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Luiz Fernando de Barros Scholz

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Academic year: 2019

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Dissertação apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como exigência parcial para a obtenção do título de MESTRE em Ciências Contábeis e Atuárias, sob a orientação do Prof. Dr. José Roberto Securato.

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Meus mais sinceros agradecimentos ao Prof. Dr. José Roberto Securato, pela orientação no trabalho, pelo conhecimento, visão e incentivo ao longo desse período. Sempre com tempo disponível e uma palavra de incentivo e questionamento. Sua amizade e compreensão foram determinantes para a finalização do projeto.

Não posso deixar de agradecer aos meus professores de mestrado; ao coordenador Prof. Dr. Roberto Fernandes dos Santos, a Prof. Dra. Neusa Maria Bastos Fernandes dos Santos, ao Prof. Dr. Rubens Fama, ao Prof. Dr. Antonio Benedito Silva Oliveira. Meus agradecimentos a CAPES e a PUC4SP pela organização e rapidez em atender às minhas necessidades.

Ao meu fiel companheiro de mestrado de todas as horas e de todos os trabalhos, que nossa amizade iniciada no primeiro dia de aula se prolongue pela vida, Aguinaldo Aparecido Gonçalves, que com seu conhecimento técnico em contabilidade, sua abertura ao aprendizado da via prática tanto acrescentou aos nossos trabalhos. E nós, com o incentivo do Prof. Roberto e da Profª Neusa, tivemos um artigo publicado no XIX Congresso Brasileiro de Custos 2012, com um case real vertido para o artigo apresentado em nossa exposição sobre TOC – Teoria das Restrições.

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Este trabalho tem o título de Estudo das Fontes de Financiamentos Públicas dos Processos ou Projetos de Inovação no Brasil. O foco desta dissertação de mestrado foram as fontes de financiamento públicas existentes no Brasil, sua efetividade e contribuição para o fomento de P&D no país. Teve como objetivo principal o de apresentar algumas das fontes de financiamento para Inovação existentes no Brasil e sua consistência com as definições do Manual de Oslo sobre inovação. Teve ainda o objetivo secundário de analisar os montantes investidos e os valores que estão disponíveis para utilização em pesquisa e desenvolvimento de Inovação Brasil e tecer considerações sobre sua eficácia e eficiência. Para o alcance destes objetivos foram usadas duas técnicas de pesquisa: um modelo de regressão linear, com o objetivo de estabelecer a relação entre investimentos e patentes concedidas, com o objetivo de se estudar a eficiência e a eficácia dos investimentos. Neste contexto verificou4se que os investimentos são eficazes, pois, geram novas patentes, havendo, no entanto, espaço para o aumento de sua eficiência, uma vez que apresentam um prazo de quatro anos para maturação e um R2 de aproximadamente 62%. Ou seja, o R2 mostra que os investimentos explicam muito, mas não explicam tudo o que ocorre para a concessão da patente. Quanto à consistência com o Manual de Oslo, esta foi estudada com uso de técnica de análise de conteúdo e verificou4se que os programas de incentivo e fomento à P&D são moderadamente aderentes ao Manual, com programas que não contemplam inovação em marketing, ou, inovação na forma de reorganização operacional e administrativa.

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their effectiveness and contribution to foster R&D in Brazil. Its main objective was to present some of these existing funding sources for innovation in Brazil and their consistency with what is defined in the Oslo Manual about innovation. A secondary objective was to analyze the invested amounts and the available values to be used in innovation research and development in Brazil and to make considerations on their efficacy and efficiency. Two research techniques were used to meet those objectives. The linear regression model aimed at establishing a relation between investments and granted patents by studying the efficacy and efficiency of the investments. In this context, it was verified that the investments were effective because they have generated new patents, however, there is still space to increase their efficiency since they present a four year term to mature and a R2 of approximately 62%. This means, R2 shows that the investments explain a lot, but not all that occurs to grant the patent. The content analysis technique was used to study the consistency with the Oslo Manual. It was observed that incentive and fostering programs of R&D are adherent moderately to the Manual. There were no programs that contemplated innovation in marketing or in the operational and administrative reorganization form.

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Figura 1 4 Vendas de veículos flex x consumo de combustível ... 65

Figura 2 4 Gráfico das campeãs nacionais – Investimentos do BNDES ... 67

Figura 3 4 Tamanho da cultura da soja no Brasil... 71

Figura 4 4 Investimentos farmacêuticos nos BRIC e no Brasil ... 80

Figura 5 –Avaliação realizada pela prova ABC – Alfabetização das crianças ... 86

Figura 6 4 Ranking internacional das universidades – colocação das universidades brasileiras... 94

Figura 7 4 Verbas para Defesa Brasileira – Forças Armadas ... 105

Figura 8 4 Participação de diferentes produtos – intensidade tecnológica Exportações... 110

Figura 9 4 Exportações e importações brasileiras – jan./abr. 2012 42013 ... 112

Figura 10 4 Grau de industrialização por grupo de países ... 113

Figura 11 4 Os maiores em inovação no mundo... 114

Figura 12 4 Participação da indústria na transformação do PIB ... 115

Figura 13 4 Balança comercial brasileira – Indústria eletroeletrônica e celulares... 116

Figura 14 4 Empresas Habilitadas a usufruir de incentivo – Investimentos realizados em P&D ... 117

Figura 15 4 Demonstrativo 4 P&D – Pesquisa e desenvolvimento ... 133

Figura 16 4 Organograma do MCTI ... 144

Figura 17 4 Institutos de Pesquisas utilizados na política de desenvolvimento da inovação pelo MCTI ... 148

Figura 18 4 Dispêndio nacional em C&T em relação ao PIB 4 2000 a 2011... 153

Figura 19 4 Demanda e atendimento – Bolsas no País – USP... 177

Figura 20 4 Demanda e atendimento – Bolsas no exterior por área de conhecimento ... 178

Figura 21 4 Demanda e atendimento – Bolsas no país por região ... 179

Figura 22 4 Mudança de porte das empresas subvencionadas ... 186

Figura 23 4 Fluxograma análise de projetos – Inova Energia – Finep – BNDES – Aneel ... 195

Figura 24 4 Investidores Inovar ... 204

Figura 25 4 Relação de fundos de venture capital 4 Finep 42013... 205

Figura 26 4 Perfil – Fundos investidos e aprovados 4 Finep 42013... 211

Figura 27 4 Estágio de vida dos fundos – Finep 42013... 212

Figura 28 4 Instituições participaram das Bancas dos Fundos 4 Finep 42013... 213

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Figura 32 4 Recursos do FNDCT X Orçamento aprovado 2007 – 2011 ... 222

Figura 33 4 Distribuição de bolsas de estudo – Capes... 231

Figura 34 4 Distribuição de bolsas Capes por áreas ... 234

Figura 35 4 Demonstrativo do prazo médio de respostas ao projetos Fapesp ... 239

Figura 36 4 Demonstrativo de crescimento dos pedidos de patentes... 265

Figura 37 4 Recursos investidos com empresas que depositaram patentes ... 267

Figura 38 4 Depósito de patente por países 4 Residentes e não residentes ... 268

Figura 39 4 Relação entre patentes depositadas e o total de investimentos público e privados transcorridos quatro anos do investimento... 279

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Quadro 2 – Correlação entre patentes depositadas e total de investimentos públicos

e privados do ano ... 278 Quadro 3 4 Correlação entre total de patentes depositadas e o total de investimentos

públicos e privados de quatro anos passados... 278 Quadro 4 4 Estudo de regressão considerando as variáveis: total de patentes

depositadas por residentes e não residentes e total de investimentos

públicos e privados, dado um intervalo de quatro anos... 279 Quadro 5 4 Correlação entre o número de patentes concedidas e o total de

investimentos público e privado após quatro anos transcorridos ... 280 Quadro 6 4 Modelo de regressão para s variáveis total de patentes concedidas

(variável dependente) e total de investimentos público e privado

(variável independente) ... 281 Quadro 7 4 Correlação entre total de patentes concedidas a residentes e não residentes

e o total de investimentos público e privado, transcorridos

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Tabela 3 4 Dispêndio em C&T / MCT&I – percentagem do PIB... 150

Tabela 4 4 Dispêndio em C&T em relação ao PIB 4 2000 a 2011... 151

Tabela 5 – Dispêndio em C&T em R$ 4 200042011... 154

Tabela 6 4 Dispêndio em C&T em relação ao total C&T – 200042011 ... 156

Tabela 7 4 Dispêndio em C&T em % do PIB – 20004 2011... 156

Tabela 8 4 Dispêndio em C&T aplicados pelo MCT&I por unidade – 200042010 ... 158

Tabela 9 4 Execução orçamentária do MCTI por grupo de despesa – 200042010 ... 160

Tabela 10 4 Execução orçamentária do MCTI por unidade e grupo de despesa – 200042010... 161

Tabela 11 4 Dispêndio federal em P&D por objetivo socioeconômico – 200042010... 162

Tabela 121 4 Comparação dos gastos de P&D com o PIB – 200042010... 164

Tabela 13 4 Valor da renúncia fiscal do governo federal – leis de incentivo P&D 4 199042013... 165

Tabela 14 4 Renúncia fiscal do investimento em P&D – 2011 ... 166

Tabela 15 4 Renúncia fiscal em P&D por setor em 2011 ... 167

Tabela 16 4 Renúncia fiscal em P&D por setor – 200642011... 168

Tabela 17 4 Plano plurianual 4 Ações finalistas executadas pelo CNPq – 2012... 174

Tabela 18 4 Plano plurianual 4 Ações administrativas executadas pelo CNPq – 2012... 175

Tabela 19 4 Bolsa de estudos – Fundos setoriais – CNPq – ano 2012 ... 176

Tabela 20 4 Bolsas no país – CNPq – ano 2013 ... 181

Tabela 21 4 Projetos de subvenção econômica 4 Editais 2006 42007 e 2009 ... 185

Tabela 22 4 Recursos disponibilizados Inova Aerodefesa – Finep – BNDES... 191

Tabela 23 4 Recursos disponibilizados Inova Agro – Finep – BNDES ... 193

Tabela 24 4 Disponibilidade de recursos Inova Energia... 197

Tabela 25 4 Disponibilidade de recursos Inova Petro... 199

Tabela 26 4 Disponibilidade de recursos Inova Saúde ... 201

Tabela 27 – Empresas contempladas com recursos do fundo – Finep – 2013 ... 214

Tabela 28 4 Evolução da arrecadação 2007 – 2011 – FNDCT ... 222

Tabela 29 4 Operações contratadas – FNDCT... 223

Tabela 30 4 Projetos empenhados em 2011 – FNDCT... 224

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Tabela 34 4 Demonstrativo de arrecadação orçamento e execução – Jan. a dez. 2012 –

FNDCT ... 228

Tabela 35 4 Demonstrativo de arrecadação orçamento Ações – Jan. a dez. 2012 – FNDCT ... 229

Tabela 36 4 Demonstrativo de despesas – Capes 2012... 234

Tabela 37 4 Demonstrativo de despesas – Capes 2013... 232

Tabela 38 4 Demonstrativo de despesas discriminadas – 2012 – Capes ... 233

Tabela 39 4 Demonstrativo bolsas da Fapesp – ano 2012 ... 238

Tabela 40 4 Demonstrativo receitas Fapesp – 2000 – 2013... 239

Tabela 41 4 Programas de Recursos PAISS – Finep / BNDES ... 244

Tabela 42 4 Programas de Recursos Inova Aerodefesa – Finep / BNDES... 244

Tabela 43 4 Programas de recursos Inova Agro – Finep / BNDES ... 245

Tabela 44 4 Programas de recursos Inova Energia – Finep / BNDES ... 245

Tabela 45 4 Programas de recursos Inova Petro – Finep / BNDES ... 246

Tabela 46 4 Programas de recursos Inova Saúde – Finep / BNDES... 246

Tabela 47 4 Análise de conteúdo 4 Manual de Oslo – Premissas ... 260

Tabela 48 4 Demonstrativos variáveis – Dependentes x Independentes ... 265

Tabela 49 4 Pedidos de concessões de patentes de invenção junto ao USPTO – 200042010... 269

Tabela 50 4 Depósito de patente por países – Pedidos – Concessões 4199942012 ... 270

Tabela 51 4 Depósito de patente por países – 199942010... 272

Tabela 52 4 Dispêndios nacionais com P&D em relação ao PIB 4200042011... 2735

Tabela 53 4 Distribuição da % dos gastos em P&D segundo financiamento – 200042011... 275

Tabela 54 4 Dados patetes – Estudo de regressão... 277

Tabela 55 4 Verificação da eficiência do modelo ... 283

Tabela 56 4 Análise de conteúdo PAISS ... 284

Tabela 57 4 Análise de conteúdo Inova – Aerodefesa ... 287

Tabela 58 4 Análise de conteúdo Inova – Agro ... 289

Tabela 59 4 Análise de conteúdo Inova – Energia... 291

Tabela 60 4 Análise de conteúdo Inova – Petro... 293

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ABC Academia Brasileira de Ciências

Abeam Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo ADENE Agência de Desenvolvimento do Nordeste

AEB Agência Espacial Brasileira

AFRMM Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante

AMX Avião de Ataque produzido em consorcio Itália – Brasil – Embraer Ascap Assessoria de Captação de Recursos do MCTI

BCE Banco Central Europeu

BID Banco Interamericano de Desenvolvimento

BIR Banco Mundial indústrias de baixa e média tecnologia BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDESPAR Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –

Participações

BRIC + AS Brasil, Rússia, Índia, China mais África do Sul BRIC Brasil, Rússia, Índia e China

BTM Indústrias de Baixa e Média Tecnologia C&T Ciência e Tecnologia

Cacex Câmara do Comércio Exterior

Capes Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CCT Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia

Cebrap Centro Brasileiro de Análise e Planejamento CEGH Centro de Estudos do Genoma Humano CEIS Complexo Econômico e Industrial da Saúde Cemig Companhia Energética de Minas Gerais Cenpes Centro de Pesquisa e Desenvolvimento

Cepal Comissão Econômica para América Latina e Caribe CESP Centrais Elétricas de São Paulo

CGEE Centro de Gestão e Estudos Estratégicos

CIDE Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CLA Centro de lançamento de Alcântara

CNEN Comissão Nacional de Energia Nuclear

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Copersucar Cooperativa de Produtores de Cana4de4Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo

CSN Companhia Siderúrgica Nacional CT&I Ciência, Tecnologia e Informação CTC Centro de Tecnologia Canavieira

DKV4Vemag Cópia de modelo de carro produzido pela Auto Union da Alemanha no Brasil

EDS Embraer Defesa e Segurança

EED Empresas Estratégicas de Defesa – Brasil

EL Empresa Líder

EM Empresas Multinacionais

Embrapa Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária END Estratégia Nacional de Defesa – Brasil

EP Empresa Parceira

ESQ Escola Superior de Guerra

EU União Europeia

EUA Estados Unidos da América

Eurostat European Statistical System

Eximbank Agência Governamental Americana de Fomento

FAO Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura FBCF Formação Bruta de Capital Fixo

FDTE Fundação de Desenvolvimento Tecnológico em Engenharia FEA Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – USP FFM Fundação da Faculdade de Medicina

FIA Fundação Instituto de Administração Finep Financiadora de Estudos e Projetos

FIPE Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas

Fipecafi Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras FMI Fundo Monetário Internacional

FMM Fundo de Marinha Mercante

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Funtec Fundo de Desenvolvimento Tecnológico

Geace Grupo Executivo da Aplicação de Computadores Eletrônicos Geicon Grupo Executivo da Indústria de Construção Naval

GTDN Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste GTI Grupo de Trabalho Interministerial

Ibict Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia IMPA Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada

INB Indústrias Nucleares Brasileiras Incor Instituto do Coração

INPA Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INSS Instituto Nacional de Seguro Social INSS Instituto Nacional de Seguro Social INSS Instituto Nacional de Seguro Social

IPCC Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

ISEB Instituto Superior de Estudos Brasileiro ITA Instituto Tecnológico de Aeronáutica

JK Juscelino Kubitschek

LAME Laboratório de Automação da Montagem Estrutural de Aeronaves LPI Lei de Propriedade Industrial

MCTI Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

MEC Ministério da Educação

MI Ministério da Integração Nacional Nuclep Nuclebrás Equipamentos Pesados

OCDE Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico OICA International Organization of Motor Vehicle Manufactures OMC Organização Mundial do Comércio

OPEP Organização dos Países Exportadores de Petroléo P&D Pesquisa e Desenvolvimento

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PCB Partido Comunista Brasileiro PCN Programas de Construção Naval

PDP Parceria de Desenvolvimento Produtivo PECN Plano de Emergência de Construção Naval

PGH Projeto Genoma Humano pequenas e médias empresas PIS Programa de Integração Social

PITCE Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior

PME Pequenas e médias Empresas

PN Plano de Negócios

Previ Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil Proálcool Programa Nacional do Álcool

Proer Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional

Pro4renova Programa de Apoio à renovação e implantação de novos canaviais PTB Partido Trabalhista Brasileiro

Radam Projeto Radar na Amazônia

Redit Regime Especial Tributário do Setor de Defesa

REX Robotic Exoskeleton

ROB Receita Operacional Bruta

Sebrae Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Senac Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial

Senai Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SESC Serviço Social do Comércio

SESI Serviço Social da Indústria

Sisfron Sistema de Monitoramento das Fronteiras Brasileiras

SISTEL Fundação Sistel de Seguridade Social – Fundo de Previdência do Sistema Telebrás SNA 4

SNA Sistema de Contas Nacionais – sigla em inglês Sistemas S Sesc, Senai, Sesi, Senac e Sebrae

SNBR Submarino Nuclear Brasileiro

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SUS Serviço Único de Saúde

TIC Tecnologias da Informação e Comunicação TPB Toneladas de Porte Bruto tecnologia TPP Tecnologia em Produto e em Processo

UDN União Democrática Nacional

UFMG Universidade Federal Minas Gerais UFRJ Universidade Federal do Rio de janeiro Unicamp Universidade Estadual de Campinas

Unrra United Nations Relief and Rehabiltation Administration URAP University Ranking by Academic Performance

USP Universidade São Paulo

UTA Unidade por Tipo de Atividade

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1 INTRODUÇÃO... 1

1.1 Situações do Problema... 14

1.2 Objetivo do Trabalho... 12

1.2.1 Situação4problema e questão de pesquisa ... 13

1.3 Metodologia de Pesquisa ... 13

1.4 Justificativas do Trabalho... 14

1.5 Descrição dos Capítulos ... 16

2 REVISÃO DE LITERATURA ... 17

2.1 Inovação e Economia... 17

2.2 Economia e Inovação no Brasil ... 19

2.3 Manual de Oslo... 118

2.4 Vertentes Teóricas – Tipos de Inovação... 131

2.5 Empreendorismo... 136

2.6 Finanças ... 139

2.7 Fontes de Financiamento de Inovação no Brasil ... 142

2.7.1 Fontes públicas – MCT&I155 ... 142

2.7.2 Conselho Nacional de Desenvolvimeno Científico e Tecnológrico – CNPq... 168

2.7.3 Financiadora de Estudos e Projetos – Finep... 183

2.7.4 Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT... 218

2.7.5 Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes... 230

2.7.6 Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp... 235

2.7.7 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES ... 239

2.8 Fontes Privadas... 247

2.9 Fontes Internacionais... 249

3 DESCRIÇÃO DA PESQUISA... 257

3.1 Introdução 4 Pesquisa Qualitativa e Quantitativa ... 257

3.2 Análise de Conteúdo... 257

3.2.1 Categorias extraídas para parâmetros do Manual de Oslo ... 259

3.3 Estudo de Regressão... 263

3.3.1 Definição de regressão... 264

3.3.2 Descritivo da amostra ... 264

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4.2 Análise de Conteúdo Aplicado ... 283

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 297

REFERÊNCIAS ... 302

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*5* 6 78 9! :

Num mundo globalizado onde o grau de importância é medido pelo poder econômico, traduzido em seu PIB e com a capacidade do país em gerar riquezas – receitas de exportação – é classificada em produtos e serviços de alto valor agregado, em função de altos investimentos em educação e inovação ou na exploração dos recursos físicos de seus territórios, matérias4 primas de valor determinado pelo mercado, as commodities. Nesse contexto das transações comerciais, a invenção não resulta em ganho monetário, mas a inovação sim com parâmetros do Manual de Oslo (OCDE, 2007), em que Produto, Processo, Marketing e Estrutura Organizacional são agentes das inovações e do aumento de valor agregado nas transações mundiais. As patentes protegem os investimentos em P&D por um período de tempo e com a patente vencida em domínio público, a inovação multiplica4se pelos países periféricos que não investem em inovação, mas em cópias que são consideradas inovação. Medicamentos genéricos em países em desenvolvimento e com recursos públicos subvencionados são inovação.

As transações globais envolvem a compra e venda. O comércio mundial, onde os !

utilizam formas visando obter e manter a preferência dos produtores internos, com o pleno emprego e com uma exportação que mantenha a balança de pagamentos superavitária, produtos e serviços com alta tecnologia, inovação e alto valor agregado, se diferenciando dos outros países.

Nesta disputa por receitas, por domínio, a população crescente, isso ocorre nos países em via de desenvolvimento, mais conhecidos como os BRIC´S e com os restantes de países que não fazem parte dos desenvolvidos (G410), mas com as necessidades e as demandas mundiais. Como não utilizar um medicamento de última geração num paciente africano? A globalização

da propaganda, das empresas multinacionais, dos produtos comercializados não está mais restrita aos territórios nacionais. A balança de pagamento dos países e sua geração de riqueza são impactadas pela diferença entre exportar commodities e importar produtos de alto valor agregado; o câmbio do Real em relação ao Dólar expressa os aspectos macroprudenciais das discrepantes economias que atuam no mercado global.

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interligado e volátil; com taxas negativas e investidores ávidos por remunerar seu capital. Sem os limites físicos e com os mercados globais acessíveis, a busca desenfreada por ganhos aumentam os riscos, que mesmo com todos os mecanismos financeiros de defesa, nas mais diversas operações em diferentes países, são contaminados ocasionando grandes perdas, multiplicando a insegurança e resultando em novas crises.

Outro ponto importante e que resulta no presente e no futuro é como manter o desenvolvimento gerando riqueza e renda nos países não entrando em competição de produtos e serviços commoditizados. A inovação é responsável por manter o de produtos e serviços com valor agregado à importância do país e, principalmente, aos valores financeiros, advindos de pesquisas e novas patentes que são desejos e necessidades da população mundial. Friedeman (2013a), observa que ficou perplexo com o discurso sobre o Estado da União de Barack Obama, propondo um investimento de US$ 1 bilhão para construir uma nova Rede Nacional para a Inovação Industrial e estimular a produção de alta tecnologia nos EUA. Friedman explicita a dificuldade do presidente em conseguir no Congresso a aprovação do financiamento e na plateia ouvindo o discurso do presidente, Tim Cook, presidente executivo da Apple, que tem no caixa US$ 137 bilhões. As muitas incertezas econômicas fazem com que Apple não invista seus recursos. Friedman também sinaliza o ambiente fiscal dos EUA, a economia poderia estar em outra situação se a Apple e muitas outras empresas não estivessem com recursos parados por falta de perspectivas e confiança no futuro. São as empresas mais dinâmicas do mundo. Não precisam do governo para ajudá4las a inovar. A remuneração dos recursos parados ou investidos em " é irrisória se comparada aos investimentos na comercialização da linha de produtos da Apple e em investimentos em novos produtos – P&D, para continuar a ter o sucesso e rentabilidade atual.

A inovação faz parte do nosso tempo e é imprescindível para a perpetuação da vida em nosso planeta; necessita de recursos econômicos e humanos para pesquisa e descoberta de novos conhecimentos que possam ser utilizados em todos os campos relacionados com a vida humana e a vida no planeta Terra, que são parte do universo sistêmico; sendo a vida frágil, com as alterações e o desequilíbrio no sistema, o contínuo processo de desgaste de seus subsistemas: com mais habitantes, maior uso de recursos que resultam em maiores esforços de regeneração dos recursos do sistema do planeta, que mantém a vida, conforme as pesquisas e estudos, segundo o último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

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sustentável, igualdade social4econômica e manutenção do planeta – menor impacto pelo aquecimento global e permitir a recomposição do Planeta. As certezas e as diferenças entre ricos e pobres não terão importância com a saturação do sistema terrestre e com o fato da capacidade de processamento já ter ultrapassado duas vezes e meia a capacidade plena do planeta em sustentar a vida com as condições que os seres humanos necessitam para viver. Os EUA e outros países desenvolvidos, ainda acham o aquecimento global uma ficção, apesar de todos os estudos e pesquisas científicas que resultaram nessa constatação, mas acreditam que são feitos por pessoas que fazem parte do partido verde.

O mundo globalizado não permite mais produtos e serviços defasados, que comprometem o meio ambiente, assim como funcionários encarregados de produzi4los e os meios de produção. Os equipamentos, os # $ e as tecnologias utilizadas são produtos de altos investimentos em P&D – pesquisa e desenvolvimento – com profissionais de ponta e com tecnologias que, muitas vezes em virtude do custo, da mudança de paradigmas e da capacitação de pessoal, terão que esperar para serem utilizadas na linha de produção da moderna fábrica . Não precisamos ir muito longe para constatar o desenvolvimento humano em várias áreas da vida. Antes o ser humano deixava de viver por uma infecção ou ferimento. O desenvolvimento cientifico aumentou a sobrevivência da espécie humana, em anos: muitas doenças foram erradicadas e outras tornadas crônicas. A forma de vida no planeta e as transformações se sucedem.

Embora todas estas mudanças ocorridas com a globalização dos mercados tenham sido benéficas em seus fluxos comerciais e na transação de recursos, muitos historiadores e economistas analisam suas ocorrências em períodos passados e suas atuações cíclicas durante a história; tendo seus pontos positivos e negativos que Greenspan (2008, p. 351) resume bem:

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arrancadas da pobreza de subsistência. Outras centenas de milhões estão experimentando agora níveis de afluência de que as pessoas nascidas em países desenvolvidos desfrutaram durante toda a vida.

Por outro lado, o aumento da concentração de renda que tem acompanhado a globalização reavivou a batalha entre as culturas do bem4estar social e do capitalismo – conflito que muita gente supôs ter acabado de uma vez por todas, depois da desgraça do planejamento central. Também a ameaça do terrorismo paira sobre a sociedade, pondo em risco o império da lei e, em consequência, a prosperidade da humanidade. Encontra4se em curso um debate mundial sobre o futuro da globalização e do capitalismo, cujo desfecho definirá as características do mercado global e nosso estilo de vida nas próximas décadas.

A história nos adverte de que a globalização é reversível. Podemos perder muito dos ganhos históricos do último quarto de século. As barreiras ao intercâmbio e ao comércio, que desabaram depois da Segunda Guerra Mundial podem ser reconstruídas, mas não sem consequências semelhantes às decorrentes do crash do mercado de ações de 1929.

Tenho duas preocupações quanto à nossa capacidade de preservar o impulso do recente progresso material do mundo. A primeira é o recrudescimento da concentração de renda, com a intensidade crescente, ameaçando a harmonia e a estabilidade das sociedades democráticas. Receio que essa desigualdade venha a desencadear retrocessos talvez convenientes, sob o ponto de vista político, mas, sem dúvida, destrutivos, sob o ponto de vista econômico. A segunda é o impacto da inevitável desaceleração do processo de globalização em si, capaz de reduzir o crescimento mundial e comprometer a ampla aceitação do capitalismo, que se seguiu ao colapso da União Soviética. As pessoas se ajustam com rapidez a padrões de vida mais altos e, caso o progresso se torne mais lento, sentem4se destituídas e buscam novas explicações ou novas lideranças. Ironicamente, o capitalismo hoje parece

desfrutar de maior prestígio em muitas partes do mundo em

desenvolvimento, que vêm experimentando crescimento acelerado – China, parte da Índia e quase toda a Europa Oriental – que em seu próprio berço – a Europa Ocidental, onde o crescimento tem sido mais lento.

Mundo ‘plenamente globalizado’ é aquele em que a produção, o comércio e as finanças não sofrem restrições e são impulsionadas pela busca do lucro e pela assunção de riscos, de maneira totalmente indiferente às distâncias e às fronteiras nacionais. Essa situação jamais será atingida. A aversão ao risco, inerente a natureza humana, e o viés doméstico, manifestação dessa repulsa, significam que a globalização tem limites. A liberalização do comércio nas décadas recentes acarretou importante redução das barreiras à livre movimentação de bens, serviços e fluxo de capital. “Porém a continuidade do progresso será cada vez mais difícil, conforme demonstrou o impasse na rodada de Doha de negociações comerciais”.

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matérias4primas servem como componentes para os produtos e serviços fabricados pelos países que investem em conhecimento e pesquisa, e resultam em bens e serviços com grande teor de inovação e muitas vezes revolucionários, com geração de riqueza sem concorrentes, sem fixação de valores de comercialização e com os ! e patentes preservados aos detentores da inovação ou do % $ $. Os investimentos em educação e nos projetos definidos com recursos em varias áreas das ciências e da vida resultam em conhecimentos e aplicações no mercado global.

Este intenso comércio opera e possibilita um mercado global, via Web, com compras, pagamentos e transações financeiras online, operando 24 horas. Os mercados financeiros globais, com operações locais, mas linkados ao mundo são impactados pelos fatos globais diários e atualizados com esta interação planetária. As opções de aplicações financeiras são diversificadas – ao gosto do investidor – ou à mercê do banco ou analista que busca disseminar o ativo, se possível com alto retorno e com bônus por performance; os riscos são os dos ativos em relação aos acontecimentos e aos cenários instáveis, os locais onde são emitidos e transacionados e os fatos que impactam este ativo diretamente, e ao mercado financeiro global. Greenspan (2008) comenta que o & &

& # . O sistema financeiro eficaz é o que

converge os recursos – poupanças do mundo – para o financiamento dos investimentos do capital que resultarão em bens e serviços mais apreciados e valorizados pelos consumidores no mundo globalizado, independente das fronteiras físicas.

Todas estas poupanças mundiais sem rostos e nacionalidades, designadas e nomeadas por fundos que buscam ganhos reais acima da taxa básica sem risco, não têm caráter benemérito e ajudam a diferentes povos e países, mas buscando retorno sobre as aplicações. Greenspan (2008) constata que toda esta ampla oferta de capital foi reduzida para as empresas. O rendimento, com prazo de dez anos, paradigma tradicional de taxas de juros mundiais, vem apresentando tendência declinante dede 1981. Já havia diminuído em 50%, na ocasião da queda do Muro de Berlim, e de novo caiu outra metade, em meados de 2003.

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Questões que devem ser respondidas e que necessitam de várias premissas e alternativas em que não basta só o recurso ou a vontade de inovar, mas o planejamento e a estrutura desse formato de desenvolvimento baseado na inovação, na P&D e em políticas de C&T com mecanismos e fontes de recursos que gerem e multipliquem a inovação, permitindo aos cidadãos conceberem novos inventos que gerem inovação, com novas empresas, empregos e geração de riqueza.

Os países ricos em jazidas de minérios, carvão e petróleo são desenvolvidos? Os países árabes têm desenvolvido tecnologias e inovação traduzido em patentes, com os recursos advindos da exploração do petróleo? As verdades e certezas que fazem com que as comunidades sobrevivam e prosperem mudam com a história. As obras de ficção em tempos passados são realidade hoje. Um mundo conectado, operando 24 horas, com necessidade de preservação do meio ambiente para que os seres possam existir. A certeza traduzida em desenvolvimento e riqueza hoje pode não se manter no futuro; podemos utilizar como exemplo as empresas que inovaram, geraram riqueza tornaram4se líderes, com grande importância e ao não perpetuarem o processo de inovação perderam a importância e entraram em falência, deixaram de existir. Ou as empresas que tiveram muitas invenções e que não resultaram em produtos ou serviços gerando novos negócios e adicionando resultados financeiros – o sentido econômico da inovação. Empresas com patentes, não continuaram inovando e faliram. O sucesso hoje não é certeza de sucesso amanhã, na moderna economia o que permite sobreviver e crescer é o continuo investimento em P&D, que resultem em inovação em Produto, Processo, Marketing e Organização, de acordo com o Manual de Oslo (OCDE, 2007).

Podemos citar três distintos casos que utilizaram a inovação para gerar riqueza e remunerar o capital investido dos investidores, dos fundos, dos proprietários e dos funcionários. Com o estado agindo nas fontes de financiamentos públicos em vários programas e agencias, com subvenção. Países, agentes do progresso e do desenvolvimento em busca de um novo , com crescimento do PIB e sendo inovadores. São eles:

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A reorganização dos negócios, objetiva reforçar a liquidez nos EUA e no exterior, com ganhos com questões de propriedade intelectual, lidar com passivos e permitir que a empresa se concentre em seus negócios mais valiosos; com sede em Rochester, NY, obteve uma linha de crédito de US$ 950 milhões com o Citigroup, e a expectativa é de que a reestruturação seja concluída até 2013. Atualmente, documentos indicam que a Kodak possui US$ 5,1 bilhões em ativos e US$ 6,7 bilhões em passivos com vencimentos em setembro deste ano.

Inventora da câmara portátil, a Kodak acabou ficando para trás depois do advento das máquinas digitais, inventadas por eles próprios, nos anos 70. Poderia ter revolucionado o mercado com o lançamento da câmera digital em 1992, optou pela manutenção das películas, para manter a liderança no mercado de filmes fotográficos; os hoje esquecidos ‘tubinhos’ geravam bilhões em lucros. Quando decidiu entrar no mercado digital, já estava em defasagem; a situação foi agravada com a chegada dos celulares que tiram fotografias.

Hoje a empresa se concentra em outras áreas, como a fabricação de impressoras para imagens. A Kodak tem um catálogo de mais de 1,1 mil patentes que são usadas em aparelhos de gigantes da tecnologia como a Apple e a Samsung, que lideram os mercados de celulares e . As duas estão sendo processadas pela empresa, que espera receber milhões com as ações judiciais, recursos a serem direcionados para liquidar a situação pré4falimentar.

A derrocada foi um processo longo, com o valor de mercado declinando de US$ 31 bilhões para US$ 150 milhões em 15 anos. Uma história, com a primeira câmera fabricada por George Eastman, 1888, a Kodak foi por anos o símbolo do futuro e da inovação. A primeira câmera digital foi criada pela primeira vez em 1975, mas foi lançada no mercado pelas mãos de outras empresas, vinte anos mais tarde, em 1995. O que faz uma empresa inventar, mas não inovar? A Kodak tinha recursos definidos para P&D, tanto que inventou a câmera digital, mas não inovou ao lança4la no mercado continuando a exercer sua folgada liderança no segmento. Os erros e equívocos são gerais, não poupando empresas lideres e as demais participantes, inovadoras ou ultrapassadas.

ii) Apple ou seu fundador e principal executivo e idealizador – Steve Jobs – que conforme Kahney (2008), usou seus dons e talentos naturais para recriar a Apple. Fundiu tecnologia com , marcas e moda. A Apple está mais longe de um fabricante de computadores meio nerd e mais próxima de uma multinacional impulsionada pelo valor de sua marca, como a Nike ou a Sony: uma mistura única de tecnologia" e % .

Seu desejo de construir uma experiência completa do consumidor assegura que a '

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Bonamos (2012) que escreveu o livro ! # ( ) – empresa que foi inovadora e ao longo do tempo perdeu seu criador e acabou falida –, compara a Polaroid com a ' de Jobs, e se declara otimista a respeito do futuro da empresa, não achando que a Apple vai seguir o caminho da empresa de fotografias instantâneas. As invenções e inovações dependiam de Land – inventor da Polaroid – o que não é o caso da ' : “Jobs era um excelente designer industrial e publicitário, mas ele não inventou o MP3 ! ”. Ele inventou maneiras melhores de comprar música e redesenhou o aparelho, gerando um produto fácil de usar e com belo . Para fazê4lo, sistematizou tecnologias já existentes, não criadas pela

' (VIDEIRA, 2010).

A' e seu principal executivo e mentor, Steve Jobs é um exemplo de empresa que inova, ou melhor, transforma invenções existentes em inovação, que geram recursos e podem mudar a estrutura da empresa e seu tamanho medido por receita. O caso do ( , a empresa não tinha experiência em telefones celulares e desenvolveu um telefone de última geração, com novas funções, um designer diferenciado que fez com que a participação deste produto represente 2/3 das receitas totais da empresa. O ( transformou o mercado e fez com que as grandes fabricantes perdessem mercado e tivessem que buscar inovar em novos aparelhos, com características iguais ao produto recém lançado; tornado4se objeto de desejo dos consumidores com suas facilidades e aplicativos. Os novos consumidores tornam4se cliente e acabam mantendo uma fidelidade a marca que é sinônimo de inovação e modernidade, com o emprego de toda a linha de produtos e suas compatibilidades. Ser usuário da ' é ser antenado com a modernidade e atualização.

iii) Gleick (2011) menciona a transformação que o* realizou na forma como as pessoas buscam a informação e obtém o conhecimento, sabem sobre os outros e descobrem informações, sempre foi uma forma importante no funcionamento do conhecimento humano, e essa tecnologia foi incrivelmente aprimorada. Não surpreende que haja confusão sobre o papel especifico do* nesse processo – e também um medo cada vez maior em relação ao seu poder e às suas intenções num mundo digital com pouco controle e com total visibilidade e perda de privacidade.

Em pouco mais de 10 anos, o* tornou4se uma marca maior que a Coca4Cola e a GE; criou riqueza mais rapidamente do que qualquer outra empresa na história; domina a economia da informação. O * tem muitos segredos, mas os principais ingredientes do seu sucesso não foram secretos, e a história da empresa é motivo de muitos livros.

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Na matéria, Gleick (2011) cita Levy (+ ( , 4 ainda não publicado no Brasil2), que registrou algumas conversas provocantes – ainda que pouco consciente – como esta de 2004 na qual os criadores debatem suas esperanças para o* :

“O serviço será incluído no cérebro das pessoas’, disse Page. ‘Quando pensarmos em alguma coisa a respeito da qual não sabemos muito, receberemos automaticamente as informações’. ‘É verdade’, disse Brin. ‘No limite, enxergo o Google como uma maneira de aprimorar o cérebro com o conhecimento de todos. Atualmente, temos de digitar uma frase no computador, mas podemos imaginar que isso será mais fácil no futuro, quando haverá dispositivos que ativaremos somente com a voz ou, quem sabe computadores que prestem atenção àquilo que ocorre perto deles’.’Teremos finalmente um implante, possibilitando que, ao pensar numa informação ou fato, esse equipamento simplesmente nos traga a resposta’, completa Page”.

Continuamos utilizando as informações de Gleick (2011), para ajudar a descrever este fenômeno e exemplo citado de inovação, em um universo com muitos concorrentes; em 2004 o Google tinha cinco anos de idade, já valia US$ 25 bilhões e recebia 85% das buscas feitas na internet. A maior dentro de todas as suas invenções foi o algoritmo chamado( %, é uma daquelas ideias que parecem óbvias depois de concebidas. Ainda recente o ramo das buscas na internet, já assumia rígidas formas de ortodoxia. A principal tarefa de um buscador era compilar um índice, e as pessoas pensaram nas tecnologias já existentes para organizar as informações, que eram encontradas nas enciclopédias e dicionários. Elas perceberam que a ordem alfabética perderia sua importância, mas demoraram a perceber o quanto o seu alvo – a internet – era dinâmico. Mesmo depois de Page e Brin acenderem a luz, a maioria das empresas continuou sem ver nada.

A internet tinha entrado na sua primeira fase explosiva e, se havia algo que todos sabiam, era que o segredo para ganhar dinheiro estava em atrair e reter os usuários. O quanto o* já transformou completamente a economia da informação é algo que ainda não foi completamente compreendido. A mercadoria da economia da informação não é a informação; é a atenção. Essas commodities são inversamente proporcionais. Quando a informação é barata, a atenção se torna cara. Atenção é aquilo que nós, usuários, concedemos ao Google, e a nossa atenção é aquilo que o* vende – concentrada, focada e cristalizada.

O ramo do * não é o das buscas, e sim o dos anúncios. Mais de 96% do seu lucro de US$ 29 bilhões no ano passado veio diretamente de publicidade, e a maior parte do restante

2

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veio de serviços relacionados à publicidade. O* ganha mais com a publicidade do que todos os jornais americanos juntos.

Vaidhyanathan (2011), estudioso da mídia da Universidade da Virgínia, que explicita em seu livro A* & -suas preocupações e pontos com a perda de privacidade do buscador e expõe o porquê devemos nos preocupar: “Não somos os fregueses do * ; somos o seu produto. Nós – as nossas preferências, predileções e gostos – somos aquilo que o Google vende aos seus anunciante”; enxergando uma forma de exploração: “A &

de tudo corresponde à coleta, cópia, agregação e posicionamento ranqueado de informação a respeito de – e contribuições feitas por – cada um de nós”.

Gleick (2011), cita Chris Anderson, editor de Wired Magazine: “O * conquistou o mundo da publicidade sem usar nada além da matemática aplicada”.

Grando (2012) fala de seguir mantendo a atualidade na inovação e as receitas da empresa e seus investimentos em P&D não estiverem de acordo com o futuro previsto, adquira tecnologia, compre empresas, invista em projetos e relata o Google que em 2005, comprou uma muito pequena, tão ínfima que seu valor não foi revelado. Essa pequena aposta chama4se ' , que é uma das grandes plataformas de negócios do Google, com valor estimado de US$ 2 bilhões, líder de mercado de e chegou a ter mais de 60% de participação, será que esta aposta esta ao acaso da sorte? Quem vive no e investe em P&D e nos futuros cenários, busca manter4se atualizado e apostar no futuro com novas tecnologias que serão inovadas e gerarão recursos financeiros, mantendo o nome da empresa e ampliando a área de atuação (TERENZZO, 2012).

Comprar tecnologias e inovar ou investir em P&D, obter patentes de produtos revolucionários, mas perder o do lançamento por estratégias equivocadas, nuances empresariais contem historias de sucessos e fracassos, produtos revolucionários e commodities mas o resultado que importa, gerar riqueza ou destruir riqueza?

Em termos atuais, vale pensar sobre o que disse o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que desenvolveu a Teoria da Dependência, tornou4se político e, como Ministro da Fazenda, coordenou o Plano Real, implantou e acabou com a hiperinflação no Brasil. Com dois mandatos como presidente do Brasil e agora sem exercer atividades políticas, neste artigo – Razão e bom senso (CARDOSO, 2013, p. A2) emite sua visão do momento atual e dos problemas que ocorrem e ocorriam e o foco acaba sendo educação, inovação e recursos:

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“Quanto a nós brasileiros, parece que tampouco aprendemos muito com os equívocos voluntaristas do passado. Somos reincidentes. Juntamos aos impulsos movidos por boa vontade certa grandiosidade que não corresponde à realidade. Ao desejar sair da ameaça de baixo crescimento econômico a todo custo, vão sendo anunciados a cada dia novos planos e programas. Entretanto, só saem do papel morosamente e muitas vezes, nem isso. Por que?

Talvez porque acreditamos demais em grandes planos salvadores e menos no método, na rotina, na persistência e na inovação para acelerar o caminho. O governo, por exemplo, os percebeu que o futuro depende do conhecimento e que existe um quase apagão de gente qualificada para o País encarar o futuro com maior otimismo. Logo, havia que propor a ‘grande solução’: em vez de termos minguados 8.500 bolsistas no exterior, passaríamos logo a 100 mil em quatro anos! Resultado: uma profusão de bolsas, um menoscabo da capacidade universitária já instalada e o envio ao exterior de muitos que nem sequer conhecem a língua do país onde vão estudar.

Do mesmo modo, ao se descobrir que havia óleo na camada do pré4sal largamos o etanol, esquecemos que os poços se extinguem, não investimos suficientemente nas áreas fora do pré4sal e desdenhamos o que de novo pode ter havido no mundo, como as inovações na extração do óleo e do gás do xisto, como fizeram os americanos. Claro que ainda há tempo para recuperar o tempo perdido e retomar a esperança. Mas se em vez de cantar loas ao que ainda não palpável e dedicar tanto tempo à briga pelos futuros royalties do petróleo, tivéssemos, sem muito bumbo, discutido metodicamente as melhores alternativas energéticas, inclusive as do petróleo, e tivéssemos apoiado mais a pesquisa e a inovação, provavelmente sentiríamos menos angústias por oportunidades perdidas”.

O novo no mundo não escolheu os principais players e os países que vão liderar esta nova etapa da historia humana, mas quem devem ser os povos e empresas criativas, com alto poder de criação e de realização com tecnologias existentes e muitas a serem inventadas e desenvolvidas e tornadas inovação com amplo acesso aos humanos e a solução dos problemas existentes; com a oportunidade do mercado global.

Os governos fazem esforços e disponibilizam fontes de financiamento que também podem ser subsídios e subvenções para poderem pleitear e se inserir como países líderes, de ponta e ao descobrir e difundir as novas tecnologias e usos, nos mais diversos campos da ciência e da vida. Como sempre vão existir vencedores e participantes, vencedores planejaram e utilizaram recursos para obter os resultados de seus investimentos em educação continuada, em uma igualdade: de conhecimento e de classes econômicas, na conscientização da ciência e da pesquisa, na ética nas relações e na meritocracia. O estado tem participação primordial no processo?

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que desperta a atenção para a questão mais contundente sobre o grau em que se dá a inovação no Brasil e de sua existência. Do ponto de vista das políticas públicas, ainda, a necessidade de priorizar o uso do capital, recurso escasso; surge a necessidade de decidir entre políticas, por exemplo, de substituição de importações; ou, de livre mercado; quebra de patentes, como no caso dos genéricos, com a cópia de medicamentos, com patentes em domínio público.

Surgem questões adicionais, por exemplo, quanto aos recursos oferecidos para empresas inovadoras de tamanhos distintos; quanto às políticas de desenvolvimento do governo que usam recursos de inovação, em segmentos de defesa e de fabricação de equipamentos de alta tecnologia com reserva de mercado, como a Odebrecht Defesa, sem atuação no segmento de defesa e a EDS 4 Embraer Defesa e Segurança; os equipamentos, plataformas, navios na exploração com índice de fabricação nacional da ordem de 70%, produzidos no Brasil, no presente. No passado a reserva de informática, a Sunamam e participação restrita às empresas escolhidas.

É interessante que se note que o mesmo estado que possibilita os recursos públicos como fontes para as pesquisas aplicadas que resultem em inovação é, muitas vezes, o maior comprador destes produtos e serviços. No Brasil, o SUS é o maior comprador de medicamentos e com o biossimilares – genéricos reduz o volume de compras de grandes empresas farmacêuticas multinacionais.

*5( 9; 6 . 9 !

O objetivo principal deste trabalho é o de apresentar algumas das fontes de financiamento para Inovação existentes no Brasil e sua consistência com as definições do Manual de Oslo sobre inovação. As quatro premissas básicas: Produto, Processo, Marketing e Aspectos Organizacionais são contemplados nas linhas e programas e se sua aderência ao Manual existe. A análise de conteúdo com as principais categorizações do Manual de Oslo serão utilizados como metodologia para constatar a aderência dos recursos ao Manual.

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retorno esta dentro dos parâmetros obtidos por outros países tendo como padrão o Manual de Oslo.

*5(5* 6 7' /< 9! : = 6' < =

O processo de concessão de financiamentos à inovação com recursos públicos é realizado na forma de editais por temas de investimentos.

Este processo é burocrático e faz uma análise dos concorrentes para seleção dos escolhidos a receberem os recursos; e, mesmo pautadas em premissas técnicas, as projeções de desempenho futuro são subjetivas como todas as previsões futuras sobre aspectos econômicos ou planejamento. Uma questão que surge é a eficiência deste processo, em termos do tempo que se demora em gerar o produto de inovação objetivado. Outra questão que surge é a da sua eficácia; ou seja, a questão de se saber se de fato estes financiamentos geram processos e produtos inovadores. Optou4se como parâmetro operacional usar o número de patentes depositadas e concedidas como medida da inovação. A eficácia se relacionando, para efeitos deste trabalho, ao número de patentes concedidas.

O Manual de Oslo (OCDE, 2007), referência sobre inovação, define suas características. Assim, uma premissa adotada neste trabalho é a de que mecanismos eficazes de financiamento à inovação deveriam promovê4la em consonância com a base conceitual ali apresentada. Na revisão de literatura serão discutidos aspectos de interesse sobre este assunto. Assim, no contexto do objetivo declarado, foram definidas as seguintes questões de pesquisa: Qual a qualidade das principais fontes públicas disponibilizadas em comparação com as premissas estabelecidas no Manual de Oslo?

Os investimentos e subvenções à pesquisa, existentes no Brasil são eficientes e eficazes?

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Gil (2010) declara que embora o pesquisador deva procurar a objetividade, é importante reconhecer que o processo de construção do conhecimento não é neutro. Não há como eliminar completamente a subjetividade do pesquisador. Isto é particularmente verdadeiro no campo das ciências sociais, onde o pesquisador se propõe a estudar uma realidade da qual ele mesmo faz parte.

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e dos trabalhos acadêmicos que passamos a elaborar e apresentar quando enveredamos no meio acadêmico – universitário. É preciso compreender os diversos caminhos para a construção do conhecimento com as novas modalidades de trabalhos possíveis, atitudes que necessitaremos ter e as novas exigências que o meio acadêmico – universitário exigirá em relação ao tempo presente. Na universidade a construção do conhecimento deve ser o eixo de todas as experiências, que deverão ser fundamentadas pela teoria e relacionadas constantemente com a prática, em busca de uma visão crítica4reflexiva tanto do saber como do fazer, a fim de atingirmos uma práxis educativa efetiva.

Considera4se o conhecimento como um processo dinâmico e necessário para o desvendamento do real, em que um sujeito (aluno/professor) irá se relacionar epistemologicamente com um determinado objeto de estudo (uma realidade a ser investigada) e, nesse processo, sujeito e objeto se encontrarão e o real será compreendido, retratado ou criticado.

Este trabalho se articula em torno de dados obtidos na forma de pesquisa documental e bibliográfica. Utilizando documentos veiculados na imprensa, em relatórios e nas demonstrações do uso dos recursos e suas aplicações nos Ministérios de Estado, nas Autarquias, Empresas Mistas, Agências, Bancos e Organismos Internacionais, utilizadas para financiar e fomentar P&D, a Inovação no Brasil.

A abordagem utilizada é predominantemente qualitativa, embora, parte da análise se dê de forma quantitativa com o uso de um estudo de regressão linear. Como a amostra de valores de financiamento e números de patentes colocadas e concedidas foi pequeno, referente a um universo de dez anos, considerou4se que este estudo ganha poder de generalização apenas quando reforçado pelos achados da análise de conteúdo realizada sobre as características dos financiamentos.

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e, características dedutivas, ao usar o conhecimento teórico, bibliográfico, para explicar e classificar as descobertas realizadas.

Foram também usados neste trabalho em virtude do tema tratado, noticias vinculadas em jornais e revistas sobre economia, empresas e exemplos de inovação, assim como mercados.

*5? $ 6 @ 6 . 9 !

Schumpeter (1984), fala na destruição criativa, ressaltando a importância fundamental da inovação na economia. Para ele (p. 112):

“O impulso fundamental que inicial e mantém o movimento da máquina capitalista decorre dos novos bens de consumo, dos novos métodos de produção ou transporte, dos novos mercados, das novas formas de organização industrial que a empresa capitalista cria”.

Modernamente, o papel da inovação se tornou mais claro para acadêmicos e tomadores de decisão; as novidades são constantes, num mundo globalizado, com empresas atuando de forma supranacional; no qual a lógica econômica dita fluxos financeiros e de produção; em busca de retornos, geração de riqueza, em alguns casos, com territórios ricos em jazidas 4 exportando commodities e comprando produtos e serviços de maior valor agregado.

Existem muitas pesquisas brasileiras patenteadas de residentes e não residentes.

Como o Manual de Oslo (OCDE, 2007), que define a inovação e como comparar a inovação no mundo, nos diferentes países com níveis econômicos, sociais, tecnológicos, educacionais, culturais e políticos.

As fontes públicas disponíveis no Brasil estão em conformidade com as premissas do Manual de Oslo.

A cópia é inovação, de acordo com o Manual. Por exemplo, o biossimilar, conhecido como é inovação, conforme este documento.

Os investimentos públicos são suscetíveis da intermediação política e estão abertos a todas as empresas de diferentes tamanhos e segmentos econômicos, dentro das especificações dos programas e das linhas que constam nos editais.

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A inovação é um tema atual e amplo e com muita importância no presente e no futuro do país e do mundo. Como os recursos são mensurados e com a aplicação, existe uma mudança de padrão sócio econômico?

A educação tem substanciado e proporcionado capital intelectual apto para esta nova era do conhecimento. Como multiplicar o conhecimento e a disseminação da pesquisa cientifica que gera inovação?

Qual o papel do governo como principal comprador do país? Como relacionar fomentador e comprador, não seria o mesmo que operador financeiro auditar suas operações?

A relação do empreendedor e do inovado é real. Inovar é empreender?

Questões que podem extrapolar o objetivo do trabalho, mas que são importantes para novas ações visando tornar o país protagonista da era digital e com conhecimentos e patentes que possibilitem esta inserção.

*5A 7' <B6 !

O Capítulo inicial descreve e justifica o tema e o objetivo do trabalho.

O Capítulo 2 aborda a inovação e a economia, as premissas do Manual de Oslo, vertentes teóricas da inovação, empreendedorismo e finanças. Descreve as principais inovações na história do Brasil e seus contextos político e econômico, desenvolvimento nacional e mundial; educacional interno e externo. As linhas e programas de financiamento público: CNPq. Finep, FNDCT, Capes, Fapesp e BNDES. Fontes privadas e internacionais.

O Capítulo 3 descreve a pesquisa qualitativa – quantitativa, análise de conteúdo, com categorização extraídas do Manual de Oslo, e estudo de regressão baseado em investimentos e patentes concedidas e descritivo da amostra.

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(5* . 7' :

Existem compreensões diferentes sobre modernidade e vida no século XXI, o que pode transformar a maneira como vivemos e habitamos o planeta. Como conseguir um equilíbrio entre necessidades humanas, produção, população, capacidade finita e recursos financeiros? A solução são as possibilidades de criar conhecimento e pesquisa nos mais diferentes campos da ciência e da vida – invenção ou pesquisa pura / básica, para fornecer o conhecimento necessário para possibilitar as grandes mudanças na forma de viver. O telefone foi inventado e passou a inovar no momento que existiu uma aplicação pratica – um negócio 4 possibilitando ao público a comunicação a distancia gerando ganhos – recursos financeiros 4 dinheiro.

As invenções embora custem para ser concebidas – pesquisa pura – o custo do desenvolvimento do conhecimento do cientista, pesquisador ao longo de sua formação: graduação, mestrado, doutorado, pós4doutorado ; num continuo aprendizado, os custos deste profissional, os custos da manutenção do laboratório e da estrutura operacional e os custos de cada projeto visando gerar conhecimento básico e aplicar este conhecimento em resultados que possam gerar riqueza – receitas financeiras que possam arcar com os custos existente ao longo dos projetos e também remunerar o capital investido nos projetos.

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possibilita esta dinâmica constante de novas tecnologias e novas aplicações em negócios. Os órgãos de fomento e o crédito são acessíveis aos cidadãos e empresas que buscam recursos para desenvolverem suas inovações e seus , inovar e gerar riqueza. A taxa básica de juros americana também ajuda na busca de ganhos sobre capital e a cultura convive bem com o máximo risco x retorno. A economia, órgãos e bancos de fomentos públicos e privados são regidos pela meritocracia, não visa beneficiar parceiros e possíveis doadores de recursos para campanhas e partidos políticos. A razão de ser dos é a geração de riqueza com sucesso financeiro para os pesquisadores, empresários, bancos de fomento, órgãos de fomento, fundos, para os empregados, para economia americana e sua hegemonia política, econômica, bélica e inovativa.

A economia americana sobreviveu com a perda de poder financeiro; no mesmo período as três principais montadoras de automóveis dos EUA e do mundo, duas entrando em # e uma com redução de sua importância" com perdas de mercado, valor e produtos, na crise de 2008, e mesmo assim a inovação manteve a economia e gerou os gigantes da internet: Google, Apple, Microsoft, Intel, Facebook, p.ex.

O segmento automobilístico que tem um grande peso nas economias dos países e no crescimento dos PIBs deixou a economia americana órfã, como a economia brasileira se comportaria se mesmo sem indústrias nacionais no segmento sofresse uma recessão? A economia nacional tem sido mantida com consumo na indústria automotiva e na linha branca; evidente que as necessidades e demandas são diferentes da população dos EUA, onde as diferenças entre as classes sociais não são tão discrepantes e as necessidades da população são de outra magnitude – país rico.

A diferença neste segmento de quantidades produzidas de veículos é assustadora, mundial em 2012 totalizou 84.141 milhões de unidades (não inclui motos, caminhões, ônibus e tratores), com a China 19.271 milhões de unidades produzidas, EUA 10.328 milhões, Japão com 9.942 milhões e o Brasil com 3.342 milhões de unidades produzidas no 7º lugar; a representatividade deste segmento industrial na economia nacional é primordial para a manutenção do crescimento do PIB. Dados fornecidos pela OICA – International Organization of Motor Vehicle Manufactures.

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Suas universidades estão entre as 10 primeiras na classificação mundial sendo a primeira a Caltech, fundada em 1891, privada, com 2,2 mil alunos, com 900 docentes, orçamento R$ 4 bilhões, com 32 ganhadores de prêmios Nobel; seguida pela também americana, Harvard, fundada em 1636, privada, com 21 mil alunos, 2,1 mil docentes, orçamento de R$ 7,4 bilhões, com 47 prêmios Nobel. E a brasileira melhor colocada, a USP – Universidade de São Paulo, com posição no ranking entre 226º e 250º colocação, fundada em 1934, pública, 92 mil alunos, 5,8 mil docentes, orçamento de R$ 4,3 bilhões, sem prêmio Nobel e com 26,7 mil trabalhos publicados em 2012 (ESCOBAR, 2013a).

Todas as comparações possíveis podem afirmar que os futuros estão definidos e os papéis de atores principais e coadjuvante determinados pelo caminho histórico percorrido e como foram planejados e incentivados os vários ciclos econômicos mundiais, lembrando Alvin Toffler, talvez estejamos na quinta onda. Mesmo com recursos financeiros mais escassos, o Brasil, dependente de investimento externo, fez suas escolhas quando, p.ex. foi priorizado a rodovia sobre a ferrovia, os investimentos públicos aos privados, as empresas estatais sobre as públicas, o controle estatal sobre a exploração das riquezas minerais. Observa4se que as escolhas presentes e passadas definem o futuro.

(5( : . 7' !

Para não esquecermos o passado distante, ainda que sem o intuito da comparação, citamos Silva (2011), para maior erudição histórica de importantes conquistas que se mantém até nosso tempo contextualizando que o desenvolvimento de um país se constrói em bases existentes na sua localização e suas riquezas e na cultura e instrução de sua população, interagindo com outras nacionalidades – ciclo de imigração – e no comércio mundial, que descortina a necessidade de expansão das fronteiras e da necessidade de novos produtos e culturas para as trocas e na busca de ganhos que possam aumentar a riqueza e importância do país sendo contabilizado por uma existência melhor de seu povo. Não vamos entrar nas filosofias de expropriação e nos meandros dos regimes existentes e possíveis ao longo do tempo.

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documentação da vida social, da fauna e da botânica brasileiras. Até a vinda da família Real não era permitido produzir nada no país tudo era importado de Portugal com total dependência da colônia.

Dando prosseguimento e já sob o Império do Brasil (182241889), veremos surgir o Goeldi (1866), assim como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838), com a primeira revista científica do país, editada a partir de 1839 – até hoje em publicação, a Revista do IHGB é o mais antigo veículo científico do país. A criação do Instituto Agronômico de Campinas, em 1887, será uma resposta para a especialização, e em seguida a crise da cafeicultura no oeste paulista.

Da mesma forma, a criação do Colégio Pedro II, depois de 1848, ao lado das Faculdades de Direito de Recife e de São Paulo, e de Medicina do Rio de Janeiro, dará o primeiro formato do sistema de ensino do Brasil.

Também não podemos deixar de citar o Barão de Mauá, considerado ‘o primeiro e o maior dos empresários brasileiros’, criador da primeira grande indústria — a fundição e estaleiro de Ponta de Areia, da primeira estrada de ferro, do primeiro grande banco e da primeira companhia de navegação regular do rio Amazonas Em 1840, decidiu se transformar em industrial e partiu do Rio, em um veleiro, rumo à Grã4Bretanha, onde a primeira estrada de ferro comercial do mundo havia sido construída em 1830, ligando as cidades de Liverpool e Manchester. Esteve envolvido em usinas siderúrgicas, tecelagens, fábricas de teares, ferrovias, casas comerciais e bancos. Fundou a empresa San Paulo Railway (a futura Estrada de Ferro Santos4Jundiaí), tão bem mencionado por suas ações e empreendimentos por Marcovitch (2003).

O Brasil começava a se urbanizar tendo como principais produtos de exportação commodities agrícolas, especialmente o café.

Em 1890, pelas condições existentes, o empresário ítalo4brasileiro Francisco Matarazzo começou o processo de industrialização no estado de São Paulo, ao partir de um comércio e inicia a criação de porcos, industrializando a banha do animal, com nova embalagem de lata metálica –diferenciando4se dos concorrentes e ganhando mercado em virtude da pequena quantidade embalada na lata não perecer.

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farinha de São Paulo; fábrica de tecidos Mariângela (1904); Banca Italiana del Brasile (1905) e Banco de Nápoles; fábrica de tecidos Belenzinho (1911); Sociedade Paulista de Navegação Matarazzo Ltda. (1919); fábrica de Rayon Viscoseda (1926), com nova denominação para fábrica de Rayon Matarazzo; Núcleo Industrial da Água Branca formando as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Também foi o fundador do Ciesp 4 Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (1928).

Com a industrialização, as cidades começavam a se construir, e as fábricas necessitavam de operários, mão de obra para operar as máquinas e administrar a gestão. Essas famílias de operários necessitavam de imóveis para residência, de móveis, de comida e serviços para sobreviver; a cidade começava a desenvolver4se criando a infraestrutura para suportar este novo ciclo transformador, que exigia obras. A imigração de japoneses e italianos e a migração interna (campo para a cidade e entre estados) trouxeram muitos operários para trabalharem nas novas fábricas. São muitas mudanças em pouco tempo, transformando a cultura de um país agrícola para um vetor de desenvolvimento industrial. Pesquisando e verificando a história do Brasil e seu processo de industrialização, os problemas parecem que nunca foram resolvidos ao longo dos anos e persistem até os dias atuais.

Não podemos esquecer que, em um mundo não interligado, existia um hiato entre os acontecimentos e fatos ocorridos no hemisfério Norte e o Sul; incluindo os países asiáticos e principalmente o Japão, com o fuso horário. Cabe ressaltar as deficiências de comunicação nas telecomunicações e no transporte; principalmente em países não desenvolvidos.

O processo de desenvolvimento é o mesmo que observamos hoje, mais regulado e toda a inovação e desenvolvimento de processos e produtos – lembrando o Manual de Oslo – já eram replicados e multiplicados pelas empresas que tinham tal tecnologia, processo e recursos (financeiro, político, tecnológico) para os outros países que não possuíam a inovação e os meios para a fabricação (periféricos). Isto aconteceu e talvez o maior exemplo fosse as ferrovias que, ao serem desenvolvidas e instaladas em países com grande extensão territorial e com a tecnologia difundida e públicas, nos países desenvolvidos, geraram mais empresas competidoras (investidores), que oferecem novidades e passam a concorrer possibilitando maior poder de escolha do consumidor e tarifas mais baixas; isto fez com que os resultados econômicos das inversões financeiras fossem reduzidos e as companhias que operavam no segmento tivessem criatividade para promover novos produtos e processos: inovação que esperavam que os consumidores respondessem com sua preferência.

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para remunerar o capital investido e dar retorno aos acionistas; nesta época o capital e o% $ $ não eram facilmente adquiridos. Em 1835, promulgada a Lei Feijó que autoriza a concessão de ferrovias, as províncias de Minas, Bahia e Rio Grande do Sul foram ligadas. A primeira concessão ferroviária do Brasil foi outorgada ao médico inglês Thomas Cochrane para construção da ligação Rio de Janeiro – São Paulo. Em 1845, foi inaugurada a primeira ferrovia do Brasil, com 14,5 Km., no atual município de Macaé – RJ, um empreendimento de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Em 1858, com a constituição da Recife and São Francisco Railway Company, entre as cidades de Recife e Cabo, na província de Pernambuco. E a primeira empresa inglesa no Brasil ligando a capital, a cidade do Rio de Janeiro a Queimados – RJ, denominada – E. F. Dom Pedro II e posteriormente E. F. Central do Brasil (ANPF, 2013). Estas empresas passam a multiplicar suas operações por diferentes países e agora podemos identificar que a globalização já se fazia presente nesta época e muito anteriormente, no período dos descobrimentos marítimos. Os investidores eram privados e buscavam ganhos com altos investimentos em longo prazo e com os riscos do país; ao longo do tempo estes investimentos de infra estrutura foram sendo obrigação dos governos com recursos públicos.

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Silva (2011) preconiza que onda de modernização inicia4se somente a partir da revolução de 1930, e em especial no bojo das medidas modernizantes que emanam do Período Vargas (193041945, 195141954), já sob uma condição mundial de forte ênfase na pesquisa científica, na Segunda Guerra Mundial (193941945) e do uso do átomo e suas utilidades, com objetivos bélicos, em seguida a chamada Guerra Fria (194541991). O Brasil e o resto do mundo transformam4se com a guerra; inclusive em suas instituições com políticas no desenvolvimento de um sistema coerente, articulado, de ciência e tecnologia, com participação dos Estados Unidos.

A fábrica, por meio do imenso esforço de industrialização (denominado industrialização por substituição de importações), colonizava a sociedade, gerando novos espaços urbanos e uma vasta classe operária e de funcionários mais técnicos. Como em toda moderna sociedade industrial, em consequência direta do emassamento urbano e industrial, tornava4se aguda a questão social.

Silva (2011) bem relata esta mudança de costumes e hábitos, inclusive com as novas classes sendo representadas pelos partidos operários e trabalhadores do velho PCB até os novos PSB e PTB, que passaram a ser personagens centrais na cena política brasileira. Não podemos esquecer que, na época, as ideologias eram base para os partidos políticos, embora com os ventos dos trópicos e com peculiaridades do Brasil. Pela primeira vez, o debate nacional tomava ares de resolução do destino da Nação.

O desenvolvimento da indústria automobilística, a abertura de novas estradas – como a Belém4Brasília – e a construção de Brasília, a nova capital da República projetada por Oscar Niemayer, com moderna arquitetura e urbanismo planejado, tornam símbolos da emergência do desenvolvimento brasileiro; os recursos despendidos serão ônus das futuras gerações em dívidas a serem quitadas, por estes investimentos e modernidades sem respaldo no orçamento e necessitando da emissão de moeda com a geração de inflação.

Vargas de volta ao poder – menos autoritário e mais nacionalista, em 1951 representará um forte impulso a uma nova onda de desenvolvimentismo nacionalista. Agora iremos buscar não mais a simples importação de máquinas e equipamentos – como na construção da Companhia Siderúrgica Nacional 4 CSN, em 1941 –, mas a formação de pessoal qualificado. Podemos dizer que esta segunda fase, que foi denominada de nucleação programada, emerge com a criação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior 4 Capes e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 4 CNPq, em 1951.

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Figura 1 4 Vendas de veículos flex x consumo de combustível.
Figura 2 – Gráfico das campeãs nacionais – investimentos do BNDES.
Figura 3 – Tamanho da cultura da soja no Brasil.
Figura 4 – Investimentos farmacêuticos nos BRIC e no Brasil.
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Referências

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