Remodelação óssea

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Análise histomorfométrica da remodelação óssea e reabsorção radicular na movimentação dentária induzida

Análise histomorfométrica da remodelação óssea e reabsorção radicular na movimentação dentária induzida

Objetivo: Avaliar a quantidade de deslocamento dentário e realizar as análises histomorfométricas da remodelação óssea (RO) e reabsorção radicular (RR), após a aplicação de forças contínuas sobre molares de ratos. Materiais e métodos: 70 ratos Wistar machos, divididos em 7 grupos: grupo controle (GC), grupo movimentação 1, 3, 5, 7, 14 e 21 dias (GM1, GM3, GM5, GM7, GM14, GM21) submetidos à movimentação dentária induzida (MDI) por meio de uma mola de níquel-titânio de secção fechada, 50 cN de magnitude, instalada no primeiro molar superior direito e incisivos superiores. As lâminas foram coradas pelo método de Hematoxilina e Eosina, seguido das análises histomorfométricas da movimentação dentária, da RO e da RR. As médias da análise de movimentação dentária foram comparadas por meio do teste Anova – Holm-Sidak com nível de significância de p = 0,05, para a RO, foi realizado o teste Anova, pós-teste Tukey, com nível de significância de p < 0,05 e para RR, optou- se pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, com nível de significância de 1%. Resultados: Verificou-se a ocorrência de diferenças estatisticamente significantes em todos os grupos movimentados em relação ao GC. A quantidade de movimentação dentária observada no GM1 foi menor do que nos grupos GM7, GM14 e GM21. No GM3 e no GM5 a movimentação foi menor que no GM14 e GM21. Em relação à RO, o quadrante 3 (área médio-cervical de tensão de compressão), apresentou diferença estatística significante nos grupos GM3 e GM5 em relação ao GC, com maior possibilidade de reabsorção óssea. Em relação às RR, foram detectadas diferenças significantes no terço cervical, do GM21 para os grupos GC e GM1, e no terço médio, dos grupos GM14 e GM21 em relação aos grupos GC, GM1 e GM3. Conclusão: A quantidade de movimentação dentária está relacionada com o tempo de atuação da força, a RO ocorreu com maior possibilidade de reabsorção óssea nos grupos GM3 e GM5 na área de tensão de compressão no terço cervical e as RR estiveram presentes com predomínio nos tempos tardios.
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O papel dos metabólitos da via 5-lipoxigenase na remodelação óssea induzida por força mecânica

O papel dos metabólitos da via 5-lipoxigenase na remodelação óssea induzida por força mecânica

A necessidade de controle e padronização da força empregada fica clara quando a cinética de movimentação ortodôntica é analisada. Tendo em vista que a movimentação dentária pode ser dividida basicamente três fases, a quantidade de força poderia alterar a duração de cada fase (KRISHNAN; DAVIDOVITCH, 2006). A aplicação de forças pesadas pode estender a área de hialinização no ligamento periodontal e atrasar a movimentação dentária, pois a movimentação apenas ocorre após a remoção de todo tecido necrótico. Em contrapartida, forças leves poderiam ser insuficientes para promover movimentação dentária e remodelação óssea. No nosso experimento ao empregar forças de 0,1 N não houve aumento do recrutamento de osteoclastos em relação ao controle indicando que forças muito leves são incapazes de induzir remodelação óssea.
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Prevalência de deficiência e insuficiência de vitamina D e sua correlação com PTH, marcadores de remodelação óssea e densidade mineral óssea, em pacientes ambulatoriais.

Prevalência de deficiência e insuficiência de vitamina D e sua correlação com PTH, marcadores de remodelação óssea e densidade mineral óssea, em pacientes ambulatoriais.

A deficiência de vitamina D (VD) leva ao raquitismo e à osteomalacia e sua insuficiência, caracterizada pelo hiperparatireoidismo secundário, pode re- sultar osteoporose. Apesar de amplamente prevalente, a insuficiência de VD ainda é pouco reconhecida e subtratada. Os autores estudaram 180 pacientes atendidos em ambulatório de endocrinologia em Belo Horizonte, que tiveram os níveis de 25(OH)VD mensurados, correlacionando-os com paratormônio (PTH), marcadores de remodelação óssea e densidade mineral óssea. Para caracterização de níveis insuficientes de VD, foram correlacionados os níveis de 25(OH)VD com os de PTH, definindo-se, nesta série, ponto de corte de 25(OH)VD de 32 ng/ml. Foi encontrada correlação inversa e significativa entre 25(OH)VD e PTH e entre 25(OH)VD e C-telopeptídeo. A prevalência de insu- ficiência de VD na população estudada foi de 42,4%. Conclui-se que a insu- ficiência de VD tem alta prevalência entre pacientes que freqüentam nossos consultórios, alertando para a importância da sua investigação na prática clínica e na instituição de políticas para sua prevenção. (Arq Bras Endocri- nol Metab 2008; 52/3:482-488)
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Estudo da osteoclastogênese e da remodelação óssea durante a formação e erupção de...

Estudo da osteoclastogênese e da remodelação óssea durante a formação e erupção de...

A erupção dentária depende de uma coordenada interação entre o germe dentário e o tecido ósseo da cripta que o envolve. Para que seja formada a via eruptiva, a reabsorção da porção oclusal da cripta óssea por osteoclastos é indispensável. Os bisfosfonatos são drogas com reconhecida capacidade de inibir a atividade clástica e foram empregados no presente estudo a fim de interferir no tecido ósseo da cripta alveolar durante a formação e erupção de molares de ratos. Doses diárias dos bisfosfonatos alendronato ou etidronato de 2,5 e 8 mg/kg, respectivamente, foram administradas a ratos recém nascidos. Os controles foram injetados com solução salina. Nos períodos de 4, 8, 14, 21 e 28 dias, as maxilas foram fixadas em 2,5% de formaldeído + 2% de glutaraldeído, 4% de formaldeído + 0,1% de glutaraldeído ou fixador Zamboni, descalcificadas em EDTA a 4,13% e processadas para análise em microscopias de luz, eletrônica de transmissão e confocal, histoquímica TRAP, imunocitoquímica para OPN, BSP, RANK, RANKL e OPG. Alguns espécimes não foram descalcificados para análise em microscopia eletrônica de varredura, ou congelados em nitrogênio líquido para extração e análise e da expressão de proteínas por Western Blotting. O etidronato ocasionou alterações no metabolismo ósseo da cripta que resultaram no atraso da erupção e da formação radicular em relação ao controle. O alendronato aumentou o número de osteoclastos no osso alveolar, porém a maioria apresentou estado latente, o que diminuiu a reabsorção óssea da cripta ao redor do germe dentário e impediu a erupção dos molares e a formação radicular. A expressão de RANKL, molécula ativadora dos osteoclastos, durante o início do processo eruptivo, diminuiu em comparação ao controle. Com a diminuição da remodelação óssea, o tecido apresentou distribuição de OPN e BSP típica de osso primário. Os resultados demonstram que a reabsorção óssea é importante em todos os pontos da cripta e não apenas em sua porção oclusal durante a formação da via eruptiva, para que a formação e erupção dentária ocorram adequadamente.
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Efeito da dipirona sódica na remodelação óssea pela movimentação dentária induzida em ratos

Efeito da dipirona sódica na remodelação óssea pela movimentação dentária induzida em ratos

Movimentação dentária induzida (MDI) é um processo inflamatório, que combina respostas patológicas e fisiológicas a forças aplicadas aos dentes. Um dos principais mediadores responsáveis pela MDI é a Prostaglandina que também relaciona-se à eventos álgicos. Paracetamol (PAR) e Dipirona Sódica (DIP) são fármacos analgésicos que não interferem significantemente em mediadores inflamatórios periféricos. Sabendo que o PAR não interfere no processo de remodelação óssea durante a MDI, parece-nos razoável avaliar o efeito da DIP no processo de remodelação óssea. Assim o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da DIP na remodelação óssea utilizando o modelo de MDI em ratos Wistar machos distribuídos em grupos: Salina (SAL=2 ml/kg), Paracetamol (PAR 200 mg/kg) e Dipirona sódica dividido em 3 subgrupos (DIP 25; 75 ou 225 mg/kg), administrados por via oral, diariamente 30 min antes da instalação do dispositivo ortodôntico entre o 1º molar superior esquerdo e os incisivos durante 4 dias, quando, então, foram sacrificados e os seguintes parâmetros avaliados: 1) Análises microscópicas do periodonto através de: a) estudos histológico semi-quantitativo, morfométrico e marcação imunohistoquímica para TRAP; b) análises da atividade da mieloperoxidase (MPO) gengival; 2) Dosagem sérica de Fosfatase Alcalina Óssea (FAO); e 3) Avaliação sistêmica através de: a) leucograma; b) dosagens séricas de TGO e TGP e c) variação de massa corpórea. Os animais submetidos a 4 dias de MDI apresentaram áreas hialinas extensas, espessura de ligamento periodontal diminuída e tecido ósseo frontal irregular [Mediana: 3 (2-3)], quando comparado ao grupo Normal [0 (0-0)] (p<0,05). O tratamento com PAR [3 (0-3)] foi histologicamente semelhante a SAL. DIP não reverteu os achados histológicos [DIP 25=3 (0-3); DIP 75=3 (3-3); DIP 225=3 (2-3)] quando comparados aos controles SAL e PAR. O grupo SAL apresentou percentual de áreas hialínicas de 12,5±0,9%, diferente do grupo Normal (0
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MODELOS HIERÁRQUICOS PARA A ANÁLISE E SÍNTESE DE ESTRUTURAS E MATERIAIS COM APLICAÇÕES À REMODELAÇÃO ÓSSEA

MODELOS HIERÁRQUICOS PARA A ANÁLISE E SÍNTESE DE ESTRUTURAS E MATERIAIS COM APLICAÇÕES À REMODELAÇÃO ÓSSEA

A osteoporose desenvolve-se de forma silenciosa e é a ocorrência de uma fractura que na maior parte dos casos revela a doença. Por isso, a osteoporose ainda continua a ser uma doença insuficientemente detectada, sendo o número real de mulheres com osteoporose superior aos casos diagnosticados. Hoje em dia, estima-se que uma em cada três mulheres após os 50 anos de idade sofrerá uma fractura osteoporótica, enquanto que uma mulher em cada doze será afectada pelo cancro da mama ao longo da sua vida. Com o aumento da esperança média de vida, observa-se um aumento dos casos de fracturas osteoporóticas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a osteoporose como um dos principais problemas de saúde nos próximos tempos. Dada a relevância do perigo que a osteoporose representa em termos de saúde pública com consequentes intervenções cirúrgicas, torna-se importante também a investigação na área dos implantes ortopédicos e engenharia de tecidos conforme desenvolvido na próxima secção (Tavares et al., 2007; Brown e Josse, 2002). Acrescente-se que, seguindo essa linha de investigação, o modelo de remodelação óssea proposto nesta dissertação pode apresentar futuramente um potencial de aplicação interessante nessas duas áreas, implantes e engenharia de tecidos.
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Influência da remodelação óssea na transferência de cálcio e fósforo durante hemodiálise...

Influência da remodelação óssea na transferência de cálcio e fósforo durante hemodiálise...

limite, P seria também liberado de um terceiro compartimento com o objetivo de manter um nível sérico alvo entre aproximadamente 2 a 3 mg/dl (210). Como cerca de 86% do P corporal está no esqueleto e em torno de 250 mg é mobilizado durante o processo de remodelamento, o P liberado do terceiro reservatório poderia ser proveniente do esqueleto. Seguindo esta hipótese, nós poderíamos sugerir que pacientes apresentando uma alta remodelação óssea apresentam maior efluxo de P da superfície óssea comparado com aqueles com normal ou baixa remodelação óssea. Interessante no presente estudo foi a observação que a concentração média de P nas últimas 2 horas da HD foi em torno de 2 mg/dl para o grupo de pacientes com PTH 300 pg/ml e em torno de 3 mg/dl no grupo com PTH > 300 pg/ml. Este fato poderia corroborar a hipótese de maior liberação de P deste terceiro compartimento mantendo um gradiente maior entre o sangue e o dialisato e, consequentemente, maior remoção de P. De maneira interessante, Spalding e colaboradores sugerem a presença de um quarto reservatório, o qual seria acionado de forma intermitente, quando o P diminuísse a níveis críticos. Este quarto reservatório acionado em momentos de “emergência” seria supostamente localizado em componentes presentes no compartimento intracelular (210).
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Marcadores Bioquímicos da Remodelação Óssea na Prática Clínica

Marcadores Bioquímicos da Remodelação Óssea na Prática Clínica

A remodelação é um fenômeno que nos acom- panha ao longo da vida, sendo fundamental para reno- vação do esqueleto e preservação de sua qualidade. Nele a reabsorção é seguida da formação óssea em ciclos con- stantes orquestrados pelas células do tecido ósseo, que incluem os osteoclastos, osteoblastos e osteócitos. Em situações fisiológicas, a reabsorção e a formação são fenômenos acoplados e dependentes, e o predomínio de um sobre o outro pode resultar em ganho ou perda de massa óssea (2). É esta capacidade de avaliação dinâmi- ca que se deseja em um marcador de remodelação óssea. O s marcadores são considerados indispensáveis hoje em dia nas avaliações de efetividade de uma nova droga para tratamento da osteoporose, além de terem trazido grandes contribuições científicas sobre fisiolo- gia e fisiopatologia do tecido ósseo. Entretanto, nossa proposta para este artigo será enfocar especialmente a utilização dos marcadores bioquímicos de remode- lação óssea na prática clínica diária.
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Efeito do carbonato de cálcio e do carbonato de sevelamer na remodelação óssea e...

Efeito do carbonato de cálcio e do carbonato de sevelamer na remodelação óssea e...

Entretanto, existem poucos modelos experimentais para o estudo da DOA. Iwasaki-Ishizuka et al. 114 também desenvolveram um modelo com Nx e PTx. Assim, ratos Sprague-Dawley foram submetidos à tireoparatireoidectomia (TPTx) e à Nx subtotal em vários graus, com a infusão subcutânea contínua de doses fisiológicas de PTH 1-34 em bomba e de L-tiroxina três vezes por semana 114 . Os animais receberam dieta com 1% de P e 2% de Ca 114 . Esses autores observaram que os animais TPTx+5/6Nx apresentaram ao final de 6 semanas, grau de insuficiência renal semelhante aos animais Nx+PTx do nosso estudo, com valores de Cr de 1,3 mg/dl. De forma semelhante aos nossos animais Nx+PTx, os animais TPTx+5/6Nx apresentaram diminuição da superfície osteoblástica, da superfície osteóide, da superfície osteoclástica e de reabsorção e da superfície de mineralização, além de redução da taxa de formação óssea, quando comparado aos animais controle TPTx 114 . Entretanto, os autores não descreveram se houve alteração no volume ósseo desses animais.
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Viabilidade da mensuração de marcadores de remodelação óssea em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico.

Viabilidade da mensuração de marcadores de remodelação óssea em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico.

como previamente mencionado, a DMO não foi feita, o que anula qualquer tentativa de estimar o risco de fratura óssea em relac¸ão aos MRO. Esses algoritmos também devem ser avaliados e adicionalmente validados em populac¸ões do sexo masculino e não brancas com LES. Por fim, nosso estudo foi feito em um dado momento do tempo. Sem dúvida, a avaliac¸ão de acompanhamento e a observac¸ão longitudinal teriam uma contribuic¸ão valiosa para a compreensão da taxa de metabo- lismo ósseo e do risco de fratura no curso clínico do LES. No entanto, o principal ponto forte deste estudo é que ele analisa marcadores tanto de formac¸ão quanto de reabsorc¸ão óssea recomendados pela IOF-IFCC, torna os resultados mais com- paráveis e reprodutíveis e possibilita a feitura de estudos de metanálises futuros em populac¸ões maiores de pacientes com LES de locais diferentes.
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Epidemiologia da osteoporose, mecanismos de remodelação óssea e factores protectores do osso

Epidemiologia da osteoporose, mecanismos de remodelação óssea e factores protectores do osso

cidade de se polarizar no osso e formar uma mem- brana ondulada. O complexo da membrana plas- mática pregueada justaposto à matriz é o organe- lo reabsortivo do osteoclasto e só surge quando a célula está aderente ao osso. Depois de ligado ao osso, o osteoclasto gera um microambiente ex- tracelular entre ele e a superfície óssea. Os podos- somas formam-se quando o osteoclasto está imo- bilizado e preso no osso em degradação e desa- parecem após descolamento e mobilização do os- teoclasto. O osso, como vimos, é constituído por colagéneo tipo I (>90%), proteínas não colagénicas e minerais 38 . A dissolução da fase inorgânica do
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Efeitos combinados do ácido zoledrônico e do propranolol sobre a densidade óssea e marcadores bioquímicos de remodelação óssea em ratas osteopênicas submetidas à ovariectomia.

Efeitos combinados do ácido zoledrônico e do propranolol sobre a densidade óssea e marcadores bioquímicos de remodelação óssea em ratas osteopênicas submetidas à ovariectomia.

A análise histopatológica do osso das ratas submetidas à OVX mostrou diminuic¸ão na quantidade e espessura das tra- béculas e no alargamento dos espac¸os intertrabeculares, o que sugere que foi induzida perda óssea nessas ratas, pela diminuic¸ão na formac¸ão e pelo aumento na reabsorc¸ão óssea. Os exames histopatológicos também revelaram a propriedade antiosteoporótica da terapia combinada, como demonstrado pela recuperac¸ão do osso trabecular no grupo tratado com ZOL mais PRO em comparac¸ão ao grupo OVX. Como resultado, a terapia combinada com ZOL mais PRO pode atuar tanto na estrutura do colágeno quanto na reabsorc¸ão óssea. Isso, por sua vez, pode reduzir fraturas não vertebrais (por exemplo, fra- tura de quadril), que são o tipo de fratura de maior relevância clínica na populac¸ão idosa.
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O PAPEL DA VITAMINA D NA REMODELAÇÃO ÓSSEA EM IMPLANTOLOGIA

O PAPEL DA VITAMINA D NA REMODELAÇÃO ÓSSEA EM IMPLANTOLOGIA

Abordamos o conhecimento da importância da vitamina D na implantologia dentária. É do conhecimento clínico que a vitamina D que produzimos por exposição a radiação solar é benéfica para a saúde óssea, no entanto novos estudos parecem alongar o espectro de ação desta vitamina que se começa a redesenhar com um perfil diferente. Demonstrou-se que há influencia benéfica para os músculos, nervos, articulações e metabolização óssea, contudo a incidência de défice na população vem aumentando atingindo níveis preocupantes. A vitamina D pode ser vantajosa coordenando a metabolização óssea e possivelmente mediando a remodelação de osso após a colocação de um implante, no entanto os estudos são escassos e controversos no que toca aos resultados apesar da tendência ser para a avaliação, correção e suplementação quando em falta.
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A UTILIZAÇÃO DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS E SUA INFLUÊNCIA NA MOVIMENTAÇÃO DENTÁRIA ORTODÔNTICA: UMA REVISÃO

A UTILIZAÇÃO DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS E SUA INFLUÊNCIA NA MOVIMENTAÇÃO DENTÁRIA ORTODÔNTICA: UMA REVISÃO

Este trabalho trata-se de uma revisão narrativa realizada através de buscas e análise crítica de artigos da literatura disponíveis nos periódicos Scielo, Pubmed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: anti-inflamatório (Anti- inflammatory), movimentação dentária (Tooth movement) e remodelação óssea (Bone remodeling). Foram incluídos artigos publicados em português ou inglês entre 2000 a 2018, que descrevessem estudos não-clínicos in vivo, ensaios clínicos e/ou revisões da literatura sobre a temática em questão. Para os estudos clínicos mais um critério foi incluído: aqueles que apresentem no mínimo 08 pontos, baseado na checklist STROBE (MALTA et al., 2010; VANDENBROUCKE et al., 2007). Foram excluídos artigos que abordassem a utilização dos AINES apenas para a avaliação da reabsorção radicular, sem a mensuração da movimentação ortodôntica.
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Efeitos da perda de peso sobre o metabolismo ósseo de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica de Bypass Gástrico em Y de Roux: efeitos da cirurgia bariátrica sobre o metabolismo

Efeitos da perda de peso sobre o metabolismo ósseo de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica de Bypass Gástrico em Y de Roux: efeitos da cirurgia bariátrica sobre o metabolismo

Discussão 54 No presente estudo, as concentrações de RANKL aumentaram significativamente após a cirurgia, estabilizando-se somente após dois anos de procedimento. Associado a esse fato, a OPG apresentou redução estatisticamente significante após três, 12 e 24 meses de cirurgia. Apesar de não termos observado correlação entre o RANKL e nenhum dos marcadores de remodelação óssea, a OPG correlacionou-se negativamente com o CTX após três meses de procedimento, momento esse em que foram observadas maiores concentrações do marcador de reabsorção. Estudos que avaliaram indivíduos de ambos os sexos, têm demonstrado aumento da atividade osteoclástica e da reabsorção óssea, associando-se positivamente com concentrações aumentadas de RANKL (EGHBALI-FATOURECHI et al., 2003; CAO et al., 2003). Contudo, Castrillón e cols. (2014), em estudo realizado com ratos obesos submetidos ao BGYR, observaram redução significativa na concentração de RANKL e aumento de leptina, e sugeriram que esta adipocina possa ter inibido a expressão do marcador (CASTRILLÓN et al., 2014). Em humanos, após seis meses do procedimento de BGYR, Yared e cols. (2008), observaram, assim como no presente estudo, redução dos níveis de leptina e aumento de adiponectina, sem, entretanto, mostrar alteração na concentração de OPG (YARED et al., 2008). Não foram encontrados mais estudos, em pacientes obesos, submetidos à cirurgia bariátrica, relacionando os marcadores RANKL e OPG, às alterações promovidas pela cirurgia.
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Aspectos genéticos, influência do eixo GH/IGF1 e novas possibilidades terapêuticas na osteoporose idiopática.

Aspectos genéticos, influência do eixo GH/IGF1 e novas possibilidades terapêuticas na osteoporose idiopática.

Em tese, o achado de reabsorção óssea aumentada aponta para o emprego de drogas anti-reabsortivas, como os bisfosfonatos. Nos casos sem alteração dos marcadores bioquímicos de reabsorção óssea, em que se supõe haver menor capacidade de formação óssea, o emprego da te- rapia anabólica parece melhor justificado. Apesar de fazer sentido do ponto de vista teórico, não há evidência sólida na literatura que justifique basear a escolha da terapia medicamentosa nos marcadores de remodelação. Aparen- temente, a eficácia antifratura das drogas anti-reabsortivas e dos fármacos osteoanabólicos independe do status da remodelação óssea. Assim, descrevemos abaixo as alterna- tivas terapêuticas da osteoporose idiopática.
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Avaliação histológica do processo de reparação da superfície articular de coelhos.

Avaliação histológica do processo de reparação da superfície articular de coelhos.

O processo de reparação da superfície articular foi avaliado microscopicamente em uma falha osteocondral produzi- da no sulco troclear esquerdo de 12 coelhos adultos. Observou-se preenchimento inicial com tecido de granulação, com diferencia- ção tecidual em cartilagem hialina e reposição parcial do osso subcondral excisado sete semanas após a cirurgia. Houve forma- ção de fendas entre o tecido de reparação e o tecido ósseo adja- cente, sempre em áreas onde não ocorreu remodelação óssea. Nos animais em que o fundo e as laterais da falha osteocondral eram constituídos por osso subcondral compacto, contendo poucos vasos sangüíneos, não foi observada remodelação óssea e o tecido de reparação que preenchia a falha não foi integrado ao tecido ósseo adjacente. Os resultados evidenciam a importância da remoção completa do osso subcondral compacto nos procedi- mentos cirúrgicos em superfícies articulares, possibilitando melhor afluxo sangüíneo a partir do osso esponjoso subjacente e, conseqüentemente, melhor remodelação óssea e integração do tecido de reparação ao fundo da falha.
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Alterações de parâmetros relacionados ao metabolismo ósseo em mulheres submetidas à derivação gástrica em Y de Roux

Alterações de parâmetros relacionados ao metabolismo ósseo em mulheres submetidas à derivação gástrica em Y de Roux

Apesar da alta frequência de deiciência de vitami- na D, hiperparatiroidismo secundário e elevação dos biomarcadores de remodelação óssea observada no presente estudo, não veriicamos diferença no compro- metimento de massa óssea, avaliada por DXA, entre os grupos DGYR e controle. Carrasco e cols. (29), por meio de estudo longitudinal (seguimento por 12 me- ses), acompanharam 42 mulheres submetidas ao DGYR e encontraram redução signiicativa na densidade mine- ral óssea total, de coluna e quadril. Abbasi e cols. (30), em estudo transversal, avaliaram 136 indivíduos sub- metidos à DGYR há cinco anos e veriicaram osteopo- rose e osteopenia em 12,5% e 39,7%, respectivamente. Algumas hipóteses podem explicar a ausência de dife- rença na DMO observada neste estudo, entre casos e controles: modelo de estudo, transversal; curto período de seguimento dos pacientes, a falta de análises seriadas, por densitometria, incluindo o período pré-operatório (10,31,32) e o fato de as pacientes serem previamente, na sua maioria, portadoras de obesidade grave. O IMC elevado é um fator de proteção contra a osteoporose e fraturas a ela associadas (33)
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Efeito da associação do carbonato de magnésio com acetato de cálcio (OSVAREN®) no...

Efeito da associação do carbonato de magnésio com acetato de cálcio (OSVAREN®) no...

Acreditamos que nos dois modelos de DRC, a hiperfosfatemia foi mantida as custas da intensa reabsorção óssea, já que o aporte dietético de P foi o mesmo para todos os grupos, e o efeito dos quelantes na remodelação óssea não foi tão intenso a ponto de causar uma doença adinâmica, a qual também justificaria a hiperfosfatemia. Esse resultado foi diferente dos estudos anteriores que mostraram redução da hiperfosfatemia com o uso de sevelamer 65 e lantânio no modelo adenina 55 , mas é importante ressaltar que estes estudos começaram a administração dos quelantes na terceira semana de adenina, ou seja, mais precocemente, o que provavelmente culminou com menores níveis de P sérico. Além disso, não avaliaram a FeP, que diante de nossos resultados, é fundamental no estudo do balanço de P.
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Diabetes mellitus altera a sinalização osteogênica e atrasa o processo de reparo...

Diabetes mellitus altera a sinalização osteogênica e atrasa o processo de reparo...

sinalização gênicas e proteicas relacionadas a osteogênese foram reduzidas, ao passo que a sinalização osteoclastogênica foi estimulada, principalmente no período inicial de reparo ósseo. No grupo D, o processo de formação ósseo estava atrasado comparado ao grupo C, devido a alteração da expressão dos genes e proteínas que regulam o catabolismo e anabolismo ósseo, haja vista que havia maior presença de tecido ósseo imaturo e maior quantidade de áreas de remodelação ativa até o período mais tardio de estudo. No grupo Cd foi observado remodelação óssea, caracterizada por um tecido desorganizado na região da sutura palatina mediana, com intensas áreas inflamatórias, hemorrágicas e reabsortivas comparado ao grupo C. Contudo, até o período de 10 dias pós abertura da sutura, não foi possível observar o completo preenchimento do gap sutural por tecido ósseo. Estes resultados histológicos foram observados na sinalização de genes e proteínas no grupo Cd, uma vez que estes biomarcadores de formação e reabsorção óssea estavam alterados quando comparados aos grupos C e Dd. Conclusões: O DM alterou a sinalização para o metabolismo ósseo e atrasou o processo de reparo após ERM. Estes resultados reforçam a necessidade de avaliar o status do metabolismo ósseo dos pacientes durante tratamento ortopédico e/ ou ortodôntico, visto que a aplicação destas forças na presença do DM podem promover efeitos indesejáveis.
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