NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
LEVANTADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 E 2015
(Valores expressos em R$ 1,00) NOTA 01 – CONTEXTO OPERACIONAL
Coamo Agroindustrial Cooperativa, com sede em Campo Mourão, Estado do Paraná, está presente no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, atuando em 68 municípios, recebendo e industrializando a produção de seus associados, produzindo sementes e mudas, fornecendo insumos agrícolas necessários à atividade, bem como prestando assistência técnica agronômica, veterinária, educacional e social.
É controladora da Coamo International A.V.V. e da Via Sollus Corretora de Seguros Ltda.
NOTA 02 – POLÍTICAS CONTÁBEIS E BASES DE PREPARAÇÃO
As demonstrações contábeis anuais foram preparadas e estão apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em especial pela NBC TG 26, e ainda em conformidade com a Lei n.º 6.404/1976, com as alterações contidas nas Leis n.º 11.638/2007 e n.º 11.941/2009.
A estrutura das demonstrações contábeis encontra-se ajustada de acordo com as Normas aplicáveis às Sociedades Cooperativas, conforme facultado pela NBC TG 26, Resolução n.º 1.185/2009, item n.º 8, em especial a Resolução CFC n.º 920/2001, NBCT 10.8, onde o resultado foi apurado por produtos, serviços e atividades, segregando em ato cooperativo e não cooperativo. Conforme legislação vigente, as operações do ato não cooperativo servem de base de cálculo para recolhimento de tributos, sendo a cooperativa tributada pelo Lucro Real.
Reconhecimento de ativos
Os ativos foram reconhecidos à medida que existia probabilidade de benefício econômico futuro para a cooperativa e que seu custo ou valor pudesse ser medido em bases confiáveis. Como base de mensuração dos ativos foi aplicado o custo histórico, custo histórico amortizado e o valor justo.
Reconhecimento de passivos
O reconhecimento dos passivos foi realizado à medida que existia probabilidade de redução de benefício econômico futuro e que o valor ou custo pudesse ser estimado de maneira confiável.
Ativo circulante e não circulante
Foram considerados como ativo circulante todos os ativos que se espera realizar, vender ou consumir durante o ciclo operacional normal da cooperativa; quando o ativo for mantido essencialmente com a finalidade de negociação; espera realizá-lo no período de até doze meses após a data das demonstrações contábeis; ou o ativo for caixa ou equivalente de caixa. Todos os demais ativos foram classificados como não circulantes.
Passivo circulante e não circulante
Foram classificados como passivo circulante aqueles que a cooperativa espera liquidar durante o ciclo operacional normal; o passivo for mantido essencialmente para a finalidade de negociação; o passivo for exigível no período de até doze meses após a data das
Características qualitativas das demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis foram elaboradas em observância do regime de competência, observando a relevância, materialidade, representação fidedigna, comparabilidade, verificabilidade, tempestividade, compreensibilidade, conforme determina a NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, Resolução CFC n.º 1.374/2011, exceto a Demonstração dos Fluxos de Caixa que está de acordo com a Resolução CFC n.º 1.296/2010, NBC TG 03.
NOTA 03 – MOEDA FUNCIONAL E DE APRESENTAÇÃO
As demonstrações contábeis são apresentadas em real (R$), sendo esta a moeda funcional e de apresentação da cooperativa. As transações em moedas estrangeiras são inicialmente registradas à taxa de câmbio em vigor na data da transação e ajustadas a taxa vigente no encerramento do exercício. Os ganhos e as perdas resultantes da diferença entre a conversão dos saldos em moeda estrangeira para a moeda funcional são reconhecidos na demonstração de sobra ou perda.
NOTA 04 – INSTRUMENTOS FINANCEIROS
As aplicações financeiras estão atualizadas pelas taxas pactuadas nos respectivos contratos, calculadas e apropriadas pro rata dia.
Os créditos a receber estão apresentados líquidos do ajuste a valor presente, conforme determina a NBC TG 12 aprovada pela Resolução CFC n.º 1.151/2009, calculado sobre as parcelas das vendas a prazo, com base nas taxas de juros de mercado. A prática contábil adotada para os instrumentos financeiros foi pautada no que determinam as: NBC TG 38 R1, Resolução CFC n.º 1.196/2009, NBC TG 39, Resolução CFC n.º 1.197/2009, NBC TG 40, Resolução CFC n.º 1.198/2009 e NBC TG 40, Resolução CFC n.º 1.399/2012. Para os instrumentos financeiros básicos foi adotado o método do custo amortizado. O reconhecimento inicial dos instrumentos financeiros, ativos e passivos, foi efetivamente realizado quando a cooperativa tornou-se parte das disposições contratuais de um instrumento financeiro. A mensuração inicial de ativos e passivos financeiros se deu através do custo da operação, incluindo os custos de transação, com exceção dos instrumentos financeiros avaliados a valor justo por meio do resultado. Sempre que o instrumento financeiro se caracterizava como operação de financiamento, os ativos e passivos foram ajustados a valor presente com base nos pagamentos futuros.
NOTA 05 – ESTOQUES
Os estoques de produtos agrícolas para comercialização ou industrialização foram reconhecidos pelo valor de custo de aquisição ou valor de venda líquido, dos dois o menor. Os tributos recuperáveis foram excluídos dos estoques e considerados como tributos a compensar.
Os estoques de produtos agrícolas não fixados pelos cooperados foram avaliados pelo valor de custo da entrada.
Os estoques de produtos industrializados foram avaliados pelo valor de custo de produção, comparado com o valor de venda realizável líquido, destes o menor.
Os estoques de bens de fornecimento e materiais secundários foram avaliados pelo valor de custo médio de aquisição.
NOTA 06 – INVESTIMENTOS
Os investimentos em outras sociedades cooperativas, quando não relevantes, foram avaliados pelo custo de aquisição, porém, quando relevantes, sem controle das políticas operacionais e financeiras, foram avaliados a valor justo no resultado. Nas empresas controladas pelo método de equivalência patrimonial.
NOTA 07 – IMOBILIZADO
O Imobilizado está avaliado pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. Os encargos financeiros de empréstimos inerentes às aquisições e construções foram incorporados como custo do bem até que o referido bem estivesse pronto para ser utilizado como imobilizado.
A cooperativa decidiu não ajustar o valor dos bens ao custo atribuído, na aplicação inicial da nova norma prevista nos CPCs. O valor contábil está menor que o valor recuperável, portanto não foi necessário fazer "impairment" dos bens.
Foram considerados ativos imobilizados os ativos tangíveis que são mantidos para uso na produção ou fornecimento de bens ou de serviços, para aluguel a terceiros ou para fins administrativos e que se espera que sejam utilizados durante mais do que um período. O reconhecimento dos itens do imobilizado se deu quando existia probabilidade de benefício econômico futuro para a cooperativa e o custo do item foi mensurado de maneira confiável e ainda quando a cooperativa assumia substancialmente os riscos, os benefícios e o controle de tais ativos, dentro da primazia da essência sobre a forma.
As peças de reposição de itens do imobilizado, quando seu valor era relevante, material e existia possibilidade de ser utilizadas por mais de um período foram consideradas como imobilizado. Na ocasião da ativação das peças de reposição, as peças antigas, foram baixadas. Quando não foi possível baixar as peças antigas, as de reposição foram consideradas como dispêndios no resultado.
As inspeções regulares da frota de veículos bem como das máquinas foram assim tratadas: a primeira inspeção regular foi tratada como custo do imobilizado e as demais foram consideradas como dispêndios no resultado.
A mensuração dos itens do imobilizado, a formação do custo, foi realizada da seguinte forma: preço de compra, incluindo os tributos não recuperáveis e todos os demais custos até o ponto do imobilizado estar em condições de uso.
NOTA 08 – ATIVOS BIOLÓGICOS
Os reflorestamentos foram exauridos em percentuais que representam as efetivas explorações no exercício e foram avaliados ao custo, visto serem de utilização como material de consumo interno.
NOTA 09 – INTANGÍVEIS
Os intangíveis foram reconhecidos somente quando era provável que benefícios econômicos futuros pudessem advir para cooperativa e o custo do intangível pudesse ser mensurado com confiabilidade.
Os ativos intangíveis gerados internamente para os quais a cooperativa teve dificuldade para identificar a sua capacidade de gerar benefícios econômicos futuros, ou que não fosse possível determinar com confiabilidade o custo, tais gastos foram reconhecidos como dispêndio no resultado.
NOTA 10 – RESERVAS
As reservas legal, de assistência técnica educacional e social, de desenvolvimento e para manutenção do capital de giro próprio, foram constituídas conforme a Lei n.º 5.764/1971 e artigos 60 a 64 do Estatuto Social;
A reserva para cobertura de riscos e auto seguro foi aprovada na 27ª A.G.E. em 10/08/1984, com a finalidade de suportar eventuais riscos com sinistros no patrimônio e reduzir dispêndios com prêmios de seguros.
NOTA 11 – DETERMINAÇÃO DO RESULTADO APURADO
As sobras ou perdas do ato cooperativo foram apuradas de acordo com as operações: • Para bens de produção - proporcional a produção entregue e comercializada;
• Para bens de fornecimento - proporcional aos fornecimentos;
Os lucros ou prejuízos do ato não cooperativo foram apurados de acordo com as operações: proporcional a produção entregue e comercializada; e proporcional as vendas.
NOTA 12 – RELACIONAMENTOS COM CONTROLADAS
A COAMO International A.V.V. é subsidiária integral da cooperativa. Tem a missão de operacionalizar as negociações de exportação, com respeito a: hedge de preços, contratação de fretes marítimos e terminais portuários em outros países;
A Via Sollus Corretora de Seguros Ltda., tem por finalidade intermediar as contratações de seguros, visando atender a cooperativa, bem como seus associados, funcionários e terceiros.
NOTA 13 – CONJUNTO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Com base na NBC TG 26, Resolução CFC n.º 1.185/2009 a cooperativa elaborou as seguintes demonstrações contábeis individuais: Balanço Patrimonial, Demonstração de Sobras ou Perdas (DSP), Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e Notas Explicativas. A evidenciação do Resultado Abrangente foi apresentado dentro da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
NOTA 14 – CAIXA, EQUIVALENTES DE CAIXA E APLICAÇÕES FINANCEIRAS
A composição do caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras é a seguinte:
CONTAS 2016 2015
Caixa 721.227 531.583
Bancos conta movimento 3.848.808 4.336.676 Aplicações de liquidez imediata 1.544.931.514 1.730.320.726
Total 1.549.501.549 1.735.188.985 CRÉDITOS CONTAS 2016 2015 Compromissada PRÉ - 20.472.336 Títulos públicos LFT 2.060.439 1.329.985 Letra financeira 262.205.919 284.749.307 Prêmio de trava cambial 951.580 21.495.622
Total 265.217.938 328.047.250
A política de aplicação dos recursos de caixa prioriza a alocação em títulos de liquidez imediata em instituições financeiras de primeira linha, considerando o gerenciamento de risco, a proteção patrimonial e políticas de controle interno quanto às autorizações para aplicação e resgate.
NOTA 15 – ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES
A composição dos adiantamentos a fornecedores é a seguinte:
Descrição dos produtos 2016 2015 Defensivos e fertilizantes 119.537.181 123.899.683
Sementes 55.807.998 23.497.815
Serviços 5.865.935 3.586.698
Total 181.211.114 150.984.196
Pagamento antecipado a fornecedores de produtos e serviços, sendo que os defensivos, fertilizantes e sementes serão entregues até 06/2017, e serviços até 12/2017.
NOTA 16 – CRÉDITOS COM ASSOCIADOS
A composição dos créditos com associados é a seguinte:
2016 2015
CONTAS CIRCULANTE NÃO
CIRCULANTE TOTAL TOTAL
Bens de fornecimento 758.024.006 54.408.938 812.432.944 643.960.984
Empréstimos financeiros repassados 141.005 1.726.290 1.867.295 2.615.021
Vendas antecipadas 602.825 1.537.615 2.140.440 2.364.045
Adiantamentos 561.386 192.489 753.875 550.801
Serviços 1.569.183 577 1.569.760 1.128.785
Total 760.898.405 57.865.909 818.764.314 650.619.636
NOTA 17 – CRÉDITOS COM NÃO ASSOCIADOS
A composição dos créditos com não associados é a seguinte:
2016 2015
CONTAS CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL
Bens de fornecimento 2.060.949 80.361 2.141.310 3.977.152
Vendas antecipadas 16.835 - 16.835 47.858
Serviços 398 - 398 110
Total 2.078.182 80.361 2.158.543 4.025.120
NOTA 18 – CLIENTES
A composição dos clientes é a seguinte:
2016 2015
CONTAS CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL
Mercado interno 387.732.153 7.137.217 394.869.370 280.074.968
Mercado externo / controlada 184.072.617 - 184.072.617 504.465.365
Total 571.804.770 7.137.217 578.941.987 784.540.333
NOTA 19 – TRIBUTOS A RECUPERAR
A composição dos tributos a recuperar é a seguinte:
2016 2015
CONTAS CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL
ICMS em conta gráfica 50.905.157 19.629.625 70.534.782 121.235.678
ICMS de ativo imobilizado - 36.375.234 36.375.234 36.385.052
Saldo negativo CSLL exercícios anteriores 6.564.223 - 6.564.223 1.819.540
Saldo negativo IRPJ exercícios anteriores 118.909.200 - 118.909.200 61.998.424
Imposto de renda retido na fonte 43.434.391 - 43.434.391 43.810.206
NOTA 20 – ESTOQUES DE PRODUTOS AGRÍCOLAS
A composição e origem dos estoques de produtos agrícolas é a seguinte:
2016 2015
PRODUTOS ATO
COOPERATIVO
ATO NÃO
COOPERATIVO TOTAL TOTAL
Soja 676.397.929 40.348.525 716.746.454 350.774.251 Trigo 192.313.884 4.829.622 197.143.506 171.257.734 Milho 120.895.664 2.688.828 123.584.492 375.063.801 Aveia 5.186.642 61.073 5.247.715 3.098.299 Algodão 760.011 8.488.681 9.248.692 4.808.089 Café 2.149.086 4.671.005 6.820.091 10.128.913 Triticale - - - 4.791 Total 997.703.216 61.087.734 1.058.790.950 915.135.878
NOTA 21 – ESTOQUES DE BENS DE FORNECIMENTO
A composição dos estoques de bens de fornecimento é a seguinte:
PRODUTOS/BENS 2016 2015
Fertilizantes 164.855.099 171.499.601
Defensivos agrícolas 663.788.792 517.074.248
Corretivos 20.509.836 32.248.832
Máquinas e implementos agrícolas 24.094.645 22.347.833
Peças e acessórios 45.323.332 41.645.158
Óleos e lubrificantes 11.388.653 10.891.175
Produtos veterinários e rações 43.204.031 42.661.686
Pneus, acessórios e baterias 15.597.511 12.334.131
Sementes 140.968.521 100.082.320
Outros bens de fornecimento 3.463.640 2.122.589
Total 1.133.194.060 952.907.573
NOTA 22 – ESTOQUES DE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS, MATÉRIAS-PRIMAS E MATERIAIS SECUNDÁRIOS
A composição dos estoques é a seguinte:
2016 2015
PRODUTOS ATO
COOPERATIVO
ATO NÃO
COOPERATIVO TOTAL TOTAL
Farelo de soja 80.284.097 4.789.111 85.073.208 82.262.440
Óleo de soja bruto degomado 14.597.465 870.769 15.468.234 26.257.526
Óleo de soja refinado 11.984.966 714.928 12.699.894 18.530.593
Gordura vegetal hidrogenada 8.216.771 490.147 8.706.918 5.069.235
Margarina 3.977.998 237.296 4.215.294 3.886.280
Fio de algodão 209.087 2.335.324 2.544.411 11.816.463
Farinha de trigo 2.259.193 56.736 2.315.929 1.468.843
Café torrado e moído 698.658 1.518.522 2.217.180 1.535.298
Materiais secundários e embalagens 81.843.942 - 81.843.942 75.739.304
Matérias-primas 21.516.804 408.620 21.925.424 14.976.379
Outros 362.074 9.093 371.167 220.040
NOTA 23 – DEPÓSITOS JUDICIAIS E PROVISÕES
A composição dos depósitos judiciais e provisões é a seguinte:
DEPÓSITOS PROVISÕES CONTAS 2016 2015 2016 2015 Fiscais 254.383.824 212.842.412 215.831.291 181.053.022 Trabalhistas 982.774 766.283 3.620.250 3.796.000 Cíveis 2.500 - 3.350.591 4.056.109 Outros 130.161 120.129 - - Total 255.499.259 213.728.824 222.802.132 188.905.131
Os depósitos foram efetuados para dar suporte aos processos em andamento que aguardam decisão, sendo que a ação do Funrural representa 95,7% do total. O valor de R$ 222,8 milhões provisionado entendemos ser suficiente para contrapor aos riscos.
NOTA 24 – INVESTIMENTOS
A composição dos investimentos é a seguinte:
CONTAS PARTICIPAÇÃO
NO CAPITAL 2016 2015
Cooperativas
Credic oam o Crédito R ural C ooperativa 0,540% 767.779 724.711
COOCENTRAL - Coop. Central de Pesquisa Agríc. 13,650% 12.290.674 12.290.674
Outras - 120.335 83.024
Total - 1 13.178.788 13.098.409
Controladas
C oamo International A.V.V. 100,000% 564.243 526.099
Via Sollus C orretora de Seguros Ltda. 99,998% 1.518.397 2.661.169
Total - 2 2.082.640 3.187.268
Outros
Propriedades para inves timento - 4.149.583 4.730.647
Total – 3 4.149.583 4.730.647
Total Geral 19.411.011 21.016.324
A Coamo International A.V.V., encerrou o exercício de 2016 com um patrimônio líquido de US$ 173,1 mil e R$ 564,2 mil, o capital social é de US$ 10 mil e R$ 32,6 mil e equivalência patrimonial de R$ 38,1 mil. A Via Sollus Corretora de Seguros Ltda., encerrou o exercício de 2016 com um patrimônio líquido de R$ 1,52 milhões, o resultado apurado foi de R$ 5,64 milhões, o capital social é de R$ 50 mil, composto em quotas de R$ 1,00 cada e equivalência patrimonial de R$ 5,64 milhões.
NOTA 25 – IMOBILIZADO
A composição do imobilizado é a seguinte:
2016 2015
BENS CUSTO DE AQUISIÇÃO DEPRECIAÇÃO E EXAUSTÃO VALOR LÍQUIDO VALOR LÍQUIDO
Terrenos 201.889.111 - 201.889.111 182.551.943
Construções civis 904.110.324 (270.364.317) 633.746.007 503.662.357
Máquinas e equipamentos 1.071.668.448 (548.906.310) 522.762.138 432.301.991
Equip. processamento de dados 24.650.798 (15.694.208) 8.956.590 8.990.412
Veículos 241.472.909 (67.741.812) 173.731.097 133.242.996
Cessão de uso do terminal portuário 3.902.134 (2.771.521) 1.130.613 1.295.258
Reflorestamentos 29.099.517 (6.802.032) 22.297.485 19.972.050
Tanques de armazenamentos 9.999.873 (5.365.596) 4.634.277 4.535.976
Imobilizações em andamento 318.460.708 - 318.460.708 383.277.166
Pavimentações 57.838.550 (25.535.090) 32.303.460 27.676.118
Máquinas e implementos agrícolas 42.138.083 (34.800.706) 7.337.377 11.724.406
Móveis e utensílios 16.114.915 (7.716.912) 8.398.003 8.262.063
As depreciações e exaustões totalizaram: R$ 140,5 milhões, sendo R$ 0,3 milhões, depreciação valor justo (R$ 118,9 milhões em 2015). Os gastos com imobilizações em andamento está composto de: construções civis 45%, máquinas e equipamentos 33%, materiais elétricos 11%, transportadores 5%, pavimentações 5% e outros 1%.
NOTA 26 – INTANGÍVEL
A composição do intangível é a seguinte:
2016 2015
BENS CUSTO DE AQUISIÇÃO AMORTIZAÇÃO VALOR LÍQUIDO VALOR LÍQUIDO
Software 20.399.714 (8.434.638) 11.965.076 8.940.960
Total 20.399.714 (8.434.638) 11.965.076 8.940.960
As amortizações totalizaram: R$ 2,7 milhões (R$ 1,5 milhões em 2015).
NOTA 27 – DÉBITOS COM ASSOCIADOS
A composição dos débitos com associados é a seguinte:
2016 2015
CONTAS CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL
Produtos agropecuários 1.209.749.168 - 1.209.749.168 981.729.464
Pagamento antecipado 425.639.895 - 425.639.895 353.705.220
Contas correntes 6.601.309 84.610 6.685.919 18.103.176
Permutas 15.378 - 15.378 30.727
Total 1.642.005.750 84.610 1.642.090.360 1.353.568.587
NOTA 28 – DÉBITOS COM NÃO ASSOCIADOS
A composição dos débitos com não associados é a seguinte:
2016 2015
CONTAS CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL
Produtos agropecuários 81.580.573 - 81.580.573 70.811.304
Pagamento antecipado 3.139.686 - 3.139.686 3.364.080
Outros 1.520.620 59.866 1.580.486 936.456
Total 86.240.879 59.866 86.300.745 75.111.840
NOTA 29 – OBRIGAÇÕES SOCIAIS, TRIBUTÁRIAS E TRABALHISTAS
A composição das obrigações sociais, tributárias e trabalhistas é a seguinte:
2016 2015
CONTAS CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL
ICMS 4.135.177 1.022.672 5.157.849 2.782.531 IRRF 5.699.753 - 5.699.753 4.963.933 INSS 13.076.777 - 13.076.777 11.404.375 COFINS 45.813 - 45.813 59.419 PIS 410.543 - 410.543 376.539 FGTS 3.271.240 - 3.271.240 2.971.516 ISSQN 336.343 - 336.343 256.694 IRPJ - 281.309 281.309 330.878 CSLL 15.186 101.272 116.458 139.343 Contribuição sindical 115.070 - 115.070 102.500 Férias a pagar 31.904.488 - 31.904.488 29.981.034 Obrigações trabalhistas 11.087.245 - 11.087.245 11.404.493 Total 70.097.635 1.405.253 71.502.888 64.773.255
NOTA 30 – DÉBITOS COM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
A composição dos débitos com instituições financeiras é a seguinte:
2016 2015
CONTAS MAIOR
VENCTO. CIRCULANTE
NÃO
CIRCULANTE TOTAL TOTAL Moeda Nacional
Financiamentos de bens de fornecimento 29/01/2018 464.593.966 296.546.374 761.140.340 1.022.072.078
Financiamentos do ativo fixo 15/07/2030 98.755.122 821.669.866 920.424.988 819.289.864
Financiamentos p/ capital de giro 15/07/2017 61.202.660 - 61.202.660 461.892.116
Total 624.551.748 1.118.216.240 1.742.767.988 2.303.254.058
Os financiamentos foram contratados com taxas que variam de 2,50% a 9,50% ao ano e são garantidos por: hipoteca, penhor mercantil, aval dos diretores e caução de notas promissórias rurais emitidas pelos associados, conforme o tipo da operação.
Financiamentos de Longo Prazo por ano de vencimento:
2016 2015
ANO ATIVO FIXO CAPITAL DE GIRO TOTAL TOTAL
2017 - - - 103.528.488 2018 113.068.746 296.546.374 409.615.120 103.678.290 2019 113.034.246 - 113.034.246 95.522.614 2020 111.999.745 - 111.999.745 94.958.113 2021 96.569.482 - 96.569.482 79.618.227 2022 82.863.463 - 82.863.463 65.935.596 2023 61.614.052 - 61.614.052 44.774.641 2024 54.459.788 - 54.459.788 37.954.454 2025 45.811.184 - 45.811.184 28.466.266 2026 38.346.572 - 38.346.572 23.193.893 2027 34.546.796 - 34.546.796 21.773.514 2028 29.558.297 - 29.558.297 18.718.911 2029 27.574.893 - 27.574.893 18.718.911 2030 12.222.602 - 12.222.602 4.129.530 Total 821.669.866 296.546.374 1.118.216.240 740.971.448
NOTA 31 – SOBRAS A DISTRIBUIR “AD REFERENDUM” DA A.G.O.
A composição das sobras a distribuir “ad referendum” da A.G.O. é a seguinte:
DESCRIÇÃO 2016 2015
Sobras a disposição da A.G.O. 338.266.845 320.355.805
(-) Antecipação de sobras (92.059.024) (93.484.703)
Total 246.207.821 226.871.102
NOTA 32 – CAPITAL SOCIAL INTEGRALIZADO
A composição do capital social integralizado é a seguinte:
DESCRIÇÃO 2016 2015 Capital social subscrito 250.853.136 229.197.110 ( - ) Capital social a integralizar (35.011) (40.594) Capital social integralizado 250.818.125 229.156.516
Valor da quota-parte 4,54 4,54
Número de quotas-partes 55.246.283 50.475.004 Número de associados 28.051 28.095
Resolução CFC n.º 750/1993 e Resolução CFC n.º 1.111/2007. A opinião dos advogados encontra-se baseada no critério da similaridade com processos anteriores, a complexidade e o próprio posicionamento dos Tribunais. Desta forma a administração da sociedade considera que as provisões são suficientes e refletem a melhor posição patrimonial nas respectivas datas das demonstrações contábeis.
As provisões foram constituídas quando a cooperativa tinha uma obrigação na data das demonstrações contábeis, resultado de eventos passados, com provável exigência de benefício econômico para liquidação e o valor da obrigação pudesse ser estimado em base confiável.
Os passivos contingentes somente foram reconhecidos quando existia probabilidade de saída de recursos e fosse possível estimar de maneira confiável o montante.
Os ativos contingentes não foram reconhecidos a não ser quando era praticamente certo o ingresso de recursos e tais valores pudessem ser mensurados em bases confiáveis.
NOTA 34 – AJUSTE A VALOR PRESENTE
Seguindo o que preceitua a NBC TG 12, Resolução CFC n.º 1.151/2009 e demais legislações contábeis esparsas, foram realizados os ajustes a valor presente das operações de longo prazo e de curto prazo quando consideradas relevantes. O ajuste a valor presente foi realizado com base em taxas de desconto que refletiam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais, (NBC TG 12, item 21). Os juros foram sendo transferidos para o resultado pelo regime de competência como ingressos, receitas, dispêndios ou despesas financeiras através da aplicação da taxa efetiva de juros.
NOTA 35 – DEMONSTRAÇÃO DE SOBRAS OU PERDAS
A Demonstração de Sobras ou Perdas foi estruturada em conformidade com as disposições contidas na Lei n.º 5.764/1971 e Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis às Sociedades Cooperativas. O resultado do ato cooperativo (operações com associados) denomina-se sobras ou perdas, já o resultado do ato não cooperativo (operações com não associados), denomina-se lucros ou prejuízos.
NOTA 36 – EVENTOS SUBSEQUENTES
A cooperativa declara que não aconteceram eventos relevantes durante o período subseqüente ao encerramento das demonstrações contábeis. A análise foi realizada dentro do que determinam as características qualitativas e dos princípios contábeis editados pelo Conselho Federal de Contabilidade e em especial conforme recomenda a NBC TG 24, Resolução CFC n.º 1.184/2009.
Engº. Agrº. JOSÉ AROLDO GALLASSINI Engº. Agrº. CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO Diretor Presidente Diretor Vice-Presidente