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Quadro 1 Quadro de Referência relativo a outros planos e programas

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Quadro 1 – Quadro de Referência relativo a outros planos e programas

Documentos de Referência Objetivos e metas relevantes Aplicabilidade ao PP de Casal do Pinto Estratégia Nacional para o

Desenvolvimento Sustentável

Objetivos

A ENDS afirma sete objetivos de ação:

Primeiro Objetivo: Preparar Portugal para a “Sociedade do Conhecimento.

Segundo objetivo: Crescimento Sustentado, Competitividade à Escala Global e Eficiência Energética.

Terceiro objetivo: Melhor Ambiente e Valorização do Património

Quarto objetivo: Mais Equidade, Igualdade de Oportunidades e Coesão Social

Quinto objetivo: Melhor Conectividade

Internacional do País e Valorização Equilibrada do Território

Sexto objetivo: Um Papel Ativo de Portugal na Construção Europeia e na Cooperação

Sétimo objetivo: Uma Administração Pública mais Eficiente e Modernizada

Destes objetivos, destacam-se os seguintes:

Terceiro objetivo: Melhor Ambiente e Valorização do Património Este objetivo visa assegurar um

modelo de desenvolvimento que integre, por um lado, a proteção do ambiente, com base na conservação e gestão sustentável dos recursos naturais, por forma a que o património natural seja evidenciado como fator de diferenciação positiva e, por outro, o combate às alterações climáticas que, sendo em si mesmo um desafio para diversos sectores da sociedade, deve ser encarado como uma oportunidade para promover o desenvolvimento sustentável. Tem-se em vista, também, a preservação e valorização do património construído.

Quinto objetivo: Melhor Conectividade

Internacional do País e Valorização Equilibrada do Território

O que se pretende é mobilizar os diversos instrumentos de planeamento com efeitos diretos no território, de modo a reduzir o impacto negativo do posicionamento periférico de Portugal no contexto europeu, melhorando ou criando infraestruturas de acesso eficaz às redes internacionais de transportes e de comunicações, tirando partido da conectividade digital e reforçando as condições de competitividade nacional e regional. Preconiza-se, também, o valorizar do papel das cidades como motores

fundamentais de desenvolvimento e

internacionalização, tornando-as mais atrativas e sustentáveis, de modo a reforçar o papel do sistema urbano nacional como dinamizador do conjunto do território”.

 Combater as alterações climáticas,

diminuindo a emissão de gases com efeito de estufa;

 Promover o uso racional da água;

 Promover a proteção dos solos;

 Promover uma boa qualidade ao ar;

 Promover a redução da produção de

resíduos e a sua reutilização e reciclagem;

 Promover a minimização dos efeitos dos

riscos naturais;

 Promover a sustentabilidade e

requalificação das cidades;

 Promover uma melhor integração

cidade-região;

 Promover um desenvolvimento urbano

assente em melhores acessibilidade e mobilidade sustentável.

(2)

Estratégia Nacional para o

Desenvolvimento Sustentável Prioridades estratégicas e metas

Dentro do Terceiro Objetivo, as prioridades com relevância no contexto em causa são as seguintes:

 Combater as alterações climáticas por emissões

antropogénicas de gases com efeito de estufa,

 Promover a gestão integrada da água;

 Assegurar serviços de abastecimento de água

potável e de drenagem e tratamento de águas residuais com elevado nível de qualidade à generalidade da população portuguesa

 Promover uma política de proteção dos solos,

designadamente no que se refere à erosão, empobrecimento em matéria orgânica,

salinização, perda de biodiversidade,

contaminação, compactação e

impermeabilização

 Promover uma política de gestão de qualidade

do ar que salvaguarde a saúde pública,

 Promover uma política integrada de gestão dos

resíduos, que fomente a redução na fonte e estimule a reutilização e reciclagem,

 Promover uma política de gestão dos riscos

naturais e tecnológicos, envolvendo as populações expostas aos riscos, visando mitigar os respetivos efeitos.

As Metas são as seguintes:

 Garantir que a generalidade da população é

servida por sistemas de abastecimento de água e de drenagem e tratamento de águas residuais com elevado nível de qualidade com preços acessíveis

 Cumprir os valores-limite estipulados para os

poluentes regulamentados, em termos da qualidade do ar ambiente em todo o território nacional e com especial incidência para os centros urbanos

 Garantir a observância dos valores legislados

para os limiares de informação à população relativos à concentração de ozono no ar ambiente, e dar cobertura nacional à monitorização de ozono no ar ambiente.

 Prevenir a produção de resíduos, atingindo as

seguintes metas de redução: -225 000t de Resíduos Sólidos Urbanos

 Prosseguir uma abordagem por material,

cumprindo as metas de reciclagem das diretivas comunitárias para as seguintes tipologias de materiais (metais, plásticos, madeira, vidro, papel e cartão, etc.).

(3)

Estratégia Nacional para o

Desenvolvimento Sustentável Dentro do Quinto Objetivo, a prioridade estratégica com relevância diz respeito a Cidades atrativas,

acessíveis e sustentáveis, que assenta nos seguintes vetores:

 Incentivos ao desenvolvimento de cidades

sustentáveis, requalificadas e com memória.

 Parcerias entre cidades para a atratividade e

diferenciação.

 Condições regulamentares e financeiras

favoráveis a um urbanismo com acessibilidades e mobilidade sustentáveis.

 Melhor integração cidades – região.

As Metas são as seguintes:

 Incentivar programas de revitalização urbana

que criem espaços de elevada qualidade urbanística e ambiental e promover parcerias para a reabilitação urbana.

Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território

O PNPOT é um instrumento de desenvolvimento territorial de natureza estratégica que estabelece as grandes opções com relevância para a organização do território nacional, consubstancia o quadro de referência a considerar na elaboração dos demais instrumentos de gestão territorial. Os planos e programas com incidência territorial devem orientar -se, entre outros, pelos princípios da sustentabilidade, economia, coordenação,

subsidiariedade, equidade, participação,

responsabilidade, contratualização e segurança jurídica, constantes da Lei n.º 48/98, de 11 de Agosto, e pelo quadro de referência e objetivos estratégicos e específicos do programa de ação do PNPOT.

Objetivos estratégicos

São definidos os seguintes objetivos estratégicos para Portugal:

a) Conservar e valorizar a biodiversidade, os recursos e o património natural, paisagístico e cultural, utilizar de modo sustentável os recursos energéticos e geológicos e prevenir e minimizar os riscos;

b) Reforçar a competitividade territorial de Portugal e a sua integração nos espaços ibérico, europeu, atlântico e global;

c) Promover o desenvolvimento policêntrico dos territórios e reforçar as infra -estruturas de suporte à integração e à coesão territoriais; d) Assegurar a equidade territorial no provimento

de infra -estruturas e de equipamentos coletivos e a universalidade no acesso aos serviços de interesse geral, promovendo a coesão social; e) Expandir as redes e infra -estruturas avançadas

de informação e comunicação e incentivar a sua crescente utilização pelos cidadãos, empresas e Administração Pública;

f) Reforçar a qualidade e a eficiência da gestão

territorial, promovendo a participação

informada, ativa e responsável dos cidadãos e das instituições.

 Promover um desenvolvimento urbano mais

compacto e contrariar a fragmentação da estrutura urbana;

 Qualificar os subúrbios, contrariar a

segregação espacial urbana e promover a inserção de áreas críticas;

 Recuperar as áreas de habitação degradada,

com intervenções qualificantes sobre os edifícios, o espaço público e os equipamentos;

 Contribuir para a sustentabilidade

ambiental do território, mediante a criação de espaços verde, em articulação com a Estrutura Ecológica.

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Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território

Área Metropolitana de Lisboa – Opções para o

Desenvolvimento do Território (mais

relevantes no contexto do PP) ….

 Ordenar o território em articulação estreita com

um plano de mobilidade e transportes à escala da AML, no qual a Autoridade Metropolitana de Transportes deverá ter um papel central, de modo a potenciar novas centralidades, combater o crescimento urbano extensivo, reduzir a dependência do transporte individual e promover a mobilidade sustentável;

 Promover o desenvolvimento urbano mais

compacto, contrariar a fragmentação da forma urbana e estruturar e qualificar os eixos de expansão…;

 Qualificar os subúrbios, contrariar a segregação

espacial urbana e promover a inserção de áreas críticas;…

 Recuperar as áreas de habitação degradada,

com intervenções qualificantes sobre os edifícios, o espaço público e os equipamentos;…

 Implementar a Rede Ecológica Metropolitana e

garantir uma gestão integrada dos corredores ecológicos;

….

Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE);

Objetivos

Os objetivos do PNAEE e do PNAER visam:

 Cumprir todos os compromissos assumidos por

Portugal de forma economicamente mais racional;

 Reduzir significativamente as emissões de gases

com efeito de estufa, num quadro de sustentabilidade;

 Reforçar a diversificação das fontes de energia

primária, contribuindo para aumentar

estruturalmente a segurança de abastecimento do País;

 Aumentar a eficiência energética da economia,

em particular no setor Estado, contribuindo para a redução da despesa pública e o uso eficiente dos recursos;

 Contribuir para o aumento da competitividade

da economia, através da redução dos consumos e custos associados ao funcionamento das empresas e à gestão da economia doméstica, libertando recursos para dinamizar a procura interna e novos investimentos.

1. PNAEE

O PNAEE 2016 passa a abranger seis áreas específicas: Transportes, Residencial e Serviços, Indústria, Estado, Comportamentos e Agricultura. Estas áreas agregam um total de 10 programas, que integram um leque de medidas de melhoria da eficiência energética.

Destas seis áreas, são relevantes, no presente contexto, os Transportes e Residencial e Serviços. A área dos Transportes integra os seguintes programas de melhoria da eficiência energética: a) Eco Carro, que agrega as medidas direcionadas

para a melhoria da eficiência energética nos veículos;

 Reduzir a emissão dos gases com efeito de

estufa;

 Apostar na eficiência energética;

 Promover uma maior integração de fontes

de energia renovável nos edifícios e equipamentos;

 Incentivar os modos suaves de transporte,

através da construção de vias cicláveis e o uso de transporte público em detrimento do veículo próprio;

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Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE)

b) Mobilidade Urbana, que abrange as medidas relacionadas com a necessidade de incentivar a utilização de transportes coletivos e de modos suaves de transporte em detrimento do transporte individual motorizado, com um enfoque particular nas zonas urbanas;

c) Sistema de Eficiência Energética nos Transportes, que integra medidas que visam dinamizar a utilização das redes ferroviárias de passageiros, bem como a gestão energética das frotas de transportes.

Relativamente à alínea B) anterior, na sequência da elaboração do «Plano de Promoção da Bicicleta e Outros Modos de Transporte Suave – 2013 -2020», foi criado um programa de ação que propõe o desenvolvimento de uma estratégia e um conjunto coerente e articulado de medidas para a promoção da utilização quotidiana da

bicicleta e a adoção de soluções de mobilidade sustentável, associadas à criação de melhores e

mais seguras condições para os modos suaves e à alteração de comportamentos no sentido de favorecer a redução da utilização do transporte individual motorizado. Esta ação assenta na construção de infraestruturas (redes cicláveis) direcionadas à utilização no quotidiano da bicicleta, através de ligações entre zonas residenciais, zonas de emprego, de serviços e grandes equipamentos.

A área de Residencial e Serviços integra os seguintes programas de melhoria da eficiência energética:

a) Renove Casa e Escritório, que integra um conjunto de medidas destinadas a potenciar a

eficiência energética na iluminação,

eletrodomésticos e reabilitação de espaços; b) Sistema de Eficiência Energética nos Edifícios,

que reúne as medidas que resultam do processo de certificação energética nos edifícios; c) Integração de Fontes de Energia Renováveis

Térmicas/Solar Térmico, relativo às medidas dirigidas à promoção de uma maior integração de fontes de energia renovável nos edifícios e equipamentos residenciais e de serviços.

Metas

O PNAEE prevê uma poupança induzida de 8,2%, próxima da meta indicativa definida pela União Europeia de 9% de poupança de energia até 2016.

2. PNAER

O PNAER centra-se nos setores dos Transportes, Eletricidade e Aquecimento e Arrefecimento, aplicável aos edifícios.

As principais políticas e medidas específicas para o setor de Aquecimento e Arrefecimento são as seguintes:

 Promover a instalação de sistemas solares

térmicos no setor residencial e em piscinas e recintos desportivos, bem como a renovação de sistemas solares térmicos em fim de vida útil.

 Promover a instalação em edifícios de sistemas

energéticos mais eficientes e de melhor desempenho ambiental alimentados a biomassa para fins de climatização.

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Programa Nacional para as Alterações Climáticas (2020-2030)

É um dos elementos que constituem o Quadro Estratégico para a Política Climática. Visa assegurar uma trajetória sustentável de redução das emissões nacionais de gases com efeito de estufa, estabelecendo linhas de orientação para políticas e medidas setoriais, definindo metas setoriais de redução de emissões e identificando um conjunto de opções de políticas e medidas setoriais. O PNAC 2020/2030 tem como objetivos:

 Promover a transição para uma economia de

baixo carbono, gerando mais riqueza e emprego;

 Assegurar uma trajetória sustentável de redução

das emissões de GEE de forma a alcançar uma meta de -18% a -23% em 2020 e de -30% a -40% em 2030, em relação a 2005, garantindo o cumprimento dos compromissos nacionais de mitigação e colocando Portugal em linha com os objetivos europeus e com o Acordo de Paris;

 Promover a integração dos objetivos de

mitigação nas políticas setoriais.

 Reduzir a emissão de gases com efeitos de

estufa;

 Incentivar a eficiência energética como

medida para a redução dos consumos de energia;

 Promover a utilização de energia produzida

a partir de fontes de energia renováveis.

Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (2012-2020)

Objetivos gerais

 Melhorar a eficiência de utilização da água, sem

pôr em causa as necessidades vitais e a qualidade de vida das populações, bem como o desenvolvimento do país, tendo como objetivos complementares a redução da poluição das massas de água e a redução do consumo de energia;

 Promover o Uso Eficiente da Água em Portugal,

contribuindo para a minimização dos riscos decorrentes da carência de água em situação hídrica normal, potenciada durante os períodos de seca;

 Contribuir para a consolidação de uma nova

cultura da água em Portugal que valorize de forma crescente este recurso, atribuindo-lhe a importância devida no desenvolvimento humano e económico e contribuindo para a preservação do meio natural, numa ótica de desenvolvimento sustentável.

Ao nível do sector urbano, os objetivos

específicos mais relevantes são os seguintes:

 Garantir uma dinâmica de sucesso na

implementação do uso eficiente da água, dirigindo os maiores esforços para os sistemas públicos, (não domésticos), e para as maiores concentrações humanas onde os custos não são suportados diretamente pelos utilizadores da água (ex: escolas; centros comerciais; estações de serviço; hospitais; repartições e serviços da administração pública; hotéis; instalações desportivas - ginásios, piscinas, estádios, etc. -; aeroportos; terminais rodo e ferroviários; escritórios; restaurantes; lavandarias; etc.);

 Reduzir ao mínimo o uso da água potável em

atividades que possam ter o mesmo desempenho com águas de qualidade alternativa e de outras origens que não a rede pública de água potável, promovendo a utilização de água da chuva e a eventual reutilização de águas residuais tratadas;

 Otimizar o uso eficiente da água através de

processos de reutilização e aproveitamento de águas pluviais e de águas residuais tratadas, p.e., para rega;

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Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (2012-2020)

 Promover a utilização de equipamentos

normalizados e certificados para o uso eficiente da água, incentivando a sua produção e comercialização;

 Promover a sensibilização, informação e

formação dos principais intervenientes no uso da água,

Sistemas públicos

As medidas preconizadas para atingir os objetivos, ao nível dos sistemas públicos, prediais e usos exteriores são as seguintes:

 Redução do consumo de água, através da

utilização de equipamentos e dispositivos mais eficientes

 Controle de pressões no sistema de distribuição

pública, mantendo-as dentro dos limites convenientes

 Estabelecimento de tarifas e escalões que

permitam a aplicação de custos reais

 Uso da água residual tratada das ETAR's em usos

adequados

 Redução do volume de água perdida na rede

pública Sistemas prediais

 Controle de pressões no sistema de distribuição

predial, mantendo-as dentro dos limites convenientes

 Reduzir o desperdício de água do banho, até que

a temperatura ideal seja atingida

 Utilização da água usada nos sistemas prediais,

para fins adequados

 Redução do volume de água perdida na rede

predial Usos exteriores

Jardins e similares

 Alteração de comportamentos na rega por

alteração de intensidade de água ou períodos de rega

 Alteração das características do terreno para

maior e melhor infiltração e armazenamento de água

 Alteração das espécies plantadas para redução

de água da rega

 Substituição de sistemas de rega por outros de

menor consumo

 Alimentação de sistemas de rega por água da

chuva

 Alimentação de sistemas de rega por água

residual tratada

Piscinas, lagos e espelhos de água

 Alteração de comportamentos na lavagem de

filtros e perdas por transbordo

 Recirculação da água usada com um tratamento

adequado

 Realização periódica de ensaios de estanquidade

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Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (2012-2020)

 Instalação de uma cobertura na piscina quando

não em uso

 Utilização de água da chuva para suprir

necessidades de reposição de água

Campos desportivos e outros espaços verdes de recreio

 Efetuar a rega de acordo com as necessidades da

espécie vegetal semeada e com o tipo de solo existente

 Utilização de água da chuva para suprir

necessidades de rega

Metas

Em termos de metas, destaca-se:

 Atingir uma eficiência de utilização da água de

80% no setor urbano no ano de 2015, atendendo às perspetivas de evolução em termos de controlo de perdas, procedimentos dos utilizadores e evolução tecnológica dos equipamentos. Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa Objetivos e Prioridades  Sustentabilidade ambiental  Qualificação metropolitana  Coesão socio-territorial

 Organização do sistema metropolitano de

transportes

Em termos de objetivos e prioridades, destaca-se a coesão socio-territorial, a qual, segundo o PROTAML, é alcançada “ através de uma melhoria

sustentada das condições de vida e da qualidade urbana para a população residente na AML. A erradicação dos bairros de barracas e de outras situações de precariedade residencial, melhorando, em simultâneo, as condições de realojamento e de equipamentos dos bairros sociais; a requalificação dos subúrbios é uma proposta inovadora e de óbvias consequências sociais e territoriais; a implementação de uma política urbana de equidade territorial, garantindo a igualdade de oportunidades no acesso aos equipamentos, à habitação e aos serviços, e a valorização dos recursos humanos, da empregabilidade e do emprego são as condições que se preconizam para a garantia da coesão socio-territorial na AML”.

Medidas estratégicas

 Qualificação do território, elegendo o ambiente e

o património como fatores de competitividade;

 Requalificação socio-urbanística de áreas

degradadas;

 Reforço das acessibilidades internas e externas

(portos, aeroportos e redes transeuropeias);

 Qualificação dos serviços de saúde;

 Promoção habitacional enquadrada em planos

de ordenamento e padrões construtivos qualificados, estimulando o repovoamento das áreas urbanas centrais;

 Integração urbana e social de grupos social e

economicamente desfavorecidos— combate à pobreza e à exclusão social;

 Qualificação dos sistemas de educação,

formação e inserção profissional;

 Incremento do lazer e do turismo;

A área de intervenção está integrada em Lisboa

– Centro metropolitano, mais concretamente

na coroa envolvente exterior pelo que, segundo as normas orientadoras do PROTAML, se deve apostar na estruturação do sistema urbano, articulando os tecidos entre si e com as

unidades territoriais vizinhas através,

designadamente, do reforço das acessibilidades locais e metropolitanas, da qualificação dos núcleos degradados e da criação e valorização do espaço público associado à implementação da REM.

 Promover a articulação interna, funcional e

urbanística, da área de intervenção, assim como as relações com os territórios envolventes, através do reforço das acessibilidades locais e metropolitanas, da qualificação dos núcleos degradados e da criação e valorização de espaço público associado à implementação da Rede Ecológica Metropolitana”;

 Definir áreas a afetar às atividades de

recreio e lazer, salvaguardando os valores naturais e o património paisagístico”;

 Rever os indicadores de ocupação de forma

a permitir o aumento das áreas afetas a espaço público, espaços verdes, espaços para equipamentos coletivos, e áreas de circulação de peões e de estacionamento.

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Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa

 Realização e promoção de eventos multiculturais

e desportivos;

 Reforço do sistema de produção e difusão

científica e tecnológica.

 Desenvolvimento de serviços avançados de nível

internacional;

 Desenvolvimento das indústrias de conteúdos.

Ao nível das medidas estratégicas, destaca-se a

Qualificação do território, a Requalificação socio-urbanística de áreas degradadas e a Promoção habitacional segundo critérios urbanísticos e padrões construtivos adequados.

Opções estratégicas, no âmbito da coesão sócio-territorial

 Requalificação socio-urbanística de áreas

degradadas:

 Implementação de políticas de valorização dos

recursos humanos, de emprego e

empregabilidade;

 Implementação de uma política urbana e

habitacional de equidade territorial

Estratégia territorial

A área de intervenção está integrada na Área

Metropolitana Central, e em relação às dinâmicas

e tendências dominantes de mudança, está classificada como Espaço Motor ou seja, “ espaços que se destacam no atual processo de especialização funcional da AML, através da capacidade de atraírem e fixarem novas atividades e funções de nível superior, e ou de renovação e requalificação urbanas através da valorização do espaço público, estruturação da rede viária principal, elevação do nível de serviços urbanos e melhoria da qualidade da oferta habitacional.” As linhas de política territorial para os Espaços Motor traduzem-se no incentivo dos mesmos como

aceleradores do desenvolvimento e da

internacionalização da AML.

Unidades territoriais

A área de intervenção está integrada no Centro Metropolitano.

Normas orientadoras

Orientações territoriais

Lisboa — Centro metropolitano

 Promover Lisboa como área central para

localização de atividades e desempenho de funções de nível superior com capacidade para servir de motor ao desenvolvimento da AML e à sua afirmação a nível nacional e internacional.

 Imprimir nova vitalidade e dinamismo ao centro

tradicional de Lisboa através da implantação de atividades inovadoras e de qualidade, numa lógica de complementaridade de produtos e articulação de funcionamento, indutoras da reconversão e diversificação dos segmentos de investidores e utilizadores desse espaço.

(10)

Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa

 Revitalizar e requalificar os bairros históricos no

sentido de criar condições favoráveis à reabilitação e manutenção da função habitacional e às atividades socialmente diversificadas.

 Controlar e inverter os processos de degradação

física e funcional, criando mecanismos de sensibilização e apoio dirigidos à conservação e recuperação do parque habitacional e à reconversão dos espaços industriais e de armazenagem em decadência ou abandono.

 Desenvolver ações e projetos integrados nos

domínios da habitação, da formação, do emprego e do apoio social dirigidos às populações afetadas por fenómenos de pobreza, desqualificação ou exclusão social.

 Estruturar o sistema urbano da coroa exterior,

articulando os tecidos entre si e com as unidades territoriais vizinhas através, designadamente, do

reforço das acessibilidades locais e

metropolitanas, da qualificação dos núcleos degradados e da criação e valorização do espaço público associado à implementação da REM.

Ações urbanísticas

Ao nível das ações urbanísticas a empreender, e sendo a área classificada como Área Urbana a articular e/ou qualificar, os instrumentos de planeamento territorial devem:

Concretizar a articulação interna, funcional e

urbanística, destes territórios, assim como as relações com os territórios envolventes, através do reforço das acessibilidades locais e metropolitanas, da qualificação dos núcleos degradados e da criação e valorização de espaço público associado à implementação da Rede Ecológica Metropolitana”;

Concretizar […] a definição das áreas a afetar as

atividades de recreio e lazer, salvaguardando os valores naturais e o património paisagístico”;

Rever os índices urbanísticos que permitam o

aumento das áreas afetas a espaço público, espaços verdes, espaços para equipamentos coletivos, rede viária estruturante e áreas de circulação de peões e de estacionamento, nas áreas urbanas existentes e nas novas áreas urbanas a urbanizar”.

Plano Nacional da Água O PNA foi aprovado pelo Decreto-lei nº 76/2016, de 9 de novembro. De acordo com o artigo 2º deste diploma legal, o PNA tem a duração máxima de 10 anos.

A gestão das águas deverá prosseguir três objetivos fundamentais:

 a proteção e a requalificação do estado dos

ecossistemas aquáticos e dos ecossistemas terrestres, bem como das zonas húmidas que deles dependem, no que respeita às suas necessidades de água;

 a promoção do uso sustentável, equilibrado e

equitativo de água de boa qualidade, com a afetação aos vários tipos de usos, tendo em conta o seu valor económico, baseada numa proteção a longo prazo dos recursos hídricos disponíveis;

 Minimizar as interferências com a bacia

hidrográfica local, como forma de promover a sua integridade e a preservação do recurso água;

 Promover o uso racional da água e a sua

reutilização para fins qualitativamente menos exigentes,

 Prever a adequada recolha e tratamento das

águas residuais, promovendo uma boa qualidade da água dos meios recetores.

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 o aumento da resiliência relativamente aos efeitos das inundações e das secas e outros

fenómenos meteorológicos extremos

decorrentes das alterações climáticas.

Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo (PGRH do Tejo)

O PGRH do Tejo tem como objetivo orientar a proteção e a gestão dos recursos hídricos, compatibilizando as necessidades de água para os usos com as disponibilidades de forma a garantir a utilização sustentável dos recursos hídricos, proporcionar critérios de afetação dos vários tipos de usos e fixar as normas de qualidade ambiental e os critérios relativos ao estado das águas. Em termos gerais, os objetivos a adotar para o planeamento dos recursos hídricos da RH5,os objetivos ambientais a atingir em 2015, ou em datas posteriores, em cada MA e zona protegida, e ainda outros objetivos da Lei da Água dizem respeito à: mitigação dos efeitos das inundações e secas; à certificação do fornecimento em quantidade suficiente de água de origem superficial ou subterrânea de boa qualidade; à proteção das águas marinhas.

Objetivos estratégicos

 Garantir a gestão sustentável da água,

baseada na gestão racional dos recursos disponíveis e na otimização da eficiência da sua utilização, de modo a assegurar a disponibilidade de água para a satisfação das necessidades dos ecossistemas, das populações e das actividades económicas.

 Assegurar uma gestão integrada do domínio

hídrico, procedendo à prevenção e mitigação dos efeitos provocados por riscos naturais ou antropogénicos, com especial enfoque para as cheias, secas e poluição acidental.

 Promover o bom estado das massas de água

através da proteção, melhoria e recuperação da qualidade dos recursos hídricos da região mediante a prevenção dos processos de degradação e a redução gradual da poluição, visando assim garantir uma boa qualidade da água para os ecossistemas e diferentes usos.

Objetivos ambientais Para as MA superficiais:

 evitar a deterioração do estado de todas as

MA;

 reduzir progressivamente a poluição

provocada por substâncias prioritárias e outras substâncias perigosas e cessar as emissões, descargas e perdas de substâncias prioritárias perigosas;

Para as MA subterrâneas:

 evitar ou limitar a descarga de poluentes e

evitar a deterioração do estado das MA;

 assegurar a proteção, melhoria e

recuperação de todas as MA subterrâneas, garantindo o equilíbrio entre as captações e as recargas dessas águas;

 inverter quaisquer tendências significativas

persistentes para o aumento da

concentração de poluentes que resulte do impacto da atividade humana, com vista a reduzir gradualmente os seus níveis de poluição;

Outros objetivos

 Fornecimento em quantidade suficiente de

água de origem superficial e subterrânea de boa qualidade de forma a garantir a qualidade e quantidade de água na origem até 2015; assegurando um nível de atendimento de 95% às populações, 80% das necessidades no abastecimento para rega, 95% das necessidades estimadas para o abastecimento dos efetivos pecuários; e ainda promover até 2015 a redução das

perdas nos sistemas públicos de

(12)

1ª Revisão do PDM de Lisboa A proposta final de Revisão do Plano Diretor Municipal foi aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa e publicada no Diário da República, 2.ª série — Nº 168 de 30 de agosto de 2012, Aviso nº11622/2012, tendo entrado em vigor no dia 31 de agosto.

Objetivos estratégicos

A estratégia de desenvolvimento para o território municipal tem como objetivos estratégicos:

 Recuperar, rejuvenescer e equilibrar socialmente

a população de Lisboa;

 Promover a reabilitação e a regeneração urbana,

alargando o conceito de área histórica a toda a Cidade consolidada como forma de defesa e valorização do seu património histórico e cultural e paisagístico;

 Tornar Lisboa uma cidade amigável, segura e

inclusiva;

 Promover uma cidade ambientalmente

sustentável e eficiente na forma como utiliza os recursos, incentivando a utilização de recursos renováveis, a agricultura urbana e a continuidade dos sistemas naturais e aumentando a resiliência urbana;

 Promover uma cidade inovadora e criativa, capaz

de competir num contexto global e gerar riqueza e emprego;

 Afirmar a identidade de Lisboa num mundo

globalizado;

 Criar um modelo de governo eficiente

participado e financeiramente sustentável. A estratégia é suportada por quatro prioridades: 1. Afirmar Lisboa nas redes globais e nacionais 2. Regenerar a cidade consolidada

3. Promover a qualificação urbana

4. Estimular a participação e melhorar o modelo de governação

A 2ª prioridade encerra as seguintes linhas de orientação:

 Reabilitar e revitalizar o edificado e o património

arquitetónico e paisagístico

 Qualificar os espaços não edificados nas malhas

urbanas consolidadas e reconverter espaços com usos desativados.

A 3ª prioridade encerra as seguintes linhas de orientação:

 Reforçar a coesão sócio-territorial e melhorar as

vivências urbanas

 Promover a sustentabilidade ambiental

 Promover a reabilitação e regeneração

urbanas

 Promover a sustentabilidade ambiental do

território e a eficiência na utilização dos recursos, através da utilização de recursos renováveis, da agricultura urbana e na continuidade dos sistemas naturais

 Utilizar o sistema de verde público na

vertebração e estruturação urbana

 Disponibilizar áreas necessárias à instalação

de equipamentos de proximidade

 Minimizar a fragmentação do território

resultante de um processo de ocupação avulso e de uma topografia dificultadora da relação entre as partes.

(13)

1ª Revisão do PDM de Lisboa O Modelo territorial proposto reflete as linhas

estratégicas de desenvolvimento, sendo

operacionalizado através de vários Projetos Urbanos que incidem sobre áreas específicas do território municipal, correspondentes a Unidades Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG). Para a espacialização da estratégia de intervenção urbanística são adotadas 9 UOPG que cobrem a totalidade do território municipal, pertencendo a área de intervenção à UOPG 6 – GRAÇA/BEATO, abrangendo as freguesias da Graça e Penha de França, S. João e Beato.

Objetivos/Termos de referência

 Promover o património existente enquanto

memória da cidade e potenciador da requalificação urbana;

 Utilizar o sistema de verde público na

vertebração e estruturação urbana, com a inclusão do corredor de ligação do sistema de Chelas ao rio, numa lógica de continuidade dos sistemas ecológicos de escala local;

 Disponibilizar as áreas necessárias à instalação

de equipamentos de proximidade

dimensionados em acordo com as novas cargas urbanas estimadas;

 Implementar programas de regeneração urbana

especialmente nas áreas identificadas como BIP/ZIP;

 Implementar medidas de minimização dos

impactes associados aos corredores de transportes, com especial relevo para as ações de acolhimento da TTT;

 Otimizar os efeitos de estruturação da TTT;

 Densificar o planeamento urbanístico

indispensável à organização de um território em forte processo de transformação e com significativa capacidade de acolhimento de funções urbanas da escala da cidade;

 Minimizar a fragmentação do território

resultante de um processo de ocupação avulso e de uma topografia dificultadora da relação entre as partes;

 Aumentar as áreas de espaços verdes nas áreas

históricas consolidadas;

 Valorizar o Conjunto Urbano Singular do

Caminho do Oriente.

Estratégia de Reabilitação Urbana 2011/2024

A Reabilitação Urbana constitui uma prioridade de intervenção da CML consubstanciada no PDM, no Plano Pluri-Anual de Investimento e no Programa Local de Habitação (PLH).

A Estratégia de Reabilitação para Lisboa 2011-2024 decorre dos objetivos constantes da Carta Estratégica 2010- 2024 e foi construída com base no levantamento efetuado ao estado de conservação do edificado, do espaço público e de uma primeira estimativa do investimento a realizar na reabilitação da Cidade.

 Atrair população para a cidade,

 Reocupar e reutilizar o edificado existente e

compactar a cidade consolidada,

aumentando a qualidade ambiental e a eficiência energética.

 Manter, recuperar, valorizar e requalificar os

equipamentos coletivos e o espaço público.

 Regenerar os Bairros de Intervenção

Prioritária/Zonas de Intervenção Prioritária (BIP/ZIP).

(14)

Estratégia de Reabilitação

Urbana 2011/2024 Objectivos Gerais Reabitar a cidade, aumentar a coesão social,

rejuvenescer o centro de Lisboa, atrair novas famílias, fixar empresas e emprego.

 Reocupar e reutilizar o edificado existente,

compactar a cidade consolidada, aumentando a qualidade ambiental e a eficiência energética.

 Dar prioridade à conservação periódica do

edificado.

 Reabilitar o edificado degradado atendendo ao

risco sísmico e de incêndio.

 Manter a memória da cidade, restaurar o

património histórico, arquitetónico e paisagístico de Lisboa.

 Manter, recuperar, valorizar e requalificar os

equipamentos coletivos e o espaço público.

 Regenerar os Bairros de Intervenção

Prioritária/Zonas de Intervenção Prioritária (BIP/ZIP).

Assinala-se que a área de intervenção do PP abrange uma parte de um Bairro de Intervenção Prioritária (BIP), identificado na Carta respetiva com o nº 60 (Cooperativas – Rua João Nascimento Costa/Carlos Botelho).

Objetivos específicos

 Realização de obras de

conservação/reabilitação:

a) na totalidade do património municipal de

uso público /Escolas, Bibliotecas,

Equipamentos sociais, Administrativos e desportivos e sedes das Juntas de freguesia; b) nos parques e jardins da cidade;

c) no parque residencial municipal.

 Tornar efetiva a realização periódica de obras de

conservação em todo o edificado da cidade;

 Lançar um programa de dinamização e

incentivos à reabilitação do edificado privado, com vista a que todos os edifícios identificados no Censo de 2011 como em mau e muito mau estado de conservação mas recuperáveis, sejam objeto de obras que lhes garantam um nível de conservação não inferior a Bom;

 Assegurar que em todas as obras de

reabilitação profunda de qualquer edifício serão introduzidas alterações estruturais para reduzir o risco sísmico;

 Lançar um programa de apoio à reabilitação e

melhoria das condições de conforto,

habitabilidade, segurança, de acessibilidade e

eficiência energética de condomínios

residenciais;

 Relançar a Candidatura da Baixa Pombalina a

Património da Humanidade.

Programa Local de Habitação – Relatório da 3ª Fase: Concretizar

O Plano Estratégico de Habitação (2008/2013) incorporou uma medida de ação a executar pelo poder local – o Programa Local de Habitação (PLH) – destinado a aprofundar e realizar as respetivas medidas. Trata-se de um instrumento que estabelece a nível municipal ou intermunicipal

 Encarar a habitação num contexto integrado

que inclui o espaço público, serviços e equipamentos e a mobilidade

 Melhorar a qualidade do parque habitacional

(15)

uma visão estratégica para a Habitação, com definição de objetivos para a política de habitação local a 4-5 anos, interligando as diversas políticas de reabilitação e de reconversão urbana, entre outras.

A filosofia defendida pelo PLH vai no sentido de encarar sempre a habitação no contexto mais vasto de “habitat”, incluindo o espaço público, os

serviços e equipamentos e a mobilidade. Objetivos Gerais identificados, subdivididos em

oito Objetivos Fundamentais: “Melhorar a Cidade”;

A - “Melhorar a qualidade do parque habitacional”; B - “Melhorar a qualidade da vida urbana e a coesão territorial”;

C - “Promover a coesão territorial”;

“Atrair Nova População”;

D - “Adequar a oferta à procura de habitação”; E - “Poupar recursos”;

“Passar da Crise à Oportunidade”; F - “Dar prioridade à Reabilitação”

G - “Garantir os solos necessários para Re-Habitar Lisboa”;

H - “Promover a Administração Aberta”.

 Atrair nova população para a Cidade

 Promover a coesão territorial

Estratégia Energético Ambiental para a Cidade de Lisboa

Define a Estratégia para a Cidade de Lisboa, desagregada em três matrizes: Energia, Água e Materiais.

Matriz Energética

Constitui uma ferramenta para a identificação dos alvos prioritários e de cálculo do potencial de impacto de eventuais medidas de racionalização de consumos, como p.e, adoção de políticas ativas que levem à instalação de coletores solares térmicos ativos em todas as unidades de habitação existentes no Concelho.

Conclui, tendo como referência o ano de 2002, que a forma de energia com maior peso no consumo

de energia primária do Concelho é,

destacadamente, a eletricidade, que representa, por si só, cerca de 41% deste consumo. Os edifícios do sector residencial são responsáveis por 35% dos consumos de energia primária do parque edificado do Concelho, representando cerca de 16% do consumo total do Concelho.

Relativamente às metas a atingir, a CML propôs neste documento uma taxa média anual de redução do consumo de energia no Concelho de cerca de 1,85%/ano, o que se traduz numa redução global de consumo de energia primária de cerca de 8,9% em 2013, relativamente ao ano de 2002, incidindo nos três grandes sectores, edifícios residenciais; edifícios de serviços; transportes rodoviários.

Ao fixar estes objetivos, a CML assume o compromisso de levar o Concelho a exceder os objetivos nacionais em 2015 (e europeus em 2020) desde que as taxas de evolução após 2013 mantenham o valor até aí conseguido.

 Reduzir os consumos energéticos nos

edifícios

 Aumentar a eficiência no consumo de

energia

 Promover o consumo de águas recicladas

para todos os usos em que a água não carece de qualidade potável

 Aumentar as taxas de reutilização e

(16)

Matriz Água

Constitui uma das bases para a definição da estratégia de intervenção e da prioritarização das ações necessárias para contribuir para melhorar o desempenho ambiental da Cidade. Conclui que a água fornecida no Concelho tem como principal destino o consumo doméstico, representando, tendo como referência o ano de 2004, 49% do total

(30,9 milhões de m3). Nesse contexto, identifica

como objetivos os seguintes;

 reduzir a procura de água potável;

 reduzir as perdas existentes na rede pública de

distribuição;

 promover o consumo de águas recicladas para

todos os usos em que a água não carece de qualidade potável.

Em termos de metas, propôs-se, relativamente a 2004, que em 2013 fosse atingida uma redução de 7,8% no consumo total e 15,6% nas perdas. A utilização de água reciclada, mula nesse ano de referência, deveria atingir em 2013 cerca de

3,1m3/hab. ano.

Matriz Materiais

Relativamente aos materiais, em termos globais, tendo por referência dados de 2004, são consumidos 11 milhões de toneladas de materiais por ano na cidade de Lisboa, o que representa cerca de 7% dos materiais consumidos no país, e em termos de consumos per capita o valor é 54,1 kg/hab.dia, valor superior à média nacional de 42,9 kg/hab.dia.

Os objetivos visados são:

 reduzir a procura de materiais que não são

diretamente integráveis na tecnosfera e na biosfera, aumentando a eficiência da sua utilização e a qualidade do serviço que prestam;

 aumentar as taxas de reutilização e reciclagem

de materiais;

 aumentar a eficiência e eficácia das práticas de

gestão de resíduos sólidos urbanos e industriais;

 iniciar uma utilização significativa de água

reciclada.

Quanto às metas, a de redução do consumo de materiais que não são diretamente integráveis na tecnosfera e na biosfera, e fixada em 10%, deriva da meta estabelecida para a redução da procura de energia total, prevendo-se ainda a reutilização e reincorporação de materiais, principalmente de resíduos da construção e demolição. Tendo também em consideração que a nível europeu a média de consumo de materiais é inferior, em cerca de 20%, àquela que se verifica em Lisboa, é proposta uma redução de 10% até 2013, relativamente ao ano de 2004. A recolha seletiva de materiais, que em 2006 representava 0,15t/hab. ano, deverá atingir 0,19 t/hab. ano em 2013, ou seja um aumento superior a 29%.

(17)

Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos 2014-2020 (PERSU 2020)

O PERSU 2020 é o instrumento estratégico da gestão de resíduos urbanos para o período de 2014-2020, tendo atualizado e integrado o Programa de Prevenção de Resíduos Urbanos (PPRU).

A prevenção da produção e perigosidade dos RU é um aspeto fundamental da política de gestão de resíduos, pressupondo a adoção de medidas antes de uma substância, material ou produto se ter transformado em resíduo, por forma a reduzir a quantidade de resíduos, os impactes negativos no ambiente e na saúde humana resultantes dos resíduos produzidos ou o teor de substâncias nocivas presentes nos materiais e nos produtos. Política, orientações e prioridades para os resíduos urbanos:

 Resíduos geridos como recursos endógenos,

minimizando os seus impactes ambientais e aproveitando o seu valor socioeconómico.

 Eficiência na utilização e gestão dos recursos

primários e secundários, dissociando o crescimento económico do consumo de materiais e da produção de resíduos.

 Eliminação progressiva da deposição de

resíduos em aterro, com vista à erradicação da deposição direta de RU em aterro até 2030.

 Aproveitamento do potencial do setor dos RU

para estimular economias locais e a economia nacional: uma atividade de valor acrescentado para as pessoas, para as autarquias e para as

empresas, com capacidade de

internacionalização, no quadro de uma economia verde.

 Envolvimento direto do cidadão na estratégia

dos RU, apostando -se na informação e em facilitar a redução da produção e a separação, tendo em vista a reciclagem.

O plano define metas nacionais de prevenção de RU e apresenta medidas associadas à prossecução desse objetivo. Concretamente, o PERSU 2020 estabelece as seguintes metas de prevenção de resíduos:

 Até 31 de dezembro de 2016, alcançar uma

redução mínima da produção de resíduos por habitante de 7,6% em peso relativamente ao valor verificado em 2012;

 Até 31 de dezembro de 2020, alcançar na

redução mínima da produção de resíduos por habitante de 10% em peso relativamente ao valor verificado em 2012.

 Promover a recolha seletiva de resíduos

passíveis de reciclagem/valorização;

 Promover a recolha seletiva de resíduos

passíveis de reciclagem/valorização,

considerando os vários fluxos e fileiras (papel/cartão, plásticos, metais, vidro, pilhas e acumuladores, óleos alimentares, etc.);

 Promover a prevenção da produção de

resíduos, p.e, através de ações de sensibilização e promoção da compostagem coletiva e da recolha diferenciada de resíduos orgânicos.

(18)

Plano Municipal de

Emergência de Proteção Civil

 Providenciar, através de uma resposta

concertada, as condições e os meios indispensáveis à minimização dos efeitos adversos de um acidente grave ou catástrofe;

 Definir as orientações relativamente ao modo de

atuação dos vários organismos, serviços e estruturas a empenhar em operações de proteção civil;

 Definir a unidade de direção, coordenação e

comando das ações a desenvolver;

 Coordenar e sistematizar as ações de apoio,

promovendo maior eficácia e rapidez de intervenção das entidades intervenientes;

 Minimizar a perda de vidas e bens, atenuar ou

limitar os efeitos de acidentes graves ou catástrofes e restabelecer o mais rapidamente possível, as condições mínimas de normalidade;

 Assegurar a criação de condições favoráveis ao

empenhamento rápido, eficiente e coordenado de todos os meios e recursos disponíveis num determinado território, sempre que a gravidade e dimensão das ocorrências o justifique;

 Habilitar as entidades envolvidas no plano a

manterem o grau de preparação e de prontidão necessário à gestão de acidentes graves ou catástrofes;

 Promover a informação das populações através

de ações de sensibilização, tendo em vista a sua preparação, a assunção de uma cultura de autoproteção e o entrosamento na estrutura de resposta à emergência.

 Promover a integração de medidas que

conduzam à proteção e segurança de pessoas e bens

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