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A Semana no Congresso Nacional

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A Semana no

Congresso Nacional

Brasília, 07/12/2015

CÂMARA

Comissão sobre MP que eleva imposto para ganhos de capital vota relatório na terça-feira

Plenário realiza sessão extraordinária para eleger membros da comissão especial do impeachment

PSOL defende autoconvocação do congresso no período de recesso

Plenário realiza sessão extraordinária para eleger membros da comissão especial do impeachment

SENADO

CCJ deve decidir sobre fim da reeleição para Presidente da República CAE ouve presidente do banco central nesta terça

Comissão vota na terça MP que eleva imposto para ganhos de capital

CÂMARA

COMISSÃO SOBRE MP QUE ELEVA IMPOSTO PARA GANHOS DE CAPITAL VOTA RELATÓRIO NA TERÇA

-FEIRA

A comissão mista deve votar nesta terça-feira (08), a partir de 14h30, o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) à MP 692/2015. A medida provisória aumenta progressivamente o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre ganhos de capital quando um bem comprado por um valor é vendido por um preço mais alto. Pelas regras atuais, há apenas uma alíquota de 15% do IRPF quando há ganhos de capital.

A MP 692/2015 atinge, especialmente, as vendas de imóveis. Para quem lucra até R$ 1 milhão, o imposto continua o mesmo, 15%. Na faixa que exceder R$ 1 milhão e for até R$ 5 milhões, a alíquota passa a ser 20% e; de R$ 5 milhões a R$ 20 milhões, 25%. Para ganhos de capital acima de R$ 20 milhões, o tributo é de 30%.

"A Constituição prevê que os impostos serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. Esse princípio é consagrado como o da capacidade contributiva. Também prevê que o imposto sobre a renda deve ser informado pelos critérios da generalidade, universalidade e da progressividade", justificou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A medida provisória faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo federal, que espera arrecadar R$ 1,8 bilhão em 2016 se a MP for confirmada pelo Congresso. O texto também

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prorrogou de 30 de setembro para 30 de outubro deste ano o prazo de adesão de empresas ao Programa de Redução de Litígio (Prorelit).

O Prorelit permite que os débitos de natureza tributária vencidos até 30 de junho de 2015 e em discussão administrativa ou judicial possam ser quitados com o pagamento em espécie de, no mínimo, 30% a 36% do valor consolidado dos débitos, e o restante com a utilização de créditos de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), desde que o contribuinte desista do contencioso.

A reunião será realizada na ala Senador Nilo Coelho, plenário 2, no Senado.

PLENÁRIO REALIZA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA PARA ELEGER MEMBROS DA COMISSÃO ESPECIAL DO

IMPEACHMENT

Sessão está marcada para 18 horas de hoje, e partidos têm até esse horário para indicar integrantes para a comissão

O plenário da Câmara dos Deputados tem sessão extraordinária marcada para hoje (7), às 18 horas, para que os deputados elejam os 65 membros que vão compor a comissão especial para análise da abertura de processo de impeachment presidencial.

A Câmara é responsável por definir se o processo é aberto ou não, mas o julgamento de um eventual impeachment cabe ao Senado.

No pedido de impeachmente aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Paschoal alegam que a presidente Dilma Rousseff autorizou gastos mesmo sabendo que o governo não conseguiria cumprir a meta de superávit prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

As chamadas pedaladas fiscais, ou seja, o atraso nos repasses de recursos aos bancos públicos, forçando-os a fazer o pagamento de despesas do governo, também serviram de argumento.

Opiniões

Para o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), a decisão de Eduardo Cunha foi acertada, mas ainda é cedo para prever o resultado.

"Hoje é prematuro falar. A presidente está indignada, mas ela não tem que ficar indignada, ela cometeu ilícitos. Ela editou decretos sem número, sem autorização do Congresso Nacional, e gastou recursos do Orçamento da União, esses decretos de abertura de crédito", acusou Pauderney.

Já o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) não acredita que existam fatos concretos para abertura do processo.

"Nós estaremos colocando a Constituição como norteadora das nossas ações. Não há nenhum fato determinado que sequer aproxime a presidente Dilma de qualquer motivação para a hipótese de impeachment. Nós estamos convictos de que nós temos maioria para impedir aquilo que não só não é uma prática legal como não é uma proposta", afirmou Chinaglia.

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Processo de impeachment

A comissão especial a ser eleita nesta segunda-feira pelo plenário terá 65 deputados titulares e igual número de suplentes. A indicação dos membros será feita pelos partidos até às 18 horas de hoje.

Até o momento, apenas 6 partidos informaram os seus membros para a comissão: PMN, SD, PRB, PV, PDT e PEN.

Depois da eleição, a comissão é instalada e é feita a primeira reunião para eleger presidente e relator.

A presidente Dilma Rousseff terá 10 sessões do plenário para apresentar sua manifestação. Depois, a comissão especial vota o parecer, que pode ser pela abertura ou não de processo de impedimento presidencial. O parecer aprovado segue para análise do plenário da Câmara, que dá a palavra final.

Para que a Câmara autorize a abertura de processo de impeachment contra Dilma, são necessários os votos de 342 deputados - dois terços da Casa - em votação nominal. Se o processo for autorizado, passa-se à fase de julgamento, pelo Senado Federal.

PSOL DEFENDE AUTOCONVOCAÇÃO DO CONGRESSO NO PERÍODO DE RECESSO

Partido quer análise do pedido de impeachment da presidente Dilma; e do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha

A bancada do Psol defendeu a autoconvocação do Congresso Nacional no período de recesso parlamentar (entre 23 de dezembro e 1º de fevereiro). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (4) pelo líder do partido, deputado Chico Alencar (RJ), após o Diretório Nacional do Psol divulgar nota oficial sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff e as atuais crises econômica e política.

O líder do Psol também exige, no período de recesso, a continuidade da análise do processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

"Aceitaremos a autoconvocação do Congresso. Não nos oporemos a ela e achamos até necessária, desde que a pauta para essa convocação inclua, por exemplo, a continuidade do processo de Cunha no Conselho de Ética. Mas, isso ele [Cunha] não quer", disse Alencar.

Impeachment

O Psol definiu que o deputado Ivan Valente (SP) será o titular do partido na comissão especial que analisará o pedido de impeachment. Chico Alencar será o suplente.

Quanto ao pedido de impeachment de Dilma Rousseff, o líder do Psol avaliou que, apesar de constitucionalmente possível, carece de legitimidade nos procedimentos iniciais na Câmara.

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partido votará contra os argumentos que embasam o pedido de impeachment. "Um processo de destituição de um governante eleito, que já começa sob o signo da chantagem e a marca da barganha mal sucedida, começa muito mal. Para nós, no mérito, pedalada [fiscal] em si é insuficiente para produzir impedimento de governante. É uma briga de blocos do poder para o continuísmo", afirmou o deputado.

PLENÁRIO REALIZA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA PARA ELEGER MEMBROS DA COMISSÃO ESPECIAL DO

IMPEACHMENT

Sessão está marcada para 18 horas de hoje, e partidos têm até esse horário para indicar integrantes para a comissão

O plenário da Câmara dos Deputados tem sessão extraordinária marcada para hoje (7), às 18 horas, para que os deputados elejam os 65 membros que vão compor a comissão especial para análise da abertura de processo de impeachment presidencial.

A Câmara é responsável por definir se o processo é aberto ou não, mas o julgamento de um eventual impeachment cabe ao Senado.

No pedido de impeachmente aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Paschoal alegam que a presidente Dilma Rousseff autorizou gastos mesmo sabendo que o governo não conseguiria cumprir a meta de superávit prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

As chamadas pedaladas fiscais, ou seja, o atraso nos repasses de recursos aos bancos públicos, forçando-os a fazer o pagamento de despesas do governo, também serviram de argumento.

Opiniões

Para o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), a decisão de Eduardo Cunha foi acertada, mas ainda é cedo para prever o resultado.

"Hoje é prematuro falar. A presidente está indignada, mas ela não tem que ficar indignada, ela cometeu ilícitos. Ela editou decretos sem número, sem autorização do Congresso Nacional, e gastou recursos do Orçamento da União, esses decretos de abertura de crédito", acusou Pauderney.

Já o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) não acredita que existam fatos concretos para abertura do processo.

"Nós estaremos colocando a Constituição como norteadora das nossas ações. Não há nenhum fato determinado que sequer aproxime a presidente Dilma de qualquer motivação para a hipótese de impeachment. Nós estamos convictos de que nós temos maioria para impedir aquilo que não só não é uma prática legal como não é uma proposta", afirmou Chinaglia.

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Processo de impeachment

A comissão especial a ser eleita nesta segunda-feira pelo plenário terá 65 deputados titulares e igual número de suplentes. A indicação dos membros será feita pelos partidos até às 18 horas de hoje.

Até o momento, apenas 6 partidos informaram os seus membros para a comissão: PMN, SD, PRB, PV, PDT e PEN.

Depois da eleição, a comissão é instalada e é feita a primeira reunião para eleger presidente e relator.

A presidente Dilma Rousseff terá 10 sessões do plenário para apresentar sua manifestação. Depois, a comissão especial vota o parecer, que pode ser pela abertura ou não de processo de impedimento presidencial. O parecer aprovado segue para análise do plenário da Câmara, que dá a palavra final.

Para que a Câmara autorize a abertura de processo de impeachment contra Dilma, são necessários os votos de 342 deputados - dois terços da Casa - em votação nominal. Se o processo for autorizado, passa-se à fase de julgamento, pelo Senado Federal.

SENADO

CCJ DEVE DECIDIR SOBRE FIM DA REELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA

A proposta de emenda à Constituição (PEC 113/2015) que trata da reforma política está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) de quarta-feira (9). O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Os integrantes da CCJ ainda não chegaram a um entendimento sobre o fim da reeleição para os cargos de presidente da República, governador e prefeito.

Duas possibilidades foram sugeridas durante a reunião da comissão na última quarta-feira (2). O relator da PEC, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), recomendou acomodar o fim da reeleição junto com a obrigatoriedade de impressão dos votos e a abertura de uma “janela” para permissão da troca de partido, em uma proposta que reúna os pontos acordados entre Câmara e Senado. Isso tornaria a matéria pronta para ser promulgada. Uma outra alternativa foi sugerida pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). O peemedebista defendeu a manutenção de apenas dois temas na PEC pronta para promulgação: a “janela” partidária e a impressão do voto. O fim da reeleição seria tratado em uma proposta de emenda à Constituição exclusiva. O conflito entre as alternativas oferecidas por Lira e Jucá provocou impasse em torno da questão e levou ao adiamento da votação da PEC 113/2015.

Alfândega

Retorna também à pauta o projeto de lei da Câmara (PLC) 95/2012, que delega a associações habilitadas a emissão da permissão internacional para dirigir. Os senadores manifestaram dúvidas em relação à proposta, que estava na pauta da última reunião da CCJ. O adiamento do exame do PLC foi solicitado pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS).

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— Delegar uma função típica de Estado para a iniciativa privada é inconstitucional. Acho temerário, porque o projeto não fala só de permissão internacional para dirigir, mas de certificado de passagem nas alfândegas. Tenho dúvidas sobre a precariedade da relação que pode surgir daqui para frente — declarou Simone.

Dúvidas sobre a constitucionalidade do projeto também foram reforçadas pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Por se tratar de um serviço que é atribuição da União, sua transferência para uma entidade privada geraria documentos sem a necessária fé pública, argumentou Gleisi.

CAE OUVE PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL NESTA TERÇA

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participa na terça-feira (8) de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a partir das 10h.

De acordo com o Regimento Interno do Senado Federal, a CAE deve promover audiências públicas regulares com o presidente do Banco Central “para discutir as diretrizes, implementação e perspectivas futuras da política monetária”.

Em setembro, Tombini participou de audiência pública, também na CAE, e afirmou que a instituição mantém o objetivo detrazer a inflação para 4,5% ao fim de 2016. Ele avisou que será preciso manter a taxa básica de juros atual por um “período suficientemente prolongado”.

A audiência é aberta à participação da sociedade por meio dos canais interativos do Senado.

COMISSÃO VOTA NA TERÇA MP QUE ELEVA IMPOSTO PARA GANHOS DE CAPITAL

A comissão mista pode votar na terça-feira (08), a partir de 14h30, o relatório do senador

Tasso Jereissati (PSDB-CE) à MP 692/2015. A medida provisória aumenta

progressivamente o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre ganhos de capital quando um bem comprado por um valor é vendido por um preço mais alto. Pelas regras atuais, há apenas uma alíquota de 15% do IRPF quando há ganhos de capital.

A MP 692/2015 atinge, especialmente, as vendas de imóveis. Para quem lucra até R$ 1 milhão, o imposto continua o mesmo, 15%. Na faixa que exceder R$ 1 milhão e for até R$ 5 milhões, a alíquota passa a ser 20% e; de R$ 5 milhões a R$ 20 milhões, 25%. Para ganhos de capital acima de R$ 20 milhões, o tributo é de 30%.

"A Constituição prevê que os impostos serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. Esse princípio é consagrado como o da capacidade contributiva. Também prevê que o imposto sobre a renda deve ser informado pelos critérios da generalidade, universalidade e da progressividade", justificou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A medida provisória faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo federal, que espera arrecadar R$ 1,8 bilhão em 2016 se a MP for confirmada pelo Congresso. O texto também prorrogou de 30 de setembro para 30 de outubro deste ano o prazo de adesão de

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empresas ao Programa de Redução de Litígio (Prorelit).

O Prorelit permite que os débitos de natureza tributária vencidos até 30 de junho de 2015 e em discussão administrativa ou judicial possam ser quitados com o pagamento em espécie de, no mínimo, 30% a 36% do valor consolidado dos débitos, e o restante com a utilização de créditos de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), desde que o contribuinte desista do contencioso.

Informativo A Semana no Congresso Nacional” é um informativo semanal elaborado pela equipe de Relações Governamentais e Institucionais de Pinheiro Neto Advogados em Brasília.

Contatos: Carlos Vilhena (cvilhena@pn. com. br) / Anna Beatriz Almeida (aalmeida@pn. com. br)

“As informações aqui contidas têm caráter apenas informativo e não refletem a opinião do Escritório. O uso indevido ou não autorizado de tais informações é proibido e está sujeito às penalidades descritas em Lei. ”

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