Assistência social no Brasil

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História da assistência social no Brasil

História da assistência social no Brasil

Com todos esses avanços, chegamos à década de trinta, que representou a abertura de uma nova página na história da assistência social no Brasil. Dois importantes Ministérios foram criados no go- verno brasileiro: o dos Negócios da Educação e da Saúde, em 1930, e o do Trabalho, Indústria e Comércio, em 1931. Com o Ministério dos Negócios da Educa ção e da Saúde tivemos, pela vez primeira, um órgão ofi cial encarregado de gerenciar os assuntos de educação, saúde e assistência no país. Foi o momento em que se procurou imprimir à assistência social, o caráter de programa governamental. Quanto ao segundo, direcionava suas ações no sentido de que o trabalho se moldasse às necessidades de acumulação do capital na linha de indus- trialização. Cabia-lhe, assim, “fi scalizar, ordenar e controlar ações junto à força do trabalho” (MARTINS, 1993 : 76).
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Proteção social no Brasil: o que mudou na assistência social após a Constituição de 1988.

Proteção social no Brasil: o que mudou na assistência social após a Constituição de 1988.

Resumo O trabalho discute as mudanças do com- ponente assistencial da proteção social nas duas dé- cadas que se seguiram à Constituição de 1988. Dis- cute as transformações da proteção e assistência so- cial nas últimas décadas e os processos que, na déca- da de 1990, fizeram avançar os processos de reforma da política assistencial social no Brasil, sem no en- tanto produzir grandes mudanças no modelo de ofer- ta de serviços. A partir dos anos 2000, há uma signi- ficativa expansão de recursos e de cobertura de be- nefícios e serviços na área assistencial. Argumenta que os programas de transferência de renda, embora surgidos e difundidos em um contexto internacio- nal de políticas restritivas, no Brasil, ao se integra- rem a um sistema público e universal de assistência social, alargaram substantivamente o escopo da pro- teção social. Alguns efeitos da expansão do sistema de proteção social no Brasil são apontados: dimi- nuição da desigualdade de renda; construção da ca- pacidade institucional na área da assistência social; o significado social, político e simbólico da inclusão de um amplo segmento populacional a um sistema público de assistência social por meio de uma estru- tura de provisão fora dos tradicionais mecanismos de filantropia e clientelismo.
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Da emancipação à cidadania social: serviço social e assistência social: uma análise Portugal/Brasil

Da emancipação à cidadania social: serviço social e assistência social: uma análise Portugal/Brasil

No Capítulo II promovemos uma reflexão sobre o Serviço Social numa perspetiva emancipatória e de cidadania social, mediante a releitura de conceitos, instituindo a interface entre os mesmos por meio de uma revisão da literatura, sem pretensão de concluir ou esgotar o assunto. O capítulo é organizado com o objetivo de elucidar itens relevantes sobre o universo do Serviço Social, da Cidadania e da Emancipação. Com base nas orientações do Serviço Social e nos objetivos deste estudo, apresentamos alguns resultados de uma revisão bibliográfica realizada sobre o Serviço Social. Posterior a isso, mostramos uma visão histórica-conceptual sobre o que é a cidadania e a apropriação desta conceção pelo Serviço Social através da aproximação com algumas produções significativas. Erguemos uma reflexão no âmbito da emancipação sustentada pela literatura teórica, que vai ao encontro dos objetivos deste estudo, com considerações a respeito da origem do conceito, as suas características e dimensões e a apropriação deste conceito pelo Serviço Social. Na presente reflexão, procuramos explanar a importância destes conceitos para a prática do Serviço Social na compreensão da sua ação desenvolvida para/com os cidadãos. Levando em conta as particularidades de cada país e as influências externas, o presente estudo oferece, no Capítulo III, a perspetiva que define a Ação/Assistência Social no sistema de proteção social em Portugal e no Brasil. Faz também uma análise das políticas da Ação/Assistência Social dos dois países. Se propõe a apresentar elementos para informar a dimensão interventiva do Serviço Social, considerando a participação da profissão no domínio das políticas e os desafios do exercício profissional neste âmbito.
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Qual deficiência?: perícia médica e assistência social no Brasil.

Qual deficiência?: perícia médica e assistência social no Brasil.

O Brasil, ao ratificar a Convenção Interame- ricana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência, reconheceu o seu conteúdo com for- ça de lei 29 . Baseada nessa convenção, uma ação civil pública bem-sucedida se opôs ao uso do cri- tério “incapacidade para o trabalho e para a vida independente” pelo BPC, criando uma interpre- tação alternativa àquela proposta pelo programa. O caminho do Judiciário pode implicar em duas alternativas judiciais futuras. A primeira que es- sa nova interpretação ganhe força e passe a ser requerida em processos judiciais de revisão para a inclusão no BPC de forma crescente. Gradual- mente, poderá ser uma interpretação também utilizada pelos médicos peritos para evitar ações de revisão judiciais com garantias de sucesso. A segunda alternativa é que essa interpretação se- ja vencida também judicialmente, seja por uma ação do Estado ou também pelo Ministério Pú- blico Federal, exigindo ou uma adequação legal pelo Executivo ou o cumprimento da interpreta- ção oficial do programa.
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MUDANÇAS INSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE COMPARADA ENTRE O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E O SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

MUDANÇAS INSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE COMPARADA ENTRE O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E O SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Portanto, mesmo reconhecendo a presença de normas informais como convenções que guiam aspectos da vida social, Streeck e Thelen (2005) concentram seus esforços analíticos sobre instituições enquanto normas e regras políticas formais e legais que afetam diretamente a sociedade como um todo e cujo cumprimento é garantido por uma terceira parte não diretamente afetada, com legitimidade social para exercer tal papel. Nesse contexto, o conceito apresentado para instituições aproxima-se das dinâmicas de um regime social, o qual estipula comportamentos esperados e rotula aqueles não desejados em uma determinada sociedade que o legitima. Portanto, as políticas, enquanto instituições, são regimes sociais, já que constituem regras legítimas de comportamento para atores sociais, além dos próprios formuladores de política, que devem ser seguidas e que, se necessário, devem contar com a presença de uma terceira parte que pode coagir aos atores a cumpri-las.
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Efetividade da participação nos conselhos municipais de assistência social do Brasil.

Efetividade da participação nos conselhos municipais de assistência social do Brasil.

A inexistência das comissões internas pode ajudar a explicar, inclusive, os motivos pelos quais os conselhos municipais não têm conseguido regulamentar, a partir de resoluções próprias, importantes aspectos referentes à execução da política de assistência social. Eles não têm conseguido, por exemplo, definir por meio de resolução própria os parâmetros de funcionamento e credenciamento das entidades de assistência social, que prestam os serviços e executam os programas previstos pela Política Nacional de Assistência Social. O próprio deslocamento da assistência social do terreno da filantropia para o campo das políticas públicas encontra no regramento dessas entidades um dos seus maiores desafios. De acordo com o Censo Suas 2012, 52% dos conselhos municipais não haviam regulamentado a inscrição dessas entidades, ou seja, estabelecido os critérios de seu funcionamento e da qualidade de seus serviços como condição para serem reconhecidas como integrantes da Rede Suas. Vale notar ainda que 78% dos conselhos também não haviam estabelecido, por meio de resolução própria, um plano de acompanhamento e de fiscalização dessas entidades, corroborando os dados que atestam a falta de fiscalização da rede socioassistencial informada por planejamento. Nesses quesitos, cumpre notar que há disparidades importantes tanto no recorte regional quanto no populacional, conforme mostra a Tabela 8:
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Assistência social e cultura política no Brasil pós-Constituição Cidadã : os efeitos republicanos do Sistema Único de Assistência Social

Assistência social e cultura política no Brasil pós-Constituição Cidadã : os efeitos republicanos do Sistema Único de Assistência Social

Com el propósito de desvendar los efectos del proceso histórico de la implantación del SUAS en la formación de nuevas culturas basadas em la lógica del derecho, esta Tesis aporta uma análisis de las concepciones formuladas acerca de la asistencia social como derecho, a partir de las interaciones entre distintos agentes políticos – trabajadores, usuários, gestores, entidades, consejales y la prensa escrita – involucrados em las prácticas locales inherentes al proceso de implantación del SUAS. Conduzida por el método dialéctico, se adoptó como categoria central de análisis la contradicción histórica dialéctica, desvendando em los procesos históricos de implantación del SUAS em los ayuntamnientos cearenses de Sobral y Fortaleza – en el período de 2005 hasta 2013 – confrontaciones de intereses y ideas que revelan el efecto cultural del SUAS. En conflicto com las práticas conservadoras del asistencialismo, el proceso de implantación del SUAS inscribe la asistencia social en el campo de las prácticas políticas, ahí entendidas como espacios de conflictos de interés difusos y la construcción del interés común, se cristalizando como objeto de disputa entre ideas e intereses em la búsqueda de la hegemonía a la efectivación de la asistencia social como derecho, favoreciendo a la formación de uma cultura política del derecho. Em esta Tesis, los efectos del SUAS se revelan em tres contradicciones: La primera, derecho/ayuda resalta la dimensión pública de la política; La segunda, público/privado señala com roturas em relación a la tradicional relación basada em la subsidiariedad; la tercera, necesidades sociales/carencias individuales vinculadas a las tensiones generadas entre la focalización/universalización. Los resultados señalaran otros efectos del SUAS: la tensión con el parlamento y las
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Política de assistência social e coordenação federativa no Brasil

Política de assistência social e coordenação federativa no Brasil

O final do século 19, marcado pela progressão de uma crise no capitalismo industrial que ampliou o desemprego e a vulnerabilidade social dos trabalhadores, trouxe mudanças na percepção dos problemas sociais, da pobreza e, consequentemente, da política social. Na Inglaterra, o epicentro do capitalismo industrial e do liberalismo, os problemas associados à pobreza, ao desemprego e à superexploração do trabalho nas indústrias deixam de ser vistos como produtos de circunstâncias individuais como fraqueza moral e vadiagem e passam a ser tratados como oriundos de fatores impessoais da própria dinâmica social. “A nova situação exigia uma reavaliação dos direitos do cidadão e das obrigações do Estado para com este” (Marshall, 1967, p. 32). O Estado devia atuar de uma forma mais abrangente e complexa no sentido de garantir o bem-estar social da população. A Lei dos Pobres estava caduca e se fazia necessário ampliar as políticas sociais e torná-las mais adequadas a públicos específicos: crianças, idosos, doentes, desempregados, incapacitados para o trabalho, delinquentes, desabrigados, entre outros.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICA SOCIAL

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICA SOCIAL

A presente tese de doutorado tem como objetivo analisar a política de assistência social e de segurança de renda para idosos no Brasil e no Canadá, a partir do Pacto Federativo e do contexto neoliberal. Foi realizado um estudo bibliográfico e comparativo entre os dois países. Antes de adentrar no universo a ser pesquisado, percebemos a importância de analisar a constituição da rede de proteção social, a história de implementações das políticas sociais, como o federalismo é estruturado e a sua relação com a proteção social estatal diante da ofensiva neoliberal. Embora ambos os países sejam estados federados, no Canadá existe um federalismo diferente do Brasil, já que o deste tem uma forma bem peculiar, devido à autonomia do ente municipal. A partir desse estudo preliminar tivemos condições de entender como se dá a política de assistência social e segurança de renda para os idosos, a partir da análise crítica e histórica. Uma questão de interesse central da tese foi entender como os países estão se organizando frente ao processo de envelhecimento da sua população. Daí se problematiza a especificidade de cada país em relação ao federalismo e sua relação com as políticas sociais e, ainda, se o Pacto Federativo dos governos brasileiro e canadense, levando em conta as diferenças, está assegurando uma proteção social a partir de direitos sociais garantidos. Concluímos que o Canadá tem uma história de constituição da rede de proteção social bastante diferente do Brasil. Lá eles tiveram o welfare state, e aqui no Brasil, não. Mas com o modelo neoliberal que vem sendo implantado nos países ocidentais percebemos que, atualmente, o receituário de minimização do Estado em relação ao social está sendo seguido pelos dois países.
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A Integração das políticas de saúde e assistência social no atendimento ao idoso

A Integração das políticas de saúde e assistência social no atendimento ao idoso

Este artículo tiene como objetivo presentar la intersectorialidad presente en las políticas de salud y asistencia social en la atención al anciano en la ciudad de Franca/SP/Brasil. El texto reflexiona sobre el envejecimiento y la garantía de derechos teniendo en cuenta la Constitución Federal, el Estatuto del Anciano y los derechos advenidos de la salud, asistencia social, educación y otros. Expone cómo están estructuradas las Políticas de Salud y de Asistencia Social para atendimiento al anciano así como el proceso de intersectorialidad entre estas dos políticas en el ámbito municipal. Usa como indicador a los Planes Municipales de Salud y de Asistencia Social 2014-2017 del municipio de Franca/SP/Brasil. Los datos demuestran que, a pesar de ser una de las directrices de estas políticas, la intersectorialidad aún está en proceso de construcción, con desafíos a ser superados como la fragmentación de las acciones de las políticas públicas y la acción de los trabajadores, con el fin de un modelo biopsicosocial, exigiendo capacitación profesional constante y gestión comprometida con esta propuesta.
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<strong>De Menor Marginalizado a Menino de Rua: o Estado de Bem-Estar Social no Brasil e o ideológico modo de definição da infância abandonada</strong> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v30i1.3208

<strong>De Menor Marginalizado a Menino de Rua: o Estado de Bem-Estar Social no Brasil e o ideológico modo de definição da infância abandonada</strong> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v30i1.3208

RESUMO. A implementação do chamado Estado de Bem-Estar Social, no Brasil, repercutiu diretamente na formulação das políticas de assistência social. Como uma necessária adaptação política das estruturas sociais e assistenciais brasileiras, a partir de um processo de desenvolvimento capitalista excludente, naquele momento, isso foi seriamente questionado pelas forças políticas dos países comunistas; ao mesmo tempo, pressionado pelos grupos e partidos de esquerda nacionais desejosos de revoluções socialistas. No Brasil, em um primeiro momento, esse processo leva à formulação do conceito de menor marginalizado como uma forma ideológica de camuflar as práticas autoritárias da ditadura militar brasileira; mas, em um segundo momento, radicaliza-se, à revelia do regime militar, desdobrando-se na criação de uma nova expressão-conceito, a de meninos e meninas de rua. Enquanto uma nova e crítica categoria de análise da realidade política e social, essa expressão, uma vez consolidada na realidade assistencial brasileira, viu-se exportada para o mundo, como uma categoria de análise transformada em conceito referencial básico à nova Doutrina Jurídica de Proteção Integral à Infância.
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Rev. katálysis  vol.18 número2

Rev. katálysis vol.18 número2

favorecer as finanças e assegurar elevados níveis de superávit primário para garantir os compromissos refe- rentes à dívida pública, tem sido mais agressivo na redução dos investimentos em políticas sociais universais e na seletividade do acesso aos direitos. As políticas sociais com perspectivas universalizantes, como a seguridade social no Brasil, que envolve direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, têm sofrido acentu- adas mutilações, seja pela negação de seus princípios universalizantes e do controle social democrático, redu- ção e limites de acesso aos direitos, seja pelos desvios dos recursos, renúncias fiscais ou cortes nos investimen- tos. As Medidas Provisórias n. 664 e 665 de 30 de dezembro de 2014, convertidas respectivamente nas leis n. 13.135 e 13.134, em junho de 2015, como parte do ajuste fiscal do governo brasileiro, seguem essa direção. Sob a justificativa de “corrigir distorções” e “assegurar a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da previdência social”, modificaram a pensão por morte, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, seguro-desemprego, abono salarial e o seguro-defeso, minimizando seus valores e acesso.
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Os estados no Suas: uma análise da capacidade institucional dos governos estaduais na assistência social.

Os estados no Suas: uma análise da capacidade institucional dos governos estaduais na assistência social.

o federalismo [no Brasil] não teria sido um obstáculo à nacionalização de políticas sociais, uma vez que estas são prévias ao contexto federativo democrático. (…) Por outro lado, não se pode desconsiderar que a mesma Constituição também traz inovações na área de políticas públicas, institucionalizando uma agenda de políticas sociais com diretrizes de universalização e igualda- de de acesso, típicas de um modelo de Estado de Bem-Estar Social e que não estavam presentes na trajetória prévia dessas políticas. Neste sentido, a Carta pode ser considerada como um marco não só no desenho federativo, mas também no desenho das políticas sociais, (…) uma situação semelhante àquela encontrada (…) em países nos quais o Estado de Bem-Estar Social se desenvolveu em um contexto federativo e democrático. (grifo nosso)
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Os benefícios eventuais e a gestão municipal MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

Os benefícios eventuais e a gestão municipal MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

Reforma e Assistência no discurso do Serviço Social – um estudo Exploratório... BENEFÍCIOS E AUXÍLIOS NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL...[r]

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7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

Salvo engano, não há estudos elucidando se na gênese desse zoneamento singular do território houve a vontade consciente das autoridades de dificultar a formação de comunidades aldeãs camponesas, para acelerar a assimilação cultural, dificultando a formação de kistos raciais. Por outro lado, essa dispersão favorecia também a gestão social e política dos colonos pelo Estado. A dispersão relativa das famílias coloniais em relação à realidade eventualmente conhecida em muitas regiões da Europa parece ter contribuído fortemente ao surgimento de centros alternativos de agregação social camponesa, organizados sobretudo em torno de uma ampla rede de capelas religiosas construídas ao longo dos caminhos das linhas, espécies de aldeias virtuais substitutivas.
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AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

“À medida, porém, que o colono se torna cada vez mais submetido ao capital industrial da indústria do vinho, defrontando-se com ele e como objeto dele: à medida que cada vez mais é claramente trabalhador para um capital que não lhe pertence, ainda que mantendo a propriedade da terra e dos seus meios agrícolas de produção, os seus rendimentos monetários não correspondem ao lucro médio a que teria direito pela propriedade dos meios de produção que utiliza. Cada vez mais correspondem ao preço do seu trabalho e de sua família, medido e mediado pelo lucro do capital industrial, que não lhe pertence. Nessas condições, o colono tem cada vez mais dificuldade para entregar um dote ao filho, limitando-se quanto pode a dar- lhe uma profissão, isto é, prepará-lo para o destino inevitável da proletarização. Embora o colono não esteja ainda sofrendo uma expropriação direta, está de fato sendo expropriado das condições de reprodução, ampliada da sua condição social de pequeno produtor autônomo. O capital que indiretamente subjulga o seu trabalho, através da mercadoria, fecha-lhe o caminho do futuro. Se antes, décadas atrás, o imigrante e o colono estavam sitiados institucionalmente pela grande lavoura, hoje está sitiado pelo grande capital. Seus filhos e netos retomam o caminho da estrada.” (MARTINS, 1980: 102/3).
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Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

A Via Campesina é um movimento internacional que articula 150 organizações e em 70 países e se considera como um movimento autônomo, pluralista e multicultural, sem nenhuma filiação política, econômica ou de qualquer outro tipo e com relação horizontal. Esse movimento vem se constituindo como um dos principais movimentos camponeses na atualidade, e com suas ações e campanhas vem destacando-se no cenário mundial através de manifestações confrontando as organizações multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), e da ocupação de fazendas ligadas às empresas multinacionais, como a Monsanto, a Syngenta Seeds, Votorantim e entre outras. No Brasil, com o histórico de conflitos e da luta pela terra, materializado sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pretendemos analisar a atuação da Via Campesina. Partiremos das ações territoriais – ocupação e manifestação - da Via Campesina no Brasil de 2000 a 2010 em base do Banco de Dados da Luta pela Terra (DATALUTA) para compreender a luta pela/na terra e da resistência camponesa desse movimento frente aos avanços da modernização da agricultura. Focaremos uma analise sobre as ações realizadas pelo calendário de lutas criado pelo movimento, a fim de, identificar o motivo dessas datas e se são realizadas no cenário brasileiro e com qual intensidade acontecem.
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A assistência social prevista na Constituição de 1988 e operacionalizada pela PNAS e pelo SUAS

A assistência social prevista na Constituição de 1988 e operacionalizada pela PNAS e pelo SUAS

Por esses fatos chega-se à conclusão de que o SUAS corre paralelamente a várias ingerências no campo da Assistência Social, muitas delas com cara de assistencialismo e que escapam do controle do Sistema. Isso, sem falar nos desafios que esse Sistema tem de enfrentar, a começar pela construção de uma identidade que se paute pelas particularidades da assistência como política com conteúdo próprio. Sem essa construção, a sua operacionalização sistêmica ficará presa a uma racionalidade instrumental, que é estranha à dinâmica de uma sociedade em mutação, e se chocará com princípios e critérios baseados em concepções, como as da Saúde, que não são as contempladas no paradigma que reconceituou a Assistência Social nos marcos da Constituição Federal de 1988.
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EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

Após o sucesso histórico do multilateralismo com a assinatura do Acordo de Paris, em dezembro de 2015, a maré política global pareceu virar no sentido do isolacionismo nos meses seguintes: no meio do ano, o Reino Unido decidiu em referendo, por curta mar- gem de votos, sair da União Europeia, enfraquecendo o bloco que liderava a transição global para a descarbonização. Em novembro, o Colégio Eleitoral dos Estados Unidos ga- rantiu a vitória a Donald Trump na sucessão de Barack Obama, e o maior emissor históri- co de gases de efeito estufa do planeta efetivamente retirou-se do processo multilateral. Trump, que se elegera prometendo “cancelar” o Acordo de Paris, iniciou a desestrutu- ração de todas as políticas públicas de clima na esfera federal com poucos meses de mandato. Em junho de 2017, anunciou que os EUA sairiam do acordo do clima ou busca- riam “renegociá-lo”, provocando reação imediata da comunidade internacional. Embora a saída dos EUA possa não chegar a se concretizar, já que pelas regras do acordo isso só poderia ocorrer a partir de 2020, o cancelamento das contribuições americanas ao Fundo Verde do Clima tende a contaminar o debate sobre financiamento das NDCs (Contribui- ções Nacionalmente Determinadas) condicionais dos países em desenvolvimento. O real prejuízo das mudanças nos EUA e na União Europeia sobre a ação climática glo- bal ainda é desconhecido no momento em que este relatório é publicado. Há, porém, um terceiro grande emissor de gases de efeito estufa que sofreu um terremoto político em 2016 com impactos nitidamente negativos para a agenda de clima e para as emis- sões: o Brasil.
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EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

Em meados da década de 80 até 1995 observa-se um maior distanciamento do cresci- mento da população com escoadouro e das emissões de GEE, decorrente principalmen- te da desestruturação do modelo financeiro do Planasa, que provocou o crescimento no déficit absoluto nos serviços de saneamento básico (ARAÚJO FILHO, 2008). Durante a primeira metade dos anos de 1990, foram criados diferentes programas para moder- nização e reestruturação institucional do setor, que impactaram positivamente na di- minuição gradativa do déficit absoluto de esgotamento sanitário (ARAÚJO FILHO, 2008). Consequentemente, foi observado um crescimento acentuado nas emissões de CO 2 e. Atualmente, os marcos regulatórios do setor são a Lei 11.445 de 5 de janeiro de 2007 e o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). De acordo com a referida lei, o pla- nejamento integrado, a regulação, a cooperação federativa e o controle social impul- sionarão o setor de saneamento, focando estrategicamente no futuro. O Brasil ainda convive com as consequências de um atraso histórico nas infraestruturas de sanea- mento básico, principalmente quanto ao abastecimento de água e índices de cobertura e tratamento de águas residuais.
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