Livros didáticos - Estudo e ensino

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Estudo da escala do tempo geológico em livros didáticos de geografia do ensino médio

Estudo da escala do tempo geológico em livros didáticos de geografia do ensino médio

como a principal fonte de informação oferecida aos alunos e professores no ambiente escolar, tem- -se nele (o livro didático) um objeto que desperta o interesse de investigação. A motivação deste estudo é refletir sobre a forma como um assunto tipicamente relacionado às questões próprias das Ciências da Natureza é apresentado entre os con- teúdos elencados nos livros didáticos de Geografia. Cabe destacar que as questões envolvendo os estudos da natureza são inerentes à própria histó- ria da Geografia e, como bem coloca Suertegaray (2018), a exposição desses conteúdos muitas vezes se apresenta densa e descritiva, usada meramente para classificação de elementos e fenômenos, fato esse que deve ser observado com o devido cuida- do em qualquer proposta didático-pedagógica e materiais que se destinem a um modelo de ensino significativo.
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O estudo do tratamento da informação nos livros didáticos das séries iniciais do ensino fundamental.

O estudo do tratamento da informação nos livros didáticos das séries iniciais do ensino fundamental.

Resumo: O presente estudo investiga o tratamento da informação expresso em livros didáticos brasi- leiros apresentados em três coleções analisadas pelo PNLD (2000 e 2004) que foram recomendadas com distinção das séries iniciais do ensino fundamental. As atividades foram analisadas a partir dos tipos de gráficos e conteúdos matemáticos abordados nas tarefas analisadas. Considerando o impor- tante papel que os livros didáticos assumem na educação brasileira esse estudo aponta-nos que o trabalho com tratamento da informação, realizado pelos livros didáticos, encontra-se distante de pos- sibilitar aos alunos a construção de procedimentos para coletar, organizar, comunicar e interpretar dados. O tratamento da informação, na maioria das coleções analisadas, não é explorado no decorrer de todos os livros didáticos, aparecendo apenas no capítulo de estatística e probabilidade.
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O ensino da semântica: um estudo através de livros didáticos de língua portuguesa nos anos finais do ensino fundamental

O ensino da semântica: um estudo através de livros didáticos de língua portuguesa nos anos finais do ensino fundamental

Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar de que forma a Semântica é abordada em uma coletânea de livros didáticos de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental. O suporte teórico foi baseado nos estudos de Cançado (2018), Ferrarezi Jr. (2008), Ilari (2006), Ilari e Geraldi (2006), Müller e Viotti (2003) e Pietroforte e Lopes (2003). Para realizar a pesquisa, foram selecionados os livros da coleção Tecendo Linguagens que fazem parte do PNLD de 2020. Com posse do material didático, aspectos semânticos foram analisados a partir das atividades e textos propostos. Os conteúdos abordados estão relacionados à antonímia, à sinonímia, à anáfora, à paráfrase, à paronomásia, à contradição e, principalmente, ao sentido de vocábulos e sentenças. Através do estudo, foi possível evidenciar a presença da Semântica como forma de proporcionar maior entendimento e reflexão do aluno sobre a língua materna e sua importância na interpretação textual. Além disso, verificou-se a ausência de uma seção destinada exclusivamente à Semântica, uma vez que ela é apresentada junto a outros conteúdos. Palavras-chave: Semântica. Livros didáticos. Língua Portuguesa.
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Os mecanismos enunciativos no estudo de contos brasileiros em livros didáticos para o ensino médio

Os mecanismos enunciativos no estudo de contos brasileiros em livros didáticos para o ensino médio

Nesta tese, analisamos propostas para interpretação de Contos apresentados em livros didáticos de Língua Portuguesa e Literatura do Ensino Médio que constituem o corpus desta pesquisa. À luz do Interacionismo sociodiscursivo, sugerimos o estudo dos mecanismos enunciativos: vozes e modalizações nesses textos, conforme Bronckart (2003) que visualiza um texto como um “folhado textual”, constituído por três níveis: 1) infra-estrutura geral do texto, nível mais profundo que comporta os discursos, suas modalidades de articulação e sequências que eventualmente aparecem nesses discursos; 2) mecanismos de textualização: são articulados à linearidade do texto e contribuem para o estabelecimento da coerência temática; 3) mecanismos enunciativos que contribuem mais claramente que os precedentes para manter a coerência pragmática, ou interativa do texto, esclarecem posicionamentos enunciativos: vozes e modalizações, orientam, de forma mais direta, a interpretação do texto e são denominados configuracionais. Nesta pesquisa, analisamos as questões de interpretação textual em contos brasileiros, propostas pelos autores dos livros didáticos selecionados e fizemos o levantamento dos mecanismos enunciativos em cada conto com o objetivo de identificar o potencial de análise da polifonia. Analisamos as questões gerais que auxiliam na localização dos mecanismos enunciativos e efetuamos o estudo e cruzamento das variáveis: caráter polifônico, tipos de discurso, modalizações e indicadores de modalidade. Concluímos que é viável estudar os contos através dos mecanismos enunciativos e que esse estudo pode favorecer a compreensão da estrutura textual.
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"ANÁLISE DE UMA COLEÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO"

"ANÁLISE DE UMA COLEÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO"

Nota: O uso de calculadoras científicas pode tornar-se um entrave, uma vez que a maioria dos alunos não a possuem e seus recursos mais utilizados são disponibilizados na maioria dos celulares. Uma sugestão: apresentar e estimular o uso desta nova tecnologia (que tem causado grande polêmica nas escolas) como ferramenta de estudo. Desta maneira, enriqueceria o conhecimento do professor quanto ao uso de novas tecnologias para o ensino da matemática e, deixaria de ser tão distante da realidade de sala de aula. Pois, quantas calculadoras científicas o professor poderia dispor? Certamente, poucas, na maioria das escolas. Em contrapartida, a maioria dos jovens possuem celular e o levam consigo a todo lado, inclusive para a sala de aula.
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2 OS LIVROS DIDÁTICOS DE AROLDO DE AZEVEDO E A GEOGRAFIA DA DÉCADA DE 1960

2 OS LIVROS DIDÁTICOS DE AROLDO DE AZEVEDO E A GEOGRAFIA DA DÉCADA DE 1960

A história do ensino de Geografia nas escolas secundárias do Brasil e Colômbia guarda correspondências que necessitam de um estudo mais aprofundado. Aroldo de Azevedo e Hermano Justo Ramón mantiveram-se líderes na produção didática da primeira metade do século XX por razões muito semelhantes: suas respectivas posições no cenário intelectual como professores e formadores de professores, associados a sociedades de Geografia e autores de livros de conhecimento geográfico. A queda da produção didática desses autores também guarda algumas semelhanças, principalmente no que tange às mudanças curriculares da década de 1970, que impuseram a unificação das disciplinas de Geografia e História, dadas como áreas correlatas. Os pilares que sustentavam esses autores romperam- se ao mudarem as condições sociais. Tais mudanças vão desde a mudança no currículo até na forma de fazer livro didático. No entanto, este estudo não teve a envergadura de traçar uma simetria entre esses dois países, mas ele mostrou que pesquisas conjuntas e estudos no campo da História das Disciplinas Escolares e da História dos Currículos desses países podem se tornar um campo profícuo de investigação.
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Ortografia em livros didáticos de português: ensino-aprendizagem

Ortografia em livros didáticos de português: ensino-aprendizagem

Além do banco de dados do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da UFMG, também foi realizado um levantamento no Banco de Teses e Dissertações do Portal da Capes, a partir do qual foi possível obter como resultado 75 teses e dissertações (do período de 1998 a 2007). Destas, foram identificadas pelo título dos trabalhos que apenas 11 estudos tinham relação direta com o ensino e a aprendizagem da ortografia, a saber: A aprendizagem da ortografia e o uso de estratégias metacognitivas (MONTEIRO, 2008); Da grafia à ortografia: o percurso de aquisição da escrita ortográfica de alunos da 2ª série do Ensino Fundamental (BORGES, 2001); Estudo da aquisição da norma ortográfica de alunos de primeira a quarta séries do ensino fundamental de uma escola pública do município de Porto Alegre-RS (ROSA, 2009); Aquisição da ortografia: influências fonéticas, fonológicas, morfológicas ou lexicais? (SANTOS, 2000); A apropriação do sistema ortográfico nas quatro primeiras séries do primeiro grau (ZORZI, 1997); Uma proposta alternativa para o ensino da ortografia (MELO, 1997); Aquisição dos ditongos orais mediais na escrita infantil: uma discussão entre ortografia e fonologia (ADAMOLI, 2006); Aprendizagem da linguagem escrita: um estudo sobre a competência ortográfica de alunos da 5ª série do Ensino Fundamental (GRICALEVICIUS, 2007); Um estudo sobre a aquisição da ortografia nas séries iniciais (GUIMARÃES, 2005); Leitura e aprendizagem da ortografia: um estudo com alunos de 4ª a 6ª série do Ensino Fundamental (ZANELLA, 2007); Processo de desenvolvimento da escrita: aquisição da Norma Ortográfica ou Dislexia do Desenvolvimento? (FELL, 2005); Ensinar/aprender ortografia: uma experiência na formação de professores (MENEZES, 2008).
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ABORDAGEM DO ENSINO DE DESVIO PADRÃO EM LIVROS DIDÁTICOS

ABORDAGEM DO ENSINO DE DESVIO PADRÃO EM LIVROS DIDÁTICOS

A segunda fase, “concepção e análise a priori de experiências didático- pedagógicas a serem desenvolvidas nas aulas de matemática”, é onde descreve- mos, num âmbito global, como a proposta didática será executada e, num âmbito local, o detalhamento dessa proposta (os recursos que serão utilizados, a caracterís- tica dos alunos e o tempo despendido para sua conclusão). Aqui, a proposta didática foi de se trabalhar um exercício em sala de aula, em cinco aulas de cinquenta minu- tos. Essa atividade foi idealizada, em duas etapas, para explorar duas sequências didáticas e comparar o efeito de cada uma sobre a aprendizagem do tema “Desvio Padrão ”. Na primeira etapa, a sequência didática proposta é a mesma utilizada pelo livro didático da qual o exercício foi extraído e, na segunda etapa, a sequência didá- tica foi elaborada a partir do conceito de que o estudo da influência do Desvio Pa- drão sobre a Curva Normal da distribuição de frequências do exercício é o mais a- dequado para a aprendizagem deste conteúdo.
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A QUÍMICA EM LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO IMAGÉTICO

A QUÍMICA EM LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO IMAGÉTICO

O livro didático é constituído por um discurso multimodal compreendendo uma profusão de recursos semióticos, tais como textos, imagens, gráficos, tabelas, fotografias, todos eles voltados ao ensino. Mesmo passando por processos de revisão das editoras, e pelo crivo do Programa Nacional do Livro Didático, esses livros, em geral apresentam o conhecimento de forma fragmentada numa linearização de conteúdos o que muitas vezes distancia o educando de um aprendizado. O presente estudo analisou livros didáticos de química do ensino médio a partir das imagens associadas aos textos de forma a entender como esse recurso semiótico compreende um instrumento pedagógico de papel central no ‘como’ e no ‘que’ se aprende sobre a ciência. A imagem, presente no livro didático, tem um signo linguístico sempre lido pelo educando, e por tal motivo, tem um aspecto relevante na motivação ou na depreciação do objeto de estudo, no que será descrito, ensinado e/ou explicado. As análises se basearam no discurso imagético, proposto por Kress e van Leeuwen, na análise crítica do discurso de Fairclough e nas relações de poder de van Dijk. Como resultados foram analisados cento e seis imagens dentre fotografias, desenhos e gráficos. Sobressaíram as imagens de representação visual, sobretudo fotografias que apresentaram como principal papel a justificativa do conteúdo textual presente no livro.
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"ANÁLISE DE UMA COLEÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO"

"ANÁLISE DE UMA COLEÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO"

No estudo das Posições Relativas entre Reta e Circunferência, o autor destina duas seções distintas com o objetivo de ressaltar as formas diferentes de se obter as possíveis posições entre elas. Na primeira, faz-se um sistema com as equações de ambas e conclui-se o resultado através da quantidade de resultados obtidos na solução, no entanto, na segunda seção, denominada Método Alternativo, utiliza-se a comparação entre o raio da circunferência e a medida da distância entre o centro da circunferência e a reta dada. Em ambos os casos, o livro traz de forma clara e objetiva os métodos empregados, sempre ilustrando graficamente os resultados obtidos, fazendo com que o leitor sinta-se a vontade para escolher qual deles achará o mais adequado para utilizar.
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A presença dos mitos nos livros didáticos do ensino fundamental

A presença dos mitos nos livros didáticos do ensino fundamental

E esta constatação era fruto do conhecimento e da minha vivência na cultura guarani – e de tudo que aprendi quando vivi no Paraguai – e na cultura brasileira. No Brasil, estes mitos, e outros que conhecemos, foram-nos apresentados por estudiosos do folclore, especialmente pelo escritor norte-rio-grandense Câmara Cascudo. Decidi, então, comparar a versão dos mitos que eu encontrava nos LD a partir das recolhas feitas por folcloristas brasileiros. Desse modo, debrucei-me sobre a obra de Câmara Cascudo, para ler as recolhas e saber mais sobre os mitos que eu encontrava nos LD e, especificamente, sobre a coleção didática que foi (e ainda é) adotada por muitas escolas nos estados da Paraíba (PB) e Rio Grande do Norte (RN). De uma busca própria, movida pela curiosidade, nasceu o desejo de aprofundar, de modo mais acadêmico o estudo sobre a presença dos mitos nos LD. Fui observando que muito pode ser dito sobre a temática, segui alguns caminhos que o olhar me permitiu ver. Sei que não direi tudo, mas espero continuar aprofundando, em outras oportunidades, a problemática que envolve esta pesquisa. Espero, também, contribuir com outros estudos cuja temática esteja ligada à presença do folclore no LD de Língua Portuguesa.
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O Ensino de Evolução Biológica e sua Abordagem em Livros Didáticos

O Ensino de Evolução Biológica e sua Abordagem em Livros Didáticos

Isso pode ser percebido em Lorenz (1995), um dos fundadores da etologia (estudo comparativo do comportamento) ao afirmar que, após Darwin, ficou fácil defini-la, sendo a disciplina capaz de aplicar aos comportamentos animal e humano todas as metodologias e questionamentos dos outros ramos da Bio- logia. O desenvolvimento da genética e da biologia molecular reforçou ainda mais o evolucionismo. Como argumenta Mayr (1998), a biologia molecular pode ser tomada como exemplo de uma área da Biologia que está estritamente relacionado com a evolucionária. Outras interações ativas desenvolveram-se entre o evolucionismo e muitas áreas das Ciências Biológicas. O mesmo autor destaca que, atualmente, estreito relacionamento parece estar ocorrendo entre a biologia evolutiva e o campo da ecologia, além disso, para a biologia compor- tamental considerar os aspectos evolutivos, é fundamental. A literatura atual dessas duas áreas, ecologia e etologia, faz essa demonstração.
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Avaliação dos conteúdos relacionados à nutrição contidos nos livros didáticos de biologia do ensino médio.

Avaliação dos conteúdos relacionados à nutrição contidos nos livros didáticos de biologia do ensino médio.

Métodos: Estudo transversal descritivo no qual foram avaliados, de forma estruturada, todos os livros de Biologia re- comendados para o ensino médio pelo Ministério da Educação. A análise de cada livro foi realizada segundo o seu conteúdo de nutrição a partir de uma icha de avaliação. As variáveis avaliadas foram selecionadas por meio de revisão de literatura, sendo classiicadas em: “suiciente”, quando estiveram total- mente presentes nos livros didáticos e em concordância com os conhecimentos atuais; “insuiciente”, quando as variáveis analisadas estiveram parcialmente presentes nos livros didáti- cos, em concordância com os conhecimentos atuais; “ausente”, quando o conteúdo não foi abordado no livro didático. Va- riáveis presentes, porém desatualizadas ou incorretas, foram analisadas individualmente e de forma descritiva. A técnica de “análise de conteúdo” norteou este trabalho.
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ANALOGIAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA NO ENSINO DE ZOOLOGIA

ANALOGIAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA NO ENSINO DE ZOOLOGIA

As analogias a partir de uma proposta de metodologia foram organizadas no estudo em livros textos por Glynn (1991) conhecida como “Teaching with Analogy – TWA” (Ensinado com analogia, tradução livre) baseada em seis passos, que também foi assumido como método para realização de exposição de analogia em aulas de Ciências. Harrison & Treagust (1984) ampliaram a reflexão desse modelo sobre a forma de mapeamento analógico (Gentner, 2001) e a inversão dos dois últimos passos no processo de melhor compreensão na mudança conceitual através das analogias. Sendo o modelo de Glynn o mais citado em trabalhos com analogias, devido a sua simplicidade e objetividade (Duarte, 2005). Seguindo o TWA, a Analogia pode ser composta por seis níveis ou etapas para a explanação em Ensino de Ciências:
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Os livros didáticos e o ensino de História da Educação

Os livros didáticos e o ensino de História da Educação

Ainda que à primeira vista os livros didáticos possam parecer objetos simples, ligados estritamente a vivências e lembranças infantis, na realidade, são um dos elementos centrais da cultura escolar contemporânea. Convertê-los em objeto de ensino oferece muitas possibilidades para conhecer aspectos fundamentais da História da Educação, tais como as regulamentações que o Estado impõe à escola, as diversas intervenções que determinam os conteúdos do ensino, ou as teorias pedagógicas, imaginários e correntes ideológicas que pretendem impor-se ao ensino. Por meio do estudo histórico dos textos escolares, é possível compreender as incessantes mudanças e descontinuidades dos discursos e práticas educativas, e alcançar os objetivos que atribuímos em geral ao ensino da História da Educação: que os educadores sejam capazes
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A ABORDAGEM DO PLURALISMO DE PROCESSOS E DA EVO-DEVO EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA EVOLUTIVA E ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS.

A ABORDAGEM DO PLURALISMO DE PROCESSOS E DA EVO-DEVO EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA EVOLUTIVA E ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS.

Diante desse quadro de mudanças conceituais na biologia evolutiva, en- tendemos que emerge, na atualidade, uma necessidade de compreender a evolução por meio de um conhecimento integrado de múltiplos mecanismos e fatores evo- lutivos em um contexto de condições históricas, desenvolvimentais e ecológicas. De uma perspectiva educacional, coloca-se a questão de como trabalhar com um conhecimento integrado e pluralista sobre o processo evolutivo na formação de biólogos, tanto aqueles que se direcionarão para a pesquisa acadêmica e a atuação técnica, quanto aqueles que serão professores de biologia. Temos investigado, assim, o conhecimento escolar de evolução, nos níveis médio e superior, tanto em termos de um diagnóstico de sua situação corrente, quanto em termos da construção de inovações pedagógicas que permitam não somente ensinar sobre ideias funda- mentais da biologia evolutiva de modo efetivo, mas também introduzir, ao menos, alguns elementos dos debates contemporâneos que discutimos acima. O presente artigo está focado em um objetivo de diagnóstico e no contexto do ensino supe- rior, dentro desse programa de pesquisa mais amplo. Trata-se de um estudo sobre se e como livros didáticos de ensino superior das áreas de biologia evolutiva e zoologia de vertebrados têm tratado de conteúdos relativos ao pluralismo de pro- cessos e à evo-devo. Estamos interessados, assim, na recontextualização pedagógica dos conhecimentos sobre evo-devo e pluralismo de processos no ensino superior de evolução, uma vez que, caso tenha ocorrido, deverá produzir um marco de refe- rência para que essa recontextualização tenha lugar no ensino de outros campos da biologia, como no ensino de zoologia. Daí decorre nosso foco em livros didáticos de biologia evolutiva, como um possível primeiro campo de recontextualização pe- dagógica desses novos conhecimentos sobre evolução, e de zoologia de vertebrados, como um campo subsequente no qual tal recontextualização pode ter lugar.
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUCSP Lucimar de Andrade Hessel

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUCSP Lucimar de Andrade Hessel

Resumo: O presente trabalho apresenta um estudo sobre o ensino das equações algébricas no ensino médio. Na prática docente e em alguns livros didáticos percebemos a ênfase dada aos algoritmos para a resolução de equações algébricas, enquanto as soluções ficam restritas ao conjunto dos números racionais e números complexos imaginários. A análise de alguns documentos oficiais tais como Parâmetros Curriculares Nacionais e Orientações Curriculares para o ensino médio mostra a possibilidade de se ensinar outros métodos de resolução. Adotamos conceitos da Didática da Matemática como quadro teórico de referência. Apoiamo-nos em elementos da Transposição Didática de Yves Chevallard para estudar o desenvolvimento histórico do saber Equações Algébricas até a proposição em livros didáticos. Para conhecer a Praxeologia ou Organização Matemática em livros didáticos, adotamos elementos da Teoria Antropológica do Saber de Chevallard. A metodologia de pesquisa baseou-se em elementos teóricos da Engenharia Didática. Aplicamos uma seqüência didática a alunos de ensino médio em que alguns exercícios podiam ser resolvidos pelas técnicas freqüentemente empregadas. Uma das equações, no entanto, não podia ser resolvida pelos algoritmos usuais, pois apresentava como solução um número irracional. Apresentamos aos alunos noções de um método numérico e um software gráfico para auxiliar o trabalho de localização de raízes reais. Além de apresentarmos as transformações pelas quais passa o objeto Equações Algébricas, da forma como foi concebido até como saber a ensinar por meio do livro didático, esse trabalho pode subsidiar discussões acerca da prática docente apoiada por programas computacionais. (INAFUCO, 2006, p. i)
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC SP Acylena Coelho Costa

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC SP Acylena Coelho Costa

A presente pesquisa tem como objetivo analisar como os autores de livros didáticos organizaram as atividades propostas no que se refere ao estudo da Reta e do Plano para o ensino da Geometria Analítica no Espaço. As análises dos livros didáticos fundamentaram-se essencialmente na Teoria Antropológica do Didático (TAD), quanto às praxeologias, propostas por Chevallard (1999) e nas variáveis didáticas para o ensino da Geometria Analítica no Espaço estabelecidas por Lebeau (2009). Com base no referencial teórico adotado realizamos uma investigação de caráter qualitativo do tipo documental, partindo de um levantamento bibliográfico em quatro livros didáticos de Geometria Analítica destinados ao ensino superior. A metodologia adotada em nossa pesquisa foi subsidiada na metodologia de análise de manuais desenvolvida por Chaachoua (2014a) analisando nos livros didáticos os seguintes aspectos: momento da edição, representatividade, estrutura, análise ecológica e análise praxeológica. Em relação a análise praxeológica identificamos seis tipos de tarefas presentes nos manuais analisados, a saber: determinar a equação da reta no espaço, determinar a condição de paralelismo de retas no espaço, determinar a condição de alinhamento de pontos no espaço, apresentar a equação do plano no espaço como uma propriedade da ortogonalidade, determinar um plano caracterizado por duas retas secantes e caracterizar algebricamente o paralelogramo. Dentre os resultados encontrados é possível inferir que os autores privilegiam uma modelização algébrica dos objetos matemáticos, bem como as técnicas adotadas pelos mesmos encontram-se situadas no campo da Álgebra Linear e da Geometria Analítica.
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Open Os exercicios nos livros didáticos de geografia no Brasil: Mudanças e permanêncis

Open Os exercicios nos livros didáticos de geografia no Brasil: Mudanças e permanêncis

A presente dissertação analisa o surgimento e as transformações dos exercícios nos livros didáticos de Geografia publicados no Brasil. A pesquisa analisou as mudanças e permanências no ensino da Geografia escolar a partir dos exercícios que compõem os livros didáticos do Ensino Secundário dessa disciplina no período entre 1880 até a década de 1930. A primeira data corresponde ao período de crença no progresso da sociedade brasileira, expresso numa ruptura metodológica e epistemológica no campo do ensino, que, antecede a Proclamação da República no Brasil, a partir das reformas pedagógicas que propunham renovações dos métodos, por um saber mais prático, que se apoiava nos elementos pedagógicos ofertados pela execução dos exercícios e a última a organização de um novo projeto educacional, marcado pela institucionalização de uma orientação francesa na Geografia escolar, em que Carlos Miguel Delgado de Carvalho e Raja Gabaglia propõem mudanças que rompem com a abordagem metodológica tradicional da época. O estudo tomou por base os exercícios presentes nos livros didáticos destinados ao Ensino Secundário a partir da análise das obras: Methodologia do ensino geográfico, de Delgado de Carvalho (1925) e Práticas de Geographia, de Raja Gabaglia, publicado na década de 20 do século XX. Procuramos compreender a influência de determinados saberes metodológicos no processo de inserção dos exercícios nesses manuais, bem como a forma como os exercícios expressam tais saberes nos livros didáticos da época. Nessa perspectiva, o estudo pauta-se em uma reflexão histórica sobre as metodologias aplicadas ao ensino da Geografia escolar e, busca compreender o papel do livro didático para a disciplina. Em nossas análises buscamos entender quais as intenções e os interesses pedagógicos que estavam refletidos na elaboração dos exercícios. Para fazer essa discussão, partimos de alguns questionamentos e indagações: Para que grupos os exercícios foram pensados? Por que os livros trazem exercícios? Qual sua relação com os ideais da Escola Nova? E, por que esse novo método passa a ser recomendado aos livros didáticos? Assim o presente trabalho traz uma discussão das abordagens dada aos exercícios nos livros didáticos de Geografia no Ensino Secundário, buscando entender suas finalidades e objetivos de aprendizagem e, também como esses se configuram como estratégias importantes para entendermos a noção de Geografia escolar e sua relação com os discursos políticos, econômicos, culturais, entre outros, difundidos no período estudado.
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Considerações a respeito do processo de didatização dos gêneros em livros didáticos de língua portuguesa

Considerações a respeito do processo de didatização dos gêneros em livros didáticos de língua portuguesa

O presente estudo discute o processo de didatização dos gêneros textuais ou discursivos a partir da análise de livros didáticos do 6° ano do Ensino Fundamental (EF) da rede pública estadual de ensino, tendo em vista que, no Brasil, principalmente a partir da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, o ensino de língua portuguesa tem se voltado para a questão do gênero como objeto de ensino. Entender como e se a abordagem do gênero organiza socialmente a vida das pessoas ou não possibilita construir colaborativa e gradualmente uma aprendizagem significativa e precursora de novos saberes. O estudo adota como procedimentos a análise do corpus, com ênfase no ensino do gênero numa perspectiva dialógica da linguagem, respeitando tanto as contribuições da Linguística Textual como da perspectiva de Análise do discurso de Bakhtin e o círculo. O corpus é composto por três livros didáticos de 6° ano do EF (Português: linguagens; Singular & plural: leitura, produção e estudos da linguagem; Projeto Teláris: português), que integram coleções ofertadas às escolas, no ano de 2013, pelo Programa Nacional Livro Didático (PNLD), sendo estes os títulos com maior adesão pelas escolas estaduais do município de Presidente Prudente, Estado de São Paulo. Os procedimentos de análise iniciam-se com a leitura da fundamentação teórica e análise das atividades propostas em cada livro didático com foco na primeira unidade e seus respectivos capítulos, com viés qualitativo e de análise crítica. O que permite verificar como ocorre o processo de didatização do gênero textual e/ou discursivo e como se dá o trabalho com sequência didática proposto pelo corpus analisado. A análise possibilita a confirmação das hipóteses: de que o processo de didatização dos gêneros tal qual proposto nos materiais, muitas vezes, confunde gênero discursivo com gênero textual, em alguns casos não ensinando nem um e nem o outro; de que há privilégio do ensino da norma culta em detrimento das demais; de que o livro didático contribui para manutenção do poder; de que há uma miscelânea de teorias na concepção dos materiais didáticos, não permitindo adotar uma única vertente para análise e que há uma evolução em prol de tentativas de adequar o material às novas exigências no ensino de português. O ensino do gênero nos livros didáticos apresenta muitas lacunas, todavia permite afirmar que a busca por um material que sozinho dê conta de tal função é uma utopia. O material não pode ser visto como um fim em si mesmo, mas como recurso no processo coparticipação e construção da aprendizagem da língua.
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