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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA
Camilla Rafaela Palhares da Silva Gabrielle Regina dos Santos Vieira
Laura Vilela Mamud Milena Alves Caproni Samantha Pereira Loiola
HIV, SAÚDE ÚNICA E A CONEXÃO COM A BIOMEDICINA
POUSO ALEGRE 2021
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Camilla Rafaela Palhares da Silva Gabrielle Regina dos Santos Vieira
Laura Vilela Mamud Milena Alves Caproni Samantha Pereira Loiola
HIV, SAÚDE ÚNICA E A CONEXÃO COM A BIOMEDICINA
Trabalho da disciplina Saúde Única do curso de Biomedicina da Faculdade Centro Universitário Una.
Orientador: Prof. Me. Renato Duarte Alvisi
POUSO ALEGRE 2021
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ... 4
2 DESENVOLVIMENTO ... 4
3 O HIV... 5
3.1 Transmissão ... 5
4 HIV E A SAÚDE ÚNICA ... 6
4.1 O que é Saúde Única? ... 6
4.2 Qual a ligação com o HIV? ... 7
5 HIV E A COVID-19 ... 8
6 HIV E A ATUAÇÃO DA BIOMEDICINA ... 9
7 A BUSCA PELA CURA ... 10
6 CONCLUSÃO ... 12
7 REFERÊNCIA ... 13
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1 INTRODUÇÃO
O HIV se manifesta atacando nosso sistema imunológico, o qual é responsável por proteger nosso corpo de qualquer antígeno. Ele é o vírus causador da aids, porém, ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids. Há muitos soropositivos que vivem muito tempo sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Entretanto, podem transmitir o vírus a outras pessoas.
A Saúde Única tem completa ligação com o HIV e seu surgimento. Para entendermos de fato como surgiu esse vírus, é de extrema importância que tenhamos primeiramente uma breve noção sobre o que é de fato a saúde única.
Com a chegada do COVID-19, os soropositivos ficaram mais vulneráveis.
Estudos mostram que a chance de morrer por consequência da COVID-19 entre as pessoas que vivem com HIV é o dobro da população em geral.
Quando se trata da evolução da ciência é fundamental ressaltar a importância dos Biomédicos. A luta destes profissionais e de outros pesquisadores na busca da vacina para o vírus HIV e para chegarmos a cura é vigorosa e promitente. É importante analisarmos o papel do Biomédico no controle, diagnóstico e acompanhamento dos pacientes portadores da Imunodeficiência adquirida, o HIV.
Analisando todas essas questões podemos perceber o quanto a informação é importante, e o quanto a falta dela pode ser arriscada. Sabendo disso, criamos o projeto da revista digital, com o intuito de levar estas informações e conhecimentos a diante, por plataformas digitais.
1 DESENVOLVIMENTO
O mundo está cada vez mais tecnológico, e precisamos sempre acompanhar essas mudanças. Compartilhar informações que podem salvar a vida de alguém é o principal objetivo da revista digital. É necessário aprender sobre esse vírus, e como se proteger dele. No Brasil, 920 mil pessoas são hoje, soropositivas.
O fundamental papel da Biomedicina no controle e na busca da cura do HIV é ainda mais desconhecido, e com o projeto levaremos essas informações e conhecimentos para diversas pessoas, mostrando a grandeza e a importância destes profissionais.
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2 O HIV
O surgimento do vírus da imunodeficiência humana- HIV tem sido pesquisado desde a sua detecção. E embora não se saiba ao certo qual a origem do HIV, alguns pesquisadores acreditam que os chimpanzés são a fonte do HIV humano. O vírus da imunodeficiência símia (SIV), que infecta uma subespécie de chimpanzés africanos é muito parecido com o HIV, o que sugere que possam ter a mesma origem.
A teoria mais aceita de como esse vírus foi passado para os humanos, é a teoria do caçador. Onde em algum lugar da África Central um caçador mata um chimpanzé, e o sangue desse animal entra no corpo do caçador, possivelmente por alguma ferida. Assim o vírus que é inofensivo para os chimpanzés e letal para o homem, se mistura no sangue, e logo se espalha entre os seres humanos. Entretanto, as mortes na época eram atribuídas a outros fatores, já que o vírus era desconhecido.
O HIV pertence ao grupo dos retrovírus citopáticos e não- encogénicos. Sendo assim, para se multiplicarem, necessitam de uma enzina chamada transcripse reversa, que é responsável pela transcrição do RNA viral para uma cópia DNA, que pode se juntar ao genoma do hospedeiro.
A imunodeficiência humana- HIV é o vírus causador da AIDS, porém é sim possível que uma pessoa infectada com o vírus passe muito tempo sem desenvolver sintomas. Enquanto a AIDS surge quando a pessoa apresenta infecções por conta da baixa imunidade que o vírus do HIV causa.
3.1 TRANSMISSÃO
As principais formas de transmissão são:
Sexual: A principal forma de transmissão atualmente no mundo é a sexual, sendo considerada pela OMS, as relações heterossexuais, quando não se usa preservativo, de contágio mais frequente. Contudo, nos países mais avançados, o contágio por homossexuais ainda é o responsável pelo maior número de casos;
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Sanguíneo: Através do sangue contaminado em contato com o sangue saudável. O caso de instrumentos que cortam ou furam não esterilizados, uso de drogas injetáveis devido ao compartilhamento de seringas e agulhas e transfusão de sangue contaminado;
Vertical: Na gestação, parto ou amamentação. A transmissão intrauterina é possível em qualquer fase da gravidez, porém é menos frequente no primeiro trimestre.
O vírus do HIV foi isolado de vários fluidos corporais, como a saliva e a urina, e atualmente só é transmitido com o contato com sangue, sêmen, secreções genitais e leite materno.
3 HIV E A SAÚDE ÚNICA 4.1 O que é saúde única?
A saúde única é a chave para a saúde humana, contando com o equilíbrio dos ecossistemas e com a conservação da biodiversidade, é subentendido que prevenir o surgimento das zoonoses proporciona soluções que visam o bem-estar humano, animal e do planeta. Saúde Única é a união indissociável entre a Saúde animal, humana e ambiental.
Olhar o todo é extremamente fundamental para garantir bons resultados quando se trata de saúde. Muitas doenças podem ser melhor prevenidas e combatidas através da atuação conjunta entre a medicina veterinária, medicina humana e outros profissionais de saúde.
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4.2 Qual a ligação com o HIV?
Em relação a saúde animal, a ligação se dá pela origem do vírus, por ter vindo do chimpanzé. Vindo deste já é possível entender a saúde ambiental, já que em algum momento os seres humanos tiveram contato com este animal e o ambiente do qual ele habitava, invadindo e caçando. A ligação com a saúde humana é o vírus em si e o que ele causa nas pessoas. Quando se entende essa ligação, fica fácil entender que não é possível dividir a saúde única, pois quando ocorre a ruptura em alguma dessas divisões, as doenças aparecem.
4 HIV E A COVID-19
No final do ano de 2019 houve os primeiros indícios de contágio da COVID-19 na China, uma doença respiratória gravíssima.
No Brasil, o acesso à saúde não é democratizado, o que levou a um agravamento no cenário pandêmico. O acesso aos hospitais se torna restrito para determinada parte da sociedade, além da falta de saneamento básico e a impossibilidade de algumas famílias de ficarem em isolamento social sem a necessidade de quaisquer tipos de auxílio.
Sabe-se que pode haver modificações no quadro clínico em pacientes com COVID-19 em diversos aspectos: Idade, comorbidades, e pacientes
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imunocomprometidos, desta forma se tornaram necessários os estudos da SARS- CoV-2 em pacientes com HIV.
A princípio acreditava-se que pacientes imunocomprometidos teriam um agravamento em seu estado clínico, devido a estudos epidemiológicos, idade avançada e comorbidades são fatores que intensificam os sintomas e aumentam as chances de agravamento no estado clínico.
Segundo pesquisas e análises de artigos realizados por estudantes de medicina na faculdade Pequenos Príncipe em Curitiba – PA, foram estudados 417 pacientes a meio de 29 e 76 anos. Além de 8 de 11 dos artigos analisados na pesquisa dos alunos (somando 147 pacientes destes 8 artigos), 98 de 147 pacientes apresentaram pelo menos uma comorbidade.
Quanto ao quadro clínico, 9 artigos foram estudados, totalizando nele 235 pacientes, cujo 38 precisam de ventilação mecânica, 37 foram a óbito, 195 deles se recuperaram e 3 ainda permaneciam internados até a realização do presente estudo.
A partir da análise dos dados, pode-se perceber que há uma grande divergência no número de óbitos de pacientes soropositivos entre os dados registrados na população em geral, tornando impossível afirmar que HIV é um fator agravante da COVID-19.
No entanto, torna-se necessário saber que pacientes soropositivos sem o tratamento adequado para a doença pode levar a uma mudança nos quadros clínicos, às análises realizadas no presente artigo de estudo ponderaram apenas pessoas em tratamento conveniente para tal mazela.
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5 HIV E A ATUAÇÃO DA BIOMEDICINA
O objetivo principal da Biomedicina é compreender as causas, os efeitos e os mecanismos das doenças, para desenvolver ou melhorar os diagnósticos e
tratamentos para as doenças humanas.
Dessa forma, o biomédico é um profissional que ocupa um espaço de extrema importância em nossa sociedade, sendo necessário para a saúde pública de todo o mundo. Esse campo da ciência é fundamental para o desenvolvimento da nossa sociedade e para uma melhor qualidade de vida da população. Sendo assim, é por meio do trabalho do biomédico que são possíveis diagnósticos cada vez mais precisos, tratamentos e medidas de prevenção cada vez mais eficazes ou até mesmo erradicação de doenças.
O biomédico pode atuar em diversas áreas dentro do laboratório e dentre elas no diagnóstico da infecção pelo HIV, que é feito por meio de testes realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue. O indivíduo portador do HIV pode ter um teste negativo caso esteja dentro da chamada “janela imunológica” que é o termo que designa o intervalo entre a infecção pelo vírus da AIDS e a detecção de anticorpos anti-HIV no sangue através de exames laboratoriais específicos.
O profissional Biomédico participa intensamente e vigorosamente das evoluções da ciência. Através da mesma busca recursos para uma vida mais saudável para a população, principalmente para aqueles com algum contágio, como os soropositivos. O Biomédico trabalha em conjunto com outros profissionais da área de saúde, com o objetivo de melhorar a saúde e prevenir doenças.
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A biomedicina é uma profissão muito ampla onde temos mais de 35 áreas de atuação. Sendo assim, os biomédicos também estão habilitados a cuidarem do acompanhamento de pacientes portadores do vírus da HIV. Estes pacientes necessitam de cuidados e tratamentos específicos com diversos profissionais da área da saúde, o que possibilita o biomédico acompanha-lo no diagnóstico de doenças e acompanhamento laboratorial.
6 A BUSCA PELA CURA
Ao longo dos anos surgiram diversas pesquisas e avanços científicos a respeito da cura do HIV e da AIDS, incluindo a tentativa de eliminação completa do vírus no sangue de algumas pessoas, que aparentemente estão realmente curadas, porém devem ser acompanhadas periodicamente para confirmação e estudo do mesmo.
As pesquisas para a erradicação do vírus do HIV continuam, pois, cada organismo funciona de uma maneira, e é importante entender de fato como esse vírus pode ser eliminado de vez, para obtermos a cura de um modo geral, para todos.
Para tratar o HIV é necessário o consumo de 3 tipos de medicamentos diferentes diariamente. E nesse quesito já temos um avanço, onde criaram um remédio 3 em 1, do qual junta esses 3 medicamentos em apenas 1 cápsula. Mas infelizmente esse tratamento não elimina o vírus, apenas diminui a carga viral. Porém, quando a pessoa para de tomar os remédios rapidamente o vírus volta a se multiplicar.
Portanto é de extrema importância dar total atenção ao tratamento.
A combinação de cinco antirretrovirais, sal de ouro e nicotinamida tem tido bastantes resultados positivos. Essas substâncias eliminam o vírus que existe no corpo. Existem pesquisas sendo realizadas sobre isso, mas até o momento não foram concretizadas. Apesar de terem eliminado muitos vírus remanescentes, ainda não foi possível eliminar completamente o vírus da HIV.
Em uma pesquisa no Reino Unido, um paciente foi capaz de eliminar completamente o vírus da HIV com uma vacina terapêutica que foi desenvolvida.
Porém outros 49 participantes da pesquisa não tiveram o mesmo resultado, e por isso as pesquisas para entrar uma vacina continuam.
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Em algum momento o tratamento com células tronco também já foi capaz de eliminar o vírus HIV, porém seu procedimento era muito complexo e 1 a cada 5 transplantadores morriam durante o procedimento. Sendo assim, também não obtiveram sucesso na busca da cura.
PEP é um tipo de tratamento onde se usa medicamentos logo após o comportamento de risco, onde a pessoa pode ter sido infectada. Pois nesse início ainda existem poucos vírus, e acreditam que exista a possibilidade de cura mais fácil.
É importante que esse medicamento seja usado horas após a exposição para ter uma melhor eficácia.
Uma outra possível forma de cura é através da terapia genética, onde se modifica a estrutura do vírus presente no corpo, de maneira que sua multiplicação seja impedida.
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CONCLUSÃO
Atualmente a sociedade enfrenta cada vez mais dificuldade para acessar uma informação confiável na internet. Fake News são espalhadas diariamente, e quando se trata de saúde, é necessário ter um cuidado a mais e levar informações certas e confiáveis para as pessoas. O projeto da revista digital possibilita levar a história do HIV, os meios de contágio, a ligação com a Saúde Única, com a Biomedicina e mostrar como está a busca pela cura. O HIV se trata de um vírus altamente resistente do qual continua se contaminando pessoas constantemente. Todo cuidado e prevenção são necessários. A revista digital levará informações que possam conscientizar e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Além de mostrar o trabalho dos biomédicos, que começa desde os exames laboratoriais realizados na prática diária dos laboratórios, o que evidencia que esses profissionais são qualificados para o acompanhamento de seus pacientes portadores do vírus.
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REFERÊNCIAS
BARBALHO, Sérgio (ed.). Biomedicina: um painel sobre o profissional e a profissão. CFBM; CRBB, p. 76, 2009. Disponível em: www.crbm1.gov.br. Acesso em: 13 de maio de 2012. Disponível em:
http://pt.slideshare.net/brunnocamara/biomedicina-um-painel-sobre-o-profissional-e- a-profisso
SILVA, Adriana; NUNES, Cicero; ARAÚJO, Sandyellen; VERAS, Helenicy; O Papel do Biomédico na Saúde Pública. Artigo Acadêmico - Revista Interfaces:
Saúde, Humanas e Tecnologia. Ano 2, V. 2, Número Especial, jun, 2014. Faculdade Leão Sampaio. Disponível em:
http://interfaces.leaosampaio.edu.br/index.php/revista- interfaces/article/view/57 COPPINI, LZC; JESUS, RP; Terapia Nutricional na Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (HIV/AIDS), Autoria: Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral Associação Brasileira de Nutrologia; Associação Médica
Brasileira e Conselho Federal de Medicina/2011. Disponível em:
http://www.projetodiretrizes.org.br/9_volume/terapia_nutricional_na_sindrome_da_im unodeficiencia_adquirida_hiv_aids.
BISCASSE, Juliana; Os avanços nas pesquisas para o desenvolvimento de vacinas terapêuticas contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), (Monografia apresentada a Faculdade de Americana como requisito parcial para obtenção do Título de Biomédico); Americana, 2013. http:// Disponível em:
www.fam.br/acervo/tcc/tcc2013biomedicinajulianaribeirobiscassi.pdf