Apostila SBE KARUNA.pdf

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Texto

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE EUBIOSE

REPRESENTAÇÃO SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

GRAU KARUNA

COMPILAÇÃO/ORGANIZAÇÃO:

ELISEU AUGUSTO VICENTE

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ÍNDICE

1. Ioga dos olhos... ... 03

2. Ioga Matinal... 05

3. Cosmogênese e Ritualística... 06

4. Salmos... 10

5. Mahimã e Kuvera... 22

6. Arcanos Maiores... 27

7. Arcanos: análise sintética... 46

8. Shaktis... 74

9. O 5º Bodhisattva... 86

10. O Mistério do Gólgota... 100

11. Matradeva/Manassaputras... 105

12. A Ordem do Santo Graal... 110

13. Os quatro Sóis Cabalísticos... 114

14. Constituição do nosso Sistema Solar... 120

15. Movimentos Secretos... 123

16. A Revolução Francesa e a Obra...Parte I... 128

17. A Revolução Francesa e a Obra...Parte II... 134

18. A Lenda do Rei Artur... 144

19. A Lenda de Teresópolis... 147

20. Sistemas Geográficos ... 153

21. Viagem de JHS à Índia... 165

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE EUBIOSE Representação de São José do Rio Preto IOGA DOS OLHOS

Tem a seguinte finalidade:

a) Despertar e desenvolver a visão mental. As pessoas que não despertaram a “visão mental”, utilizam-se da visão comum que, segundo a fisiologia humana, é a percepção do mundo que nos cerca, através de estímulos luminosos.

b) Aumentar o poder dos sentidos e ampliar o seu raio de ação. Promove a extensão dos sentidos a outras dimensões. Isto significa aumentar a sensibilidade dos nossos órgãos de percepção, como se fossem um binóculo estendendo a nossa visão para mais longe;

c) Fazer com que os Discípulos se afinem com a linguagem universal;

d) Fazer funcionar na criatura humana um canal equivalente ao Tubo Cósmico (Olho de Druva = Estrela Polar), o Akasha ou níveis superiores;

e) Complementar a preparação do Quaternário do Discípulo para a Iniciação Akbelina, ou seja, receber no Grau Astaroth a Ioga Universal/Odissonai.

(Como Praticá-la)

a) Horário: Às 06:00, ou 12:00 ou 18: horas.

b) Posição: (postura) - Em pé, ou assentado, mas voltado para o norte.

 Se em pé, os braços ficarão ao longo do corpo, e as mãos, espalmadas, voltadas para a coxa.

 Se assentado, a coluna estará na posição vertical, fazendo um ângulo reto com as coxas que, por sua vez, farão um ângulo reto com as pernas. Os pés tocarão o chão. As mãos ficarão espalmadas sobre as coxas, com os braços ligeiramente flexionados.

c) Fazer o Exercício Respiratório previsto para o Grau. d) Mentalizar o Globo Azul, durante 03 (três) minutos. Iniciar a Ioga

1ª Postura - Procurar ver com o Olho do Meio da Testa e sentir penetrar neste Olho um Raio Dourado. Ter a sensação de que, realmente, está se abrindo um olho no meio da testa. É o Olho de Druva, da Espiritualidade, a Terceira Visão. O Olho através do qual nós devemos imaginar que estamos vendo o Mundo Celeste, vendo a nossa Consciência Superior, os nossos Veículos mais sublimes.

2ª Postura - Procurar ver com os Olhos dos Ouvidos e sentir penetrar em cada ouvido um Raio Dourado. Imaginar que está ouvindo a Harmonia das Esferas, o

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Cântico dos Cânticos, o Canto dos “Gandarvas”, os Deuses da Música e, ao mesmo tempo, está ouvindo a Voz Celeste de Deva Vani (o Anjo da Palavra), Aquele que transforma o Som Inefável, na Palavra Reveladora das Verdades Cíclicas. Através destes Olhos nós devemos ver e ouvir a Voz da nossa Consciência Superior.

3ª Postura - Procurar ver com os Olhos do Nariz e sentir penetrar em cada narina um Raio Dourado. Na ponta do nariz, também conhecido como “Monte Merú” nas tradições, existe um “Akasha Especial”, relacionado com o “Nadi Sushumna” e que divide o nosso corpo em dois lados - lunar e solar. É através destes dois Olhos das Narinas que nós devemos procurar ver e sentir o Perfume das Coisas Celestes. É um Perfume semelhante ao sândalo e que exala dos nossos Veículos Superiores.

4ª Postura - Procurar ver com o Olho do Lábio Inferior, e sentir penetrar neste Olho um Raio Dourado. Este é o Olho da Palavra. E é através dele que nós devemos escolher as palavras que proferimos, a fim de evitarmos palavras cármicas, ou seja, aquelas palavras com as quais nos estaremos julgando coisas transcendentes, coisas que fogem do nosso âmbito consciente. Nós devemos fazer deste Olho um Veículo em Miniatura, propagador das Verdades Futuras - o Verbo Feito Carne - como se fôssemos uma miniatura, um Tulco de Deva Vani. E que, através deste Olho, nós possamos ver os Seres de Boa Vontade, os nossos Irmãos, atraindo-os para o nosso meio.

5ª Postura - Procurar ver com os Olhos da Palma das Mãos, e sentir penetrar em cada Olho um Raio Dourado. É através destes Olhos que nós vamos ver a Sublime Verdade, o que vai nos propiciar meios para podermos difundi-la entre os Seres Humanos, a fim de exaltá-los. Pensar nos cravos da crucificação do Quinto Bodisatva, na tragédia do Gólgota, e lembrar que é através destes Olhos que nós devemos ver o escreveremos no Livro do Akasha, seja a favor da nossa evolução, seja a favor da evolução da Humanidade.

6ª Postura - Ver com os Olhos da Planta dos Pés, e sentir penetrar em cada Olho um Raio Dourado. Pensar, mais uma vez, nos cravos dos Pés do Bodisatva. Estes são os Olhos do Caminhante, do Peregrino da Vida, dos Iocanans de todas as Eras, de Todos os Ciclos. Daquele que sai pelo Mundo apregoando a Verdade; daquele que sai pelo Mundo Anunciando os Grandes Avataras.

Encerramento

Eu tenho em Mim a Divindade, a mesma que age no Meu Senhor, porque eu pertenço à sua corte. Cada um de nós, sendo Ele em Essência, no entanto em nós vibram os Dois, os Gêmeos Espirituais. Deus agora está na Terra, e, assim sendo, nos anima e abençoa.

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Observação: Cada postura deve durar um mínimo de 03 (três) minutos.

IOGA MATINAL - Nível 3

a) Voltado para o norte, fazer o “Exercício Respiratório” (Pranaiama).

b) Em seguida, mentalizar o Globo Azul, com a palavra PAX - em forma triangular - na cor amarelo-ouro.

1. Saudar os Pais da Humanidade (os Pitris Lunares), com as seguintes palavras: “Eu (pronunciar o próprio nome completo), Membro da Obra do Eterno na Face

da Terra, saúdo os excelsos Construtores da Família Humana, os Pitris Lunares.”

2. A seguir, voltar-se para o Sul e saudar a segunda Hierarquia de Pais da Humanidade, ou os Pitris Agnisvatas, com as seguintes palavras

“Eu (pronunciar o próprio nome completo), Membro da Obra do Eterno na Face da Terra, saúdo os Pais Solares da Humanidade, os Pitris Agnisvatas.”

3. Voltar-se para o Oriente(leste), saudar os Grandes Iniciados que se doaram pela evolução da humanidade, com as seguintes palavras:

“Eu (pronunciar o próprio nome completo), Membro da Obra do Eterno na Face da Terra, saúdo os Grandes Redentores da Humanidade, com Cristo e Buda à sua frente.”

4. Voltando-se para o Ocidente(oeste), pronunciar as seguintes palavras:

“Eu (pronunciar o próprio nome completo), Membro da Obra do Eterno na Face da Terra, saúdo a Obra Grandiosa em que está empenhada a Sociedade Brasileira de Eubiose, e da Qual faço parte como Membro.”

5. Voltar-se - novamente - para o Norte, olhar para cima, para o céu, para o zênite, e dizer:

“Meu Pai e Senhor, minha vida Vos pertence por inteiro. Sou vosso(a) humilde servo(a) e filho(a).”

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6. No mesmo lugar, olhando para baixo, para o solo, para o nadir, vendo suas faltas, seu carma, debaixo dos pés, dirá:

“Eu esmago debaixo dos pés todos os erros do passado, que em carma se tornaram, para que doravante eu possa palmilhar com a perfeição que me é por Lei exigida, o Caminho Traçado pela Obra Gloriosa a que pertenço. A U M !

Nota: De início, será marcada a hora comum para que todos (cada um em sua casa) pratiquem esta Ioga, e durante um número de dias fixado pelo Instrutor do Nível.

COSMOGÊNESE & RITUALÍSTICA

No início dos nossos rituais saudamos os 4 Maha-Rajas:- Dritarastra; Virudaka; Virupaksha; Vaisvarana, são os 4 Sóis ou centros de energias que fluem para a Terra como 4 Grandes Rios Celestes. No centro desse Cruzeiro Cósmico há uma 5ª. “coisa em formação”; é o 5º.Ishwara que está se projetando na Terra.

Esse caudal de energia se despenha via as 4 estrelas da constelação de ”ZIAT”, o Cruzeiro do Sul, o Portal Celeste: por meio de suas 4 estrelas fixas, descem e sobem para o Segundo Trono, as hierarquias e consciências espirituais. Por isso ao olharmos para o céu e contemplarmos o Cruzeiro do Sul, temos mais a idéia de uma pirâmide vista de baixo para cima do que uma cruz.

Acima dos Maha-Rajas, além dos Portais Celestes, estão os Maha-Satwas, que na tradição de nossa escola são representados alegóricamente pelas 4 Rodas de Fogo da visão de Ezequiel. Essas 4 Rodas e o ponto central formam a Mercabah Celeste, o Carro da Evolução.

Os 4 Maha-Satwas (1º.Trono) e os 4 Maha-Rajas (2º.Trono) se refletem no 3º.Trono, nos 4 Maha-Tamas (Kumaras), que estão em Shamballah: há um Quinto no centro – Arda Narisha - mais os 4 Kumaras, que constituem a objetivação dos Maha-Satwas e dos Maha-Rajas.. Os Kumaras formam a arvore genealógica dos Kumaras ou Kabires, origem da arvore genealógica humana.

A Grande Fraternidade Branca é constituída pelos descendentes da arvore genealógica dos Kumaras.

Cada Kumara deu a sua tônica, o tipo de sua Ronda, o tipo de sua expressão. Dizem as tradições que 3 deles se negaram ao sexo, isto porque ainda não é chegado o momento deles entrarem em atividade física, formando o quinto, sexto e sétimo sistemas, onde a humanidade será diferente: no 5º. Sistema a Humanidade será Andrógina, no 6º. Arcanjos e no 7º. os corpos serão flogísticos.

No Segundo Trono os Maha-Rajas, são de natureza rajásica, constituem “as Quatro Almas Universais” envolvendo o mundo com energias rajásicas..

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Tudo isso toma forma objetiva através dos 4 Kumaras e, para a Face da Terra, pelos 4 Senhores da Evolução humana: Manu – Yama – Karuna – Astaroth.

Do Maha-Satwa ao Maha-Tamas a evolução veio se limitando, até chegar ao ponto mais denso e grosseiro.

Os Kumaras se projetam no mundo humano através de 4 expressões:- Manu - Yama - Karuna - Astaroth.

Manu - é o doador da vida.

Yama - é quem cuida da evolução daqueles que não conseguiram a iluminação e a imortalidade no plano físico.

Karuna - é o Senhor da Justiça Universal é quem qualifica todo trabalho dos homens.

Astaroth - é o poder coordenador é também quem cria obstáculos para que o homem se esforce para desenvolver a inteligência concreta, material, objetiva.

Como homenagem a esses Grandes Senhores a nossa escola deu seus nomes aos seus quatro graus iniciáticos.

Acima dos Grandes Senhores, projeção dos Kumaras, há a tríade Superior (Akbel-Ashim-Beloi), que no homem recebe o nome de Mônada e corresponde ao nosso “Eu Interior”.

Como vimos há 4 Maha-Satwas, 4 Maha-Rajas e 4 Maha-Tamas, mais as 4 expressões dos Kumaras, a saber: Manu, Yama, Karuna e Astaroth ao todo 16 Potestades agindo na Terra. Daí, o Arcano 16, ser a Casa de Deus.

O 4º. Globo do 4º. Sistema de Evolução - a Terra – tem o valor 56, o qual simboliza as 56 etapas ou realizações que o homem – Jiva em evolução - deve cumprir para se tornar Adepto – Jivatmã. Isso está representado em nosso chacra cardíaco: temos, normalmente, 12 pétalas e, quando o homem se torna Adepto, surgem mais duas pétalas, ficando com 14. Catorze pétalas na primeira cadeia, mais 14 na segunda, mais 14 na terceira, mais 14 na quarta dão o número 56, que é o número dos Arcanos Menores, e também o valor da Terra, o valor do Tetragramaton, o valor da Pedra Cúbica, agindo no mundo material.

Temos também o número 22, para os Arcanos Maiores, que expressa o valor da Pedra Filosofal, das Hierarquias Arrúpicas, daquilo que será objetivado no Sistema Futuro.

TRECHOS DE CONVERSA COM J.H.S. EM 18/07/1963 OS 4 RIOS SAGRADOS, AS 4 PARDAS, OS 4 MAHARAJAS, O QUATERNÁRIO SUPERIOR

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Logo após ter-me sentado ao lado da cabeceira de nosso Supremo Orientador, no Sanatório São Lucas, quarto 209, começou Ele a falar com a voz baixa e com dificuldade:

“A Balança do Segundo Trono está em desequilíbrio com a Obra. Isto não devia acontecer... Já disse há muito quando ainda estava no Rio de Janeiro... Sempre reclamei do Ferreira a falta de equilíbrio entre a Balança e a Âncora. Ambas estavam em desequilíbrio e isso não pode acontecer na Obra.

Se o Ferreira estivesse presente muito poderia descobrir com essa Revelação sobre os Quatro Rios Sagrados, as Quatro Pardas ou os Quatro Paraísos. No Segundo Trono os Quatro Rios Sagrados, as Quatro Pardas são os Quatro Maharajas. Eles mantêm a Balança do Segundo Trono em perfeito equilíbrio. Representam Eles o Quaternário Superior. O primeiro é Dritarashtra, o segundo Virudaka, o terceiro Virupaksha e o quarto Vaisvarana.

DRITARASHTRA corresponde ao elemento Vayu, frio, gosto acre. Está em relação com o Polo Norte... No corpo humano está em relação com o ouvido direito.

VIRUDAKA corresponde a Tejas, fogo, o que é quente, vermelho, gosto picante... Está em relação com o Polo Sul. No corpo humano está em correspondência com o ouvido esquerdo.

VIRUPAKSHA está em relação com o Oriente, cor violeta (gosto adstringente, dizemos nós), água, cousas aquosas, o que é líquido... Correspondente ao Tatwa Apas... No corpo humano relaciona-se com a narina esquerda.

VAISVARANA corresponde ao Ponto Cardeal Oeste (Ocidente). Corresponde ao Tatwa Prithivi, cor alaranjada (gosto doce, acrescentamos). No corpo humano corresponde à narina direita.

O corpo humano, sendo a miniatura do grande Universo, tem esses valores vibrando nos órgãos; Dritarashtra: Vayu, ar, no ouvido direito; Virudaka: Tejas, fogo, no ouvido esquerdo; Virupaksha: Apas, violeta, água, narina esquerda; Vaisvarana: terra, Prithivi, alaranjado, vibrando na narina direita.

OBSERVAÇÃO: acima da narina direita, Prithivi, alaranjado há o olho direito relacionado com o Tatwa Anupadaka, cor amarela... Mercúrio, Budhi, o poder inspirador, o poder do conhecimento ou da sabedoria Divina. Acima da narina

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esquerda, Apas, água, violeta, há o olho esquerdo, cor azul, Vênus, relacionado com o Akasha, Tatwa, a Quinta Essência ou a Essência do Quinto Ishwara...

Por isso sempre mandei saudar esses quatro Maharajas, voltando-se para o Norte, para o Sul, para o Leste e para o Oeste.

Esses Quatro Rios cristalizam a Quinta Essência, as águas do Segundo Trono, a água vital que transforma vida energia em vida consciência no mundo físico.

Dritarashtra, tal como disse: é verde, frio, é o hálito frio que agindo sobre a Terra que é fogo, vermelho, Virudaka, promove a união desses dois elementos, ou seja, o Pai-Mãe Cósmico, construindo alguma cousa semelhante à construção do Universo. Por isso dizem as tradições: “O Pai-Mãe se uniam para dar combate à harmonia”. Logo, o Imanifestado se transformou no Manifestado.

Os Quatro Rios Sagrados, os Quatro Maharajas são os fundadores ou construtores das Quatro Cadeias já trabalhadas. Acima há o Siget, Deus, ou Além Akasha, por isso se diz: “Quem atravessar o Akasha é possuidor de toda a riqueza, de toda a Consciência”...

O Segundo Trono é onde existe o Mistério da Vida e da Morte, onde se promove a união e desunião entre a Divindade e os habitantes do nosso Globo. Nele há o domínio de RAJAS, Akasha médio, azul, gosto suave, açucarado, doce, doçura, docemente... O que deu origem às expressões: “Ambrosia dos Deuses”, “Néctar”, o alimento dos divinos Seres....

Em 1949, quando mandei os Irmãos levantarem as suas Taças e depois levarem-na à boca, foi para que sorvessem a ambrosia do Segundo Trono, a adocicada essência vinda do Além Akasha, de Deus, de Siget... Infelizmente nem todos se aperceberam desse fenômeno. Houve Irmãos que, embora estando a taça vazia, aparentemente, sentiram um gosto adocicado nos lábios...

Em 1948, quando descia, na hora das Ave-Marias, a Suprema Taça do Santo Graal, caiam sobre a S.T.B. (hoje SBE) as águas azuis do Além Akasha e, envolto nelas, o embrião, o Oitavo Sistema, o Bijam do Universo, a Semente provinda do Oitavo Sistema. Esse Embrião Cósmico chama-se MATRATMÃ.

De modo que, das águas, da Essência do Segundo Trono, surgiram todos os Avataras, de lá foram projetadas todas as Cadeias evolucionais. Por isso teve ocasião de dizer o Quinto Senhor: “O Segundo Trono possui duas faces, duas metades: uma voltada para o Céu e outra voltada para a Terra. De cima para baixo as águas

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akáshicas se coagulam, se cristalizam e de baixo para cima elas se dissolvem, se diluem,... se sutilizam...”

Os Rios Sagrados, as Quatro Pardas, as Quatro Montanhas desabando sobre a minha Pessoa e outros Irmãos da Obra, as Trombetas que destruíram as muralhas de Jericó, os Quatro Maharajas são as mesmas cousas, têm o mesmo sentido”.

Os nomes dos Quatro Maharajas são os nomes dos Quatro Fundadores das Quatro Cadeias evolucionais... Dritarashtra é o fundador da Primeira Cadeia, a do AR, do Hálito, a Cadeia dos Avataras do Corpo de Brahmã (Ar, ver Primeiro Rio Sagrado). Virudaka é o criador da Segunda Cadeia (Fogo, Segundo Rio Sagrado). Virupaksha é o fundador da Terceira Cadeia (Água, Apas, Terceiro Rio Sagrado). Vaisvarana é o fundador da Quarta Cadeia (Terra, Prithivi, o Quarto Rio Sagrado). Esses Quatro Maharajas constituem o Quaternário Superior...

Fazendo um Ritual, ligando-se a Obra aos fundadores das Quatro Cadeias, vendo as cores, sentindo o gosto dos Tatwas, números, agindo com todos os elementos conhecidos, estão colocando-a em harmonia com a construção dos Mundos, das Cadeias... estão reproduzindo os valores das Quatro Palavras Sagradas, estão movimentando a Vontade de Deus...

Os Maharajas ou Pardas representam uma quarta parte da Suprema Divindade, da Suprema Unidade. Por isso são Quatro Sóis cabalistas, as Rodas da Visão de Ezequiel. Sim, Quatro Rodas ou Rondas.... Ezequiel viu a origem ou a formação das Quatro Cadeias....

Quando fazem os Rituais estão agindo de tal modo que estão voltando para a Grande Unidade...

Com a boca, com os olhos e com o conhecimento de todos esses elementos pode-se fazer “milagre”.

SALMOS DE DAVI

Maria Augusta Santos Vieira e Marcelo José Wolf / Ordem do Ararat "Segui a Palavra de Davi. É a voz de Deus na Terra"

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Os Salmos são um dos maiores legados iniciáticos deixados à humanidade nesta Quinta Raça Ária, constituindo-se numa poderosa ferramenta de transformação na vereda da Iniciação. Foram dados por um Rei de estirpe divina, o grande Davi, cujo nome, anagramaticamente, pode ser desdobrado em VIDA, indicando-nos sua missão entre os homens, ou seja, aquele que oferta a Vida espiritual ao seu povo, aos seus seguidores, ou aos seguidores da Lei, através de seus 150 Salmos, como uma herança espiritual para toda a posteridade.

O Rei Davi, sucessor de Saul, foi o segundo rei dos judeus, e foi quem fundou Jerusalém. Seu filho Salomão levou o Império judeu ao apogeu, por volta de 1000 anos antes de Cristo. Na narrativa bíblica ele aparece inicialmente como tocador de harpa na corte de Saul. "Como comandante militar, Davi tornou-se amigo de Jônatas, filho de Saul, e casou com sua filha, provocando o ciúme de Saul, que o exilou. Depois da morte de Saul, ele governou a tribo de Judá, enquanto o filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel. Com a morte de Isboset, Davi foi escolhido o rei de todo Israel e seu reinado marca uma mudança na realidade dos judeus: de uma confederação de tribos, transformou-se em uma nação estabelecida. Ele transferiu a capital de Hebron para Jerusalém, que não tinha nenhuma lealdade tribal anterior, e tornou-a o centro religioso dos israelitas trazendo consigo a Arca Sagrada".

Em poucos decênios, Davi retirou Israel do estado de aflição em que se encontrava, sob os filisteus (como está simbolizado na derrota do gigante Golias, ou Goliath, como diz JHS). "As tropas alinhadas frente a frente nas colinas de Judá não tinham se encorajado ao combate, mas o fanfarrão Golias não poupava os israelitas. Desde a derrota de Ebenezer, por volta de 1050 a.C., quando a Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus, os judeus vinham amargando seguidas humilhações para seus eternos rivais, e as bravatas do gigante Golias pareciam confirmar esse destino. Com quase 2 metros de altura, diariamente ele desafiava os guerreiros de Israel, sem jamais encontrar resposta. Um dia, porém, alguém resolveu aceitar o convite.

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Não um soldado, mas um jovem chamado Davi. Munido apenas com uma funda, o rapaz enfrentou o desafiante e conseguiu o que parecia impossível: a pedra lançada por sua arma atingiu a cabeça do gigante Golias, derrubando o mais bravo dos soldados filisteus e, com ele, o moral do seu exército."

Um aglomerado frouxo de tribos tornou-se uma nação, tendo Davi criado para esse Estado uma administração civil, com um chanceler e um Escriba à frente. Organizou os "Anais do Reino", que certamente constituíram as bases dos dados concretos da Bíblia sobre a administração pública durante o reinado.

Davi era dotado de uma multiplicidade de dons, sendo difícil dizer qual o mais admirável: estrategista, construtor de uma nação, poeta, músico e compositor.

Os Salmos são parte constituinte da Kabbala dos hebreus antigos, que sabiam de todo seu poder taumatúrgico. É uma poderosíssima ferramenta nas mãos de Iniciados, como escreveu o Dr. Mauro, na sua obra "A Bíblia e a Kabbala": "Se a Bíblia se torna silenciosa sobre a virtude oculta dos Psalmos, é pelo fato dos mesmos serem um dos mais belos monumentos da Kabbala dos hebreus. E que toda iniciação cabalística sendo rigorosamente oral, seu sentido esotérico deveria ser o apanágio exclusivo dos iniciados. Estes jamais poderiam revelar aquilo que lhes foi oferecido 'de boca a ouvido'."

Em várias Cartas Revelação de JHS vemos que nosso Mestre utiliza a grafia Psalmo. Este era o modo antigo de se escrever tal palavra, derivada do latim, assim como "pharmácia", que se tornou "farmácia", e muitas outras.

Livro dos Salmos quer dizer coleção de cânticos sagrados, próprios para serem cantados ao som de um instrumento musical de cordas, o saltério. Pelo Salmo 32, versículo 2, e Salmo 91, versículo 4, depreende-se que o saltério era um instrumento de dez cordas. Tanto a palavra Salmo quanto Saltério derivam do verbo grego psallo, que significa ferir ou tocar levemente. Saltério também é a designação que os

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Setenta (tradutores do Antigo testamento do hebraico para o grego) deram ao hinário de Israel, isto é, ao Livro dos Salmos.

Nem todos aceitam que os 150 Salmos sejam de autoria de Davi. Há historiadores, padres e exegetas que defendem a tese de que apenas 73 dos 150 Salmos foram escritos por ele. Isso se deve a dois motivos básicos. Primeiro: os Salmos descrevem episódios históricos muito posteriores ao surgimento de Davi na Terra. Segundo: os títulos dos Salmos.

A dificuldade para traduzir os títulos dos Salmos vem de que umas vezes diz o título: Psalmus David; outras: Psalmus ipsi David. Quando a Vulgata (versão latina da tradução grega dos Setenta) diz Psalmus David, segundo o padre Antonio Pereira de Figueiredo, ela quer dizer que o tal Salmo tem por autor Davi; mas quando ela diz Psalmus ipsi David, parece que o que ela quer dizer é que o tal Salmo foi dirigido a Davi, ou que foi composto a favor, em graça de Davi, e por consequência que foi outro que o compôs. Admitida porém essa hipótese, muitos poucos serão os Salmos que pelos títulos da Vulgata se devam atribuir a Davi. Dentre os 150 Salmos, os cabeçalhos atribuem 73 a Davi.

Sendo que nos títulos dos Salmos se declara muitas vezes o nome de quem teve parte neles, os padres antigos se dividem entre si sobre quem foi o autor do saltério; porque uns sustentam que todos os Salmos foram compostos por Davi, outros o negam. São João Crisóstomo, São Ambrósio, São Agostinho, S. Filastro, Teodoreto, Cassiodoro e outros estão pela afirmativa. Eusébio de Cesaréia, S. Hilário, S. Jerônimo e outros defendem a negativa.

Para corroborar essa tese, a última estrofe do Salmo 71, "Acabaram-se os louvores de Davi, filho de Jessé", sugere a alguns que este foi o último Salmo que Davi compôs na sua vida.

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Há fontes que dizem que os Salmos individuais foram escritos durante um período de cerca de 1000 anos, desde o tempo de Moisés até depois do retorno do exílio babilônico.

A dúvida da autoria de todos os Salmos por parte de Davi dá-se também pela descrição de eventos históricos ocorridos muitos anos e até séculos após a estada de Davi na face da Terra. Isso faz também alguns autores afirmarem que os Salmos devem atender não à ordem histórica, mas à ordem profética. Por exemplo: os Salmos 125 e 136 falam do cativeiro da babilônia e retorno à Jerusalém; os Salmos 2, 21, 94, 109 sobre profecias da vida, morte e ressurreição do Cristo. O Salmo 64 tem por título "Cântico de Jeremias, e de Ezequiel", e o Salmo 145, "de Ageu e de Zacarias". Todos esses são profetas modernos, que viveram séculos depois.

Diversos peritos acreditam que Esdras foi o responsável pelo arranjo do Livro dos Salmos na sua forma final. Alguns modernos, como Huet, dão por adjuntos a Esdras os judeus que formavam a grande Sinagoga; de sorte que fosse Esdras o que fez a coleção, e que, depois de feita, a aprovasse e recebesse a Sinagoga.

Os Hebreus reconheciam e davam o saltério por um só volume, que chamava Sipher tihillim, que quer dizer Volume dos Cânticos.

De todas as escrituras, o Livro dos Salmos é o que foi mais vezes trasladado. Por isso foi sujeito a inúmeras alterações feitas pelos copiadores, umas por ignorância, outras por descuido, outras por ousadia. 72 sábios gregos traduziram a versão hebraica para o grego. Essa versão ficou conhecida como a "Versão dos Setenta". Dessa tradução surgiu a Vulgata Latina, versão em latim. Em 1790 o padre português Antonio Pereira de Figueiredo conclui a tradução da bíblia para o português, a partir da Vulgata latina, publicada em 7 volumes. Segundo JHS, essa é a melhor tradução para o português, e a que deve ser recitada. Essa é a versão usada no Livro dos Salmos publicados pela SBE.

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São João Crisóstomo observa que os primeiros Salmos são geralmente de assuntos mais tristes, e os últimos de assuntos mais alegres e mais consolativos. São Hilário crê que constar o saltério de três cinquentenas está em conformidade da ordem que nós devemos seguir para chegarmos à bem-aventurança e em conformidade do progresso que devemos fazer na virtude. O mesmo é o sentimento de São Agostinho, a quem parece que os três Salmos quinquagenários dizem respeito à vocação, à justificação e à glorificação dos escolhidos; porque o Salmo qüinquagésimo é da penitência, o Salmo centésimo é da misericórdia e do juízo, o Salmo centésimo qüinquagésimo é do louvor de Deus nos seus santos.

As versões gregas e latinas diferem da versão hebraica dos Salmos quanto à forma de numerá-los. Os hebreus, começando o seu Salmo décimo no verso 22 do Salmo número nove, seguem até o que contamos como 113, um Salmo adiante de nós. Dividindo este Salmo 113 em dois adiantam-se ainda mais. Então, juntam o Salmo 114 com o 115 e depois o 146 com o 147 terminando com 150 Salmos.

1...9...113 114 115... .146 147 ...150 1...9 10 ...114 115 116 ... 147 ... 150

150 é o número canônico de Salmos aceito pela Igreja e pela Sinagoga. Esse número deriva-se da multiplicação de 15 por 10. Segundo JHS: "Os Psalmos... Fiz ver hoje... surgiram de uma multiplicação cabalística, ou seja: 10 MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS X O Arcano XV, que é o Andrógino Astaroth..."

No início da raça ária a Divindade ditou aos homens os Dez Mandamentos, regras divinas que pautariam a conduta dos homens no seu caminhar evolutivo pelo Itinerário de IO, levando-os à iluminação, à Grande Luz, à sabedoria de Astaroth, expressa pelo arcano XV. "O início da raça Ariana, ou seja, a sua primeira sub-raça Ario-Indu foi dirigida pelos Rishis ou os Sete Tirtânkaras Primordiais. (...) Pela primeira vez, o Manu em forma dual se apresentou em forma dual como criança.

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(...)Foi entretanto quando completaram 21 anos de idade que se deu o seguinte fenômeno: (...)A Divindade se manifestou em pessoa, (...)no sentido eucarístico, flogístico, posto que foi como um raio que caísse do céu (...). O Raio fendeu a pedra, então a Divindade ditou os DEZ MANDAMENTOS(...). A pedra tomou a forma de um livro, isto é, traçada ao meio, em forma andrógina ou dual(...). Esses Mandamentos, gravados na pedra de AS-GARDI, deram origem às regras da Grande Hierarquia Oculta ou do Pramantha, ao código do Manu, ao decálogo de Moisés, às Pradhanas, e a quase todos os códigos(...). Dos Dez Mandamentos Originais, surgiram também os Salmos e os ARCANOS."

Todos os Avataras e seres de estirpe divina são originários do Segundo Trono, ou Mundo Celeste, aquele que separa o Mundo Divino do Mundo Humano. Sendo assim, sua missão é trazer para o mundo humano a palavra, a sabedoria daquele mundo, impulsionando a evolução nos planos mais densos da manifestação. Portanto, os Salmos expressam a linguagem divina, a linguagem que provém do Segundo Trono: "O SALMO representa, sem dúvida, a linguagem dos Deuses, dos Adeptos, dos que sabem manejar com a Lei da Evolução. Isto posto, compreendemos que se trata de um processo de comunicação do Segundo Trono (dos Quinto e Sexto Sistemas). Assim, a linguagem dos Seres ou Deuses do Segundo Trono baseia-se nas odes, nos louvores, na poética, dado que a linguagem humana (Terceiro Trono) é muito rude, agressiva e baseada na eterna concorrência; linguagem da desconfiança, da insegurança, da falta de conteúdo. Daí os Deuses, as Consciências do Segundo Trono só poderem se comunicar através dos Salmos, da divina música. O Rei David, sendo de origem do Segundo Trono, usou a linguagem dos Salmos e foi esta a herança que deixou para o seu povo; herança constituída de 150 Salmos."

Na Série Munindra, mais informações sobre Davi: "A Coluna J (Dr. Ferreira) explicou o valor dos Psalmos. Sim, o valor mágico e o encantamento

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produzido pelas vibrações dos Psalmos, quer falados, quer musicados. Disse: “Os Psalmos têm por fim transmutar os Irmãos em verdadeiros taumaturgos...”

SALMOS: A HOMEOPATIA ESPIRITUAL

Segundo Sebastião Vieira Vidal: "Salmo é a verdade expressa simbolicamente". Os Salmos falam diretamente à nossa essência porque utilizam a linguagem universal da natureza, que é a linguagem simbólica. Essa é a linguagem com a qual o inconsciente coletivo comunica-se com o ego, ou eu inferior, através dos sonhos. Por isso, toda Ritualística está apoiada sobre símbolos, ou sobre uma simbologia transcendental. Os símbolos guardam em si o poder primevo místico e transcendental de algo que não pode ser totalmente elucidado através do intelecto, ou da mente concreta. Guardam aspectos que não podem ser esgotados pela mente racional, mas que são alcançados através da Intuição. E os Salmos são símbolos vivos que atuam em nossa psique. "Os Salmos são uma obra poética, carregada de símbolos. Por isso valem ainda hoje. Continuam a ser sublimes, autênticas "salas de símbolos e imaginação", fonte de expressão para quem os reza, em tudo melhores do que orações "pastosas" de falsos poetas."11 Os Salmos guardam e sintetizam toda a história da Obra.

A relação entre Salmos e símbolos é muito estreita. Em 1951, iniciou-se um ciclo de 49 Rituais relacionados aos Salmos, onde JHS via sobre a cabeça dos irmãos um número que se formava, e logo a seguir um símbolo. Este número indicava o Salmo que aquele irmão precisava recitar e meditar sobre suas palavras. Disse JHS: "Falemos da questão dos Psalmos e dos símbolos: os primeiros revelam misticamente as questões frágeis de cada um, que merecem ser corrigidas. A repetição por muito tempo dos referidos Psalmos defende e equilibra os referidos defeitos. Os símbolos completam o referido Equilíbrio, além do mais, para serem dignos de cantar a Yoga Universal. Akbel revela aos membros da STB os Psalmos que lhes coube individualmente. Desse modo, os símbolos estão revelando o que se passa NO

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MOMENTO, no ambiente de cada um. E a prova é que, passam por modificações para alguns, e ficam na mesma para outros. Como fiz ver ontem, todos marcham para os verdadeiros símbolos da Obra, (...) Lutemos para e pelo simbolismo único: as mulheres, as Filhas de ALLAMIRAH, o coração de Maria, da Virgem ou Mãe divina."

Sebastião Vieira Vidal escreveu acerca de tal episódio: "Os Salmos, segundo nosso grande Mestre JHS, determinam as boas e más escandas, tendências de cada um. Indica o que cada irmão precisava modificar para destruir as más escandas e exaltar as boas, equilibrando dessa maneira o estado de Consciência individual com a evolução da Obra, senão, com a sua Consciência Superior. Por isso que, em primeiro lugar, apareceram sobre cada Irmão, determinaram o elemento positivo que cada um possuía no momento. Sim, os símbolos que apareceram após o número dos Salmos, determinaram a posição de cada irmão, a sua afirmação perante o EGO ou o seu Si. Pois bem, os Salmos que apareceram sobre cada Munindra têm estreita relação com as escandas do passado e os símbolos que surgiram logo depois têm relação com as escandas desta vida. Ora, sobre os Irmãos surgiram símbolos diferentes, logo, isso demonstra que ainda há grande desequilíbrio entre os mesmos. Os Munindras devem ter como símbolo os que o Venerável Mestre JHS lhes deu como insígnias. Por exemplo: quando visse um Irmão e se esse estivesse equilibrado com a Obra, se estivesse em dia com a evolução, Ele veria, sobre a cabeça ou sobre o coração, - se fosse homem - uma Cruz de Malta, com a Flor de Liz, com a miniatura do Templo, ou com a efígie de Akdorge. Se se tratasse de irmã, veria o coração da Ordem das Filhas de Allamirah."

O poder transformador dos Salmos e de seus símbolos universais é evocado através do som. Desde eras sem conta que os Iniciados falam a respeito do mistério do som na manifestação e na criação divina: "O som é a grande arma dos homens e dos Deuses. Em si não é bom nem mal; é o som. O seu emprego fasto ou nefasto, depende exclusivamente da vontade do homem."

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A criação através do som manifesta-se na natureza segundo várias gradações, indo desde as palavras por nós proferidas, às vibrações produzidas quando se entoa um mantra, até à palavra de passe que "abre" portais não penetrados pelo homem comum, culminando com a palavra perdida, que pronunciada da maneira correta, pode até alterar a ordem vigente do universo: "O SOM aí toma um aspecto prático: físico, emocional, mental e se projeta nos Mundos Inferiores. O SOM aí provoca a sensação e forma os símbolos que se transformam em palavras, com um sentido prático e útil à evolução dos Seres. Este Supremo SOM se manifesta em todas as gamas sonoras, desde o inaudível - Nahada - até as palavras mágicas e sagradas, surgindo daí as palavras de passe, as palavras Sagradas e a síntese de todas elas, conhecida na nossa tradição como a PALAVRA PERDIDA. Palavra Perdida, contada e proferida em vários tons, forma o ápice e todos os Mantrans..."

"No aspecto exotérico, a Palavra se torna eminentemente utilitarista e assim é continuamente reestruturada e retorcida, conforme os interesses predominantes da psico-fisiologia da Nação nos vários períodos que atravessa. Essas transformações da Palavra ao se adaptar, ou ser adaptada, às modificações regionais, ou mesmo nacionais, levam progressivamente a encobrir seu significado original, mas não a ponto de destruí-lo; esse significado original perdura para sempre e poderá ser encontrado em suas raízes, constituindo o aspecto esotérico que se conserva e se revela em forma de Símbolo. No Símbolo estão as causas originais arcaicas ou arcanas (arca) que lhe deram origem, e a verbalização primordial que lhe deu manifestação intelectiva."

O valor mágico e o encantamento produzido pelas vibrações dos Psalmos, quer falados, quer musicados, evocam o poder da Quarta Shakti - MANTRIKA-SHAKTI. É a Shakti predominante neste Quarto Sistema de evolução: "Mantrika-Shakti - Está ligada ao 4° Raio. É o Poder Místico do Som, do Verbo. Expressa a harmonia cósmica, incluindo, portanto, tudo quanto diz respeito ao aspecto beleza ou arte. (...) Em

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verdade, a Palavra, o Verbo, é considerada por todas as tradições antigas a causa da manifestação do mundo. É a suprema forma pela qual se objetiva o Ser Infinito. Esse Verbo se manifesta como ritmo, melodia e harmonia."

Originalmente os Salmos eram cantados e bailados, como em muitas Ritualísticas transcendentais executadas nos Mundos Internos. Krishna representou, bailou, tocou e cantou na sua infância, na mesma razão de Gautama, o Buda. Davi, por sua vez, bailou diante da Arca da Aliança sentindo-se vil e abjeto perante o "seu Senhor". Dhâranâ, depois S.T.B., durante muito tempo, fez uso de bailados, cantos, mantrans ou hinos, músicas estranhas, longas e magníficas alocuções em línguas sagradas, dentre elas o pâli, o sânscrito. Finalmente, representações ao vivo dos mistérios que a si mesma diziam respeito. Sendo assim, os Salmos não deixam de ser uma expressão de arte, de beleza, de estética. Isso nos remete à quarta linha de Adeptos ligados às artes, à beleza - Linha Hilarião.

Os Salmos possuem a característica de Magia Teúrgica, ou medicina teúrgica, que auxilia-nos na vereda da Iniciação, na busca de nossa verdadeira essência: "A TAUMATURGIA é o ato de se por em ação, em atividade, digamos em atividade objetiva, a CONSCIÊNCIA SUPERIOR, os atributos do espírito; consequentemente, uma ativação, em todos nós, do SOM ETERNO, da Vida Universal - processo que possibilita manter em equilíbrio a parte veicular da individualidade. Isso é tornar a Mônada indivisível, não permitir que seus veículos se desintegrem, conduzindo-nos ao sentido da “verdadeira imortalidade”, ou seja, a não divisão, senão, a não desintegração dos veículos conhecidos: espírito ou inteligência, alma e corpo. Por isso se fala em corpo eucarístico. (...) Nosso insubstituível senhor legou-nos o ensinamento que os “Salmos são a verdade expressa simbolicamente”. O conhecimento da TAUMATURGIA requer o entendimento e o conhecimento do valor dos Salmos, das palavras e ervas sagradas. é preciso ter virtudes, amor à natureza, ao universo, para a prática da verdadeira TAUMATURGIA e, ainda, o coração bem à

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semelhança do AMOROSO do Segundo trono e ser de descendência direta do BIJAM DOS AVATARAS."

Para entendermos a real importância dos Salmos e a poderosa chave mágica em nossas mãos, nada melhor do que reproduzirmos aqui o trecho da Carta Revelação de 27 de abril de 1952: "Falemos da questão dos Psalmos e dos símbolos: os primeiros revelam misticamente as questões frágeis de cada um, que merecem ser corrigidas. A repetição por muito tempo dos referidos Psalmos defende e equilibra os referidos defeitos."

Os Salmos funcionam como uma homeopatia espiritual: recitando-os constantemente estamos vibrando os valores dos mesmos, resultando na transformação de nossa psique. Acerca do poder transformador dos Salmos, diz-nos Sebastião Vieira Vidal: "Essa transformação se opera praticando, recitando e meditando através dos Salmos. Os Mandamentos e os Salmos têm por fim criar causas para que tenham como exaltação, como efeito positivo, a sublimação das Nidhanas. Escandas e Nidhanas são expressões de uma linguagem oriental. No ocidente denominamos de Salmos. Observamos coisas boas e coisas más." "Os Salmos, segundo nosso grande Mestre JHS, determinam as boas e más escandas, tendências de cada um. Indica o que cada irmão precisava modificar para destruir as más escandas e exaltar as boas, equilibrando dessa maneira o estado de Consciência individual com a evolução da Obra, senão, com a sua Consciência Superior."

No ano de 1952, JHS dá a interpretação e indicação dos Salmos de Davi. Tais interpretações foram retiradas de um pequeno e velho livro da biblioteca do Mundo de Duat chamado "Ritual de Magia Divina". JHS fez comentários e acréscimos a essas interpretações. Anos mais tarde, no dia 11 de agosto de 1956, tal livro foi materializado nas mãos de JHS. Não foi JHS quem o materializou, mas este apareceu nas suas mãos. Essa efeméride é conhecida como "A Parada dos Três Relógios", pois no momento em que tal livro foi materializado, três relógios pararam,

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indicando o horário (20:30 h): o da sala de JHS, que ficava em cima da radio-vitrola, o do Dr Eugênio Proclan Marins, que visitava JHS na ocasião (segundo JHS, seu relógio era magnético e não parava...), e o terceiro na parede da secretaria da STB, na Rua Buenos Aires. Na carta revelação de 12/08/1956, JHS discorre sobre tal efeméride.

Além do poder taumatúrgico dos Salmos, suas indicações, constantes no Livro dos Salmos da SBE, constituem um rico manancial para nossas vidas. No capítulo "Chave Mágica e Cabalística dos Salmos", JHS nos deixa, na indicação de cada Salmo, riquíssimos temas para meditação, muitos deles de uma beleza indescritível que apenas um Avatara conseguiria ofertar a seus discípulos. Assim, o Livro de Salmos constitui-se numa fonte inesgotável de pérolas de sabedoria para a meditação dos discípulos de JHS. "E os Salmos, em si, constituem uma grande iniciação meditativa, por isso, o excelso Maliak lançou mão deles...seguindo o mesmo estilo de JHS."

Quanto à forma correta de se recitar os Salmos, JHS diz no Livro dos Makaras: "No momento em que estiverdes recitando o vosso Psalmo, vossas mãos devem estar cerradas, sob a contração muscular do vosso desejo e força de vontade. Outrossim, os pés, com os dedos contraídos, na mesma razão das mãos. Por acaso já pensaste que, em cada lado de vosso corpo, o número 10 ou IO está figurado como agora no Kamapa?"

A leitura pode ser feita em pé ou sentado, de acordo com a vontade ou conveniência daquele que irá recitar o Salmo. É preferível que se faça tal leitura voltado para o Norte, como nas Iogas ministradas em nosso Colégio Iniciático. Segundo orientação dada pela Mestra da OFA, Ven. Selene Jefferson de Souza, de acordo com a Carta Revelação acima citada, todos os dedos das mãos devem estar fletidos, e a ponta do dedo médio pressionando o ponto central da palma.

Também não é demais lembrar que, sendo os Salmos uma poderosa ferramenta de taumaturgia, de transformação, a sua récita deve ser feita em ambiente

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harmônico, tranqüilo, com a pessoa em estado sereno, concentrada naquilo que vai realizar, concentrando-se no poder da sua vontade.

Cabe aqui transcrever um trecho muito importante do Livro de Salmos da SBE, acerca das indicações de cada Salmo e de seu uso: "Contudo, desaconselhamos formalmente o seu uso à guisa de um bulário de remédios: 'para tal doença, tal Salmo'... é mister que, localizado o assunto de seu interesse, o consulente faça a leitura atenta dos comentários e indicações de JHS; só depois, consciente das virtudes e sobretudo da mensagem contida no Salmo eleito, passe a recitá-lo."

MAHIMÃ E KUVERA

VESTES, no sentido da Eubiose, nas criadas para os Budas e para os Adeptos. Poder de Kryashakti

Vamos procurar esclarecer na medida de nossos conhecimentos o primeiro assunto: “Vestes”, criadas por Seres Superiores.

Em nosso plano “ESPAÇO”, há um poder máximo criador, no aspecto físico, o qual tem a sua divina cobertura no ETERNO, ou nas consciências que representam no mundo condensado. Quando o ETERNO necessita de alguma coisa, de algum veículo, este é criado pelo poder de vontade dos Kumaras. Exemplifiquemos nossa idéia: nenhuma criatura humana poderá descer, digamos, a vinte mil metros no fundo do oceano, usando as roupas ou vestes naturais. A pressão não a deixa passar de determinada profundidade. De modo que, para que desça aos vinte mil metros, necessário se torna, seja envolvida de várias roupagens para ter ao fundo do Oceano. Mas ela, como consciência, está dentro da roupagam ou aparelho usado. E através dos aparelhos, toma consciência do que há no fundo do grande oceano. Assim, desse modo, acontece com o ETERNO; sendo de uma natureza de grande abstração para a nossa observação, se necessita descer ao plano físico, necessário se torna criar uma veste de natureza Átmica, a seguir búdica e finalmente física. O ETERNO cria essa série de vestes através do poder de VONTADE DOS KUMARAS. Adotemos outro esquema simples: cria, através dos Kumaras, uma veste espiritual, uma segunda Psíco-Mental, e uma terceira física. E através delas, desce até o plano físico, senão , ao mais denso. Na Atlântida, por exemplo, criou uma veste espiritual: Muiska ou AKBEL; uma psico-mental: Ak-Logos-Maya e uma física, Ulisses. E por esse conjunto, ELE (O ETERNO), se manifestava como Deus feito homem terrenal. No segundo Trono, ELE (o ETERNO), agia como 3 (Akbel, Belói e Ashim). Como Deus - Homem, na

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Terra, passa a ter o valor de Oito, senão, AKBEL, e mais os 7 Kumaras ou Planetários... Permanece sempre o esquema de um Oitavo no Centro e sete ao redor, ou saídos dele. Ora, aprendemos que de um Oitavo saem mais 7, os quais são as vestes, as projeções do Oitavo.

Há, portanto, um encadeamento de Causas (a criação das vestes) e os efeitos, o trabalho realizado através das vestes. Uma das VESTES pode, de acordo com as condições ambientais, poluir, envenenar as Superiores ou mais sutis.

A concepção das “vestes” é importantíssima para os nossos estudos da filosofia da Obra.

Como se criam as “vestes”? : São criadas tendo como elementos, como matéria prima, a Vida Universal. Em Sânscrito, “jiva” é vida. O Supremo Artista do Universo modela quaisquer formas com a Vida Universal. Após criado o Aparelho, surge o processo de transformar a Vida Energia em Vida Consciência, inteligente...

Por exemplo: para que haja o Avatara, há necessariamente, a criação das Vestes em diversos Planos. Faz-se com as “Vestes”, no caso dos Avataras, o mesmo que se faz para montar uma máquina; primeiro modelam-se as peças e, finalmente, monta-se a máquina. No caso dos Avataras: o ETERNO através dos Kumaras, cria a Veste Espiritual, transformando a Vida Universal em LUZ, luminosidade; através dos Adeptos cria a Veste Som, Psíquica; através do Manú, cria a veste física. No ato do nascimento do Avatara, esses elementos reunem-se num conjunto.

De modo que a veste DHARMAKAYA, Espiritual, tem como matéria prima: SATWA, a Vida Universal, com a frequência vibratória do primeiro Trono; a SHAMBOGAKAYA, tem como matéria prima, RAJAS, com frequência vibratória do Segundo; a NIRMANAKAYA, TAMAS, com a do Terceiro, TRONO.

Na Atlântida havia a veste Dharmakaya, representada pelo grande Deus Muiska, a Shambogakaya por Ak-Logos-Maya (Mahimã) e a Nirmanakaya por Ulisses... As três formavam o conjunto: o AVATARA.

Conhecemos, a exemplo do que estamos pesquisando três Deuses, os quais agem separadamente, mas quando o ETERNO tem necessidade de se manifestar no Plano Espaço-Espaço, eles essencialmente se fundem. No ano de 1899 em Srinagar, São Germano ficou, por assim dizer, como sendo o corpo ou veste física; Crivatsa avatarizou-se em São Germano (como sendo veste psíquica), Akbel fez o mesmo, como sendo veste espiritual, e o ETERNO, através da Trikaya ou três vestes, num conjunto, fecundou as Plêiades, a fim de dar origem nos Excelsos Dianis-Budas. Ora, temos os três em um, a fim deste (um) ser origem para 7. Os números 7, 3 e 1, escritos invertidamente, equivalem ao termo LEI. Isto é, a LEI se manifestando, a fim de fazer germinar a Terra, terceiro Trono, os 7 Príncipes da Hierarquia Humana.

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Abordando o assunto de modo cósmico, podemos compreender: as hierarquias criadoras possuem esse nome porque criam as vestes para a manifestação do ETERNO, de DEUS, do PODER CRIADOR. Compreendemos também, a expressão “tulkuismo”, que representa as vestes criadas com a matéria dos diversos Planos, ou com as 7 forças universais, à guisa de cada força universal forneça a matéria prima para criar a veste do seu respectivo plano. No aspecto negativo criam-se também, vestes negativas... São os casos dos Anti-Cristos, dos Bhudas Negros, dos Nirmanakayas Negros...

O Eterno, a exemplo do que estamos pesquisando, é a Suprema Consciência, ampla, infinitamente ampla; não tem forma física, densa... Para que se manifesta no nosso Plano Espaço-Espaço, no mundo condicionado, material, tem de vir se condicionando progressivamente, através das vestes, no Plano da Luz; a seguir, condiciona mais um pouco, atingindo o Plano do Som, do Tempo e finalmente o do Espaço-Espaço (ou físico).

Ora, Luz, Som (Tempo) e depois Espaço, nos permitem entender a condensação progressiva do Eterno, de Deus, do Ilimitado ao Limitado, do Espaço sem Limites para o Espaço com Limites. De modo que a vida Una vem se condicionando, ou seja, se transformando do mais abstrato para o mais concreto. Se vem do mais sutil para o mais grosseiro, concluimos: as “vestes” são criadas à guisa de verdadeiros transformadores de energia única, nas diversas modalidades até que se atinja o mais grosseiro.

A somatória de todas as consciências funcionando como multiplicidade seria o “inconsciente coletivo”. Quando o estado de consciência dos que representam a multiplicidade se tornar homogêneo, o inconsciente coletivo torna-se o Consciente coletivo.

O Mestre JHS falava muito: TRANSFORMAÇÃO, SUPERAÇÃO e METÁSTASE. Logo o termo transformação tem o sentido do que opera no Plano Físico, digo, no Plano Espaço-Espaço. O trabalho em nosso Pano Espaço é transformar a Vida Energia em Vida Consciência; o inconsciente no consciente; mas pelo estímulo dos fatores de inteligência abstrata, budi e atmã.

Os Dianis, geralmente usam a linguagem simbólica, fornecendo estímulos, motivações para que os indivíduos atuem com a inteligência abstrata, com a intuição, a fim de plasmarem no concreto a Idéia abstrata. Ora, disse Kut-Humi: “a matéria é a idéia cristalizada; e a idéia é matéria sutilizada, sublimada”. Os Dianis representam as 7 notas primordiais da sublime sinfonia da Humanidade de nosso Planeta.

Reportando-nos aos ensinamentos do nosso Grande Senhor JHS, compreendemos a ação positiva do Poder Criador do Pensamento, conhecido nas

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antigas tradições como o Poder de Kryashakti. Isto é, criar pelo poder da mente, digo, do Poder da Vontade associado ao Pensamento.

Os próprios Gênios das artes, da ciência, os inventores, além da criação física, objetiva, a três dimensões, criam também, as “vestes” a quatro dimensões, logo, subjetivamente. Acerca desse assunto, no Livro do Graal há um trecho do Mestre JHS: “Todas as Obras primas, principalmente a Estátua de Moisés, de autoria de Michelangelo, passam de simples formas a vida real, devido as formas mentais de que estão revestidos por seus autores ou escultores, pelo fato de lhes darem todas as expressões reais do Ser humano; posto que, mirando-as sempre de perto e de longe, para verificar quaisquer defeitos que possam haver, tudo isso e muito mais ainda, concorre para a formação da egregora, a qual nunca mais abandonará semelhantes trabalhos, como sendo esforço físico, psíquico e mental do Gênio, Artista... Daí a origem do termo João, Joan, Jim ou Jina (Jênio segundo a fonética natural)...

No Plano da Objetividade, todas as vezes em que falharam as tentativas do Logos Criador, em que houve falha no seu projeto evolucional, os Kumaras criaram “Vestes, Devas , Egrégoras”, como sendo colheitas das experiências do campo de realizações. Há, por assim dizer, uma falha, e os Kumaras criam um Deva, uma veste para preencher o espaço vazio. A exemplo do que estamos pesquisando, observamos: 1 - Na Terceira Raça, portadora do título de LEMURIANA, houve por assim dizer, uma falha, uma queda e os Kumaras então criaram o DEVA-MUNI. Este guarda alguma semelhança com a esfinge. Ora, foi criado pelos 4 Kumaras Primordiais a fim de que a Obra do Eterno não perdesse seu seguimento e os Kumaras pudessem ter VESTES para se manifestarem nos ciclos seguintes, no seio da Humanidade. Chamamô-LO de traço de união entre o passado e o futuro. Esse DEVA-MUNI é um ser vivo, mantido em Shamballah.

2 - Na Atlântida foram criadas as VESTES: AK-LOGOS-MAYA e KUVERA, as quais, nas revelações de nosso Mestre JHS aparecem com os nomes de MAHIMÃ e KUVERA. Esta última era considerada como sendo a Deusa da Riqueza.

Há um trecho no Livro do Graal:

“... Os 4 Kumaras na Atlântida, a pedido do Eterno, criaram duas VESTES, duas ALMAS, dois Veículos psico-mentais, para que os Gêmeos Espirituais pudessem se manifestar, porque desde a degolação dos dois, com os preciosos nomes de Mu-Iska e Mu-Isis, os Gêmeos não puderam ter mais corpos físicos. Estes dois corpos, veículos, VESTES, criados no País de Mú (pelos 4 Kumaras), chamam-se atualmente, MAHIMÃ e KUVERA”.

MAHIMÃ quer dizer: força, poder, dilatação, aumento de tamanho. É algo semelhante no próprio termo sânscrito: “BRIG”, dilatar-se, expandir-se; logo, é a expressão de Deus, da sua Vontade...

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Em outro admirável trecho das Revelações de JHS: “MAHIMÃ e KUVERA, possuem muita semelhança com os nomes das duas colunas do Rei do Mundo, ou seja, respectivamente, MAHIMÃ e MAHINGA. Possuem ainda, estas designações: KABIRI e KUVERA, como sendo admiráveis vestes de ADAM-KADMON...”

Muito bem ! Mahimã e Kuvera, embora tenham sido criados pelos 4 Kumaras, sob o influxo do Eterno, tem sido a História Psico-Mental da Obra até o nosso Ciclo Avatárico. Ora, encarnam como Rei e Rainha de um povo. Ora nascem como Rei Ak-Logos-Maya e ora Kuvera vem ao Mundo dos Homens como Rainha. Época houve em que o primeiro nasceu como homem e a segunda como mulher, naturalmente. Mas a trama do destino uniu-os como esposo e esposa. Ciclos há em que vem os dois como dois Homens, embora mantendo a polaridade, à guisa de Colunas J e B do Planetário da Ronda. No presente ciclo avatárico vieram como dois homens. Estão no Monte Ararat, Serra do Roncador. Mahimã tem o nome humano de MANAS-BHUTAU e Kuvera o de KAMA-BHUTAU.

Ambos irão ser colunas do Excelso Buda Terreno e formarão na Ordem: - BUDA TERRENO, coluna central, com o nome de Henrique, El-Rike...

- AK-LOGOS-MAYA - MAHIMÃ, como coluna J e terá o nome de José. Atualmente chama-se Manas-Bhutau.

No ano de 1948 houve uma série de Rituais na Obra, com 28 Irmãos e 28 Irmãs, denominados de RETIRADA DAS VESTES DE MAHIMÃ.

O 1. realizou-se em 6/10/48. Esta primeira veste foi retirada por 2 Devas do Além-Akasha, Devas-Bindu. Símbolo: Tartaruga.

O 2. foi realizado no dia 14/10/1948. Esta segunda veste foi retirada pelo grande Senhor JHS. Símbolo: touro. O Mestre disse em tom enérgico: “desperta Mahimã! Reconheça-me!”

O 3. Ritual foi realizado em 22/10/48. Esta veste foi retirada pelo Deus Manu. Símbolo: dois yacks.

O 4. Ritual foi levado a efeito em 13/11/48. Esta veste foi retirada pelo Deus Yama. Símbolo: cordeiro.

O 5. Ritual foi realizado em 28/11/48. Esta veste foi retirada pelo Deus Karuna. Símbolo: Leão.

O 6. Ritual foi levado a efeito em 15/12/1948. Esta veste foi retirada pelo Deus Astaroth. Símbolo: serpente.

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O 7. Ritual foi realizado em 16/01/1949. Esta sétima veste foi retirada pelo próprio ETERNO. Quando foi retirada esta veste, 49 Adeptos passaram pelo Ritual de João Batista.

Nas nossas pesquisas acerca do assunto, concluímos: “O retirar as 7 vestes de Mahimã” equivale a dizer, 7 Potestades criaram ou restituiram 7 Tulkus ao Excelso Mahimã. Após a retirada das 7 vestes, podemos dizer que Mahimã ficou sendo um Oitavo Aspecto, dirigindo ou dominando 7 Tulkus ou 7 Vestes, os quais devem estar no Sistema Geográfico do Roncador.

Para se poder aquilatar o valor da criação das VESTES e, consequentemente, a responsabilidade dos que as criam ou mantém, vamos transcrever um trecho do Livro CHANDRA-BHAGA-VISHNÚ - Secção V - Cod. 22 - Carmo de Minas, outrora Silvestre Ferraz:

“Não estudes sem ler. Não aspires o perfume das flores sem o sentir na cabeça e no coração. Teus ouvidos devem estar abertos aos menores ruidos na Natureza, para que possas aperceber as tuas próprias necessidades espirituais, postadas naquela mesma cabeça e naquele mesmo coração. Não comas sem desgutares, para não comeres aquilo que possa fazer mal, ao mesmo tempo, ao corpo, à alma e ao espírito. Do mesmo modo, não deves pronunciar coisa alguma que possa envergonhar essas TRÊS VESTES que cobrem teu verdadeiro corpo, que é o da tua CONSCIÊNCIA IMORTAL. Olhando para o Céu verifica se as Estrelas estão paradas ou transluzentes, procurando - elas mesmas - perscrutar os anseios da Tua Mente e do Teu Coração. Bem pode ser que uma delas se apague bruscamente, por haver morrido com a tua própria morte espiritual. Esta, em verdade, é a tua ESTRELA GUIA. Mas se, ao contrário, ELA te sorri alegre e feliz, aumentando cada vez mais de brilho, tu jamais morrerás, e ela também ...”

De modo que “VESTES” são, portanto, para que se cumpra, em Planos densos e no máximo da densidade o planejamento do Logos Criador, do Consciente Coletivo. Os Planos ambientais são, na ordem: LUZ, SOM e ESPAÇO e inversamente: ESPAÇO, SOM e LUZ. Por isso nosso Mestre e Senhor JHS falou em Escola, no sentido de procurarmos sair do Plano do Espaço para o do Som e o da Luz. Para sairmos do Espaço precisamos da Escola: tomar conhecimento de tudo aquilo que represente a filosofia da forma e de todas as Leis que a regem; Teatro, o SOM. O indivíduo começa a exteriorizar aquilo que está incubado, eliminando frustações, passa a descontrair-se. Templo é a conquista da integração com o Universo, com o Todo... Permite a todos nós entrarmos no Plano da Luz, do conhecimento global; passa a ter Idéias Sintéticas... Ora, no Templo, do modo ou pela técnica adotada nos Rituais, há a participação de todos e estão abrindo as janelas das VESTES para que estas se integrem na Consciência Total, Logal... Fisicamente, nos Cerimoniais do Templo, estamos nos integrando na Veste-Luz (Dharmakaya) Akbel e Allamirah; na Veste

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SOM (Shambogakaya), nos Seres que se acham no Templo do Caijah. E finalmente na veste física, nos corpos dos Bhants-Jahuls. Por isso houve a exigência dos Rituais Eucarísticos.

GLÓRIA, LUZ E ESPLENDOR ÀS VESTES QUE COBREM NOSSA CONSCIÊNCIA LOGAL!!!

ARCANOS MAIORES

INTRODUÇÃO HISTÓRICA

OBS: O texto a seguir faz parte da pesquisa elaborada pelo V.I. ALEXANDRE CURSINO de Nova Xavantina, que tem por título: A GRANDE LUZ – Os Arcanos do Taro ou Os Mistérios da Lei.

1. ORIGEM

Para entendermos a origem dos arcanos, reproduziremos alguns trechos do livro “Os Mundos Subterrâneos à Luz da Ciência ou Novas Bases para a Astronomia” de um discípulo da antiga STB, que possuía o pseudônimo Lamasis. Ele diz: “Na profundidade do oceano jazem as ruínas do Mundo Atlante! Erguem-se ainda os restos de tão prodigiosa civilização que, por sua maldade, foi destruída pela água”. E, mais adiante: “Deste modo pereceu a Atlântida com sua grandiosa civilização, embora que os Devas Luminosos, transformados em obreiros, construíssem um outro continente no seio da Terra, a qual deram o nome de Agartha, sem mesmo faltarem os 22 templos de outrora, sendo que o último, no meio de uma “Ilha Misteriosa”, onde residiam os Deuses com todos os seus símbolos trazidos dos céus... à tal ilha deram o nome de Shamballah”.

Os 22 templos mencionados, distribuíam-se na razão de 3 para cada uma das 7 cidades ou cantões, sendo um templo central e dois nas lateralidades formando ao todo 21 templos, todos em torno do 22º ou 8º. Esta constituição tem por base a formação do Cosmos organizado de acordo com o padrão setenário mantido por uma oitava coisa, o Logos Único e Impessoal.

Com a decadência da Civilização Atlante, causada pelo então Anjo Rebelde (Lusbel, hoje redimido e com o digno nome de Arabel), avatarizado no 4o. Rei Rigden Djepo, fato de todos já conhecido, a divindade procurou o seio da Terra como morada. Desde então, começou-se a falar no precioso nome dos Seraphis”.

Continua Lamasis: “Antes que sucedessem tais catástrofes, seres de alta hierarquia, iniciados nos mistérios da Lei, eram avisados da missão que lhes cabia no posto de Manus, para a preservação das sementes que se destinavam à formação de novas raças.

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Surgiu então o Manu Vaisvavata, veiculado pelos Senhores da Árvore da Vida que, flogisticamente, viviam naquela oitava cidade, a interdita (...). Milhares de anos depois, o Manu Osíris conduziu outra leva do povo eleito às regiões banhadas pelo Nilo”.

Lamasis refere-se neste trecho de sua obra às 2 hastes, Lunar e Solar, formadas pelos eleitos da 5a. sub-raça Atlante - Semítica.

EGITO (Solar) - Cultura Atlante

ÍNDIA (Lunar) - Berço da Civilização Ariana

Ao Egito coube preservar o conhecimento, as técnicas, resumir as 7 linhas do Conhecimento Atlante.

A Índia utilizou-se dos conhecimentos voltados aos padrões ético-morais, como base para a formação de uma nova Raça-Mãe, sob a égide dos 10 Mandamentos Primordiais.

Eis agora a origem dos arcanos, descrita por Lamasis: “A Agartha, como já dissemos, é constituída de 7 cidades , que se estendem no interior da Terra desde o que hoje conhecemos como Pólo Norte até ao Pólo Sul. Cada uma dessas cidades corresponde a um grande ciclo racial, razão porque se dividem em 7 cantões e estes, por sua vez, se subdividem na razão das sub-raças e ramos raciais. Há portanto, 56 subdivisões para uma cidade, número que se relaciona nos velhos mistérios egípcios, aos arcanos menores. Em cada cidade há um ponto central constituído de 3 templos, onde se acha a direção respectiva (o Dhiani Kumara, o Rishi e a Plêiade dizemos nós). São, por conseguinte, 21 templos em toda a Agartha (já mencionados anteriormente, e que expressam os 22 arcanos maiores juntamente com o 22o. Templo)”.

Poderíamos ainda dizer: As 14 hierarquias criadoras refletindo-se nos 4 planos manifestados perfazendo os 56 arcanos menores, mais o arquétipo setenário refletindo-se nas 3 regiões do mundo imanifestado como Pai, Mãe e Filho latentes no seio do Eterno perfazendo 21, mais a origem (o próprio Eterno) igual a 22 arcanos maiores, teremos as 78 lâminas.

A civilização egípcia , como vimos, absorveu ou sintetizou este sublime conhecimento só revelado àqueles que, tendo vivenciado em sí estes valores através da iniciação, harmonizavam-se com o modelo Atlante ou com os arcanos.

1.1 A INICIAÇÃO EGÍPCIA E O PAPEL DE HERMÉS

Nas criptas da grande Pirâmide de Menphis, o aspirante à iniciação nos mistérios de Osíris passava por uma série de provas que o conduzia até a entrada de uma galeria cuja dupla muralha era separada por pilastras, em número de 11 de cada lado, com 22 painéis decorados de motivos em hieróglifos... O neófito desfilava diante daqueles quadros numa das fases da iniciação, quadros estes que resumiam a ciência secreta dos hierofantes. Esta série de quadros era conhecida como LIVRO MURAL.

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Referências

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