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LEGISLAÇÃO
Prazos para entrega de obrigações acessórias com certificação digital
A Instrução Normativa RFB nº 1.036/10 prorrogou o prazo para exigência de certificado digital para fins de entrega das seguintes obrigações acessórias:
a) DCTF e DACON : exigência de certificado digital para fatos geradores ocorridos a partir de maio de 2010;
b) Declaração de Dedução de Parcela da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Incidente sobre a Importação e Comercialização de Combustíveis das Contribuições para o PIS e COFINS (DCIDE-Combustível): exigência de certificado digital para fatos geradores ocorridos a partir de julho de 2010;
c) Declaração Especial de Informações Fiscais relativa à Tributação das Bebidas (DIF Bebidas): exigência de certificado digital para fatos geradores ocorridos a partir de junho de 2010; e
d) Demonstrativos de Notas Fiscais (DNF): exigência de certificado digital para fatos geradores ocorridos a partir de junho de 2010.
Instrução Normativa nº 1.037/10
A referida Instrução Normativa revogou a Instrução Normativa nº 188/2002 e trouxe uma nova relação dos países considerados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB como de tributação favorecida ou que tenham regimes fiscais privilegiados, os chamados “paraísos fiscais”. Entre as novas jurisdições incluídas, destacamos:
- a Suíça;
- Luxemburgo, em relação às pessoas jurídicas constituídas sob a forma de holding company;
- Uruguai, em relação às pessoas jurídicas constituídas sob a forma de "Sociedades Financeiras de Inversão (Safis)" até 31 de dezembro de 2010;
- Reino dos Países Baixos, em relação às pessoas jurídicas constituídas sob a forma de holding company;
- Estados Unidos da América, em relação às pessoas jurídicas constituídas sob a forma de Limited Liability Company (LLC) estaduais, cuja participação seja composta de não residentes, não sujeitas ao imposto de renda federal; e
- Espanha, em relação às pessoas jurídicas constituídas sob a forma de Entidad de Tenencia de Valores Extranjeros (E.T.V.Es.).
São Paulo 14/06/2010
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Instrução Normativa nº 1.041/10
Esta Instrução Normativa aprovou o programa validador e assinador da entrada de dados (PVA) para o Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont) 2010. De acordo com esta Instrução, os dados apresentados em relação ao ano-calendário de 2009 poderão ser substituídos até a apresentação dos dados referentes a 2010 ou até 31 de dezembro de 2010, o que ocorrer primeiro.
Resolução CFC nº 1.282/10
A Resolução CFC nº 750/93 que trata dos princípios fundamentais da contabilidade foi alterada pela Resolução CFC nº 1.282/10 publicada no dia 02/06/2010. Dentre as mais importantes alterações podemos citar a exclusão do art. 8º que tratava do Princípio da Atualização Monetária, que foi incorporado ao Princípio do Registro pelo Valor Original. Ademais, neste mesmo princípio foi dada nova redação com a inclusão do conceito de valor presente e valor justo. Vale lembrar que a inobservância dos princípios contábeis pode representar aos contabilistas penalidades previstas na lei e no próprio Código de Ética da profissão.
Carta-Circular BACEN 3449/10
Este Ato Normativo do Banco Central do Brasil – BACEN estabeleceu que o prazo para a apresentação da Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) ano base 2009, se inicia no dia 07 de junho de 2010 e se encerra no dia 30 de julho de 2010, às 20 horas. Esta Carta-Circular também aprovou o Manual do Declarante de Capitais Brasileiros no Exterior, que trouxe as instruções de preenchimento da referida Declaração.
JURISPRUDÊNCIA
Adesão ao Refis garante substituição de bens penhorados
A adesão ao Refis, com o atendimento das garantias exigidas, autoriza a substituição da penhora efetuada. A decisão é do STJ, que concedeu a um hotel o direito de fazer a substituição dos bens penhorados em processo de execução fiscal por depósito em dinheiro ou fiança bancária.
Restituição de IR é impenhorável
O STJ entendeu que não é penhorável a restituição do Imposto de Renda, desde que a parcela seja proveniente de remuneração mensal, de caráter alimentar.
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Honorários advocatícios estão incluídos nos 20% devidos nas execuções fiscais da União O contribuinte que formula pedido de desistência dos embargos à execução fiscal de créditos tributários da Fazenda Nacional, para fins de adesão ao programa de parcelamento fiscal, não pode ser condenado em honorários advocatícios. O entendimento foi firmado segundo o rito dos recursos repetitivos (Lei n. 11.672/2008). Penhora em dinheiro não admite substituição por fiança bancária
A penhora sobre dinheiro, determinada para garantir um processo de execução fiscal, não pode ser substituída por fiança bancária, conforme decisão unânime do STJ. A Turma reafirmou o entendimento do STJ segundo o qual a substituição de penhora só é possível quando aumenta a liquidez na execução, favorecendo o credor.
É legal recusa de emissão de certidão de regularidade fiscal
É legal a recusa do fornecimento de certidão de regularidade fiscal em caso de descumprimento de obrigação acessória, consistente na entrega de Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), quando não constituído o crédito tributário.
Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide que não incide o ISS na incorporação direta A Segunda Turma do STJ ao julgar o recurso do município de Natal (RN) contra a Empresa de Serviços e Construção Ltda (Escol) decidiu que não é possível a cobrança do Imposto sobre a Prestação de Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) na atividade de incorporação imobiliária, quando a construção é feita pelo incorporador em terreno próprio, por sua conta e risco.
Súmula nº 449 do STJ: vaga de garagem com registro próprio pode ser penhorada A súmula 449, cujo ministro Aldir Passarinho Junior é o relator, recebeu a seguinte redação: “A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para efeito de penhora”.
Súmula nº 451 do STJ legitima penhora do imóvel-sede de atividade comercial
Essa conclusão já estava sendo adotada pelo Tribunal, como por exemplo, no recurso especial n. 1.114.767, do Rio Grande do Sul, também da relatoria do ministro Luiz Fux. Nesse caso, o ministro considerou que “a penhora de imóvel no qual se localiza o estabelecimento da empresa é, excepcionalmente, permitida, quando inexistentes outros bens passíveis de penhora e desde que não seja servil à residência da família”.
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ICMS
Os Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, deram provimento ao Recurso Especial nº 1125188/MT interposto pela Camargo Corrêa Cimentos que trata de crédito presumido de ICMS.
Em decisão unânime, o colegiado determinou que o Fisco se abstenha de reter os veículos na fronteira como instrumento de cobrança. Para os ministros, não apenas a prática é inadmissível, como a própria cobrança do diferencial de alíquota do ICMS, nos termos propostos, é indevida.
O relator do processo, ministro Benedito Gonçalves, aplicando os conceitos de “imposto devido” e “imposto efetivamente recolhido”, salientou que o benefício concedido pelo Mato Grosso do Sul não altera o cálculo do imposto devido, mas apenas resulta em recolhimento a menor em face da concessão de crédito. “A hipótese de creditamento difere substancialmente dos casos de isenção ou não incidência, pois nessas situações não há, de fato, imposto devido”, afirmou em seu voto.
Assim, foi dado provimento ao recurso da Camargo Corrêa, para garantir à empresa o desconto da alíquota de 12%, referentes às operações de saída de Mato Grosso do Sul (do cálculo do ICMS/ST devido ao estado destinatário).
Segundo o ministro do STJ, pensar diferentemente resultaria na possibilidade de o estado de destino (Mato Grosso) se apropriar da totalidade do incentivo fiscal concedido pelo estado de origem (Mato Grosso do Sul), tornando-o sem efeito. Para Benedito Gonçalves, essa situação, além de acarretar prejuízos ao contribuinte, “conspira contra a autonomia fiscal dos entes federados, que só pode ser regulada por norma de caráter nacional.”
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ESTE DOCUMENTO TEM VALOR MERAMENTE INFORMATIVO, NÃO REPRESENTANDO UM PARECER OU OPINIÃO JURÍDICA.
STJ - Denúncia Espontânea, multa e prescrição
Há benefício de denúncia espontânea não sendo devida a multa moratória, nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação, em que os contribuintes declararam e recolheram o valor que entenderam devido, realizando o auto-lançamento e, posteriormente, apresentaram declaração retificadora com o intuito de complementar o valor do tributo, acrescido de juros legais, antes de qualquer procedimento da Administração tributária. (Precedentes citados: AgRg no AgRg no REsp 1.090.226-RS, DJe 2/12/2009; MC 15.678-SP, DJe 16/10/2009, e AgRg no REsp 1.039.699-SP, DJe 19/2/2009. REsp 889.271-RJ)
Atenciosamente,