Justiça Criminal

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Opinião Pública: uma análise das consequências na justiça criminal

Opinião Pública: uma análise das consequências na justiça criminal

Não podemos deixar de lado o fato de que a comunidade científica, conta com uma imensidão de estudos criminológicos sobre as formas mais eficazes de prevenção e combate da criminalidade. Por isto, não consideramos que a ideia que passa simplesmente por levar em consideração aquilo que a opinião pública espera e deseja, nomeadamente, no aspecto que envolve a forma como a sociedade irá combater o crime seja a ideal. Acreditamos que devem ser encorajados métodos que promovam o diálogo sério entre os meios de comunicação e a justiça criminal, de modo a tornar a comunicação entre estes mais eficiente, bem como avaliar de forma científica, a eficácia das medidas que estão sendo tomadas na tentativa do controle do crime. Os políticos, e demais autoridades, os quais são incumbidos a função de exercer a justiça criminal, devem ser capazes de entender que a opinião pública é algo longe de ser consensual, unidimensional ou simples, e embasar políticas criminais nesta conjuntura de opiniões trata-se de um processo complexo e sofisticado, que exige igual sofisticação para conseguir ser minimamente mais apurado e condizente a realidade.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA JUSTIÇA CRIMINAL E PUNIÇÃO PARA TRAFICANTES E USUÁRIOS DE

UNIVERSIDADE DE BRASÍIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA JUSTIÇA CRIMINAL E PUNIÇÃO PARA TRAFICANTES E USUÁRIOS DE

Acredito que a pesquisa aqui apresentada contribua para os estudos sobre justiça criminal e tráfico de drogas, na medida em que oferece uma descrição detalhada de como as leis de drogas[r]

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A construção da justiça restaurativa no Brasil - o impacto no sistema de justiça criminal

A construção da justiça restaurativa no Brasil - o impacto no sistema de justiça criminal

RESUMO - Esse trabalho contém uma discussão sobre o impacto da justiça res- taurativa no sistema de justiça criminal brasileiro, com uma introdução concei- tual à idéia da Justiça Restaurativa e às diferenças entre a justiça restaurativa e a justiça criminal convencional. Abrange, também, a questão da sustentabilidade do paradigma e sua compatibilidade com o ordenamento jurídico brasileiro, com considerações sobre o papel dos operado- res jurídicos. O autor procura demonstrar que, se observados os princípios, valores e procedimentos da justiça restaurativa e as peculiaridades jurídicas do país, é viá- vel implementar a justiça restaurativa em casos de crimes e contravenções penais, a partir da legislação vigente, embora admita a necessidade de introduzir na le- gislação normas permissivas das práticas restaurativas.
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Open Educação em direitos humanos e justiça restaurativa: cruzamentos paradigmáticos de reforma da justiça criminal.

Open Educação em direitos humanos e justiça restaurativa: cruzamentos paradigmáticos de reforma da justiça criminal.

No Brasil contemporâneo, mudanças na dinâmica populacional revelam o aumento da criminalidade e indica a necessidade de se repensar, lato sensu , os modelos criminais adotados pelos Estados em suas diversas esferas, competências. Nesse sentido, tem-se revelado crucial à formulação de um novo modelo de justiça criminal que leve em consideração os novos parâmetros de uma recente formada sociedade democrática. Ou seja, faz-se essencial pensarmos em novos fenômenos jurídicos criminais que tenham como cerne primordial o respeito aos direitos humanos e, consequentemente, a dignidade da pessoa humana durante a resolução de conflitos relacionados à seara penal. O objetivo dessa pesquisa é revelar a compatibilidade que a educação em direitos humanos e a justiça restaurativa apresentam no processo de humanização da justiça criminal. Para tanto, este trabalho apoiar-se-á nas pesquisas, dentre outros autores, de Bitencourt acerca da decadência do sistema prisional; Silva, Neves, Van Ness, Pallamolla no que diz respeito à justiça restaurativa; e, finalmente, Reardon, Bobbio e Boiteux na educação em direitos humanos como prática modelo de educação para a paz. Em termos metodológicos, a pesquisa realizada foi de cunho bibliográfico, com uma revisão da literatura sobre os assuntos por ela envolvidos. Ao final da pesquisa foi constatada a hipótese a qual sugere que para a prática de uma justiça criminal humanizadora, oriunda do princípio da solidariedade material e moral, faz-se necessário uma reforma da justiça criminal atual a partir do incentivo à educação em direitos humanos e da consolidação efetiva da justiça restaurativa no sistema jurídico brasileiro. Trata-se de pesquisa relevante não apenas em razão da carência do assunto do ponto de vista do Direito Internacional, como também pelo fato da temática ainda ser motivo de grandes divergências em seara das Relações Internacionais contemporânea.
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A autonomia da Perícia Criminal Oficial no âmbito da Polícia Federal: percepções e reflexões dos profissionais do Sistema de Justiça Criminal

A autonomia da Perícia Criminal Oficial no âmbito da Polícia Federal: percepções e reflexões dos profissionais do Sistema de Justiça Criminal

Trata-se de uma pesquisa de natureza marcadamente descritiva, com etapas exploratórias, que visa a descrever as percepções e reflexões desveladas pelos sujeitos da pesquisa nas análises temáticas realizadas sobre diversas questões que envolvem o tema da autonomia da Perícia Criminal Oficial, no âmbito da Polícia Federal. Para esse fim, utilizou-se da metodologia da análise de conteúdo, segundo Bardin (1977). Os sujeitos da pesquisa foram escolhidos segundo o critério de acessibilidade e da natureza dos cargos, quais sejam: Delegado da Polícia Federal, Juiz Federal, Perito Criminal Federal e Procurador da República. Face à predominância do cunho qualitativo neste estudo, não há expectativas de generalizações dos resultados obtidos no campo, assim como a seleção desses sujeitos não priorizou pela representatividade quantitativa de cada cargo. O referencial teórico foi construído com o propósito de contextualizar e favorecer a compreensão do leitor sobre como é constituída a realidade em que se insere o objeto de estudo, buscando descrever os termos e conceitos necessários a essa compreensão, tais como: (i) o que é o Sistema de Justiça Criminal e como se deu seu processo de formação no Estado moderno; (ii) como é a estrutura e o fluxo processual básico do modelo brasileiro, com destaque para a posição que ocupam os órgãos ou Instituto de Criminalística; (iii) qual o nível de efetividade desse sistema, no Brasil, e quais os principais problemas que afetam a funcionalidade da Perícia Oficial em sua estrutura; (iv) quais os reflexos do uso dos paradigmas repressivo e preventivo, pelo Estado, no controle da violência, da criminalidade e da impunidade dos criminosos, visando a garantir a manutenção da ordem pública como bem coletivo; (v) que relevância tem o papel da Perícia Oficial para a efetividade do Sistema de Justiça
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Atributos raciais no funcionamento do Sistema de Justiça Criminal Paulista.

Atributos raciais no funcionamento do Sistema de Justiça Criminal Paulista.

Depreende-se, portanto, que pensar nas classificações de indivíduos envolvidos com fatos de natureza criminal, e que foram objeto de atenção das agências públicas que compõem o Sistema de Justiça Criminal do país, implica pensar na possibilidade de existência de ideologias que movem tal Sistema. Um dos casos mais paradigmáticos é, exatamente, o que envolve a questão racial, em que a ca- tegoria “cor da pele” é aquela utilizada pela Polícia Civil, porta de entrada oficial dos indivíduos no Sistema de Jus- tiça, para caracterizar os indivíduos vítimas ou autores de crimes. Inclusive, vale destacar que o critério de classifi- cação é o da atribuição da cor pelo escrivão de Polícia, funcionário responsável pelo registro da ocorrência poli- cial. 1
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Justiça restaurativa: um novo paradigma na justiça criminal brasileira

Justiça restaurativa: um novo paradigma na justiça criminal brasileira

Este estudo visa fornecer uma abordagem aprofundada acerca dos princípios, valores, conceitos e processos que compõem a Justiça Restaurativa. Praticado há bastante tempo, mas sistematizado recentemente, este modelo de justiça aborda o crime sob uma nova perspectiva, diferente da que se utiliza o modelo retributivo, tornando-o uma eficaz alternativa para o sistema tradicional de justiça criminal. Num contexto de crise de legitimidade do Direito Penal, que comprova sua deficiência crônica, a Justiça Restaurativa devolve às partes envolvidas no processo sua devida importância, busca a resolução dos conflitos pelo diálogo e torna a justiça mais humana e mais equilibrada. Num primeiro momento será feita uma análise das finalidades do Direito Penal e do seu primordial instrumento: a pena, traçando-se um breve histórico deste instituto. Em seguida, analisar-se-ão os aspectos teóricos que compõe a Justiça Restaurativa, que dispõe de princípios, valores e métodos próprios. Por fim, serão objeto de estudo as principais experiências restaurativas ocorridas em alguns países e, notadamente, no Brasil.
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ABUSO DE DROGAS E O SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL NO BRASIL

ABUSO DE DROGAS E O SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL NO BRASIL

A inadequação do encarceramento por si só ao abordar o abuso ou dependência de drogas é evidente nas estatísticas. Uma revisão da reincidência descobriu que um quarto dos indivíduos libertados retornou à prisão dentro de 3 anos por violações técnicas que incluíam, entre outras coisas, testes positivos para uso de drogas. As drogas ilícitas são usadas em cadeias e prisões, apesar de seus ambientes altamente estruturados e controlados, mas mesmo a abstinência forçada pode induzir em erro os profissionais da justiça criminal, bem como os dependentes, a subestimar a vulnerabilidade à recaída após o encarceramento. Ao serem libertados da prisão, as pessoas dependentes experimentarão desafios à sua sobriedade por meio de múltiplos estressores que aumentam o risco de recaída para o uso de drogas. Estes incluem o estigma associado à rotulação de um ex-agressor, a necessidade de moradia e emprego legítimo, o estresse na reunificação com a família e múltiplos requisitos para a supervisão da justiça criminal (POLICARPO, 2008).
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Tempo na ou da justiça criminal brasileira: uma discussão metodológica.

Tempo na ou da justiça criminal brasileira: uma discussão metodológica.

Diariamente, são muitas as notícias que acionam no imaginário popular a ideia de que o sistema de justiça criminal brasileiro é moroso. Talvez, do ponto de vista simbólico, o exemplo mais evidente seja do jornalista Pimenta Neves que, em 20 de agosto de 2000, assassinou a sua namorada com dois tiros e, apesar de ter sido preso em flagrante e assim permanecido por sete meses, sua sentença condenatória final apenas foi decretada em 24 de maio de 2011, ou seja, quase dez anos após o crime. Do ponto de vista objetivo, a última mensuração do Índice de Confiança na Justiça CICJ) da Fundação Getúlio Vargas CFGV) denotou que considerando a velocidade com que os casos são julgados, 53% dos brasileiros consideram o desempenho da justiça criminal regular, 22% avaliam como bom o seu desempenho, e os outros 25% o consideram ruim CR ELATÓRIO ICJ, B RASIL ; 3º trimestre de 2011).
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O crime de tortura e a justiça criminal: um estudo dos processos de tortura na cidade...

O crime de tortura e a justiça criminal: um estudo dos processos de tortura na cidade...

O presente trabalho apresenta um estudo sobre a continuidade da tortura no atual Estado Democrático de Direito existente no Brasil, destacando a dissonância entre a criminalização da tortura no ordenamento jurídico e político e a efetividade da punição desse crime pelo sistema de justiça criminal. Destaca-se o fato de que a lei 9.455/97, que tipifica o crime de tortura no Brasil, considera que qualquer pessoa pode ser responsabilizada por crime de tortura. Ela difere da Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos e Degradantes, que especifica que a tortura é todo o ato praticado por agentes do Estado, restringindo a penalidade apenas para esses agentes. Sendo assim, a lei brasileira pode servir para punir tanto os agentes do Estado como os não agentes. Este dado é importante porque existe uma distinção entre os julgamentos em que figuram como réus os agentes do Estado daqueles em que os réus são não agentes do Estado. Essas distinções revelam que os julgamentos de crimes de tortura não se dirigem somente ao ato criminoso, mas aos agressores, vítimas e testemunhas. A pesquisa sustenta que a continuidade da tortura não está baseada apenas na recorrência e dinâmica dessa prática em delegacias, presídios e unidades de internação. Ela está ligada à forma como a tortura é interpretada, não somente pela sociedade, mas pelas instituições de segurança e justiça. Essa interpretação leva em conta o perfil dos acusados e das vítimas, as condições em que esses supostos crimes de tortura ocorreram, em que circunstâncias, quem são os responsáveis pelas denúncias, quem são os acusados, quem são as vítimas, etc. Desse modo, podemos dizer que o que está em julgamento não é o ato criminoso da tortura contra um ser humano, mas se este ser humano é titular de um direito, se ele é considerado um membro da comunidade, de um mundo comum em que as pessoas são vistas como iguais e como cidadãs.
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Os comitês de bioética e as vias de acesso à justiça criminal

Os comitês de bioética e as vias de acesso à justiça criminal

A presente dissertação foi desenvolvida na linha de pesquisa Criminologia e Psiquiatria, na área de concentração em Sistema Penal e Violência do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Tem como principal foco a abordagem de aspectos interdisciplinares dos Comitês de Bioética, e mais especificamente sobre possíveis vias de comunicação e acesso destes à justiça criminal. Tal objetivo foi desenvolvido a partir de uma análise inter-relacional com diferentes ramos do saber, com especial abordagem de elementos do Direito, História das Idéias, Psiquiatria, Filosofia e Bioética. Inicialmente, buscou- se investigar, a partir de reflexões sobre a ciência no percurso da modernidade à contemporaneidade, a inserção da Bioética nessa nova perspectiva interdisciplinar. Posteriormente, explorou-se a definição do desenvolvimento histórico e conceitos relacionados à temática, bem como a experiência internacional dos Comitês de Bioética. Após, procurou-se demonstrar as vias de acesso à justiça criminal, já que foram detectados aspectos de caráter jurídico- penais presentes nas consultorias aos Comitês de Bioética. Por fim, realizou-se pesquisa de campo, em que foram revisados e analisados os registros das consultorias feitas ao Comitê de Bioética da Faculdade de Medicina e do Hospital São Lucas da PUCRS, desde o início de suas atividades, entre fevereiro de 1997 até dezembro de 2006, na qual se evidenciou o crescente aumento das consultorias e a importância do Comitê de Bioética no auxílio da resolução de conflitos éticos.
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Padrões do estupro no fluxo do sistema de justiça criminal em Campinas, São Paulo.

Padrões do estupro no fluxo do sistema de justiça criminal em Campinas, São Paulo.

O objetivo deste trabalho foi identificar, de um lado, as características do estupro, dos acusados, das víti- mas e da relação existente entre eles e, de outro, captar o processo de seleção e filtragem a que estes são submetidos no decorrer de seu processamento na justiça criminal. Os resultados encontrados para Campinas indicam que embora os agressores sejam invariavelmente homens e as vítimas preferencial- mente jovens, ambos advindos das camadas popula- res e do mesmo meio social, há uma variedade de tipologias para o estupro na fase de queixa. Entre- tanto, quando se analisa o processo de seleção crimi- nal, observa-se a filtragem das tipologias encontra- das na fase de queixa em três padrões para o crime de estupro. São eles:
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A Justiça Criminal e as minorias no Brasil — O caso da Reserva Roosevelt

A Justiça Criminal e as minorias no Brasil — O caso da Reserva Roosevelt

This study addresses the issue of the Brazilian Indians, which since the days of colonization to the present are treated inhumanly, face slave labor, child abuse and widespread discrimination on them inflicted, as well as the massacre occurred in the Roosevelt Reserve in April 2004, when 29 people were killed, prospectors by profession. It discusses the application of criminal law to the Indian who practice a criminal conduct, and more specifically if he is – or not - liable under criminal law. The work aims to evaluate the level of integration of the Indian within the Brazilian legal and social community and its liability, and discusses the application of the sanctions and othermeasuresas a response. Among the possible solutions to the issue of the Indians involved in the criminal massacre, basically three different criteria can be considered: the recognition of theinimputability; the particularities of the Indian can be taken into account only asfor the individualization of the sanctions; and, finally, the problem can be analyzed within the field of other aspects of guilt. The methods used in this research work were use of the case-law, bibliographic review and access to legal sites available on the Internet.
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Algoritmos e Big Data a partir do sistema de Justiça Criminal Português: contributos para uma justiça automatizada

Algoritmos e Big Data a partir do sistema de Justiça Criminal Português: contributos para uma justiça automatizada

Deste modo, e na senda de ir ao encontro de soluções justas nas incertezas da Justiça contemporânea, a Lei não pode consubstanciar o único parâmetro de decisão na tarefa da jurisprudência e da doutrina - enquanto catarse do pensamento jurídico -, pois ela não basta ao Direito. Nessa medida, o Julgador poderá fundamentar-se racional e eticamente por recurso a uma “mediação hermenêutica-principialista”, justificando-se em “parâmetros normativos trans-legais, esses sim verdadeiramente constitutivos do direito”, “[p]arâmetros que – identificados com um determinado conjunto de ideias, valores, princípios e aspirações (e que passam pelas noções de humanidade, justiça, dignidade, proporcionalidade, equidade, solidariedade, etc., que subjazem a uma dada imagem do direito) – constituem, no fundo, a própria instância de legitimação última a que obedecem os conteúdos dos comandos imperativos da lei, transcendendo em si mesmos aquela estrutura normativa positivada. São estes parâmetros que conferem razão de ser a esses comandos oficialmente consagrados, e que conferem validade, racionalidade e autoridade, em última análise, às soluções jurídicas encontradas”. Sendo esta “uma ideia que se projeta num conjunto de princípios fundamentais, de referências normativas, de parâmetros axiológicos, que carecem muito frequentemente de concreta expressão positiva nas diversas fontes em sentido técnico-jurídico”, não serão a razão, a emoção e o organismo – ou seja, os caros sentidos do ser humano – os verdadeiros percetores de tais referências abstratas? A par dos valores, poderão os sentidos humanos vir a ser inculcados a robôs? Esta é uma questão, entre tantas outras, ainda sem resposta científica 275 .
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É possível uma Política Criminal? a discricionariedade no Sistema de Justiça Criminal do DF.

É possível uma Política Criminal? a discricionariedade no Sistema de Justiça Criminal do DF.

De forma geral, a escolha dos crimes a serem priorizados é feita de forma bas- tante incoerente, uma vez que juízes, promotores e delegados uilizam critérios disintos de seleividade. Além disso, o Sistema de Jusiça Criminal apresenta também algumas redundâncias, que se transformam em perda de tempo. É o caso de alguns relatórios elaborados pelos delegados e inseridos no inal dos inquéritos policiais. Para boa parte dos promotores, o relatório do delegado é excessivamente longo, contendo interpretações jurídicas pouco úteis para a ela- boração da denúncia. Ao contrário do relatório de invesigação, que apresenta as provas coletadas e uma conclusão sucinta. No Distrito Federal, não há orien- tações claras sobre a estrutura e conteúdos necessários num inquérito policial.
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UMA ANÁLISE SOBRE A SELETIVIDADE DA JUSTIÇA CRIMINAL BRASILEIRA

UMA ANÁLISE SOBRE A SELETIVIDADE DA JUSTIÇA CRIMINAL BRASILEIRA

“Dinheiro também doi”. Verifica-se aqui claramente que a preocupação dos senhores para com o escravo era pura e simplesmente patrimonial. Tanto é que as penas aplicadas são bastante cruéis e avançaram no sentido de que as questões relacionadas à fuga de escravos foram tuteladas no Código Criminal do Império do Brasil, no capítulo concernente aos crimes contra a segurança interna do Império e da tranquilidade pública, caracterizando a Insurreição nos art.113 ao 115 como crime punível à morte, à galés perpétuas e açoites 9 .
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Perícia criminal: uma abordagem de serviços

Perícia criminal: uma abordagem de serviços

A criação de valor para a sociedade e ganhos em eficiência, eficácia e efetividade são motivos de preocupação no setor público. Baseada em uma ampla literatura sobre gestão de operações de serviços e valor de serviço, incluindo serviços públicos, esta tese partiu do pressuposto de que saber o valor de um serviço para os seus principais stakeholders é prioritário para organizá-lo. Segundo a literatura, valor pode ser criado desde o desenho até a gestão de instituições. Para integrar as perspectivas, abordou-se a criação de valor a partir das consequências para os destinatários do serviço e dos recursos necessários para produzi-las. Estas consequências são analisadas sob quatro dimensões: utilidade, justiça, solidariedade e estética. E os recursos analisados foram competências e tecnologias. Assim, o propósito dessa tese foi definir o valor do serviço de perícia criminal para os seus principais stakeholders. Os objetivos específicos, que geraram proposições, foram: investigar o papel desempenhado pelo serviço em sua rede interorganizacional; abordar suas principais características; identificar fatores críticos para a entrega de valor e propor algumas diretrizes a fim de projetar o serviço. Com o propósito de atingir esses objetivos, um estudo de caso qualitativo, exploratório e longitudinal de cinco anos foi realizado em um órgão pericial. Subsidiariamente, coletaram-se informações em seis outros órgãos periciais. Foram coletados, também, dados de stakeholders do serviço, utilizando-se múltiplos métodos. Os resultados foram analisados e discutidos com base na teoria. Esses resultados mostraram que a perícia criminal integra uma rede interorganizacional de segurança pública e justiça criminal e produz um serviço: a prova pericial. O serviço apresenta variedade de exames, variabilidade de processos, arranjo posicional na linha de frente
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Crimes, vítimas e policiais.

Crimes, vítimas e policiais.

Neste artigo exploramos uma área temática em geral negligenciada pela sociologia brasileira: a permeabilidade das organizações do sistema de justiça criminal ao meio-ambiente. Em que medida a lógica dual público/ privado exposta anteriormente não termina por contaminar a atuação da organização policial, introduzindo um elemento de ambigüidade explorado vastamente na literatura. Muito do que é tomado como indicador de ineficiên- cia do trabalho policial é resultado desta ambigüidade: as pessoas não recor- rem à polícia apenas por temor ou descrença, mas por se recusarem a admitir a interferência do Estado em sua vida privada. Nesse sentido, as reações dos cidadãos brasileiros não seriam muito diferentes daquelas observadas em democracias consolidadas. Evidentemente esta afirmação deve ser qualificada, dada a escassez de pesquisa comparativa.
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Maternidade encarcerada: uma análise da substituição da prisão preventiva pela domiciliar das mulheres gestantes e com filhos menores de 12 anos no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Maternidade encarcerada: uma análise da substituição da prisão preventiva pela domiciliar das mulheres gestantes e com filhos menores de 12 anos no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

[...] a concessão de prisão domiciliar à requerida coloca em risco concreto a ordem pública, na medida em que há fortes indícios de que esta desempenhava papel de relevante destaque na quadrilha, pois além de ser companheira de um dos corréus e de usufruir do valor arrecadado com a locação da sua própria residência para a realização dos procedimentos abortivos, era a recepcionista da clínica clandestina, recebendo e fazendo a triagem dos pacientes e organizando o seu funcionamento. Assim, evidente o risco concreto de reiteração criminosa [...] sendo certo que se a requerida não tivesse cedido ou alugado sua casa para auferir dinheiro, os abortamentos e homicídios que se seguiram não teriam sido perpetrados. Os argumentos utilizados para restabelecer a prisão preventiva da acusada são todos relativos ao crime: sua gravidade, necessidade de assegurar a ordem pública e evitar a prática de novas infrações. Não há sequer menção a criança e à necessidade de proteger os seus interesses e assegurar o vínculo com a mãe. No entanto, essas discussões já foram travadas no tópico anterior e, embora este caso não esteja no universo utilizado nas estatísticas – por não se tratar de Habeas corpus -, optou-se por apresentá-lo apenas para apontar as incoerências do sistema de justiça criminal brasileiro.
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