ação civil pública

Top PDF ação civil pública:

Acesso à justiça e a legitimidade da defensoria pública para propor ação civil pública

Acesso à justiça e a legitimidade da defensoria pública para propor ação civil pública

47 Colaciona-se trechos da petição inicial da referida ADI: “[...] Ora, a norma impugnada, ao conferir legitimidade à Defensoria Pública para propor, sem restrições, ação civil pública, afeta diretamente a atribuição do Ministério Público, pois ele é, entre outros, o legitimado para tal propositura. A inclusão da Defensoria Pública no rol dos legitimados impede, pois, o Ministério Público de exercer plenamente as suas atividades, pois concede à Defensoria Pública atribuição não permitida pelo ordenamento constitucional, e mais, contrariando os requisitos necessários para a ação civil pública, cuja titularidade pertence ao Ministério Público, consoante disposição constitucional. [...] a Defensoria Pública pode, somente, atender aos necessitados que comprovem, individualmente, carência financeira. Portanto, aqueles que são atendidos pela Defensoria Pública devem ser, pelo menos, individualizáveis, identificáveis, para que se saiba, realmente, que a pessoa atendida pela Instituição não possui recursos suficientes para ingresso em
Mostrar mais

92 Ler mais

O procedimento preparatório e as medidas cautelares na ação civil pública

O procedimento preparatório e as medidas cautelares na ação civil pública

O presente trabalho procura abordar a possibilidade de adoção de medidas cautelares e antecipação de tutela, visando resguardar as providências que serão futuramente tomadas na ação civil pública, com o desiderato de garantir a execução de futuro provimento jurisdicional favorável à sociedade, notadamente nas ações propostas pelo Ministério Público ou entes autorizados, procurando discutir as formas como a garantia pode ser efetivada, trazendo a lume a mais moderna e sensível jurisprudência, com lastro na reiteradas decisões de tribunais superiores, não deixando à margem da discussão as questões procedimentais e de vinculação a Lei de Improbidade, concluindo pelas mais diversas formas de garantir a lisura, legalidade, continuidade da administração pública, tendo como parâmetros os princípios constitucionais e os fundamentos do Estado Democrático de Direito, sem prejuízo da invocação dos preceitos da Lei Material e da Lei Adjetiva.
Mostrar mais

17 Ler mais

Legitimidade ativa da defensoria pública no ajuizamento da ação civil pública

Legitimidade ativa da defensoria pública no ajuizamento da ação civil pública

A Defensoria Pública, nos termos do artigo 134 do texto da nossa Carta Maior, foi criada para promover a orientação jurídica, em todos os graus e instâncias, dos necessitados, e, nesse viés, delimitar o conceito de necessitado é uma questão tormentosa, sendo um Defensoria Pública para o ajuizamento de ação civil pública, não bastou um mero exame taxativo da lei, havendo sim um controle judicial sobre a representatividade adequada da legitimação coletiva. Com efeito, para chegar à conclusão da existência ou não de pertinência temática entre o direito material em litígio e as atribuições constitucionais da parte autora acabou-se adentrando no terreno do mérito. 3. A Defensoria Pública, nos termos do art. 134 da CF, "é instituição essencial à função jurisdicional do Estado,incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus,dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV". É, portanto, vocacionada pelo Estado a prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que "comprovarem insuficiência de recursos" (CF, art.5°, LXXIV), dando concretude a esse direito fundamental. 4. Diante das funções institucionais da Defensoria Pública, há, sob o aspecto subjetivo, limitador constitucional ao exercício de sua finalidade específica - "a defesa dos necessitados" (CF, art. 134), devendo os demais normativos serem interpretados à luz desse parâmetro. 5. A Defensoria Pública tem pertinência subjetiva para ajuizar ações coletivas em defesa de interesses difusos, coletivos ou individuais homogêneos, sendo que no tocante aos difusos, sua legitimidade será ampla (basta que possa beneficiar grupo de pessoas necessitadas), haja vista que o direito tutelado é pertencente
Mostrar mais

50 Ler mais

Tutela inibitória antecipada na ação civil pública ambiental

Tutela inibitória antecipada na ação civil pública ambiental

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. CONCESSÃO DA TUTELA ANTECIPADA CARÊNCIA DE PRESSUPOSTOS. 1. A concessão da tutela antecipada exige a presença de certos requisitos que se materializam na prova inequívoca que convença da verossimilhança da alegação (caput, art. 273, CPC), conciliada, alternativamente, com o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação (inciso I) ou ainda, quando caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu (inciso II). 2. A prova inequívoca, requisito imprescindível e ensejadora da verossimilhança da alegação, é aquela que convence da plausibilidade da pretensão de direito material afirmado, não se mostrando suficiente o mero fumus bonis iuris , requisito típico do processo cautelar. 3. A decisão agravada teve por fundamento provas nos autos de que ora agravante descumpre deliberadamente termos de embargos a obras com considerável potencial degradador ao meio ambiente, bem como inúmeros autos de infração lavrados em virtude de condutas administrativamente ilícitas perpetradas, no interior da Unidade de Conservação e Proteção Integral, qual seja, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, e, ainda, considerando o princípio da prevenção, um dos norteadores do Direito Ambiental. 4. Entendimento, reiteradamente, adotado por esta Egrégia Corte, de que o deferimento da medida pleiteada se insere no poder geral de cautela do juiz que, à vista dos elementos constantes do processo que, pode melhor avaliar a presença dos requisitos necessários à concessão; e, conseqüentemente, que a liminar, em casos como o ora em exame, só é acolhível quando o juiz dá à lei uma interpretação teratológica, fora da razoabilidade jurídica, ou quando o ato se apresenta manifestamente abusivo, o que não ocorre, in casu, o que deságua no indeferimento da tutela antecipada recursal. 5. Agravo de Instrumento conhecido e desprovido. (grifou-se) 224 225
Mostrar mais

144 Ler mais

A ação civil pública na proteção ambiental: análise de efetividade, procedimento e eficácia na proteção do direito transindividual a um meio ambiente equilibrado

A ação civil pública na proteção ambiental: análise de efetividade, procedimento e eficácia na proteção do direito transindividual a um meio ambiente equilibrado

Frisa-se que a Ação Civil Pública, no que toca ao Meio Ambiente, não se vincula única e exclusivamente às questões ambientais, mas também se relaciona com as questões sociais. Tal instrumento jurídico-processual é o recurso que presentemente mais empregado na defe- sa do Meio Ambiente. Mediante o estudo apro- fundado da temática, nota-se que a Ação Civil Pública constitui o meio mais eficaz de instru- mento jurídico de proteção ao Meio Ambiente. Há de se destacar, ainda, que se partiu da hipótese de que é fundamental a importân- cia da Ação Civil Pública na proteção ao Meio Ambiente, dado o fato de que esta é uma ação benéfica ao extremo, uma vez que reprime a prática de atos lesivos ao Meio Ambiente, e, ao mesmo tempo, procura a reparação do dano causado pelo agente causador. Em razão disto, imperioso se fez suscitar a eficácia e a frequ- ência das funções institucionais do Ministério Público ao promover este tipo de ação para a proteção do patrimônio público e social, do Meio Ambiente e de demais interesses difusos e coletivos, sem prejuízo da atuação de tercei- ros legitimados, por ser um direito atribuído, em simultâneo, a órgãos públicos e privados, para tutela de interesses transindividuais. Pretendeu-se ainda verificar se o Meio Am- biente tem sido protegido com a eficiência e a eficácia esperadas, e se os instrumentos jurídi- cos empregados na proteção deste são capa- zes de reverter a degradação ambiental; além de avaliar se a Ação Civil Pública pode mudar a realidade do sistema protetivo ambiental; e também demonstrar a importância e a eficácia da Ação Civil Pública.
Mostrar mais

5 Ler mais

A (i)legitimidade da defensoria pública na ação civil pública

A (i)legitimidade da defensoria pública na ação civil pública

Por duas frentes a legitimidade da Defensoria Publica para o ajuizamento da ação civil pública é atacada. A primeira e já anunciada no capitulo anterior ocorre por intermédio da ADI nº 3.943 ajuizada pelo Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, entidade de classe, que em síntese pede que se declare a inconstitucionalidade da Lei nº 11.448/2007, uma vez que a atuação da Defensoria Pública somente se justifica, quando em defesa daqueles que comprovarem a insuficiência de recursos financeiros. A segunda, por sua vez, dá-se por intermédio de um recurso extraordinário interposto pelo Município de Belo Horizonte em que se alega a ilegitimidade ativa ad causam da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais em ação civil publica sob o pálio de argumentação similar aquela utilizada pelo Associação Nacional dos Membros do Ministério Público. Essa última destacou- se no cenário jurídico recentemente, haja vista ter reconhecida a repercussão geral ao recurso interposto pelo ente político.
Mostrar mais

60 Ler mais

Os direitos sociais e as políticas públicas:  e limites de sua efetivação por meio da ação civil pública

Os direitos sociais e as políticas públicas: e limites de sua efetivação por meio da ação civil pública

Mais especificamente a Constituição do Estado de São Paulo, no seu art. 208, estabelece que “Fica vedado o lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais, sem o devido tratamento, em quaisquer corpos d’água”. Tal norma, sem dúvida, é de eficácia completa; traz consigo um não-fazer objetivo, retirando do administrador qualquer possibilidade de optar entre o tratar e o não-tratar os efluentes urbanos [...]. Por conseguinte, eventual recusa do Poder Público em cumprir determinação constitucional pode – e deve – ser repreendida pela via da ação civil pública. O orçamento não é uma peça livre para o administrador. Há valores que são priorizados pelas Constituições Federal e Estadual. Aqui, também por vezes, o administrador não tem qualquer discricionariedade, pois, do contrário, seria lhe dar o poder de negar, pela via transversa, a escala de prioridades e de urgência que, no Brasil e no Estado de São Paulo, foi constitucionalmente fixada. Nessa linha de raciocínio, vejo como possível a cumulação de pedidos em ação civil pública, um referente à obrigação de não-fazer (deixar de lançar efluentes não- tratados) e outro pertinente à inclusão da respectiva despesa no orçamento do ano seguinte. Trata-se de uma sofisticação do conceito de controle dos atos administrativos; se a administração tem um dever e o descumpre, é razoável requerer que, junto com a determinação judicial do não-fazer, sejam viabilizados os recursos que permitam a realização do objetivo pretendido. 358
Mostrar mais

268 Ler mais

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE E AÇÃO CIVIL PÚBLICA

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE E AÇÃO CIVIL PÚBLICA

PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM BASE EM INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. EFICÁCIA ERGA OMNES. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE INCIDENTER TANTUM. LEGITIMIDADE ATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 1. O novel art. 129, III, da Constituição Federal habilitou o Ministério Público à promoção de qualquer espécie de ação na defesa do patrimônio público social não se limitando à ação de reparação de danos. 2. Em conseqüência, legitima-se o Ministério Público a toda e qualquer demanda que vise à defesa do patrimônio público (neste inserido o histórico, cultural, urbanístico, ambiental, etc), sob o ângulo material (perdas e danos) ou imaterial (lesão à moralidade). 3. O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública, fundamentada em inconstitucionalidade de lei, na qual opera-se apenas o controle difuso ou incidenter tantum de constitucionalidade. Precedente do STF. 4. A declaração incidental de constitucionalidade não tem eficácia erga omnes, porquanto é premissa do pedido (art. 469, III, do CPC). 5. Pretensão do Parquet que objetiva que o Distrito Federal se abstenha de conceder termo de ocupação, alvarás de construção e de funcionamento, deixe de aprovar os projetos de arquitetura e⁄ou engenharia a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, que ocupem ou venham a ocupar áreas públicas de uso comum do povo localizadas na 705 Norte. 6. Recurso especial provido." 87
Mostrar mais

29 Ler mais

Alcance e limites da atividade jurisdicional na ação civil pública

Alcance e limites da atividade jurisdicional na ação civil pública

ação civil pública, será de conteúdo diverso a decisão a ser proferida. Pode-se ter um provimento de natureza declaratória, como por exemplo na hipótese de se pleitear a declaração de nulidade de um ato de tombamento, ou ainda de cláusulas contratuais que não assegurem o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes contratantes (Código de Defesa do Consumidor, art. 51, § 4º). São também admissíveis decisões de conteúdo constitutivo, como, v.g., a que invalidar um ajuste entre órgão estatal e empresa poluidora do meio ambiente, ou um ato lesivo ao patrimônio público ou à moralidade administrativa (Lei 8.625/93, art. 25, IV, b, initio). A maior parte das decisões, no entanto terá natureza condenatória. Como já visto, há a possibilidade de se demandar a condenação do réu a prestação pecuniária, ou a obrigação de fazer ou não fazer (Lei 7.347/85, art. 3º), sem que a alternatividade impeça a cumulação dos pedidos de prestar ou não algum fato e de indenizar em certa quantia em dinheiro”.
Mostrar mais

184 Ler mais

ASPECTOS PROCESSUAIS DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA DOUTORADO EM DIREITO

ASPECTOS PROCESSUAIS DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA DOUTORADO EM DIREITO

como fiscal da lei nas ações propostas pelos demais co-legitimados, a mesma razão há de prevalecer para tornar obrigatória sua participação na celebração do compromisso extrajudicial eis que se trata, da mesma forma, de exercer a competência constitucional que lhe foi reservada quanto à defesa dos interesses sociais, em ato do qual resultará a definição das obrigações (liquidez e certeza) e, conseqüentemente, título executivo. A ausência do Ministério Público na celebração do compromisso representa supressão ilegítima do exercício de função institucional que lhe é cometida pela Constituição (art. 127). Assim como a sua não intervenção na relação processual acarreta nulidade do processo, consoante o disposto no art. 84 do CPC, o mesmo vício pode compreender a validade do compromisso havido sem a sua participação. É de notar, a propósito, que o Código de Processo Civil se aplica subsidiariamente ao regime da Lei 7.347/85 (art. 19), e esta, como visto, diz ser obrigatória a participação do Ministério Público como fiscal da lei, não sendo ele autor” (“A transação na esfera da tutela dos interesses difusos e coletivos: compromisso de ajustamento de conduta” in Ação Civil Pública – Lei 7.347/85 – 15 anos, Coordenador Édis Milaré, 2ª edição revista e atualizada, São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2002, p.275-276).
Mostrar mais

323 Ler mais

A eficácia da ação civil pública no combate às cláusulas abusivas nos contratos de planos de saúde

A eficácia da ação civil pública no combate às cláusulas abusivas nos contratos de planos de saúde

O objetivo deste trabalho de conclusão de curso é medir a eficácia da ação civil pública no combate às cláusulas abusivas nos contratos de plano de saúde em comparação com as ações individuais. Este estudo trata da evolução do direito à saúde como um direito social prestacional, elevado à categoria de direito fundamental na Constituição Federal de 1988 para demonstrar o surgimento dos planos privados de saúde. Os contratos celebrados nesse ramo são, na maioria das vezes, de adesão e, por conseguinte, podem conter cláusulas abusivas. Com a finalidade de promover os direitos dos segurados, considerados consumidores na ordem jurídica brasileira, admite-se o controle judicial de cláusula abusiva por meio da tutela coletiva. Muitos acreditam que a ação civil pública, principal instrumento da tutela coletiva, é mais eficiente, na medida em que proporciona mais vantagens aos legitimados e à própria sociedade. Assim, após a delimitação do conceito de eficácia, esse estudo busca, através da doutrina e jurisprudência, verificar se de fato esse tipo de ação é mais eficaz que uma ação individual.
Mostrar mais

52 Ler mais

III – promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a

III – promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a

haver dúvidas de que a investigação da veracidade de uma notitia criminis que lhe chegue ao conhecimento tem total pertinência com uma das mais importantes dentre as atribuições do Ministério Público, que é o exercício da titularidade da ação penal. Não é por outra razão que a Lei Complementar 75/1993, Lei Orgânica do Ministério Público da União, em seu art. 8º, V, estipula que “para o exercício de suas atribuições, o Ministério Público da União poderá, nos procedimentos de sua competência, REALIZAR INSPEÇÕES E DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS”. Esse dispositivo, de clareza insuplantável, estabelece sem sombra de dúvida a relação meio-fim a que faz alusão o art. 129, IX, da Constituição. Dispositivo com dizeres similares é encontrado no art. 26 da Lei 8.625/1993, que disciplina a atuação dos ministérios públicos estaduais.
Mostrar mais

19 Ler mais

Autonomy and discretionary power of the Public Prosecutor's Office in Brazil.

Autonomy and discretionary power of the Public Prosecutor's Office in Brazil.

sas públicas, fundações, sociedades de economia mista e associações existentes há pelo menos um ano, com objetivos de defesa do meio am- biente, do consumidor ou do patrimônio histórico e cultural, e Ministé- rio Público podem lançar mão de tal mecanismo. Por esse motivo, mes- mo que a ação civil esteja prevista constitucionalmente na seção desti- nada ao Ministério Público, ela não é monopólio da instituição, embo- ra responda por 90% das ações, segundo Ada Pelegrine Grinover (Sadek, 1997). Portanto, o Ministério Público é o ator privilegiado para utilizar este instrumento que permite judicializar uma gama imensa de assun- tos e que garante a discricionariedade aos integrantes da instituição. A discricionariedade é reforçada por meio do monopólio do inquérito civil pelo Ministério Público – instrumento utilizado na fase prelimi- nar ao processo judicial. O inquérito civil permite que as investigações sejam conduzidas e coordenadas pelos promotores, sendo que eles po- dem decidir independentemente de outro ator estatal se o caso merece se transformar em uma ação civil pública. Ou seja, mesmo não detendo o monopólio sobre a ação civil pública, o Ministério Público é reconhe- cidamente o mais importante ator a utilizá-la e mantém um alto grau de discricionariedade sobre este ponto. Portanto, um dos elementos que formalmente serviam de defesa contra a falta de instrumentos de accountability (a obrigatoriedade de levar o caso à Justiça como na ação penal e, conseqüentemente, a pouca discricionariedade) perde sua for- ça, garantindo a um órgão com integrantes não-eleitos, muito pouco accountable, o papel de decidir ou não sobre a procedência de um caso.
Mostrar mais

21 Ler mais

A JUSTIÇA SOCIAL NO PROCESSO CIVIL BRASILEIRO: O DIREITO À EDUCAÇÃO E A APLICAÇÃO DE SEUS RECURSOS VINCULADOS

A JUSTIÇA SOCIAL NO PROCESSO CIVIL BRASILEIRO: O DIREITO À EDUCAÇÃO E A APLICAÇÃO DE SEUS RECURSOS VINCULADOS

AÇÃO CIVIL PÚBLICA – Deficiente físico – Acesso as salas de aula em escola pública dificultado por escadas – Obrigação de fazer con- sistente na realização de obras para as devidas adaptações do prédio – Admissibilidade – Direito de livre circulação em imóvel de uso co- mum assegurado na Constituição Federal de 1988, sobretudo a escola pública, que deve facilitar o quanto se pode o acesso ao ensino – Nor- ma cuja aplicabilidade não pode ser condicionada à edição de lei es- tadual, que, passados dezesseis anos da Constituição Federal, não foi providenciada, constituindo reprovável conduta que fere princípios éticos e ostenta flagrante inconstitucionalidade por omissão – Ação procedente – Recursos improvidos (Apelação Cível nº 275.964-5/9- 00, da comarca de Ribeirão Preto. Apelante: Fazenda Pública Estadu- al. Apelado: Ministério Público).
Mostrar mais

30 Ler mais

Aplicabilidade do Princípio da Insignificância aos Atos Ímprobos

Aplicabilidade do Princípio da Insignificância aos Atos Ímprobos

CONSTITUCIONAL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMI- NISTRATIVA - AFASTAMENTO DAS FUNÇÕES SEM A DEVIDA COMU- NICAÇÃO - RECEBIMENTO DE “PRO-LABORE” SEM A CONTRAPRES- TAÇÃO - VALOR DA MULTA CIVIL ARBITRADA - SANÇÃO QUE NÃO SE COADUNA COM A GRAVIDADE DO ATO - OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE, DA PROPORCIONALIDADE E DA IN- SIGNIFICÂNCIA - RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO 1.Constitui ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito a percep- ção da gratificação de produtividade sem a correspondente prestação do serviço (Lei n. 8.429/1992, art. 9º). 2. “Na imposição de sanções de qualquer natureza deve o juiz considerar os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e, notadamen- te, o da insignificância - que ‘surge como instrumento de interpretação restritiva do tipo penal que, de acordo com a dogmática moderna, não deve ser considerado apenas em seu aspecto formal, de subsunção do fato à norma, mas, primordialmente, em seu conteúdo material, de cunho valorativo, no sentido da sua efetiva lesividade ao bem jurídico tutelado pela norma penal, consagrando os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima” (Resp nº 898.392, Min. Arnaldo Esteves Lima). A puni- nº 898.392, Min. Arnaldo Esteves Lima). A puni- A puni- ção do agente público ou político ímprobo deve ser proporcional à gravidade da sua conduta (intensidade do dolo), às consequências jurídicas do ato (montante do proveito econômico auferido e/ou do dano causado ao erário), à repercus- são e ao grau de reprovabilidade sociais» (AC n. , Des. Newton Trisotto).8.4299 (137029 SC 2009.013702-9, Relator: Newton Trisotto, Data de Julgamento: 08/06/2010, Primeira Câmara de Direito Público, Data de Publicação: Apelação Cível n. , da Capital, grifo nosso).
Mostrar mais

16 Ler mais

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO NO COMBATE AO ASSÉDIO MORAL NOS BANCOS

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO NO COMBATE AO ASSÉDIO MORAL NOS BANCOS

Dessa forma, a partir dos dados coletados, das pesquisas realizadas, tanto jurisprudencial, como doutrinária e legal, concluiu-se que ações do MPT, tais como a ação civil pública e o TAC, são medidas que se impõem e são eficazes no combate ao assédio moral contra trabalhadores.

6 Ler mais

Vozes do Judiciário a propósito da temática religiosa

Vozes do Judiciário a propósito da temática religiosa

Trata-se de ação civil pública com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, em que o Ministério Público requer várias diligências com o fim de que seja contida a ação de pregadores evangélicos em vagões dos trens operados pela SUPERVIA. Afirma que em voz alta e se utilizando de microfones, bem como de instrumentos musicais, os pregadores prejudicam o sossego dos demais usuários do serviço, posto que estes últimos são obrigados a se submeter à doutrina religiosa que não professam [... ] A Constituição assegura a liberdade religiosa, sendo certo que ela se compreende em algumas formas de expressão, dentre estas a liberdade de crença e a liberdade de culto [...] Quanto à liberdade de culto, ficou preceituado no art. 5º, VI da CRFB, que é assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, proteção aos locais de culto e às suas liturgias [...] ocorre uma verdadeira contraposição entre as liberdades de crença de cada usuário da Supervia. Enquanto alguns professam a crença evangélica mediante a realização de culto dentro dos vagões, outros são obrigados a participar do culto em detrimento da sua própria crença. Deste modo, é imperioso resguardar a liberdade de crença que está sendo violada. A proibição de realização de culto dentro dos vagões de trem de forma alguma irá afrontar o preceito constitucional que assegura a liberdade de culto, posto que esta não é absoluta, devendo ser observado o local de sua realização. Em regra, os cultos devem ser realizados nos templos, posto que são edificações com características próprias da respectiva religião; ocasionalmente os cultos podem ser realizados em locais públicos, tais como praças e logradouros. É corrente que os usuários da Supervia não ingressam nos vagões em busca
Mostrar mais

18 Ler mais

A DUPLA TITULARIDADE (INDIVIDUAL E TRANSINDIVIDUAL) DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS ECONÔMICOS, SOCIAIS, CULTURAIS E AMBIENTAIS

A DUPLA TITULARIDADE (INDIVIDUAL E TRANSINDIVIDUAL) DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS ECONÔMICOS, SOCIAIS, CULTURAIS E AMBIENTAIS

Observem-se trechos dos seguintes acórdãos: “1. A Ação Civil Pública não se presta como meio adequado à declaração da ilegalidade de Leis Municipais, referente, in casu, à cobrança da chamada 'cota voluntária' nas contas de energia elétrica, face ao fato de que a relação jurídica estabelecida desenvolve- se entre a Fazenda Municipal e o contribuinte, não revestindo este último o conceito de consumidor constante do art. 21, da Lei nº 7.347/85, a autorizar o uso da referida ação. 2. Os interesses e direitos individuais homogêneos, de que trata o art. 21, da Lei nº 7.347/85, somente poderão ser tutelados, pela via da ação coletiva, quando os seus titulares sofrerem danos na condição de consumidores.” (BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial nº 506.000/RS. Relator Min. José Delgado. Primeira Turma. Julgado em 05.06.2003. DJ 08.09.2003); “I - Evidencia-se a ilegitimidade ad causam para propor ação civil pública visando a revisão da renda mensal inicial de benefício previdenciário, por se tratar de direito individual disponível. II - Ademais, as relações jurídicas entre a instituição previdenciária e os beneficiários do regime de Previdência Social não são relações de consumo, sendo, portanto, impossível cogitar-se da hipótese do artigo 81 do Código de Defesa do Consumidor, que trata dos direitos individuais homogêneos. Precedentes.” (BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Agravo Regimental no Recurso
Mostrar mais

71 Ler mais

Show all 10000 documents...