Auto-organização

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AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS/AS MONITORES/AS: CONCEPÇÕES E DESAFIOS PARA IMPLEMENTAÇÃO – O CASO DO CEFFA DE BOA ESPERANÇA/ES

AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS/AS MONITORES/AS: CONCEPÇÕES E DESAFIOS PARA IMPLEMENTAÇÃO – O CASO DO CEFFA DE BOA ESPERANÇA/ES

O desenvolvimento do trabalho no CEFFA pode ocorrer individualmente ou em grupo, mas nunca desconectado do todo, porque o todo representa a direção do projeto. Nesse sentido, o “coletivo”, no CEFFA, expressa unidade pela causa e exige sintonia. As instâncias diretivas ficam explícitas no tra- balho em equipe, mas todos(as) os(as) integrantes atuam no exercício de coordenar e de serem coordenados, respeitando a abrangência das funções. Dessa forma, as posições nunca estão fixas. Através da auto-organização, os sujeitos sociais en- volvidos mudam de posição e deslocam-se dentro da estrutura organizacional do trabalho. Essa mudança de posição procu- ra colocar o sujeito em movimento, numa dinâmica que exige a capacidade de interação, articulação e tomada de decisão. Assim, o(a) monitor(a) da Pedagogia da Alternância não pode estar na condição de consumidor, mas precisa desenvolver-se como sujeito protagonista.
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Apresentação do 'XI Colóquio Michel Debrun - Auto-Organização e Bioética'

Apresentação do 'XI Colóquio Michel Debrun - Auto-Organização e Bioética'

A proposta inicial do evento era “discutir o conceito de Auto-Organização no contexto da prática dos profissionais de saúde e humanidades, enfatizando a relação com a Bioética e seu principio de autonomia. A auto-organização pessoal é um processo pelo qual, a partir de ações desencadeadas por si mesmo, um agente transforma suas condições de vida, superando

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REDES DE COLABORAÇÃO CIENTÍFICA NA PERSPECTIVA DA AUTO-ORGANIZAÇÃO: Um estudo bibliométrico na temática "Colaboração Científica" (2003- 2012). :: Brapci ::

REDES DE COLABORAÇÃO CIENTÍFICA NA PERSPECTIVA DA AUTO-ORGANIZAÇÃO: Um estudo bibliométrico na temática "Colaboração Científica" (2003- 2012). :: Brapci ::

Para a construção do corpus de análise, buscou-se o termo “colaboração científica” e seus correlatos na base de dados Brapci, única base de dados brasileira em Ciência da Informação, constituindo mais de 8303 artigos publicados em 37 periódicos nacionais (BRAPCI, 2009). Limitou-se a busca ao período de 2003 a 2012, em função da maior concentração de artigos na temática indexados na base, ao passo que anterior a este período foram encontrados apenas dois artigos. No período selecionado identificou-se um total de 38 artigos, sendo 10 artigos no primeiro quinquênio (2003-2007) e 28 no segundo (2008-2010). Os artigos foram divididos em dois períodos para que fosse possível analisar a transformação no processo de interação entre os pesquisadores de um determinado período para outro. Para a construção e visualização das redes de coautoria, utilizou-se o software Pajek e identificaram- se a centralidade de grau e a densidade da rede, a fim de se obter indicadores que descrevem as redes construídas. Por fim, buscou-se relacionar a Teoria da Auto-organização, consignada aos estudos da filosofia com a abordagem metodologica adotada, para explicar o fenomeno da colaboração científica.
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Contributos educativos e comunitários Movimento Epistemológico da Auto-organização – Um método auto-organizativo na formação de educadores de adultos

Contributos educativos e comunitários Movimento Epistemológico da Auto-organização – Um método auto-organizativo na formação de educadores de adultos

Ao mesmo tempo que esses macro-objectivos são realizados nas várias etapas do método, existem também alguns micro-objectivos que os educandos são solicitados a atingir. Eles incluem cerca de trinta horas de aulas lectivas presenciais nas quais se analisa, se debate e se defendem conceitos e idéias, tais como: “o que é aprender”; “o que é educar”; como se distinguem/se articulam actos de aprendizagem e actos educativos”; “como se relacionam actos educativos com actos observacionais”, “o que são padrões”, “auto-organização”, “a teoria da autopoiesis” (MATURANA e VARELA, 1979), “narrativas”, “complexidade pelo ruído”, “clausura informacional”, “linguagens humanas de tipo digital e de tipo analógico” (Gregory Bateson), etc. Algum tempo lectivo é dedicado ainda ao exercício de actividades de desenvolvimento emocional, cognitivo e racional (GOLEMAN, 1998; FAST, 1970).
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Modelos explicativos em saúde coletiva: abordagem biopsicossocial e auto-organização.

Modelos explicativos em saúde coletiva: abordagem biopsicossocial e auto-organização.

Dentre os estudos contemporâneos de fenômenos de auto-organização (AO), destacamos a teoria proposta por Michel Debrun (DEBRUN, 1996). Ele distingue entre dois tipos de AO. Na primária, um sistema – i.e., uma rede de relações – se forma, a partir das interações que se estabelecem entre diversos elementos anteriormente independentes entre si. Já na secundária, um sistema já constituído, que seja aberto a interações com seu meio (o que é uma condição necessária, tendo em vista a Segunda Lei da Termodinâmica), passa por transformações organizacionais que decorrem primordialmente de relações intrínsecas (aquelas que são estabelecidas ao longo do tempo, entre os componentes do sistema), e não de uma ação extrínseca (i.e., de fatores externos ao sistema, o que – se fosse o caso - caracterizaria uma hetero-organização).
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Indústria 4.0 na auto-organização dos sistemas produtivos

Indústria 4.0 na auto-organização dos sistemas produtivos

Os requisitos de manufatura industrial apontam uma necessidade de reconfiguração e reprogramação do fluxo de processo, a fim de atender modificações no produto com as mudanças dos requisitos de mercado. Estas mudanças implicam em alterações no processo de fabricação, o que, em muitos casos, significa alterar o leiaute, reprogramar controladores, modificar acoplamentos e interfaceamentos, entre outros. As premissas da Indústria 4.0 trazem conceitos de modularização, orientação a serviços e adaptação em tempo real, o que dá ao processo produtivo as características de auto-organização, concedendo mais autonomia, para se autogerenciar e que permitam uma troca rápida de funcionalidades passam a serem desejados em um ambiente de manufatura, onde os sistemas convencionais com programação centralizada, sequência definida no controlador central e arranjo de funcionalidades fixas não dão conta das novas demandas fabris. Os equipamentos passam a se comportar como agentes de manufatura, num universo de multiagentes, que negociam entre si o processo requerido, propiciando o atendimento à variação de produto e dispondo de um número maior de funcionalidades, o que reduz o tempo de troca de processos. Um ensaio com sistemas de manufatura CIM, MES e auto-organizável é realizado, comparando seus resultados, frente a métricas que atendam a necessidade de produtos diversificados em um meio produtivo, onde os sistemas auto- organizáveis mostram seu valor aos novos requisitos de mercado. A auto-organização se apresentou como o sistema mais adequado para atender a requisitos de diversidade e customização de produtos.
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Auto-Organização, Autonomia e o cuidado em Saúde Mental

Auto-Organização, Autonomia e o cuidado em Saúde Mental

A prática manicomial, predominante por quase duzentos anos como única possibilidade de tratamento ao doente mental é segregadora, excludente, embasada na noção de periculosidade, onde o que se constrói é a negação de direitos e a impossibilidade do exercício da autonomia. O movimento da Reforma Psiquiátrica tem possibilitado a construção de práticas voltadas para o fortalecimento do poder contratual dos sujeitos e a autonomia emerge como valor importante e a ser considerado como central no cuidado em Saúde Mental. O adoecimento mental é fator marcante e desagregador na vida das pessoas, marcando-as com danos, desabilidades, deficiências, maior vulnerabilidade e comprometimento da autonomia pessoal, o que pode implicar em atitudes terapêuticas de maior autoridade. No entanto, entendemos que o exercício da autonomia encontra-se intrinsecamente ligado à totalidade do processo de vida dos sujeitos, refletindo o grau de auto-organização nele existente. Portanto, o ganho de autonomia implica em melhores condições de o indivíduo estabelecer a auto-organização. Assim, entendemos que somente uma prática voltada para o cuidado das pessoas pode possibilitar o fortalecimento da autonomia e consequentemente, de sua auto-organização, e que este deve ser o desafio e o objetivo das práticas em Saúde Mental.
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Produção de Espumas 3D Porosas por Auto-Organização de Nanofibras de Policaprolactona

Produção de Espumas 3D Porosas por Auto-Organização de Nanofibras de Policaprolactona

Vários scaffolds e métodos têm sido desenvolvidos nesse sentido, com vista à reparação total ou parcial de um tecido. Mediante a realização deste trabalho pretende-se oferecer uma alternativa mais eficaz a estes scaffolds, através da auto-organização de nanofibras poliméricas em forma de favos. Estas estruturas permitirão colmatar alguns problemas encontrados nas actuais membranas 2D produzidas, nomeadamente o tamanho de poro e porosidade reduzidos, tão importantes em meio celular. Além disso, a sua incorporação em espumas conduz à formação de uma estrutura 3D estratificada.
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AUTO-ORGANIZAÇÃO, SISTEMA ABERTO E COMPLEXIDADE: REFLEXÕES PARA UMA PSICANÁLISE CONTEMPORÂNEA

AUTO-ORGANIZAÇÃO, SISTEMA ABERTO E COMPLEXIDADE: REFLEXÕES PARA UMA PSICANÁLISE CONTEMPORÂNEA

O presente estudo está embasado no entrelaçamento do pensamento complexo de Edgar Morin com as metáforas de outras disciplinas como a Física, Biologia, Cibernética, Teoria da Informação e Teoria Geral dos Sistemas abordados por Luis Hornstein (1996) para a obtenção de uma psicanálise contemporânea que muito pode contribuir para a discussão da auto-organização do sistema psíquico e a Educação Ambiental. Para tanto, admite-se a idéia de um psiquismo como sistema aberto onde conceitos como entropia, incerteza, ordem, desordem, complexidade, auto-organização e identificação propõem uma mudança no pensar, na busca de um novo paradigma cientifico que procura ressaltar as retroações que envolvem o homem e suas relações com o seu mundo interior e exterior que sempre supõe a compreensão e a consciência de pertencimento ao planeta Terra.
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Auto-organização e complexidade: o problema do desenvolvimento do ciclo vigília-sono.

Auto-organização e complexidade: o problema do desenvolvimento do ciclo vigília-sono.

Apesar de termos dúvidas quanto a essas idéias serem matematizáveis, tentaremos fazê-lo partindo do pressuposto de que o sistema complexo, constituído das m partes já citadas e descrito pelas equações (2) e (3), resulta de uma evolução temporal no sentido de aumento de complexidade, ou seja, resulta naturalmente de sistemas mais simples mediante processos de agrupamento e divisão. A esse proces- so de aumento de complexidade chamaremos de processo de auto-organização do sistema biologicamente complexo.

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A proposta de reabilitação psicossocial de Saraceno: um modelo de auto-organização?.

A proposta de reabilitação psicossocial de Saraceno: um modelo de auto-organização?.

A p a r t i r d a d é ca d a d e 1 9 5 0 , d i v e r so s esforços int erdisciplinares foram dedicados ao est udo d o f e n ô m e n o d a Au t o - Or g a n i za çã o , q u e o co r r e q u a n d o u m si st em a a b er t o a l t er a seu s p a d r õ es o r g a n i za ci o n a i s, i m p e l i d o p o r l i n h a s d e f o r ça en dógen as. Tais est u dos levar am à elabor ação de um a Teor ia da Aut o- Or ganização, que se cont rapõe epist em ologicam ent e ao paradigm a oriundo da física n e w t o n i a n a , n o q u a l a s ca u sa s e x p l i ca t i v a s d o com por t am ent o de um sist em a são pr ocur adas no seu exterior. Ao longo da evolução recente da ciência e da filosofia da ciência, a Teoria da Auto- Organização tem sido aplicada em diversas áreas do conhecim ento, d a f ísica m icr oscóp ica at é os sist em as h u m an os. Sabe- se que “ há aut o- or ganização cada vez que, a part ir de um encont ro ent re elem ent os realm ent e ( e n ão an alit icam en t e) dist in t os, se desen v olv e u m a i n t e r a çã o se m su p e r v i so r ( o u se m su p e r v i so r onipot ent e) - int eração essa que leva event ualm ent e à const it uição de um a ‘for m a’ ou à r eest r ut ur ação, por ‘com plexificação’, de um a form a j á exist ent e” ( 1) .
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Participação e integração: o ponto de vista das teorias da auto-organização.

Participação e integração: o ponto de vista das teorias da auto-organização.

sere-se dentro do recente paradigma da complexi- dade que, a partir do estudo dos sistemas dinâmi- cos complexos, procura entender os fenômenos através de princípios e leis que interliguem os vários níveis da realidade em que estes se manifestam. Neste sentido, o ser humano pode ser descrito nos diversos níveis em que se exprime (do molecular ao político) através das diferentes leis específicas a cada nível investigado (por disciplinas que vão da biofí- sica às ciências sociais), de forma a integrar as des- cobertas relativas a cada nível às do nível mais ele- vado, ou seja, daqueles que “emergem” do anterior. Assim, no ser humano, irão emergindo, sucessiva- mente, suas propriedades físicas (nos átomos), químicas (nas moléculas), biológicas (nas células vivas), fisiológicas (nos organismos), psicológicas (no comportamento animal e mente humana) e sociológicas (nos grupos humanos), sempre as mais “elevadas” reutilizando aquelas dos níveis “inferio- res” e integrando-as à medida que novas funções vão sendo criadas. Falar-se-ia aqui de um gradual aumento da “complexidade” do sistema. O que ca- racteriza a auto-organização deste amplo “sistema dinâmico” em que os seres humanos se constituem é que a emergência de propriedades naturais em
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A auto-organização feminista como processo de aprendizagem coletiva: a experiência...

A auto-organização feminista como processo de aprendizagem coletiva: a experiência...

Tem muita dificuldade hoje, por não ter e não compreender a necessidade de ter a auto-organização das mulheres para estar nesses espaços mistos. (...) Tem muita dificuldade de intervenção das mulheres nesses espaços. O que eu percebo é isso, falta mesmo desses espaços de auto-organização. Eu compreendo como esse espaço ele é muito importante para essa reafirmação, da importância de trabalhar com as mulheres, da importância de você estar nesses espaços, se não a gente é engolida pelo o que e a sociedade diz: tem o que é de homem, o que é de mulher, cada qual no seu lugar. Eu vejo uma dificuldade muito grande e compreendo também assim que hoje que a gente que é de empreendimento, de grupo, não ter essa reafirmação, de estar nesses espaços, que a gente é engolido por algumas entidades, seja ela entidade nacional, seja ela entidade do seu convívio, porque a gente é visto muito como beneficiária, não como pessoa que tem que estar na gestão dizendo o que eu quero, o que eu não quero, o que eu posso, o que eu não posso, isso é assim, isso é errado. A gente é visto como simples beneficiário que precisa de alguma coisa pra produzir, ou não precisa estar nesses espaços políticos. Eu vejo muito isso, como que a gente é visto, e se a gente não tiver condições de estar nesses espaços, na gestão, a gente é engolido, tanto pelo governo, mas também por entidades, porque aí as pessoas ficam achando que a gente só merece ser visto como beneficiário (Neneide, Decididas a Vencer, Mossoró).
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A auto-organização da vida como pressuposto para a compreensão da morte infantil.

A auto-organização da vida como pressuposto para a compreensão da morte infantil.

Autonomia, individualidade e identidade são algumas das características dos sistemas auto-organizados. A auto-organização e a complexidade do ser vivo são também respon- sáveis por sua adaptatividade, isto é, sua apti- dão para adaptar-se e readaptar-se em diver- sas condições e diferentes meios. Ou, em ou- tras palavras, uma adaptação às novidades, ris- cos e mudanças oferecidos pela eco-organiza- ção, e cuja flexibilidade adaptativa se expressa por estratégias inventivas e diversificadas que vêm substituir os comportamentos rígidos (Morin, 1980). Segundo Maturana, é o fenô- meno do acoplamento estrutural, com as his- tórias de mudanças estruturais que o acom- panham, o responsável pela conservação da adaptação dos sistemas auto-organizados (Ma- turana, 1997). A auto-organização, a comple- xidade e este comportamento adaptativo são também uma medida de autonomia e decor- rem do aumento da quantidade total de infor- mações contida no sistema, das multiplicadas e numerosas interconexões conseqüentes, que por sua vez ocasionam uma variedade maior de respostas desse sistema aos estímulos di- versificados e imprevisíveis provenientes do ambiente: Num ambiente que seja fonte de agressões imprevisíveis, a variedade na estrutu- ra e nas funções do sistema é um fator indispen- sável de autonomia (Atlan, 1992).
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Discurso do sujeito coletivo, complexidade e auto-organização.

Discurso do sujeito coletivo, complexidade e auto-organização.

Entender os fenômenos da vida na sociedade pressupõe, segundo o pensamento complexo, con- textualizar estes fenômenos na sua relação com o todo (a sociedade) e com os sistemas singulares de sua existência. A complexidade vai dialogar de per- to com a incerteza e com o acaso, sendo, por essa razão, resistente aos modelos explicativos simpli- ficadores e cartesianos que pretendem, através de determinismos calcificados no positivismo, expli- car os fenômenos da vida. A rede causal é circular e dinâmica, amparada nos conceitos de ordem, desordem e auto-organização. Não significa, en- tretanto, segundo autores como Atlan 6 , negar o
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Auto-organização e psicoterapia .

Auto-organização e psicoterapia .

Neste artigo, resultado de uma pesquisa de tipo qua- litativo, hermenêutico e documental, procuramos mostrar como as Ciências Cognitivas, desde a sua constituição, têm contribuído para a compreensão do ser humano. Fazemos referência às visões mais racionalistas da mente, que a entendem semelhan- te a um sistema computacional, até à visão menos (não) racionalista que lhe confere valor cognitivo, envolta em emoções e afetos, que numa visão mais construtivista – ou pós-racionalista – se diria que traduz significados, traduz uma vivência ou uma história narrativa (e) pessoal. Assim, apresentamos o modelo de terapia cognitiva pós-racionalista de Vittorio Guidano, refletindo sobre os fundamentos epistemológicos do Movimento da Auto-organização (MAO), nos quais ele se fundamenta. Descrevemos sumariamente os alicerces epistemológicos do MAO, os quais garantem a este modelo uma dimensão holista e explicativa do processo de construção da identidade humana, que pode ser descrita como processo de conhecimento, capaz de vivenciar e ao mesmo tempo perceber e avaliar a sua própria experiência (autoconsciência).
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Complexidade e Processos Corporativos: Caos, Auto-Organização, Emergência e Vieses Sistêmicos

Complexidade e Processos Corporativos: Caos, Auto-Organização, Emergência e Vieses Sistêmicos

forma sobre o mundo real com base nesse esquema” (Gell Mann, 1997, pg 43). Para Pascale (2002), “todos os sistemas complexos adaptativos são capazes de reconhecer padrões”. Johnson (2003) descreve de que modo esse atributo se expressa num sistema imunológico: após atacar um invasor do organismo, os anticorpos aprendem a reconhecê-lo, sendo capazes de armazenar informações sobre ele e de recuperar as informações quando necessário. Todo o processo funciona no nível celular, totalmente independente da consciência do indivíduo sobre ele. Agostinho (2003) coloca que esta coerência sem direção central representa auto-organização, ou seja, emergência de padrões a partir das interações dos indivíduos componentes. Faria (2002) acrescenta que, embora reconheçam padrões, não há sentido em imaginar que os agentes possam “otimizar” sua adequação, utilidade ou outra propriedade que possa possuir. O espaço de possibilidades é muito vasto, os agentes não possuem meios práticos de identificar o que é o “ótimo”. O máximo que eles podem fazer é modificar-se e melhorar sua adequação em relação ao que os outros agentes estão fazendo. Isto acaba impelindo-os para a perpétua inovação.
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Auto-organização e saúde mental: investigando a autonomia pessoal no processo terapêutico

Auto-organização e saúde mental: investigando a autonomia pessoal no processo terapêutico

Ana relaciona seu adoecimento e sua internação no Hospital Psiquiátrico, em 2006, ao abandono familiar, principalmente, por parte de sua mãe. Vemos em sua história que essa internação foi consequência de seu descontrole, quando solicitou auxílio para alimentação à mãe e esta negou. Após esta internação psiquiátrica os vínculos familiares foram totalmente rompidos: Ana passou a morar em uma casa de repouso, amparada financeiramente pelo auxílio doença, perdeu a guarda da filha e, por quatro anos, viveu excluída do contato familiar. Portanto, para Ana, a categoria família parece ser essencial em seu processo de auto-organização. Após a morte da mãe, há cinco anos, apoiada pelos serviços, Ana começa a ser reconduzida à convivência familiar e sua família começa a assumir, gradativamente, o papel de protagonista em relação aos cuidados que Ana ainda necessita. Dessa maneira, suas narrativas sugerem reconstrução dos vínculos familiares. Ana mora com a filha, a irmã e o cunhado, experimentando a possibilidade de, novamente, pertencer à sua família.
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Auto-organização em redes de sensores sem fio

Auto-organização em redes de sensores sem fio

Auto-Adaptação da Função Auto-organizável  Considera a mudança de uma per- cepção global da rede que pode demandar um comportamento auto-organizável diferente. Este estudo de caso apresenta diferentes estratégias para a criação de infra-estrutura de roteamento de forma auto-organizável, sendo que uma regra adaptativa aplicada por uma entidade de gerenciamento autonômica muda a es- tratégia de roteamento adotada conforme sua percepção global da rede, causando um comportamento híbrido dos mecanismos citados. Como resultado, mostrou-se a viabilidade de uma entidade de gerência autônoma atuar globalmente na rede sem a necessidade de monitorar e atuar sobre cada elemento individualmente. As vantagens do esquema proposto são: (i) ele permite a aplicação de funções auto-organizáveis em um nível mais baixo para um apropriado funcionamento da rede com todas as vantagens particulares dessa abordagem, ou seja, levando em conside- ração questões locais para seu funcionamento; (ii) o esquema permite a mudança do comportamento do sistema quando necessário considerando os objetivos e percepções globais da rede, não sendo voltado ao monitoramento e controle de indivíduos; (iii) o esquema explicita aspectos importantes de projeto de soluções de gerenciamento para RSSFs que podem guiar novos desenvolvimentos. (iv) ele apresenta uma visão com- plementar aos trabalhos da literatura para a aplicação de funções auto-organizáveis e seu gerenciamento e, assim, também avança no relacionamento entre os conceitos de auto-organização e auto-gerenciamento.
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Auto-organização e hábitos: uma perspectiva filosófica

Auto-organização e hábitos: uma perspectiva filosófica

Argumentamos ser possível haver, dentro da complexidade do sistema social, ações inteligentes devido à emergência de propriedades que surgem em sistemas dinâmicos. Podemos entender os sujeitos como sistemas dinâmicos que interagem com o meio em que vivem e recebem dele energia e informação. Tanto a energia quanto a informação proporcionam novidades, novidades estas que podem propiciar novos padrões de ação. Conforme abordamos anteriormente, os sujeitos dinamizam, através de interações, as relações que compõem o campo territorial ao qual pertencem, ou seja, interagem dinamizando as relações dentro da sociedade. O sujeito do qual falamos é o sujeito disposicional que desenvolve suas disposições no sistema sujeito-meio, tendo oportunidade de se encontrar no estado de agir bem (saber como). Se o sujeito “sabe como”, então tem a oportunidade de realizar ações inteligentes e, segundo a perspectiva que traçamos, de forma auto-organizada. Entendemos que há uma relação entre o estado de “saber como” com a auto-organização secundária, uma vez que o sujeito que “sabe como” não se encontra somente num estado contemplativo, de teorização, a partir de um sistema de disposições que desenvolveu pode efetuar mudanças de padrões de comportamento e ser criativo. A criatividade no sujeito virá à tona através do sistema de disposições desenvolvidas pelo sujeito.
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