Top PDF Adolescentes vivendo com HIV/AIDS: impasses no tratamento

Adolescentes vivendo com HIV/AIDS: impasses no tratamento

Adolescentes vivendo com HIV/AIDS: impasses no tratamento

O trabalho discute os impasses no tratamento vividos pelos adolescentes com HIV/Aids, seus cuidadores e médicos assistentes. Os avanços científicos permitiram que a infecção pelo HIV estivesse elencada como doença crônica, fazendo com que fossem somados a todas as dificuldades decorrentes da vivência de uma doença infecciosa e estigmatizante, os percalços adicionais da cronicidade. Entre os desafios, figura-se a adesão ao tratamento, principalmente na adolescência, quando as características próprias dessa fase da vida contrapõem-se ao que é necessário para o adequado acompanhamento de saúde. Já se tem conhecimento sobre alguns fatores que interferem na adesão aos antirretrovirais na adolescência, mas a prática clínica continua marcada pelos impasses. O objetivo geral da pesquisa foi investigar esses impasses envolvidos no tratamento dos adolescentes que vivem com HIV/Aids e são atendidos em um centro de referência. Tal investigação se fez sob a perspectiva dos próprios adolescentes, seus responsáveis e profissionais de saúde. Optou-se pela pesquisa qualitativa, empregando-se entrevistas narrativas com os adolescentes, e semiestruturadas com seus cuidadores e médicos assistentes. Utilizou-se a análise de conteúdo temático. Os referenciais teóricos foram aqueles da clínica da saúde do adolescente, literatura atualizada da infecção pelo HIV/Aids, principalmente na adolescência, e a psicanálise. Foram entrevistados quatro médicos, quatro cuidadores e sete adolescentes com idades que variaram entre doze e dezoito anos. Os impasses apontados foram diferenciados para cada grupo de investigados e para cada adolescente, individualmente. Apesar das particularidades de cada grupo, o tema adolescência permeou todos eles, e a relação médico-paciente acenou como uma possibilidade. A construção do vínculo entre o adolescente e o profissional de saúde, aliada à parceria e apoio da família ao tratamento, proporciona o espaço necessário para que o adolescente se coloque como sujeito de sua saúde, e a adesão ao tratamento revele-se como uma possibilidade.
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Validação e reprodutibilidade de uma escala de auto-eficácia para adesão ao tratamento anti-retroviral em pais ou cuidadores de crianças e adolescentes vivendo com HIV/AIDS.

Validação e reprodutibilidade de uma escala de auto-eficácia para adesão ao tratamento anti-retroviral em pais ou cuidadores de crianças e adolescentes vivendo com HIV/AIDS.

9. Gortmaker SL, Lenderking WR, Clark C, Lee S, Fowler MG, Oleske JM; The ACTG 219 Team. Development and use of a pediatric quality of life questionnaire in AIDS clinical trials: reliability and validity of the general health assessment for children. In: Drotar D. Measuring health-related quality of life in children and adolescents: implications for research and practice. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates; 1998. p. 219-35.

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A revelação do diagnóstico na perspectiva dos adolescentes vivendo com HIV/AIDS e seus pais e cuidadores.

A revelação do diagnóstico na perspectiva dos adolescentes vivendo com HIV/AIDS e seus pais e cuidadores.

Finalmente, é importante destacar que nes- ta pesquisa foram relatados vários sentimentos e experiências de estigma e discriminação pe- los jovens e seus cuidadores, as quais ocorre- ram nas suas vivências em família, na vizi- nhança, na escola, no trabalho e nos serviços de saúde. Muitos dos entrevistados revelaram que sentiram e vivenciaram o estigma no mo- mento exato em que descobriram seu diagnós- tico. A despeito de todos os avanços no diag- nóstico e tratamento, ainda persiste a idéia de AIDS como morte, seja física ou dos projetos de futuro e felicidade, o que tende a afastar o jovem e seus cuidadores do usufruto da sua vi- da pessoal e social, produzindo enorme dano e sofrimento. Assim, deve-se continuar e ampliar o debate acerca do estigma e discriminação re- lacionados à infecção pelo HIV, recusando-se ativamente toda exclusão ou restrição baseada no estado sorológico.
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Crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids e suas famílias: aspectos psicossociais e enfrentamento.

Crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids e suas famílias: aspectos psicossociais e enfrentamento.

Quanto฀às฀internações฀decorrentes฀de฀problemas฀de฀saúde฀ e/ou฀ infecções฀ oportunistas,฀ indicativos฀ de฀ debilidade฀ da฀ condição฀imunológica,฀16฀crianças฀tinham฀sido฀internadas฀ uma฀vez฀e฀20฀delas฀estiveram฀hospitalizadas฀duas฀vezes฀ou฀ mais.฀A฀grande฀maioria฀das฀crianças/adolescentes฀(n฀=฀39)฀ estava฀em฀uso฀de฀medicação฀anti-retroviral฀(ARV),฀sendo฀que฀ o฀tempo฀de฀utilização฀desses฀medicamentos฀variou฀de฀menos฀ de฀um฀ano฀a฀10฀anos฀(M฀=฀4,0;฀DP฀=฀2,15).฀Considerando฀ os฀que฀estavam฀em฀uso฀de฀ARV,฀34฀cuidadores฀informaram฀ que฀ o฀ tratamento฀ com฀ esses฀ medicamentos฀ nunca฀ tinha฀ sido฀ interrompido฀ e฀ três฀ admitiram฀ que฀ o฀ tratamento฀ foi฀ interrompido฀ por฀ conta฀ própria,฀ pelo฀ menos฀ uma฀ vez.฀ Os฀ motivos฀relatados฀para฀a฀interrupção฀foram฀dificuldades฀do฀ próprio฀cuidador฀(depressão,฀recusa฀do฀cuidador฀em฀prover฀ a฀medicação฀à฀criança).
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Qualidade de vida e AIDS sob a ótica de pessoas vivendo com o agravo: contribuição preliminar da abordagem estrutural das representações sociais.

Qualidade de vida e AIDS sob a ótica de pessoas vivendo com o agravo: contribuição preliminar da abordagem estrutural das representações sociais.

modo crescente, procurado abordar aspectos de natureza psicossocial, como informações, atitu- des, sentimentos e crenças sobre a doença e o tratamento, autoestima e suporte social, ao esta- belecerem a hipótese de seu papel, para além dos parâmetros biológicos clássicos simplesmente, na configuração da adesão terapêutica 7 . A im- portância da consideração da possibilidade de influência dos referidos fatores é discutida, tam- bém, na constituição e percepção da qualidade de vida desse grupo 5,6,8 . E, não obstante os deba- tes e investimentos acadêmicos empreendidos no sentido de uma melhor análise desses aspec- tos, a necessidade da valorização deles, inclusive, já passou a figurar nas orientações das políticas públicas voltadas à assistência às pessoas viven- do com HIV/AIDS 1 .
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Acesso a tratamento médico para pessoas vivendo com HIV/AIDS: êxitos sem vitória no Chile.

Acesso a tratamento médico para pessoas vivendo com HIV/AIDS: êxitos sem vitória no Chile.

da satisfação por meio da ação constitucional de proteção (equivalente ao amparo em outros países latino-americanos). Em seguida, relatamos os casos levados aos tribunais chilenos por pessoas vivendo com HIV/AIDS, as decisões judiciais sobre esses casos, e o impacto político que finalmente produziram anos de litígio (3). Trata-se de uma relação detalhada das estratégias de litígio utilizadas, e da resposta judicial a elas – como dissemos, negando a procedência dessas ações. Junto à resposta judicial, analisamos o impacto político dessas ações, e como esses casos redundaram eventualmente na postulação do governo chileno ao Fundo Global das Nações Unidas, com a colaboração das mesmas organizações que, em sede local, apontaram o Estado como responsável por suas omissões. No final, apresentamos algumas conclusões (4).
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PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS: INFLUÊNCIA DAS CRENÇAS NA QUALIDADE DE VIDA E ADESÃO AO TRATAMENTO

PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS: INFLUÊNCIA DAS CRENÇAS NA QUALIDADE DE VIDA E ADESÃO AO TRATAMENTO

A adesão ao tratamento se destaca entre os maiores desafios da atenção às pessoas vivendo com HIV/AIDS, uma vez que demanda dos pacientes mudanças comportamentais devido ao uso contínuo de medicamentos. Dentre os fatores que podem afetar a adesão pode-se observar a presença de crenças negativas e informações inadequadas sobre a en- fermidade e o tratamento. Verificou-se a relação entre os aspectos Espirituais/Religião/Crenças pessoais e os domí- nios/facetas de qualidade de vida e sua influência na adesão ao tratamento, utilizando instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida - World Health Organization Quality of Life Group (WHOQOL-120HIV) da Organização Mundial de Saúde. De acordo com os resultados obtidos, as facetas da qualidade de vida apresentaram significância estatística indicando a prevalência à adesão medicamentosa ao fator faixa etária, sendo que 56% dos pacientes que aderiram ao tratamento medicamentoso estão na faixa de idade de 37 a 60 anos. Com base no conjunto de resultados discutidos pode-se concluir que a religião/crença influência na quali- dade de vida em pessoas vivendo com HIV/AIDS, melho- rando de forma significativa o convívio do paciente com a sociedade.
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Abandono do tratamento antirretroviral e busca consentida de casos de pessoas vivendo com HIV/AIDS

Abandono do tratamento antirretroviral e busca consentida de casos de pessoas vivendo com HIV/AIDS

DSC2 - É preciso ter cuidado nessa busca consentida e na forma de abordagem porque no HIV tem a questão sigilo e sabe-se lá pra quem ele revelou ou não. Então é um fator de constrangimento porque às vezes você tem pessoas que moram com os pais e de repente você tá dizendo: “Aqui é do hospital tal.”. É uma coisa bem delicada. A maioria dava o celular porque é pessoal, e quando a família sabe, ele não se incomoda em dar o telefone de casa. Quando eu ligo e é a pessoa que atende, eu me identifico, mas, geralmente, a pessoa dando o telefone do trabalho ou de casa, eu não identifico se é de centro de saúde ou se é psicóloga. Tem gente que não gosta de falar nem que vai para o hospital, mesmo não tendo HIV. Então eu não me identifico. Já aconteceu de encontrar uma pessoa na rua e eu não cumprimento, mas se a pessoa vir e cumprimentar tudo bem, porque ela pode estar com alguma pessoa que não sabe e fica perguntando, e eu sou conhecida como psicóloga de HIV. Uma coisa que eu tenho pensado é de não colocar no carimbo que é infectologia, para não estigmatizá-los.
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Pessoas vivendo com HIV/AIDS: variáveis associadas à adesão ao tratamento anti-retroviral.

Pessoas vivendo com HIV/AIDS: variáveis associadas à adesão ao tratamento anti-retroviral.

This study aimed to describe the adherence of persons living with HIV/AIDS to antiretroviral therapy (ART) and to investigate adherence pre- dictors among the following: level of schooling, presence of side effects, current or previous inter- ruption of ART by the persons themselves, self-es- teem, self-efficacy expectation, coping strategies, social support, and satisfaction with the health professional-patient relationship. Adherence was measured by self-reported number of ART pills/ capsules missed during the previous week and previous month, evaluated as satisfactory when less than 5%. 101 HIV+ adults took part in this study, 60.4% males, ranging from 20 to 71 years of age (mean = 37.9 years), and 73.3% symptomatic. Data procedures included interviews and the use of validated instruments. The majority of par- ticipants (n = 73; 72.3%) reported adherence of ≥ 95%. Logistic regression showed that a history of self-reported ART interruption and self-effi- cacy expectations were significant adherence pre- dictors. Upgrading of care with interdisciplinary teams is needed to develop an appropriate ap- proach to the medical and psychosocial difficul- ties of ART adherence by persons with HIV/AIDS.
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Entre tramas e dramas: os significados do tratamento para mulheres de camadas populares vivendo com HIV/Aids.

Entre tramas e dramas: os significados do tratamento para mulheres de camadas populares vivendo com HIV/Aids.

[...] A única coisa que eu tenho é que tomar meus remédios e botar a cabeça pra frente e continuar a vida, né? [...] Minha família, meu esposo (se emociona). Às vezes, eu penso na gente, assim, doente, né? Eu ico pensando, assim, em ter que deixar [mor- rer] ele [parceiro], mas eu não boto isso na minha cabeça. Penso, vou vivendo, peço a Deus, agradeço a Deus todo dia que eu acordo, né? que eu vou trabalhar... Mais um dia, tomo meus remédios direitinho. Sabe? Faço meus exames. Eu tô sempre pro- curando melhorar cada vez mais, sabe? Não demonstrar tristeza pras pessoas, eu me acho uma pessoa normal [...] Trabalha normal [...] se descontrair [...]. Demonstrar que é mulher de verdade. A vida continua, né? (Ana, 39 anos).
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Avaliação da qualidade de vida entre pessoas tabagistas vivendo com HIV/AIDS em tratamento no Hospital Univesitário de Brasília

Avaliação da qualidade de vida entre pessoas tabagistas vivendo com HIV/AIDS em tratamento no Hospital Univesitário de Brasília

O senhor (a) está sendo convidado (a) a participar do projeto de pesquisa da dissertação de mestrado de Cristiane Ribeiro da Silva, Fisioterapeuta, do Programa de Pós- graduação em Medicina Tropical – Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília, na área de Epidemiologia e Controle das Doenças Infecciosas e Parasitárias, e tem como objetivo de avaliar os parâmetros referentes a qualidade de vida de pessoas vivendo com hiv/aids em tratamento no Hospital Universitário de Brasília (HUB). A análise destes dados contribuirá para identificar a necessidade de futuras intervenções, como tratamentos e melhoria nos programas de saúde (EX: programas de combate ao tabaco) e também sensibilizar os dependentes do tabaco com a constatação do prejuízo na qualidade de vida a interromperem esse consumo
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Pacientes vivendo com HIV/AIDS e coinfecção tuberculose: dificuldades associadas à adesão ou ao abandono do tratamento.

Pacientes vivendo com HIV/AIDS e coinfecção tuberculose: dificuldades associadas à adesão ou ao abandono do tratamento.

Para a seleção dos participantes utilizamos os critérios de inclusão: ter diagnóstico confirmado de HIV com co-infecção tuberculose/AIDS constatado no prontuário; ser maior de 18 anos; residir em Fortaleza-CE; estar em tratamento atual de TB com uso domiciliar de medicamentos e em uso de antirretroviral; e ter tido, no mínimo, um abandono anterior confirmado de tratamento de tuberculose. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética do referido hospital, conforme Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, e aprovado sob protocolo nº. 058/2009.
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Qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/Aids em São Paulo.

Qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/Aids em São Paulo.

analisadas. No presente estudo, os pacientes estavam em tratamento anti-retroviral há longo tempo, enquanto que a população estudada em Belo Horizonte havia iniciado tratamento recentemente. A amostra estudada em Taiwan era mais jovem e com maior proporção de homens (96%) do que a da Casa da Aids. Adicional- mente, parte dos entrevistados vivia em abrigo mantido por uma instituição religiosa. A forma não-aleatória de recrutamento dos indivíduos no presente estudo impede a generalização dos resultados para outros serviços especializados. Contudo, a amostragem consecutiva utilizada tem sido considerada uma das melhores téc- nicas não-probabilísticas. 5
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SOMATÓTIPO E IMAGEM CORPORAL EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS.

SOMATÓTIPO E IMAGEM CORPORAL EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS.

O programa de treinamento concorrente associado à orientação nutri- cional produziu resultados positivos tanto no somatótipo quanto na per- cepção da imagem corporal das participantes, comprovando sua eficácia no controle da lipodistrofia. No que tange as alterações físicas, e a satisfação da imagem corporal do grupo avaliado, sugeriu-se que o treinamento concorrente associado à orientação nutricional pode ser adicionado ao tratamento do HIV/Aids como estratégia complementar para reduzir os fatores de risco metabólicos e cardiovasculares associados à lipodistrofia, assim como reduzir a estigmatização corporal vivenciada por PVHA.
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O idoso vivendo com HIV/AIDS: a sexualidade, as vulnerabilidades e os enfrentamentos...

O idoso vivendo com HIV/AIDS: a sexualidade, as vulnerabilidades e os enfrentamentos...

O processo de estigmatização mantém uma constante expectativa da não-aceitação e da segregação social, que os autores chamam de “estigma sentido” (felt stigma) e “estigma efetivado” (enacted stigma) (Maluwa, Aggleton, Parker, 2002). Tanto o estigma sentido quanto o efetivado apresentam grande impacto nos desfechos de saúde e na qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV. O estigma sentido pode dificultar e atrasar a busca de ajuda, de diagnóstico e tratamento, ou prejudicar a habilidade dos afetados para o autocuidado, as tomadas da medicação prescrita ou a adesão aos espaços de atenção à saúde. Já o estigma efetivado como discriminação pode impedir indivíduos e sociedades de abordarem adequadamente as questões de saúde, pessoal ou coletiva (Paiva, 2009).
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Qualidade de vida de pacientes idosos vivendo com HIV/AIDS.

Qualidade de vida de pacientes idosos vivendo com HIV/AIDS.

A prevenção e controle do vírus da imuno- deficiência humana (HIV) têm sido um grande desafio para a área da saúde nas últimas três dé- cadas. A pandemia gerada pelo HIV é de nature- za complexa, pois não há cura para a doença, a propagação é persistente, atinge especialmen- te populações mais pobres e indivíduos que se expõem a comportamento de risco, neste estu- do considerado como atividades praticadas por indivíduos, com frequência e intensidade tal, que conduzam ao aumento de risco de adqui- rir doença ou acidentar-se, e neste caso práticas que levam o indivíduo à menor ou maior grau de exposição ao HIV, como: sexo desprotegido, com profissional do sexo, com parceiro do mesmo se- xo, uso de drogas ilícitas e transfusão sanguínea 2 . O comportamento sexual de risco como o sexo desprotegido e o uso de drogas ilícitas, mui- tas vezes atribuídos aos adolescentes e adultos jovens, também pode refletir o comportamento dos adultos mais velhos e idosos. Dessa forma, os idosos devem ser incluídos nas campanhas de prevenção da AIDS 3 . Com o advento e aces-
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Exercício físico, saúde e qualidade de vida em pessoas com HIV/AIDS em Natal/Rio Grande do Norte

Exercício físico, saúde e qualidade de vida em pessoas com HIV/AIDS em Natal/Rio Grande do Norte

Introdução: Mudanças na imagem corporal podem afetar significativamente o bem- estar psicossocial e qualidade de vida, aumentando o estigma dos portadores de HIV/AIDS e engatilhando distúrbios nas relações sociais, levando inclusive ao isolamento dos pacientes. Objetivo: Avaliar a percepção da imagem corporal em pessoas vivendo com HIV/AIDS submetidos a um programa de exercícios resistidos. Métodos: A população do estudo piloto foi composta por dois indivíduos de ambos os gêneros HIV+ . Como critérios de inclusão foram considerados a adesão ao tratamento com TARV (terapia anti-retroviral de alta intensidade), nível de CD4, ser voluntários, apresentar quadro de lipodistrofia e receber atendimento clínico. Para controle das variáveis, foi realizado um pré e pós-teste. Para a avaliação da imagem corporal foi utilizado o instrumento de avaliação de percepção estética na redistribuição de gordura em pessoas infectadas pelo HIV/AIDS submetidas a atividade física, desenvolvido por Alchieri e Silva (2007) em processo de validação. A intervenção foi feita com base no treinamento de musculação, realizada três dias/semanais, com duração de uma hora, e intensidade variando entre 60 e 75% de uma repetição máxima (1 RM). As séries foram compostas por sete exercícios alternados por segmentos, envolvendo os grandes e pequenos grupos musculares (peito, quadríceps, dorsal, tríceps, bíceps, panturrilha e abdômen) e as sessões de treinos constituídas de exercícios de aquecimento (caminhada de 20’ a 50% da frequência cardíaca máxima), treinamento principal (2 séries de 15 repetições e após quatro semanas 3 x 15 durante por doze semanas, com intervalo de 1’ entre as séries) e alongamentos. Resultados: Quanto a percepção de mudança na aparência física os participantes relataram diferenças em relação aos membros superiores, inferiores e abdômen, não havendo queixa quanto a face. Afirmaram que o aspecto das áreas citadas como problemáticas tem melhorado, bem como apresentam maior disposição física, inclusive para participar de atividades sociais com maior frequência o que antes era evitado. Conclusão: A atividade física como intervenção para a população estudada, promove mudanças positivas no que diz respeito a auto-percepção, imagem corporal e na forma como se relaciona consigo e com o mundo.
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Aspectos que influenciam o autocuidado de pacientes acima de 50 anos vivendo com vírus da imunodeficiência humana  / Aspects that influence the self-care of patients over 50 years living with human immunodeficiency viruses

Aspectos que influenciam o autocuidado de pacientes acima de 50 anos vivendo com vírus da imunodeficiência humana / Aspects that influence the self-care of patients over 50 years living with human immunodeficiency viruses

Os dados coletados estiveram relacionados às variáveis independentes (sóciodemográficas e de comportamento) obtidas foram: sexo, idade, cor autoreferida, escolaridade, religião, parceria, número de filhos, renda familiar, total de dependentes da renda, residência com água encanada, esgoto, coleta de lixo e proximidade de serviço de saúde, orientação sexual, atividade sexual, tempo de conhecimento do diagnóstico da infecção pelo HIV/aids, tempo de tratamento e doença oportunista após o diagnóstico, bom relacionamento com a família, sentimento de solidão, tristeza e/ou angústia, necessidade de ocultar o diagnóstico, aceitação da condição de estar com HIV/aids, necessidade de ocultar o diagnóstico, aprendeu a viver com HIV/aids. Ressalta-se que a seleção das variáveis independentes aconteceu a partir de pesquisas já desenvolvidas com as PVHA (OSKOUIE 2018, BASTI 2017, MS 2017).
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de protocolo clínico para o planejamento familiar de pessoas vivendo com HIVAIDS

de protocolo clínico para o planejamento familiar de pessoas vivendo com HIVAIDS

Parte dos artigos abordou dificuldades dos serviços PF direcionados às pessoas vivendo com HIV/aids. Conforme o artigo 1, a maioria dos profissionais de clínicas de tratamento para o HIV/aids não ofereciam ações de PF, encaminhando os pacientes para receber esse atendimento em outro serviço. Corroborando esse achado, o artigo 8 afirma que as mulheres soropositivas constituem a principal demanda reprimida de atendimento em PF. E o artigo 2 complementa, afirmando que a existência de limitação dos recursos, estigma com relação a infecção pelo HIV e a resistência dos pacientes em utilizar o preservativo interferem negativamente na assistência ao PF desse público. O artigo 3 acrescenta, ainda, a importância da comunicação médico-paciente em relação aos cuidados sexuais e reprodutivos de usuárias de terapia antirretroviral, expondo a falta de apoio e de comunicação entre profissional- paciente, julgamentos acerca de suas escolhas e o atendimento focado apenas no preservativo como método anticoncepcional como pontos negativos da assistência.
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Qualidade de vida, características clínicas e adesão ao tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Qualidade de vida, características clínicas e adesão ao tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS.

8. Chandra PS, Gandhi C, Satishchandra P, Kamat A, Desai A, Ravi V, et al. Quality of life in HIV subtype C infection among asymptomatic subjects and its association with CD4 counts and viral loads – a study from South India. Qual Life Res. 2006;15:1597-605. 9. Bayliss M, Rendas-Bawm R, White MK, Mariish M, Byorner J, Tunis SL, et al. Health-related quality of life (HRQL) for individuals with self-reported chronic physicaland/or mental health conditions: panel survey of an adult sample in the United States. Health Qual Life Outcomes. 2012;10:154.

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