Alienação fiduciária

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Alienação fiduciária em garantia no Direito Português e no Direito Brasileiro

Alienação fiduciária em garantia no Direito Português e no Direito Brasileiro

Embora o presente estudo restringir-se-á (especialmente devido à limitação do conteúdo que contempla este relatório) ao detalhamento da fiducia do direito romano e do direito germânico para compreensão do moderno negócio fiduciário e, por consequência, da alienação fiduciária em garantia – objeto central deste trabalho, não se pode deixar de referir a construção autónoma realizada pelo direito inglês, que justifica nas suas raízes históricas a particularidade de seu desenvolvimento jurídico. Dentre as figuras criadas por este ordenamento jurídico, especificamente com cariz fiduciária, destacam-se o mortgage e o trust. O mortgage pode ser compreendido como um negócio de garantia, no qual o devedor transferia a propriedade de um bem ao credor, readquirindo a propriedade da coisa se efetuasse o pagamento da dívida ao credor na data ajustada pelas partes. O trust, inserido no dualismo da common law e da equity, originou-se do use, “criado por alguém (setlor) que transmite bens a outrem (trustee) em benefício de um terceiro (benefiary). A investidura pode ser por ato “inter vivos” ou “mortis causa”, e o bem deve ser determinado ou determinável”, nas palavras de P. P AIS DE V ASCONCELOS (Contratos atípicos, cit., pp. 267 e 269). Sobre tais institutos, ver L. M. P ESTANA DE V ASCONCELOS (A cessão de créditos em garantia e a insolvência, cit., pp. 38-39) e M. J. V AZ T OMÉ e D. L EITE DE C AMPOS (A propriedade fiduciária (trust). Estudo para a sua consagração no direito português, Almedina, Coimbra, 1999, p. 19).
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EFEITOS DA EXONERAÇÃO DO DEVEDOR DO SALDO REMANESCENTE NA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA COM A ADVENTO DA LEI Nº 10.931/2004

EFEITOS DA EXONERAÇÃO DO DEVEDOR DO SALDO REMANESCENTE NA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA COM A ADVENTO DA LEI Nº 10.931/2004

do método indutivo de análise bibliográfica e valendo-se de algumas ferramentas da Nova Economia Institucional, o artigo aponta para a defasagem entre o contexto que conduziu a elaboração normativa comentada e sua ampliação para a aquisição geral de bens, inclusive para bens imóveis, independente do valor, quando garantida por alienação fiduciária. Analisa a doutrina, assim como as normas incidentes, projeto de reforma legislativa e o teor da súmula que disciplina parcialmente a matéria, para concluir que a pretensão normativa, quando da edição da norma, tem seus objetivos ameaçados pela exagerada extensão do efeito de desoneração do devedor frente ao credor garantido pela alienação fiduciária.
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Sujeição passiva do credor na obrigação tributária e alienação fiduciária em garantia de bens imóveis: um estudo sobre IPTU à luz da jurisprudência e doutrina brasileira

Sujeição passiva do credor na obrigação tributária e alienação fiduciária em garantia de bens imóveis: um estudo sobre IPTU à luz da jurisprudência e doutrina brasileira

O presente trabalho visa elucidar se com a formação do negócio de Alienação Fiduciária de Bem Imóvel para garantia de uma Obrigação Civil, o Credor-fiduciário, em razão das prerrogativas que a Lei 9.514/97 e suas respectivas alterações lhe conferem, poderiam levá-lo a figurar como sujeito passivo do Imposto Predial Territorial Urbano-IPTU para fins tributários. Para tanto, serão analisados aspectos gerais a cerca do IPTU e da Alienação Fiduciária para Bens Imóveis, utilizando como norte a legislação, a doutrina e jurisprudência pátria. Por conseguinte, em razão deste estudo, será levado a debate se o credor-fiduciário é realmente parte legítima para figurar no polo passivo de demandas que visem à execução de débitos tributários inadimplidos, que remetam a época em que o devedor-fiduciante exercia a posse direta sobre a coisa. Esta obra analisa se existe compatibilidade do parágrafo 8º do art. 27 da Lei 9.514/97 frente ao Código Tributário Nacional e a Constituição da República, sob duas análises interpretativas da norma, procurando revelar que vigora atualmente um cenário de insegurança jurídica para os credores- fiduciários e, caso não seja sanado, provocará um aumento no custo dos empréstimos.
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A alienação fiduciária em contratos de adesão e a sua sujeição ao art. 53, caput, Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990

A alienação fiduciária em contratos de adesão e a sua sujeição ao art. 53, caput, Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990

Vindo do latim fiducia, a alienação fiduciária tem como pressuposto a confiança. Sua origem vem do Direito Romano, da figura do negócio fiduciário, tendo, à época, finalidade mais restrita. Existiam duas modalidades desse negócio jurídico, as quais eram a fidúcia cum creditore, a qual funcionava como um meio de garantia, transferindo temporariamente os bens gravados ao credor, a título de venda, para que ele os explore como seus, sob a condição do resgate do débito e, a certo prazo, os revenda ao devedor, tendo ficado proscrita pelo direito por conta das vantagens excessivas com que ficava o credor nessa relação, o qual poderia auferir um bem de valor bem maior do que o seu crédito, não ficando obrigado a restituir a diferença 1 . A segunda modalidade era a fiducia cum amico, na qual se operava também a transferência de bens a uma pessoa, mas com o objetivo de resguardá-los dos azares da fortuna adversa que ameace o proprietário, assumindo, o fiduciário, o compromisso de efetuar a sua emancipação 2 . Era uma relação de depósito entre um interessado e um terceiro depositário de confiança. Para resguardar esses bens contra
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ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS E A HIPOTECA NO ÂMBITO REGISTRAL BRASILEIRO

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS E A HIPOTECA NO ÂMBITO REGISTRAL BRASILEIRO

Sobre a diferença entre os regimes mais utilizados na política de garantias reais para financiamentos habitacionais, Sílvio Venosa (VENOSA, 2011) diz que durante essas décadas de vigência dessa lei, o instituto vem servindo para dinamizar o crédito direto ao consumidor de coisas móveis. A orientação legal não admitia o instituto para os imóveis. Procurando estender as mesmas vantagens para os imóveis, a Lei nº 9.514/97, de 20-11-97, que dispõe sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário, instituiu a alienação fiduciária de imóveis, além de outras disposições, conforme examinaremos neste capítulo.
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A empresa, o empresário e o novo código civil brasileiro

A empresa, o empresário e o novo código civil brasileiro

Reflexão pertinente é emitida também por Ricardo Negrão (2007, p.. disponibilidade dos bens que organiza, disponibilidade a título de alienação fiduciária, empréstimo, locaçã[r]

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A Trava bancária na recuperação judicial

A Trava bancária na recuperação judicial

Impende mencionar a questão da cessão fiduciária de créditos futuros. Não obstante a doutrina não se debruçar acerca deste assunto, a Lei nº 10.931 de 02 de agosto de 2004 estabelece que é possível a hipótese contemplada. Esta Lei dispõe, entre outros, acerca da cédula de crédito bancário. Em seu art. 31, fica estabelecido que a garantia cédula de crédito bancário poderá ser fidejussória ou real, e, neste último caso, poderá ser constituída de bem patrimonial material ou imaterial, presente ou futuro. Por sua vez, o art. 35 da mesma Lei dispõe que os bens dados em garantia objetos de alienação fiduciária poderão permanecer sobre posse direta do prestador da garantia. Combinando os dois artigos mencionados, não restam dúvidas de que é possível ceder fiduciaramente créditos futuros, vez que estes créditos constituem bem patrimonial imaterial.
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Alexandre Laizo Clápis A propriedade fiduciária imobiliária aspectos gerais e registrários

Alexandre Laizo Clápis A propriedade fiduciária imobiliária aspectos gerais e registrários

conseqüências da inexecução. A alienação fiduciária em garantia dá bem a imagem que a construção de tipo romano reflete. O escopo das partes, ao estipularem esse negócio jurídico, não é, evidentemente, a transmissão plena e definitiva da propriedade. No entanto, opera-se, passando o adquirente a ter, sobre a coisa, a plena potestas. O negócio translativo não encerra limitação alguma do poder do adquirente e fiduciário. O limite institui-se em outro negócio jurídico, de natureza pessoal, adjetivado como pacto, do qual nasce a obrigação de restituir a propriedade ao se esgotar o fim para o qual foi transferida. Mas, se o fiduciário, em quem confiou o fiduciante, se recusar a restituí-la, não tem ele meios de reavê-la. E, assim, uma alienação realizada apenas para garantir produz, por inexecução culposa de uma obrigação, os efeitos irreversíveis de uma transmissão que tivesse, como título, um contrato de causa genuinamente translativa. Cumpre o fiduciante sua obrigação de pagar a dívida, sem recuperar a propriedade do bem alienado para o fim mais restrito de garantia, suportando, em conseqüência, esdrúxula expropriação privada, com a agravante de que a vantagem do insólito expropriante provém de ter faltado à confiança de que fora depositário.
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A cessão fiduciária do direito do acionista aos dividendos no direito privado br...

A cessão fiduciária do direito do acionista aos dividendos no direito privado br...

dividendos delas decorrentes, não seguindo, consequentemente, as disposições estabelecidas nos arts. 1.433, V, 1.435, III, e 1.459, IV, do CCBra, que disciplinam serem os frutos do bem empenhado de propriedade do credor. Pelo disposto no art. 205 da LSA, os dividendos devem ser pagos à pessoa que constar, no ato da sua distribuição, como proprietária ou usufrutuária da ação. Dessa forma, não seria possível conceber os dividendos distribuídos como sendo de titularidade do credor pignoratício, exceto quando estes fossem atribuídos ao referido credor, por expressa determinação contratual, passando a compor o objeto da garantia. Uma visão diferente da acima exposta apenas seria possível se a LSA tivesse expressamente disciplinado de forma diversa a questão do direito do credor pignoratício de receber dividendos decorrentes das ações que lhe foram dadas em garantia (cf. PENTEADO, Mauro Bardawil. O Penhor de Ações no Direito Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2007. pp. 187-192). No caso da alienação fiduciária em garantia das ações ocorre a mesma situação: os frutos (dividendos) decorrentes da ação pertencem ao acionista (devedor). Embora exista na alienação fiduciária em garantia a transferência de titularidade sobre a ação, e a redação do art. 205 da LSA, por se referir simplesmente a ´proprietário’, possa permitir a interpretação de que tal referência contempla não apenas o proprietário pleno, mas também o proprietário fiduciário em garantia – o que levaria à conclusão de que o direito ao dividendo (enquanto crédito) é de titularidade do credor fiduciário, e não do acionista (devedor) –, é imperativo se observar que a propriedade do credor é meramente fiduciária, com fins de garantia, razão pela qual não será ele, direta e automaticamente, considerado o titular dos dividendos. Dessa forma, no que diz respeito aos dividendos de ações alienadas fiduciariamente, é preciso distinguir entre dois momentos: o antes e o após o vencimento da dívida. Assim, enquanto não vencida a dívida, os dividendos pagos pela companhia são do acionista (fiduciante). No entanto, após o vencimento da dívida, e estando esta inadimplida, pode o credor então, até a venda definitiva das ações, receber os dividendos em seu único e exclusivo proveito, utilizando os recursos assim recebidos para a amortização do saldo devedor da dívida, e entregando a eventual quantia remanescente ao próprio acionista (fiduciante) (cf. ALVES, José Carlos Moreira. Da Alienação..., Ob. Cit. p. 133).
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GARANTIA FIDUCIÁRIA DE DIREITOS DE CRÉDITO NA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DO FIDUCIANTE MESTRADO EM DIREITO

GARANTIA FIDUCIÁRIA DE DIREITOS DE CRÉDITO NA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DO FIDUCIANTE MESTRADO EM DIREITO

relevante alteração efetuada pela MP nº 2.223/2001, depois convertida em lei pela Lei nº 10.931/2004, foi aquela no art. 22, que acrescentou aos bens enfitêuticos como passíveis de serem objeto e alienação fiduciária em garantia. Ainda, foi alterada a Lei nº 11.481/2007, vigente a partir de 31 de maio de 2007, que alterou diversas leis que cuidavam dos bens imóveis de propriedade da União, e apenas acrescentou à Lei nº 9.514/1997 a possibilidade de a alienação fiduciária em garantia recair sobre direitos de uso especiais para moradia, direitos reais de uso, desde que suscetíveis de alienação e sobre a propriedade superficiária (art. 22, §1º). Também foi modificada pela Lei nº 12.810/2013, vigente a partir de 16 de maio de 2013, que dispôs sobre o parcelamento de débitos tributários de estados e municípios perante a União, mas, alterou uma série de leis sobre outros assuntos. Dentre essas leis, foi modificada a de nº 9.514/1997, na qual foi incluída a regulação da assunção de créditos imobiliários, com garantia real, por outro credor instituição financeira, e com a repactuação da dívida, pelos arts. 33-A a 33-F, que contém, basicamente, regras procedimentais acerca de tal transferência. Com relação à garantia real, destaque-se apenas que a nova credora se sub-roga em todos os direitos e obrigações da credora anterior. Finalmente, sofreu alterações pela Lei nº 13.043/2014, que somente inseriu um dispositivo na Lei nº 9.514/1997, acerca do procedimento de notificação, para purgar a mora, do devedor que se encontrasse em local incerto.
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Propriedade fiduciária: bens móveis e imóveis

Propriedade fiduciária: bens móveis e imóveis

SCATIGNA, Elizete Aparecida de Oliveira. Alienação fiduciária: 30 anos de decreto-lei n.911/69. Revista Literária de Direito. São Paulo, ano6, n.31, p.25-7, set./out., 1999. SCIALOJA, Vittorio. Teoria della proprietà nel diritto romano. Spoleto: Are, 1933, v.I. SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 19.ed. rev. e atual. São Paulo: Malheiros, 2001.

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Crédito habitacional no Brasil: avanços institucionais nos contratos de crédito ...

Crédito habitacional no Brasil: avanços institucionais nos contratos de crédito ...

Este estudo pretende analisar o impacto da Lei n o 10.931, de agosto de 2004, que incluiu a figura jurídica de alienação fiduciária do bem imóvel no ordenamento jurídico nos contratos de[r]

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Alienação parental: a interferência na educação

Alienação parental: a interferência na educação

A criança ou adolescente que sofre com a alienação apresenta além dos indícios já citado anteriormente, também usa de mentiras compulsórias e manipulações levianas para conseguir aquilo que se pretende não, se importando com as consequências ou sentimentos, pois está tão “anestesiado” com a situação que não consegue discernir a verdade da mentira e nas condutas do alienante destaca-se impor novo companheiro (a) como pai ou mãe, desqualificações e esquecimentos em relação às atividades e rotinas do filho, alegar que a “ausência” do cônjuge é desinteresse ou indisponibilidade para a criança, não admitindo que seja manipulação por parte deste. (BUOSI. 2012. Págs. 89 á 91). Segundo uma entrevista ao TJMS do Juiz David de Oliveira Gomes:
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O conceito de alienação no jovem Marx.

O conceito de alienação no jovem Marx.

O jovem Marx encantara-se desde cedo com a percepção de que o ho- mem, este ser concreto e natural, transformara e continuava transformando o mundo através de seu trabalho e de sua práxis, e que em um mesmo movimento transformara e continuava a transformar a si mesmo. A natu- reza, transformada pelo homem, “humanizara-se”, incorporara a sua face humana. O homem mudara literalmente a face da Terra, e para onde quer que olhemos, pode-se dizer, não poderemos mais deixar de enxergar a marca humana. Mas, ao mesmo tempo, ao lado deste comovente encantamento diante da capacidade humana de “transformar o mundo e de transformar a si mesmo”, Marx também encontrara a sua terrível sombra: a percepção de que este mesmo homem, neste ponto de sua análise multiplicado pela infinidade de indivíduos, também se perdera na história, se “desumaniza- ra” e se “desnaturalizara”; em uma palavra, “se alienara” (da natureza, de si mesmo e de suas próprias criações). A “alienação” (que tem em Marx o duplo sentido de “estranhamento” e perda de consciência) logo se tornaria o primeiro tema importante do jovem Marx – o seu objeto mais sistemático de reflexão na primeira fase de seus escritos 20 .
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Alienação e Socialismo — Outubro Revista

Alienação e Socialismo — Outubro Revista

134 - outubro necessária sob o domínio do Estado burguês. Assim, a prefiguração que almeja- mos na organização revolucionária do proletariado não pode ser confundida com idéias do socialismo utópico em que se vislumbra a possibilidade de comunida- des socialistas no interior da sociedade dominada pelo capital. Por analogia, con- vém lembrar a impossibilidade de construção do socialismo em um só país ou de “um bloco socialista”, etc. O que precisamos perceber é que para que a teoria revolucionária se apodere das massas tornando-se um poder material, a prática de construção de instituições materiais, ou seja, das organizações revolucionári- as das massas, deve ser, desde seu núcleo mais diminuto, impulsionadora da auto-atividade e da auto-organização e com um programa que rompa com a alie- nação , um programa socialista. As forças produtivas e as classes sociais só são atores sociais na medida em que representam e expressam relações entre pessoas reais e seu trabalho passado e presente. Assim, também é relevante a questão da participação individual no processo de formulação do projeto socialista. Se é verdade que a forma psicológica individual da alienação não é a matriz geral de todas as suas formas histórico-sociais, mas que são as formas histórico-sociais que permitem compreender as formas psicológicas individuais, devemos consi- derar o problema de como isto se articula com a idéia de que o socialismo é projeto consciente, e portanto, levado adiante por grupos e indivíduos que vivem dentro desta formação histórico-social concreta (capitalista) com suas formas psicológicas individuais de alienação. Por conseqüência, cada militante indivi- dualmente deve e precisa desenvolver a sua autodeterminação, isto é, a sua for- mação não é apenas teórica no sentido de assimilar o programa e suas bases de forma a que possa “aplicá-lo na prática” nos movimentos sociais. Cada militante deve ter na organização o apoio e os meios coletivos para o auto desenvolvimento pessoal. É no esforço do desenvolvimento do indivíduo pela cooperação e com conteúdo pedagógico não autoritário/diretivo, não burocrático, numa prática conflitante e oposta ao que acontece na empresa, na escola, na família, na vida em geral, é assim que, na prática, se forma e se fortalece a consciência comunista necessária ao próprio desenvolvimento da organização da classe trabalhadora (e de todos os explorados e oprimidos), impulsionando o seu transcrescimento em força material para realizar a revolução social contra o Estado e a propriedade privada dos meios de produção. Mas esta orientação não é anárquica: deve ter como paradigma exatamente as bases teóricas da dialética materialista, que ao mesmo tempo em que combate o dogmatismo, busca resolutamente no movimen- to de produção e reprodução material da vida as razões últimas das formas de pensamento e consciência social. “A transformação em larga escala dos homens para a criação em massa da consciência comunista” 1 .
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O duplo caráter da alienação no trabalho do professor: o estranhamento em sua relação com o ensino e a alienação de si mesmo

O duplo caráter da alienação no trabalho do professor: o estranhamento em sua relação com o ensino e a alienação de si mesmo

O último aspecto é a autoalienação, que concorre para a desumanização do trabalhador. Esse é o mais violento de todos os aspectos. Os seres humanos submetidos à alienação, mesmo vivendo o sofrimento no trabalho, o desgaste físico e mental, ainda assim, permanecem em relações de trabalho destrutivas até esgotarem os limites de sua força e/ou serem descartados pelo capital. E com o professor isso não é diferente, de modo que já existem estudos sobre as doenças ocupacionais desses profissionais, como a depressão, o stress, a afonia, entre outras. Embora experimente a deterioração da saúde, a negação da natureza formativa da educação, constante nas ingerências das mantenedoras e do Estado na sala de aula, o professor não pode se furtar ao trabalho como meio de subsistência, devido a sua dependência total da vida urbana e do consumo que ela impõe, situação esta predominante no capitalismo. Portanto, a alienação não pode ser entendida como falta de consciência da classe trabalhadora, mas como violência do capital sobre ela.
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O LATROCÍNIO E A SÚMULA 610 DA SUPREMA CORTE: DA ALIENAÇÃO TÉCNICA DO POLÍTICO À ALIENAÇÃO TELEOLÓGICA DO INTÉRPRETE

O LATROCÍNIO E A SÚMULA 610 DA SUPREMA CORTE: DA ALIENAÇÃO TÉCNICA DO POLÍTICO À ALIENAÇÃO TELEOLÓGICA DO INTÉRPRETE

Sob a ótica do direito comparado, portanto, a expressão “latrocínio” não se reveste de uma única definição, podendo ser empregada não apenas como referência ao roubo a[r]

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Meta inflação: uma nova abordagem para a política monetária

Meta inflação: uma nova abordagem para a política monetária

Para superar os desafios da condução da política monetária rumo à estabilidade de preços num sistema de moeda fiduciária e economia globalizada, um conjunto de países optou por adotar fo[r]

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Alienação e reificação na indústria cultural e internet

Alienação e reificação na indústria cultural e internet

Referente à questão dos meios de comunicação e da luta contra a alienação e reificação evidentemente seria interessante nos aprofundarmos no estudo da Deep Web, principalmente frente à comunicação realizada entre hackers e também sobre a resistência popular em países onde as redes sociais são proibidas, porém este é um campo demasiadamente técnico e complexo para ser explorado por um estudo de filosofia como este que aqui vos faço, julgo que seria necessário uma pesquisa interdisciplinar um pouco mais longa que envolvesse especialistas em filosofia, sociologia, comunicação social e informática. Já a Web 1.0 poderíamos dizer que faz parte do velho paradigma da indústria cultural, pelo menos no que se refere a centralização e transmissão de informação pelas mãos de grandes empresas do ramo, também pelo já citado gatekeeping e pelo feedback reificado e indireto. Assim sendo, quando falo em internet como um novo paradigma neste trabalho estou referindo-me à Web 2.0 e sua estrutura colaborativa, pois é ai onde sujeito encontra um nível de liberdade que parecia a muito estar perdido, onde cada vez mais se fecham os lugares para velha a tirania da comunicação feita de poucos para muitos, onde o padrão identitário se faz cada vez menos significativo e a democracia consolida-se nas novas praças públicas virtuais. Mas, como veremos até o fim desta obra, não tudo são flores neste novo mundo, precisamos ter um olhar crítico para não fazermos deste mais um temível meio de alienação e reprodução ideológica da realidade vigente.
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Amanda Schefer, “Oportunismo na Alienação Parental”

Amanda Schefer, “Oportunismo na Alienação Parental”

Gardner define Síndrome da Alienação Parental como um conjunto de sintomas que se verificam na criança vítima de uma espécie de abuso emocional levado a cabo por um dos genitores contra o outro genitor, incluindo (1) campanha depreciativa, (2) razões frágeis, absurdas ou frívolas para a desvalorização; (3) falta de ambivalência; (4) o fenómeno do “pensador independente”; (5) apoio da criança ao genitor alienador no conflito parental; (6) ausência de culpa acerca da crueldade e/ou exploração do genitor alienador; (7) presença de relatos falsos ou distorcidos; (8) propagação de animosidade aos amigos e/ou família estendida do genitor alienado. 3
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