• R.O. da Vara do Trabalho para o TRT: Depósito de R$ 9.900,00 • R.R. do TRT para o TST: Depósito de R$ 19.800,00 • A.I. para destrancar o RR (1/2 do RR ou condenação): Depósito de R$ 9.900,00

• Condenação de R$ 30.000,00.

• R.O. da Vara do Trabalho para o TRT: Depósito de R$ 9.900,00 • R.R. do TRT para o TST: Depósito de R$ 19.800,00 • A.I. para destrancar o RR (1/2 do RR ou condenação): Depósito de R$ 300,00

• Condenação de R$ 20.000,00.

• R.O. da Vara do Trabalho para o TRT: Depósito de R$ 9.900,00 • R.R. do TRT para o TST: Depósito de R$ 10.100,00 • A.I. para destrancar o RR (1/2 do RR ou condenação): NADA

(91)

Agravo de instrumento.

• Apenas houve a inclusão do parágrafo 8º ao art.

899 da CLT, que é autoexplicativo.

– § 8o Quando o agravo de instrumento tem a finalidade de destrancar recurso de revista que se insurge contra decisão que contraria a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, consubstanciada nas suas súmulas ou em orientação jurisprudencial, não haverá obrigatoriedade de se efetuar o depósito referido no § 7o deste artigo.”

• Se o recurso de revista tiver outros temas o

depósito é necessário.

• Reforça a idéia trazida na introdução quanto ao

objetivo uniformizador da Lei, com a redução do

espaço para divergência de teses.

(92)

Agravo de instrumento.

• Efeitos : efeito meramente devolutivo, nos

termos do artigo 899 da CLT.

• Juízo de retratação: não há previsão na CLT.

Regulado pela Instrução Normativa 16:

– IV - O agravo de instrumento, protocolizado e autuado, será concluso ao juiz prolator do despacho agravado, para reforma ou confirmação da decisão impugnada, observada a competência estabelecida nos arts. 659, inciso 6ºVI, e 682, inciso9º IX, da CLT.

(93)

Agravo de instrumento.

• O provimento do agravo acarreta no imediato

julgamento do recurso principal trancado, no

mesmo voto e sessão.

(94)

Agravo de instrumento.

FORMAÇÃO DO INTRUMENTO? PJ-e:

RESOLUÇÃO CSJT Nº 136, DE 25 DE ABRIL 2014

• Art. 34. A partir da implantação do PJe-JT no segundo grau de jurisdição dos Tribunais Regionais do Trabalho, será dispensada a formação de autos suplementares em casos de exceção de impedimento ou suspeição, agravos de instrumento, agravos regimentais e agravo previsto no art. 557 do Código de Processo Civil.

(95)

Agravo de instrumento. Autos físicos

Dispõe a Lei 12.275/2010:

• Art. 1o O inciso I do § 5o do art. 897 da Consolidação das Leis do Trabalho -CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, passa a vigorar com a seguinte redação:

• “Art.897. (...) • § 5o (...)

• I - obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação, das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado, da petição inicial, da contestação, da decisão originária, do depósito recursal referente ao recurso que se pretende destrancar, da comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o § 7o do art. 899 desta Consolidação;

• Art. 2o O art. 899 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, passa a vigorar acrescido do seguinte § 7o:

• “Art. 899. (...)

• § 7o No ato de interposição do agravo de instrumento, o depósito recursal corresponderá a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso ao qual se pretende destrancar.” (NR)

(96)

Agravo de instrumento. Autos físicos

• PROVIMENTO GP/CR 13/2006 (2ª REGIÃO)

• Art. 5º. O Agravo de Instrumento será

processado em autos apartados, com formação de

instrumento específico, exceto quando houver

recurso de ambas as partes ou a sentença for de

improcedência,

devendo,

nesses

casos,

ser

processado nos autos principais (art. 173 do

Regimento Interno).

(97)

Agravo de instrumento. Autos físicos

• Clt: art. 897: §5º. Sob pena de não conhecimento, as partes promoverão a formação do instrumento do

agravo de modo a possibilitar, caso provido, o imediato julgamento do recurso denegado, instruindo

a petição de interposição:

• I – obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada,

da certidão da respectiva intimação, das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado, da petição inicial, da contestação, da decisão ordinária, da comprovação do depósito recursal e do recolhimento

das custas ( e do depósito recursal - Lei 12.275/2010);

• II – facultativamente, com outra peças que o agravante

reputar úteis ao deslinde da matéria de mérito controvertida.

(98)

Agravo de instrumento. Autos físicos

• As peças obrigatórias (897, I) são aquelas para comprovar o atendimento dos pressupostos recursais (cabimento, tempestividade, sucumbência), demonstrar sua procedência, no mérito, e também para possibilitar o julgamento do recurso trancado, nos próprios autos do agravo, se provido.

• As peças facultativas, ficam a critério do agravante de acordo com seu interesse em melhor convencer o Tribunal da procedência de ambos os recursos em jogo. • Confusão. Instrução normativa 16 do TST: item III e X

• Instrução normativa 16 do TST: item III e X

III - O agravo não será conhecido se o instrumento não contiver as peças

necessárias para o julgamento do recurso denegado, incluindo a cópia do respectivo arrazoado e da comprovação de satisfação de todos os pressupostos extrínsecos do recurso principal.

• X - Cumpre às partes providenciar a correta formação do instrumento, não comportando a omissão em conversão em diligência para suprir a ausência de peças, ainda que essenciais.

(99)

Agravo de instrumento. Autos físicos

• Instrução Normativa 16 do TST/ Jurisprudência •

• IX - As peças trasladadas conterão informações que identifiquem o processo do qual foram extraídas, autenticadas uma a uma, no anverso ou verso. Tais peças

poderão ser declaradas autenticas pelo próprio

advogado, sob sua responsabilidade pessoal. Não será válida a cópia de despacho ou decisão que não contenha a assinatura do juiz prolator, nem as certidões subscritas por serventuário sem as informações acima exigidas.

(Redação dada pela Resolução Administrativa nº

(100)

Agravo de instrumento. Autos físicos

• No caso de improcedência da ação, ou ainda, se houver recurso das duas partes e o da parte contrária for processado:

• O Agravo deve ser processado nos autos principais, sem a formação de instrumento:

• RITRT02: Art. 173. O agravo de instrumento interposto nas Varas do Trabalho será autuado nos autos principais quando houver recurso de ambas as partes ou quando a sentença for de improcedência.

(101)

Agravo de instrumento. Autos físicos

• Por fim: OJ 283 da SDI-1 do TST:

• Agravo

de

instrumento.

Peças

essenciais.

Traslado realizado pelo agravado. Validade. É

válido o traslado de peças realizado pelo

agravado, pois a sua regular formação incumbe

às partes e não somente ao agravante (DJ.

11.8.03)

(102)
(103)

AGRAVO DE PETIÇÃO.

• Execução: não tem natureza cognitiva. Não comporta “decisão judicial”. Exceção é aquela que extingue a execução.

• Impropriedade técnica falar em “decisões judiciais” proferidas na execução

• Recursos contra decisões interlocutórias: Impedimento legal constante no art. 893, § 1º da CLT.

• Doutrina: Cabimento de Agravo de Petição também das decisões interlocutórias. (Amauri, Carrion)

(104)

AGRAVO DE PETIÇÃO.

• Art. 893, § 1º cc art. 897, “a”, ambos da CLT: Relativizar o rigor técnico dos conceitos constantes do Direito Processual Comum, sob pena de não se encontrar quase nenhum objeto para o recurso de “agravo de petição”.

• Ocorrência de incidentes na execução, como meios de impugnação dos atos judiciais e, por conseqüência, a possibilidade de recorrer de decisões judiciais proferidas nestes incidentes.

• Observar que art. 855-A, 1°, II da CLT admite agravo de petição independentemente da garantia da execução no caso de julgamento do incidente de desconsideração da personalidade jurídica em execução.

(105)

AGRAVO DE PETIÇÃO.

• Conceito:

O recurso cabível contra as decisões proferidas na

execução.

• Agravo de petição deve ser entendido como o

recurso cabível contra as decisões definitivas ou

terminativas

proferidas

nos

incidentes

da

execução.

• Natureza jurídica:

Recurso. Não estabelece uma nova relação

processual.

(106)

AGRAVO DE PETIÇÃO.

• Legitimidade:

• Teoria geral dos recursos: A parte que sofrer lesão com a decisão atacada. Também pode interpor recurso o terceiro prejudicado pela decisão.

• Fundamento:

• O fundamento do recurso deve ser relacionado com a matéria argüível no incidente em que foi proferida a decisão atacada. Não se pode discutir matéria relativa à ação cognitiva

• Efeito devolutivo, ou seja, devolver ao Tribunal a matéria discutida na instância originária.

• Não pode, por exemplo, o executado que teve os embargos à execução rejeitados liminarmente renovar, no Agravo de Petição, a matéria dos embargos. Deve cingir-se o recurso à aceitabilidade da ação incidental.

(107)

AGRAVO DE PETIÇÃO.

• Efeitos e Procedimento:

• Efeito devolutivo apenas. Não suspende a execução. Se parcial, tramita-se pelo incontroverso de forma definitiva. Sobre a parte que for atingida pelo recurso a execução é provisória, não autorizando liberação de valores. Sendo parcial e havendo única penhora, autoriza-se alienação para saldar a parte defintiva.

• Interposto o Agravo de Petição perante o Juízo “a quo”. Vista à parte contrária para que, facultativamente apresenta as suas contra-razões. Primeiro Juízo de admissibilidade. Negando-se o prosseguimento do recurso, será cabível contra tal decisão o agravo de instrumento. Concedendo-se o prosseguimento do recurso, os autos serão enviados ao Tribunal Regional do Trabalho e ali terão tramitação idêntica à aplicável aos Recursos Ordinários.

(108)

AGRAVO DE PETIÇÃO.

• Pressuposto específico e pressupostos gerais

• Pressuposto: Delimitação da matéria e dos valores impugnados, autorizando-se, de imediato, a execução do incontroverso. (Art. 897, § 1º da CLT).

• Ausência: O recurso não será recebido, denegando-se seguimento ao mesmo já pelo Juízo “a quo”.

• Ressalva: Não é pressuposto absoluto. Hipóteses em que tal alegação não é possível. Basta delimitar a “matéria” controvertida. Exemplos:

– A qualidade de terceiro (Agravo de Petição contra decisão proferida em embargos de terceiro);

– O preço vil auferido no ato expropriatório (Agravo de Petição contra decisão proferida na impugnação à expropriação);

– Nulidade da execução (Agravo de Petição contra decisão proferida em embargos à execução).

(109)

AGRAVO DE PETIÇÃO.

• Desnecessária é a realização do depósito recursal

porque já garantido o Juízo. Entretanto, se houver

aumento da condenação pela decisão agravada

(acolhimento da impugnação do exeqüente,

aplicação de multa, etc.), é preciso realizar

depósito recursal para garantia do Juízo, sem

limite.

• Custas: O pagamento é desnecessário. Na

execução as custas serão pagas ao final e pelo

devedor.

(110)
(111)

AGRAVO REGIMENTAL.

• Conceito: Medida adequada para provocar o reexame das decisões interlocutórias proferidas no Tribunal pelo Colegiado a que estiver adstrito o Juiz prolator da decisão.

• Referências legais:

• Artigo 709, parágrafo 1o, da CLT

• - Artigo 2o, II, d, da Lei 7701/88

• - Artigo 5o, c, da Lei 7701/88

• - Artigo 3o, II, letra a e III, letra c, da Lei

7701/88

(112)

AGRAVO REGIMENTAL.

• Cabimento varia em cada Regimento.

• Art. 175 - RITRT02 - Prazo de oito dias.

• I - do Presidente do Tribunal, exclusivamente na

hipótese do art. 26, § 6º;

– § 6º Competirá exclusivamente ao Presidente do Tribunal deferir afastamento de até 10 (dez) dias aos Magistrados, para a participação em eventos de curta duração, assegurado o direito de agravo regimental ao Órgão Especial em caso de indeferimento.

(113)

AGRAVO REGIMENTAL.

• II - do Relator (Ver abaixo o tema sobre agravo interno)

• a) que concederem ou negarem provimento a recurso; • b) que denegarem seguimento a recurso;

• c) que indeferirem a petição inicial nos processos de competência originária;

• d) na habilitação incidente; • e) na restauração dos autos;

• f) que indeferirem a homologação de acordo;

• g) que aprovarem a imputação de pagamento para quitação nas conciliações e que possam definir as bases da tributação previdenciária e fiscal;

(114)

AGRAVO REGIMENTAL.

• III - do Vice-Presidente Administrativo; • IV - do Corregedor Regional:

– a) proferidas em reclamação correcional;

– b) que indeferirem o processamento de representação contra Juiz;

– c) que negarem pedido de correição geral nas Varas.

• § 1º O agravo deverá ser interposto dentro de 8 (oito) dias, a contar da ciência do ato que lhe deu causa.

• § 2º O agravo regimental é incabível:

– I - contra o deferimento ou indeferimento de medida liminar; – II - contra ato do Presidente do Tribunal que disponha sobre o

(115)

AGRAVO REGIMENTAL.

• Artigo 176 RITRT02 - O agravo regimental

será dirigido ao prolator da decisão, que poderá

reconsiderá-la ou submeter a matéria ao órgão

colegiado, independentemente de pauta e após o

"visto" do Revisor e vista do Ministério Público,

quando for o caso.

• Parágrafo único. Havendo empate, prevalecerá a

decisão ou despacho agravado.

(116)
(117)

AGRAVO INTERNO.

• Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.

• § 1o Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada.

• § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.

• § 3o É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para julgar improcedente o agravo interno.

• § 4o Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.

• § 5o A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no § 4o, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final.

(118)

AGRAVO INTERNO.

• Cabimento: Contra as decisões proferidas pelo relator. Não faz restrição, portanto, TODAS.

• Destinatário: O órgão colegiado a que pertence o relator.

• Processamento: Na forma prevista no Regimento Interno do Tribunal. O TRT da Segunda Região AINDA não tem previsão, logo, penso que deve aplicar, no que couber, o disposto para agravo regimental, exceto prazo, como veremos abaixo.

• Dialeticidade: Deve impugnar especificamente as razões da decisão atacada.

• Contraditório: Resposta em 15 dias. Após, Juízo de retratação ou encaminha para o Colegiado.

• Prazo: O artigo não diz. A lógica indica que deve ser de 15 dias, porque o prazo para resposta é de 15 dias, mas, a tendência na JT é fixar em 08 dias.

• Voto do relator: Não pode se limitar a reproduzir a decisão agravada.

• Punição: Se manifestamente incabível ou improcedente por votação unânime, em decisão fundamentada, o colegiado pode aplicar multa de 1% a 5% do valor atualizado da causa.

(119)
(120)

Correição Parcial (RITRT02 -Art. 177 a 180 e Provimento GP/CR 13/2006 - Art. 79 a 86)

• Cabe contra as decisões que atentem à forma legal do

processo (erro in procedendo).

• Prazo de 05 dias

• Deve ser apresentada com documentos e é dirigida ao Juiz da causa;

• Se não reconsiderar, a Secretaria da Vara deve autuar em apartado, o Juiz deve prestar informações no prazo de 05 dias e enviar à Corregedoria no prazo de 05 dias;

• Não suspende a tramitação do processo principal e nem o prazo para interposição de recursos legalmente cabíveis. (Provimento GP/CR 13/2006 - Art. 88)

(121)

Correição Parcial (RITRT02 -Art. 177 a 180 e Provimento GP/CR 13/2006 - Art. 79 a 86)

• Será julgada pelo Corregedor no prazo de 10

dias; (

Provimento GP/CR 13/2006 - Art. 86

)

• Será liminarmente rejeitada (

Provimento GP/CR 13/2006 -Art. 87

) se:

– Intempestiva;

– Não contiver elementos necessários ao conhecimento da controvérsia;

– Não existir procuração do subscritor nos autos principais

• Será considerada prejudicada se houver perda do

objeto. (

Provimento GP/CR 13/2006 - Art. 88

)

Referências

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