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Direito das Coisas. 1. Da posse

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1. Da posse

Direito das Coisas

(2)

Da conceituação

Código Civil - Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de

algum dos poderes inerentes à propriedade.

Como bem observa Tito Fulgêncio, a palavra “posse” tem sido usada

abrangendo variadas significações impróprias, o que deve ser evitado a fim de garantir a precisão técnica da terminologia. Comumente, o conceito de posse tem sido exprimido com as seguintes significações:

a) “Posse” como sinônimo de propriedade. Tal equívoco remonta ao

próprio direito romano e até hoje figura na linguagem do povo e mesmo de juristas. É certo que a posse exprime, em regra, o conteúdo da

propriedade, mas é errônea, tecnicamente, a confusão dos dois institutos;

b) “Posse” como sinônimo de tradição, significando condição de aquisição do domínio, o que também consiste numa imprecisão técnica, tendo em vista que a posse tem um conteúdo mais amplo do que a simples forma de aquisição da coisa;

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Da conceituação

Código Civil - Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de

algum dos poderes inerentes à propriedade.

Como bem observa Tito Fulgêncio, a palavra “posse” tem sido usada

abrangendo variadas significações impróprias, o que deve ser evitado a fim de garantir a precisão técnica da terminologia. Comumente, o conceito de posse tem sido exprimido com as seguintes significações:

c) “Posse” significando o exercício de um direito qualquer, independente de recair diretamente sobre coisas, o que tem sido alvo de grande

polêmica sobre a possibilidade de posse de direitos pessoais5. O nosso código civil, inclusive, utiliza a expressão “posse do estado de casados”, nos arts. 1.545 e 1.547;

d) “Posse” denotando o compromisso do funcionário no qual se compromete a exercer sua função com honra.

e) ”Posse” na acepção de poder sobre uma pessoa. Essa confusão tem seu âmbito no direito de família, quando da referência ao poder que os pais têm sobre os filhos.

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Da conceituação

Código Civil - Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de

algum dos poderes inerentes à propriedade.

Como bem observa Tito Fulgêncio, a palavra “posse” tem sido usada

abrangendo variadas significações impróprias, o que deve ser evitado a fim de garantir a precisão técnica da terminologia. Comumente, o conceito de posse tem sido exprimido com as seguintes significações:

c) “Posse” significando o exercício de um direito qualquer, independente de recair diretamente sobre coisas, o que tem sido alvo de grande

polêmica sobre a possibilidade de posse de direitos pessoais5. O nosso código civil, inclusive, utiliza a expressão “posse do estado de casados”, nos arts. 1.545 e 1.547;

d) “Posse” denotando o compromisso do funcionário no qual se compromete a exercer sua função com honra.

e) ”Posse” na acepção de poder sobre uma pessoa. Essa confusão tem seu âmbito no direito de família, quando da referência ao poder que os pais têm sobre os filhos.

Ultrapassadas essas considerações preliminares sobre a significação vulgar do termo posse, é mister ressaltar que vários doutrinadores se esforçaram na tentativa de

precisar o significado técnico desse instituto, que, na opinião de Sílvio de Salvo Venosa, é, fora de dúvida, “o

instituto mais controvertido de todo o direito, não apenas do direito civil”.

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Da conceituação

Código Civil - Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de

algum dos poderes inerentes à propriedade.

Como bem observa Tito Fulgêncio, a palavra “posse” tem sido usada

abrangendo variadas significações impróprias, o que deve ser evitado a fim de garantir a precisão técnica da terminologia. Comumente, o conceito de posse tem sido exprimido com as seguintes significações:

c) “Posse” significando o exercício de um direito qualquer, independente de recair diretamente sobre coisas, o que tem sido alvo de grande

polêmica sobre a possibilidade de posse de direitos pessoais5. O nosso código civil, inclusive, utiliza a expressão “posse do estado de casados”, nos arts. 1.545 e 1.547;

d) “Posse” denotando o compromisso do funcionário no qual se compromete a exercer sua função com honra.

e) ”Posse” na acepção de poder sobre uma pessoa. Essa confusão tem seu âmbito no direito de família, quando da referência ao poder que os pais têm sobre os filhos.

Ultrapassadas essas considerações preliminares sobre a significação vulgar do termo posse, é mister ressaltar que vários doutrinadores se esforçaram na tentativa de

precisar o significado técnico desse instituto, que, na opinião de Sílvio de Salvo Venosa, é, fora de dúvida, “o

instituto mais controvertido de todo o direito, não apenas do direito civil”.

Dentre as várias teorias que se dispõem a definir a posse, um ponto é fundamental, e é entendimento unânime na doutrina:

toda a discussão gira em torno da configuração jurídica de dois elementos

da posse - corpus e animus.

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Da conceituação

Código Civil - Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de

algum dos poderes inerentes à propriedade.

Como bem observa Tito Fulgêncio, a palavra “posse” tem sido usada

abrangendo variadas significações impróprias, o que deve ser evitado a fim de garantir a precisão técnica da terminologia. Comumente, o conceito de posse tem sido exprimido com as seguintes significações:

c) “Posse” significando o exercício de um direito qualquer, independente de recair diretamente sobre coisas, o que tem sido alvo de grande

polêmica sobre a possibilidade de posse de direitos pessoais5. O nosso código civil, inclusive, utiliza a expressão “posse do estado de casados”, nos arts. 1.545 e 1.547;

d) “Posse” denotando o compromisso do funcionário no qual se compromete a exercer sua função com honra.

e) ”Posse” na acepção de poder sobre uma pessoa. Essa confusão tem seu âmbito no direito de família, quando da referência ao poder que os pais têm sobre os filhos.

Ultrapassadas essas considerações preliminares sobre a significação vulgar do termo posse, é mister ressaltar que vários doutrinadores se esforçaram na tentativa de

precisar o significado técnico desse instituto, que, na opinião de Sílvio de Salvo Venosa, é, fora de dúvida, “o

instituto mais controvertido de todo o direito, não apenas do direito civil”.

Dentre as várias teorias que se dispõem a definir a posse, um ponto é fundamental, e é entendimento unânime na doutrina:

toda a discussão gira em torno da configuração jurídica de dois elementos

da posse - corpus e animus.

Teoria subjetiva de Savigny: “o poder que tem a pessoa de

dispor fisicamente de uma coisa, com intenção de tê-la para si e defendê-la contra a intervenção de outrem (corpus

e animus) – poder físico sobre a coisa com intenção de dono.

Teoria objetiva de Lhering:

“para constituir a posse basta o corpus” – não é afastado o animus, mas, este deixa de ser

essencial – adotada pelo CC.

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Da conceituação

Código Civil - Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de

algum dos poderes inerentes à propriedade.

Como bem observa Tito Fulgêncio, a palavra “posse” tem sido usada

abrangendo variadas significações impróprias, o que deve ser evitado a fim de garantir a precisão técnica da terminologia. Comumente, o conceito de posse tem sido exprimido com as seguintes significações:

c) “Posse” significando o exercício de um direito qualquer, independente de recair diretamente sobre coisas, o que tem sido alvo de grande

polêmica sobre a possibilidade de posse de direitos pessoais5. O nosso código civil, inclusive, utiliza a expressão “posse do estado de casados”, nos arts. 1.545 e 1.547;

d) “Posse” denotando o compromisso do funcionário no qual se compromete a exercer sua função com honra.

e) ”Posse” na acepção de poder sobre uma pessoa. Essa confusão tem seu âmbito no direito de família, quando da referência ao poder que os pais têm sobre os filhos.

Ultrapassadas essas considerações preliminares sobre a significação vulgar do termo posse, é mister ressaltar que vários doutrinadores se esforçaram na tentativa de

precisar o significado técnico desse instituto, que, na opinião de Sílvio de Salvo Venosa, é, fora de dúvida, “o

instituto mais controvertido de todo o direito, não apenas do direito civil”.

Dentre as várias teorias que se dispõem a definir a posse, um ponto é fundamental, e é entendimento unânime na doutrina:

toda a discussão gira em torno da configuração jurídica de dois elementos

da posse - corpus e animus.

Teoria subjetiva de Savigny: “o poder que tem a pessoa de

dispor fisicamente de uma coisa, com intenção de tê-la para si e defendê-la contra a intervenção de outrem (corpus

e animus) – poder físico sobre a coisa com intenção de dono.

Teoria objetiva de Lhering:

“para constituir a posse basta o corpus” – não é afastado o animus, mas, este deixa de ser

essencial – adotada pelo CC.

- Direito de gozar: jus fruendi;

- Direito de reinvidicar: rei vindicatio;

- Direito de usar – jus utendi;

- Direito de dispor: jus abutendi.

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Da classificação da posse

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Da classificação da posse

Posse

direta Posse indireta

Em regra, os poderes ou faculdades do domínio se encontram reunidos em uma única pessoa. É o caso de pessoa que habita residência própria. Quando os poderes decorrentes do domínio estão distribuídos entre mais pessoas, temporariamente, tem-se a

posse direta e indireta. É o caso do contrato de locação, em que o locatário tem a posse direta – possui a coisa, enquanto o locador

tem a posse indireta (artigo 1.197).

jus possidendi: proprietário; locatário; comodatário; usufrutuário – posse embasada em contrato ou propriedade.

jus possessionis: é a posse sem causa. O ordenamento jurídico atribui efeitos ao jus possesionis, conferindo ao possuidor o direito de defender tal situação contra terceiros, e, até mesmo a aquisição pela usucapião.

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Da classificação da posse

Da composse: (artigo 1.199 do Código Civil): Quando duas pessoas têm a posse de um bem sob o mesmo título – são compossuidores os irmãos que alugam um imóvel para passar um feriado, por exemplo.

Pro indiviso: Todos os possuidores exercem a posse ao mesmo

tempo e sobre todo o bem Pro diviso: Há divisão no exercício do direito, sendo a posse exercida apenas sobre uma parte definida

da coisa.

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Da classificação da posse

Posse

justa Posse

injusta

A posse justa é a que não for violenta, clandestina ou precária, nos termos do artigo 1.200 do Código Civil.

Posse injusta

Violenta

Clandestina

Precária

Aquela que é adquirida pela força.

Quando às ocultas daquele que tem interesse em conhecê-la.

Aquela havia com abuso de confiança, aquele que recebe a coisa com o dever de

restituição e não o faz.

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Da classificação da posse

Posse

Boa-fé Posse Má-fé

A posse de boa-fé se dá quando o possuidor ignora o vício, ou obstáculo que impede a aquisição da coisa, nos termos do artigo

1.201 do Código Civil.

A posse de má-fé é aquela eivada dos vícios mencionados (violência, clandestinidade, precariedade)

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé (artigo 1.201 CC).

(13)

Da classificação da posse

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé (artigo 1.201 CC).

O conceito de justo título é aquele que seria hábil a transferir o domínio, caso

fosse firmado pelo verdadeiro proprietário.

Posse

Boa-fé Posse Má-fé

A posse de boa-fé se dá quando o possuidor ignora o vício, ou obstáculo que impede a aquisição da coisa, nos termos do artigo

1.201 do Código Civil.

A posse de má-fé é aquela eivada dos vícios mencionados (violência, clandestinidade, precariedade)

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Posse

Boa-fé Posse Má-fé

A posse de boa-fé se dá quando o possuidor ignora o vício, ou obstáculo que impede a aquisição da coisa, nos termos do artigo

1.201 do Código Civil.

A posse de má-fé é aquela eivada dos vícios mencionados (violência, clandestinidade, precariedade)

Da classificação da posse

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé (artigo 1.201 CC).

O conceito de justo título é aquele que seria hábil a transferir o domínio, caso

fosse firmado pelo verdadeiro proprietário.

Nos termos do artigo 1.202 CC: “a posse de boa-fé só perde este caráter no caso e

desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o

possuidor não ignora que possui indevidamente” – ou seja, tomando ciência de algum vício, desde o momento

da contestação da posse, o possuidor passa a ser de má-fé.

(15)

Da classificação da posse

Posse

Boa-fé Posse Má-fé

A posse de boa-fé se dá quando o possuidor ignora o vício, ou obstáculo que impede a aquisição da coisa, nos termos do artigo

1.201 do Código Civil.

A posse de má-fé é aquela eivada dos vícios mencionados (violência, clandestinidade, precariedade)

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé (artigo 1.201 CC).

O conceito de justo título é aquele que seria hábil a transferir o domínio, caso

fosse firmado pelo verdadeiro proprietário.

Nos termos do artigo 1.202 CC: “a posse de boa-fé só perde este caráter no caso e

desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o

possuidor não ignora que possui indevidamente” – ou seja, tomando ciência de algum vício, desde o momento

da contestação da posse, o possuidor passa a ser de má-fé.

Segundo o artigo 1.203 CC, se a posse iniciou-se injusta, mantem-se o mesmo caráter relativamente aos adquirentes.

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Posse

Boa-fé Posse Má-fé

A posse de boa-fé se dá quando o possuidor ignora o vício, ou obstáculo que impede a aquisição da coisa, nos termos do artigo

1.201 do Código Civil.

A posse de má-fé é aquela eivada dos vícios mencionados (violência, clandestinidade, precariedade)

Da classificação da posse

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé (artigo 1.201 CC).

O conceito de justo título é aquele que seria hábil a transferir o domínio, caso

fosse firmado pelo verdadeiro proprietário.

Nos termos do artigo 1.202 CC: “a posse de boa-fé só perde este caráter no caso e

desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o

possuidor não ignora que possui indevidamente” – ou seja, tomando ciência de algum vício, desde o momento

da contestação da posse, o possuidor passa a ser de má-fé.

Segundo o artigo 1.203 CC, se a posse iniciou-se injusta, mantem-se o mesmo caráter relativamente aos adquirentes.

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Da classificação da posse

Posse Detenção

Nos termos do artigo 1.198 do Código Civil: “Art. 1.198. Considera- se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência

para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.Parágrafo único.

Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo, em relação ao bem e à outra pessoa, presume-se

detentor, até que prove o contrário.”

Não tem posse aquele que se limita a deter a coisa em nome de outro, como no caso do empregado que

cuida de um imóvel.

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Da classificação da posse

Posse Detenção

Nos termos do artigo 1.198 do Código Civil: “Art. 1.198. Considera- se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência

para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.Parágrafo único.

Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo, em relação ao bem e à outra pessoa, presume-se

detentor, até que prove o contrário.”

Não tem posse aquele que se limita a deter a coisa em nome de outro, como no caso do empregado que

cuida de um imóvel.

Considera-se o detentor como sendo o “fâmulo da posse” –

criado, servidor da posse.

(19)

Da classificação da posse

Posse

Nova Posse

Velha

A posse nova é aquela dentro de ano e dia, enquanto a posse

velha é a mais disso.

Art. 924. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as

normas da seção seguinte, quando intentado dentro de ano e dia da turbação

ou do esbulho; passado esse prazo, será ordinário, não perdendo, contudo, o

caráter possessório.

Turbação

Posse nova

Posse velha

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Da classificação da posse

Posse

Nova Posse

Velha

A posse nova é aquela dentro de ano e dia, enquanto a posse

velha é a mais disso.

Art. 924. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as

normas da seção seguinte, quando intentado dentro de ano e dia da turbação

ou do esbulho; passado esse prazo, será ordinário, não perdendo, contudo, o

caráter possessório.

Turbação

Posse nova

Posse velha

Estando dentro de ano e dia, caberá liminar para as ações possessórias; ultrapassado este prazo, é de força velha, portanto,

não sendo lícito à parte o requerimento de liminar.

(21)

Dos efeitos da posse

(22)

Dos direitos aos Interditos Possessórios

É o direito de ajuizar ações possessórias: Artigo 1.210 CC - Art.

1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e

segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

Havendo turbação da posse, ou seja agressão contra a posse, sem ter sido privado da posse, a

ação cabível é a de MANUTENÇÃO DE

POSSE

Havendo esbulho, ou seja, com a perda da posse, caberá AÇÃO DE

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

(23)

Dos direitos aos Interditos Possessórios

É o direito de ajuizar ações possessórias: Artigo 1.210 CC - Art.

1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e

segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

Havendo turbação da posse, ou seja agressão contra a posse, sem ter sido privado da posse, a

ação cabível é a de MANUTENÇÃO DE

POSSE

Havendo esbulho, ou seja, com a perda da posse, caberá AÇÃO DE

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

Havendo ameaça, tem- se o Interdito Proibitório,

de natureza preventiva.

(24)

Dos direitos aos Interditos Possessórios

É o direito de ajuizar ações possessórias: Artigo 1.210 CC - Art.

1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e

segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

Havendo turbação da posse, ou seja agressão contra a posse, sem ter sido privado da posse, a

ação cabível é a de MANUTENÇÃO DE

POSSE

Havendo esbulho, ou seja, com a perda da posse, caberá AÇÃO DE

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

Havendo ameaça, tem- se o Interdito Proibitório,

de natureza preventiva.

O parágrafo primeiro do artigo 1.210 CC autoriza a autotutela: “§

1o O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos

de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à

manutenção, ou restituição da posse.”

(25)

Jurisprudências

(26)

1) Enunciado n. 494 da V Jornada de Direito Civil do CJF: No desforço possessório, a expressão “contanto que o faça logo” deve ser entendida restritivamente, apenas como a reação imediata ao fato do esbulho ou da turbação, cabendo ao possuidor recorrer à via jurisdicional nas demais hipóteses.

2) Enunciado n. 78 da I Jornada de Direito Civil do CJF: Tendo em vista a não recepção pelo novo Código Civil da exceptio proprietatis(art. 1.210, §2º) em caso de ausência de prova suficiente para embasar decisão liminar ou sentença final ancorada exclusivamente no ius possessionis, deverá o pedido ser indeferido e julgado improcedente, não obstante eventual alegação e demonstração de direito real sobre o bem litigioso.

3) Enunciado n. 79 da I Jornada de Direito Civil do CJF: A exceptio proprietatis, como defesa oponível às ações possessórias típicas, foi abolida pelo Código Civil de 2002, que estabeleceu a absoluta separação entre os juízos possessório e petitório.

4) Enunciado n. 238 da III Jornada de Direito Civil do CJF: Ainda que a ação possessória seja intentada além de “ano e dia” da turbação ou esbulho, e, em razão disso, tenha seu trâmite regido pelo procedimento ordinário(CPC, art. 924), nada impede que o juiz conceda a tutela possessória liminarmente, mediante antecipação de tutela, desde que presentes os requisitos autorizadores do art. 273, I ou II, bem como aqueles previstos no art. 461-A e §§, todos do CPC.

(27)

5) STF (n. 487): “Será deferida a posse a quem, evidentemente, tiver o domínio, se com base neste for ela disputada”.

6) STJ (n. 228): "É inadmissível o interdito proibitório para a proteção do direito autoral.

7) STJ (n. 84): “É admissível a oposição de embargos de terceiro fundados em alegação de posse advinda do compromisso de compra e venda de imóvel, ainda que desprovido do registro”.

(28)

8) Acórdão: Apelação Cível n. 108957/2008, de Campo Verde.

Relator: Des. Diocles de Figueiredo.

Data da decisão: 09.02.2009.

CIVIL - PROCESSUAL CIVIL - RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO POSSESSÓRIA - PRELIMINAR - ALEGADO CERCAMENTO DE DEFESA - AFASTADA - PRELIMINAR - JULGAMENTO ULTRA PETITA - ALEGADA INVASÃO DO JUÍZO CÍVEL NA SEARA CRIMINAL - INOCORRÊNCIA - INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL - MATÉRIA DE NATUREZA CÍVEL - MÉRITO - PRETENDIDA REINTEGRAÇÃO NA POSSE DO IMÓVEL - ALEGADA FRAUDE CONTRA ADQUIRENTE DE BOA-FÉ - EXCEÇÃO DE DOMÍNIO - PRECINDIBILIDADE, PODENDO SER UTILIZADA, APENAS, COMO ELEMENTOS DE CONVICÇÃO JUDICIAL - DIREITO POSSESSÓRIO QUE SE FUNDA, PRINCIPALMENTE, EM POSSE LEGÍTIMA, MANSA E PACÍFICA - CONJUNTO PROBATÓRIO QUE AFASTA A PRETENSÃO RECURSAL - MELHOR POSSE EM FAVOR DO DEMANDADO - RECURSO IMPROVIDO. Inexiste ofensa a garantia e o direito fundamental previsto no art. 5º, inciso LIV e LV - contraditório e ampla defesa - se a parte autora tem livre acesso aos autos para, no prazo legal, esquadrinhar todos os termos dos documentos apresentados pela parte ré. Embora haja fatos que gerem duplicidade de ações, em jurisdições distintas, a condenação ou absolvição na esfera criminal não elide a civil. Não há julgamento ultra petita quando há reconhecimento pelo juízo cível de negócio nulo (fraude), máxime que no direito civil, tal como no criminal, esta possibilidade é legalmente prevista. Considerando que a posse é o exercício de alguns dos poderes inerentes à propriedade, a análise eventual da titularidade dominial na ação possessória pode ser feita para formar a convicção do Juiz, tão-somente, no sentido de fornecer elementos para dar ou não proteção possessória ao autor ou ao réu, segundo inteligência do artigo 1.210, § 2º do CC/02. Se a forma da aquisição do imóvel não é reconhecida pelo ordenamento civil, máxime que houve negócio jurídico nulo (fraude), inexiste efeito no mundo jurídico, dentre eles a posse legítima.

(29)

Da percepção dos frutos

Conforme preceituam os artigos 1.214 e 1.215 do Código Civil Brasileiro, o possuidor de boa-fé tem direito, enquanto durar a boa-fé, aos frutos percebidos.

O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu

de má-fé, tendo direito somente às despesas e custeio.

(30)

Jurisprudências

(31)

1) Enunciado n. 302 da IV Jornada de Direito Civil do CJF: Pode ser considerado justo título para a posse de boa-fé o ato jurídico capaz de transmitir a posse ad usucapionem, observado o disposto no art. 113 do Código Civil.

2) Acórdão: Apelação Cível n. 1216670- 0/6, de Penápolis.

Relator: Des. Pereira Calças.

Data da decisão: 11.02.2009.

EMENTA: "Apelação. Ação de cobrança. Alegação de cerceamento de defesa.

Inocorrência. O julgamento antecipado da lide não implica cerceamento de defesa se as provas que se pretendiam produzir eram inúteis ao deslinde da questão. Interpretação pretendida pelos apelantes contrária à literalidade do documento. Autorização de uso feita em contrapartida à administração de móvel. Com a revogação dos poderes de administração, inexiste fundamento para a autorização de uso. Posse de má-fé. Sentença mantida. Recurso improvido.“

(32)

3) Acórdão: Agravo de Instrumento n. 70018661710, da comarca de Porto Alegre.

Relator: Des. André Luiz Planella Villarinho.

Data da decisão: 29.03.2007.

EMENTA: agravo de instrumento. ação de manutenção de posse. locação do imóvel.

aluguéis depositados em juízo. levantamento pela possuidora. possibilidade.

Deferido, na origem, liminar pleiteada em ação de manutenção de posse ajuizada pela agravante, determinando, inclusive, o pagamento dos aluguéis à ora recorrente, deve ser- lhe possibilitado exercer todos os direitos inerentes à posse, entre eles locar o bem a terceiros e gozar dos locatícios, mormente se ausentes elementos que determinem ser a posse de má-fé. Art. 1214 do Código Civil. Ausência de notícia nos autos de revogação da referida decisão liminar.

Ademais, os depósitos judiciais foram efetuados por liberalidade da locatária, sem que tenha havido determinação do juízo, razão por que não se vislumbra, enquanto mantida a decisão de antecipação de tutela, ser vedado à possuidora levantar os valores depositados a título de aluguel.

AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO.

(33)

Da perda e deterioração da coisa

O possuidor de boa-fé não responde pela deterioração da coisa, a que não der causa;

o possuidor de má-fé, responde pela perda ou deterioração, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo teriam dado, estando ela na posse do reinvidicante,

com fundamento legal nos artigos 1.218 e 1.219 do Código Civil

(34)

Da perda e deterioração da coisa

O possuidor de boa-fé não responde pela deterioração da coisa, a que não der causa;

o possuidor de má-fé, responde pela perda ou deterioração, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo teriam dado, estando ela na posse do reinvidicante,

com fundamento legal nos artigos 1.218 e 1.219 do Código Civil

Perda ou perecimento e a destruição total do objeto ou prestação devida, enquanto deterioração é a parcial.

(35)

Jurisprudências

(36)

1) Acórdão: Apelação Cível n. 500.004.4/9-00, de Barueri.

Relator: Des. Jomar Juarez Amorim.

Data da decisão: 18.03.2009.

EMENTA: SOCIEDADE LIMITADA - Ação de dissolução - Sociedade entre cônjuges - Evidências de que apenas o autor atuava na empresa, posto que titular de apenas uma quota social - Circunstância que ele mesmo reconheceu nos autos da separação - Pretensão de apuração de haveres e perceber pro labore equivalente a um salário mínimo - Alteração da verdade dos fatos e objetivo ilegal - Dissolução total, porém, recomendável, pois nenhuma das partes manifestou interesse em prosseguir na empresa - Medida que convém à tutela de terceiros de boa-fé - Recurso provido para esse fim, com imposição de multa e indenização.

2) Enunciado n. 81 da I Jornada de Direito Civil do CJF: O direito de retenção previsto no art. 1.219 do CC, decorrente da realização de benfeitorias necessárias e úteis, também se aplica às acessões(construções e plantações) nas mesmas circunstâncias.

(37)

3) STF (n. 158): “Salvo estipulação contratual averbada no registro imobiliário, não responde o adquirente pelas benfeitorias do locatário”.

4) Acórdão: Apelação Cível n. 2009.08.1.001765-9, de Brasília. Relator: Des. J.J. Costa Carvalho. Data da decisão: 21.09.2011. EMENTA: CIVIL – APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO REIVINDICATÓRIA – OCUPAÇÃO INDEVIDA – IMÓVEL PARTICULAR – PAGAMENTO PELA OCUPAÇÃO – SEMENTES, PLANTAÇÕES, CONSTRUÇÕES E BENFEITORIAS – ARTIGOS 1.219 E 1.255 DO CÓDIGO CIVIL – HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA – SENTENÇA REFORMADA. 1.

O proprietário do imóvel deve ser indenizado pela ocupação e uso indevidos por terceiro que o detinha precariamente, podendo o valor ser arbitrado com base no que seria devido a título de aluguel. 2. De acordo com o artigo 1.255 do Código Civil, quem semeia, planta ou constrói em terreno alheio perde, em favor do proprietário, sementes, plantações e construções, tendo direito a indenização se procedeu de boa-fé. 3. Para fins de identificar a presença da posse justa e da boa-fé do ocupante, a jurisprudência deste Tribunal de Justiça admite o documento de cessão de direitos sobre o imóvel. 4. Embora o possuidor de boa-fé faça jus à indenização pelas benfeitorias úteis, necessárias e voluptuárias, nos termos do artigo 1.219 do Código Civil, a determinação de pagamento em favor do ocupante depende de prova da realização das benfeitorias no imóvel. 5. Se todos os pedidos formulados pelos autores foram acolhidos, as verbas de sucumbência devem ser atribuídas, em sua totalidade, ao réu. 6. Apelação cível conhecida e provida.

(38)

Do direito à indenização quanto à benfeitorias

O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias úteis e necessárias, bem como às voluptuárias, se não lhe foram pagas, a levantá-las, quando o puder sem

detrimento da coisa, e poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis;

O possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias, não lhe assistindo o direito de retenção pela importância destas, nem o de levantar as

voluptuárias, a teor dos artigos 1.219 e 1.220 do CC.

(39)

Jurisprudências

(40)

1) Enunciado n. 81 da I Jornada de Direito Civil do CJF: O direito de retenção previsto no art. 1.219 do CC, decorrente da realização de benfeitorias necessárias e úteis, também se aplica às acessões(construções e plantações) nas mesmas circunstâncias.

2) Decisão Monocrática: Apelação Cível n. 0000423-36.1997.8.19.0203.

Relator: Des. Vera Maria Van Hombeeck.

Data da decisão: 29.04.2011.

EMENTA: REINTEGRAÇÃO DE POSSE. COMODATO VERBAL CONFIRMADO PELO RÉU.

BENFEITORIAS. PERMANÊNCIA DO COMODATÁRIO NO IMÓVEL POR TRINTA ANOS, CATORZE DOS QUAIS APÓS A CITAÇÃO. COMPENSAÇÃO DO VALOR GASTO NA CONSTRUÇÃO COM OS ALUGUÉIS QUE DEVERIAM TER SIDO PAGOS NO PERÍODO.

INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 582 E 1.219 DO CÓDIGO CIVIL. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA, RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO, COM FULCRO NO ARTIGO 557, CAPUT, DO CPC.

(41)

3) Acórdão: Apelação Cível n. 2006.048785-3, de Catanduvas.

Relator: Des. Carlos Prudêncio.

Data da decisão: 09.11.2010.

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REIVINDICATÓRIA. IMÓVEL ALIENADO POR INADIMPLEMENTO DOS REQUERIDOS, POSTERIORMENTE ADQUIRIDO PELOS REQUERENTES. AUSENTE O DIREITO DE RETENÇÃO, BEM COMO DE INDENIZAÇÃO POR BENFEITORIAS. PREVISÃO EXPRESSA NO CONTRATO CELEBRADO JUNTO À CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. ÓBICE INJUSTIFICADA À IMISSÃO NA POSSE PELOS NOVOS PROPRIETÁRIOS. DIREITO INCONTESTE DOS REQUERENTES DE REIVINDICAR E TOMAR POSSE DO IMÓVEL. RECURSO NÃO PROVIDO. "São requisitos do sucesso da ação reivindicatória, diante do artigo 1.228 do Código Civil de 2002 (com mesmo teor do artigo 524, do Código Civil de 1916): a) a prova do domínio; b) a posse injusta do réu.

Comprovado o domínio e configurada a posse injusta do réu, é inegável a procedência da ação reivindicatória. Na hipótese, incontroversa a prova da propriedade, a posse injusta resta caracterizada (...) nos casos de alienação do imóvel, dispõe o adquirente de direito imediato ao pleito reivindicatório, bastando a mera citação para constituir o comodatário em mora. Precedente do Superior Tribunal de Justiça". (AC n. 2005.030959-4, Rel. Des.

Carlos Adilson Silva, DJ de 29-10-2009).

(42)

Posse - artigo 1.196 e ss. do CC

Possuidor é quem tem de fato o ecercício, pleno ou não, de alguns poderes inerentes à propriedade

Difere-se do detentor, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.

Classificação

Posse direta e indireta Posse justa e injusta Posse de boa-fé e má-fé

Posse ad interdicta e ad usucapionem

Efeitos

1) Proteção possesória

-Legítima defesa da posse -desforço (desagravo) imediato -ações possessórias

(Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade - exceção de domínio - ou de outro dirieto sobre a coisa)

2) Posse de boa-fé

-Direito de perceber os frutos enquanto perdurar a posse de boa-fé;

-Direito de indenização e retenção quanto às benfeitorias úteis e necessárias, bem como às voluptuárias, se não lhe forem pagas, a levantá-las, quando puder sem detrimento da coisa.

3) Posse de má-fé - responsabilidade:

-Por todos os frutos colhidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé (mas com direito às despesas da produção e custeio);

-Pela perda ou deterioração da coisa, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do reivindicante;

-Ressarcimento somente das benfeitorias necessárias; não lhe assiste o direito de retenção pela importância destas, mas de levantar as voluptuárias.

(43)

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Referências

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