Royalties do Petróleo

Top PDF Royalties do Petróleo:

IMPACTO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO NO ÍNDICE DE EDUCAÇÃO BÁSICA: ANÁLISE DO CASO DOS MUNICÍPIOS CAPIXABAS

IMPACTO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO NO ÍNDICE DE EDUCAÇÃO BÁSICA: ANÁLISE DO CASO DOS MUNICÍPIOS CAPIXABAS

Em 1997 foi revogada a Lei n. 2004/53 por meio da nova Lei n. 9.478/97, mantendo a Petrobrás, alterando, assim, a alíquota básica e os critérios de arrecadação e distribuição aos entes da federação, bem como na aplicação desses recursos ora arrecadados das empresas públicas ou privadas responsáveis pela exploração petro- lífera. A chamada Lei do Petróleo criou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que é uma autarquia federal vinculada à União, com papel bem definido na regulação na indústria do petróleo. Todos os cálculos e fiscalização do pagamento de royalties do petróleo e gás natural é de competência da ANP.
Mostrar mais

26 Ler mais

Riqueza e exclusão social: o paradoxo dos royalties do petróleo

Riqueza e exclusão social: o paradoxo dos royalties do petróleo

Os royalties do petróleo constituem uma fonte expressiva de recursos para estados e municípios brasileiros localizados em regiões de prospecção do petróleo, especialmente após a edição da Lei do Petróleo (Lei nº 9.478/97). Diante desse fato, levando-se em conta que o petróleo é um recurso esgotável e não-renovável e considerando-se o conceito de compensação financeira à sociedade, implícito pela Lei aos royalties, busca-se, neste artigo, analisar o impacto dos royalties do petróleo nos indicadores sociais desses municípios. Objetiva-se conhecer se estes recursos estão se revertendo na promoção da melhoria da qualidade de vida da população e na diversificação das bases produtivas locais, visando novas alternativas de desenvolvimento sustentável para estes municípios. Indaga-se se as rendas provenientes do petróleo, na forma dos royalties, estão sendo investidas em projetos que visem a prevenir o declínio econômico e a promover a sustentabilidade econômica para a região e em políticas públicas que visem a minimizar os processos de empobrecimento social e ambiental.
Mostrar mais

24 Ler mais

A distribuição dos royalties do petróleo na perspectiva do pacto federativo brasileiro: uma análise dos critérios adotados pela lei nº 12.7342012

A distribuição dos royalties do petróleo na perspectiva do pacto federativo brasileiro: uma análise dos critérios adotados pela lei nº 12.7342012

Os referidos argumentos, contudo, não se sustentam. De fato, como visto no capítulo anterior, a natureza jurídica dos royalties do petróleo, na forma estabelecida pelo legislador ordinário brasileiro, é de participação no resultado da exploração, e não de compensação financeira. E tais figuras jurídicas não se confundem, como também restou demonstrado. Destarte, por não estarem diretamente relacionados a qualquer prejuízo eventualmente causado pela atividade de exploração petrolífera, os recursos dos royalties não se destinam, obrigatoriamente, apenas às regiões onde ocorra a produção, sendo possível que o legislador, como representante da soberania popular, estabeleça critérios de distribuição que melhor atendam aos interesses nacionais em um determinado momento histórico. A própria Constituição, aliás, reconhece esse fato, porquanto no art. 20, §1º proclama que o pagamento e a distribuição da compensação financeira e da participação nos resultados da exploração de recursos naturais se dará “nos termos da lei”.
Mostrar mais

71 Ler mais

A evolução das receitas provenientes dos royalties do petróleo e seus impactos na arrecadação dos tributos de competência municipal (2002 – 2007): o caso do município de Cabo Frio/RJ

A evolução das receitas provenientes dos royalties do petróleo e seus impactos na arrecadação dos tributos de competência municipal (2002 – 2007): o caso do município de Cabo Frio/RJ

Os municípios confrontantes com a Bacia de Campos, em função dos royalties do petróleo, possuem uma situação financeira privilegiada levando-se em consideração a quantidade desses recursos transferidos aos mesmos. Todavia, ainda assim, a maioria deles lida com problemas de ordem estrutural apresentando reflexos nos serviços públicos essenciais aos munícipes. Podemos destacar a saúde para um entendimento preliminar. A falácia de uma economia regional promissora em termos sociais aduz êxodo populacional para essas áreas, ensejando um crescimento demográfico mais do que proporcional ao alargamento da estrutura de saúde existente. Ainda que os recursos provenientes dos royalties do petróleo mantenham um comportamento positivo, as administrações municipais não demonstram capacidade para transformar tais recursos em serviços de qualidade ou apenas capaz de suprir as demandas já existentes.
Mostrar mais

98 Ler mais

Análise do impacto dos royalties do petróleo no desenvolvimento local dos municípios potiguares

Análise do impacto dos royalties do petróleo no desenvolvimento local dos municípios potiguares

Em relação aos procedimentos técnicos, a pesquisa pode ser classificado como documental. Segundo Rampazzo (2005), a pesquisa documental é caracterizada por buscar em fontes primárias os dados a serem analisado. Sendo assim, os valores dos IDH-M do período entre os anos de 1983 a 2000 foram retirados da dissertação de mestrado do Jesiel (2003), assim como os valores das receitas dos royalties. A partir do ano de 2001, os valores dos royalties do petróleo foram coletados no site da agência nacional do petróleo (www.anp.gov.br).
Mostrar mais

10 Ler mais

REGULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O  A PARTIR DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO  Karlla Karolinne França Lima, Maria Clara Damião de Negreiros

REGULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O A PARTIR DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO Karlla Karolinne França Lima, Maria Clara Damião de Negreiros

A busca por uma garantia de retorno das riquezas do pré-sal à sociedade tem como objetivo reverter os recursos provenientes da extração de petróleo e gás em um fator impulsionador do desenvolvimento justo, distributivo e progressista. Os bônus provenientes da exploração do pré-sal devem trazer não só um retorno econômico, mas também social. Este trabalho tem como principal objetivo analisar a destinação dos royalties do petróleo como uma garantia do desenvolvimento sustentavél. Busca-se demonstrar como os recursos advindos da exploração petrolífera podem garantir o desenvolvimento econômico, ambiental e social. Para isto, faz- se necessária a investigação do regime jurídico pátrio e do papel da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na fiscalização das atividades decorrentes da exploração petrolífera, com o fito de minimizar as desigualdades sociais e regionais, com vistas ao desenvolvimento nacional, que é um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. Diante disto, o trabalho busca propor um novo marco regulatório e a implementação de políticas públicas de distribuição de royalties pode funcionar como instrumentos ativos para o desenvolvimento nacional e regional, através minimização das desigualdades e efetividade dos objetivos constitucionais. Para a análise em apreço, utilizam-se como método de abordagem o hipotético-dedutivo, como métodos de procedimento o funcionalista-sistêmico, histórico e comparativo, e como técnicas de pesquisa a bibliográfica e a documental.
Mostrar mais

28 Ler mais

Análise dos royalties do petróleo sob a perspectiva jurídica

Análise dos royalties do petróleo sob a perspectiva jurídica

(...) Atualmente, apenas 50 municípios no Brasil concentram 84% dos recursos recebidos dos royalties (...) o rateio dos royalties petrolíferos tem duas diferenciadas estruturas: a alíquota mínima de 5% é distribuída de acordo com a Lei 7.990/89 e o Decreto 01/91, e a alíquota excedente a 5% são distribuídas de acordo com a Lei 9.478/97 (Lei do Petróleo) e o Decreto 2.705/98. Em resumo, os regramentos desses dispositivos legais aumentam as tensões de nosso pacto federativo, pois são alijados do processo os Estados e Municípios que não têm o benefício da natureza. E o acaso da mãe natureza é que define o fato gerador da repartição dos lucros pela sua lavra, com a ausência e conivência do homem político por não corrigir essa distorção advinda da terra (...) (CLAUDINO, 2007. p. 9).
Mostrar mais

68 Ler mais

LIMITES DA DOUTRINA JURÍDICA CONSTITUCIONAL BRASILEIRA PARA ANALISAR A DISTRIBUIÇÃO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO

LIMITES DA DOUTRINA JURÍDICA CONSTITUCIONAL BRASILEIRA PARA ANALISAR A DISTRIBUIÇÃO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO

O estudo contemplou diversos aspectos relacionados ao desenvolvimento e chegou às seguintes conclusões: a) o crescimento do número de empregos formais nas cidades analisadas, entre 2003 e 2010, foi de 65%, superior à média nacional (49,2%). Entretanto, considerando o conjunto dos 25 municípios, houve um incremento de 74% no emprego na administração pública, mais do dobro da média brasileira; b) os royalties financiam em grande parte as despesas permanentes, implicando riscos futuros para a manutenção da gestão municipal. Verificou-se que, excluídos os royalties e PE da renda dos municípios analisados, apenas 7 dos 25 teriam recursos, no biênio 2009-2010, para cobrir as despesas de pessoal e custeio em geral entre 2003 e 2010; c) as despesas de pessoal e as demais despesas de custeio do conjunto dos municípios analisados dobraram, em termos reais, enquanto os investimentos cresceram apenas 24%; d) o forte crescimento demográfico gera demanda por serviços públicos, o que se refletiu na deterioração do acesso adequado a serviços de saneamento; e) quanto à frequência e desempenho educacional, 50% das “cidades petróleo” (CP) fluminenses estão abaixo da média do estado do Rio de Janeiro; f) os indicadores de mortalidade infantil mostraram avanços significativos, mas a situação ainda é preocupante em algumas cidades; g) a situação da segurança ainda é crítica na maioria das CP: 13 (treze) cidades possuem taxas de homicídios acima das respectivas médias estaduais, sendo que quatro delas figuram entre as 100 (cem) cidades mais violentas do Brasil; h) os royalties não se traduziram em melhorias compatíveis nos índices de desenvolvimento socioeconômico. Tendo por base o Índice Firjan de Desenvolvimento (IFDM), constatou-se que 16 (dezesseis) das 25 (vinte e cinco) cidades consideradas no estudo apresentaram IFDM abaixo da média nacional; i) há um número significativo de pessoas vivendo com renda insuficiente para o seu sustento nessas cidades: 41 mil pessoas vivem com renda inferior a R$ 70 e 191,5 mil pessoas com renda inferior a R$127,5 (1/4 do salário mínimo); j) em 2010, 14 (quatorze) dos 25 (vinte e cinco) municípios
Mostrar mais

219 Ler mais

Royalties do petróleo e emprego público nos municípios Brasileiros.

Royalties do petróleo e emprego público nos municípios Brasileiros.

Além do efeito sobre as contratações, procurou-se também mensurar eventual impacto no salário médio do funcionalismo. Esta variável foi calculada pela razão entre as despesas de pessoal, retiradas do FINBRA, e o número total de empregados, obtido junto à RAIS. A Tabela 1 apresenta as estatísticas descritivas das variáveis depen- dentes e independentes. Visando a investigar mais detalhadamente os impactos das receitas do petróleo, foram estimadas cinco regres- sões com cinco diferentes desagregações da variável dependente, buscando encontrar evidências de efeitos diferenciados segundo o poder ou a lotação do servidor público municipal, a saber: funcioná- rios do Poder Executivo, funcionários do Legislativo, funcionários de Autarquia municipal, funcionários de Fundação pública municipal, além do total agregado. Todas essas variáveis referem-se à proporção por habitante ou por mil habitantes, conforme o caso.
Mostrar mais

27 Ler mais

Impactos dos royalties do petróleo nos indicadores de desenvolvimento dos municípios do Espírito Santo.

Impactos dos royalties do petróleo nos indicadores de desenvolvimento dos municípios do Espírito Santo.

Queiroz e Postali (2010) investigaram se o advento das receitas de royalties reduziu o esforço fi scal das localidades atualmente contempladas. Para isso, eles utilizaram o método de fronteiras estocásticas de produção com efeitos de inefi ciência. Nesse modelo, as arrecadações tributárias foram consideradas variáveis de produção dependentes e as ine- fi ciências na arrecadação tributária foram mo- deladas como função das rendas do petróleo. Os resultados mostram a existência de uma relação positiva entre o grau de dependência de royalties e participações especiais – medido pela participação desses recursos nas receitas correntes dos municípios – e as inefi ciências técnicas na coleta dos impostos municipais. Trata-se de um indício de que o usufruto de rendas do petróleo reduz o esforço fi scal dos municípios benefi ciados.
Mostrar mais

12 Ler mais

Impacto dos royalties do petróleo no PIB per capita dos municípios do Estado do Espírito Santo, Brasil

Impacto dos royalties do petróleo no PIB per capita dos municípios do Estado do Espírito Santo, Brasil

Para este estudo, foram coletados dados de todos os 78 municípios do Estado do Espírito Santo, entre os anos de 1999 e 2004. Foram utilizados os modelos econométricos de dados em painel equi- librado, para encontrar as relações entre as variá- veis. Foram estudados, especificamente, dois mode- los  para  testar  a  elasticidade  do  PIB  per  capita municipal em relação a  royalties.  No primeiro mode- lo, foi adotada como variável dependente PIB  per capita   municipal  ajustado,  variável  explicativa Royalties  e variáveis de controle PIB  per capita Brasil, Risco Brasil e Taxa de câmbio. No segundo modelo, as variáveis explicativas foram substituídas por  dummies  anuais (1999 a 2004) para capturar efeitos macroeconômicos específicos. As hipóte- ses elencadas nesta pesquisa foram as seguintes: H 0 :  Royalties  não provocam efeito no PIB per capita  municipal.
Mostrar mais

17 Ler mais

Novos arranjos na distribuição dos royalties do petróleo: uma análise do debate no Brasil e sua convergência com outras reformas da América Latina

Novos arranjos na distribuição dos royalties do petróleo: uma análise do debate no Brasil e sua convergência com outras reformas da América Latina

Por outro lado, falando em companhias petroleiras, deve ser mencionado que várias empresas já foram punidas por danos ambientais. Assim, diversas sentenças têm sido proferidas por conta dos danos ambientais causados, a maioria por conta da utilização de máquinas que não contam com a tecnologia adequada e que não só contaminam o território, mas também têm ocasionado problemas de saúde às comunidades. Alguns dos casos mais significativos são: a Chevron-Texaco no Equador, que teve que pagar US$9,5 Bilhões para a Frente de Defensa de la Amazonía pela contaminação da água, do lençol freático e córregos, assim como pelos danos à saúde da população. De acordo com a sentença, a companhia não tomou as devidas precauções e optou por não utilizar a tecnologia adequada, mesmo estando disponível no mercado, com o intuito de economizar custos (MARTINEZ, 2011, p. 3); A Shell, na Nigéria, sofreu sanções por conta da poluição por derramamento de petróleo no delta do Níger, e pela violação de direitos a um padrão de vida adequado das comunidades, tendo que pagar US$ 83,4 milhões para estas comunidades. Igualmente, o Tribunal de Justiça da Comunidade Econômica dos estados da África Ocidental (CEDEAO) rejeitou o comportamento do governo nigeriano e determinou que este fracassou na prevenção da poluição e não puniu as empresas como devia (AMNESTY INTERNATIONAL, 2012); Outro caso emblemático, e que cria importantes precedentes na legislação ambiental e no comportamento das petroleiras, é o caso da BP, recentemente punida pela explosão na plataforma Deepwater Horizon que ocasionou num derramamento de petróleo no Golfo do México em 2010, gerando significativa contaminação hídrica, afetando o local e seus moradores, provocando a morte de 11 funcionários. A BP declarou-se culpada e teve de pagar US$4,25 bilhões em compensação (BRITISH PETROLEUM, 2013).
Mostrar mais

155 Ler mais

Desenvolvimento e a indústria do petróleo: políticas públicas para o desenvolvimento sustentável a partir dos royalties do pré-sal

Desenvolvimento e a indústria do petróleo: políticas públicas para o desenvolvimento sustentável a partir dos royalties do pré-sal

Nesta dissertação, analisaremos de que forma a indústria do petróleo atua no desenvolvimento. Para tanto, utilizaremos o conceito de desenvolvimento sustentável de forma a não dissociar três elementos: o desenvolvimento social, o crescimento econômico e o respeito ao meio ambiente. Com base nesse conceito de desenvolvimento, adotamos as políticas públicas como meio de garantir aos cidadãos o direito ao desenvolvimento e aos direitos sociais e fundamentais, como previsto na Constituição Federal. A partir de então, utilizamos os royalties advindos da exploração da camada do pré-sal como financiador destas políticas, ou seja, será estudado como os royalties do petróleo podem garantir o desenvolvimento sustentável, adotando como meio as políticas públicas. Outro conceito de importância ímpar para este estudo é o de justiça intergeracional, cuja temática em análise envolve os royalties do pré-sal, recurso natural finito, que deve ser utilizado com consciência e respeito às futuras gerações. Nessa direção, o estudo se justifica pelo fato de a indústria do petróleo, em específico do pré-sal, gerar enorme riqueza para o Brasil e, em contradição, existirem enormes desigualdades sociais e regionais. Tendo isso em vista, buscamos utilizar essa riqueza para minimizar essas desigualdades e garantir melhores condições de vida à população do país e não apenas à população dos estados onde se localizam as jazidas. Ainda nesse sentido, adotamos o principio do federalismo cooperativo. A Lei Federal 9.478/97 trata das finalidades da política energética nacional para o aproveitamento das fontes de energia e tem como um de seus objetivos promover o desenvolvimento nacional. O objetivo desta pesquisa é analisar como os royalties do petróleo podem contribuir para o desenvolvimento nacional e, para isso, utilizaremos os royalties frutos
Mostrar mais

107 Ler mais

ELIAS MARQUES VIANA JÚNIOR ROYALTIES NA MINERAÇÃO: UMA FERRAMENTA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL DA AMAZÔNIA ORIENTAL BRASILEIRA

ELIAS MARQUES VIANA JÚNIOR ROYALTIES NA MINERAÇÃO: UMA FERRAMENTA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL DA AMAZÔNIA ORIENTAL BRASILEIRA

Suas desvantagens, porém, são consideráveis. Sendo insensível aos custos, o royalty específico penaliza os minérios de teor mais baixo, incentivando a lavra seletiva. Nesse caso, para a empresa de mineração, o royalty é um custo variável adicional que provoca o aumento do teor de corte e, conseqüentemente, a redução das reservas recuperáveis, podendo até inviabilizar o aproveitamento do depósito. Esse resultado depende da uniformidade do teor, sendo mais intenso nos casos em que ele está sujeito a grande variação. O royalty específico é completamente insensível às variações da receita e à existência de renda econômica. Segundo Arthur (2000), a Índia utiliza, em certos casos, um sistema de royalty específico e, para não incentivar a lavra seletiva, escalona o valor do royalty em função do teor contido no minério. No caso do minério de ferro, o governo cobra 24,50 rúpias por tonelada de minério com teor superior a 65% e 14,50 rúpias por tonelada de minério com teor de ferro inferior a 62%, ao que se segue uma gradação de royalties de caráter específico em função do teor. Esses valores equivaleriam, nos dois casos citados, respectivamente a US$ 0,54 e a US$ 0,32 por tonelada de minério de ferro.
Mostrar mais

144 Ler mais

A REFORMA PETROLEIRA DO GOVERNO CHÁVEZ E O PROCESSO DE MUDANÇAS ECONÔMICAS E SOCIAIS NA VENEZUELA

A REFORMA PETROLEIRA DO GOVERNO CHÁVEZ E O PROCESSO DE MUDANÇAS ECONÔMICAS E SOCIAIS NA VENEZUELA

“Foi o esforço visando a unificar o quadro conceitual dessa problemática que produziu a teoria da dependência. Esta se funda numa visão global do capitalismo – enfocando como um sistema econômico em expansão vertical e horizontal e como uma constelação de formas sociais heterogêneas – que permite captar a diversidade no tempo e no espaço do processo de acumulação e as projeções dessa diversidade no comportamento dos segmentos periféricos. Graças a esse enfoque, foi possível aprofundar a análise das vinculações entre as relações externas e as formas internas de dominação social nos países que se instalaram no subdesenvolvimento, bem como projetar luz sobre outros temas de considerável significação, tais como a natureza do Estado e o papel das firmas transnacionais nos países de economia dependente. Ali onde a modernização se apoiou na exploração de recursos não-renováveis (por extremo, o caso dos países exportadores de petróleo presta-se mais facilmente à análise), o excedente retido no país de origem tendeu a ser captado por um sistema de poder local. Em razão disso, a vinculação externa condicionou sobremodo a evolução da estrutura de poder, favorecendo seu fortalecimento e centralização. Esse processo de condensação de poder em instituições centralizadoras, coincidindo com a desestruturação social a que fizemos referência, empresta ao Estado características que apenas começam a ser percebidas em sua originalidade. Sendo Estado, no essencial, um instrumento captador de excedente, a evolução das estruturas sociais tende a ser fortemente influenciada pela orientação dada por ele à aplicação dos recursos que controla. ” (FURTADO, 2000; p.29).
Mostrar mais

140 Ler mais

A ÁFRICA NAS AMBIGUIDADES DA GLOBALIZAÇÃO

A ÁFRICA NAS AMBIGUIDADES DA GLOBALIZAÇÃO

Para já, os analistas esperam que, no segundo semestre de 2008, se assista a uma moderação dos preços das matérias- primas industriais - o petróleo já deu alguns sinais de diminuição relativa dos preços nas últimas semanas - devido, em parte, à desaceleração da economia mundial em relação a anos anteriores. Alguns calculam mesmo que os preços dos metais de base diminuirão 1,5% em 2008 e cerca de 18% em 2009. Quanto aos produtos alimentares, o preço do arroz poderá baixar em 2009, na medida em que os países exportadores abandonaram as restrições à exportação, aumentando deste modo a oferta mundial. Mas não é impossível que o aumento dos preços dos produtos alimentares provoque ainda grandes fomes em África, a qual, devido aos programas de ajustamento estrutural ditados pelas instituições internacionais e à incompetência ou corrupção de governos africanos (sem falar de casos extremos como o do Zimbabué), viu muita da sua agricultura votada ao abandono desde os anos 1980. Recuperar desses erros não vai ser fácil nem rápido.
Mostrar mais

8 Ler mais

A PROTEÇÃO JURÍDICA DE CULTIVARES  Juliana Morais de Carvalho Castiglioni, Nivaldo Dos Santos

A PROTEÇÃO JURÍDICA DE CULTIVARES Juliana Morais de Carvalho Castiglioni, Nivaldo Dos Santos

Durante a tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional, essa foi uma das questões mais polêmicas, pois as organizações da sociedade civil sustentaram arduamente que os pequenos agricultores deveriam ter um tratamento diferenciado não só para a multiplicação de sementes para doação ou troca, mas também para a venda. A venda de sementes acabou, entretanto, sendo excluída do projeto de lei aprovado, e a necessidade de autorização do obtentor (e de pagamento de royalties) para a produção comercial de sementes de variedades protegidas tem trazido enormes dificuldades para que os pequenos agricultores possam produzir as suas próprias sementes e vendê-las a outros pequenos agricultores em mercados locais.
Mostrar mais

30 Ler mais

Royalties de cultivares transgênicas: sua formação no plano nacional e internacional...

Royalties de cultivares transgênicas: sua formação no plano nacional e internacional...

O aumento do comércio e a facilidade de trânsito de informações entre os países no mundo, e o conseqüente crescimento da complexidade das relações entre Estados, seus jurisdicionados e empresas multinacionais, considerando-se principalmente o fluxo de capitais e transferência de tecnologia, geraram a necessidade de regulamentação destas relações, de modo que sejam conferidas segurança e confiabilidade nas transações nacionais e internacionais. O comércio de cultivares transgênicas, ou seja, plantas que possuem alguma alteração genética, de modo que adquiram características específicas de interesse dos produtores, envolve diversos aspectos que geram polêmica em múltiplos setores da sociedade mundial. Entre estes aspectos, está o relacionado à propriedade da tecnologia inserida nas plantas. Para a regulamentação da propriedade intelectual relacionada a cultivares, foi fundada a UPOV – União para Proteção de Variedades Vegetais, em língua portuguesa –, uma organização internacional que estabeleceu o sistema para regulamentação de propriedade de cultivares mais difundido no mundo hoje em dia, e que, ao longo de sua existência, elaborou três versões distintas subseqüentes de texto para a normatização do tema. Ocorre que o sistema da UPOV tem hoje duas versões diversas vigentes – a versão de 1978 e a de 1991, concomitantemente, em países com perfis e interesses diferentes, para não se dizer contrastantes. Nesse contexto, diversas são as discussões sobre a sua efetividade como sistema de proteção de propriedade intelectual, considerando sua abrangência e exceções, gerando inclusive debates perante o Conselho para o TRIPS, na Organização Mundial do Comércio – OMC. O presente trabalho discorre sobre as regras da UPOV, em ambas as versões, analisadas individual e comparativamente, abordando também seus paralelos com o artigo 27.3 (b) do TRIPS, que regulamenta direitos de propriedade intelectual naquele diploma. Ainda é analisada a legislação brasileira sobre cultivares, e o processo de ingresso do país na UPOV. Também são discutidas regras de direito internacional público e privado, e de tratados sobre comércio internacional e relações entre países, bem como regras sobre vigência de tratados perante leis nacionais, e conflitos de normas no plano nacional e internacional. O principal objetivo do trabalho é estabelecer regras claras sobre a formação das obrigações, sejam direitos a cobrança de royalties ou de recebimento de indenização, relacionadas a cultivares transgênicas, no plano nacional e internacional, de modo que fique claro quando, onde e em qual circunstâncias surge – ou não – a obrigação de remuneração pela utilização de cultivares transgênicas.
Mostrar mais

35 Ler mais

Análise cronológica da indústria petrolífera

Análise cronológica da indústria petrolífera

Os consórcios foram projetados para ser o prin- cipal mecanismo regulatório das relações entre as companhias, particularmente na etapa estratégica e de extrema importância de crescimento da pro- dução de cru, iniciada pós 1925. O primeiro con- sórcio, denominado Iraq Petroleum Company (IPC) fundado em 1928, juntou as maiores empresas de petróleo do mundo por meio do Acordo da Linha Vermelha. Este primeiro consórcio (IPC) foi de extrema importância para o desenvolvimento da IMP por três razões: marcou a entrada definitiva no Oriente Médio pelas companhias americanas, foi utilizado como modelo na criação de consór- cios em outros segmentos da indústria e legitimou a propriedade e a gestão em conjunto. O segun- do acordo, firmado em 1928, intitulado Acordo Achnacarry, concretizou a formalização do cartel, consolidando as posições das majors mediante um acordo de divisão de mercados.
Mostrar mais

8 Ler mais

Uma análise do impacto das emancipações sobre a distribuição orçamentária entre os municípios gaúchos : 1989 - 2007

Uma análise do impacto das emancipações sobre a distribuição orçamentária entre os municípios gaúchos : 1989 - 2007

50% (cinqüenta por cento) do produto da arrecadação do Imposto Territorial Rural, arrecadado pela União no Município. Tem, também, a compensação financeira através dos royalties [r]

67 Ler mais

Show all 2937 documents...