Proteção aos acionistas minoritários

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Teoria e prática na proteção aos acionistas minoritários: um olhar sobre o direito de retirada nas reorganizações societárias

Teoria e prática na proteção aos acionistas minoritários: um olhar sobre o direito de retirada nas reorganizações societárias

Este trabalho analisa a evolução da proteção aos acionistas minoritários do mercado de ações, através do direito de retirada nas reestruturações societárias. Para tanto, foi feito um tríplice estudo: Em primeiro lugar, analisa a evolução da proteção legal aos acionistas minoritários, frente aos possíveis abusos que podem ser cometidos pelos acionistas majoritários das companhias abertas, nas Ofertas Públicas de Aquisição de ações (OPAs). Em segundo lugar, estuda as opiniões acerca desta proteção legal, por parte de profissionais gestores de carteiras de ações e advogados que lidam com o direito societário. Finalmente, verificaram-se as OPAs ocorridas no período recente, comparando os valores utilizados pelos acionistas majoritários para reembolsar as ações dos minoritários nestas OPAs. Comparando os resultados dos estudos acima, concluímos que: A) A legislação atualmente vigente não protege adequadamente os acionistas minoritários; B) Há uma relevante dispersão de opiniões dentre estas duas categorias de profissionais, tanto acerca da aprovação ou reprovação de detalhes importantes da legislação em vigor e da legislação antiga; C) Existe também uma grande dispersão entre as sugestões acerca do que se deveria modificar na legislação para aperfeiçoá- la; D) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não conseguiu evitar as distorções observadas nas OPAs estudadas; E) A legislação nem sempre é de total conhecimento dos profissionais da área, o que sugere que o conhecimento da população em geral, de pequenos investidores, seja precário. Esta insegurança e desconhecimento da proteção legal se tornam obstáculos para que as pessoas físicas não especializadas invistam em ações, resultando numa limitação importante para o desenvolvimento do mercado de ações por meio da popularização do mercado de capitais.
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Alienação de controle: limitação do poder do controlador como mecanismo de proteção dos acionistas minoritários de companhias fechadas

Alienação de controle: limitação do poder do controlador como mecanismo de proteção dos acionistas minoritários de companhias fechadas

time for shareholders to acquire this information and address contractual issues. First, it is at the time of formation that the interests of shareholders are most likely to coincide. Second, after the venture has started and corporate surpluses have been created, it becomes more difficult for shareholders to agree to change the rules governing their relationship, since making such midstream changes can raise distributional concerns. Third, given the high cost of minority shareholder exit, it is at the beginning of the venture that a minority shareholder is in the best position to discount for transactional risks and decide whether to engage in preventive contracting. Finally, if the parties cannot agree to the rules of the game at the beginning of the venture, they can each decide to go their separate ways before having made significant firm-specific investments” (UTSET, Manuel A. A theory of self-control problems and incomplete contracting: The case of shareholder contracts. Utah Law Review, 2004. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=597143>. Acesso em: 15 mar. 2012). No mesmo sentido, argumentam Easterbrook e Fischel que “seria de se esperar que no momento da formação do negócio os acionistas tivessem fortes incentivos para resolver suas diferenças de uma forma ou de outra para que pudessem ter benefícios de um negócio rentável”. Tradução livre do original: “one would expect that at the time of forming the ventures the shareholders will “have strong incentives to resolve their differences in one way or another to obtain the benefits of a profitable business” (EASTERBROOK, Frank H.; FISCHEL, Daniel R. Close corporations and agency costs. Stanford Law
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5. Resultados. 5.1 Diluição dos acionistas minoritários

5. Resultados. 5.1 Diluição dos acionistas minoritários

melhor proteção aos acionistas minoritários. Pela Tabela 3, constata-se que durante o período de 1999 a 2000 a presença das auditorias de boa reputação acabou até por aumentar a probabilidade da firma fazer parte do Grupo I, ou seja, foi indicativo de uma pior conduta em relação aos minoritários. A falta de relação ou até mesmo o efeito inverso entre a conduta da firma e a escolha de auditorias de boa reputação pode ser um indicativo que este mecanismo de sinalização da transparência e da confiabilidade dos balanços não é revelador de empresas de melhor governança. Diante das lacunas jurídicas da legislação societária e da fragilidade das normas contábeis brasileiras, qualquer grande empresa, independentemente de seu tipo de conduta, poderia escolher, se assim desejasse, ser auditada por companhias big five. A conseqüência imediata desse tipo de equilíbrio pooling é que empresas com melhores práticas de governança deveriam promover o seu comprometimento através de outros tipos de contratos que impusessem regras mais rígidas. Por exigir outros métodos de divulgação de balanços e de transparência da firma, o lançamento de ADR Nível II poderia ser, por exemplo, um mecanismo alternativo à empresa.
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Transferência do poder de controle de sociedades anônimas abertas e proteção dos acionistas minoritários: uma análise do instituto do "tag along"

Transferência do poder de controle de sociedades anônimas abertas e proteção dos acionistas minoritários: uma análise do instituto do "tag along"

O panorama da economia brasileira nos últimos anos obriga não só o poder público, como também a iniciativa privada, a buscar novas soluções. Uma área de grande importância para a recuperação do país e para que ele volte a ocupar posição de destaque como nação emergente é, certamente, a do mercado de capitais, de forma a gerar e movimentar capital em quantias vultosas. Para que se atinja este fim, por sua vez, é importante, concomitantemente, atrair investidores estrangeiros e estimular também nacionais a investirem, o que não ocorrerá sem que lhes seja conferida segurança. O mercado de capitais, por sua natureza, carrega consigo incertezas, notadamente no que diz respeito à impossibilidade de se prever com completa confiança o resultado de uma companhia e, por esta razão, já afasta alguns potenciais investidores. É neste ponto que surge a relevância do tag along: ao prover uma garantia aos acionistas minoritários de companhias abertas, resguardando seus direitos e protegendo sua possibilidade de saída por preço justo, o mecanismo tem o condão de atribuir maior confiabilidade ao mercado. Por esta razão, elegeu-se o tag along como tema do presente trabalho, dada a importância que se vê nele como mola propulsora do desenvolvimento econômico e os recentes esforços empreendidos, especialmente pela B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, no sentido de aumentar as regras de governança aplicáveis às sociedades anônimas. Neste estudo, o tema será analisado de forma ampla, restringindo-se principalmente aos aspectos jurídicos que o circundam e visando a fornecer base inicial para discussões que resultem em aprimoramentos ao tratamento legislativo e regulamentar dispensado a ele. Ao final, serão apresentadas algumas sugestões que, em nossa opinião, podem causar efeitos benéficos ao tag
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Direito dos Acionistas Minoritários

Direito dos Acionistas Minoritários

Exemplificando na realidade societária, Márcio S. Guimarães (2005, p. 35; p. 50; p. 66) indica que em atividades que traduzem caráter social, o interesse envolvido seria transindividual e que este seria subdividido em: a) difuso – como na proteção objetiva do Sistema Financeiro Nacional aos investidores do mercado de capitais e a outros cidadãos indeterminados e indetermináveis que seriam prejudicados em um colapso financeiro (origem fática comum) – justificando a ação do MP nas hipóteses de intervenção e liquidação extrajudicial (Lei 6024/74 e DL 2321/87); b) coletivos societários – como nos casos de fechamento de capital quando apenas um grupo determinado, os acionistas orgânicos (assim entendido o número mínimo de 10%), tem legitimidade para oferecer resistência ao preço ofertado pela companhia pelas suas ações – neste caso a causa é comum, o beneficio indivisível, a tutela singular não é possível e os titulares identificáveis, o que para o autor justificaria a legitimação do MP; c) individuais homogêneos societários – como no caso da suspensão dos direitos políticos de certo grupo de acionistas ordinários por não terem comparecido à assembléia, considerando que a presença não é obrigatória – o autor justifica a tutela coletiva de interesses que podem ser protegidos individualmente pelo titular como forma de facilitar o acesso à justiça em suas palavras:
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O DIREITO DOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS NAS S/A

O DIREITO DOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS NAS S/A

O DIREITO DOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS NAS S/A Lucas Fernando Lisboa Tiago 1 RESUMO Este artigo tem por objetivo examinar a história do direito dos acionistas minoritários no Brasil, a fim de contextualizar as principais reformas da Lei das Sociedades por Ações de 1976. Assim, apresenta os principais traços da atual legislação para a proteção dos acionistas minoritários. Analisa as disposições mais importantes nos termos da Lei das Sociedades por Ações, bem como dos regulamentos mais relevantes emitidos pela Bolsa de Valores de São Paulo (BM & FBovespa). Ao final apresenta os resultados de um trabalho empírico sobre o grau de aplicação das leis e regulamentos que protegem os acionistas minoritários. Os dados mostram que a aplicação judicial e administrativa de tais disposições legais ainda é relativamente imprevisível e demorada.
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PROTEÇÃO AOS SÓCIOS MINORITÁRIOS E A APLICAÇÃO DOS DEES FIDUCIÁRIOS AOS ACIONISTAS CONTROLADORES NAS SOCIEDADES ANÔNIMAS  Givago Dias Mendes

PROTEÇÃO AOS SÓCIOS MINORITÁRIOS E A APLICAÇÃO DOS DEES FIDUCIÁRIOS AOS ACIONISTAS CONTROLADORES NAS SOCIEDADES ANÔNIMAS Givago Dias Mendes

Nessa linha ensina Modesto Carvalhosa que o parágrafo único do art.116 da LSA consagra o dever fiduciário do controlador, cujo poder de governar autonomamente a companhia corresponde ao dever de fazê-lo visando à realização do seu objeto social, atendida a sua função social. Deve se estender à preservação dos direitos políticos e patrimoniais dos demais acionistas, bem como aos seus stakeholders. Sua regra fundamental é que não poderão os controladores buscar os seus interesses pessoais na condução da companhia em detrimento dos interesses desta e dos seus acionistas minoritários. Trata-se do dever de lealdade, princípio normatizado de ampla aplicação aos casos concretos e medido sobre o princípio da boa fé 32 .
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Recompra de ações: regulamentação e proteção dos minoritários.

Recompra de ações: regulamentação e proteção dos minoritários.

chamado “fechamento branco” de capital das compa- nhias cujas ações eram transacionadas em bolsa de valores –, que teve a maior influência nos resultados analisados. Entende-se por “fechamento branco” de capital o que ocorre quando os acionistas majoritários de uma companhia vêm a deter um percentual que li- mite a liquidez das ações em circulação, prejudicando dessa forma os acionistas minoritários, pois ceteris paribus um ativo tem seu preço reduzido, com uma diminuição de sua liquidez. Esse aumento do percen- tual dos acionistas controladores poderia ser obtido por intermédio de sucessivos programas de recompra de ações, os quais retirariam do mercado ações em cir- culação, ou seja, detidas por acionistas minoritários.
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Fontes de dívida como instrumento de sinalização entre acionistas minoritários e gestores majoritários: evidências no Brasil

Fontes de dívida como instrumento de sinalização entre acionistas minoritários e gestores majoritários: evidências no Brasil

As teorias acerca da estrutura de capitais apontam relações intrínsecas entre as decisões de endividamento e os conflitos de agência, indicando a dívida como possível redutor desses conflitos (NAKAMURA et al. , 2007). Especialmente no mercado brasileiro, onde medidas que atentem para redução dos conflitos de agência, como melhores práticas de governança corporativa, tornam-se difíceis de ser praticadas (AGUILERA; JACKSON, 2003; FISS, 2008), dados arranjos institucionais e legais mais amplos, a dívida pode atuar como mecanismo de proteção de acionistas minoritários, uma vez que impõe aos gestores a chamada disciplina de dívida que decorre tanto das restrições contratuais específicas, estabelecidas pelos credores, quanto do comprometimento da empresa com a distribuição regular de caixa, reduzindo a discricionariedade gerencial no uso de recursos dos investidores (WILLIAMSON, 1996).
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Direito de saída dos acionistas minoritários em caso de perda da qualidade de sociedade aberta na sequência de OPA

Direito de saída dos acionistas minoritários em caso de perda da qualidade de sociedade aberta na sequência de OPA

Mais recentemente, em 2017, a propósito da OPA geral e voluntária lançada pela EDP – Energias de Portugal, S.A sobre a EDP Renováveis, S.A., a CMVM, transmitiu à Euronext que uma eventual exclusão da negociação em mercado regulamentado por ultrapassagem, pelo oferente, da fasquia de 90% dos direitos de voto da sociedade-alvo seria admissível uma vez que “[a]tentando-se na proposta apresentada pela EDP, verifica-se que o pedido de exclusão ficará dependente de o oferente ter adquirido mais de 90% dos direitos de voto na sequência de OPA, vinculando-se aquele a, em sequência da obtenção daquele resultado, caucionar o pagamento da mesma contrapartida por um período adicional não inferior a 3 meses aos acionistas que pretendam apartar-se da sociedade cujas ações vêm a ser excluídas de negociação.”. A CMVM, considerou, ainda que “[e]ste compromisso, assumido para efeitos de proteção dos investidores e do regular funcionamento do mercado, corresponde às exigências constantes da legislação nacional que foram consideradas suficientes para a adequada salvaguarda dos interesses públicos em presença para os casos, expressamente regulados, em que a exclusão depende do exercício da vontade do emitente (ou do seu acionista de controlo).” 66 .
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A relação entre o conservadorismo contábil e os conflitos entre acionistas controladores e minoritários sobre as políticas de dividendos nas empresas brasileiras listadas na Bovespa.

A relação entre o conservadorismo contábil e os conflitos entre acionistas controladores e minoritários sobre as políticas de dividendos nas empresas brasileiras listadas na Bovespa.

Segundo Silveira (2004), a atual estrutura de propriedade no Brasil geraria incentivos para a expropriação dos acionistas minori- tários, pois os majoritários ou controladores obteriam o controle com uma participação menor do capital total, resultando em um dos principais conl itos de agência no país. O au- tor, também, ressalta que tal fato levou a uma série de iniciativas que foram tomadas para a proteção dos acionistas minoritários, tais como: alterações legais (Lei nº 10.303/2001) e criação de níveis diferenciados de governan- ça corporativa na Bovespa.
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Diferenças nos Valores de Ações Preferenciais e Ordinárias com o Aumento do Nível de Proteção aos Minoritários

Diferenças nos Valores de Ações Preferenciais e Ordinárias com o Aumento do Nível de Proteção aos Minoritários

A teoria relacionada ao tema governança corporativa é consistente com tal conclusão, uma vez que apregoa a importância do ambiente legal para o bom funcionamento do mercado de capitais. Outro elemento que se pôde verificar foi a importância da consideração do controle acionário para a explicação do prêmio. A variável T1, que representa o percentual total de ações do acionista com maior número de ações ordinárias foi significativa no modelo de dados em painel. O fato de tal variável ser significativa e as variáveis que somente mediam o percentual de ações ordinárias não o ser indica que os fluxos totais de caixa recebidos pelo majoritário são mais importantes do que o número de votos para a explicação do prêmio. Tal fato chama a atenção, merecendo maiores investigações futuras. Uma possível explicação pode ser dada através da sinalização ao mercado proporcionada por acionistas que possuem controle acionário mas também possuem direito a grande parte dos fluxos de caixa da empresa. Neste caso os incentivos à expropriação são menores, o que pode sinalizar positivamente ao mercado.
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ÍNDICE DE RISCO DE EXPROPRIAÇÃO DE ACIONISTAS MINORITÁRIOS:

ÍNDICE DE RISCO DE EXPROPRIAÇÃO DE ACIONISTAS MINORITÁRIOS:

A presente pesquisa, descritiva e de abordagens qualitativa e quantitativa, objetiva criar um índice de risco de expropriação de acionistas minoritários das empresas listadas na BM&FBovespa, no período de 2010 à 2016. Além disso, a etapa de validação desse índice permite o estudo da relação do tema expropriação de acionistas minoritários com Governança corporativa, intimamente relacionados pela finalidade base da governança de mitigação dos conflitos de agência e também, do impacto do risco de expropriação no risco idiossincrático. Foram amostradas 192 empresas de diversos setores, que correspondem a 54,70% do total de organizações constantes na base Quantum. Utilizou-se a Análise Fatorial para agrupar as variáveis resultando em quatro índices. Cada um desses índices foi classificado em ordem crescente e separado em quartis, sendo no 1º quartil concentradas as empresas que possuíam muito baixo risco de expropriação contrapondo com o 4º quartil, onde ficaram localizadas as companhias com maiores riscos. Concluiu-se por esse quesito, que os índices sugeridos representam o risco de expropriação de minoritários, pois foram expostos casos consistentes do fenômeno estudado para a maioria das instituições indicadas. Complementando a análise qualitativa, verificou-se a relação entre as empresas localizadas nos quartis de menor risco de expropriação de acionistas minoritários e as vencedoras do Prêmio “As Melhores Companhias para os Acionistas” oferecido pela Editora Capital Aberto e pode-se inferir pelo estudo da
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Mecanismos de recompra de ações e expropriação de acionistas minoritários: evidência do Brasil

Mecanismos de recompra de ações e expropriação de acionistas minoritários: evidência do Brasil

Interesting to note that shareholders with limited capability (about 50%) to leverage on minority shareholders (e.g. issuing more preferred non-voting shares) are more subject to a tak[r]

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ELEIÇÃO DE MEMBROS DO CONSELHO FISCAL Membros indicados pelos acionistas minoritários

ELEIÇÃO DE MEMBROS DO CONSELHO FISCAL Membros indicados pelos acionistas minoritários

Cargo/Função: Membro suplente do Conselho Fiscal Período: desde abril/2012 – reconduzido em abril de 2013 Pertence ao Conglomerado BB Seguridade.. Não;.[r]

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Acionistas Minoritários, Estrutura de Controle e Valor de Mercado Corporativo no Brasil

Acionistas Minoritários, Estrutura de Controle e Valor de Mercado Corporativo no Brasil

No Brasil, o predomínio de organizações com elevado grau de concentração na estrutura societária repercute na existência de um choque de interesses entre os acionistas minoritários e os controladores. Nesse contexto, o sistema que pode minimizar os custos decorrentes desse conflito é conhecido como governança corporativa. A estrutura de propriedade e controle é um dos principais mecanismos dos modelos de governança corporativa, que podem impactar sobre o preço das ações das companhias. Assim, este estudo teve como objetivo averiguar a possível relação existente entre a participação dos acionistas minoritários na estrutura de controle das firmas e os seus valores de mercado. Para tanto, utilizou-se uma amostra composta por empresas brasileiras não financeiras de capital aberto para período de 2002 a 2009. Os testes de Wilcoxon- Mann-Whitney bilateral e unilateral foram empregados e apontaram que a partir de 2005 as corporações com maior free float votante foram mais valorizadas pelo mercado.
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Importância e evolução crítica do mercado de capitais no Brasil e a situação dos acionistas minoritários

Importância e evolução crítica do mercado de capitais no Brasil e a situação dos acionistas minoritários

Um sistema financeiro eficiente pode também aumentar a poupança dirigida para investimentos. Se não forem suficientemente desenvolvidas, as instituições financeiras poderão falhar na cap[r]

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As restrições ao exercício abusivo da administração das sociedades limitadas como forma de proteção aos sócios minoritários.

As restrições ao exercício abusivo da administração das sociedades limitadas como forma de proteção aos sócios minoritários.

A atuação do conselho pode ser forma de equilibrar o interesse na fiscalização da administração com a impossibilidade de a sociedade ter que ofertar seus livros, documentos, o estado da caixa e da carteira da sociedade, a qualquer sócio, a qualquer momento, quando não haja previsão contratual específica estabelecendo época própria, já que decorre do artigo 1069, inciso I, a realização do exame em período razoável, não superior a três meses. Tem-se por certo que, existindo conselho fiscal, o direito dos sócios de acesso às informações fica restrito, não mais sendo exercido como previsto no artigo 1021, sob pena de inviabilização do funcionamento da sociedade. A regra de escolha em separado de um dos membros do conselho fiscal, e respectivo suplente, pelos sócios que representem, pelo menos, um quinto do capital social, importa apenas em ampliação da transparência da administração, facultando maior informação aos sócios minoritários, pois a diminuta representação não será determinante para os resultados da atuação do conselho. De qualquer forma, significa maior acesso aos dados da administração, o que enseja a ampliação da proteção dos interesses dos minoritários.
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Anônimas, com vistas a melhor proteger os acionistas minoritários, assim como da autonomia que deveria ser conferida à CVM,objetivando maior eficácia

Anônimas, com vistas a melhor proteger os acionistas minoritários, assim como da autonomia que deveria ser conferida à CVM,objetivando maior eficácia

Anônimas, com vistas a melhor proteger os acionistas minoritários, assim como da autonomia que deveria ser conferida à CVM,objetivando maior eficácia em sua atuação reguladora do mercado. Introduzido alterações significativas tanto na Lei n º 6.404/76-Lei das S/A- como na Lei n º 6.385/76, que criou a Comissão de Valores Mobiliários-CVM e disciplinou o mercado de capitais, quase todas voltadas para a disciplina das companhias abertas. Mediante Lei n º 6.385/76, a reforma realizada em 1997, com a Lei n º9.457 objetivou reforçar os poderes de fiscalização da CVM sobre o mercado de capitais, aumentando significativamente o rigor das penalidades administrativas que lhe compete aplicarem aos infratores das normas legais e
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FGV DIREITO SP. Ações Judiciais Movidas por Acionistas Minoritários para Invalidar Deliberações do Conselho de Administração. André Rossetto Daudt

FGV DIREITO SP. Ações Judiciais Movidas por Acionistas Minoritários para Invalidar Deliberações do Conselho de Administração. André Rossetto Daudt

Ainda assim, tais decisões não estão imunes à possibilidade de que sejam imbuídas de vícios, seja na convocação da reunião, seja na formação da maioria para uma determinada deliberação, seja no voto de um membro do conselho de administração. Mais especificamente, existem estudos segundo os quais “os conselheiros reconhecem o poder do acionista controlador e se orientam pela maximização da riqueza deste. Ao servir aos interesses do controlador, o Conselho de Administração negligencia os interesses dos acionistas não controladores, especialmente quando esses, na presença de elevada concentração acionária, representam reduzido risco para as organizações”. 1
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