Dados pessoais - legislação

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Proteção de dados pessoais e privacidade na Era da Internet: análise da legislação brasileira sob a luz da legislação europeia

Proteção de dados pessoais e privacidade na Era da Internet: análise da legislação brasileira sob a luz da legislação europeia

Outra definição importante trazida na legislação europeia e até então não prevista explicitamente no PL 5.276/16 é o “profiling” (definição de perfis), qual seja: qualquer forma de tratamento automatizado de dados pessoais que consista em utilizar esses dados pessoais para avaliar certos aspetos pessoais de uma pessoa singular, nomeadamente para analisar ou prever aspetos relacionados com o seu desempenho profissional, a sua situação econômica, saúde, preferências pessoais, interesses, fiabilidade, comportamento, localização ou deslocações. Em consonância com o já abordado no item 2.3, o profiling é uma técnica amplamente utilizada por empresas com a mais diversa finalidade. Nesse sentido, como bem apontado no estudo realizado pela Coalizão Direitos na Rede61, é essencial que a legislação que venha a ser adotada no Brasil igualmente contemple tal definição, uma vez que o uso descontrolado do profiling pode categorizar pessoas em determinados segmentos e assim reforçar e acentuar a desigualdade social e discriminação contra minorias.
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TECNOLOGIA, EMPRESA E TRIBUTAÇÃO

TECNOLOGIA, EMPRESA E TRIBUTAÇÃO

No Chile, existe a Lei 19.628, de 28 de agosto de 1999 que trata da proteção da vida privada e dos dados pessoais. Contudo, muitas pessoas consideravam a referida legislação inadequada, tendo protegido excessivamente os interesses daqueles que processavam dados pessoais. Esta legislação foi proposta em 5 de janeiro de 1993, tendo como fundamento a legislação comparada (como, Espanha e França). Após tantos anos, notou-se a necessidade de atualização da legislação sobre o tema, tendo sido propostos alguns Projetos de Lei, os quais ainda não foram aprovados. Finalmente, em 2017 o Poder Executivo enviou ao Senado um Projeto de Lei visando elevar a proteção de dados à níveis internacionais em matéria de tratamento de dados, além de adequá-la à economia digital, o qual encontra- se em tramitação.
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O USO DOS DADOS PESSOAIS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE À COVID-19

O USO DOS DADOS PESSOAIS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE À COVID-19

No último capítulo, será demonstrado como os dados pessoais sensíveis são importantes para este combate, já que auxiliam no estudo sobre a propagação do vírus, permitindo que o Poder Público trace estratégias de alocamento de recursos e também que acompanhe os resultados das políticas implementadas, a exemplo do isolamento e distanciamento social. Por fim, será reafirmada a necessidade de que o uso dos dados para a promoção dessas políticas seja feito em consonância com a legislação e a principiologia em vigor, recomendando-se o uso do relatório publicado pela Data Privacy Brasil, como manual de orientação que sintetiza e aprofunda as informações expostas neste trabalho.
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Proteção de dados pessoais: um direito relevante no mundo digital

Proteção de dados pessoais: um direito relevante no mundo digital

Essa dissertação tem como ponto central o estudo do direito à proteção de dados pessoais e de que modo este direito se relaciona com a circulação de dados pessoais, impulsionada pela nova e dinâmica economia da Internet. De forma reflexiva, analisaremos questões pertinentes ao tema e ao momento atual, iniciando com uma abordagem social, mais ampla e abrangente, a qual de forma desdobrada culminará na evolução da tutela de dados pessoais, tanto na legislação internacional, como na brasileira. Será ainda, objeto de estudo a utilização dos dados como matéria-prima para prestação dos serviços das empresas.com, de modo a criar inovações e acirrar a concorrência entre estas. Assim como, vamos demonstrar quais as opções de controle e tutela em relação à circulação de dados pessoais o consumidor/usuário possui a resguardar sua privacidade. De modo conclusivo, mediante a avaliação das proposituras legislativas brasileiras acerca da proteção de dados pessoais, emitiremos um juízo crítico-reflexivo sobre as falhas e êxitos de cada propositura, frente aos temas relevantes à tutela de dados pessoais.
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DIREITO À PRIVACIDADE NA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

DIREITO À PRIVACIDADE NA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

Todavia, ainda, encontram-se muitos percalços na regula- mentação e na solução de problemas decorrentes do ambiente digital, inclusive, na proteção de dados pessoais. Isso porque comportamentos informáticos mediante o uso de “drive” ou “driver”, assim considerados respectivamente a parte física “hardware” e lógica “software” deveriam ser considerados condutas ensejadoras de análise da legislação penal e não me- ramente as técnicas ou instrumentos utilizados no comporta- mento criminoso, como comumente é tipificado nas normas penais (JESUS; MILAGRE, 2016, p. 168-169).
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APLICATIVOS DE SERVIÇOS PARA SAÚDE E PROTEÇÃO DOS DADOS PESSOAIS DE USUÁRIOS

APLICATIVOS DE SERVIÇOS PARA SAÚDE E PROTEÇÃO DOS DADOS PESSOAIS DE USUÁRIOS

Embora essas soluções sejam bastante interessantes, a sua grande maioria não oferece condições mínimas de segurança jurídica para a utilização, pois não são transparentes em seus termos de uso e políticas de privacidade, oferecendo riscos para os seus usuários, pois a apresentação é confusa ou até mesmo inexistente, embora o Brasil não possua uma legislação específica que proteja as operações que envolvam tratamento de dados pessoais, ainda mais dados sensíveis de saúde, seria no mínimo razoável que essas empresas se preocupassem minimamente com as questões relativas ao processo de tratamento dos dados pessoais de seus usuários diante da natureza intrínseca que eles possuem, no sentido de serem comercializados pelos seus proprietários com laboratórios, hospitais ou até mesmo empresas do ramo farmacêutico, tudo isso sem o consentimento do dono dessa informação, que é o usuário final.
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A proteção dos dados pessoais na relação de trabalho

A proteção dos dados pessoais na relação de trabalho

A atenção dos Estados-Membros no Conselho da Europa centra-se na necessidade de proteger os dados pessoais do trabalhador nas diversas fases em que são obtidos e tratados. Pense-se nos dados obtidos durante o recrutamento para cumprimento de obrigações legais (nome, morada), ou obtidas para fins laborais (dados biométricos, nomeadamente as particularidades papilares da impressão digital, ou da íris), ou mesmo através de sistemas de videovigilância ou de outras tecnologias de informação e comunicação. O intercâmbio da proteção de dados pessoais e da proteção pessoal em contexto laboral é formalmente reconhecido no RGPD, as obrigações formais são revogadas, as de proteção substancial sofrem uma restruturação, através de uma nova forma de conceção da proteção de dados pessoais em que o Responsável pelo Tratamento é fortemente responsabilizado. Em suma, o Regulamento (UE) 2016/679 terá, fazendo uma análise comparada com a Diretiva 95/46/CE, um maior impacto nas relações laborais. Desde logo, pelas regras que visam proteger a confidencialidade, bem como as que se limitam a apontar os princípios já constantes na legislação anterior e as que vêm “revolucionar” o sistema de proteção pessoal no “contexto laboral”, vieram impor uma mudança de perspetiva e organização a nível empresarial.
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Análise do comércio electrónico em Portugal: prática de negócios ou ficção comercial?.

Análise do comércio electrónico em Portugal: prática de negócios ou ficção comercial?.

Em relação à privacidade e protecção de dados de carácter pessoal, no nosso estudo verificámos que as empresas exploram pouco o potencial da Internet como ferramenta de recolha de dados pessoais para, por essa via, conseguir um melhor relacionamento com os seus utilizadores/clientes: apenas 50,7% das empresas com sítio web recolhem dados pessoais. No entanto, a situação é ainda pior, no que respeita a este assunto, se consideramos a forma como as empresas fazem aquela recolha. Definimos sete questões para avaliar a forma como as empresas recolhem dados pessoais (as seis primeiras são imposições legais e recomendações, e a última surge das outras fontes de informação). Os resultados obtidos, além de demonstrarem um claro descumprimento da legislação, nomeadamente da Lei da Protecção de Dados Pessoais, devem ser objecto de reflexão por parte das empresas, pois pensamos que o cumprimento dos aspectos analisados é importante para ajudar a reduzir a preocupação que os utilizadores ainda têm em “colocar” dados pessoais na Internet. Por exemplo, apenas 5,9% dos sítios web apresentam informação sobre os destinatários, na empresa, dos dados pessoais recolhidos. A indicação de mecanismos/meios/contactos para que o interessado possa exercer os seus direitos só ocorre em 12,7% dos sítios web analisados. A informação sobre o responsável pelo tratamento dos dados pessoais só está presente em 2% dos sítios web.
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A extraterritorialidade do regime geral de proteção de dados pessoais da União Europeia

A extraterritorialidade do regime geral de proteção de dados pessoais da União Europeia

Mas será que a digitalização da informação, das provas, não exige uma revisão dos MLAT’s, desenhados para as transferências de provas tangíveis, ou mesmo a sua substituição por mecanismos mais céleres 994 ? Procurando responder a estas questões o Relator Especial da ONU para a privacidade abriu uma discussão sobre um instrumento internacional aplicável aos serviços de informações e às autoridades de aplicação da lei em geral, que incluirá, inter alia, um “Mandado Internacional de Acesso aos Dados” para quando “múltiplos Estados têm pretensões bona fide sobre os mesmos dados” 995 . No mesmo sentido evoluiu a legislação dos EUA através do CLOUD Act (Clarifying Lawful Overseas Use of Data Act), assinado em 23 de abril de 2018, pelo Presidente Trump, e que, entre outros aspetos, veio confirmar a necessidade de os EUA celebrarem novos acordos de assistência mútua com países terceiros. Em face deste desenvolvimento legislativo o DoJ requereu que o caso fosse julgado improcedente, ao que o Supreme Court aquiesceu 996 .
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A PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS NA ERA GLOBAL: O CASO SCHREMS

A PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS NA ERA GLOBAL: O CASO SCHREMS

Caso tal aconteça, alertou que contrasta com as limitações a que está sujeita a UE pela legislação europeia. Esta exige que o acesso e a utilização pelas autoridades dos dados transferidos para fins comerciais, inclusive quando estejam em trânsito, só pode ocorrer em circunstâncias excepcionais e quando seja justificado por motivos específicos de interesse público. 179 Dada a exigência de que um regime de transferência transfronteiriças de dados deve assegurar um nível de protecção essencialmente equivalente ao que é garantido pelo direito da UE, essa discrepância entre os dois regimes pode ter como consequência futura a declaração de invalidade do “Escudo de Protecção da Privacidade UE-EUA ”. A fim de evitar isto, devem ser especificadas as finalidades para as quais se permite derrogações ao princípio da não interferência das autoridades públicas norte-americanas dos dados pessoais transferidos da UE.
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Legislação Estadual  Situação em Santa Catarina :: Brapci ::

Legislação Estadual Situação em Santa Catarina :: Brapci ::

Banco de Dados sobre legislação esta-. dual;[r]

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v. 8 (2009): REVISTA EM TEMPO
							| Revista Em Tempo

v. 8 (2009): REVISTA EM TEMPO | Revista Em Tempo

O ponto de partida para o verdadeiro en- tendimento do assunto reside em reconhecer a ‘relatividade’ dos direitos fundamentais (muitos chamados de ‘liberdades públicas no antigo direito francês). ‘É cediço’, enfa- tiza Ada P. Grinover, ‘na doutrina constitucional moderna, que as liberda- des públicas não podem ser entendidas em senti- do absoluto, em face da natural restrição resul- tante do princípio da con- vivência das liberdades, pelo que não se permite que qualquer delas seja exercida de modo dano- so à ordem pública e às liberdades alheias’. Deve- se reconhecer, enfatizam alguns comentaristas da Constituição de 1988, que o princípio do sigilo absoluto, algumas vezes, não se coaduna com a re- alidade e a necessidade sociais. Os dados pesso- ais, em conclusão, seja no momento de uma co- municação (telefônica ou por outra forma), sejam os armazenados (estan- ques), não gozam de sigilo absoluto.
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A problemática do fundamento da ordem pública na decretação da prisão preventiva

A problemática do fundamento da ordem pública na decretação da prisão preventiva

As grandes vigas trazidas pela nova legislação, em síntese, são: a) o tratamento sistemático do tema da prisão e das demais medidas cautelares pessoais; b) o estabelecimento do caráter subsidiário da prisão cautelar, aplicável apenas quando as demais medidas alternativas não forem adequadas ou suficientes; c) a vedação, como regra geral, da decretação da prisão preventiva em caso de crimes com pena máxima igual ou inferior a quatro anos, relegando a prisão para crimes graves; d) criação de diversas medidas alternativas à prisão, que poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente; e) a indicação clara de que toda e qualquer medida cautelar, da mais tênue a mais grave, deve perseguir uma finalidade cautelar, representada pela necessidade de sua aplicação para evitar fuga, para garantia das investigações ou da instrução ou, ainda, para evitar a prática de novas infrações penais; f) a adoção do princípio da proporcionalidade como vetor interpretativo e verdadeiro guia na adoção de toda e qualquer medida cautelar pessoal, refletindo em suas vertentes negativa – com seus três subprincípios (adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito) – e positiva, que veda a proteção deficiente; g) a necessidade de observância do contraditório nas medidas cautelares, em geral anterior à decretação da medida; h) a nova formatação da liberdade provisória, que claramente assume caráter cautelar e passa a ser imposta não apenas como contracautela (como se entendia anteriormente), mas, também, como cautela originária, para evitar a decretação da prisão; i) a revitalização do instituto da fiança, ampliando as hipóteses de afiançabilidade, permitindo que o Delegado conceda imediata liberdade para crimes afiançáveis com pena de até quatro anos e, ainda, ampliando consideravelmente os valores passíveis de serem fixados; e j) o estabelecimento do caráter precário e temporário da prisão em flagrante, que passa a ter prazo certo e limitado no tempo, após o qual deve ser
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José de Macedo, um intelectual na viragem do século: organização e descrição do espólio arquivístico

José de Macedo, um intelectual na viragem do século: organização e descrição do espólio arquivístico

(16 fls.) e uma versão datiloscrita (9 fls.), também com correcções e acrescentos, assinada por José de Macedo, depois rasurado com um traço e a caneta preta assina com o pseudónimo "Fidelis". Apresentada a "obra" da República, José de Macedo aponta uma das suas principais fragilidades: "a insuficiência de dados para as reformas a realizar, por falta de inquéritos metódicos e regulares, em todas as actividades portuguesas, no ensino, na indústria, nos impostos, no regime bancário, nas reformas sociais […]", em suma, um Inquérito à Vida Portuguesa. Evoca um conjunto de entidades e seus ilustres intervenientes, sobretudo ligadas à Educação, mas não só (Liga de Educação Nacional, Liga de Instrução Nacional, Academia de Estudos Livres, Academia de Comércio de exportação; União Nacional, Instituto de estudos Políticos e Económicos e Coloniais, fundado em 1912 com o propósito de elaborar as "bases dum inquérito nacional", Liga Económica Portuguesa, nascida do Congresso Económico de 1915) e inúmeras iniciativas, entre as quais, o Grande Congresso Nacional de Lisboa; Série de conferências ministradas pelo Dr. Adolfo Coelho; Congresso Económico - pelo grupo que reunia no Ateneu Comercial, do qual fazia parte -, para o qual fora nomeado relator da tese "Inquérito nacional". Todas convergiam para um mesmo objectivo: um estudo rigoroso sobre os moldes em que o referido inquérito devia ser elaborado, aplicado e avaliados os seus resultados para depois, e só depois, se implementar uma ampla reforma estrutural. Todavia, não passariam de propostas. Segundo José de Macedo, "a falta dum plano construtivo das instituições nascentes explica-nos, por consequência, duma forma precisa, que a obra a realizar não foi amplamente encarada", detalha acrescentando que "algumas leis, valiosas, aliás, do novo regime, não foram orientadas com a clareza que se requeria e tinham o inconveniente das improvisações mal detalhadas e sem unidade coordenadora", para em seguida concluir: "carecíamos, de origem, dum inquérito que esclarecesse a situação e lhe desse uma sistematização harmónica" (fl. 5). Faz um breve périplo por alguns momentos da história nacional para, por um lado, distinguir grandes reformadores (D. Dinis, marquês de Pombal, Emídio Navarro, António Augusto de Aguiar, Andrade Corvo e Fontes Pereira de Melo), e por outro, diagnosticar que diversas crises que assolaram o solo pátrio se deviam a ausência de um método positivo, rigoroso, de bases científicas, a partir do qual se fizesse uma leitura adequada das causas e dos efeitos. Demonstra-o analisando a crise de 1891 sob essa perspectiva. AJM, cx. 6, pt. 1, doc. 6.
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Marketing compliance, proteção e gestão de dados pessoais implementação do regulamento geral de proteção de dados

Marketing compliance, proteção e gestão de dados pessoais implementação do regulamento geral de proteção de dados

O terceiro passo consistia na definição do público-alvo que é onde reside uma das grandes vantagens desta rede social que, como já foi dito anteriormente, permite direcionar as campanhas a públicos-alvo muito específicos. Deste modo, tomando como exemplo o curso de Proteção de Dados e Marketing Compliance, a escolha recaia sobre indivíduos com formação na área do direito, da gestão, das tecnologias de informação, do marketing e dos Recursos Humanos, que exercessem funções de advogado(a), marketer, gestor(a), técnico de informática ou técnico(a)/gestor(a) de recursos humanos e com interesse nas áreas do direito, da gestão e do marketing/marketing digital. A escolha deste público-alvo prende-se com o facto de englobar aqueles que maiores condições reúnem tanto para frequentar o curso como para proceder à implementação do RGPD nas suas empresas ou exercer funções de apoio à mesma, bem como pelo facto de áreas como os recursos humanos, a gestão e o marketing trabalharem com grandes quantidades de dados pessoais e de existir uma grande necessidade de esses estarem ocorrentes daquilo que podem ou não fazer no exercício das suas funções.
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A Janela de Johari como ferramenta de análise da privacidade de dados pessoais

A Janela de Johari como ferramenta de análise da privacidade de dados pessoais

O tratamento de informações em meios digitais é de vital importância na manutenção da privacidade dos indivíduos, em uma época em que a disponibilização e uso indiscriminado de dados e informações são realizados a despeito do conhecimento e concordância das partes. Apesar da existência de instrumentos legais, como a ISO 29100, a Norma de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, do Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia e, mais recentemente, da Lei Federal brasileira nº 13.709/2018, essas normas não explicitam uma ferramenta de visualização e manejo desses dados. O objetivo deste artigo é aplicar o conceito da ferramenta Janela de Johari como modelo de estudos de privacidade em ambientes digitais compartilhados. O método utilizado foi a transposição teórica dos quadrantes utilizados pela Janela de Johari, originária no campo da psicologia, para o fluxo de dados e informações pessoais em ambientes digitais compartilhados. Após essa etapa conceitual, a Janela foi aplicada em um estudo de caso prático entre uma seguradora, um segurado e um agente dessa seguradora, a fim de demonstrar a eficácia do instrumento. O estudo revela que a Janela de Johari é uma ferramenta que pode ser utilizada para modelar a privacidade em ambientes digitais compartilhados, levando a um arcabouço conceitual para discussão de privacidade e sua dinâmica na transformação e compartilhamento de dados e informações pessoais. Por ser uma ferramenta visual de identificação das assimetrias, pode facilitar o desenho de requisitos para um sistema de análise de privacidade de dados, ampliando sua aplicação na sociedade e na academia.
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Os dados pessoais e os arquivos

Os dados pessoais e os arquivos

Esta isenção foi emanada pela Comissão ao abrigo do n.º 2 do artigo 27.º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro (Lei da Protecção de Dados Pessoais), onde se lê: “2. A CNPD pode autorizar a simplificação ou a isenção da notificação para determinadas categorias de tratamentos que, atendendo aos dados a tratar, não sejam susceptíveis de pôr em causa os direitos e liberdades dos titulares dos dados e tenham em conta critérios de celeridade, economia e eficiência”. Esta norma isenta, pois, os arquivos (e as bibliotecas) de notificar à CNPD os tratamentos de dados pessoais relativos aos leitores que a eles recorrem – e, isso, na medida em que sejam “estritamente necessários” à “gestão de utentes de bibliotecas e arquivos”.
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O regime sancionatório da proteção de dados pessoais: paradigma ou paradoxo?

O regime sancionatório da proteção de dados pessoais: paradigma ou paradoxo?

ou colectiva em causa e as infrações por ela anteriormente cometidas, d) A natureza repetitiva da infracção, e) O grau de cooperação com a autoridade de controlo, a fim de sanar a infracção e atenuar os seus eventuais efeitos negativos, f) As categorias específicas de dados pessoais afectadas pela infracção, (g) O nível de prejuízo, inclusive de natureza não- pecuniária, sofrido pelos titulares dos dados, (h) As medidas tomadas pelo responsável pelo tratamento ou pelo subcontratante para atenuar o prejuízo sofrido pelos titulares dos dados, (i) Os eventuais benefícios financeiros visados ou obtidos ou as perdas evitadas, directa ou indirectamente, por intermédio da infracção, (j) O grau das medidas e dos procedimentos técnicos e organizacionais postos em execução nos termos do: i) artigo 23.º — Proteção de dados desde a conceção e por defeito, ii) artigo 30.º — Segurança do tratamento, iii) artigo 33.º — Avaliação de impacto sobre a proteção de dados, iv) artigo 33.º-A — Avaliação da observância das disposições em matéria de proteção de dados, v) artigo 35.º — Designação do delegado para a proteção de dados, k) A recusa em cooperar ou a obstrução às inspeções, auditorias e controlos empreendidos pela autoridade de controlo nos termos do artigo 53.º, l) Outras agravantes ou atenuantes aplicáveis às circunstâncias do caso. 7. São atribuídas competências à Comissão para adotar atos delegados em conformidade com o artigo 86.º, a fim de atualizar os montantes absolutos das multas administrativas previstas nos n. os 4, 5 e 6 no n.º 2-A, tendo em conta
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A regulamentação de proteção de dados pessoais no Brasil e na Europa: uma análise comparativa

A regulamentação de proteção de dados pessoais no Brasil e na Europa: uma análise comparativa

Além disso, por mais que o texto atual do APL estabeleça que o consentimento deva ocorrer de forma separada das demais cláusulas contratuais, no caso das relações online isso não garante que a solicitação será feita de forma acessível e concisa o suficiente para não reproduzir o problema já observado nas políticas de privacidade, ou seja, que os usuários autorizem o tratamento de dados sem analisar as condições para tanto. O texto atual da proposta de reforma da diretiva de proteção de dados pessoais e uropeia busca solucionar esse problema explicitando que se “o consentimento tiver de ser dado no seguimento de um pedido por via eletrônica, esse pedido tem de ser claro, conciso e não desnecessariamente perturbador para a utilização do serviço para o qual é fornecido”. Ainda assim, é importante considerar que o modelo de negócios em que muitos dos serviços online se baseiam contradiz boa parte dos princípios de proteção de dados pessoais e mesmo assim o número de usuários dessas plataformas cresce constantemente10, já que o consentimento tornou-se condição ou “o preço que se paga” para se ter acesso a diversos serviços online (Joergensen, 2014). Parece claro, portanto, que o consentimento está longe de representar uma solução para que os usuários realmente exerçam seu direito à autodeterminação.
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SEGURANÇA DE DADOS PESSOAIS NA INTERNET SOB A ÉGIDE DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

SEGURANÇA DE DADOS PESSOAIS NA INTERNET SOB A ÉGIDE DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

Há um preço a pagar para que o sujeito possa sentir-se inserido no mundo digital ou possa utilizar diversos aplicativos oferecidos gratuitamente (como Facebook, Hotmail, Google, Youtube, etc), havendo uma troca de conteúdos digitais de interesse comum pelos respectivos dados da intimidade e da privacidade. Essa gratuidade é questionada especialmente pelo fato de ocorrer essa troca dos direitos fundamentais de intimidade e privacidade pela exposição social e inclusão tecnológica, por meio dessas plataformas. A opção do usuário por compartilhar certos dados ou informações na galáxia da internet afeta diretamente sua vida, pois com a infinitude do espaço virtual e com a existência da deep web, não se sabe até onde e até quando tais elementos permanecerão nesse ambiente.
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