Acionistas minoritários - Proteção

Top PDF Acionistas minoritários - Proteção:

Teoria e prática na proteção aos acionistas minoritários: um olhar sobre o direito de retirada nas reorganizações societárias

Teoria e prática na proteção aos acionistas minoritários: um olhar sobre o direito de retirada nas reorganizações societárias

Este trabalho analisa a evolução da proteção aos acionistas minoritários do mercado de ações, através do direito de retirada nas reestruturações societárias. Para tanto, foi feito um tríplice estudo: Em primeiro lugar, analisa a evolução da proteção legal aos acionistas minoritários, frente aos possíveis abusos que podem ser cometidos pelos acionistas majoritários das companhias abertas, nas Ofertas Públicas de Aquisição de ações (OPAs). Em segundo lugar, estuda as opiniões acerca desta proteção legal, por parte de profissionais gestores de carteiras de ações e advogados que lidam com o direito societário. Finalmente, verificaram-se as OPAs ocorridas no período recente, comparando os valores utilizados pelos acionistas majoritários para reembolsar as ações dos minoritários nestas OPAs. Comparando os resultados dos estudos acima, concluímos que: A) A legislação atualmente vigente não protege adequadamente os acionistas minoritários; B) Há uma relevante dispersão de opiniões dentre estas duas categorias de profissionais, tanto acerca da aprovação ou reprovação de detalhes importantes da legislação em vigor e da legislação antiga; C) Existe também uma grande dispersão entre as sugestões acerca do que se deveria modificar na legislação para aperfeiçoá- la; D) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não conseguiu evitar as distorções observadas nas OPAs estudadas; E) A legislação nem sempre é de total conhecimento dos profissionais da área, o que sugere que o conhecimento da população em geral, de pequenos investidores, seja precário. Esta insegurança e desconhecimento da proteção legal se tornam obstáculos para que as pessoas físicas não especializadas invistam em ações, resultando numa limitação importante para o desenvolvimento do mercado de ações por meio da popularização do mercado de capitais.
Mostrar mais

187 Ler mais

O IMPACTO DA PROTEÇÃO AOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS: O CASO PETROBRÁS

O IMPACTO DA PROTEÇÃO AOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS: O CASO PETROBRÁS

Sem dúvida o interesse no acompanhamento das companhias abertas se deve à proteção do investidor, especialmente, os minoritários. A Lei 7913/1989, criada antes mesmo do maior desenvolvimento do mercado mobiliário no Brasil e que disciplina especificamente o mercado de capitais, prevê a legitimidade ativa ao Ministério Público para propor, seja de ofício ou a requerimento da CVM, ação civil pública com o objetivo de proteger de maneira coletiva os investidores contra condutas ilícitas, como fraudes, inside tradings, ou mesmo a violação ao dever de disclosure, visando, portanto, evitar prejuízos ou mesmo buscando o ressarcimento de eventuais danos causados aos titulares de valores mobiliários e ainda dos investidores. Tal solução legislativa não é impassível de críticas ante a possível existência de confusão entre os direitos individuais passíveis de proteção coletiva e aqueles de fato difusos. Conforme demonstra Fernando Antônio de Alencar Alves de Oliveira Júnior (2017, p. 224-261), passadas quase três décadas da vigência da Lei em comento não houve por parte da jurisprudência uma contribuição substancial para a aplicação de seus dispositivos, contando o Superior Tribunal de Justiça com 10 acórdãos, no período entre 1992 a 2004 2 , com referência à Lei 7913/1989, sem que nenhum desses
Mostrar mais

24 Ler mais

A relação entre o conservadorismo contábil e os conflitos entre acionistas controladores e minoritários sobre as políticas de dividendos nas empresas brasileiras listadas na Bovespa.

A relação entre o conservadorismo contábil e os conflitos entre acionistas controladores e minoritários sobre as políticas de dividendos nas empresas brasileiras listadas na Bovespa.

Segundo Silveira (2004), a atual estrutura de propriedade no Brasil geraria incentivos para a expropriação dos acionistas minori- tários, pois os majoritários ou controladores obteriam o controle com uma participação menor do capital total, resultando em um dos principais conl itos de agência no país. O au- tor, também, ressalta que tal fato levou a uma série de iniciativas que foram tomadas para a proteção dos acionistas minoritários, tais como: alterações legais (Lei nº 10.303/2001) e criação de níveis diferenciados de governan- ça corporativa na Bovespa.
Mostrar mais

15 Ler mais

Práticas de gonança corporativa e geração de valor aos acionistas

Práticas de gonança corporativa e geração de valor aos acionistas

Na verdade, a idéia de convergência funcional não é consensual na literatura. Como Grossman e Hart (1986) apontaram, a dificuldade (ou até mesmo a impossibilidade) de se escrever contratos que determinem ações para cada estado da natureza requer um aparato legal que complete lacunas que são de grande relevância para o bom funcionamento do mercado de capitais. Caso a legislação seja falha para a proteção dos interesses dos acionistas minoritários, haveria redução na eficácia dos contratos privados. De acordo com este mesmo raciocínio, Johnson e Shleifer (apud Srour, 2002) afirmam que não há clara evidência de que uma forte proteção ao investidor surja espontaneamente através de contratos privados ou de instituições políticas.
Mostrar mais

77 Ler mais

Fontes de dívida como instrumento de sinalização entre acionistas minoritários e gestores majoritários: evidências no Brasil

Fontes de dívida como instrumento de sinalização entre acionistas minoritários e gestores majoritários: evidências no Brasil

As teorias acerca da estrutura de capitais apontam relações intrínsecas entre as decisões de endividamento e os conflitos de agência, indicando a dívida como possível redutor desses conflitos (NAKAMURA et al. , 2007). Especialmente no mercado brasileiro, onde medidas que atentem para redução dos conflitos de agência, como melhores práticas de governança corporativa, tornam-se difíceis de ser praticadas (AGUILERA; JACKSON, 2003; FISS, 2008), dados arranjos institucionais e legais mais amplos, a dívida pode atuar como mecanismo de proteção de acionistas minoritários, uma vez que impõe aos gestores a chamada disciplina de dívida que decorre tanto das restrições contratuais específicas, estabelecidas pelos credores, quanto do comprometimento da empresa com a distribuição regular de caixa, reduzindo a discricionariedade gerencial no uso de recursos dos investidores (WILLIAMSON, 1996).
Mostrar mais

105 Ler mais

O processo da dispersão de capital no Brasil sob a perspectiva da governança corporativa: um estudo de casos múltiplos

O processo da dispersão de capital no Brasil sob a perspectiva da governança corporativa: um estudo de casos múltiplos

Apesar do controle acionário pulverizado, o Estatuto Social não prevê mecanismo (poison pill) que dificulte ou impeça a aquisição hostil do controle da companhia ou a aquisição de participações relevantes no capital social. Dessa forma, qualquer investidor poderá adquirir participações relevantes do capital social ou mesmo o controle da empresa, sem a necessidade de promover qualquer espécie de oferta pública de aquisição das ações aos demais acionistas. A inexistência do referido mecanismo de proteção torna o controle mais vulnerável e suscetível a futuras aquisições pelos acionistas minoritários ou novos investidores, hipótese em que poderão ocorrer alterações substanciais na estrutura administrativa, gestão e política estratégica. Segundo Calciolari, a presença de investidor institucional como acionista, com experiência em dezenas de IPO‟s nos mais diversos países, orientou a Companhia para não incluir nenhuma cláusula de proteção contra potenciais tentativa de tomadas de controle.
Mostrar mais

189 Ler mais

Recompra de ações: regulamentação e proteção dos minoritários.

Recompra de ações: regulamentação e proteção dos minoritários.

chamado “fechamento branco” de capital das compa- nhias cujas ações eram transacionadas em bolsa de valores –, que teve a maior influência nos resultados analisados. Entende-se por “fechamento branco” de capital o que ocorre quando os acionistas majoritários de uma companhia vêm a deter um percentual que li- mite a liquidez das ações em circulação, prejudicando dessa forma os acionistas minoritários, pois ceteris paribus um ativo tem seu preço reduzido, com uma diminuição de sua liquidez. Esse aumento do percen- tual dos acionistas controladores poderia ser obtido por intermédio de sucessivos programas de recompra de ações, os quais retirariam do mercado ações em cir- culação, ou seja, detidas por acionistas minoritários.
Mostrar mais

14 Ler mais

PROTEÇÃO AOS SÓCIOS MINORITÁRIOS E A APLICAÇÃO DOS DEES FIDUCIÁRIOS AOS ACIONISTAS CONTROLADORES NAS SOCIEDADES ANÔNIMAS  Givago Dias Mendes

PROTEÇÃO AOS SÓCIOS MINORITÁRIOS E A APLICAÇÃO DOS DEES FIDUCIÁRIOS AOS ACIONISTAS CONTROLADORES NAS SOCIEDADES ANÔNIMAS Givago Dias Mendes

Nessa linha ensina Modesto Carvalhosa que o parágrafo único do art.116 da LSA consagra o dever fiduciário do controlador, cujo poder de governar autonomamente a companhia corresponde ao dever de fazê-lo visando à realização do seu objeto social, atendida a sua função social. Deve se estender à preservação dos direitos políticos e patrimoniais dos demais acionistas, bem como aos seus stakeholders. Sua regra fundamental é que não poderão os controladores buscar os seus interesses pessoais na condução da companhia em detrimento dos interesses desta e dos seus acionistas minoritários. Trata-se do dever de lealdade, princípio normatizado de ampla aplicação aos casos concretos e medido sobre o princípio da boa fé 32 .
Mostrar mais

22 Ler mais

A destinação do lucro das companhias abertas brasileiras com as melhores práticas...

A destinação do lucro das companhias abertas brasileiras com as melhores práticas...

Segundo a teoria da firma, uma empresa é um nexo de relações contratuais entre os seus diversos participantes. Nessas relações contratuais, que não são perfeitas, surgem os problemas de agência, decorridos da assimetria informacional e dos conflitos de interesses entre o contratado e o contratante, no caso, agente e principal. Neste caso, quando se tem a intenção de alinhar os interesses entre eles, aparece a governança corporativa, atuando como um meio de minimizar os conflitos e diferenças existentes e corrigir as falhas presentes no processo de comunicação e informação das firmas. No Brasil, diante da fraca proteção legal aos acionistas minoritários, da alta concentração de propriedade nas empresas e da separação dos acionistas entre ordinários e preferenciais, algumas medidas institucionais e governamentais têm sido tomadas ao longo dos anos com o objetivo de contribuir com a evolução das práticas de governança corporativa no país. Uma dessas iniciativas foi a criação em 2000 do segmento Novo Mercado pela Bovespa, composto por regras e exigências crescentes em relação às boas práticas de governança. Nesse sentido, é coerente pensar que a política de dividendos, antes influenciada pela necessidade de atuar também como instrumento de redução de conflitos entre os acionistas, passou a ser decidida a partir de um foco preponderantemente gerencial pelas companhias deste segmento, ou seja, tomada do ponto de vista financeiro de maximização da riqueza dos acionistas. Para testar esta suposição, adotou-se o modelo conceitual da Teoria Residual dos Dividendos, estabelecidos pioneiramente por Modigliani e Miller (1961) e revisitado por Jensen (1986) na Teoria Free Cash Flow. Assim, conduziu-se um levantamento do Fluxo de Caixa Livre do Acionista (FCLA) para todas as companhias listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa
Mostrar mais

192 Ler mais

Concentração de votos e acordo de acionistas: influências sobre o conservadorismo.

Concentração de votos e acordo de acionistas: influências sobre o conservadorismo.

Mesmo em mercados nos quais o nível de enforcement é pequeno, os integrantes do mercado podem requerer mecanismos alter- nativos que, no lugar do sistema jurídico vi- gente no mercado, melhorem o nível de pro- teção dos acionistas minoritários. Devido ao não funcionamento eficiente das instituições legais, as firmas começam a adotar outros mecanismos ou padrões de comportamento para se protegerem e assegurarem o retorno aos investidores e acionistas. Por exemplo: (i) adotar mecanismos mais rígidos de gover- nança (ALMEIDA, SCALZER; COSTA, 2008; LOPES; WALKER, 2008); (ii) sofrer pressão política por instituições extralegais, tais como meios de comunicação, competição e tax com- pliance (cumprimento das obrigações ficais) (hAW et al., 2004): (iii) procurar reduzir o efeito entrincheiramento, por uma mudança de comportamento alinhando os interesses entre acionistas controladores e não-contro- ladores (FAN; WONG, 2002; WANG, 2006) e (iv) proporcionar maiores níveis de proteção aos acionistas minoritários.
Mostrar mais

17 Ler mais

O DIREITO DOS ACIONISTAS DE PARTICIPAR NOS LUCROS SOCIAIS

O DIREITO DOS ACIONISTAS DE PARTICIPAR NOS LUCROS SOCIAIS

No entanto, a fixação da obrigatoriedade de pagamento de um dividendo mínimo aos acionistas foi objeto de amplos debates ao longo da aprovação do projeto que resultou na Lei 6.404, de 1976. Esclarece André Martins de Andrade (1982, p. 63), ao analisar os debates que precederam à promulgação da atual lei societária, que, inicialmente, o anteprojeto de reforma da lei das sociedades anônimas buscava no dividendo obrigatório um instrumento capaz de restaurar a ação como título de renda variável, propiciando o desenvolvimento de um mercado primário como fonte de recursos de risco para a capitalização da atividade privada. Assim, tanto no primeiro, como no segundo texto do ante-projeto, o dividendo obrigatório assegurava ao acionista o direito de receber, no mínimo, metade do lucro líquido do exercício, deduzido da importância necessária à formação de reservas para atender a obrigações contingentes. Todavia, inúmeras foram as críticas realizadas acerca da nova sistemática legal, chegando muitos a identificar no dividendo obrigatório uma tutela propiciadora de uma ditadura da minoria, com negativas repercussões bolsísticas. Para Waldirio Bulgarelli (1978, v. 4, p. 63), “o que realmente despertou alarme e desconfianças, provocando críticas, foi a obrigatoriedade contida no texto dos anteprojetos iniciais, de distribuição de metade dos lucros”. Temia-se, segundo o citado professor, o enfraquecimento da empresa, julgando-se excessiva a proteção dispensada ao acionista, sobretudo, minoritário.
Mostrar mais

205 Ler mais

O acordo de acionistas à luz do Código Civil de 2002

O acordo de acionistas à luz do Código Civil de 2002

A constatação de grande indeterminação acerca da interpretação da Lei 6.404/76 em conjunto com o Código Civil suscitou o interesse em se discutir, através de um instituto específico da Lei Societária, o acordo de acionistas, contextualizado através de um caso concreto, a aplicação de princípios gerais dos contratos civis à referida lei específica. A separação dos diplomas trouxe uma série de questionamentos quanto à aplicação de princípios, como por exemplo, a boa-fé objetiva, na interpretação da norma societária. Portanto, a natureza contratual do acordo de acionistas, analisado na hipótese em que este não se encontra arquivado na sede da companhia, e sua inteira regulação pela legislação societária, constitui um exemplo paradigmático para emoldurar a referida discussão, promovida também na doutrina e na jurisprudência.
Mostrar mais

50 Ler mais

A demanda por dividendos: uma justificativa teórica

A demanda por dividendos: uma justificativa teórica

que os diretores têm mais informação sobre esta lucratividade.. que os acionistas.[r]

17 Ler mais

Empresas criam ou destroem a riqueza dos acionistas

Empresas criam ou destroem a riqueza dos acionistas

Uma empresa apresenta VAM (Valor Adicionado pelo Mercado), quando o valor de mercado da empresa é superior ao capital investido pelos acionistas. O valor de mercado da empresa é obtido pelo número de ações multiplicado pelo preço atual das ações no mercado acionário, ou seja, na ótica de mercado, o VAM reflete os resultados financeiros esperados, demonstrando se a empresa criou ou destruiu a riqueza do acionista.

13 Ler mais

Debate atual sobre o gnosticismo: Um olhar sobre o Jesus Gnóstico de Nag Hammadi

Debate atual sobre o gnosticismo: Um olhar sobre o Jesus Gnóstico de Nag Hammadi

Palavras-chave: pluralidade cristã, judaísmo rabínico, grupos minoritários, nag hammadi, evangelhos gnósticos, Jesus..[r]

1 Ler mais

Informação contida no diferencial de preços de classes de ações: antes e após 10.303/01

Informação contida no diferencial de preços de classes de ações: antes e após 10.303/01

A existência de um direito de venda conjunta (“tag along rights”) no estatuto social pode implicar um prêmio pelo voto, se for extensível aos preferencialistas, ceteris paribus. No caso de empresas no Nível 2 das “Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa”, há extensão a todos os acionistas detentores de ações ordinárias nas mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo, 70% deste valor para os detentores de ações preferenciais. Além disso, prevê-se o direito de voto às ações preferenciais em casos de incorporação, cisão e fusão da companhia e aprovação de contratos entre a companhia e empresas do mesmo grupo.
Mostrar mais

34 Ler mais

Efeito dia da semana em mercados acionistas internacionais

Efeito dia da semana em mercados acionistas internacionais

RESUMO: Este estudo pretende testar a hipótese da eficiência de mercado na forma fraca, i.e., a suposição de que os preços das ações refletem sempre toda a informação pública disponível, através da verificação da presença ou não do efeito dia da semana. Testa-se o processo de geração de rendibilidades de ações segundo as hipóteses «Trading Time» e «Calendar Time». A análise baseia-se na evolução diária dos principais índices acionistas europeus e inter- nacionais, entre 1988 e 2011 e nos seguintes subperíodos: 1988-1998, 1999-2011, 2000-julho de 2007 e agosto de 2007-2011. Os resultados da hipótese «Trading Time» sugerem a existência de um efeito segunda-feira nos índices da Grécia, da Itália, do Japão e de Hong-Kong. A hipótese «Calendar Time» é rejeitada pelos índices da Grécia e de Hong-Kong, concluindo-se que a rendibilidade esperada à segunda-feira não será o triplo da dos outros dias da semana. Por último, constatamos que, segundo ambas as hipóteses «Trading Time» e «Calendar Time», vários índices em alguns subperíodos analisados rejeitam a hipótese da eficiência de mercado, concluindo-se pela inefi- ciência destes mercados acionistas.
Mostrar mais

16 Ler mais

O fundamento económico da contabilidade

O fundamento económico da contabilidade

Poder-se-ia julgar que o ideal seria prepararem-se relatórios separados para cada uma destas partes, de modo a satisfazer os interesses de todos. Não é assim: cada parte tem interesses opostos aos das outras e exige que nenhuma seja favorecida. Há oposição, não apenas entre os interesses dos donos e dos gestores, mas também entre os interesses de donos maioritários e minoritários, entre donos e credores (cada um terá opiniões divergentes em relação ao risco a suportar), entre gestores e credores, e entre qualquer das outras partes sem excluir o fisco. A informação contabilística terá pois que ser imparcial (fair) e a unicidade do relatório deve ser encarada como um pressuposto dessa imparcialidade. Nenhum credor, por exemplo, aceitará receber menos ou diferente informação do que aquela que é facultada a accionistas.
Mostrar mais

13 Ler mais

Corals as biomonitors: application, pre-treatment and determination of major and trace elements.

Corals as biomonitors: application, pre-treatment and determination of major and trace elements.

de material particulado em suspensão, temperatura e luz (i. e. na mesma profundidade). Cada uma destas espécies apresenta taxa de crescimento diferenciada, possivelmente, interferindo no padrão e na quantidade de cada contaminante acumulado no tecido e também no esqueleto do coral. Assim, a relação causa-efeito entre organismos e contaminantes será diferenciada, não só entre as espécies de corais, entre o tecido vivo e o esqueleto, mas também entre elementos químicos. Adicionalmente, o estudo simultâneo de várias espécies de corais permite a comparação das vias de acumulação, do efeito dos contaminantes na fisiologia e no padrão de bioacumulação de cada espécie. Porém, ainda se trata de uma hipótese a ser testada. Outra vantagem da utilização de corais hermatípicos como organismos biomonitores está nas respostas destes organismos às mudanças climáticas (e. g. aumento de temperatura e acidificação dos oceanos), as quais causam branqueamento e fragiliza- ção das colônias coralíneas. A influência destas mudanças no padrão de acumulação de elementos nos tecidos e no esqueleto, entretanto, ainda é desconhecida. Assim, as particularidades da ecologia de corais e suas relações com as mudanças climáticas (e. g. salinidade, pH e temperatura dos oceanos) tornam esta espécie uma ferramenta importante, não ape- nas para estudos de contaminação ambiental, mas também para estudos de alterações globais e suas influências nos ecossistemas costeiros. Assim, o uso deste biomonitor pode subsidiar a avaliação de mudanças e de impactos de pequena escala temporal, mas também de longa es- cala, visto que a estrutura calcária dos corais “documenta” processos e mudanças ambientais, ao longo de décadas ou mesmo centenas de anos. Estudos com outros organismos biomonitores (e. g. poliquetas e ostras) não registram variações de contaminantes, ao longo do tempo, como no caso do registro ambiental observado ao longo do eixo vertical de crescimento das colônias de corais. Complementarmente aos estudos de contaminação em esqueletos de corais, os estudos de esclerocronologia e datação permitem correlacionar eventos específicos no tempo (e. g. instalação de um empreendimento) às concentrações de elementos majoritários e minoritários no esqueleto coralíneo.
Mostrar mais

12 Ler mais

Show all 4033 documents...