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Academic year: 2021

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(1)

ROBÓTICA INDUSTRIAL

Paulo Roberto

Chiarolanza Vilela

ASPECTOS CONSTRUTIVOS DE

MANIPULADORES ROBÓTICOS

AULA 04

(2)

CONTEÚDO



Exercício



Sensores



Acionamento e Controle de Robôs



Garras e Ferramentas

Garras e Ferramentas



Exercício (para o final da aula): uma granja

deseja automatizar o processo de

embalagem de ovos. Projete um sistema

totalmente automatizado, detalhando, na

forma de desenhos e fluxogramas, o sistema

utilizado. Não pode haver influência humana

no processo, nem mesmo após a galinha

botar o ovo! Indique o tipo de robô usado, o

seu end effector, esteiras, válvulas, etc.

(3)

Sensores



Informações sobre comportamento do robô e

ambiente de atuação.



Podem ser separados em duas categorias

principais:

Internos ou Proprioceptivos: variáveis do próprio

robô

Externos ou exteroceptivos: informações do

ambiente

Sensores

 A maior parte dos robôs industriais é de primeira geração:

– Tarefas pré-programadas, repetitivas, sensores internos situados nas juntas

 Tais sensores internos podem ser:

– Encoders (*incremental ou absoluto) – Resolvers

– Potenciômetros multivoltas

 * Mais utilizado em razão do baixo custo e da precisão proporcionada para a maioria das aplicações.

(4)

Sensores

 Encoder:

– Dispositivo eletromecânico que converte rotação angular do eixo do robô em pulsos de onda quadrada.

– Possível conhecer sentido da rotação, posição e velocidade, usando apenas um sensor no eixo do robô

Sensores

(5)

Sensores



Restrições da utilização de robôs de primeira

geração:

– Não apresentam informações sobre o ambiente

– Somente úteis em casos particulares



Exemplo de aplicação de 1ª Geração:

– Soldagem por resistência na indústria automobilística:

 Peças muito precisas

 Características acomodatícias

Sensores

 Nova geração de robôs:

– Controlador do robô usa Sensores Internos + Externos como informação para controle

– Melhor controle em malha fechada

– Operações complexas com maior facilidade:

 Agarrar objetos em posição/orientação aleatória  Seguir objetos em movimento

 Montagem de dispositivos mecânicos

 Controle de qualidade

 Busca e identificação de objetos

(6)

Sensores



Sensores externos encontrados em robôs:

– Sensores de Segurança para proteção humana (cortinas de

luz, ultrassom, barreiras mecânicas, sensores de pressão)

– Determinação de distância a obstáculos e reconhecimento de objetos (Sensores de contato e Sensores ópticos (não são sensores óticos, de som))

– Determinação de proximidade de peças a manipular

(Sensores indutivos, capacitivos, efeito hall, ultrassônicos e laser)

Acionamento e Controle de Robôs

 Atuadores: convertem um tipo de energia qualquer em energia mecânica

 Na robótica, os mais comuns são: – Pneumática:

 Baratos e simples

 Baixa precisão – Elétrica:

 CA ou CC. Mais acessíveis e silenciosos. Mais usados em robótica – Hidráulica:

 torque e velocidade de resposta. Cargas pesadas.

 Equipamentos periféricos (bombas, tanques de armazenamento de fluido) exigem manutenção frequente. Geram grande ruído.

(7)

Acionamento e Controle de Robôs

 Controle dos atuadores dos robôs pode ser efetuado de duas formas: – Servocontrolados:

 Sensores internos identificam a posição de cada eixo e sua velocidade

 Controlador determina a quantidade de energia que vai para os atuadores, permitindo velocidade variável e diversas posições

 Programáveis no modo ensino-repetição (playback) ou por alto nível – Não servocontrolados:

 Chaves de fim de curso nas juntas

 Controlador só identifica o início e o fim de movimento

 Robô de baixo custo.

 Tarefas tipo pick and place (pegar e colocar)

Acionamento e Controle de Robôs



O sistema de acionamento de um braço

robótico pode ser classificado, conforme a

sua forma de movimento, como:

Driver de Rotação: motor que provoca no eixo

uma resposta em forma de rotação

Driver deslizante: cilindro hidráulico ou

pneumático (direto) ou motor (indireto) através de

correias, polias ou engrenagens, convertendo o

movimento rotativo em linear.

(8)

Acionamento e Controle de Robôs



Formas de acionamento de um

braço robótico:

Acionamento Elétrico

Acionamento Hidráulico

Acionamento Pneumático

Acionamento e Controle de Robôs

 Acionamento Elétrico: – CC, CA ou motor de passo

– Robôs novos: CC devido a facilidade de controle e precisão – Principais vantagens:

 Eficiência com controle preciso

 Estrutura simples

 Fácil manutenção

 Fonte de energia acessível

 Custo relativamente pequeno – Principais Desvantagens:

 Impossibilidade de manter momento constante nas mudanças de velocidade de rotação

(9)

Acionamento e Controle de Robôs

 Acionamento Hidráulico:

– Motor rotativo (bomba) + cilindro para movimentos deslizantes – Controle feito por válvulas que regulam a pressão do óleo nas

duas partes do cilindro e que impulsionam o pistão

Acionamento e Controle de Robôs

 Acionamento Hidráulico:

– Principais Vantagens:

 Momento alto e constante sob uma grande faixa de velocidades

 Precisão de operação (menor que elétrico, maior que pneumático,

devido ao óleo ser virtualmente incompressível)

 Mantem alto momento quando parado

– Principais desvantagens:

 Fonte de Energia cara

 Manutenção cara e intensa

 Válvulas de precisão caras

(10)

Acionamento e Controle de Robôs



Acionamento Pneumático:

Similar ao hidráulico na estrutura

Ar no lugar de óleo

Empregado em sistemas de automação simples

 Pouco usado em robôs (movimento) devido à alta compressibilidade do ar

 Muito usado para abrir e fechar garras

Acionamento e Controle de Robôs



Acionamento Pneumático:

– Principais Vantagens:

 Velocidade alta  Custo pequeno  Fácil manutenção

 Momento constante em grande faixa de velocidades  Alto momento sem danos quando parado

– Principais Desvantagens:

 Ausência de precisão  Vibração

(11)

Acionamento e Controle de Robôs

 Resumindo:

– O driver elétrico é melhor em aplicações envolvendo:

 Alta precisão de posição;

 Transferência de carga de tamanho pequeno e médio;

 Pequenas ambientes para sistemas de compressores de óleo e ar; – O driver hidráulico trabalha melhor em situações envolvendo:

 Transferência de cargas pesadas ( de 2.000 pounds ou mais);

 De média para alta precisão na localização e velocidade; – O driver pneumático é preferível em aplicações envolvendo:

 Baixa precisão;

 Necessidade de baixo custo;

 Altas velocidades;

 Transferências de pequenas e médias cargas.

Acionamento e Controle de Robôs



Classificação pela forma de conexão:

– Driver direto:

 o motor é montado diretamente na junta que ele irá mover

– Driver indireto:

 o motor é montado longe da junta, próximo da base

 Elementos de transmissão como correntes, correias, diferenciais e engrenagens.

– As vantagens do driver indireto sobre o direto:

 Redução do peso do braço mecânico;

 Permite mudanças na velocidade de rotação das juntas.

– As desvantagens do driver indireto sobre o direto:

 Falta de precisão da operação da junta devido a liberdade mecânica dos pontos de conexão entre os dispositivos de transferência;

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Acionamento e Controle de Robôs



Classificação pela forma de conexão:

Garras e Ferramentas

 Ferramenta Terminal:

– End Effector

– Montado na extremidade mais distante da base do robô – Objetivo:

 Agarrar ferramentas ou objetos

 Realizar transferência de um lugar a outro

– Exemplos de Ferramenta Terminal:

 Pistola de solda  Garras

 Pulverizadores de tinta

(13)

Garras e Ferramentas

 A ferramenta terminal é de extrema importância na execução

de uma tarefa, portanto é necessário que o mesmo seja adequadamente projetado e adaptado as condições do seu meio e área de trabalho.

 Existem dois tipos de atuadores: Garras e Ferramentas.

 Inicialmente trataremos das Garras, por serem elementos de

uso mais geral.

 As ferramentas, de uso específico, serão tratadas mais para frente na disciplina

Garras e Ferramentas

 A garra é comparável a mão humana.

 Não é capaz de simular seus movimentos, resultando na limitação dos movimentos a uma faixa de operações.

 Podem manusear objetos de diferentes tamanhos, formas e

materiais.

 São divididas em vários tipos de classe:

– Garra de dois dedos; – Garra de três dedos;

– Garra para objetos cilíndricos; – Garra para objetos frágeis; – Garra articulada;

– Garra a vácuo e eletromagnética, – Adaptador automático de garras.

(14)

Garras e Ferramentas



Garra de dois dedos:

Tipo mais comum e com grande variedade.

Diferenciados um do outro pelo tamanho e/ou

movimento dos dedos

 Movimento paralelo

 Movimento de rotação

Principal desvantagem:

 limitação da abertura dos dedos

 Restringe a sua operação em objetos cujo tamanho não exceda esta abertura máxima.

Garras e Ferramentas

(15)

Garras e Ferramentas



Garra de dois dedos:

Garras e Ferramentas



Garra de três dedos:

– São similares aos de dois dedos

– Permitem segurar

objetos de forma circular, triangular e irregular com maior firmeza

– Os dedos são

articulados e formados por diversos vínculos

(16)

Garras e Ferramentas



Garra para objetos cilíndricos:

Dois dedos com vários semicírculos chanfrados

Permitem segurar objetos cilíndricos de vários

diâmetros diferentes

As principais desvantagens são:

 O seu peso que deve ser sustentado pelo robô durante

a operação;

 A limitação de movimentos causada pelo comprimento da garra.

Garras e Ferramentas

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Garras e Ferramentas



Garra para objetos frágeis:

Próprias para exercer um certo grau de força

durante a operação de segurar algum corpo, sem

causar algum tipo de dano ao mesmo.

Formado por dois dedos flexíveis, que se curvam

para dentro, de forma a agarrar um objeto frágil

Controle é feito por um compressor de ar

Garras e Ferramentas

(18)

Garras e Ferramentas



Garra articulada:

Projetados para agarrar objetos de diferentes

tamanhos e formas.

Vínculos são movimentados por pares de cabos,

onde um cabo flexiona a articulação e o outro a

estende.

Sua destreza em segurar objetos de formas

irregulares e tamanhos diferentes se deve ao

grande número de vínculos

Garras e Ferramentas

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Garras e Ferramentas



Garra à vácuo:

São projetadas para prender uma superfície lisa

durante a ação do vácuo

Ventosas de sucção conectadas a bomba de ar

comprimido, que predem superfícies como

chapas metálicas e caixas de papelão.

Para reduzir o risco de mal funcionamento devido

a perda de vácuo, é comum usar mais do que

uma ventosa de sucção

Garras e Ferramentas

(20)

Garras e Ferramentas



Garra à vácuo:

Garras e Ferramentas

(21)

Garras e Ferramentas



Garra Eletromagnética:

– Segurar objetos que podem ser magnetizados (aço e

níquel) através de um campo magnético.

– Estes objetos devem possuir um lugar específico na qual a garra passa atuar.



Garras à vácuo e eletromagnéticas são muito

eficientes, uma vez que eles podem segurar objetos

de vários tamanhos e não necessitam de grande

precisão no posicionamento da garra.

Garras e Ferramentas

(22)

Garras e Ferramentas

 Adaptador automático de Garra:

– Surgiu da necessidade de se ter uma garra capaz de segurar todos os tipos de objetos.

– Automatic Gripper Changer: adaptador que permite que uma garra seja rapidamente ligada ou removida do braço do robô.

– Restrições:

 Os adaptadores devem ser ligados ao braço do robô de um mesmo modo e deve conectar de maneira idêntica suas unidades de drive, se elétrica, mecânica ou pneumática.

– Desvantagens:

 O peso adicional na extremidade do braço do robô;

 Complicações tecnológicas são uma fonte potencial de mal funcionamento;

 Acréscimo no custo do robô;

 Tempo gasto na troca das garras.

Garras e Ferramentas



Desenvolvimento e produção de garras é um estágio

importante no projeto de robôs para tarefas

particulares.



Fabricantes vendem robôs sem o atuador final.

– As garras e as ferramentas são escolhidas e adaptadas pela equipe de engenharia que instala o robô no local de trabalho.

– Este é um estágio crítico da instalação, requerendo um alto

Referências

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