Comunidades de prática

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COMUNIDADES DE PRÁTICA: A PRÁTICA EDUCACIONAL NA PRÁTICA

COMUNIDADES DE PRÁTICA: A PRÁTICA EDUCACIONAL NA PRÁTICA

Resumo: Para a abordagem Histórico-Cultural de Vygotsky, a essência humana, construída no social, é resultante de práticas sociais. Isso significa dizer que não há atividade em isolamento, ela só se realiza no coletivo e por meio da comunicação. Tais pressupostos apoiam as práticas educativas da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil, pela unidade entre teoria e prática a fim de tornar o trabalho uma atividade criadora e fundamental ao ser humano, superando a dualidade entre cultura geral e técnica. O Documento Base de 2007, que declara as diretrizes dos Institutos Federais, alerta para a necessidade de formação docente em EPT, pois, via de regra, a formação dos professores no Brasil tem origem propedêutica. A fim de contribuir para a mudança dessa realidade, o Instituto Federal do Paraná oferta o Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), buscando atender ao pressuposto de que o processo ensino-aprendizagem deve ser organizado a partir dos conhecimentos formais (currículo) e dos informais, oriundos da prática social que considera o trabalho como princípio. Mas, afinal, o que são práticas educativas na EPT? O presente estudo tem por objetivo refletir sobre os conceitos dessa Prática Educativa sob a perspectiva da Teoria da Aprendizagem Social de Ettiene Wenger, que cunhou o conceito de Comunidades de Prática, na busca por explicar o caráter social da aprendizagem humana. A metodologia utilizada foi um estudo bibliográfico aliado à experiência da prática adotada na disciplina de Práticas Educativas. Os resultados mostram uma prática educativa que pode ser definida como facilitadora da participação do sujeito ativo nas comunidades sociais, permitindo sua interação por meio de atividades que possuam em si, um significado social, possibilitando a construção de identidades, o sentimento de pertencimento, moldando o fazer e o ser, interpretando e compreendendo aquilo que faz .
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Análise sobre a Produção Acadêmica Brasileira em Comunidades de Prática.

Análise sobre a Produção Acadêmica Brasileira em Comunidades de Prática.

O objetivo neste artigo foi analisar a evolução das publicações acadêmicas brasileiras a respeito do termo comunidades de prática, visando identificar, ao longo do tempo, o crescimento destas comunidades, assim como as transformações dos conceitos e suas utilizações nos textos acadêmicos. Para tanto, houve necessidade de discutir o surgimento e as derivações do conceito de comunidades de prática nos principais textos que abordam esse tema. Logo em seguida, foi apresentado um tópico sobre o percurso metodológico, no qual foram descritas as técnicas de bibliometria e análise contextual utilizadas na pesquisa desenvolvida. Os resultados mostram que os textos clássicos discutidos na parte teórica deste artigo são comumente referenciados (bibliometria) na produção acadêmica brasileira. Apesar disso, fica evidente que, em termos de disseminação, ampliação, restrição ou limitação na utilização do conceito de comunidades de prática, existem modificações terminológicas que vinculam esse conceito mais aos propósitos dos pesquisadores e de suas pesquisas do que, necessariamente, à compatibilidade desse termo ao que está estabelecido na literatura sobre o tema.
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As comunidades de prática como suporte às decisões estratégicas em ambientes organizacionais

As comunidades de prática como suporte às decisões estratégicas em ambientes organizacionais

As interações sociais promovidas pelos indivíduos dentro das organizações é o foco desta pesquisa. Pretendeu-se, a partir de revisão de literatura, analisar a contribuição das comunidades de prática nas decisões estratégicas das organizações. A questão do conhecimento tácito, enquanto recurso para a disseminação do saber, também faz parte das considerações deste estudo. Buscou-se identificar como as comunidades de prática se apropriam dos conhecimentos gerados em redes formais e sociais e assim tornam-se importantes veículos para as organizações e seu processo. Descreveu-se o processo de criação de conhecimento a partir da formação das comunidades – estas fundamentadas pela narrativa e experiência de cada indivíduo – que conduzem o conhecimento e conteúdo inovador para os diversos ambientes da organização. Também serão apresentados os processos pelos quais a comunicação passa dentro das empresas, bem como evidenciar sua fundamental contribuição no processo na criação de conhecimento. Procurou-se igualmente investigar a busca de aprendizado por meio da prática contínua, reforçado pelo papel das comunidades de prática na transformação da prática em conhecimento tácito. O tema foi pesquisado através de bibliografia existente que embora pouco explorada academicamente já é percebida no âmbito das organizações. Do desenvolvimento do tema surgem argumentos convincentes da necessidade de se identificar, e apoiar as redes e comunidades de prática como o processo de aprendizagem e de criação e transferência de conhecimento.
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A pesquisa em comunidades de prática: panorama atual e perspectivas futuras.

A pesquisa em comunidades de prática: panorama atual e perspectivas futuras.

Mais uma idéia de pesquisa a ser encampada seria a de explorar o relacio- namento entre a existência de comunidades de prática e a diminuição do stress na profissão. Tensão, pressão, ansiedade e preocupação são expressões típicas para caracterizar, hoje, o trabalho de profissionais inseridos em organizações contem- porâneas. A carência de uma rede de relações mais intensa dentro do ambiente profissional, a falta de adequado feedback, reconhecimento e recompensa, bem como a constante sensação de estar sendo avaliado, são fatores que contribuem para o stress do profissional, promovendo a diminuição da sua qualidade de vida no contexto organizacional. Portanto, pesquisas que investigassem o papel das comunidades de prática, não só representando ambientes fecundos à formação e à aprendizagem, mas se constituindo num ambiente de mútuo apoio emocional (holding environment), poderia trazer progressos tanto para a teoria sobre apren- dizagem organizacional, quanto para noções ligadas à qualidade de vida no tra- balho. Nessa linha, o conhecer ganha diversas faces, sendo que a aprendizagem assume características não apenas técnicas, mas, também, comportamentais. Portanto, sob essa perspectiva, a compreensão da formação e da aprendizagem deixa de ser apenas orientada para a absorção de competências técnico-profissio- nais, integrando igualmente aspectos como a aprendizagem emocional.
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Comunidades de prática e articulação de saberes na relação entre universidade e sociedade

Comunidades de prática e articulação de saberes na relação entre universidade e sociedade

A literatura a respeito de aprendizagem organizacional em geral, nas suas várias abordagens, está repleta de estudos que identificam fatores que facilitam ou inibem a aprendizagem. São oferecidas inúmeras sugestões relativas aos contextos apropriados para que se facilite ou promova aprendizagem: que tipo de experiência deve ser incentivada, o que evitar, como ensinar, como aprender. Wenger (1998) argumenta que comunidades de prática não são um modismo de design, uma nova forma organizacional ou um conjunto de conselhos pedagógicos a serem implementados. Referem-se a conteúdo e não a forma. Comunidades de prática formam-se naturalmente e não são planejáveis, mas podem ser reconhecidas, apoiadas, e nutridas (Wenger e Snyder, 1998). Uma organização pode definir políticas e procedimentos aos quais as comunidades de prática estejam sujeitas, mas não é possível prever que práticas vão emergir em resposta a esses sistemas institucionais. Pode- se definir papéis, mas não as identidades que serão desenvolvidas a partir do desempenho desses papéis. Pode-se definir condições para a negociação de significado, não o significado em si. Pode-se desenhar processos de trabalho, não suas práticas. Pode-se desenhar um currículo, não a aprendizagem (Wenger, 1998).
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A Aprendizagem Situada nas Comunidades de Prática: Uma Aproximação Fenomenológica

A Aprendizagem Situada nas Comunidades de Prática: Uma Aproximação Fenomenológica

dizagem, sem a preparação de professores para o exercí- cio da mediação, sem a estruturação do ambiente virtual de ensino e aprendizagem para o foco das comunidades de prática, o aprendizado virtual pode tornar-se sinônimo de just-in-time, ou seja, entrega de conteúdo no tempo certo, na qualidade certa, recheado de avaliações on– line, nas quais a interação é substituída pelo autoestudo, individualismo e isolacionismo. A TCS e as CoP podem efetivamente auxiliar escolas e organizações a criar a ver- dadeira Sociedade do Conhecimento, as organizações de aprendizagem, o aprendizado ao longo da vida, uma vez que lida com a complexa questão da aprendizagem de forma criativa, estratégica e visionária (Schneider, 2012).
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Potencializando a aprendizagem cooperativa através das comunidades de prática

Potencializando a aprendizagem cooperativa através das comunidades de prática

O objetivo geral desta pesquisa visa estabelecer o uso de Comunidades de Prática (CoP) como instrumento potencializador da metodologia da Aprendizagem Cooperativa, através da dinamização dos elementos que a compõem. Para esta pesquisa, dentre as várias definições de CoP e Aprendizagem Cooperativa existentes na bibliografia, serão utilizadas as seguintes: as CoP são grupos de pessoas que compartilham e aprendem uns com os outros por contatos físicos ou virtuais e que têm objetivo e necessidade comuns de resolver problemas, trocar experiências, descobertas, padrões, ferramentas e melhores práticas e Aprendizagem Cooperativa é uma prática de aprendizagem onde pequenos grupos de estudantes, trabalhando em equipe, trabalham conjuntamente e ajudam uns aos outros. A pesquisa caracterizou-se como um estudo do tipo descritivo, através de uma pesquisa de campo em diversas CoPs ativas nos mais diversos segmentos, com uma abordagem quantitativa. A análise dos dados obtidos através da aplicação dos questionários, buscou identificar os elementos que sustentam a Aprendizagem Cooperativa: interdependência positiva, processamento em grupo, responsabilização individual, interações promotoras e o desenvolvimento das habilidades sociais através das percepções dos membros pesquisados. A interpretação destes dados permitiu a categorização dos seguintes aspectos: colaboração, tomada de decisão em grupo, objetivos comuns, trocas sócio-cognitivas, consciência social, construção de uma inteligência coletiva, tolerância e convivência com as diferenças, ações conjuntas e coordenadas, responsabilidade do aprendiz pelo seu aprendizado e pelo do grupo, relações heterárquicas e constante negociação, aonde pode-se concluir que as CoPs caracterizam- se em ambientes propícios para o fortalecimento da metodologia da Aprendizagem Cooperativa.Tais informações tendem a contribuir para a implantação de novos procedimentos curriculares de ensino-aprendizagem, utilizando-se de abordagens administrativas, como a gestão do conhecimento, em detrimento dos novos rumos do processo educacional.
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Medindo valor em comunidades de prática: caso multicurso

Medindo valor em comunidades de prática: caso multicurso

Tornar-se membro de comunidades de prática oferece aos praticantes forma, contexto e conteúdo (Duguid, 2005). O engajamento é um processo de “negociação de significado” para Wenger (1998). A negociação envolve a linguagem, mas não está limitada a esta. Mesmo que o conceito de negociação denote “procurar um acordo”, também é usado para sugerir uma realização, que requer atenção e reajustes. Wenger (1998) quer capturar ambos os aspectos ao mesmo tempo, pretendendo que o termo negociação tenha o sentido de interação contínua. Negociar significado é ao mesmo tempo histórico e dinâmico, contextual e único. O significado não existe nas pessoas ou no mundo, mas na relação dinâmica entre estes. A relação vem da:
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Condições e desafios ao surgimento de comunidades de prática em organizações.

Condições e desafios ao surgimento de comunidades de prática em organizações.

Nesse sentido, além de trazer benesses para seus membros, as comunidades de prática criam uma série de benefícios para a organização como um todo, podendo ser consideradas como eficazes estruturas sociais para a aprendizagem organizacional pela sua potencialidade de disseminar o conhecimento na sua integralidade: explí- cita e tácita (SOUZA-SILVA e SCHOMMER, 2008). Isso porque elas podem utilizar os mais variados mecanismos para que a disseminação de conhecimentos se estabeleça, tais como: narrativa, analogia, metáfora, experimentação, observação, dentre outros. Por possuírem práticas seme- lhantes, quando os membros das comunidades de prática discutem sobre seus problemas cotidianos, eles colaboram reflexivamente até o ponto em que inventam soluções ino- vadoras, refinando suas práticas e habilidades e amplian- do, assim, seus repertórios de experiência. Além disso, eles incrementam a competência social da comunidade e da organização, já que levam para seus departamentos funcionais novas práticas, conhecimentos e insights tão importantes para gerar inovações empresariais e vantagem competitiva (SOUZA-SILVA e DAVEL, 2007).
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Memória organizacional de comunidades de prática como fator de vantagem competitiva das organizações.

Memória organizacional de comunidades de prática como fator de vantagem competitiva das organizações.

ste artigo apresenta uma análise de referências e estudo de caso sobre memória organizacional em Comunidades de Prática (CoP) como fator competitivo nas organizações. Inicia conceituando e analisando o papel da memória organizacional na gestão do conhecimento, a visão das comunidades de práticas e suas interações nas organiza- ções. Mostra como a construção da memória organizacional é de fundamental importância nas organizações de sucesso e que estão na vanguarda tecnológica. A pesquisa realizada reflete a visibilidade de seus envolvidos: empregados e colaboradores, como também de seus líderes, identificando os principais fatores de vantagem competitiva e demonstrando suas percepções de influência no negócio. Os resultados obtidos evidenciam o potencial das CoPs para os negócios e vantagem competitiva, ao ampliarem a capacidade de atuação de equipes de projetos. Conclui-se que CoPs são elementos chave para construção do capital social que serve para possibilitar o compartilhamento de conhecimento e promover inovação.
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Comunidades de prática como espaços de investigação no campo de pesquisa formação de professores

Comunidades de prática como espaços de investigação no campo de pesquisa formação de professores

Nesta perspectiva, os trabalhos desenvolvidos sobre comunidades de prática no ambiente virtual foram propostos visando sanar problemas relacionados com a prática docente no contexto do mundo real. Desta forma, as CoP virtuais transcendem as relações estabelecidas nas plataformas para as instituições de ensino. Um dos exemplos de CoP online é a @arcaComum, formada em 2006 (PINTO, 2009), por meio de múltiplas ferramentas da internet, que tem como perfil a desenvoltura do uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) pelos professores da Educação Infantil de diversos países ibero-americanos. O caráter global dessa comunidade permite refletir sobre a necessidade que os professores têm de dominar essas tecnologias da informação para sua prática pedagógica. Esse meio, proporcionado pela @rcaComum, tem como vantagem tornar possível as discussões e reflexões entre os pares de distintas localidades e contextos para favorecer trocas únicas de experiência.
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Informação, aprendizagem e criação do conhecimento em comunidades de prática: um estudo de caso

Informação, aprendizagem e criação do conhecimento em comunidades de prática: um estudo de caso

Esse é um pequeno trecho do meu diário de campo, anotado nos primeiros dias da pesquisa de campo, quando acompanhava as atividades dos técnicos de suporte ‘dedicados’ que atendiam exclusivamente a uma empresa de logística, com atividades por todo o Brasil, cliente da Microcity. Esse período de observação me permitiu verificar entre os quatro técnicos de suporte ‘dedicados’ a presença de trocas comunicativas, que são estruturantes de comunidades de prática, caracterizadas por ORR (1990) como ‘multifônicas’. Essas trocas referiam-se ao atendimento de usuário A, de forma não prevista no protocolo de atendimento, que, por isso dependia de autorização superior. Também demonstrou o empenho do grupo dos técnicos de suporte ‘dedicados’ na busca de solução adequada, configurando um trabalho conjunto, embora o desenho da tarefa de help desk seja de atendimento solitário expresso em sua área de trabalho confinada entre paredes de vidro. Ficava saliente a discrepância entre decisões dos gestores, no caso, materializada na disposição espacial confinada de cada técnico de suporte, e a realidade da prática do trabalho desse grupo. De fato, ORR (1990), WENGER (1998), GROPP; TAVARES (2006), entre outros, chamam a atenção para o quanto o lay out e a disposição de móveis e objetos no espaço podem ajudar ou dificultar a execução das tarefas na prática do cotidiano dos espaços de trabalho.
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Elisa Maria Pivetta CRIAÇÃO DE VALORES EM COMUNIDADES DE PRÁTICA: UM FRAMEWORK PARA UM AMBIENTE VIRTUAL DE ENSINO E APRENDIZAGEM BILÍNGUE

Elisa Maria Pivetta CRIAÇÃO DE VALORES EM COMUNIDADES DE PRÁTICA: UM FRAMEWORK PARA UM AMBIENTE VIRTUAL DE ENSINO E APRENDIZAGEM BILÍNGUE

Esta tese propõe um framework para interação em ambiente virtual de ensino e aprendizagem bilíngue (língua portuguesa e língua de sinais) fundamentada na Teoria da Cognição Situada em Comunidades de Prática. O processo teórico orientador requer que os ambientes virtuais contemplem os aspectos da socialização, participação, engajamento, relacionamento, aprendizagem e compartilhamento, visando à criação de valores para o capital do conhecimento. O Ambiente virtual de ensino e aprendizagem (AVEA) Moodle, por ser colaborativo, visual, de código fonte aberto, passível de integrar tecnologias internas e externas e usado em grande escala na educação (presencial e à distância), foi selecionado como objeto de estudo. Por outro lado, a literatura e as pesquisas realizadas nesta tese mostram que o Moodle carece de aprimoramento para atender às diferentes habilidades. O procedimento metodológico contemplou pesquisas de cunho qualitativo e exploratório, por meio de entrevistas, ensaios de interação e questionários, a fim de avaliar o Moodle com o público alvo e elicitar requisitos para propor um protótipo de ambiente virtual bilíngue. A otimização do Moodle foi executada por meio do desenvolvimento e integração de novas tecnologias, gerando o protótipo que foi denominado de MooBi (Moodle Bilíngue). Para a especificação dos requisitos, foi realizada uma verificação do MooBi com o público alvo, utilizando as técnicas ensaios de interação e questionário. A análise e verificação dos requisitos permitiram detectar inconformidades, gerar especificações, sugestões e novas recomendações, dando origem ao framework Interato, uma estrutura conceitual para um AVEA bilíngue com criação de valores em Comunidades de Prática.
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As comunidades de prática nas organizações da economia social e solidária em Portugal

As comunidades de prática nas organizações da economia social e solidária em Portugal

Alison Fuller, Professora de Educação e Trabalho na Escola de Educação da Universidade de Southampton, Reino Unido, reconhece as forças do modelo de aprendizagem situada de Lave e Wenger, centrado nas comunidades de prática, mas faz um levantamento de questões emergentes na literatura contemporânea que se relacionam com o desenvolvimento do próprio modelo. As suas reflexões vão centrar-se na própria noção de “aprendizagem como participação”, na ambiguidade na definição do que são comunidades de prática, nas dúvidas sobre a capacidade de inovação e transformação das comunidades de prática, na simplificação das relações entre principiantes e praticantes experientes, na incapacidade de explicação das diferentes trajetórias de participação experimentadas pelos participantes e na incapacidade de reconhecer as implicações de diferentes configurações de inter-relação nos processos de aprendizagem. As conclusões da autora sugerem a adoção de uma “conceptualização (...) de aprendizagem em camadas (layers) que vai além da simples especificação dos níveis de análise individual e organizacional.” 12 (Hughes, Jewson e Unwin,
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Comunidades de prática: um estudo dos grupos de usuários java brasileiros

Comunidades de prática: um estudo dos grupos de usuários java brasileiros

Grande parte dos desenvolvedores de Java no mundo se congrega em grupos de usuários (JUG - Java Users Group), dos quais, 43 estão no Brasil. Os grupos brasileiros contam hoje com quase 26.000 membros. Estes grupos são governados por pessoas que, embora entusias- tas, têm pouca experiência na condução de grandes grupos, o que tem criado dificuldades na gestão de suas comunidades. Neste trabalho, estudou-se os JUG brasileiros sob a ótica das Comunidades de Prática (CoP), conforme o modelo proposto por Etienne Wenger pois, intui- tivamente, vislumbrou-se a possibilidade que os JUG são uma forma de materialização das CoP. Assim, este trabalho buscou elementos que confirmassem a aderência dos JUG ao mo- delo estrutural das CoP. Além de uma ampla pesquisa bibliográfica, onde procurou levantar os fatores relevantes que influenciam o estabelecimento e a operação das CoP, foi realizada uma pesquisa de campo junto à comunidade Java brasileira, pertencente ou não aos JUG. Concluiu-se que a estrutura dos JUG é aderente ao modelo proposto e, seus membros partici- pam dos JUG por causa do interesse pelo tema, no valor da liderança comunitária e a qualida- de do aprendizado. Os resultados foram animadores e fornecem elementos que podem vir a apoiar a tomada de decisões dos gestores dos JUGs brasileiros tanto quanto aos rumos da co- munidade quanto à postura frente a seus membros.
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ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS ESSENCIAIS A UMA PLATAFORMA DE SOFTWARE PARA COMUNIDADES DE PRÁTICA

ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS ESSENCIAIS A UMA PLATAFORMA DE SOFTWARE PARA COMUNIDADES DE PRÁTICA

Comunidades de Prática atuantes têm um ritmo criado através de eventos, encontros regulares, teleconferências, atividades na Web e almoços informais que aumentam e diminuem esse ritmo. O ritmo adequado é importante para evitar que as pessoas se sintam sobrecarregadas por uma atividade frenética. Ao mesmo tempo, um ritmo fraco contribui para o afastamento dos seus integrantes. Wenger, McDermott e Snyder (2002) alertam para que o ritmo seja apropriado para a CoP, através da criação de eventos em torno dos quais as outras atividades encontrem seu próprio ritmo na comunidade. Os autores lembram que há certo paralelismo entre o desenvolvimento de uma CoP e o processo de criatividade. Nele, para que haja resultados, faz-se necessária a existência de um período de repouso, de incubação, e um retorno posterior ao processo em si, quando geralmente surgem novas idéias que são desenvolvidas e aprimoradas pelo grupo. Para Wenger, McDermott e Snyder (2002), o ritmo de uma CoP é o indicador mais forte de sua vitalidade. Eles destacam que encontrar o ritmo adequado para cada fase de uma CoP é um ponto-chave para o seu desenvolvimento. Eles sugerem uma mistura de fóruns para troca de idéias e projetos de construção de ferramentas como formas de promover as relações entre as pessoas e direcionar a ação da comunidade.
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COMUNIDADES DE PRÁTICA E CONTEXTO ORGANIZACIONAL

COMUNIDADES DE PRÁTICA E CONTEXTO ORGANIZACIONAL

A construção da estratégia de busca (strings) seguiu um processo de seleção, testes e ajustes, por meio de testes de combinação de palavras, termos, e de utilização de operadores lógicos de busca booleana. A partir de uma revisão bibliográfica preliminar, sem o rigor de uma revisão sistemática, foram identificadas as palavras-chave que caracterizam o tema investigado, sendo “community of practice” o principal termo de busca, acompanhado de “organizations”, “companies”, “enterprises” e “corporations”. Adotou-se ainda, o termo “communities of practice” para a ampliação do escopo. As palavras-chave de busca foram utilizadas na língua inglesa pelo fato de que as publicações, mesmo de outra língua, são indexadas por palavras-chave e resumos na língua inglesa. Acredita-se que esse critério possibilitou a ampliação da abrangência da pesquisa sobre comunidades de prática.
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Práticas socioculturais Xerente em comunidades de prática

Práticas socioculturais Xerente em comunidades de prática

Este artigo apresenta às interconexões entre as práticas socioculturais do povo Xerente, em especial, as relações de pertencimentos dos indígenas às metades clânicas patrilineares – Doi e Wahirê e as matemáticas evidenciadas nas simbologias das pinturas corporais dessas metades clânicas e subclânicas. Na perspectiva do dialogo intercultural, objetivamos investigar as matemáticas que emergem nas simbologias das pinturas corporais Doi e Wahirê, de modo a questionar em que termos dos saberes e dos fazeres destas práticas podem balizar aprendizagens para o ensino das matemáticas, nas escolas indígenas? As articulações teóricas e metodológicas deram-se, a partir da teoria de comunidades de prática proposta por Wenger (2001); a investigação foi desenvolvida mediante a abordagem da pesquisa qualitativa etnográfica. As recolhas de informações foram obtidas nos contextos comunitários da aldeia Porteira e Salto, com os indígenas. As análises apontam que as simbologias das pinturas corporais a partir da negociação coletiva com a comunidade podem contribuir com a criação e recriação de novas aprendizagens matemáticas professores e estudantes indígenas e não indígenas.
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Da ação à colaboração reflexiva em comunidades de prática.

Da ação à colaboração reflexiva em comunidades de prática.

Os conhecimentos partilhados por essa comunidade de prática dizem respeito, basicamente, ao modo de pre- parar artefatos de apoio ao ensino, ao uso de técnicas de ensino, ao comportamento em sala de aula e a princípios, valores e crenças educacionais. O modo de preparar ar- tefatos de apoio ao ensino refere-se às discussões sobre a preparação de aulas, a confecção de programas de curso, planos de aula e transparências de ensino, ao desenvolvi- mento de formas de avaliação e à seleção da bibliografi a a ser utilizada. As técnicas de ensino incluem técnicas de comunicação, uso de recursos corporais e de voz, varia- ção dos recursos didáticos (aulas expositivas, discussões em grupo, estudos dirigidos, estudos de caso práticos). Os conhecimentos ligados ao comportamento em sala de aula – um dos assuntos mais debatidos – decorrem de discussões sobre o modo de lidar com as emoções em sala de aula, sobre formas de condução do relacionamen- to com o estudante, e sobre a maneira de ter controle e domínio da classe. Também se partilham conhecimentos sobre princípios, valores e crenças educacionais, tais como abordagens sobre avaliação da aprendizagem e postura ética do professor.
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A contribuição das comunidades de prática para a inovação em uma empresa de desenvolvimento de software multinacional

A contribuição das comunidades de prática para a inovação em uma empresa de desenvolvimento de software multinacional

Tanto na CoP de métodos ágeis como na CoP de requisitos, existem pessoas com domínio do conhecimento, com potencial de criação de um novo regime de competência que poderia levar para uma prática inovadora (JUSTESEN, 2004). Esse potencial não é atingido talvez pela falta de participação das pessoas, ou pela falta de confiança entre os membros da CoP ou ainda pelo preconceito contra a mudança das práticas existentes. Nas outras CoPs, as evidências apontam para um predomínio da prática do aprendizado, em que a CoP trabalha em um regime de competência definido (JUSTESEN, 2004). Essas CoPs podem estar em um estágio inicial de domínio do conhecimento, no qual o conhecimento está sendo equalizado entre os membros. Esse processo é necessário para que a CoP adquira maturidade nesse domínio e para que possa, então, passar ao desenvolvimento de novos domínios do conhecimento. Nas CoPs de Microsoft, Java, testadores e gerenciamento de projetos, existe também pouca participação e interação entre os membros, o que dificulta o aparecimento de novas ideias, sua implantação e a mensuração de seus benefícios. A falta de suporte gerencial também foi identificada como um fator que prejudica o processo de inovação, havendo uma percepção de que os gerentes não apoiam as ideias dos funcionários.
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