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Academic year: 2021

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Texto

(1)

Conceito e Perspectivas de Estudo

das Organizações

Referência :

Bastos, A. V. B.; Loiola, E.; Queiroz, N. e Silva, T. D. Organizações: questões

conceituais e perspectivas de estudo. Em J. C. Zanelli; J. E. Borges-Andrade e A. V. B. Bastos (Eds.). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed

(2)

Importância das Organizações para a

Sociedade

Centralidade das organizações sociais em nossa vida:

o

Contato constante;

o

Necessitamos delas;

o

Queremos que funcionem bem;

Ex.: hospitais, fábricas, escolas, órgãos públicos,

(3)

BRAINSTORMING

(4)

Organizações: explorando definições no

campo científico

Chester Barnard (1938/1979):

o

Organizações são sistemas cooperativos, formados

por pessoas que se comunicam entre si e

desenvolvem ações tendo em vista alcançar um

propósito comum.

Limitação: desconsidera as fontes de conflito

organizacional.

(5)

Organizações: explorando definições no

campo científico

Etzioni (1964/1989)

Organizações caracterizam-se por:

o

Divisões de trabalho, poder e responsabilidades de

comunicação planejadas intencionalmente;

o

Presença de um ou mais centros de poder;

o

Substituição de pessoal.

(6)

Organizações: explorando definições no

campo científico

Stoner e Freeman (1995)

o

“Organizações existem quando duas ou mais

pessoas trabalham juntas e de modo estruturado

para alcançar um objetivo específico ou um conjunto

de objetivos”

(7)

Draft (2002)

Organizações correspondem a:

Entidades sociais;

Dirigidas por metas;

Desenhadas como sistemas de atividades

deliberadamente estruturados e

coordenados;

Relação com o ambiente externo.

Organizações: explorando definições no

campo científico

(8)

Organizações: explorando definições no

campo científico

Modelo Sistêmico de Katz e Kahn

Fonte: Nadler, D.A.; Gerstein, M.S., Shaw, R.B. (1994).

INSUMOS Ambiente Recursos História INSUMOS Ambiente Recursos História PRODUTO Nível do sistema Nível Unidade/ Grupo Nível individual PRODUTO Nível do sistema Nível Unidade/ Grupo Nível individual

(9)

Organizações: explorando definições no

campo científico

Morgan (1996)

o

Metáfora: designação de um objeto ou qualidade

mediante uma palavra que designa outro objeto ou

qualidade que tem com o primeiro uma relação de

semelhança.

o

Oito tipos de metáforas: Máquina, Organismo,

Cérebro, Cultura, Sistema Psíquico, Prisão

Psíquica, Fluxo e Transformação, e Instrumento de

Dominação.

o

Contribuição: reconhece a complexidade das

Organizações e suas múltiplas formas de

(10)
(11)
(12)

Morgan (1996)

• “As Organizações são instrumentos de dominação de alguns grupos sobre os outros.”

• Conseqüência: idéia de que as pessoas são exploradas para atingir os fins organizacionais.

(13)
(14)

Organizações: explorando definições no

campo científico

Mardsen e Townley (2001) a fim de explicar as

diferentes formas de entendimento sobre as

Organizações, sinalizam para

duas grandes

abordagens epistemológicas

:

o

Organizações como Processo.

Origem no campo da ciência contra-normal

o

Organizações como Entidade.

(15)
(16)

PERSPECTIVAS TEÓRICAS DE ANÁLISE CONCEITUAL DAS ORGANIZAÇÕES

(17)

Visão Cognitivista

• Simon (1979) e suas contribuições:

o Definição da Organização como processo de decisão; o Noção de que a Organização é influenciada pelos

limites humanos em processar as informações;

o Noção de que o processo decisório se realiza por meio

de simplificações da realidade na mente do indivíduo;

o Distinção entre decisões programadas e as não

programadas.

o Limitações de sua definição:

 Por entender Organização como sistema

cooperativo ficam esquecidas as tensões entre os propósitos de indivíduos/grupos que modelam os processos organizacionais.

(18)

Visão Culturalista

• Clifford Geertz (1989) define como cultura: “Teias de significados tecidas pelos homens e suas análises”.

• Morgan (1996): “A cultura não é algo imposto sobre uma situação social. Ao contrário, ela se desenvolve durante o curso da interação social”.

(19)

Visão Culturalista

• Organizações são minissociedades que têm os seus próprios padrões distintos de cultura e subcultura.

o Podem competir entre si;

o Não podem ser criados pelos gerentes;

• Significado simbólico dos aspectos racionais da vida organizacional;

• Sistemas de significado comuns;

• Líder como o administrador de sentidos;

• Compreender o processo de mudança social (além de tecnologias, estruturas e habilidades, há os valores).

(20)

Visão Culturalista

• Organizações enquanto representações sociais

o Realidades socialmente construídas, que estão mais nas mentes de seus membros que em conjuntos

concretos de regras e elementos;

o Significados são criados historicamente

• Críticas:

o Leituras simplificadoras dos processos culturais e práticas de controle ideológico;

o Desconsidera as questões de poder que estão

(21)

Visão Institucionalista

• Instituições - árvores de decisões lógicas que regulam as atividades humanas, indicando o que é proibido, o que é permitido;

o Ex.: justiça, forças armadas, religião. • Instituições:

o traduzidas em leis, normas ou pautas;

o função reguladora e se materializam em organizações e estabelecimentos;

o podem “atravessar” organizações e estabelecimentos, limitando e produzindo tensão.

(22)

Visão Institucionalista –

Neo-institucionalismo francês

• Organização - uma coalizão resultante das interações

articuladas entre atores sociais envolvidos em relações de poder.

o Ator estratégico - agente político que toma decisões de acordo com definições de alternativas, conseqüências, preferências, interesses e opções estratégicas.

o Conflitos e jogos de poder - dimensões de dependência mútua entre atores estratégicos e elementos de

socialização.

(23)

Visão Institucionalista –

Neo-institucionalismo anglo-saxônico

• Baseada nos valores que cercam a Organização ;

• Organização não é homogênea;

• Isomorfismo organizacional: processo de adaptação das

organizações ao ambiente, resultante de pressões que levam essas organizações a reproduzir os padrões de outras

organizações que vivenciam as mesmas condições ambientais;

• Contrapõe a visão do ator organizacional;

(24)

Visão Institucionalista –

Nova Economia Institucionalista (NEI)

Instituições reduzem incertezas estabelecendo limites

formais e informais para indivíduos estruturarem sua própria interação.

(25)

Síntese das Visões Cognitivista,

Culturalista e Institucionalista

• Não assumem a Organização como uma entidade que

exista independentemente das pessoas que a constituem;

• Organização vista como um processo e não como entidade; • Organização pode ser tratada como processo ou produto; • Organizações têm dimensões econômica, política e

simbólica;

• Atores no centro da análise organizacional, mas são ativos

somente em algumas visões;

• Organização = um empreendimento coletivo imerso em

uma complexa rede de significados e interesses são mais ou menos convergentes;

• Organização é um fenômeno que emerge no nível

(26)

Sistemas de

cooperação/competição...

Formados por pessoas, as quais são dotadas

de diferentes racionalidades – sempre de natureza limitada – e interesses. ...através de processos ou cursos de ação, guiados por regras e

convenções, que embora resistentes, podem mudar ao longo

do tempo...

Imersos num contexto que é, simultaneamente, interno e externo, técnico e institucional, cultural,

político interorganizacional e socioeconômico... E com uma dimensão temporal variável.

... que visam realizar objetivos muitas vezes

conflitantes entre si e que, por isso, são fruto

de negociações contínuas...

... mediante estruturas – centralizadas/descentralizad as – coordenadas e dirigidas, que podem mudar, tanto por

pressões internas quanto externas...

(27)

INDICAÇÃO DE FILME

The Corporation (A Corporação, em

português) é um documentário canadense de

2003, dirigido e produzido por Mark Achbar e Jennifer Abbott, baseado em roteiro adaptado por Joel Bakan de seu livro (The Corporation:

The Pathological Pursuit of Profit and Power,

com versão em português: A Corporação: a

busca patológica por lucro e poder).

 O filme descreve o surgimento das grandes

corporações como pessoas jurídicas, e

discute, do ponto de vista psicológico que, em sendo pessoas, que tipo de pessoas elas seriam.

Referências

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