• Nenhum resultado encontrado

CONDE DE SÃO GERMANO

No documento Apostila SBE KARUNA.pdf (páginas 148-151)

MANASAPUTRAS E MATRA DEVAS

CONDE DE SÃO GERMANO

O papel de São Germano na Revolução Francesa, ao lado do não menos famoso Cagliostro, continua até hoje um mistério para os que desconhecem os movimentos ocultos que, através das idades, processam as mudanças na história do mundo.

Filósofo, poeta, pintor, musicista, taumaturgo, conselheiro espiritual da Casa de Áustria, São Germano teve, no século XVIII, uma grande influência junto à nobreza de França. São conhecidas suas cartas a Maria Antonieta alertando-a sobre os perigos que corria, prenunciando-lhe os trágicos acontecimentos que culminaram com a revolução e a guilhotina da praça Vendôme.

Uns consideravam São Germano charlatão, outros iluminado e ainda outros de reencarnação de um ser glorificado pela humanidade em vários de seus ciclos. De onde veio, a idade que tinha, a missão que realizava e para onde foi poucos sabem.

Uma das facetas desse gênio multiforme, grande em todas as artes e ciências, é a de um músico admirável. Violonista equiparado a Paganini, em nenhum dicionário musical encontramos o nome de São Germano e sim o de Giovanini, violonista e compositor. Segundo o “Grove’s Dictionary of Musical na Musicians,” São Germano foi de Berlin para Londres, em 1745. Segundo Johan Franco, escreveu ele, também, sete

©SBE Conteúdo de uso dos Graus – Reprodução não autorizada Publicado na web por: Maiana Alcântara – Salvador – BA Pag. - 149 - 07/10/2016

solos para violino, em realidades sonatas completas, com acompanhamento figurado de baixo, e muitas outras canções.

Sua obra mais importante, contudo, parece ser as Seis Sonatas para 2 violinos com um baixo para cravo ou violoncelo, que foram publicadas, aproximadamente, em 1750, por L. Walsh, de Londres.

Entretanto, o que se depreende é que uma grande parte da obra musical de São Germano perdeu-se, ou melhor, anda escondida pelos arquivos do mundo, à espera de que algum investigador as descubra, para gáudio dos amantes da música e maior esclarecimento sobre a personalidade do misterioso taumaturgo.

São Germano expressa a formação do 5º Kumâra, ou seja, o Kumâra do futuro ou relativo ao 5º Sistema. Há, portanto, 4 Kumâras, sendo São Germano a expressão do 5º. Haverá o 6º e o7º? Estão em Corpos Flogísticos? Esse aspecto do Andrógino Perfeito manifestando-se separadamente deu origem aos valorosos nomes Ardha Narisha Kumâra, Lorenzo e Lorenza, Mi e Da, Melki-Tsedek. Na Índia falava-se no Manu Fêmea-Macho. No Egito se conhecia o Manu Macho-Fêmea. Falava-se também nos tipos de seres luni-solaris. Em verdade, o que expressa muito bem esse manejo é a Árvore de Kuma-Mara ou do Segundo Trono.

Como expressão do 5º Kumara, São Germano, foi pai (como veículo) de sete Dhyânis Kumaras e depois de sete Dhyânys Jivas. Isso demonstra a função manúsica desse Ser, que tem como aspecto feminino Lorenza.

Estamos no 4º Sistema de Evolução. Nele, a evolução é caracterizada pela bissexualidade; a propria Divindade, na Terra, obedece a esse princípio.

Da Lemúria para cá houve necessidade de ser criada a criatura humana. Ela é uma raiz do 4º Ishwara, mas, neste sistema, houve necessidade dessa forma. Para isso usaram a 3ª categoria de Barhishads e Agnishwâttas. Assim, o físico surgiu através da polaridade.

Na Revolução Francesa eles tomaram os nomes de Lorenzo Paolo Domiciani e Lorenza Feliciani Domiciani. Os Gêmeos Espirituais foram filhos deles, para depois darem nascimento aos Buddhas. Em cada época tiveram um nome. Esses Seres são realmente o Rei e a Rainha do Mundo. São Corpos mantidos já pela vida cósmica, além de possuírem a Consciência Cósmica. Lorenza representa a Divina Mãe, Aquela que os cristãos chamam de Nossa Senhora.

Houve uma época em que o Mestre Henrique José de Souza estava em São Paulo, Lorenza em Itaparica; São Germno, no Norte; e Crivatza, no Sul. Eles formaram a Cruzeta Cósmica. A Cruzeta é o eixo que põe em movimento as leis universais.

Na época das grandes transformações na Europa, quando aconteceu na França a Grande Revolução Francesa de 1789, os Gêmeos Espirituais do ciclo eram Lorenzo (São Germano) e Lorenza.

Na Confraria de Kaleb, Egito, o casal manúsico Lorenzo e Lorenza foram pais de sete filhos, os Dhyânis do ciclo, pois, para ocorrer a manifestação de um Buddha,

©SBE Conteúdo de uso dos Graus – Reprodução não autorizada Publicado na web por: Maiana Alcântara – Salvador – BA Pag. - 150 - 07/10/2016

faz-se necessário o nascimento de sete Dhyânis. A vinda dessas sete Jóias Preciosas prenunciava, portanto, a manifestação de um Buddha.

O filho mais velho dos Gêmeos Lorenza e Lorenzo é conhecido em nossa Obra com o precioso nome de Bey Al Bordy, Dhyâny Mikael, cuja história será complementada oportunamente.

O Conde de São Germano era um ser extremamente belo. Falava perfeitamente inglês, francês, italiano, português, espanhol, russo, alemão, sueco, dinamarquês, flamengo, muitas línguas eslavas e orientais, como se fosse natural desses países.

Riquíssimo, apresentava-se aos seus amigos com soberbas jóias. Era um músico maravilhoso. Conhecia todos os instrumentos, mas o violino era o seu favorito. Nesse instrumento São Germano “rivalizava com o próprio Paganini”, conforme disse em 1835 um octogenário belga, depois de ouvi-lo. Um barão lituano que ouvira os dois exclamou: ”Paganini é São Germano ressuscitado, que tocava violino no corpo de um esqueleto italiano”.

Nunca pretendeu possuir poderes taumaturgos, porém, mil vezes provou possuí-los. Passava mais de 48 horas sumido em transe. Escrevia com ambas as mãos, muitas vezes ao mesmo tempo, verso com uma e prosa com outra. Chorava com um lado do rosto e ria ao mesmo tempo do outro. Lia cartas fechadas e era um alquimista de tal ordem que tanto produziu ouro como brilhantes de imenso valor.

Em visita que fez ao embaixador francês, em Heria (1780), com um martelo dividiu um diamante de tal forma que vendeu um dos fragmentos para certo joalheiro pelo preço de 5.500 luizes, fato confirmado por Kenth Makenzie. Foi grande amigo de Frederico, o Grande, da Prússia, e de outros sábios e príncipes.

Foi amigo de um ilustre austríaco de nome Zinsky, mais conhecido por Irmão José. Trabalharam juntos, durante o século XVIII, fundando sociedades secretas, algumas de caráter maçônico, nas quais admitiam indistintamente mulheres e homens. Dentre os seus membros femininos citam-se Maria Antonieta da França, Maria Tereza da Áustria, condessa de Ademar e outras.

Certa vez disse aos seus discípulos:

Vejo claramente que os historiadores e astrônomos nada sabem: deviam ter estudado como eu, nas Pirâmides. Muito há ali para se aprender; já não falo das profecias que elas trazem internamente... No fim do século desaparecerei do Ocidente para volver no começo do outro, no Oriente. Esta será a minha Obra.

São Germano era um ser Agartino e imortal. Foi trocado na Boêmia, numa família nobre, a dos Racoksy. Partiu para a Confraria de Kaleb, onde se achava o Governo Oculto do Mundo, e iniciado nos Grandes Mistérios. Expressava a manifestação da própria Divindade na Face da Terra, pois seu espírito era Akbel, agindo no mundo profano ou social a fim de salvar os Bhante-Jauls e Assuras, que

©SBE Conteúdo de uso dos Graus – Reprodução não autorizada Publicado na web por: Maiana Alcântara – Salvador – BA Pag. - 151 - 07/10/2016

estavam na direção do povo (mônada jiva) e ao mesmo tempo dar impulso no desenvolvimento da consciência desse mesmo povo, manifestada como cultura, liberdade de pensamento, vontade de desenvolver a personalidade; por isso, com o poder de contrariar a tirania. São Germano era Deus encarnado, uma veste superior do Bodhisattva agindo objetivamente; enquanto o Outro (o verdadeiro Cristo), permanecia em sono paranishpânico nos mundos agartinos.

O nome secreto de São Germano era Lorenzo Paolo Domiciani, como aspecto masculino da Divindade, em sua manifestação polar. O de sua excelsa companheira de missão, aspecto feminino dessa mesma Divindade, era Lorenza Feliciani Domiciani.

Esses seres eram, naquele ciclo, uma encarnação dos Gêmeos Espirituais, o Pai- Mãe das Escrituras Sagradas, Osíris e Ísis, o Boshisattva e a Deusa Lackshimi etc.

No Egito, o Supremo Sacerdote levava a cruz ansata. Por esta razão, o aspecto masculino adotou o nome de Paolo, porque “P” simboliza cruz ansata masculina usada pelos sacerdotes, o aspecto feminino, Lorenza, adotou o de Feliciani, porque o “F” é o “P” aberto; por isso simboliza a Cruz Ansata feminina, usada pelas sacerdotizas.

Certa vez houve uma reunão dos seus discípulos rosacruzes, à qual compareceram Wagner, Mozart, Goeth e muitos outros. Dirigiu-se a Mozart, perguntando-lhe o que representava certo símbolo que se achava escrito no quadro negro. Mozart respondeu-lhe naturalmente:

É o emblema da Rosa-Cruz.

São Germano dirigiu-se a Mozart, dizendo:

Ide meditar sobre esse símbolo, porque daqui a dois séculos responder-me-eis. No fim do século XVIII, Lorenzo Paolo Domiciani e Lorenza Feliciani Domiciani desapareceram da Terra, após terem cumprido a missão, de uma vez para sempre, indo para a confraria de Kaleb, donde continuaram a sua missão manúsica.

Pesquisa/AULA: Luciano Gaviolle Neto, Maria Christina Gaviolli e Wilson José Medeiros de Oliveira.

No documento Apostila SBE KARUNA.pdf (páginas 148-151)