Como complemento a gama Duralight, a Fersil apresenta um conjunto de tubos colectores e tubos perfurados de elevada robustez, com uma rigidez circunferencial SN4 (superior a 6 kN/m2), de grandes dimensões, aplicado em condutas subterrâneas de drenagem pluvial sem pressão, conforme com a norma UNE 53994.
Esta gama está fortemente implantada no mercado das obras públicas de drenagem pluvial, possuindo um elevado nível de preferência e satisfação por parte dos nossos clientes.
É uma excelente alternativa face aos sistemas tradicionais (de betão e PVC corrugado), porque é leve, com uma elevada resistência ao impacto e à compressão diametral conjugada com uma elasticidade permitindo a sua recuperação nas situações de cargas rolantes e com custos reduzidos de instalação em obra.
Está enquadrado numa óptica ambiental associada a uma maior eficiência energética, que é conseguida pelo baixo consumo de matéria-prima e com baixos custos de produção, que associados às excelentes características mecânicas dos tubos, garante uma solução de elevada qualidade e durabilidade a preços muito competitivos.
Os tubos colectores são obtidos por co-extrusão, a temperatura conveniente e constituídos por duas camadas, tem parede dupla estruturada (C2), formada por uma parede externa perfilada tipo B – corrugada e uma parede interna lisa, de cor tijolo, com método de união com boca lisa para o-ring Duralight (EPDM) aplicado no perfil corrugado.
Perfil Tipo B dos tubos corrugados PP FERSIL
Campo de aplicação
Esta especificação aplica-se aos tubos colectores e aos tubos perfurados de parede estruturada, às suas uniões e às uniões com componentes de outros plásticos marcados com “U”, destinados a uma utilização em canalizações enterradas, no exterior dos edifícios (código de área de aplicação U).
Nota: Área de aplicação “U” é o código para os componentes utilizados na área enterrada a mais de um metro do edifício.
Matéria-prima
Os tubos são fabricados com Polipropileno Co-polímero Tipo 2 (de bloco) com os aditivos necessários para facilitar a sua produção com tecnologias de co-extrusão.
Drenagem pluvial PP FERSIL
Tubos corrugados (Série U) – UNE 53994
Tubos tijolo colectores e tubos tijolo perfurados
O Polipropileno co-polímero, Tipo 2, resulta da polimerização em simultâneo do Propileno com radicais de Etileno, combinando, combinando as características de flexibilidade e resistência ao impacto dos Polietilenos com a rigidez circunferencial dada pelo elevado módulo de elasticidade dos Polipropilenos.
Propriedades do material de polipropileno usado no fabrico dos tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL
Característica Valor
Módulo de elasticidade E(1min) 1400 MPa
Densidade aproximada ≈ 900 kg/m3
Coeficiente de expansão linear ≈ 0,14 mm/m.K
Condutividade térmica ≈ 0,2 WK-1m-1
Ensaios efectuados à matéria-prima
Característica Requisito Método de ensaio
Resistência à pressão interna (água em água, 80ºC, σ 4,2MPa)
≥ 140 h
Sem falha durante o ensaio
EN ISO 1167-1 EN ISO 1167-2 Resistência à pressão interna
(água em água, 95ºC, σ 2,5MPa)
≥ 1000 h
Sem falha durante o ensaio
EN ISO 1167-1 EN ISO 1167-2 Índice de fluidez - MFI
(230ºC, 2,16kg) 1,5 g/10 min EN ISO 1133, condição M
Estabilidade térmica (tempo de indução à oxidação – OIT)
(200ºC) 8 min
ISO 11357-6
(substituiu a norma EN 728)
Características Gerais
AspectoQuando se examinam sem aumento, a superfície interna dos tubos deve ser lisa, limpas e isentas fissuras, bolhas, ou de qualquer outro defeito que afecte o bom funcionamento do sistema. As extremidades dos tubos devem-se apresentar com corte perpendicular ao eixo e sem rebarbas.
Cor
Os tubos são coloridos em toda a massa da parede e a cor deve ser Tijolo opaco (tipo RAL 8023) para as camadas interior e exterior.
Marcação
Os elementos da marcação devem ser impressos directamente sobre o tubo de forma que após o seu armazenamento, exposição à intempérie e instalação, deve manter a sua legibilidade.
Os tubos devem ser marcados em intervalos máximos de 2,0 m, com pelo menos uma marcação completa por tubo:
‘’FERSIL PP DN/OD xxx C2 ED SN4 (CR6) U –UNE 53994 DATA+HORA+O.P.’’
Os tubos perfurados têm uma marcação adicional na etiqueta que acompanha a embalagem dos tubos, sobre o tipo de perfuração:
“TP 6C360” ou “AP 4C240” ou “AP 2C120”
Características geométricas
As dimensões dos tubos estão associadas ao diâmetro nominal exterior e são determinadas de acordo com a norma EN ISO 3126 conforme o seguinte:
Dimensões e tolerâncias dos tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL Superfície de captação (tubos perfurados)
dn
Diâmetro exterior (DN) Øext
(mm)
Diâmetro exterior (OD) Øext
(mm)
Diâmetro interior médio Øint
(mm)
Comprimento total do tubo L
(m)
TP (360 °) 6 cortes /corruga (cm2/m)
AP (240 °) 4 cortes /corruga (cm2/m)
AP (120 °) 2 cortes /corruga (cm2/m)
125 125 +1,2 -0 125 +0,4 -0,7 108 6 +0.06 -0.03 - - -
160 160 +1,5 -0 160 +0,5 -0,9 141 6 +0.06 -0.03 - - -
200 200 +1,8 -0 200 +0,6 -1,2 177 6 +0.06 -0.03 - - -
250 250 +2,3 -0 250 +0,8 -1,5 224 6 +0.06 -0.03 422 282 141
315 315 +2,9 -0 315 +1,0 -1,8 275 6 +0.06 -0.03 248 166 83
400 400 +3,6 -0 400 +1,2 -2,4 352 6 +0.06 -0.03 302 202 101
500 500 +4,5 -0 500 +1,5 -3,0 443 6 +0.06 -0.03 468 312 156
630 630 +5,7 -0 630 +1,9 -3,7 553 6 +0.06 -0.03 250 166 83
800 800 +7,2 -0 800 +2,4 -4,8 703 6 +0.06 -0.03 284 189 95
Para os tubos perfurados aplicam-se as mesmas dimensões (diâmetro, espessura e comprimento) dos tubos colectores, apenas diferem o tipo de furação e as suas dimensões:
Totalmente perfurado – TP
Os cortes são distribuídos no sentido radial em toda a secção, localizados na base entre corrugas ao longo de todo o comprimento do tubo, 6 cortes com uma distribuição de 60° (em 360°), veja-se figura a).
Semi-perfurado – AP
Os cortes são distribuídos no sentido radial entre 205° e 240°, localizados na base entre corrugas ao longo de todo o comprimento do tubo, 4 cortes com uma distribuição de 60° (em 240°), veja-se figura b) ou 2 cortes com uma distribuição de 60° (em 120°), veja-se figura c).
a) TP 360° - 6 cortes b) AP 240° - 4 cortes c) AP 120° - 2 cortes Esquema de distribuição dos cortes dos tubos Perfurados
Dimensions of pipe sockets
Dimensões e tolerâncias das embocaduras dos tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL
dn
Comprimento médio da embocadura L1
(mm)
Cota de inserção na embocadura A
(mm)
Comprimento útil da embocadura L1 (A+ F) (mm)
Diâmetro exterior nominal Øext
(mm)
Diâmetro interior nominal Øint
(mm)
125 92 ≥ 35 55 128 126,0
160 109 ≥ 42 65 177 161,5
200 129 ≥ 50 78 217 201,3
250 136 ≥ 55 83 273 252,3
315 199 ≥ 62 112 336 317,9
400 219 ≥ 70 126 425 405,0
500 266 ≥ 80) 176 530 504,5
630 360 ≥ 93 194 676 635,0
800 415 ≥ 110 240 836 803,6
Tipos de acessórios
Os tubos de corrugados Drenagem Pluvial PP FERSIL, utilizam a gama de acessórios PP Duralight de parede corrugada da Série U conformes com a norma EN 13476-3.
Características físicas e mecânicas dos tubos
As três características mais importantes determinadas nos tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL são:
a rigidez circunferencial e a flexibilidade, devido às cargas sobre a instalação enterrada;
a resistência ao impacto devidos às necessidades de manuseamento e transporte até à instalação em vala;
a estanquidade no sistema de união dos tubos colectores.
Características físicas dos tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL
Característica Requisito Método de ensaio
Ensaio de estufa (150 ºC, 30 min)
O tubo não deve apresentar sinais de bolhas ou
fissuras ISO 12091
Os tubos devem ser designados numa das seguintes classes de rigidez circunferencial nominal (SN):
DN ≤ 500: SN4, SN8 ou SN16;
DN > 500: SN2, SN4, SN8 ou SN16.
Para DN ≥ 500 os fabricantes que garantam para um determinado componente uma rigidez circunferencial mínima com valores de SN entre os SN definidos, podem utilizar esse valor apenas para efeitos de cálculo.
Estes tubos devem ser sempre classificados e marcados com a classe de rigidez circunferencial imediatamente abaixo.
Os tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL da classe de rigidez circunferencial nominal SN4, têm uma rigidez circunferencial real “S”
de 6kN/m2.
Características mecânicas dos tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL
Característica Requisito Método de ensaio
Rigidez circunferencial
(5 corrugas ou 300 mm, 3% di, velocidade por dn) 4 kN/m2 (valor nominal do SN) EN ISO 9969
Flexibilidade anelar (esmagamento) (5 corrugas ou 300 mm, 20% de, velocidade por dn)
Não deve haver diminuição da força medida, sem fissuras, delaminações ou rupturas, nem
deformação permanente na estrutura perfilada. EN ISO 13968 Resistência ao impacto, método do relógio
(0 ºC, massa/altura de queda por dn) TIR 10% EN 744
Resistência ao impacto, método da escada
(0 ºC, massa/altura de queda por dn) H50, 5 amostras sem falha EN 1411
Características químicas
Os tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL têm um bom comportamento quando sujeitos ao contacto com a maioria dos produtos químicos existentes no solo e usados nas estações de tratamento de águas residuais ETAR’s. No entanto, este comportamento vai depender das características da matéria-prima com que é produzido e da temperatura dos fluidos que circulam dentro do tubo.
FERSIL dispõe de um guia de resistência química para todos os produtos que faz em PP, que está disponível sob consulta.
Neste documento está tablado o comportamento dos tubos e dos acessórios em contacto com diferentes agentes químicos em diferentes concentrações e a diferentes temperaturas, sem pressão hidrostática nem esforços axiais. Toda esta informação foi retirada do documento:
ISO/TR 10358 “Plastics pipes and fittings -- Combined chemical-resistance classification table”
Características das uniões
Os tubos perfurados não precisam nem têm o o-ring labial DURALIGHT montado no extremo macho, pois a estanquidade das suas uniões não é requerida.
O tipo de montagem entre tubos colectores e entre tubos colectores com acessórios é efectuado com recurso a um o-ring labial DURALIGHT em EPDM montado no extremo macho. Quando o extremo macho é introduzido na embocadura do tubo, o
anel de estanquidade (o-ring labial DURALIGHT é comprimido formando uma união estanque. Este tipo de união não suporta esforços axiais.
Requisitos de aptidão ao uso das uniões dos tubos colectores Drenagem Pluvial PP FERSIL
Característica Requisito Método de ensaio
Estanquidade com deformação diametral (23 °C, deformação extremo macho 10%, deformação embocadura 5%)
água 0,05 bar água 0,5 bar ar -0,3 bar (vácuo)
Sem fuga Sem fuga
≤ -0,27 bar
EN 1277 Condição B Estanquidade com desvio angular
(23 °C, desvio angular na união 2°) água 0,05 bar
água 0,5 bar ar -0,3 bar (vácuo)
Sem fuga Sem fuga
≤ -0,27 bar
EN 1277 Condição C
Embalagem
Os tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL, são embalados em paletes com 2 ou 3 aros de madeira seguros com cintas de plástico.
Embalagem dos tubos Drenagem Pluvial PP FERSIL dn
(mm)
Tubos por palete Comprimento total por palete (m)
125 34 204
160 36 216
200 20 120
250 12 72
315 9 54
400 6 36
500 2 12
630 2 12
800 2 12
RECOMENDAÇÔES NA UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
Os tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL são considerados flexíveis, pelo que quando são sujeitos a uma força de compressão perpendicular ao eixo do tubo, este é deformado dentro de determinados limites e vai exercer uma pressão sobre o material que o rodeia. A reacção que se gera e os materiais que rodeiam o tubo, ajudam a controlar a deformação do tubo.
Limites de deformação máxima admissível, conforme o documento ISO/TR 7073
Classe de rigidez do tubo
Deformação inicial (curto prazo)
Deformação final (longo prazo)
SN4 0,05 x dn 0,08 x dn
Nota: Uma deformação até 15%, causada pelo movimento do solo (exemplo), não afecta o correcto funcionamento do sistema de tubos.
O aumento da deformação de um tubo é limitado pela forma cuidada que se tem ao escolher a classe de rigidez circunferencial mais adequada ao tipo de solo, à forma como é executada a vala e o leito de assentamento, ao escolher os materiais de enchimento, ao escolher a forma de enchimento da vala (por camadas de material) e o seu grau de compactação.
As condições técnicas de instalação de um tubo devem ter em conta as indicações do fabricante e devem seguir pelo menos os requisitos descritos nas normas e guias técnicos:
CEN/TR 1046 – Thermoplastics piping and ducting systems - Systems outside building structures for the conveyance of water or sewage - Practices for underground installation.
EN 1610 – Construction and testing of drains and sewers;
ISO/TR 7074 – Performance requirements for plastics pipes and fittings for use in underground drainage and sewage.
Escolha da classe de rigidez circunferencial
A escolha da classe de rigidez circunferencial (SN) de um tubo depende das diferentes condicionantes do projecto e deve ter em conta o seguinte:
O uso de uma classe de rigidez circunferencial que foi demonstrado no passado com bons resultados em situações similares e que se baseiam na experiência local;
Os requisitos estabelecidos no documento CEN/TR 1046;
O uso de uma classe de rigidez circunferencial baseada nos coeficientes de projecto do próprio tubo.
Transporte, manuseamento e armazenamento
Transporte
Os tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL, embora sendo um material de grande robustez e indicado para a maioria das instalações de drenagem pluvial enterrada sem pressão, são necessários ter em atenção alguns cuidados no seu manuseamento, transporte e armazenamento.
Os tubos de PP devem ser condicionados numa superfície liza e sem objectos cortantes, pedras ou esquinas de forma a evitar deformações ou defeitos que poderiam tornar-se permanentes.
Quando se condicionam os tubos com um dos extremos com embocadura, as bocas devem ficar alternadas na palete e suficientemente projectadas para fora, para que os tubos fiquem correctamente suportados em todo o seu comprimento.
Os tubos de diferentes diâmetros e classes de rigidez devem ser armazenados separadamente, no entanto se isto não for possível, os de maior diâmetro e classe de rigidez devem ficar por baixo.
A exposição prolongada à radiação ultravioleta (luz solar) pode provocar a descoloração dos tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL, no entanto isso não afecta a sua resistência à compressão diametral, apenas poderá afectar a resistência ao impacto.
O aquecimento pela acção da luz solar, pode causar deformações que afectem a linearidade do tubo e as dimensões das embocaduras, para evitar isso, é recomendado o seguinte:
Limitar la altura de armazenamento até 2,5 m (cerca de 3 paletes);
Proteger os tubos armazenados, da exposição directa à intempérie, com recurso a uma cobertura;
Distribuir os tubos para que o ar possa circular entre tubos.
Exemplo de empilhamento de paletes de tubos
Os tubos devem ser armazenados de forma a ficar protegidos de fontes de calor e não devem contactar com produtos potencialmente perigosos como os combustíveis líquidos, as tintas e os solventes.
Os tubos, quando manuseados individualmente, devem ser baixados, elevados e transportados de forma controlada sem ser atirados ou arrastados. No caso de ser usados meios mecânicos para a descarga e manuseamento dos tubos ou das paletes, devem ser usados os meios adequados para evitar que os tubos sejam danificados pelo uso indevido de correntes ou apoios metálicos com esquinas vivas.
Exemplo do manuseamento e transporte dos tubos FERSIL
No transporte de tubos, os carros deverão apresentar os estrados lisos e sem objectos cortantes ou perfurantes. O carro deve estar equipado com suportes laterais distanciados entre si cerca de 2 m. Todos os suportes deverão ser lisos, sem esquinas salientes.
Instalação
Para a instalação dos tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL deve-se ter em atenção:
Considerações do dimensionamento estipuladas no projecto tais como:
o A escolha da classe de rigidez do tubo e dos acessórios;
o O tipo de instalação (vala escavada ou vala terraplanada);
o Instalação paralela de tubos (na mesma vala)
Considerações na forma de execução da vala tais como:
o Operações de segurança;
o Inclinação, largura e profundidade da vala;
o Leito de assentamento do tubo (incluindo a cama de assentamento e /ou a necessidade de sobre escavação);
o Condições especiais (tais como a protecção contra a migração de material (finos), reforço do leito com estrados de madeira, uso de geotêxtis nas transições do tipo de solo, na contenção do leito na presença de níveis freáticos e no apoio ou na ancoragem dos tubos para evitar a sua flutuação e no isolamento térmico de condutas enterradas);
o Acamar o tubo (ângulo de apoio);
o Montagem das uniões em vala;
Procedimentos e controlo na instalação do tubos, tais como:
o Manuseamento em vala;
o Assentamento do tubo;
o Deflexão angular das uniões;
Procedimentos de enchimento da vala tais como:
o Procedimento básico
Compactação do leito de assentamento antes de colocar o tubo;
Enchimento por camadas até recobrir a coroa do tubo com compactação lateral;
O enchimento (aterro) da vala deve ser feito por camadas uniformes compactadas;
Caso seja expectável a presença de níveis freáticos que possam atravessar as camadas granulares, devem ser tomadas medidas de retenção de finos tais como barreiras de argila ou mantas geotêxtis;
o O enchimento da zona de apoio do tubo depende principalmente da classe de rigidez do tubo, da profundidade da vala (altura de recoberto) e da natureza do solo;
Quando é usado na zona do tubo, material proveniente de outro lado, é importante que este seja bem escolhido e do tipo granular;
Quando se usam materiais de granulometria homogénea, é recomendado que o tamanho máximo de partícula seja o mais pequeno possível;
O material da própria escavação pode ser usado na zona do tubo, desde que previamente peneirado de forma e ficar isento de partículas e torrões com tamanhos superiores ao material granular recomendado, não são permitidos detritos tais como raízes de árvores ou outros objectos (garrafas, latas, etc.);
o Os métodos de compactação recomendados para atingir o grau de compactação desejado, podem variar consoante o tipo de equipamento usado, o número de passagens e o número de camadas usadas no aterro. O grau de compactação pode ser expresso por grupo de material de enchimento, na Densidade Proctor Normalizada (SPD) para três classes de compactação possíveis usadas no Relatório Técnico CEN/TR 1046, i.e. "Bem", "Moderado" ou "Não";
o Restante aterro;
Controlo de qualidade do grau de compactação;
Precauções especiais tais como:
o Evitar a flotação do tubo;
o Evitar o deslocamento do tubo durante o enchimento da vala (em especial no aterro da zona do tubo;
o Quando se remove as telas e ou as entivações da vala, evitar a alteração da compactação do material;
o No processo de enchimento proteger o tubo da queda de objectos ou do contacto directo com os equipamentos de compactação;
o Quando o enchimento for para ser compactado por camadas até ao nível da linha de água, nunca compactar directamente sobre a coroa do tubo até que haja material em quantidade suficiente (30 a 50 cm de recobertura, dependendo do tipo de solo).
o Na instalação de condutas paralelas numa mesma vala, devem ser suficientemente espaçadas (pelo menos 150cm) para permitir uma compactação lateral entre as duas condutas. A compactação entre os tubos deve ser da mesma densidade Proctor que a compactação lateral da vala.
Método de união
Todas as técnicas de montagem das uniões exigem pessoal qualificado para obter resultados de estanquidade satisfatórios.
Para a ligação com tubos colectores e acessórios Duralight, o vedante elastomérico (o-ring labial Duralight em EPDM) está localizado no vale da primeira corruga do terminal macho, e a embocadura é lisa para permitir uma união apertada e estanque.
União entre dois tubos colectores de Drenagem Pluvial PP FERSIL
Os vedantes recomendados para a montagem das uniões entre tubos colectores são os fornecidos pela FERSIL para sistema de montagem tipo Duralight. Se o vedante não estiver montado no momento da entrega, deve-se limpar o vale entre as duas primeiras corrugas do terminal macho a montar, de seguida montar o vedante na posição correcta.
Para facilitar o deslizamento, aplicar lubrificante (tipo massa de silicone) na superfície do terminal macho do tubo.
NOTA: Pedir instruções antes de aderir. Utilize apenas o lubrificante recomendado, que não têm qualquer efeito nocivo sobre a tubulação, montagem ou selo.
Após a lubrificação, opor a boca do tubo ou de um acessório, à extremidade do terminal macho do tubo com o anel de estanquidade montado e empurrar até ficar introduzida.
NOTA: Os vedantes mal montados e a sujidade (rebarbas e/ou areias) sob os vedantes montados são as causas mais frequentes de perda de estanquidade nas uniões. Ambos os problemas podem ser evitados seguindo as instruções de montagem atrás referidas.
Desvios angulares em instalações rectilíneas
Em condições normais, os sistemas de tubagem para saneamento enterrado sem pressão deveriam ser instalados em linha recta, no entanto e porque estamos a falar de sistemas de tubos flexíveis são permitidos os seguintes raios de curvatura, sem que comprometam a estanquidade das uniões:
dn ≤ 200 mm => raio de curvatura R ≥ 300 x dn
Nestes casos tem que se controlar o aumento da tensão sobre as uniões, pelo que o desvio angular deve ser superior a:
dn ≤ 200 mm => desvio angular ≤ 2 º
Ensaios de estanquidade
Os ensaios dos tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL devem ser realizados de acordo com o procedimento descrito no ponto 13 da norma EN 1610, relativa à Instalação e Ensaios de Redes de Saneamento e Ramais.
Os ensaios de estanquidade de tubagens devem ser realizados com ar (método “L”) ou com água (método “W”).
No caso do ensaio com ar, o número de correcções e repetições de ensaios a seguir a um ensaio não satisfatório não é restringido. No caso de um ensaio não satisfatório e contínuo numa prova com ar, é permitido o recurso ao ensaio com água e o resultado deste ensaio por si só, ser decisivo.
Ensaio com ar (método “L” da norma EN 1610)
Método de ensaio: Método “L”, no caso dos tubos termoplásticos usa-se o LC;
Pressão de ensaio: 100 mbar (10kPa);
Queda de pressão admissível 5 mbar (0,5 kPa);
Tempo de ensaio 3 min
Este ensaio requere o uso de equipamentos de tamponamento adequados para as secções sujeitas a ensaio. Por questões de segurança deve-se ter cuidados redobrados nos ensaios de grandes diâmetros.
Considera-se o ensaio como ultrapassado se a queda de pressão admissível no tempo de ensaio previsto, não é superada. Em caso de litígio usa-se o ensaio com água.
Ensaios com água (método “W” da norma EN 1610)
Método de ensaio: Método “W” ;
Pressão de ensaio: 100 mbar (10 kPa) a 500 mbar (50 kPa)
Queda de pressão admissível 10 mbar (1 kPa);
Reposição de água admissível 0,04 l/m2 da superfície interna molhada;
Duração do ensaio 30 min.
A pressão de ensaio é obtida, determinando a pressão equivalente resultante do enchimento de toda a secção do tubo, até que atinja o ponto mais alto da instalação.
A pressão medida no ponto mais baixo deve estar situada entre os 100 mbar (10 kPa) e os 500 mbar (50 kPa).
A instalação deve ser estabilizada durante pelo menos 1h, a partir da qual se deve repor a pressão e iniciar o ensaio.
Considera-se o ensaio como ultrapassado, se o valor da queda de pressão admissível ou a reposição de água admissível no tempo de ensaio previsto, não são ultrapassadas.
Manutenção, inspecção e reparação
As caixas de inspecção e de visita, são equipamentos auxiliares das redes de saneamento destinadas a permitir a inspecção e limpeza das canalizações com tubos de Drenagem Pluvial PP FERSIL.
Dado que as caixas de inspecção não permitem o acesso humano ao seu interior, a manutenção da rede de saneamento a partir destas é feita ao nível do pavimento, utilizando para isso equipamento apropriado de limpeza. A limpeza pode ser feita através de:
processos mecânicos;
por jacto de água.
A inspecção das redes de saneamento, de forma a garantir o seu correcto funcionamento, pode ser feita a partir das caixas de inspecção ou de visita, utilizando a um sistema de inspecção vídeo.
Quando é necessário efectuar uma intervenção para reparar um ponto qualquer da conduta, deve-se ter em conta as instruções do fabricante, assim sendo a FERSIL recomenda sempre a utilização do tubo e/ou acessório da mesma classe de rigidez que o usado na conduta.
A reparação pode ser efectuada substituindo o componente ou efectuando a remoção de parte de um componente e a sua substituição recorrendo por exemplo a uniões telescópicas:
Identificar e remover todo a secção que estiver estragada;
Se for necessário cortar uma secção, o corte deve ser perpendicular ao seu eixo, com uma serra de dentes finos, removendo todas as rebarbas;
Limpar a sujidade na cavidade entre as duas primeiras corrugas dos terminais macho a unir e aplicar os respectivos anéis em elastómero (oring labial Duralight);
Limpar o interior da boca de um tubo, união telescópica ou outro acessório e para facilitar o deslizamento, aplicar lubrificante (tipo massa de silicone) na superfície do(s) terminal(ais) macho do(s) tubo(s);
Montar uma ponta de tubo e/ou uma união telescópica deslizando-a até ao ponto de união;
Deve-se ter o cuidado para que a inserção das uniões telescópicas e dos troços de tubo seja efectuada sob um leito adequado.