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A Escola Primaria, 1934, anno 18, n. 1, abr., RJ

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Associação dos Professores

As nossas : A Asso,ciaçãioi d!os ·pr,of;e.ssores J:>rimarios,

· . . . , pr1estandlo aia ,m,ag1ster:i,o reu111t1-se e111i as

-( ) 1er1s111 0 publi,co (!e otttras c1<l·,1dcs pode s1embléa 'geral a 27 'd'e ~l -A~ ?

estar a~a is berr.-. aparell1a,dlo dlo1 qt1e o Jll)Sso. s'adio "Oinl

O 'fi;m, die,

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1eª'':I-IV' pri0ix, 1

nl0\ 'Pªd~~

P oc , 1 !e ex1· t s 11r · em ,outras tJartes 1n1Je l l 1,on· 0 1·- 1nin~straç,ã,o. · " e · · ger · , sua nov:a · a

-gaii iz.a_ção pedrag:o,gi,ca. I\i[elh,ores prediios ,es- Ori1e11tadiÓs pelo brill1ante e co11,ciliad:or

colar•es. E·tn 'J11a11Gi1· nume1°0. Co111 rne ll101·es _ . . ,, . .

i11stalações. E tu(1 o 111ra~s. ,e,,piritro dle Zc.pr ro O,oulart, set1 presidente, J[a,· p,o,ré111, i1111·,1 c,ojsa qt1·e terr1tQS .

e

t1ue :

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Ass,e·m·bleia e ·O C10111sell1,o tivera1n a l,

ott-é i11SU[J,erav el. E' a clecl•~: açãiot, a ter11t11·a Va\liel preo-ct1pação d'e es•coll1,er. d:e

JJrefe-,e 11 .~sr1uo 10 l1er.o.is1T10 d·as r1ossas profes- f.ere11cia, par.a •constituir a n•o\ra ,dr.i1·etoria

so,ras publicas. · soci os Qtte ao' 1nesn10 tem·po, são eleme11t')~

Os cara·ct,erist~Dos r11·ais ruo,bres <l1a 111u- d!estacadlos d,a Liga dio. 'E11si110 .. da S,o•ciedade 111,cr l)rasil ~~1·,1; o ·,qu e ela t,etni d1e pr,0:f1111 cllo Ca rioca d1e E·dt1,caçã o e ·d·a A. B. E. para

e de su1Je r1cJr,_ c.on~o <[Ue s~ re1111e111:_11esta s desse n1od10) ·cami11l1a1· mais ràpida111eJ1te

se11l1,or~1s acl,1111r,avc1•s qLtc sao as ·111·aes ,es- . . · , _

·

-1 · d f'll p1oss1\1el , ·n,o se11t1-d,o de alcancar a ta,o d·

e-[Jil'I• t1a1 s e 11,osso,s 1 10s, . _ ·. _ • ·

O Oi s tr~to 1=-!ccleral pódc se o;rgt1ll1ar das sJeJada f:isa,o dia ~ ass,ociaçoes cl'e •classe d,o

11as ,fJrofes. ·,o,ras. 111agister1,o.

Para ,a ga ra11t ia tl1os l1 0111•e11s de at1l'a11l1ã Oxalá s·e efetive, qt1a11to antes, essa

bét sta que as 11 0\1as ger,1ções seja111 d1ignas \r

elf1a aspir,açãio dre todos, que cleseja111 vêr dlo, ;csftO!rço

e

ela declicaç5:o ·co111: que fora111 0 p!1oness.ora·tib 11 aci oii:a1 , ,ca·dla

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Essas sen l1oras 11ã.q lccio11a.n1 atJe11as .,co111 .e--'\.. g·ratificac;:ão do 3 º. turno

o 1es 11i1·i·to,. Nio tê111 a dL1reza fria d:as p

e-dag,o.gas. 1\1[as e11trega n1-sc co,i11 t.ocfa [I ai- O Dr. A11isi<o T·eixeira. atencl•e11di0! ·a{) r11a ás cria11,ci•11!1as, co,1n10 se tivesse1r1 ta.11- grand1

e at1n1e.nt,o que _se \1erificot1 na

matri-t cs fill110,s qt1a11tos alt1nos. ct1la tias es-colas m11nicipais e c-011seque11te

Essas 11.1·ofess,c,ras qLte se JJ O<l1i~1111 C:CJ 11- falta d:e JJr.o,f esS!O/res, ,

acalJa de ~011-1,ar

um

ter1ta r co,111 :e, e11si11 0 exáto e I i,m•itad·o d'os al\iitne fel>z.

p1·c>gra111as, 11 ã.0 co11l1-c,ce 111 li111i,tes lJa1·a fa- Res,0IveL1 S. Ex. 11e1·1niti,r gi1e, 11 as · esc-0-ze r ,o lJe111 ·e tên1 1·es.ervas i11 csg1ota\1ei, . .; d1

e . las d!e três· ttirn,os) p·cssa ti1n:a mesma pro-!)oi1dadie. . , . . , fess.o,ra trab,all1ar, ct1r1111lati\ra111,e11te, <C<Ym

_Mes 11,1,o pir;191.1c o cc t clJt o r1t111,ca foi ~.ni- titia s classes cJ.e ,alur1,os, l)er•celJ,e11d10 a gra-1111go _d,c, s,e11t~111 e!1

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bal11,0 ra

ad111~ ra\1e~.:; 11ofe ss,cra -; IJlthlicas v.ive111 i1 ro- .Es~a 1niredlicJa, q't.t e está pro,

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ESCOLA

PRIMARIA''

De co11forrnidade com o acordo estabelecido entr.e a Diretoria de Educação e a Administração desta revista , todos os diretores de 1

gru-pos escolares , escolas (Jri,narias e cursos populares noturnos receberão

tim exemplar de cada numero d' «A Escola Primaria». o qual deverão

conser-varna « Biblioteca Escolar », como propriedade do estabelecimento qt1e dirig~rn.

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Red.

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11uito a cert étda andou a A . B. E. rea- não f oi a de u111 c~tmpo tost,1do pela s se-lizando ein I<"'ortaleza o Vl Cong·re sso Na- cas,. cal c i11 a do ~1el,1 i11 cle111encia de um céo cional de Edu cac ão pois, nenhum c~mpo de coball0. es[1,1nallO de nu ve 11s, a rquean-de observacão m

0

ai s' propicio á curiosidétde do-se 1111n1a 111 o noton i,1 t 11111ular, nem, tão est11diosa d~s congressistas po<leria rivali- pouco de 11111a terra de tor11 en ca rdido , sal· 7.ar com O Ce:trá , quer pela s11a situação pintad o ele 11 ocloas neg·r,1s, por ond e o ga · topo.grafica, qt1er pelo seu pa ss ad o de ter- do passa co1u lentidão,· esfome a do e tri ste,

ra-berço elos nosso s maiores pen s adores e como n os dc sc rel'e Gus tav t) Barroso, em

i11telect 11 ais. «Terra de S ol >; 111,1 s a ele t1111 Ceará

eucan-Ne ss e certame ot1Lle esti,·eran1 11re sen- tad or , rejuve11escido 11e \as c l1t1va s que co·

lt> s educadores 1ie t odos os recantos do meçam ,L ca ir, f,1ze 11 c!o re11,tsce r a alegria

paiz e a qt1e ,tfl i1iu , nun1a n1aioria esma- <lesse povo, afeito aos c0r1ti:astes e ás

iu-g.1dor,1, 0 professoralio primario , fora1u de· cl emencias das seca., prolongadas, sabendo

bati elos e esclarecidos problen1as de gran-· lutar corn e11ergi.1, opo 11do o estoicismo e a

de relevancia par.a a estabilização da nos· resigna ção ás agruras d,1 vi ela.

• •

s a patr1a. no presente e no porvir. E, se os leitos est,t 11ques e aridos dos

Se ot1tros. n1otivos não tivessern ,deter- rio s profLtndos não constitt1isse um indi-111inado a reali:.:ac,ão do \ 7I CongressO' no cio revei odo r de sse fe1101ueno que assalta , Ceará, o c,1rinl10 e o interesse revelados I periodi came11te, :1Jg11111as r eg iões do nor-p elo Capitão R0berto· C:1rneiro de iYlend·c, n- 1

1

. de ste br.asileiro; se, nf10 se dívizãsse m, de

ç,1, lnterventor f eder,tl 11ess e E~tado, ,t1ela s longe em longe , os tron cos ermo s, esga

-questões de ed11cação e a obra que a1 ven1 lhétdos, rijos e encarq11ilhados , c.omo ves

ti-realizando o espírito ide,1li s t,1 e de largos gios do flagelo que co nsome, en1 l1oras, to. h1)ri:r.onte s do Dr. Moreira de Sou7.a, n,1 di- ela ,1 verdura, que: é u «so rriso dos c;,mpo s

r~ção do ensino 11 11l1lico1 jt1s tific<1rian1 a de· e a ga\,t das ar\•::, re!- ,» certo dt1vid,1ria1uos

cisão d:1 ,\. B. E. e111 t·,1vor da formosa da existencia das secas a11te o aspec to

im-tefra lle Irace111a. · · poneote dos car11,tub ,1is sempre verdes, a

• •

O CE,<\R ,\ ' QUE VI~10S

qtte se enlaçam os cardo<;, nun1a resi s ten-cla heroi ca á i111piedade do sol e ii ingra

-tidão d;is aguns, simb0lisando , rio ritrno dn

!

vida , a so briedade e a J)erseverança elo ~e r-tanejo cearense.

O C-:ar(1, co 11siJer,1do por

n

os,

qu.e o Q..te1u atrave ~s ar as estradas be111

de-desconl1ecia111u:-, co1110 uru pedaç<1 de terr<L' lineadas do Choró ou do Cedro, ou asp i· res sequil,1} e l,>ngin1ua, a~1rese uto11-se-nos , raros ares suaves e evcicativos de Mec eja-na gracio~idade de se11s 111orro~, na flores- na , onde nasceu Ale11car, o mai or dcs ro

-cencia de seus c,i•npos, n,L branc11ra de seus!mancistas de seu tempo, s ente o palpitar

truções, 110 de se 11vol vimento de seu con1er- objetivos reais e construtores, e o estuar cio, na si111plicid,1Je e le~tldade de sua gen-,

1

de uma vida que caminha para as grandes

te, como. uma terra . cheia de en tusias,m.os realizações. Quem ta m bem, neste m

on1en-e don1en-e idon1en-ealizacõon1en-es vitalizattton1en-es. . to atravessar as var7.eas cearenses, vel-as-á

• •

A visão que tivémos. quando atravef\- cobertas de xananas brancas, que nascem sámos a zona agreste para atino-ir a Colu· á tô.,, em tufos emergentes, e s e entrançam

b '

minjuba , a General Sampaio o u a Quixzdá, , ás trepa cleiras s1l,·estre s qt1e grip~1n1 pelos

(3)

4

i\

ESCOLA Pl{11'1.r'\J<.1.A.

' •

gall1os dos caj11e ir os. revestidos de u1na seu viver si mples e J1ospitaleiro, passánlos

fol l1age1n ri. ca de vitalidacle e se iva , nu111 m o 1 nent s d o e d e 1· · 1c1os o goz o es piritual · · em

pr e uun cto de fa rt ura , que as cl1 tt\·a s, tão conta ctrJ co111 a iuti:li()"en cia fectinda ,dos

lo11gamente esperadas, fazc111 pr evê r. artistas da n1usica e da~ letras cearen s es

A par desse cenario màravi ll1 oso de que 11 0 solar elo velho bar clo pon.titican1'

tons e ele beleza nativo s, so r pree11deu- aos estí111ulados pelo espírito de escól de He 11 ~

a atividade de sua gente, ernpe11ha·d,1 11a riq11eta Oaleno, a conti11uador,1 devotada

de fesa da terra, preparando ,ts b ;1rrage1.1s, da obra de s e11 glorioso pae a oioneira

coristruindo e inaugurando os açtt cles,abrin- em s11a t e rr;.i , do fen1inismo 'sen ;at o e

~

do as estradas, que se ra sga 111 11n1as e111 p!opagandista ali, do ideal da emancipa·

c~1rvas graciosas e se perden1 outr,:ts e111 çtto eco 11 om1c,t da 11111lh er. ·

reta,s q ue se alonga1n até en ço ntrar os bo - D essa terra n1 ara viil1o sa de ··so·; '.. de que1rõe s dos rios o n de se aprof11.nda111 os lendas_e emoções, terr ,t d ,1 j :1ngada, · «sóJo ·

açL1d~ts e repo11 sam as aguas, re solvenão movedi ço e _to sco perdido na an1 pJidão do

a~sim O mais Se rio prob)em,L do ll Or C!es t e, OCe,tUO», C0ll10 SÍr11boJo da ]ibertacãO trOtÍ· ·

11um tr· t ,tbalho l contin, · 11 0, nL1111 prog·re sso :ce UJo s a certeza de que O , se ti· p o ·vo' , nor _

constau e~ >em or ient ado, reve lado r elo tea do_ por um !dea[í~m ô sadio e stipê ri or , · .

t1evotamen , o de seus homens_e do _int eresse 1111l,u1do do s prin cípio s filosoficos tla n e-· d~ _.seu gove rno , q ue 11 ,ro \',1c1_la ti1a11te d,rs

!

~essid ad e de um;1 edLtcação . integr al; n~a· r-d1 r1c11ldade s de tod ,1 a espe ,:1e, qt1 e su rg e1n cl1a arrojadamente para a re,i li zaçfto de u 111

a cada passo ,_ atacando-as er11 defesa dos plano ·ed11cacional q1.1e, coo1 o podero sa ·a l

a-l~res sertaneJ_os, melhorando assim as con- van ca . o levantará, e ao Brasil inteiro, á'

dtções de Vida futL1ra e firn1ando para O C.Llimin:incia de um destin o feliz ·'

Ceará um logar proeminer1te entre outros 1 • • _ : • - •

estados progressistas na va110- L1ard a de · ·. t No_ ter;er~do ~,r educaç,10 do povo .e- da

-Brasil. '

º

in s '.uçao e a m1ravel ~ obra qtte ai vem

O

e

eara,

,

d en ro t d e a gt1ns anos 1 e real1za11do o , Dr. More1r,1 de , . Souza ' qt1e . é

i1ma vez constrt1ido o seu f)Orto ~e rá u;11,r

I

ut m1·ªa ddas dma1s l1d1mas expressões. da

n1en-. _ ' . , a 1 a e e sua terr ,r.

rão os o.to11ristes» que írãu beber no tra- v1s1

~

q11e o r. 1V ore1ra de S 011.z;,

dicionalismo de sua historia ot1' n o ce r1a- 1E1ost _p,ropf_o ~c1donou ª,ºs _grupos. escolares do

· d

1 . . 's ,t l10, 01 as mais 1mpress1vas e daque

rio e s uas p agas, 1t1sp1ração ou infor1na· l·ts ue servem b · · , - :

ções para os seus trabalhos ' q . . ~omo el1ss1ma s l1çoe s, de ...

· ,tenacidade e de força realizadora.

Martins d ' Alvarez, Psse poet,1 rn oço,

O

,rmbiente dessas escolas mo,

derni-dét falange ft1lgurante a 411e perteuce F,1· zado, organico, vivo, .é revelador da alm~ · '

guei~a~ Lim?,. numa hor a i11esquecivel de desse povo corajoso e nobre afeito ás

Ju-conv1v10 esp1r:tual que no -: oroporciot10L, tas, ás inclernencias das seca~, ás violencias ·

rlenriq11eta Galeno, diss e que , os cea renses do mar , mac, compreendendo e s entindo

g11ar<lam · «uma alm,1 equatorial de crianças toda a magnificencia da terra e toda a

fi-grandes , caldeada pelo sol, temperadapelas nalidade da vida.

secas, mistificada por P·adre Cícero e ca- O que vi1nos, obser\·a·mo~ e sentimos

luniad1 por L a mpeão »; e nós ajL1ntaremos da zo11a r11ral á cidade, da escola modesta

q11e a alm:i assim caldeada,· mistificada e aos grupos escolares, é bem a afi.rma.t-iva

caluniada do cearen se é irmã gemea da a1 : de 11ma atividade bem orientad'l. e do des·-· ·

n1a de to ,io o sertanejo nascido sob o mes velo do professorado prim'ario do

Ceará.-n10 céo do Brasil, vi\'endo das rn(sm ,ts es- Da Escola Normal Pedro II dirigida ··

p~ranças e caminhando para o n1es mÕ des- pelo proficiente e · ilu'i-.trado educ~dor- Dr. ·_

t1 uo. João Hipolito de Azevedo e Sá ás escola's

No Salão jl.lvenal Galen?,. verdadeiro de Farias :'3rito e' Porangaba,' seute-!'(e: ô

tem-pio d~ arte, onde e,n fa1n1!1,1, se c11Jtu,t mesmo esp1rito organizador, dinamico, mo~

a memoria do po_eta símbolo do Ceará', f derno', que é o·- fei_tio das escolas cearen- '

agreste e _nobre, cuJ~s le~d.1s e _cançõ es e :1- ses , ren?~ad~s por Lt;uren·ço Filho e,numa ·· ~raram ,p-.1r_a o patr1m~1110 11ac1onal co111 l) jl s ~q.uenc1a: feliz, ampliadas -pór Moreira- de _

1ot~rprctat·1vas do sentir do cearense · e do S o·uza : · · .; · , · · ,,.. ~ . . : .

• ' .· . . .. . - . '

.

' -k •'t . -~ . .

.

.... ,. . ... . . . .. . . • • • •

5

A ESCOLA PRIMARIA

--

- - - -

-

---

- -

-

-

-

- - ---· -· - --- --- - - - ---

-. Os grupos Joaquim Tavora , Fe

rnan-des Vieira, José de Alencar, Santos

Du-mont , R,odolfo Teofi lo, estão de tal modo

aparelhados, com ambientes tão

nitida-ment e progressistas, co m suas bibliotecas ,

coope rativas e metodos de ensino, que

en-vaideceram o nosso orgulho de b rasileiros.

Pode-se dizer, com sinceridade, que o

C eará se deve orgull1ar como um dos

van-g·uardeíro;; nessa crt1zad a da · educação. Ha

de fato, ali, rejuve11e sc ir11ento de icléas; ttm

plano de educação harmo11ico, en vol vendo

t odas as atividades i11tra e ext ra-e scola r es,

:ntegrand0 a escolél ao n1eio so cial,

focali-zando-a co1110 o nucleo de onde se devem

irradiar os ensinamentos necessari os á

es-•

tabilídade das patri as livres.

Gerações que se ed ucare m ness as

e<.;-colas não falharão e por si mesmas

tra-_çarão a s t1a rota de progresso e de glori;is.

T11do no Ceará contem um ensínamen·

to. O · Ce ntro Estl1.dantal · Cearense,

asso-ci<1ção de moços pobres e estudiosos

des-tinada a an11:1arar moral e ma teria] meu te

a classe estt1'1a11tal, constitue 11m n ob re

e belo exeru plo de ht1man ismo e fé, de

pa-triotisn10 sadio e construtor. O valo r de

se11s p ropositos, a afirma tiv a de sua ação social, quer pela fun da~ão da «Casa do Es

-tudante ", quer pela creação da «Escola 11 de Agosto », provocam a admiração,

desper-tam louvores ; tleve ndo se r estimuladas

as-s ociações co mo essa, de carater e n1inente-n1e u te soc ial.

Po vo de sen timentos tão sadios e

ale-vantados está fadado a grandes destinos

e a um papel de real ce na unificaçio da a

l-ma nacional.

Bem andou, portanto, a A . B. E.

pro-porcionando aos educadores de norte a s ul

do país, t1m contato mais íntimo co m a

mentalidade culta desse rin cão nordestino,

onde os problemas educacionais merec_en1

11ma atenção tão cuidada dos governante.s,

como tivé:nos oportunidade de co nstatar,

No seu municioso « Relatorio Geral

dos Trabalhos do Congresso». o Dr,

Led-níe l{aseff diz, com muita fel icidade, que

o Co:1gresso, examinando a situação geral .

do ensino no paiz, proc;e deu a um «vasto

inquerito sobre a orientação a adotar pari.

o solucionamento dos nossos mnltíplos e

.

.

-graves proble mas educac1ona1s » e que «nao

se perdeu, pois, a semeadura generosa de

idéas, de idéas força e idéas diretrizes, que

nasceram de um leal confro11to de

experi-e11cias e que apontam á Nação os verda =

deiros rumos de seu engrandecime11to

cul-tu ral e eco n omico». o

U rge, por tanto , que a A. B, E., dian-te das conc'Jusões clesse Congresso,

inten-sifique a sua campanl1a pelo ensino e

so-b retudo pela escola primaria, para que não

continuerr1 a viver de experiencias

inter-rompidas e não se converta em utopia a

obra dos re fo rmadores brasileiros e os

con-gressos de educação.

Só assim, faremos obra de

patriotis-mo, educando · a massa popular 110s sãos

princípios da soliâariedade humana e da

cooperação, para atingir ao objetivo de

uma co mplet a reforn1a SOl~ial.

As teses, em numero de 25,

apresen-tadas ao

VI

Congresso I'J. de Educação, e

discutidas nas secções tecnicas, versando

sob re assuntos vitais de reorganização ,

inspeção e administração escolar, sucitaram

debates 'icalorados e interessantíssimos o

que prova a oportunidade e a justeza dos

conceitos expendidos. Essas teses tiveram

as su as conclt,sões e proposições

refundi-das e consubstanciadas no cRelatorio Geral

dos Trabalhos do Congresso» e serviram

de fundamento ás (liretrizes q11e consti·

t11en1 as s11ges tões ao governo federal.

Um resultado imediato para o estado

do Cea rá logo se derivou do Congresso: a

creação ofi cial do «Orfeão de Profesf.ores»,

por iniciativa e 9ropaganda inteligente de

Ceição B arroso Barreto.

Co ngregando os repres entantes de to- As sementes lançadas pelo

VI

Con-dos os estados do Brasil para esse ;::o ngra- gresso N. de Ed11cação «não caíram em

ter-ça mento de idéas de que emanara1n fo rmu · rtno sáfaro » como o disse o Capitão

Car-las e diretrizes que i adícam ao governo neiro de l\1endonça <<porqt1e outra

cousa-central o caminho a segt1ir, o

VI

Con- não desejam aqueles que se batem,

desin-gresso Nacional de Educação realizou uma teressadamente , pelo nosso maior proble·

obra de coragem e fé, em pró! das grandes ma -- A Educação >> .

e _inadiaveis realizações e da es tabili clade Foi portanto, uma •obra de

brasilída-pa brasilída-patría. ! de q ne se realizou, qt1e teve, como

princi-•

(4)

• ' •

6

- j •

-\ ESCOLA PRIMARIA

- -

- - - ·

- -

-

-pal ·objetivo, como o afirm ou o Dr. t\1oreir_a a vigiar: confiemos na obra_ ~os refo rm a •

de Souza, presidente do Cong resso, «L1n1r \ dore s e dos educadores bras1le1ros. ,

e estreitar, cada vez mais , os élos ãe sol i- Eles são os apostolas de um a nova

dariedade entre os brasile iros em pról do cru zada da educação.

soerguimennto da obra edu\~étcional no

,

pais. »

Diante de ssas afi rma tivas de fé, pare

-ce-me que em n1elhor ambiente nem em

mais oportuno , se poderia ter reali z,td o o

Congresso .

Além de tudo , não foi só

.

o Cea rà e . a

,

sua crente at i va e prog-ress1sta que

tive-,:, '

mos ocasião de conhe-:er: mas o nordeste

bras11eiro e parte da zona oriental co1n os

seus problen1as ecouomicos, regos ijand 0

-nos coin o deset~volviw.ento de sua s

cida-Ma1·ia do Ca1·mo V. P. Neves

Ensino sistematico

( A1!rt/Jl,c1.çr7o rt:o ;a,-1:ip;o cfc ./ . . /~. C1ea

01-g re, ;1ub!ic·r1r/;o etli' «7' /1c' /J er1f;oclJ1 J-?,e

-/ l ect,01' A11c! A l1111ii,11i N e1vS>> ,· 1:e 1·l't'ci.r·o

r

i

e

J 93 ,! ) .

des, com o surto do seu progresso e corn ENSINO - E11te11c!e-se e11si1z ,·1 a AÇÃ()

as e11ergias latentes que sen timo s l'reS t es d.lc p,r1of,ess1o,r, pela qttal o alL111 0 é levaclo

a uin a eclo são benefic;_i, se bem orienta dail . ;;1 apr,e,idler.

E em to das essas t erra s nos aperce- ENSINO . 'ISTE~IATTC() - E11te11cfe-sc

bemo s da função da escola ) co mo agente e1zsi1zo s;ste11;a,;r,o a ATITUDE dia tJarte

centralisador dos esforços tendentes a n1e · dlc, pr1_cif,ess,or, e!n11 qL1e elie se ,· er\1e .. de co11!

1é-lhorar a situação do paiz, por uma ed1.1cn- c·im,e11t,os s~stematizacl1os , en, •c011clL1zi11 cl0 o

ção integral, tendo com o base

~oral so - alt111,o, a s,e fazer sen l1 01- da << L1nicl~1cle» él

ciala cuja evolução se prende, 1nt1n1a 1I1e11· a1)r,e11dler.

te, o evoluir material e economico, alicer- A11t,es cl•e ,d'ar exect1çic 1c:11-::, 1e11si11:J si,.;te111

a-ces do bem estar e da felicidade universal. tioc,, 10, JJrof,essor de\re t'er 1e111 111e11te t11r1

Se antes da realização deste VI Con. obj etiv10 he111 de·fi,11ic!o ~ tl'eV1e ter t111111 ALVO.

o-resso O noss o id ea lisiiio jà · nos lt,·a-va a .J á q11e ét aclap ta ç.10, d1a. 11·ers1c1naliclac!e é,

~rer u~ma futura e radical mutação de fe- ,O r,es L1l tacli~, d11 so1111a tota l ele exper.ie11ci•:1s,

1 é' e -r,es11ltad1s1 eia ap re11Lli%age111 t o•c!~t, o o

l.1-nomenos sociais, operada pela esco a , esta

convicção ainda mai s se arraigou depo is j,etiViO d;::> profess,or cf1

e,,e ser ~ai qLtC_, 11111a

desta, vi são e de sta co mpreen são nítida dos v,ez. sen l1,cra Lla << Ll.t1i cl/acle>> , a cri,::111ça vc11l1a

problemas brasileiros, cuja sol Ltção es tá no a s,er n, el l101· cicl'ctd11,8 cio c111e seri,1 s,en1 ter

1 d:c,111i11a d1::i a .r,efer~ti·a << U11icl'ade>>.

preparo e na ed11cação do traba hador

na-cional, uo aprov eitarne,1to coilciente das fJ,or 1exe11111tc.:,, t1111 agrir11e11S'J,r, c111

cxe-<los cuta11do, 1ci pr'.'ljé~'.J ci:e 11 <)\'a cstr,,tcla. ir<í,

ener!!ias hL1manas, no saneamento d'

~ atr;1Ve% d·a flr;resta, assi11 ,1!a11 ,o, as arvores.

sertões, no desen vol virnen to da s aptidões . ,,, , _. , , ..

· d. ·d · l · d lh . Na prese11te 1!ustrac._tv a est1acla c,o,1nnleta

1n 1v1 ua1s, a meJan o o me or para a j , ' - ~ 1· ·1 1

t · h d . s -f t ~~ correSjJICJld1e ;1 acla1Jtaç:10 C1i.l ;-,ers lJ.na !L etc

e

,

nossa o-en e e encan1111 ao o a u Ltru ~ . _ . .

- i::, f ' · t de ,uas p O

I

d::i, b1c1111 CI(lad'~O, ,e as Li1,.;ta11•c1a, c11trc as

ge~açoes pdara _ 0 toan c

1ia~Jen

do ~se 1 t r a - · ar,rc r,es assi11,alétcla s c,c,rrespo11llc111 :ís << L111i•·

pr1as pro ucoe s e va or1zaçao l r •

1 d. d i - d

b Ih ' · dades>> c·e a1Jre11 1zager11 , 11 ,t a at1Laça·J a

ª

0 · 1: erso11al idac.i e . . E,11 c.c11str11i,11lf'o ,a cstraci,t o

«Noss,ts U?ais é levadas aa~i rações1 q~e e,1ge11J1eiro '{Jrec1:sar:1 tl:'é.tr clif,ere11tes jJ1·0

-parecen1 prec1sar11ente as ,m~ts v~ s, s ~o e.esses de Jigaçâ,o 011 ]J011tcs, cl'e a·cf>rclo

co.mo ondas qt1 e .:hegam ate 110s e v,1o mais C.OílTI' e tr,1ba ll1,o, a ~,er 1·cali zad:o; i,:;tt1 co

rrcs-longe, e tal vez retin in do-se, an1pliando-se, r:.:c,11 c.i.1e ac,s ciiferc11tcs 111od,os 110 ,e11si,110. Na

abaiarão O mt1 11 do.. . estrad'ét ,ci1e 11<)ss o exc,11 rllo o. fi,ril ,,j, ·ado é

E então, n e n h Lt n1 de no ssos sonhos a 1estrad·a co1n,p•l eta , - \ a a ci',111:taç:i,:J ela

11er-será tal vez perdido ; outros deles se apo s- so11é1li clacfie d'o b.0-111 ci,c.lad.10, 110 c.11si110 sis

-sarão, sónuá-los·ão depois de nós, até que t,ein, aticc ; ·e, al1',CJ, i•n1:ecl1ia.to é o ,1,c1.1l1a111c11t(J

um dia deixam de se r simple s aspirações». OLl re111é1te d1as l),0111 tes OLL élo,s - ,1 <<

LJt1id,i-Continuemo s portanto, a trabalhar e d1e>> da a1)re11clizage1n.

A ESCOLA

PRIMARIA

7

Ar1tes da te11tativ·a cie ei1si•11a1· a <<Ut1ida- / apr·esentada · e1n 11111 cc11ju11to · siste1nat~cc1. de>> , o e11 i11,o si,:ste111atico exigie qLte o pro-! Na apr,e11dí;,.:agei11 ela li•Çi() :i cria.nça ape

f,e sei- faça 11n1a re vista ú1a si,fL1,1ça ~; 11n1a 11as cc111ét,é á men1,o,ria t1rr1 ·conj1111to die fá-\1erda dei1·c1 i•:is1Jeç:1o. Este traball1,o, co 11sti- 1 tos e i11fic r11-,aç,5es , os quaes logo dcpo~s t11 e o qLt e se el1u111a <,1J1·e.-t~e.,te>>. O <<1Jrc- ' estJttecc. C,c,1110 \1em' s·e11do expli,cado, o

e11-1•estc,> é d'a(f0, s·obre a <<1111idiacl'e,> a ser ens~- ' s i11 0 si,sten1aticc. levei ao don-ii.nio das <<u.11i

-11ada. T1e1n poi- fio,, o,ri,_11tar o profes ·or, 1 cfacl eSJ> e qt10 fic1r111a a per~o11alidade do ~ri-

-c!ar-ll1 e ca1npo IJ·ata, i11teli,ge11te11~1e.•1te, se ' d~vi•::!110. ·, Esse r(o111;1zio, OLl ftttbiliclctr{e, 11:'io

ap rc xi mar d,,} prol1le11-:-a, 1111111a ,,erdatlei,ra [,Óde ser 1netliclo, a;o passo qt1e ap1'et1rfi.:;t1

-a11te visã,o, e. esiét!Jel,ecer 11a 111 e.11 tc d'os altt- g·r,,,,. rJr., liç·t7~, que rerirese11ta açãJo, pocie 110s C·erta ·conexão ent,-e a a11r,ei1clizagein e111 ~,er 111edida.

perspectiva e os ·C<_; 11l1eci,·11,e.t1tos j ~i exis- ; En1 muitas esccias 70 é •a0i11si<derado o

te11tes. Póde accJnte,oer c1L1 e 11este <<11ré-téstei> g1·áo cl;e /Jrtssttt', d1e [)r,on1oção. Esse f:.Íto

o pr,G,f·ess.or verifi,qLte estare111 j~í se11J1ores tem 1)rodt1zicl10 nos alLtnos d'as esco las J pu~ d1

a <<t1nid1ad•e» .alg L1.t1 s a!LIJJ'J3 ·cl'a clttsse. Es- blicas, assi,:11 ,co,1n!o1 11 0s eshtd•antes das

es-~es alt111cs. e11tJc,; s rã.o ciispc,,sallr>J ele e:;- ' oolas is t1p.eritc res, 11,n1a ati·~t1cle d1e pas.<;r1r

tu

dar ta 1 <<1111 i d ad1e>> e a 11ro,,ei,t~1 rão o te,11- c ti d e /J c:'s, r, ,. as 1118(tas, tl1a11 cUo. po1~co valo r [:,,o 1e1n .cutro i.1-aball10. á aqltisiçt71J elo r·o11 !1 :'ci111et1.!'os. Dessas co

11-Depc is de ter e tticlac.1 o a coiidi,çõ e::i , diçõe , exi, '.te11tes eri1 ,nuitos colegios, _se isto é, ce rno os 1.ili.1,1c)S se revelara111 11cJo p_ode cledttz1r q11 e, pro,ravelm•ente, ~ tn·a~:.::i

-<pr.e-teste)> , 0 pri 111ei,:·.;;, .,J,.t 'so a clar é O l'fl - ri a c!os que_ oa"sa m 11e-;ses coleg~os. 1:ao

si1zo. Dtirai,te ,0 çii:-Í•'1 0- da << tiiiida lie>> cabe ac!qL11re 1naJ.o3 d'J_ q11 c ,,ag,os pr111c1p1os ac) prcfesso1- exa;ni,1ct r (JS altttl<J~s afi•ni de do _s~ber (0c11!1 e,c11ne_nto) , longe d_e serein ver si e e!1si,n,c, está, ott não, :-cticlci assiiiii- st1f1c1•e11tes par~ m,:::cl1f1,ca1' a SL1a at1tL1cie OLI

lado. Na L1lti111;1 l1i,pótese deve <<re-e11si11ar>,, co11d11ta 11a sc:c1ed:acl'e. .

isto é, re1Jeti,- ,::} c11sit1,o 11aqt1ilo qtt~ 11ãt1 A ,,erclacleir,1 -apre.i1clí•zagen1\ 11roclt.1z b.0111s. está se11d~> asRin1i1laci10,. No << re--e11si!1r,1> cal1e- ,1jt1izac.l,cs e i-11telige11tes cid1aclã!QS. .

l!1 e ensi11ar as r11 esn1,1s cot1s,1s ·011 11 cvos A a1J1·e11dizage111 ela Jj.ção e ·SCtt ao,rte jo

aspectos, c{e 1na11eira IJela c1t1,1l 11Jo, t e11l1an1 de gra cl11aç1c) l) rcdLt z i11\·eja, a1nbi,ção, oc..iio

sid!c, e11ri,, a1ias an teri,.. r111c11tc. Eo.;i e <<re-ei1- e maldad e.

si111 1> rióde exi•g ir t11n 1·c~1j 1.1:;tan1 e11t::i do e11- Isto é ,·lerda,tie rc1·q11e a g·rac.lt1aç.c10, c!'á Jo,

si11 0 a pr,:,cec-sar. De[J')Í•, d'o <<re-en i110>> de- gar ás prirr:ei,ras i11clinações do l1on1em

,1am ~er détt! f'S l :·si:e.~ 11ar-é1 ver si, entã,o, para ccn• parar 11~ •ce,m o 011tro.

o ensi11.c está, OLl 11:io, se11c!o a. si,:11i!ado. A verdac..ieira ªi)re11d~zagen1 d:1 a cada E 11c\•a111•e11te ,u 11rofe ;->:Jr eleve adofar ou- um 1111· /'l satisf·aç5:o i,1ti1na, µ01- c,111sa do ti-o siste111a 1G,Ll 011tr,1 c011c!1.1ta J)étra <<1-e-e!1Si .. d,ese11vclvi111e11h:::-, 011 cre~·ci,m1e11fo, ati11gid,o. 11ar>> jJarte 011 1,arte· c..la 111,1teria em1 ,ri,3ta, J\ifas a a1Jre11dizage1n da li,ção a lin1e11ta a

si ,1i•11da t1111·a ,1

e

½

,1cl1ar c111e o e11si1101 11J,o a1nbiçãc) i,r11eqt1iéta ele 11ltra!Ja sar -. 11ro~

está se11do a11 r1c,vcitac! o. Por 011tras JJala- xim,o. ,

\'ras , ,1 / o r11;Li{c1 /1 r1/l'i( eleve ::.c1- anl~cada ét f ,oi derr:,cnstrado (jt.te tocfo e11si,110 real

tcd,c o 1e11 sino, i,~to é, <<exa111i11a ·,Jriin·tiro, aplica a f ,?r11i1Tlr1 l1 r1.bl!, ist,ci é, <<exr1m,i11a

e11 si11a, exa111i,11a os resuliad,o,~, aclota [Ji·o- os r,es1.1liad,cis, acl0ta IJ:·ocessos, e11 ina e ·

exa-cess.cs, e11!" i11a e e,'a111i,11a ,c: Ltl ra ,··ez, até, qLte 111i11a ,c::utra vez. ,(> ·novo estétdc) ela ,1nre11di·z>>.

cl1eg·ue fí verdadeira a11re11di,zage111>>. De,,e ser /r'i :ctr!, qtte 11n1 JJr,8cesso -si,ste

n1a-l T111a <<Ut1iclad·e>> c1t1e é assi,milact·a 11§:0 é

I

tico nlo •e1Jsi,110 exige que

,t

d

1ita for111t1Ia

esqL1ecicl1a. El,t se tor11a [111nét parte d1<1 lJerso Sfirr r171!ic·r1'/r1. T_T n1 bon1 pr,c-ccsso si,ste1natico

11alidad·e do al11n10. O e11s~'lo sistem·ati co nc e11si1110 requer qtte, d•e_poi•3 de d'ete1·mi

-exige q11e o p1'i0fesso1· 111a11~e.11l1a o oll10~ nada a <1u11id'ade>> , a pri,1neira co11sa a ·fazei·

,tb.ertos e. JJ,o,r si11to111c1.s 11rocure ,rer sb él é o <<JJre-teste>>. Dep,ois do estt1do dai:; con,

r< unid'ad•e,> é. CLI 11ã.o, ass~n1ilad1a. dições re\reladas JJelcf <<pr1e-teste>>, ,::i, p1·0,fes

-() ,e11si110 si,ste1natic,o le,,a 5 ,c111ren :li:. i sc,r pódle ensi11a1• de n1anei,ra a e11cad'ear

gf111. drt «1z11i,:!adL?>> e 11ãr1 á apret1!/i,..r1g;em o diesac nl1e•ciclio ao c1ue j.í. é conl1eci,do, pelo

rltt li('ã'> - qtt'..'. 11ã.t> é a·pre11d~zagen1 1-eul, aluno. T .e m a r e n1 os por exen1rlo o No 1e11s i11,:.; si•sten1ati co as 1111iL1,ac!1es '.i<) i<\Y.lestrcarçl• 1fc,•1;1ne11t>>. Nesta <<11.nidadei>

o

(5)

• •

8

A ESCOLA PRil\fARIA

pri11ci•pa l c bj1etiv,o é J;eva1r ,o 1a:l1111 o/ a ,ver qt1e cã,c, :os a11in1a;- <.ie l)eqtten.o porte são ias -este grand·c 1n,o,vime11 to1 1,;stori co foi u111 j fix~ad1os, ao p.asso que a ca 111act:a de gás

conju11to. die •ca trsas e efeito qt11c vão lo11ge

i

irr,espi:r::ível 11ão é bastante para

lncomo-·esclare•ce1· a sociedaic~e e111· qt1e ele ,,~ve é

I

dar un1 l1omem>>. .

a fazie,m1 cc1n1Jree11si,·el. Neste << pre-testé>> Nu111 livro 1noder110 ele Ocolog;a. da ,

au-qtrestões criti,~as, l)Ccl·e111 ser LJ·er~t1r1tad,as.

1

toria die ttm d1

e. '':º'~sos ,l)c111 co~·c_c~trad'os

As riespcs ta.-; <.lati.as !JClo qlun·o serao p·rovas pr,cfess,c11·es, 11 0 1n1c1•0, d1a-~c a cl1vi ao das

[)ara ,o J?ricfes 01·. De[J?is qt1e. ei;te_ to1·n1~

1 substâ11cias ,em ~-~otirÓJ)i•ca~ e e1~1 .a11isotró

1Ji-l1 o~estia Jt1lgan1ent,o cr1t1,::o, dét s1t11aç~o. es·~,t

I

cas. apr1ese11tla!m -se •co'1110 1sot1·c>pt:::as as

ga-e11tao pr,cmto p1,1ra co111·eçar o er1s1r1 0 drt i sosas, as 1íq11idlas e as a1n,01'f,1s e as·s

~n1ila-«1111!d·ad1e>>. Co,111 d~ferer1_tes i11t•er·valios, 11~ste

!

s,e ,o m·cd:o a111o rfo ao líqttido. Na 111csn1•a

e11s1no, ele d·ev1e exa111~11ar para ve1· s1 .o 1 01b·ra, ,d1e ,m!ciidlo ce rtc), dcfi11c-sc gás ,co1no

e1!si110, está, 10~1 11.i,'J,, se11d10 a1Jrove~tad'o. ; sttbstâ11cia i,s trópi•ca ele qttase 111110.· atrito

S1 1~cl1a qt1e 11~10·. adlóta ,01t1fr:o lJrocesso e inter11 0, pelo. qt1e 115.o fo 1·1na st1perfíc~e.

e11s111a c,t1tra vez. T·al (< re-e11sr.11,o>> ,e ex:i me j 1\ I d. t ,

t

1

pod·e1111 se r rc11,c1\'adios· ,1té qt1e <) e11s i11 0,,seia ' d' ' as, a I(a,1 ,:le, csqt1ecc-~~ o ~11 ·o,r cL.(1 c1t1e

r al t ·;, dl 1 1 · · 1 ·1ss1e ç re1Jr.01ct1z .()1 riuc ,,e ,,e e111 a1Jpa ...

e Nmo·elel es· aprcs:"_eti~a aºt· pe O

ª

ufno. t · re11t. relativa111c11tc à grttl a-cl o-cã.o ;

~,11agi-11 11110 i,., e111, 1co o p·ro essor 0111·a . , , , . . , .

e os dcsen olve 1e111 lo,gicoi e ·coe rcnté si,sté- ª,P~·iesei, a-o c~1110 ·~LJ~ z ~ e ·?r111ar Sltpe r-111a. No d~se,,~ol,,~mei,to ?s P,eilSa ill ~J,to,; :~cá.:· ,o qt1e e 110ÇélO r11c.l1 s·r11t1vel111e11 tje

er-ft111da1n,e11ta1s .s:10, J;g:a·<.iios, isto e, 1·et1n1d!os. ! · . , .

Além, d'isso, lei pr1oiiessor faz ac1·es,cimos, li-

l

Es~_t1ec~t1-se ela ~c111ct~~·a. c.l,os _ga. ~s ..

tieo-ga as <<ttiiidadieS>> d'e ,nane~i·a a d'ar real 11a f1<1111ad,a ,em 1 t38 , tJOJ Tic1 no1.11II 1,

sc-compr,ee,1sãjo, á •criança. Ass~m fazei,do é gt111~10 a qttal se 111·c11

e1n vcloz111c11te as 11,ecessario qtte ab,andlq11e tt1dlo o qLte 11ão m,o,lect1las d,~ g;,1scs, 11cl0, C.Jt1 c s~·as ,1nass,1_s

traz ctt d'á signi,fica'ç.ã!d ·ao pensan1ent'o ot1 S·e l1c111cge1:1,:a111 ele 11_101:to e nao e

poss1-p·e11sa111entos. O essencial é .a1Jrovei.,tado; o '"el ~tt e fo, ,11e111 s111_1c1 fíc1e.. .

11.âjo ,esseiicial abandlo'nad.o. Nai?' s~ lc111brot1 ela s111gcla A e bo111·ta

,ex1)er1e11c~a de B1crtl1!)let. To,nott esse

gra11-J.

D.

Oruta do Cão

Nas ,1iz1n!1anç.a.s ele Nápoles J1 á un1a

grt1ta , «Or11t,1-d,c~cã,o)>, ,assi111 ·cl1aí111ada 11or causa d'a le11d1a qt1e a seg't1ir res11111i,111os.

0 ,e ttma feita.r Ltm· cão e set1 dono

te11ta-ram• penetrar na: gr11ta: ,o l1,ci111e111 saio ,,~,·o

-,e o céljc, mor1·et1.

Qt1as:e t1ocllos os liv1·,os 1d·e Geografi,a, de G,ecl.01g'ia ·clJe Jni,ciaçã,o •cie11tífita. ref. ere1n-se à <g[r1{t'ar e à le11'da, se111 c1t1e 11 ote1111 a '

úl-tima dre absurda 911 ti'e confr:íri,a à teoria

ci n éti,ca dres gases.

No resumo, d'e Oeo.(ogia de La[,p·a1°e11t, tiradio 1em Ji,11g·t1a.~e111 no,ssa r elo sr. Dr.

B. F. Ra111iv. Oalv5.o, ,,ê-sc, 11·a 11:í.f!i·11a n.0

79: .

<<0 áciclo ,ca rbô11~:'o, graças

rt

s11a 111aior

den-sid:acle. ac111111·11l1a-sc sf, hrc (l sole, , e é

ussi111 q11e e1rtl Nápoles, 11a célel1re gr11ta cJio

d:e v11lto d'a Q11í111ic:1 cl o~s l1alões igt1ais ,

t1m1 c!1 ei<} c.1:e a,1~:J'rid'o, ·carl1c311ico. ot1tro cl'e

l1idr,o,gê11~:;, 't1ste sôb re acit1cle. A-[)esa r-cl e sei· o l1idir·ogê11i,o mttito n1ais le,,e (JLte o

a11id'r~dlo carhô11i1001 (O.P:r.OQ para 1,gr. 98), a 1J11assta sei tcrn cu l1om!oig.ê.11ea e1111 c11rff-0 la

-JJSC de te111p1::,. En1• 11ossos cttrsos e•c 11ndá-rios, de Físi•ca e c.lc <J11í1ní•ca, rcp,ete-se

• A •

essa exJJer1e11c1•:1 •co·1n c)S 111c;:;111os gas1es e

co111 1cutros q 11 e 11J o se ,cri111 bi 11 c1n. O !,se

r-va-se pno,11ta difttsãc. E11si•i1a1n' Of; at1t(ores

,d1e Física qt1 e a ,.·elc;-c~clé1cle de certa s 11110,l

é-cttlas gas·osas é 111 aic;r cit1,e a ele 111n vcJ07,

p1·ojéti! d1e ar111a1 de fo.go.

Co:n1i01 é q11c, 11a Or11la-c.io-c10, o a11!-d1rido ca1·lJôr1 i,oc,. 1Jr o,1e11 ie.11 te cl,t tra 11s

for-- '

n,aç,ão de carli c11aios 11rin1ári,J ..:; ele •c,í lcio

e ,de cal•cídi cs, l1á-dc pcrma11,ec·cr 11a cr 1111a-d·a irr11e·r~::, r. co,1n p1·opri cdaclc; ele líL[ltido?

N:I o, sei ele (Jtte 111a11e~r,1 ~ e .o,ri g i11 c)tl a

le11d1a. Sei. poré111 , qt1c frc<1t1,e11te,11e.11te s

11-ceden1 ·coisas sc111ell1a11les - 11111 a111ior. ele

111,cdlc, in1p•e11sa<.lo ot1 se111 l1r,a ol,scr\·aç:io,

cl·i,. t1111a co,i·~é1 e ,OJS 011lro,, \".'io rc11cti11d o .. se111 ,1te11tar 110 êrr,o,, 11111ita ,·ez crasso,

A

ESCOLA

PI{IMARI;-

,.

como, 11 0 ,caso de c1t1e tra~L). E' t)ossivl que

t1111 e.lia 11111 l1 0.111 en1. aac,1t11Ja11l1ac.l,o. de Ltt11,

cão. ti\••essc qt1eri,c{10, e11fra1· 11a .gruta.

Se11-tir1 dio. p,c,rén1, qt1e a étt1n1os·fena 11ão estava 11esp irá\;el e 1·ect1ou. O ·c5ior. clie-certo, a,,,

111-9,ct1 1e 111110,rre11.

E' 1,ositi-,1a a fe;o ria cir1éti,c,t · ,dos gases

e co11tra ela nã1o 11rcval0cc111 11otícias cci1110 a que transcrevi e se·111:ell1antes, qt1e li

e111 n1::1is d·e 60 at1to res, 1algt1ns até de

grand1e to,11 0 e do11os de ópti1110 co11•ce~to.

tÜi

:o

o

NOT'A. - Na l1i tór~a d,as _ ciências,

1rotadan11e11te d1a 1\1atemática e d:a Fís~ca, a fa1n1lia Ber11,011~lli. 101t1 l~e rn ot1lli, orit111-da <.l1e Gno11inga, (l[0Ja11da),. e detJo~s esta

-belecida en1 Bas;Jeia, (St1iça), 1e11tra ·00111

11m g ra11d,e 0011tingentc e pel o, 111 e11os

qt1a-tro die set1s me111brcs fizera111 traball1os 110-tá\'eis - Jacó. J,oã,,,, Oan~el e Cristó\1ão.

O a qu,e 11"S rcferi1111c,s, c111c co11•oe!Je11 a·

tieoria d:c,s gases, Oa11~el, era fo1·m,ad1o ie,n1

~1cdici-i1a. fill1,o de :n0ii:i,o, e sol)rir1l10 de

Ja-có. f ,oi lJr10,fesso1· d1c A11ato111·~a •a11i·mal, ,,çi:e

J1otâ11ica e depo~:; ele Física, _11·a Univers

i-<.lad,e de Basil ei,a. J{ 011ve ai11da 10:t1tr,o Jo.ão J3er11ct1iili,, jt1rista e JJlic.fessor d·e R1efóri ca

e1n a referi da 1·11i•11ersid,<td1e. wias. até êsse

mes,110 Ber11 cui 11 ~ retórico fi el à tradicão

' · >

da fan111i,a. cultiovot• a 1'1aflemáti-ca e e1111 seu

es t11d o se disti-nguio. ]~ io 1931. P . P. " 8 ~

l,aises

est1·a11geiros

1

A segt,ir e11 contrarão os lei-tores d' A

Escola f)1·i11;r1., irr algt1ma incli,cações .

abso-lt1tarne11te !)Oslas e111 dia, a res1Je~to dos pai e est ra11gei,·cs. Sabe-se e ,111 qt1e

rapi-<.iez en·ve l l1ece ,11 o.; dac!1os geográfi cos e co1111:::i J)Or ot1tro létd o -co t11111a111 tl1e:rr110,r,ar ,os atttores de c,c1n, t1e11tiios en1 i•:1tr,ocluzir ,e111 set1s I i1·r s á,;t dev~J~ts altcr,ações. E,sfas rt c, -tas são. p,c,is, co111plei11e11tares do que ve111

en1 tai s e mpe11d;::,s. _

AFGANISTÃO

Otttras g rafía 11crtug11 êsas : .. ~/ g /1a1ii.,tão, Afg;lia11i tr111, Af ga11 iS!(rn; Afganistâa é pre-ferív el .

9

N,cn1c 00111 q11e c!·esig na111 o .[)aís os

na-! tira is : f>11s11cr11c/1 rr Go c!t será sen1p·re

e-1n-pr1egad,o. a<.111i para ;11dicar JO fonêma

,cl1i-ant1e. oo,m;c, 11a l)•alavra citá}.

l{ei110 0011st~tucio11al , sit11ado n,a Asia.

lt

e

i

,

ci

,

o

,ilf.ú.·a11is.l,~01, M-ol1amedi Zia,hi1· Chá,

11ascid o, 1e111 1914, subi,t1 a,o tro no em1 8 .ct·e

N.ove111l1r.o <.i'e 1933, f1pós o assassi,1~0 de

set1 ir111ão, 10 re~ Nadir Cl1á.

O Afga11istão fio:a ao1 N .W. d·o lmperio·

das I11di a . S11a' área é ca l•c11l,1lla arr.ox

i,ma-da111e11tc cm 650.000 c111ilo111ef110s quac:ra

-d,os ,e sua p10,pt1 laçiio ( 1933) e111 cer,ca de 11 1111i l l1ões.

Sct1s li111~lcs suo a .W. ;,1 Pcrsia, . ao

S

.

o Re!11cl1istão, aci N. a R11ss ~a Asiati•ca, a

E. a l 11dia.

O territ,or~::J, é c111 geral 111011ta11!1oso (t.rês q11artas parte., pelo 1r1e1lio1s o são) e entre suas corclill1e~ras :e •co11ta o lfind1Lcttc/1

(geral111er1te escrit() á j.11g·lêsa l{irtllu l(ttsh), ct1ja ,1ltitt1cl1e é c111 geral st11Jeri,or a 1.300 n1!etr,os.

Três sã,o as pri11C~[)::ti: !)a,ci<tS flU\1iais:

o, Oxt1s. lei I-Iel1111a11cl' e ,o Cab'ul.

Cli111a sêco .. -•00,111 lc111perat11ras extre111as.

A JJ1Ci tJt1laçJ.o, apresc11ta de11sidad·e de

ce1'Ca de 1Oa 115 l1abs. 11011 qt1ílômetro, qt1a-dra<.1'0. Sct1s ele111e11t )s são : áfgans 360/o·,

tadjics 15 0;0·. tt1r•cc 111a,,os, usbéqt1es,

-oafí-ros, etc. U111 tet1ÇD é •constitt1i,d'o d'e 11Ôm· a-des.

A religi,io cl1c:i11i11a11fc é ,1 111ao111etana, d·a seita s~J1ii(1 (.",r11111i), l1a\1e11cto. tambem

111t1it,os acle11tos <.la sei,!a clríil:1 (S!1iite).

A li11gua 11ací,onal llen,0111ina-se Pr1cl1t1z

(ingl. Pt1sl1t11) , 111as ,o 1p1ers,a é falado ,por qtta i tcdlcs e prcfer~d!o pelas c)a;:;s,es 111ais cdt1cadas.

O Afg·a11ist.ã(> cc111prcc11cle 5 pro,1i,n,cias

n1ai orcs, Cahttl, 1 Tazar, ('r111d1aar, Herat;

Badac•cl1a11 ( escritas ·rrcc1t1clcr11e11tc á

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