fúria do corpo

Top PDF fúria do corpo:

A escrita do corpo e o corpo da escritura: marcas da poética de João Gilberto Noll em A fúria do corpo

A escrita do corpo e o corpo da escritura: marcas da poética de João Gilberto Noll em A fúria do corpo

This paper aims at discussing the novel A fúria do corpo, written by João Gilberto Noll, in order to unveil the main literary procedures that characterize its poetic language. For this purpose, this thesis is based on three fundamental concepts discussed by Walter Benjamin: experience, barbarism and language. The first concept fits the author's prose into the frames of contemporary narrative, due to its first person narrator and his two roles: character and narrator. Therefore, as a character, his internal conflicts, outlined by a wandering life, are brought into evidence, such an erratic lifestyle is torn from the past and void of meaning in the present by the lack of identity or any social link. On the enunciation level, there is an association between the difficulty of narrating and the absence of meaningful experiences due to the marginalized and degraded life. The second concept, barbarism, sets the narrator’s role on the character’s body, since it is the element which defines him, as it is the last vestige of his scarce humanity. Thus, this “barbarian narrator” draws from the ruins and fragments of this kind of life the substance used to build the narrative’s body and its discourse. Through the concept of language, it is shown how this narrator transforms the decayed language of his grotesque and worldly life into a holy language. Redeemed to such a degree by the linguistic work, the enunciation elevates the characters to a mythical status and the language to a sacred and poetic domain. As a result, through its discursive body, the narrative transforms itself from a worldly adventure into a mythical rewriting, transforming its own language into the main procedure of the poetic achievement.
Mostrar mais

128 Ler mais

A Fúria do Corpo, de João Gilberto Noll, sob o Signo da Santíssima Trindade: Errância, Sexo e Escrita

A Fúria do Corpo, de João Gilberto Noll, sob o Signo da Santíssima Trindade: Errância, Sexo e Escrita

&((& 0$%%&'()($,3 E(-0$& 5K,-4')9& L A fúria do corpo » E1'$( 8)' ,+, $5.&'(, ,55 %,-% (',$% )395&% ,-( 0M).,'0 5KE(-0& 0& 5K,-4')9& %& ;)$( %&5,3 5) 8&3%E& 0- 8B$5,%,8B& ;')3*)$% )-'$1& 5)31B,( ,N 3,-% &F)/$3,3% 5) 1,3%('-1($,3 0- 5)39)9& 0- (&F(& 3,55$&3 0M)8'O% 5&% )%8&1(% %-$4)3(% 5) ;')9/&3()($,3 0& 5ME1'$(-'& 0- (&F(& 5K$/8,%%$.$5$(E 0- /)$3($&3 0M-3& E1'$(-'& %().5& 5K$/8,%%$.$5$(E 0& 5) /,'( 0)3% 5K&%8)1& 5$((E')$'& &( 5K&'')31& 0&% 8&'%,33)9&% 1,//& -3 /,<&3 8',8-5%&-' 0&% /,-4&/&3(% %-11&%%$;% 0& 5KE5).,')($,3 0- 'E1$( &3('& )-('&%: 3%-$(& 3,-% ;)$%,3% -3 1,3('&8,$3( 0)3% -3& )3)5<%& &3('& 5& 'E1$( 3,55$&3 &( 5) /<(B,5,9$& 1B'E($&33& &( = 1&'()$3% /,/&3(% )4&1 5) /<(B,5,9$& 9'&17-& 4- 7-& 3,-% 8,-4,3% ,.%&'4&' 0)3% L A fúria do corpo » 5) 0E%)1')5$%)($,3 0&% /<(B&% 1B'E($&3% %)1'E% 1,//& 8)' &F&/85& 5& E1BE '$9$3&5 5) 3)$%%)31& 5) 1'-1$;$1)($,3 5) /,'( &( 5) 'E%-''&1($,3 0& E%-% B'$%( &( 5& -9&/&3( &'3$&' I )$3%$ 7-& 5) 0E%)1')5$%)($,3 0- /<(B& 9'&1 0K 8B',0$(& '&5)($; = %) %$93$;$1)($,3: ,'%7-& 5M,3 P(& 5& 1)')1(O'& %)1'E 0& 1&% /<(B&% 5ME1'$(-'& 0& ,55 5&% '&4D( 0M-3& 3,-4&55& 5&1(-'& 7-$ '&34&'%& 1& 7-& 3,-% &3 1,33)$%%,3% B).$(-&55&/&3(: 3;$3 8-$%7-M$5 %M)9$( 0- 8'&/$&' ',/)3 0& ,55 L A fúria do corpo » 8'E%&3(& 5) /)J,'$(E 0&% %-J&(% 7-$ %-$4',3( (,-( )- 5,39 0& 5) 9')30& Q-4'& 0& 5K)-(&-' 8)';,$% &3 %-$4)3( -3 '<(B/& 1,//-3 = 5KQ-4'& &3 7-&%($,3 8)';,$% &3 %& 0$%($39-)3( 0& 1&55& 1$: $3%$ 3,-% ;)$%,3% -3 J&- 0& /$',$'% 0)3% 5&7-&5 3,-% ,.%&'4,3% 5&% 'E1-''&31&% 0&% %-J&(% 7-$ )88)')$%%&3( 0)3% 5K,-4')9& L A fúria do corpo » &( 7-$ 8&-4&3( D('& 4-% 0)3% 0K)-('&% Q-4'&% 0- /D/& )-(&-' );$3 0M< '&/)'7-&' 5& 8)'1,-'% 0& 1&((& E1'$(-'& %$ 1)8($4)3(&:
Mostrar mais

113 Ler mais

A revolução pelos sentidos: traços surrealistas em A fúria do corpo, de João Gilberto Noll.

A revolução pelos sentidos: traços surrealistas em A fúria do corpo, de João Gilberto Noll.

litúrgico, não racional. Linguagem essa que acompanha as errâncias dos dois personagens pela cidade do Rio de Janeiro, retratada como uma me- trópole convulsa e desfi gurada. Segundo o crítico, trata-se de uma obra que apresenta uma “grafi a porosa”: “A grafi a porosa é a representação mais audaciosa de um corpo que é excremento, esperma e palavra, que é vida e celebração da vida, que é busca e entrega sem limites” (Santiago, 2002, p. 77-78). Mais adiante, conclui seu raciocínio e o ensaio de manei- ra insinuante: “O erotismo repousa no poro do corpo: merda e palavra. Uma grafi a fi ccional porosa que, pelo seu angustioso percurso sexual e seu borbulhar anárquico-religioso, pode lembrar uma escrita surrealista” (Santiago, 2002, p. 78). Sentimos que esse desfecho do ensaio de alguma maneira é um trajeto sugerido para revisarmos essa obra de Noll conside- rando recursos e pensamentos, se não originários, ao menos consolidados e nomeados durante os anos de criação e desenvolvimento do Surrealismo francês. É a partir da linguagem, da frase, dos rompantes dos enunciados de A fúria do corpo que se parte para uma abordagem da forma e do conte- údo que podem remeter, assim, a uma escrita de cunho surrealista.
Mostrar mais

14 Ler mais

A fúria do corpo na contramão do fluxo: a prosa de João Gilberto Noll

A fúria do corpo na contramão do fluxo: a prosa de João Gilberto Noll

Iniludivelmente, nas obras nollianas o corpo textual comunga do desejo, expresso pelos narradores, de atordoar. Seus textos são corpos rizomáticos – utilizando a feliz imagem cunhada por Deleuze – expandindo-se em direções múltiplas; reticentes, em todas as obras o vemos, a uma rota pré-definida, a um traçado vetorial. Para tanto, a linguagem repetidamente desvia-se das conduções sintáticas tradicionais. O desrespeito à pontuação, por exemplo, é dominante em A fúria do corpo, além de presente em outros romances. Vale ilustrar: “[...] em volta de Afrodite nua são depositados presentes colares amendoins tiaras sedas conchas cachos de banana estojos de maquiagem cuecas perfumes pipoca [...]”. 90 E segue a enumeração sem virgulação, e sem ponto final à vista. A alternância de focos narrativos também está presente tanto no romance citado (da primeira para a segunda pessoa) como em Berkeley em Bellagio (cujo foco oscila entre as primeira e terceira pessoas). É uma linguagem que escapa ao controle dos personagens e inaugura originais liames entre o verso e a prosa; os ritornelos, de que mais à frente trataremos, atuando como verdadeiros refrões em A fúria do corpo, testemunham-no. Em entrevista concedida ao Correio Brasiliense, em 10 de novembro
Mostrar mais

191 Ler mais

O Apocalipse da escrita em  A fúria do corpo , de João Gilberto Noll

O Apocalipse da escrita em A fúria do corpo , de João Gilberto Noll

RESUMO: Este artigo analisa três elementos narrativos essen- ciais na composição da escrita da obra A fúria do corpo, de João Gilberto Noll, a saber: a não-nomeação do narrador, a errância como força propulsora do discurso ficcional e a cidade enquanto espaço imprescindível e intransponível que mobiliza todo e qual- quer movimento presente na narrativa nolliana em questão. Uma vez que releituras de textos bíblicos, como o Livro do Gênesis e o Livro do Apocalipse, tecem a trama textual da narrativa de Noll e se destacam como a base da intensa errância de seus perso- nagens principais, este artigo propõe também um diálogo en- tre os três elementos narrativos destacados e a mitologia cristã. Como fundamentação teórica, destacam-se Jean-Yves Leloup, estudioso de textos bíblicos, e Maurice Blanchot, pensador da linguagem literária.
Mostrar mais

19 Ler mais

O SUJEITO PÓS-MODERNO A PARTIR DA FIGURA DO FLÂNEUR E DO HOMEM DO SUBSOLO EM A FÚRIA DO CORPO, DE JOÃO GILBERTO NOLL

O SUJEITO PÓS-MODERNO A PARTIR DA FIGURA DO FLÂNEUR E DO HOMEM DO SUBSOLO EM A FÚRIA DO CORPO, DE JOÃO GILBERTO NOLL

RESUMO: Em A fúria do corpo, João Gilberto Noll propõe uma narrativa em que ocorre o aparecimento de fatos na medida em que há a tentativa de seu apagamento por meio de uma constante negação. No presente estudo, propomos dois pontos de análise: a cidade como espaço de movimento das personagens, a partir da figura do flâneur; e a noção de homem do subsolo nessa obra do escritor. Para o desenvolvimento do trabalho, apoiamo-nos em produções de Benjamim (1989), Dostoievski (2011), Souza (2010), entre outros. Argumenta-se que há na obra a ficcionalização do espaço e do sujeito, característicos da pós-modernidade, levado pela desilusão com a organização social, que induz à perambulação pelo espaço urbano, demonstrando a condição humana como algo sujeito à fragmentação.
Mostrar mais

14 Ler mais

O corpo em cena e o corpo fora da cena

O corpo em cena e o corpo fora da cena

da Angústia. O ponto essencial, nesse seminário, é o objeto a, a localização e a apreensão do objeto no seu estatuto de resto libidinal da extração corporal. Como Lacan o define nesse seminário, o objeto a está no campo do Outro, e a inserção do sujeito do inconsciente sugere a sua extração. Nesse momento de seu ensino, Lacan está voltado para o campo do gozo, para aquilo que se passa fora do discurso da metáfora paterna. O objeto a, como resto do que foi absorvido pela metáfora, se impõe, porquanto fracassa o Nome-do-Pai em dar cobertura total. Esse resto não consegue ser totalmente metaforizado e é impossível de ser completamente capturado pelo simbólico, mas pode fazer sua aparição no campo imaginário, exatamente ali onde ele deveria estar oculto. É a partir dessa concepção, que Lacan introduz a ideia do estranho, daquilo que aparece onde deveria haver um vazio; o objeto causa uma perturbação ali onde deveria manter o campo da realidade. Essa realidade, constituída pela extração do objeto, e tendo em vista a sua não representação, é que torna possível a inserção no discurso da cultura. Com Artaud, observou-se exatamente o contrário. O artista contrapõe-se à cultura, protegendo-se de sua forma de linguagem, localizando-se, portanto, em uma posição anterior à passagem pelo estádio do espelho. Lacan o expõe para introduzir a função simbólica operando na simetria ‗a-a‘. Artaud introduz o teatro com base na possibilidade de fazer o corpo em sua unidade, porém, sem a especularização da imagem. Além do experimento com o espelho plano, para leitura do campo do objeto, Lacan introduz o esquema ótico. Opera-se aí, a partir do espelho convexo, fazendo surgir uma cisão entre o objeto pequeno a e a imagem i(a), que opera entre o objeto parcial e a imagem do corpo próprio. Ocorre uma dissimetria. O espelho convexo oferece, como já foi mencionado, com o exemplo do vaso de flor, a imagem completa do vaso e das flores, demonstrando a realidade invisível do corpo ali onde estão os orifícios das zonas erógenas. Nesse ponto, onde é possível localizar as zonas erógenas, o que vai surgir para Artaud é o corpo fragmentado, uma vez que não houve a extração do objeto. É o esquema ótico invertido, mas operante em Artaud; para ele, o corpo é localizado no real e ensina o que é da ordem do real.
Mostrar mais

95 Ler mais

Entre o corpo da obra e o corpo do observador

Entre o corpo da obra e o corpo do observador

Como estávamos em um estágio intermediário do curso, com ênfase em exercícios de leitura e concepção do espaço expositivo, sugerimos como “proposta curatorial” duas obras distantes no espaço e no tempo: A Vênus de Wilendorf (entre 24.000 e 22.000 a.C.) e Propped (1992) de Jenny Saville. O título da mostra seria, evidentemente, Vênus, e nós mesmos realizamos o exercício proposto para uma posterior exposição de caráter didático. A escultura, com pouco mais de 11 cm de altura, não revela uma identidade particular, sendo uma construção simbólica da mulher em sentido universal. Esse aspecto se evidencia por seus traços físicos que destacam a potência vital feminina, perpassando a própria história da humanidade. “Propped”, um óleo sobre tela de 210 x 180 cm, representa uma mulher contemporânea, cuja identidade está parcialmente suprimida, num gesto dúbio expresso pelas mãos fincadas como garras na própria pele. Apesar da semelhança formal que nos fez associar as duas imagens (fig. 333 – 334), a pintura nos parece uma angustiante materialização do corpo feminino no mundo contemporâneo, violentado constantemente pela emissão pasteurizada dos padrões de beleza, via meios eletrônicos e tecnologias da informação. Desde o princípio, tivemos como eixo norteador a intenção de enfatizar, por meio de nosso hipotético projeto cenográfico 119 , essa relação
Mostrar mais

488 Ler mais

Poder e corpo em Foucault: qual corpo?

Poder e corpo em Foucault: qual corpo?

Embora As palavras e as coisas não tenha como objeto o corpo e se preo- cupe em compreender as condições de possibilidade das diferentes formações discursivas, a relação das utopias e heterotopias da conferência de 1966 com o prefácio desse livro publicado no mesmo ano leva a pensar se o topos do corpo, penetrável e poroso, não afirma justamente sua capacidade de ser or- denado e classificado como sempre outro ao sabor das configurações do saber e relações de poder. Questionamos se o desconforto das heterotopias mencio- nado por Foucault nesse prefácio não poderia ser aproveitado para problema- tizar a impossibilidade do corpo. Impossibilidade que não é ausência do corpo, mas de um corpo que mesmo em sua materialidade não possa ser visível ou inteligível sem uma ordem que o informe. Quer dizer, sem uma técnica que seja a um só tempo o que penetra o corpo para lhe dar uma forma específica e também permitir uma visibilidade informativa sobre ele. Assim, essa materia- lidade não requer nenhuma essencialidade prévia ou definida.
Mostrar mais

19 Ler mais

O corpo biológico e o corpo social

O corpo biológico e o corpo social

das condições as quais os corpos se encontram e são per- cebidos, ora são os corpos que se modificam em resposta a influências da sociedade e da cultura. Em ambos os ca- sos, temos uma construção contínua do corpo e do social (Connell, 2009). Se entendermos, em seguida, que dentro dessas práticas sociais estão incluídas as práticas que con- figuram as masculinidades/feminilidades e a construção do gênero, chegamos à seguinte ideia: a fim de construir um masculino e um feminino, homens e mulheres “cons- troem” também os seus corpos, seja por meio de gestos, trejeitos, roupas e comportamentos, seja por processos mais complexos como os estilos de vida almejados, as perspectivas de atuação profissional e as expectativas de relacionamento afetivo-sexual. Para todos esses fatores, é possível vislumbrar significados sociais e corporais, que se constituem em amplo diálogo e interface.
Mostrar mais

6 Ler mais

Uma revisão sobre Termodinâmica

Uma revisão sobre Termodinâmica

Foram constatadas algumas concepções alternativas tais como “calor é sinônimo de temperatura alta”, “temperatura é a quantidade de calor de um corpo” ou “calor é, necessariamente, algo quente”, “temperatura” relacionada às condições climáticas, “calor” relacionado à energia contida em um corpo, múltiplos conceitos de calor. Após essas observações foi realizada uma sequência de atividades de ensino utilizado diversos textos, questões problemas, questões dissertativas, relatórios. No final foi aplicado outro questionário, no qual se pode observar que os alunos estavam compreendendo os conceitos trabalhando anteriormente. Além de uma entrevista com questões sobre o conteúdo.
Mostrar mais

14 Ler mais

Interzone : experiências corpo a corpo

Interzone : experiências corpo a corpo

Devido à evolução das tecnologias e consequentemente à nossa adaptação corporal a estes mecanismos, a nossa relação através destes meios materiais filtra as experiências que temos com tudo o que nos rodeia. É nesta continuação, que eu enquanto artista e desportista ativo, inteiramente enraizado entre estes espaços urbanos destinados ao culto do corpo (ginásios) e, em regular contacto com os instrumentos e aparelhos à disposição que a minha relação com estes médios incorporáveis, identificados como máquinas de musculação ou cardiovasculares, é reforçada. Assim, é com base neste processo de manuseamento material, que ambas as minhas práticas, a arte e o desporto, proporcionam questões relevantes para o entendimento do meu corpo físico, refletindo-se materialmente no meu corpo e processo de trabalho artístico. Neste sentido, Judith Butler ao propor que a materialização é indissociável da significação coloca a relevância da materialização do objecto sobre a sua questão ou assunto. Esta ideia pode ser deste modo relacionada com os interesses do meu trabalho ao pressupor que o objeto de arte deve conter o seu significado ou assunto inerente ao objeto, sublinhando a importância intrínseca da materialização (ou seja, o processo) e então possuir uma sustentabilidade própria onde a existência do autor é secundária. Na sua forma final, o objeto deve “aguentar-se” por si mesmo com base na sua pura plasticidade. Desta forma, é segundo esta metamorfose sensível do material que perante o objecto de arte o observador interpreta e questiona, segundo o seu próprio ponto de vista, a questão ou assunto que perceciona. Cria assim uma relação com a obra, da qual resultará algo em que o autor já não faz parte e onde é deixado em aberto um espaço por ocupar. Para isso, no meu entender, o trabalho deve compreender em si as suas qualidades sensíveis, os seus “comos” e “porquês” intrínsecos ao objeto.
Mostrar mais

61 Ler mais

Obstáculos enfrentados no ensino de ciências: relatos de observações de estagiários da UFS, campus prof. Alberto Carvalho

Obstáculos enfrentados no ensino de ciências: relatos de observações de estagiários da UFS, campus prof. Alberto Carvalho

A professora utilizou como método pedagógico para explanação do conteúdo um atlas sobre o sistema urinário, onde mostrava as principais estruturas, funções e correlações com o dia-a-dia. Neste ponto, uma das alunas questionou perguntando se a retenção da urina causa infecção, o que mais uma vez demonstra a atenção e interesse pelo assunto. Como ponto negativo percebemos que a sala não é muito arejada, o que a torna muito quente e abafada, a todo momento era perceptível a utilização de materiais para ventilar o corpo, assim como também água e refrigerante para diminuir o calor. O calor foi um dos pontos que mais dispersaram a atenção dos alunos chegando ao ponto de jogarem bolas de papel uns nos outros. Outro ponto negativo é a circulação continua de outros alunos pelos corredores que causam muito barulho e como consequência a dispersão da atenção dentro da sala.
Mostrar mais

12 Ler mais

25   interacoes sociais na escola

25 interacoes sociais na escola

Apresentar os resultados obtidos no processo de observação da escola campo, considerando especialmente as concepções sobre avaliação das aprendizagens inferidas a partir das prát[r]

10 Ler mais

O ensino das Ciências Naturais nos anos iniciais do Ensino Fundamental em uma escola pública da Educação do Campo do município de Itabaiana – Sergipe The teaching of natural science in the early years in a public school in Itabaiana- Sergipe

O ensino das Ciências Naturais nos anos iniciais do Ensino Fundamental em uma escola pública da Educação do Campo do município de Itabaiana – Sergipe The teaching of natural science in the early years in a public school in Itabaiana- Sergipe

As perguntas relacionadas ao ensino foram: 1 – Quantas aulas semanais são utilizadas para o ensino das Ciências Naturais?; 2 – Qual o livro didático utilizado?; 3 – Q[r]

8 Ler mais

Palavras-chave: Álcool; Abordagem CTS;

Palavras-chave: Álcool; Abordagem CTS;

Além do ensino do tema álcool, como função orgânica reativa caracterizada pela presença da hidroxila, foi possível fazer uma abordagem social, apresentado os problemas sociai[r]

5 Ler mais

Scientist's representation: a study based on drawings by students from Elementary School in Santa MariaRS

Scientist's representation: a study based on drawings by students from Elementary School in Santa MariaRS

É interessante destacar que a turma que menos representou o cientista em um laboratório, trabalhando especificamente com vidrarias foi a do 9º ano (etapa em que, tradicionalmente, [r]

9 Ler mais

Teoria da equilibração e sua aplicabilidade em aulas de ciências naturais Equilibration theory and its applicability in natural science classes

Teoria da equilibração e sua aplicabilidade em aulas de ciências naturais Equilibration theory and its applicability in natural science classes

Para Jean Piaget o pensamento é a base em que se ajusta a aprendizagem, ou seja, o pensamento é a maneira pela qual a inteligência manifesta-se. Esta por sua vez, tem sido considerada como um fenômeno biológico, condicionado pela base neural do cérebro e do corpo inteiro, e sujeita ao processo de maturação do organismo (PILETTI, 2007). As ideias de Piaget impetram a existência de estruturas cognitivas nos seres humanos bem como, a ideia de que o desenvolvimento se produz segundo leis naturais que permitem a superação de etapas fixas, sendo cada uma com estruturas cognitivas próprias de idades determinadas (GOMEZ; SANMARTÍ, 1996 apud FARIA; NUÑEZ, 2004).
Mostrar mais

9 Ler mais

O corpo como imagem, a imagem como corpo

O corpo como imagem, a imagem como corpo

Bem verdade que outros artistas do período e mesmo depois, mantendo sensibilidades e percepções semelhantes, incursionaram pela mesma temática e experimentações vizinhas, multiplicando exemplos como o fizeram no Peru Luis Montero com Vênus adormecida (1851, óleo s/ tela, 82 x 123 cm); na Argentina Eduardo Sívori com O despertar da criada (1867, óleo s/ tela, 192 x 131 cm); no México Felipe Gutiérrez com A caçadora dos Andes (1891, óleo s/ tela, 100 x 162 cm); no Peru Daniel Hernandez com Nu Reclinado (1899, óleo s/ tela, 93,3 x 151,1 cm). Tal parece ter sido também o caso de Nu com ventarola (1884), óleo sobre tela medindo 150 por 200 cm, executado enquanto Rodolfo Amoedo era bolsista na capital francesa. Nesta obra, sob a enigmática beleza de um corpo com rosto ausente, o artista materializou seu poder figural de fazer emergir pela matização das cores e sobreposição de texturas uma sensualidade carnal em pele e pelos.
Mostrar mais

14 Ler mais

Negativo e ornamental: um poema de Carlito Azevedo em seus problemas.

Negativo e ornamental: um poema de Carlito Azevedo em seus problemas.

[8] Apesar de toda a admiração que tributa a escritores como Lezama Lima (de quem tirou o nome da revis- ta — Inimigo rumor — que dirigiu) e Severo Sarduy (a quem dedicou mais de um poema), Carlito Azevedo não segue nem a teoria nem a prática neobarrocas. Não consta de seu programa qualquer propósito de for- mular uma experiência excluída ou dar guarida a uma mestiçagem não oficial. Mesmo sendo uma escrita altamente hedonista, oscilando entre fluxos de inversões e interrupções caprichosas, a composição nunca é transgressiva. Prefere continuar den- tro de uma tradição reconhecível para evitar aquele autismo característico da provocação neobarroca: Carlito não violenta as formas existentes porque costuma reverenciá-las com desenvoltura. Por cultivar uma es- pécie de êxtase a frio, a leveza de seu individualismo passa portanto longe do regime neobarroco de perversões (um sublime do corpo e suas substân- cias). É do programa desse regime de paixões investir contra a representa- ção tradicional, glosando parodica- mente seus termos, até exorbitá-la numa textura hipersexualizada que se desenquadra das práticas (ou gê- neros) literárias mais legitimadas. Ao passo que a poesia carlitiana tem algo de decoroso, e muito controlado nas suas simulações de desenfreio, pois a lógica de suas imagens privilegia as gratificações estético-visuais. Carli- to opera uma exposição progressiva que alterna temporalidades varia- das, e bem definidas, trabalhando simultaneamente a diferença entre a imagem, a alegoria, a especulação dubitativa, o dado de observação, a sugestão intertextual. O acabamento de seus poemas é cuidadoso, o verso é burilado às vezes com métrica e às ve- zes com rimas, sendo portanto pouco marcado pelo ritmo geralmente uni- dimensional e turbilhonar da erótica neobarroca. A poesia carlitiana não subverte a língua, afinal a sua ainda é a língua da norma, com poucas hi- bridizações de gíria, regionalismos e expressões locais e datadas, confian- do mais na denotação do que seus êmulos hispano-americanos. [9] Vale acrescentar que a relação com a arte em Carlito, tal qual nou- tros poetas atuais, é quase sempre uma paráfrase de intenções (imagi- nadas ou documentadas). Paráfrase de conteúdos em que a reconstitui- ção das referências possibilita novas
Mostrar mais

12 Ler mais

Show all 6845 documents...