Pessoas com deficiência auditiva

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Estigma em blogs de pessoas com deficiência auditiva

Estigma em blogs de pessoas com deficiência auditiva

Encontrar apenas 63 blogs ligados à deficiência auditiva levou a pensar que é bastante limitada a presença desta questão na blogosfera, espaço que favorece a inclusão de várias formas, como mostrado em estudos anteriores. Em um primeiro momento, pensou-se nas limitações em se buscar blogs pelas palavras já informadas (tenho deficiência auditiva, sou surdo(a), etc.). A seguir, veio à tona a questão da visibilidade de um estigma, apontada por Goffman (1988). Sobre a visibilidade, o autor afirma que “o que pode ser dito sobre a identidade social de um indivíduo em sua rotina diária e por todas as pessoas que ele encontra nela será de grande importância para ele” (GOFFMAN, 1988; p.58), influenciando nas situações sociais. Porém, a pessoa pode simplesmente optar por não se identificar na web por meio de um atributo que possa ser objeto de estigma, o que, em outras situações sociais, poderia ser impossível. Isso reduz a amostra encontrada pelos métodos aqui selecionados e ilustra a ocorrência do encobertamento, questão ligada, de certa forma, à questão da visibilidade. Nas palavras do autor:
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Comunicação entre a equipe de enfermagem e pessoas com deficiência auditiva

Comunicação entre a equipe de enfermagem e pessoas com deficiência auditiva

A escassez de literatura referente à temática e o reduzido número de participantes impedem a genera- lização dos resultados, e isso exige a replicação do estu- do em amostra representativa do universo. Mesmo as- sim, vale ressaltar a importância do conhecimento e a conscientização entre os profissionais do real proble- ma gerado pela falta de uma comunicação eficaz entre o profissional e a pessoa com deficiência auditiva. Es- pera-se, portanto, que esta pesquisa tenha contribuí- do para se aprofundarem as questões relacionadas a essa interação e que subsidie novas pesquisas cujos re- sultados levem à reflexão sobre uma assistência à saú- de que vise à inclusão social das pessoas, independen- temente de suas limitações e livre de preconceitos.
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Comunicação e acessibilidade: percepções de pessoas com deficiência auditiva sobre seu atendimento nos serviços de saúde

Comunicação e acessibilidade: percepções de pessoas com deficiência auditiva sobre seu atendimento nos serviços de saúde

Considerando os aspectos apontados, este trabalho justifica-se a partir dos indícios de que a legislação brasileira de acessibilidade na esfera de comunicação e informação e no que tange ao acesso integral aos serviços de saúde pelas pessoas com deficiência auditiva (PDA) não vem sendo cumprida. Ademais, a pro- dução científica brasileira sobre a relação das PDA com o serviço de saúde ainda é escassa. Esta pesquisa analisou a percepção de sujeitos com deficiência auditiva em relação ao seu atendimento nos serviços de saúde de um município de médio porte do estado de São Paulo. Os principais objetivos foram: caracteri- zar as formas de comunicação utilizadas pelos participantes; investigar a autonomia dos pacientes com deficiência auditiva na busca dos serviços de saúde; analisar o acolhimento e acesso aos serviços de saúde destes pacientes; analisar a comunicação na relação médico-paciente, e avaliar a satisfação quanto ao aten- dimento, tudo sob a ótica dos usuários com deficiência auditiva.
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Estima de si e relação conjugal de pessoas idosas com deficiência auditiva

Estima de si e relação conjugal de pessoas idosas com deficiência auditiva

O processo de envelhecimento é global, degradante e irreversível. A deficiência auditiva faz parte das alterações sensoriais que acompanham este processo, resultando numa das mais incapacitantes (Hungria 2000, citado por Marques, Kozlowski & Marques, 2004). Esta diminuição da função auditiva, quando adquirida em idade adulta ou tardia é um problema que atinge 63% dos idosos, tem um efeito adverso no estado funcional, na qualidade de vida, na função cognitiva e no bem-estar emocional, comportamental e social de seus portadores (Baraldi, Almeida & Borges, 2004; Bastos, Amorim & Ferrari, 2008). Como foi descrito na revisão da literatura, a desvantagem imposta pela deficiência ou incapacidade auditiva compromete a comunicação, limitando os relacionamentos interpessoais, podendo conduzir o idoso portador de deficiência auditiva ao isolamento e a um estado de angústia geral, que afeta de forma bidirecional o deficiente auditivo e a sua família (Ferreira & Signori, 2006; Magni et al., 2005; Veras & Mattos, 2007, Teixeira et al., 2008). É nesta perspetiva que se enquadra o presente estudo onde tentaremos perceber o impacto do handicap auditivo na estima de si e no ajustamento conjugal de pessoas com deficiência auditiva em idades mais avançadas.
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Dificuldades na comunicação entre pessoas com deficiência auditiva e profissionais de saúde: uma questão de saúde pública.

Dificuldades na comunicação entre pessoas com deficiência auditiva e profissionais de saúde: uma questão de saúde pública.

Objetivo: Descrever a ocorrência de relatos de pessoas com deficiência auditiva e múltipla (auditiva e visual e/ou mobilidade) quanto às dificuldades para ouvir e entender profissionais de saúde. Métodos: Estudo transversal, do tipo inquérito de saúde, realizado com sujeitos selecionados a partir de outros dois estudos de base populacional. A coleta dos dados ocorreu de forma domiciliar, por meio de entrevistas realizadas por entrevistadores treinados, em São Paulo e região. Foram coletadas informações sobre a dificuldade de ouvir e entender o que os profissionais de saúde disseram no último serviço de saúde usado, além de dados demográficos (idade, gênero e raça), econômicos (renda do chefe da família), tipo de serviço de saúde procurado, uso de plano privado de saúde e necessidade de auxílio para ir ao serviço de saúde. Resultados: Dos entrevistados, 35% relataram problemas para ouvir e entender os profissionais de saúde no último serviço visitado; 30,6% (IC95%: 23,4-37,8) para entender os médicos; 18,1% (IC95%: 12,0-24,1) para entender as enfermeiras; e 21,2% (IC95%: 14,8-27,6) para entender os outros funcionários. Não houve diferenças quando se considerou as variáveis demográficas, a necessidade de auxílio para tomar banho e se vestir, comer, levantar-se e/ou andar, possuir ou não plano privado de saúde e tipo de serviço de saúde visitado. Conclusão: Do total de pessoas entrevistadas, 35% relataram problemas para ouvir e entender o que foi dito por profissionais de saúde. Do total que relatou alguma dificuldade, 34,74% tinham deficiência auditiva e 35,38% deficiência múltipla.
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A acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva à televisão pública de Angola

A acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva à televisão pública de Angola

17 (Diário da República, 2012:3256). Quer queiramos ou não, a deficiência assume-se como uma condicionante na vida de quem a tem, impedido o seu normal desempenho na sociedade onde esteja inserido, seja ela qual for a deficiência. Andrada classifica “a deficiência em nove tipos: deficiência intelectual, deficiência psicológica, deficiência de linguagem, deficiência auditiva, deficiência de visão, deficiência de outros órgãos, deficiência músculo-esquelética e deficiência estética” (Andrada, 2001:33). Já o Modelo Social e da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da organização mundial da saúde em 1980 indica que o termo deficiência implica “alterações ao nível das funções e limitações nas actividades, ao nível da comunicação, aprendizagem, mobilidade, autonomia, relacionamento interpessoal e participação social, que não ficam solucionadas com a utilização de uma ajuda técnica, à qual está associada uma ou mais alterações permanentes nas funções do corpo” (Casanova, 2008: 4 e 5). Uma ideia, que discordamos porque entendemos que é possível atenuar o impacto dos efeitos da deficiência adoptando medidas que visam garantir condições para que estas pessoas se sintam inseridas, valorizadas e consequentemente possam ser úteis ali aonde poderem dar o seu contributo.
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IMPACTO SOCIAL DA ACESSIBILIZAÇÃO DE CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS GAÚCHOS PARA ATENDER PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA E SURDOS USUÁRIOS DE LIBRAS

IMPACTO SOCIAL DA ACESSIBILIZAÇÃO DE CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS GAÚCHOS PARA ATENDER PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA E SURDOS USUÁRIOS DE LIBRAS

Silva, com As Cidades Azuis, e, por fim, Transe Filmes, com Pampa Hypertropical. As produções contempladas e financiadas por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, bem como seus produtores, precisaram passar por uma renovação de paradigmas para que pudessem participar de tais seleções. O entendimento e a plena execução do fator acessibilidade se tornaram critério obrigatório neste momento. A questão a ser tratada é verificar se estes produtores possuem entendimento da real importância desta ação e de seu desenrolar no restante do processo, como a maior geração de renda, por exemplo. Esta mudança na perspectiva da criação e produção culturais já era descrita por Bauman, em 2013, da seguinte maneira: “A cultura é agora capaz de se conectar em atender às necessidades dos indivíduos, resolver problemas e conflitos individuais com os desafios e problemas da vida das pessoas”. O autor ainda fortalece esta ideia da seguinte forma:
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Uma Revisão Sistemática Sobre o Desenvolvimento de Ferramentas de Apoio a Língua de Sinais / A Systematic Review of the Development of Sign Language Support Tools

Uma Revisão Sistemática Sobre o Desenvolvimento de Ferramentas de Apoio a Língua de Sinais / A Systematic Review of the Development of Sign Language Support Tools

Para suprir a necessidade de comunicação com os deficientes, várias aplicações foram desenvolvidas para aumentar a facilidade da interação do homem com uma máquina e inúmeros recursos foram analisados para serem utilizados com o objetivo de estudos sobre movimentos gestuais, corporais ou faciais. Uma língua de sinal, tal como a LIBRAS associa cada letra do alfabeto a um movimento gestual e também relaciona frases através de gestos corporais para facilitar a interação de pessoas com deficiência auditivas com indivíduos que não são afetados por esta deficiência, porém a presença de pessoas interpretes de LIBRAS é algo difícil de se encontrar na sociedade [FM et al. 2015]. Em um estudo realizado pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda mostra que 10,7 milhões de brasileiros têm deficiência auditiva sendo que deste total 2,3 apresenta deficiência severa. Além disso, o estudo aponta que 54% das pessoas com deficiência auditiva são homens e 46% são mulheres e que apenas 9% nascem com a deficiência [AGENCIABRASIL, 2020].
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Retrospectiva histórica do uso de tecnologias como apoio às pessoas com deficiência / Historical retrospective of the use of technology to support people with disabilities

Retrospectiva histórica do uso de tecnologias como apoio às pessoas com deficiência / Historical retrospective of the use of technology to support people with disabilities

Ainda no século XVI, Gugel destaca o desenvolvimento de um código para ensinar pessoas com deficiência auditiva a ler e escrever através de sinais e escrita, pelo médico e matemático Gerolamo Cardomo que influenciou o monge beneditino Pedro Ponce de Leon a desenvolver um método de educação para pessoa com deficiência auditiva, por meio de língua de sinais[2].

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Caracterização de desempenhos envolvidos na leitura e na escrita em crianças com deficiência auditiva

Caracterização de desempenhos envolvidos na leitura e na escrita em crianças com deficiência auditiva

Este trabalho teve como objetivo inicial avaliar o desempenho de pessoas com deficiência auditiva em tarefas que descrevem relações com diferentes controles de estímulos, quais sejam, textuais, figuras, palavras ditadas, sílabas e letras, incluindo o controle exercido por movimentos orofaciais.Em relação aos resultados, tanto implantados como usuários de AASI, apresentaram bom desempenho nas tarefas de avaliação que envolviam as relações entre palavra ditada e figura (AB) e entre palavra ditada e palavra impressa (AC). Foi possível verificar que os usuários de Implante Coclear foram considerados bons ouvintes devido ao percentual de acertos obtido nas tarefas que exigiam do participante ouvir a palavra ditada e selecionar a figura correspondente e ouvir a palavra ditada e selecionar a palavra impressa. Ao analisar o desempenho dos usuários de AASI, nas mesmas tarefas, foi possível observar percentuais de acertos mais elevados. Como tratava-se de uma tarefa sob o controle de estímulos auditivos, é importante ressaltar que todos os participantes usuários de Implante Coclear tinham sua surdez classificada como profunda e o mesmo não ocorreu no grupo de usuários de AASI que tinham classificação, em sua maioria, como moderada e severa.
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O papel do psicólogo no programa de implante coclear do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais .

O papel do psicólogo no programa de implante coclear do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais .

O objetivo deste trabalho é relatar o papel do psicólogo no programa de implante coclear do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, Bauru, desenvolvido por uma equipe interdisciplinar para a reabilitação de pessoas com deficiência auditiva. O trabalho do psicólogo envolve as seguintes etapas: estudo de caso, preparação pré-cirúrgica, acompanhamento pós-cirúrgico e acompanhamento na reabilitação. Os quatro momentos são permeados pelo contínuo trabalho em relação aos sentimentos do paciente, relação familiar e pela investigação sobre a mudança ocorrida na sua vida e na da família durante o processo.
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Deficiência auditiva referida em inquérito de saúde no município de Botucatu, ISA-SP, 2001-02

Deficiência auditiva referida em inquérito de saúde no município de Botucatu, ISA-SP, 2001-02

Objetivo: Estimar a prevalência de deficiência auditiva na população urbana de Botucatu-SP e analisar as condições de vida e uso dos serviços de saúde das pessoas que relataram tal agravo. Metodologia: Análise do banco de dados pertencente ao estudo “Saúde e Condição de Vida em São Paulo: Inquérito Multicêntrico de Saúde no Estado de São Paulo. ISA-SP” (CESAR et al., 2005), um estudo epidemiológico de prevalência, realizado por meio de entrevistas domiciliares a partir de uma amostra probabilística, estratificada por conglomerados definidos pela escolaridade do chefe de família. A população estudada foi composta pelos entrevistados que referiram dificuldade auditiva e surdez segundo variáveis que compõem o banco de dados: faixa etária, gênero, duração, etiologia, atividades prejudicadas, uso dos serviços de saúde e condições de vida. Resultados: A taxa de prevalência de deficiência auditiva foi de 6,18%, sendo 4,78% de dificuldade auditiva e 1,4% de surdez. Ocorreu maior taxa de prevalência de deficiência auditiva em estratos etários mais elevados, com diferença estatisticamente significante nos grupos acima de 59 anos . O gênero masculino apresentou maior taxa de prevalência de deficiência auditiva que o feminino, entretanto, estas diferenças não foram estatisticamente significantes. As etiologias atribuídas de maior ocorrência foram as relacionados ao trabalho (21,63%) e doenças (20,04%). A deficiência auditiva acarretou prejuízos mais significativos em atividades escolares (31,86%), seguidas por lazer (26,35%) e trabalho (25,98%). A grande maioria dos sujeitos com deficiência auditiva (80,59%) referiu não necessitar de assistência profissional e, dos que relataram necessitar, apenas 53,52% fazem uso de tal atendimento. Em relação às condições de vida, verificou-se maior proporção de deficientes auditivos em níveis mais baixos de escolaridade e em faixas mais elevadas de renda per capita. Conclusão: As taxas de prevalência de deficiência auditiva foram mais acentuadas nas faixas etárias acima de 59 anos, sendo as principais causas apontadas o trabalho e doenças. Políticas públicas são necessárias a fim de melhorar o uso dos serviços de saúde por sujeitos com deficiência auditiva, bem como se faz primordial um trabalho preventivo junto à população, em todos os níveis, com enfoque especial à saúde auditiva em ambientes ocupacionais.
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Perfil epidemiológico de uma população com deficiência auditiva.

Perfil epidemiológico de uma população com deficiência auditiva.

A análise dos dados dos usuários atendidos na Junta de Saúde Auditiva Microrregional revelou maior número de usuários residentes no município pólo da região de saúde. Esse fato se deve à deinição de cotas mensais para primeira consulta de adaptação do aparelho de ampliicação sonora individual. O Estado estabeleceu critérios para deinição de cotas mensais Os aspectos comunicativos revelam que houve predominância de pessoas que compareceram no atendimento de avaliação para autorização de concessão do Aparelho de Ampliicação Sonora Individual (AASI) sem acompanhante; relataram que apresentam reações auditivas sem o AASI; estavam
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DEFICIÊNCIA AUDITIVA E PSICOLOGIA

DEFICIÊNCIA AUDITIVA E PSICOLOGIA

Na combinação destes cinco parâmetros tem-se o sinal. Falar com as mãos é, portanto, combinar estes elementos que formam as palavras e estas formam as frases em um contexto. (RAMOS, 2009, p.11). No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais foi estabelecida através da Lei nº 10.436/2002, como a língua oficial das pessoas surdas.

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LABORATÓRIO DE ANATOMIA HUMANA COMO UM ESPAÇO DE INCLUSÃO E VIVÊNCIAS: Um Relato de Experiência

LABORATÓRIO DE ANATOMIA HUMANA COMO UM ESPAÇO DE INCLUSÃO E VIVÊNCIAS: Um Relato de Experiência

Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Ge- ografia e Estatística (IBGE) há aproximadamente 24,6 milhões de brasileiros com algum tipo de incapacida- de ou de deficiência, representando 14,5% da popu- lação total. Neste relato, iremos abordar experiênci- as no trabalho com deficientes visuais e auditivos, dados mostram que 16,6 milhões de brasileiros apre- sentam algum grau de deficiência visual, e cerca de 150 mil se declaram cegos. Já 5,7 milhões de brasilei- ros apresentam deficiência auditiva e um pouco me- nos de 170 mil de declaram surdos. (IBGE, 2000). Neste trabalho utilizaremos a nomenclatura de defi- cientes visuais tanto para pessoas com baixa visão e cegos e o termo deficiente auditivo tanto para pesso- as com dificuldades auditivas e surdas. Independente da origem étnica, social ou religiosa, o acesso a edu- cação, a saúde, cultura e trabalho é um direito de todos, conforme respaldo da Constituição Federal. (BRASIL, 1988). A criação de políticas nacionais de inclusão, leis que asseguram o direito e a acessibili- dade das pessoas com necessidades especiais, como a Lei 10.098 de 19 de dezembro de 2000 que dentre outros fins no artigo 17 dispõem:
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SAÚDE AUDITIVA EM JOÃO PESSOA: DA SUSPEITA DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA À INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

SAÚDE AUDITIVA EM JOÃO PESSOA: DA SUSPEITA DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA À INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

Lichitig (1997) afirmou que os serviços de terapia fonoaudiológica no sistema de saúde brasileiro são insuficientes para o grande número de pessoas deficientes auditivas. Referiu que os serviços fonoaudiológicos ambulatoriais associados a universidades e hospitais públicos normalmente recebem as crianças de classe socioeconômica mais baixa, porém o número de vagas disponíveis para terapia é sempre menor que a demanda existente. Quanto à aquisição, adaptação e uso do AASI, pré-requisito para sua (re) habilitação, muitas dificuldades são enfrentadas. Mesmo que o diagnóstico ocorra o mais precocemente possível, foi observado pela autora que o AASI dificilmente é adaptado de imediato, se isso depender de doações. Além disso, a manutenção destes também é dispendiosa.
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Evolução da nomeação após fortalecimento de relações auditivo-visuais em crianças com deficiência auditiva e implante coclear

Evolução da nomeação após fortalecimento de relações auditivo-visuais em crianças com deficiência auditiva e implante coclear

impressas. Em seguida, foram aplicadas as sondas de controle pelas unidades silábicas, e após essas sondas, aplicou-se um procedimento de correção com destaque das sílabas específicas (sílabas identificadas após a aplicação das sondas de controle pelas unidades silábicas) durante o ensino combinado de cópia, ditado e vocalização. Após quatro exposições ao procedimento de correção, os participantes continuaram a apresentar somente a leitura das palavras de ensino. Na Etapa B, introduziu-se, no procedimento de correção, um fading in nas sílabas específicas. O participante MAR apresentou a leitura correta de todas as palavras de generalização após a segunda aplicação do procedimento de correção e o participante CLA após a terceira aplicação. Os participantes apresentaram a transferência de função para as novas formas verbais A‟B‟, A‟C‟, B‟C‟, C‟B‟, A”B”, A”C”, B”C” e C”B”. Estes resultados indicaram a necessidade de avaliar os dois procedimentos de correção de forma isolada. No Estudo 2, foram selecionados dois participantes com atraso no desenvolvimento cognitivo. Foi aplicado o mesmo delineamento experimental do Estudo 1, sendo que um participante foi submetido ao procedimento de correção com destaque das sílabas (JOS) e um outro, ao procedimento de correção com fading in (FER). Os dois participantes apresentaram a leitura recombinativa generalizada após a condução do procedimento de correção com fading in. Apresentaram ainda a transferência de função para as novas formas verbais A‟B‟, A‟C‟, B‟C‟, C‟B‟, A”B”, A”C”, B”C” e C”B”. Os resultados sugerem que o procedimento com fading in favorece de forma imediata a leitura recombinativa generalizada em pessoas com atraso no desenvolvimento cognitivo.
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DIVERSIDADE NA PERDA AUDITIVA

DIVERSIDADE NA PERDA AUDITIVA

324 O termo pessoa com ‘deficiência auditiva’ é o mais correto e oficialmente reconhecido para se referir as pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual ou múltipla. O termo foi considerado mais adequado pois destaca o sujeito antes da condição. Portanto, deve-se falar pessoa com deficiência auditiva. A situação do Surdo e da pessoa com deficiência auditiva são diferentes, pois o Surdo é notado pelo uso da LIBRAS. Já aquele que apresenta uma redução na sua capacidade auditiva, sente-se incomodado quando percebem a sua dificuldade. Muitos recusam inclusive o uso de acessórios como por exemplo próteses auditivas, por acreditarem que esse seja a materialização da sua deficiência entendendo que, com aparelho auditivo todos passarão a enxergar a sua deficiência. Preferem muitas vezes acreditar que conseguem mascarar suas dificuldades de modo que seu problema auditivo passe imperceptível para a sociedade. Mesmo perda auditiva leve, pode ser motivo para preconceitos e discriminação. Por isso a pessoa faz um grande esforço para driblar e esconder a sua dificuldade, acarretando muitas vezes isolamento do convívio familiar e social, depressão, cansaço mental, comprometimento das funções cognitivas, etc.
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Isabel Maria Pereira de Magalhães Veloso Ramos

Isabel Maria Pereira de Magalhães Veloso Ramos

A deficiência auditiva em pessoas idosas, de etiologia associada à idade ou devida a outras etiologias sensorioneurais, é geralmente muito severa. A deficiência auditiva de grau severo a profundo cria uma maior mudança de personalidade e estilo de vida devido aos desafios que a audição agora apresenta. Os indivíduos idosos com surdez acham que ouvir na presença de várias pessoas a falar ou ruídos de fundo é especialmente difícil, pois a nossa competência para detectar sinais no ruído diminui com a idade. Frequentemente, o indivíduo idoso começa a acreditar que a incapacidade para ouvir e entender uma conversa é devida a uma deterioração do cérebro. A família, os amigos, e estereótipos da população idosa podem reforçar esta crença. Os indivíduos podem ignorar o indivíduo com surdez em conversas de grupo, e assumir que eles não sabem o que se passa. A debilidade física e mental associada ao processo de envelhecimento propaga ainda mais a já fraca autoconfiança do idoso e apressa a sua desistência da sociedade. O isolamento causado pela perda de audição pode atrasar a procura de atenção médica por parte do indivíduo, para abordar a sua incapacidade de audição (Sataloff, et al., 2006).
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Autorrelato da deficiência e características individuais no contexto urbano: estudo Saúde em Beagá

Autorrelato da deficiência e características individuais no contexto urbano: estudo Saúde em Beagá

Introdução: O Relatório Mundial sobre Deficiência estima que mais de um bilhão de pessoas no mundo, 15% da população, convive com alguma forma de deficiência, seja transitória ou permanente, e com elevada vulnerabilidade em saúde. No Brasil, a prevalência varia de 1,5% a 23,9%, dependendo da população investigada e dos critérios adotados para a definição da deficiência. Esta prevalência deve aumentar nos próximos anos pelo envelhecimento populacional acelerado e pela gravidade das doenças crônico-degenerativas. Tal fato tem repercutido de forma a crescer o interesse acadêmico nos estudos sobre a população com deficiência. Objetivo: Estimar a prevalência da deficiência na população de um grande centro urbano e verificar sua associação com as características sociodemográficas e de saúde, estratificada por sexo (Artigo 1), e investigar a associação da prevalência da deficiência com a posição socioeconômica e morbidade (Artigo 2). Métodos: Os dados foram provenientes do inquérito domiciliar de base populacional “Saúde em Beagá”, conduzido pelo Observatório de Saúde Urbana em dois dos nove distritos sanitários de Belo Horizonte: Oeste e Barreiro, entre 2008 e 2009. A amostragem foi probabilística, estratificada por conglomerados em três estágios: setor censitário, domicílio e indivíduos. A amostra foi constituída por 4.048 indivíduos com idade ≥ 18 anos. A variável resposta foi deficiência (DEF), definida a partir do autorrelato de problema nas funções ou nas estruturas do corpo, operacionalizada por meio da pergunta: “O (A) senhor (a) tem alguma limitação, dificuldade ou deficiência (seja motora, visual, auditiva ou outras). As variáveis explicativas foram: sexo, idade, cor de pele, estado civil, renda familiar, escolaridade do entrevistado, morbidade autorreferida, autoavaliação de saúde, qualidade de vida e satisfação com a vida (Artigo 1), além do índice de posição socioeconômica que incluiu variáveis de escolaridade materna, do entrevistado, renda familiar e morbidade referida (Artigo 2). Na análise de dados foram utilizadas as seguintes análises: univariada (teste Χ 2 e teste de Wald ajustado, este último para comparação entre sexos), e multivariada pelo
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