Top PDF Ações afirmativas e democracia contemporânea na educação

Ações afirmativas e democracia contemporânea na educação

Ações afirmativas e democracia contemporânea na educação

O correr dos séculos, entretanto, alterou substancialmente a prática. De um lado, o ocaso da própria “democracia”, que perambulou pelo limbo entre o surgimento do Império Romano (I século d.C.) e o século XVIII; de outro, os impasses criados com o surgimento da classe social burguesa e suas demandas políticas, a partir do período dos setecentos. O problema residia no fato de que, oriunda do universo do trabalho, a embrionária burguesia vinculava o direito político à produção econô- mica, ou seja, somente deveria ter condição de participar da vida pública aquele que gerasse um bem--estar material no dia a dia e era, sem dúvida, uma crítica direta à nobreza. Porém, outro problema vinha à baila: fazer parte da produção econômica valia para todos os segmentos sociais? Poderiam os trabalhadores exercer direitos e obrigações políticas? A resposta a essa indagação seria o resultado do embate de duas grandes correntes que se digladiaram no século XVIII: a primeira, defensora da busca da igualdade social, encontrava nos escritos do filósofo Jean-Jacques Rousseau os argumentos mais poderosos; outra, que entendia que as hierarquias sociais e a consequente desigualdade deveriam permanecer, encontrava guarida em autores como James Madison e Robert Malthus. Esse embate gerou uma espécie de quebra-cabeça que cobra um detalhamento para melhor se entender o problema e seus resultados no mundo contemporâneo. Vejamos parte por parte.
Show more

13 Read more

Ações afirmativas para a população negra nos Centros Federais de Educação Tecnológica

Ações afirmativas para a população negra nos Centros Federais de Educação Tecnológica

Resumo: Pesquisar as políticas de ações afirmativas para a população negra na educação técnica e tecnológica foi esse o fio condutor deste trabalho. Pautei-me na Lei de Diretrizes a Bases da Educação Nacional/LDBN, especialmente os artigos 26, 26A e 79B, que tratam da história e cultura afro-brasileira e dos povos africanos nos currículos da educação básica. A especificidade da pesquisa se dá quando ouso penetrar a educação técnica e tecnológica e as demandas do mundo do trabalho a fim de identificar a inserção da população negra nessa seara. Parto de um estudo de caso no Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará com o propósito de identificar a implementação dos já mencionados artigos da LDB naquele centro de educação, e mais, no caso de haver políticas dessa natureza, verificar qual o impacto das mesmas no referido centro. Naquela escola fui recebida durante um ano por discentes, docentes e gestores observando, dialogando, entrevistando, analisando, questionando, investigando. Nesse passeio pela historia do Brasil dos que trabalham, constroem e foram, são invisíveis, invisibilizados e, também dos que nunca trabalharam nem construíram e estão às vistas da história encontrei de bacharéis a mulheres e homens vendendo quitutes para ajudar a construir esta nação. Vi as teorias eurocêntricas nortearem a educação dos que lá nunca pisou e de lá nunca receberam nada. O resultado mostra que as políticas públicas de ações afirmativas tão almejadas pelo povo negro deste país ainda está distante da realidade daquela escola.
Show more

221 Read more

O direito fundamental à educação em face das ações afirmativas

O direito fundamental à educação em face das ações afirmativas

Infelizmente, o critério pautado em aspectos étnico-raciais não nos parece o melhor a ser adotado na implementação das ações afirmativas, visto que, a orientação pautada em critérios socioeconômicos demonstra uma melhor escolha na busca de mitigar a extrema desigualdade no acesso e distribuição da educação brasileira. Ademais, clama-se por regras claramente delimitadas e consubstancia- das na legislação infraconstitucional norteada por princípios constitucionais. As decisões do Supremo Tribunal Federal favoráveis às cotas nas universidades para afrodescendentes, indígenas e alunos, que cursaram o ensino público, são impor- tantíssimas para nortear as políticas de ação afirmativas no ensino educacional brasileiro. Todavia, conforme presente nos votos dos Ministros da Corte Maior, a adoção das referidas ações deverá-se orientar pela brevidade e temporalidade, isto é, o sistema de costas justifica-se com a concretização do princípio da igualmente material constitucionalmente defendido pelos ministros.
Show more

16 Read more

Políticas públicas de ações afirmativas para a Educação Superior: o Conselho Universitário como arena de disputas.

Políticas públicas de ações afirmativas para a Educação Superior: o Conselho Universitário como arena de disputas.

Este artigo discute a emergência de políticas compensatórias, cujo foco central tem sido reservar vagas na Educação Superior pública para estudantes que, por razões de sua origem étnica, racial e/ou socioeconômica, não tiveram/têm acesso a esse nível da educação. Aborda a relação entre Estado, justiça social e democracia, procurando dar base teórico-conceitual ao estudo das políticas de ações afirmativas para a Educação Superior no Brasil. Utilizando-se o recurso metodológico da análise argumentativa, examina os embates e disputas estabelecidos em sessão do Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no ano de 2012, período de avaliação do programa de Ações Afirmativas implantado nessa universidade, em 2008. Como conclusão mais geral, postula que os embates e disputas estabelecidos pelos segmentos do Conselho, em especial, dos docentes e dos discentes, expressam as disputas presentes na sociedade brasileira por um modelo de justiça social em face às políticas públicas de ações afirmativas para a Educação Superior.
Show more

34 Read more

Políticas públicas de ações afirmativas para ingresso na educação superior se justificam no Brasil?.

Políticas públicas de ações afirmativas para ingresso na educação superior se justificam no Brasil?.

Quanto ao referencial documental e teórico que fundamentou o pre- sente artigo, partiu-se da leitura de fontes doutrinárias e documentais e da interpretação de dois modelos de sistemas de cotas implantados em universidades públicas perante a autonomia universitária constitucional e demais instrumentos legais. A análise dos dados estatísticos sobre educação e renda de jovens brancos e negros em idade universitária per- mitiu correlacionar a realidade das necessidades de políticas públicas de inclusão. Foram relevantes as colaborações interdisciplinares de outras áreas, como a do Direito, tendo em vista as manifestações de educadores, juristas e magistrados em questões que envolvem a legalidade da adoção de ações afirmativas pelo sistema de cotas em universidades públicas.
Show more

28 Read more

Ações afirmativas e educação superior no Brasil: um balanço crítico da produção

Ações afirmativas e educação superior no Brasil: um balanço crítico da produção

A temática das ações afirmativas na área da educação aparece na Rbep nos últimos dois anos: foram dez artigos, sendo oito no número temático publicado em set./dez. 2011. O primeiro artigo (Ferri et al., 2010) aparece no número 228; trata-se de uma reflexão sobre o Programa Universidade para Todos (ProUni). Criado por meio da Medida Provisória nº 213, de 10 de setembro de 2004, e da Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, o ProUni é avaliado na Universidade do Vale do Itajaí. Na pesquisa, as autoras se propuseram a “analisar os índices de acesso, as condições de permanência e as experiências de aprendizagem dos alunos bolsistas do ProUni nos cursos de graduação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) no período 2006-2007”. Lembrando o Plano Nacional de Educação (2000) e as metas de inclusão para minorias no ensino superior, penso que é pertinente refletir que se trata de uma ação do Estado amparado num discurso onde aparecem “conceitos de igualdade, universalização, democratização e justiça social”. O universo analisado foram os dados dos estudantes que ingressaram nos “quatro semestres dos anos de 2006 e 2007, totalizando uma amostra de 1.000 estudantes investigados”. E isso corresponde a 68,16% do total de alunos.
Show more

22 Read more

Ações afirmativas na Educação Superior: o que acadêmicos brasileiros podem aprender da experiência americana

Ações afirmativas na Educação Superior: o que acadêmicos brasileiros podem aprender da experiência americana

As alterações às ordens executivas do Presidente Johnson passaram despercebidas por um longo tempo até que um dia um acadêmico encontrou uma nota de rodapé em um relatório federal. Este acadêmico, o Dr. Bernice Sandler, constatou que as faculdades e universidades, através do recebimento de subvenções federais seus processos educacionais passariam, na verdade, a serem “contratações federais” (SANDLER, 2000). Isto abriu a porta a Sandler, para a coleta de dados em arquivos sobre as acusações, contra todas as faculdades e universidades nos Estados Unidos, em relação à discriminação sexual. Sandler, agindo juntamente com a Liga de Mulheres para Ação e Equidade, mobilizou mulheres e acadêmicos para forçar uma série de audiências sobre as mulheres na academia. Em 1972, duas partes da legislação foram criadas em benefício das mulheres universitárias. Esta conquista deu-se, em grande parte, por causa de Sandler, ativistas e advogados das organizações de direitos civis. Na primeira parte, o Ato de Direitos Civis de 1964 foi alterado a fim de proibir toda e qualquer discriminação por raça, cor, religião, origem nacional, sexo em instituições educacionais. Nos termos desta lei, um acadêmico poderia ingressar em uma universidade pública ou privada. Para além da recompensa para o indivíduo, o tribunal poderia ordenar à instituição educacional a ter ações afirmativas para evitar futuras práticas discriminatórias. Em segundo lugar, o Título IX das Alterações da Educação Superior, que proibia a discriminação contra mulheres e meninas por instituições educacionais em programas, incluindo o desporto. O Título IX teve um enorme impacto sobre a Educação Superior, abrindo novas oportunidades para as mulheres, como atletismo intercolegial, enquanto que proibia a discriminação contra as mulheres nas admissões, licença maternidade, o emprego, e em atenção indesejada de colegas de trabalho, entre outras áreas.
Show more

6 Read more

Ações afirmativas, educação e relações raciais: conservação, atualização ou reinvenção do Brasil?

Ações afirmativas, educação e relações raciais: conservação, atualização ou reinvenção do Brasil?

Dentre os modelos adotados pelas instituições de ensino superior, que implementaram políticas de ações afirmativas até o ano de 2007, os mais recorrentes foram os que se baseavam em reservas de vagas (com percentuais e beneficiários diferenciados) ou em adição na nota dos exames vestibulares. Universidades como UNB, UERJ, UENF, UNEB, UFMA, UFBA optaram pelo modelo de reserva de vagas, ao passo que universidades como USP, UNICAMP, UFPE e UFMG optaram pelo sistema de bônus ou pontuação adicional. Apesar da variabilidade deste diagnóstico, haja vista que nesse momento nos encontramos ainda no meio do processo de discussão e de implementação de Ações Afirmativas, o cenário atual nos indica a importância crescente que políticas específicas passaram a ter nos últimos anos, refletindo o estado atual das lutas sociais que tem marcado o Brasil desde os anos finais do século XIX. Todavia, na medida em que as Ações Afirmativas se institucionalizaram, principalmente no campo educacional, as resistências a tais políticas também se fortaleceram. Tendo realizado uma análise dos enquadramentos interpretativos expressos pelos principais jornais e revistas do país sobre as políticas de ações afirmativas e sobre as cotas raciais, Moyá e Silvério (2009) concluíram que 75% dos artigos e editoriais veiculados no período de 1995 a 2006, expressavam contrariedade a tais políticas. Em certa medida, a existência de tantas divergências em relação às ações afirmativas, e em relação às melhores formas de combater as assimetrias entre negros e brancos no Brasil, ajudam a explicar parte dos reveses sofridos pelas entidades negras nos últimos anos 54 .
Show more

278 Read more

Ações afirmativas na educação superior: rumos da discussão nos últimos cinco anos.

Ações afirmativas na educação superior: rumos da discussão nos últimos cinco anos.

Desse modo, poderíamos situar essa valorização da mestiçagem, vista como integradora da diversidade, como referente ao 2º movimento categorizado nesse estudo. Recentemente, porém, com a iminência da votação do Projeto de Lei Federal que prevê a adoção de sistemas especiais de reserva de vagas, a sociedade em geral parece ter sido surpreendida pela reivindicação de definição étnico-racial. Com isso, percebe-se uma tendência a dis- cursos defensivos “contra” ou “a favor”, caracterizados pelo 1º movimento. Nesse sentido, o conceito de ancora- gem, desenvolvido pela Psicologia Social no âmbito das representações sociais, permite identificar o 1º movimento como tendência de resposta dicotômica esperada em situa- ções em que envolvem a “dificuldade em aceitar o estra- nho e o diferente... percebido como ‘ameaçador’”(Strey et al., 1998, p. 109), como é o caso do tabu racial brasileiro. No caso brasileiro, a definição de cotas para negros, segundo Ianni (2004a), aparece num primeiro momento como conquistas sociais dos movimentos negros, mas também pode ser vista como concessões dos donos do poder, a reiteração de uma sociedade injusta, fundada no preconceito. “Ela é tão evidentemente fundada no pre- conceito que é preciso estabelecer espaços bem determi- nados e limitados para que eles tenham a possibilidade de participação” (Ianni, 2004a, p. 16). Por outro lado, há posições que defendem a implementação de ações corre- tivas para sanar a situação de desigualdades raciais, que são produto de circunstâncias sociais, históricas e contem- porâneas e de conjunturas econômicas educacionais e políticas (Melo-Silva et al., 2004).
Show more

9 Read more

Ações afirmativas e inclusão sustentável de estudantes com limitações por deficiência na Educação Superior

Ações afirmativas e inclusão sustentável de estudantes com limitações por deficiência na Educação Superior

foco no cont ext o da UERJ que deve ser pen- sada com o const rução na qual part icipam a I nst it uição - que se encont ra em um a espé- cie ‘zona de confort o’ quant o às necessida- des form at ivas dest es suj eit os – e a própria form a com o os suj eit os inserem - se na Uni- v er sidade. Est es t êm escassa par t icipação cult ural, poucos não int egram redes de socia- bilidade, não se reconhecem com o part e de um colet ivo ( cot ist as com necessidades es- peciais) . Enfrent am problem as relacionados à pedagogia acadêm ica conform e a gravidade das lim it ações e os est igm as decorrent es. No t ocant e a UERJ, verificou- se a convivência de dois m ovim ent os: um , que busca avançar no processo da perm anência e conclusão do curso de t ais est udant es e out ro, que ignora t ais necessidades de sist em as de adapt ação e suport e aport ados na acessibilidade. A re- lação com a est rut ura responsável pela ges- t ão pedagógica dos cursos de graduação e pela gest ão adm inist rat iva da UERJ se apre- sen t o u t am b ém m ar cad a p el a au sên ci a inst it ucional do est udant e deficient e. As nar- rat ivas evidenciam o invest im ent o na opor- t unidade de cursar a educação superior com o um a vit ória individual e fam iliar versus um sis- t em a público universit ário que pouco os con- sidera e pouco considera a polít ica ações afir- m at ivas e acessibilidade.
Show more

6 Read more

EDUCAÇÃO “DA GENTE NEGRA”: INTERDIÇÃO, ACESSO, AÇÕES AFIRMATIVAS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES NEGROS

EDUCAÇÃO “DA GENTE NEGRA”: INTERDIÇÃO, ACESSO, AÇÕES AFIRMATIVAS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES NEGROS

Na parte I do livro, inicia-se a discussão do tema fazendo uma abordagem sobre como a história de outros povos não europeus é esquecida, ou narrada de forma a diminuir os progressos conquistados de outras civilizações não europeias, a autora também traz uma reflexão no que diz respeito a história da educação do negro, sobre como é abordado no currículo educacional e na concepção cientifica, porém faz uma ressalva da importância dos estudos que o próprio negro faz de sua historiografia , Mariléia enfatiza que Atualmente, os pesquisadores afro-brasileiros têm desenvolvido estudos sobre a temática negro e educação dão exemplo do caráter histórico, não só das abordagens históricas, como também do próprio campo científico na área de ciências humanas. Os estudos que são realizados nessa área, trazem uma realidade mais dispersa daquela que se tinha apresentado durante muitos anos e dominava todo a história e cultura do Negro.
Show more

8 Read more

As ações afirmativas como instrumento promotor da educação

As ações afirmativas como instrumento promotor da educação

As desigualdades sociais, em muitos casos, são referendadas pela história. Tais desigualdades são percebidas comparativamente, relacionando-se dois grupos no que tange ao acesso a determinados bens. Nesse sentido, quando percebida uma discriminação irrazoável, deve ser promovida uma discriminação. As discriminações podem ser negativas, atuando pela via da proibição (defesa). Ou podem atuar na via positiva , com medidas promotoras da igualdade material. A discriminação positiva, nomenclatura estipulada no contexto europeu, ganhou destaque nos Estados Unidos sob a denominação “ações afirmativas”, ou affirmative actions. São medidas que visam a diminuir ou extirpar as desigualdades históricas de certos grupos marginalizados, atuando mediante políticas públicas ou privadas.
Show more

11 Read more

Ações afirmativas e educação: o projeto de lei 7399 tcc nmcaraújo

Ações afirmativas e educação: o projeto de lei 7399 tcc nmcaraújo

Trata-se de estudo realizado partindo da necessidade de análise do projeto de lei 73/99 bem como das ações afirmativas implementadas no Brasil sob a forma de cotas raciais. Buscou-se no direito comparado, mormente no norte- americano, definições, exemplos e eficácia de uso de cotas em países como Estados Unidos, Índia e Canadá. Examinou-se conceitos do princípio da igualdade, dignidade da pessoa humana e ações afirmativas. Analisou-se o texto aprovado pela Câmara dos Deputados que seguiu para aprovação no Senado. Concluiu-se, por fim, que o texto final aprovado na Câmara dos Deputados merece reparos sob pena de afronta à Constituição Federal. As análises e conclusões deste trabalho podem auxiliar os parlamentares brasileiros, servindo de subsídio para o melhoramento do projeto original que agora tramita no Senado Federal, ou – em caso de aprovação pelo Senado – numa eventual impugnação de inconstitucionalidade, auxiliando a decisão dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Show more

89 Read more

O PARFOR E SUAS CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA ANÁLISE NO ÂMBITO DAS AÇÕES AFIRM

O PARFOR E SUAS CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA ANÁLISE NO ÂMBITO DAS AÇÕES AFIRM

O trabalho foi desenvolvido através de pesquisas feitas em sites, revistas eletrônicas, livros e textos, ou seja, numa abordagem qualitativa e quantitativa da pesquisa. Neste sentido, foram catalogadas diversas publicações sobre o PARFOR, inclusive trabalho de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Ainda, foram feitas consultas nos sites oficiais do Governo Federal e Estadual no que concerne ao PARFOR. Em seguida, foram realizadas leituras e compiladas para referenciar políticas públicas de educação e ações afirmativas. Posteriormente, os dados foram dispostos numa produção dissertativa.
Show more

7 Read more

POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS

POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS

A Lei 10.639/2003, que originou essas resoluções e pareceres, também foi o ponto de partida para aprovação de outras leis igualmente contextualizadas no campo étnico racial. Sob outro prisma, o texto da Lei nº 9.394/1996 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), passou por mais uma alteração com a aprovação da Lei nº 11.645/2008, a qual incluiu no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Nessa nova legislação, os povos indígenas foram igualmente contemplados nos princípios da Lei nº 10.639/2003, pelo ensino da sua história e cultura nos sistemas educacionais formais.
Show more

16 Read more

Políticas de ações afirmativas e pobreza no Brasil

Políticas de ações afirmativas e pobreza no Brasil

A atuação docente frente ao problema da pobreza é evidenciada em recente pesquisa avaliativa, desenvolvida pela United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco), sobre os programas sociais que vêm sendo implantados no Brasil. Essa pesquisa demonstra significativa redução da repetência e da evasão escolar, assim como melhoria da apren- dizagem da população escolarizada das camadas mais pobres da sociedade. São sinais positivos, mas não suficientes para tirar o País de sua condição de inferioridade educacional, visto que, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2005, 5 o quadro re-
Show more

23 Read more

Ações afirmativas em perspectiva

Ações afirmativas em perspectiva

(2016) apresentam dados e reflexões originários da avaliação da implementação e da execução dos programas de formação pré-acadêmicas no que se refere ao Concurso de Dotações para a formação pré-acadêmica: Equidade na Pós-graduação pareceria entre Fundação Ford e do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC. Os autores apreenderam com o estudo que houve ganhos quantitativos, qualitativos e políticos no que tange ao fazer avançar uma agenda de políticas afirmativas na educação brasileira. No capítulo 2, Afirmação na Pós-graduação: experiências, tensões, articulações e deslocamentos de uma proposta de ações afirmativas na Pós-graduação em Minas Gerais, Miranda et al.(2016) descrevem a experiência do consórcio estabelecido entre a Universidade Federal e a Estadual de Minas Gerais. Os autores no estudo observaram que se de um lado, a proposta não atingiu a população indígena, como pretendida, além da população negra, de outro lado, o curso atendeu a um grupo que não teve oportunidade de participar de projetos de iniciação científica, que na grande maioria eram egressos de instituições de ensino particulares. Os autores reforçam a importân- cia de ações que não se limitem às ofertas de cotas, mas que considerem a relevância das condições de acesso a uma Pós-graduação, que exige entre outros: letramento acadêmico, cultura de pesquisa.
Show more

8 Read more

Ações afirmativas no Brasil e na África do Sul.

Ações afirmativas no Brasil e na África do Sul.

Ao analisar os documentos oficiais, fica claro também que está em pro- cesso uma mudança na abordagem do governo nacional com relação às polí- ticas de ensino superior. Nas primeiras versões dos documentos oficiais, es- critos entre 1994 e 1997, houve uma forte referência à reparação e à massificação (no sentido de aumentar o número de estudantes no sistema de ensino universitário). Já no documento de 1997, a ênfase foi desviada para a eficiência da universidade: graduação de mais estudantes, publicação de ar- tigos em periódicos internacionais e criação de parcerias com o setor priva- do. Recentemente, o departamento de educação decidiu reduzir o número de matrículas na universidade, uma decisão que surpreende, especialmente em um país com taxa bruta de matrículas de 17% (contra 70% nos Estados Unidos e 20% no Brasil). Essa mudança foi percebida por pesquisadores não só da área do ensino superior, mas também de outras áreas, como políti- ca macroeconômica, na qual a ênfase na redistribuição foi substituída pela ênfase no crescimento econômico (cf. Kraak, 2004).
Show more

35 Read more

Processos identitários em contextos de ações afirmativas

Processos identitários em contextos de ações afirmativas

para além desta possibilidade, acreditamos que o vigor com que a ideologia da democracia racial ainda se apresenta neste segmento pode estar sustentando estas práticas opressoras e impedindo que estes atores re-vejam seus pressupostos de ensino e posturas pessoais; ação, desnecessário dizer, extremamente danosa para o processo de construção de uma sociedade realmente igualitária, dado o destaque que a educação tem neste sentido. Outro fator digno de nota é que a experiência traumatizante dos primeiros anos de escolarização é vivida, na maioria das vezes, solitariamente pelas crianças. As famílias, as congregações religiosas e outros espaços de sua socialização não oferecem suportes que possam encampar este tipo de discussão e problematização do social. O imperativo do silenciamento está sempre presente: as informações sobre o tema quando existentes são mínimas, distorcidas e/ou informadas por ideologias que negam a existência do racismo em nossa sociedade. As formas de enfrentamento são esquálidas, desarticuladas e tímidas. Estas características vão fazer com que o engajamento pessoal nas lutas anti-racistas ocorra, via de regra, a partir da juventude (SILVA, 2001), visto que as famílias negras brasileiras, diferentemente dos EUA, por exemplo, não contemplam na “pauta” de formação e educação dos (as) filhos (as) a discussão sobre as relações raciais.
Show more

159 Read more

Ações afirmativas e diversidade na pós-graduação

Ações afirmativas e diversidade na pós-graduação

A razão principal para o uso de ações afirmativas com sentido inclusivo é a baixa representação de alguns grupos marginalizados no ambiente acadêmico. No Brasil, elas podem ser aplicadas para combater a baixa representação de pessoas negras nas universidades, uma vez que apenas um por cento de todos os professores de todas as universidades são negros, apesar de 50,7% de toda a população fazer parte deste grupo étnico, de acordo com o censo de 2010 realizado pelo IBGE. Na Faculdade de Direito da USP em São Paulo (FDUSP), por exemplo, tinha-se, em 2007, apenas um portador de deficiência visual grave e dois negros entre aproxima damente 150 professores. Já na Nova Faculdade de Direito da USP em Ribeirão Preto (FDRP), cujas atividades se iniciaram em 2008, há apenas um professor negro dentre aproximadamente 35 docentes. Esses dois exemplos revelam a baixa representação no meio acadêmico, mesmo para instituições recentíssimas. O impacto de ações afirmativas para a inclusão social na educação superior pode ser verificada ao se medir o efeito da não aplicação de tais métodos nos números de estudantes representando grupos minoritários ou marginalizados atualmente matriculados nas universidades. Nos EUA, por ilustração, Espenshade e Chung (2005, p. 303) demonstraram, com base em dados de 1997, que a abolição de ações afirmativas reduziria as taxas de ingresso de candidatos afro-americanos e hispânicos em aproxima damente metade até dois terços e teria
Show more

12 Read more

Show all 10000 documents...