Top PDF Análise do movimento em rituais umbandistas.

Análise do movimento em rituais umbandistas.

Análise do movimento em rituais umbandistas.

Quase diametralmente oposta aos movimentos das caboclas é a caracterização de movimento dos caboclos: fi rme, súbito e direto, dito por Laban como um movimento de soco. Os caboclos apresentam atitude ativa diante de três dos quatro fatores de movimento. Enquanto o “casal” caboclo-cabocla se diferencia em quase todos os fatores de movimento, o baiano-baiana se assemelha em três deles e em apenas um (fl uência) é diferente, exatamente naquele em que caboclos e caboclas se identifi cam. A demarcação de gênero pelo movimento, portanto, pode assinalar-se na umbanda de maneiras bastante diferentes, até simetricamente opostas. Se, em linhas gerais, a atitude passiva em relação aos diversos fatores de movimento caracterizar o feminino e a atitude ativa o masculino, podemos considerar o casal cabocla-caboclo como sendo o extremo dessa demarcação de gênero. Porém, é importante não compreender os fatores de movimento como mera somatória, perdendo de vista o cunho gestáltico da combinação dos mesmos. Os marinheiros, por exemplo, têm em três dos fatores de movimento elementos de esforço passivo, o que não signifi ca pouca masculinidade. Distinguem-se da “deusa” pomba-gira em um único elemento de análise e isso é sufi ciente para produzir um tipo bastante distinto (nenhum umbandista jamais os confundiria).
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Análise de Posturas e de Movimento com Recurso a um Método de Análise de Imagem

Análise de Posturas e de Movimento com Recurso a um Método de Análise de Imagem

As frames de referência em biomecânica são absolutas ou relativas. Uma frame absoluta ou de referência global é essencialmente imóvel, como os movimentos horizontal e vertical aparentes verificados com a Terra e o seu campo gravitacional. Uma frame de referência relativa é medida a partir de um ponto que também se pode mover, como o movimento do pé relativamente à anca ou a planta do pé em relação à bola de futebol. Não existe uma frame de referência ideal, porque a descrição biomecânica mais relevante depende do propósito da análise. O facto deste ponto de movimento ser relativo à sua frame de referência é importante por várias razões. Em primeiro lugar, o aspeto e quantidade de movimento dependem de onde o movimento é observado e medido. É sempre possível responder a uma pergunta acerca duma distância com um número arbitrário de um ponto de “referência desconhecido”, mas a precisão dessa resposta pode não ser satisfatória. Em segundo lugar, as diversas formas para descrever o movimento são muito parecidas com os diferentes termos anatómicos, que são por vezes usados para o movimento idêntico. Finalmente, esta é uma metáfora para um profissional de cinesiologia experiente que sabe que não há uma única forma de ver ou medir o movimento humano, porque a sua frame de referência afeta aquilo que vê (Knudson, 2007).
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Análise de Movimento Não Rígido em Visão por Computador

Análise de Movimento Não Rígido em Visão por Computador

A análise de movimento não rígido é uma área de investigação a florescer e o trabalho já realizado começou apenas a desbravar soluções para alguns dos muitos problemas de resolução complexa existentes. Muitos assuntos teóricos estão ainda em aberto nas áreas de seguimento do movimento de dados 3D, ou a partir das suas projecções 2D, da análise de objectos sujeitos a elevadas deformações, e da análise de movimento fluído e viscoelástico não restringido. Para objectos não rígidos, as questões de representação do movimento e da representação da forma estão muito mais relacionadas do que para objectos rígidos. Apenas alguns autores consideraram os problemas de representação de objectos não rígidos mais complexos do que objectos articulados [1]. A maior parte deste trabalho descreve objectos não rígidos constituídos por um único elemento. É evidente que para muitos objectos não rígidos são mais adequadas representações de elementos múltiplos. Por vezes, cada elemento é por si só um objecto não rígido existindo ainda a possibilidade destes objectos se dividirem e/ou se fundirem ao longo do movimento. Questões de representação tornam-se de importância crítica assim que se avança de problemas de seguimento e análise de movimento para problemas de reconhecimento de objectos não rígidos.
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Perigo do movimento antivacina: análise epidemio-literária do movimento antivacinação no Brasil

Perigo do movimento antivacina: análise epidemio-literária do movimento antivacinação no Brasil

Objetivo: Analisar a literatura sobre o movimento antivacinação e fazer as possíveis relações com os dados epidemiológicos da cobertura vacinal brasileira. Revisão bibliográfica: Movimentos contrários as imunizações sempre existiram desde a origem das vacinas, no entanto, na última década esses movimentos vem ganhando força e um maior espaço nas mídias digitais. Isso se deve a crescente influência que a internet e as redes sociais exercem sobre a vida dos usuários, visto que muitas campanhas de antivacinação utilizaram esse meio para perpetuar notícias contrárias as vacinas. Foi observada uma grande redução na cobertura vacinal brasileira nos últimos cinco anos, os dados mostram que todas as vacinas ofertadas tiveram redução de aplicação no período observado. Considerações finais: O ressurgimento de doenças que antes eram controladas vem preocupando profissionais de saúde de todo o mundo. Sendo necessário a criação de estratégias que diminuam a influência desse movimento e reforce a importância da imunização.
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Uma breve análise do movimento Browniano

Uma breve análise do movimento Browniano

A história começa em 1785, quando Jan Ingenhousz (1730-1799), descobriu o pro- cesso da fotossíntese, ele relatou o movimento em ziguezague das partículas em suspensão de pó de carvão na superfície do álcool, que depois seria chamado movimento browniano, devido ao relatório de Robert Brown (1773-1858) feito em 1827, observando partículas de pólen na superfície da água que exibem incessantes movimentos irregulares. O primeiro a descrever matematicamente o movimento browniano foi Thorvald N. Thiele em 1880, em um artigo sobre o método dos mínimos quadrados. Ele foi seguido independentemente por Louis Bachelier em 1900 em sua tese de doutorado A Teoria da Especulação, no entanto, Albert Einstein em 1905 com um estudo independente explicou estes movimentos postu- lando que as partículas sob observação estão sujeitas a perpétuas colisões com moléculas do meio circundante. O tratamento matematicamente rigoroso do movimento browniano só foi dado em 1923 por Norbert Wiener (1894Ű1964) que mostrou ser suas funções amos- tras contínuas e não diferenciáveis (com probabilidade 1). No entanto, seu método era aplicável ao caso especíĄco desse processo e somente após o estabelecimento por Kolmo- gorov, em 1929-1933, dos fundamentos axiomáticos da teoria de probabilidade foi possível o tratamento rigoroso dos processos estocásticos em geral, como são conhecidos hoje.
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Percepção e aprendizagem no Museu de Zoologia: uma análise das conversas dos vis...

Percepção e aprendizagem no Museu de Zoologia: uma análise das conversas dos vis...

É importante lembrar que a forma como o adulto percebe o mundo não é inata ao organismo. Desde o nascimento e ao longo do nosso desenvolvimento, aprendemos a perceber o mundo a nossa volta. Uma questão filosófica antiga retomada por Sacks (2006) é a da correspondência dos sentidos. Imagine um homem nascido cego agora adulto e já bem adaptado a interagir com o mundo através de seus outros sentidos; a este homem é ensinado a distinguir um cubo de uma esfera pelo tato. Imagine que ele agora, por algum motivo recupere a visão, a questão é: será possível que ele consiga agora distinguir através da visão, antes de tocar, o cubo da esfera? Berkeley (apud SACKS, 2006) em seus escritos no início do século XVIII já apontava que não, a conexão entre os dois sentidos só poderia ser estabelecida através da experiência. Casos relatados de pacientes cegos que voltaram a enxergar parecem confirmar a afirmação. Um desses exemplos ilustrativos, relatado pelo neurologista Oliver Sacks (2006, p113), foi seu paciente Virgil que perdera a visão aos cinco anos de idade. Após viver 45 anos cego, ele submeteu-se a uma cirurgia de catarata recuperando a capacidade de enxergar. No entanto, o que ele realmente conseguiu ver? Com pouca, e distante no tempo, experiência prévia da visão, o que pacientes como Virgil relatam são enormes dificuldades em compreender o que se vê, não demonstram noção de distância, espaço ou tamanho, relatam ver meros borrões sem sentido, uma confusão de cores, formas e movimento. Há de se observar também que ao longo de seu desenvolvimento seu córtex visual não se desenvolveu, dificultando enormemente a tarefa de “enxergar” o que vê.
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A umbanda em Fortaleza: análise dos significados presentes nos pontos cantados e riscados nos rituais religiosos

A umbanda em Fortaleza: análise dos significados presentes nos pontos cantados e riscados nos rituais religiosos

Oxumaré Oxumaré é a serpente-arco-íris; suas funções são múltiplas. Diz-se que ele é um servidor de Xangô e que seu trabalho consiste em recolher a água caída sobre a terra, durante a chuva, e levá-la de volta às nuvens. Oxumaré é a mobilidade e a atividade. Uma de suas obrigações é a de dirigir as forças que produzem o movimento. Ele é o senhor de tudo o que é alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado, geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore. Ele é o símbolo da continuidade e da permanência e, algumas vezes, é representado por uma serpente que se enrosca e morde a própria cauda. Enrola-se em volta da terra para impedi-la de se desagregar. Se perdesse as forças, isso seria o fim do mundo – eis aí uma excelente razão para não se negligenciar as suas oferendas. Oxumaré é, ao mesmo tempo, macho e fêmea. Essa dupla natureza aparece nas cores vermelha e azul que cercam o arco-íris. Ele representa também a riqueza, um dos benefícios mais apreciados no mundo dos iorubás. No Brasil, as pessoas dedicadas a Oxumaré usam colares de contas de vidro amarelas e verdes; seus iniciados usam brajá, longos colares de búzios, enfiados de maneira a parecer escamas de serpente, e trazem na mão um ebiri, espécie de vassoura feita com nervuras das folhas de palmeira. Outras vezes seguram também uma serpente de ferro forjado. Durante suas danças, seus iaôs apontam alternadamente para o céu e para a terra.
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Movimento estudantil e serviço social no capitalismo contemporâneo: tendências e particularidades

Movimento estudantil e serviço social no capitalismo contemporâneo: tendências e particularidades

A dissertação analisa a direção social do Movimento Estudantil de Serviço Social(MESS)por meio da atuação da Executiva Nacional dos(as) estudantes de Serviço Social(ENESSO), no que se refere a sua posição política sobre Universidade e Formação profissional no período de 2003-2008. Do ponto de vista teórico- metodológico, o objeto de estudo foi apreendido em suas determinações estruturais, conjunturais e geracionais, considerando a crise contemporânea do capital e suas implicações na relação Estado e Sociedade, com ênfase nas particularidades e mudanças na Universidade e nas exigências postas no âmbito da Formação profissional. Para a coleta e produção dos dados foi realizada pesquisa documental e de campo. Foram entrevistados(as) dirigentes da ENESSO, um(a) de cada gestão entre os anos de 2003-2008, além de representantes da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social(ABEPSS) que destaca a relevância da parceria construída com a entidade de representação dos(as) estudantes, na cena contemporânea. Os resultados obtidos sugerem que a ENESSO desenvolve uma atuação em defesa do projeto de universidade pública, gratuita, laica e de qualidade e do projeto de formação fundado nas Diretrizes Curriculares de 1996; o tempo presente é marcado no MESS pelo acirramento de disputas pela direção social do movimento entre os grupos políticos, os quais divergem, sobretudo, da análise realizada sobre o governo Lula e do papel político assumido pela UNE, nesse contexto de contra- reforma do ensino superior. A conjuntura atual de exaltação extrema do individualismo tem se revelado desfavorável à organização coletiva da classe trabalhadora e em particular dos movimentos estudantil. O MESS atravessa um momento de profunda instabilidade, dimensão que se expressa na ausência de coordenadores nacionais para gestão 2008/2009 da ENESSO. Apesar das dificuldades enfrentadas, destaca-se a parceria construída entre as entidades representativas do Serviço Social em nível nacional e a luta que desenvolvem em defesa do projeto profissional vinculado a construção de outra sociabilidade, para além do capital.
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A disciplina de ginástica artística na formação do licenciado em educação física sob a perspectiva de docentes universitários

A disciplina de ginástica artística na formação do licenciado em educação física sob a perspectiva de docentes universitários

D.2 – Eu ainda sou daqueles que acredita que a parte teórica é muito importante, mas que a parte prática é fundamental. Então, nas disciplinas de Ginástica eu diria que uns 70%, aproximadamente isso, das horas são práticas. Quase todas as minhas aulas eu parto de uma fundamentação teórica, ou ao contrário, faço uma parte prática e no final a gente desenvolve algum tipo de reflexão, de discussão sobre aquilo que foi feito. Obviamente, como a gente esta pensando na formação de formadores, eu utilizo alguns textos que servem como disparadores de um certo raciocínio, de uma certa lógica. Então uso textos que vão desde textos técnicos da Ginástica, onde a gente vê que existe uma análise muito específica do movimento, por exemplo, uma análise biomecânica do movimento, onde a pessoa vai tentar esmiuçar uma das variáveis daquele movimento para descobrir uma oscilação de energia, ou de altura de um movimento, ou seja, a gente pode usar isso como disparador para uma discussão de como se analisa um movimento na Ginástica, até textos sobre metodologia de ensino, como pode ser (...) ou formas do professor proceder, se o professor impõe o conhecimento ou se o professor ele oferece o conhecimento e discute com os alunos, ou seja, eu uso textos dos mais diversos possíveis, inclusive alguns textos históricos, para discutir o como a gente pode trabalhar essa Ginástica. Eu uso, por exemplo, textos antigos de Ginástica, para que eles entendam que, os modelos técnicos vão sendo mudados e superados com o passar dos anos. Então, não dá para eu como professor usar um modelo e falar ‘esse é o definitivo, a ginástica é isso’. Não! A Ginástica Artística dos anos sessenta se parece em muito pouco, do ponto de vista técnico, com a Ginástica Artística de hoje, os movimentos até são parecidos, são os mesmos, mas a técnica de execução deles é totalmente diferente. Mudou-se o material, mudou-se as formas de treinamento, mudaram os conhecimentos biomecânicos, os fisiológicos
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO Conhecimento e Inclusão Social em Educação

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO Conhecimento e Inclusão Social em Educação

O presente estudo teve como objetivo investigar o percurso da práxis educativa do MST em suas parcerias com duas instituições de ensino: UFMG e UNESP. Analisamos como a especificidade do jeito organizativo e formativo do MST vem dialogando com a formação desenvolvida na universidade e como esse processo repercute na práxis do Movimento, que busca alcançar a formação do intelectual orgânico: educadores e educadoras, militantes que trabalham a capacitação desde a Educação Infantil, Fundamental, EJA, Médio e caminhando para o Ensino Superior. Identificamos que a dinâmica organizativa possibilitou apreender o ser enquanto educador e, ao mesmo tempo, enquanto militante. Evidenciamos que a inserção dos sujeitos no MST proporciona traços identitários que os configuram como sujeitos coletivos onde quer que estejam inseridos, em todos os processos de aprendizagem (FREIRE, 1970, CASTELLS; 1999). Leva-se em conta que centralidade da formação no Movimento reside na luta pela terra, considerada por vários autores como 'lócus' gerador da Educação do Campo (KOLLING, 1999). Partindo da compreensão que a escolha metodológica necessita identificar-se com o ser pesquisador/a e o objeto da pesquisa, assim, fizemos a escolha pelo Materialismo Histórico Dialético (MHD), por considerarmos ser o que mais se aproxima com a proposta metodológica de compreender a práxis formativa e educativa do Movimento em suas várias determinações, contradições e totalidade dentro da luta de classes (THOMPSON, 1987; MARX & ENGELS, 1974). A pesquisa foi realizada com quatro sujeitos egressos dos cursos de graduação em Geografia e Licenciatura em Educação do Campo, realizados por meio de parceria entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual Paulistana “Júlio de Mesquita Filho” Campus Presidente Prudente (UNESP), e com duas lideranças de instâncias nacionais do MST. Nos resultados, consideramos que a materialização da organicidade interna desvendou que não importa o local que estejam estes sujeitos, eles possuem um jeito próprio para se inter-relacionar com outros sujeitos e com novos espaços. Neste sentido, concluímos a análise não com um ponto final, mas com inúmeras considerações em compreender a práxis formativa e educativa do MST, nos seus 30 anos e suas parcerias.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

Retornando à abordagem de outros aspectos do portal, segundo o MST (2010a), o público de usuários e leitores que acessam esse meio, de modo geral, apresenta o perfil de militantes do Movimento, amigos, aliados de outras organizações e segmentos populares, pesquisadores da questão agrária e jornalistas. A partir disso, o coordenador da página, E (2011) aponta que uma análise sobre a característica do conteúdo mais acessado no portal revelou que a maior parte da procura por informações se concentra no ícone “O MST”. No entanto, o grande volume de acessos verificados é de informações gerais sobre a formação histórica, organização, plataforma de luta e o funcionamento desse Movimento, e não de notícias e artigos sobre o debate da questão agrária. O que demonstra que a maioria do público que acessa o portal espera inicialmente, conhecer o MST, suas principais linhas de ação e objetivos. Isso também revela algumas contradições no direcionamento editorial do veículo, pois “[...] a estrutura da [...] página ainda não corresponde à necessidade daqueles que entram [nela] [...]. É uma página de notícias para fazer o enfrentamento político [...], mas [...] tem que avançar nesse outro lado [...]. Mostrar e apresentar o MST para a sociedade. ” (Idem).
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Nadir Lara Júnior Professor Doutor do PPG em Ciências Sociais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. e-mail: nadirlunisinos.br; nadirljhotmail.com Resumo

Nadir Lara Júnior Professor Doutor do PPG em Ciências Sociais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. e-mail: nadirlunisinos.br; nadirljhotmail.com Resumo

O segundo fator que nos influenciou veio, digamos, da Teologia da Libertação. A maioria dos militantes mais preparados do movimento teve uma formação progressista nos seminários da Igreja. Essa base cristã não veio por um viés do catolicismo ou da fraternidade. A contribuição que a Teologia da libertação trouxe foi a de ter abertura para várias idéias. Se tu fizeres uma análise crítica da Teologia da Libertação, ela é uma espécie de simbiose de várias correntes doutrinárias. Ela mistura o cristianismo com o marxismo e com o latino-americanismo. Não é por acaso que ela nasceu na América Latina. Em suma, incorporamos dela a disposição de estar abertos a todas as verdades e não somente a uma, porque esta única pode não ser a verdadeira. Todos os que se abasteciam na Teologia da libertação – o pessoal da CPT, os católicos, os luteranos – nos ensinaram a prática de estar abertos a todas as doutrinas em favor do povo. Essa concepção de ver o mundo é que nos deu abertura suficiente para perceber quem poderia nos ajudar. (FERNANDES; STÉDILE, 2001, p. 59).
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"A língua desse povo não tem osso, deix'esse povo falá": campo sonoro da linha de Quimbanda do Terreiro de Umbanda Reino de Luz - som e preconceito.

"A língua desse povo não tem osso, deix'esse povo falá": campo sonoro da linha de Quimbanda do Terreiro de Umbanda Reino de Luz - som e preconceito.

Diante dessa pesquisa e pensando em todos os fatores que se apresentaram neste trabalho, surgem muitos questionamentos: que preço os umbandistas estão dispostos a pagarem para mais bem aceitos? É isto mesmo que querem? Adaptar os rituais e a música, para serem mais bem aceitos? Desta forma não estariam negociando as suas identidades e crenças? Esta é, realmente, uma situação difícil. Como umbandista também gostaria que houvesse menos preconceitos sobre a nossa religião. E infelizmente, após analisar todos os fatores acima, entendo todos os posicionamentos e não me sinto capaz de julgá-los e dizer quais estão certos e quais são errados. Obviamente as pessoas querem viver em paz e seguir suas crenças religiosas sem ter que sofrer preconceitos ou ter que ficar explicando, toda vez que alguém descobre que são umbandistas, que não creem no diabo, que não fazem trabalhos para o mal e todas as situações que podemos ver descritas nas entrevistas. Ex.12 – Ponto de Pomba-gira Maria Quitéria recolhido no Terreiro de Umbanda Reino de Luz.
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Cad. Pagu  número30

Cad. Pagu número30

Freud e refinada por Lacan e seus seguidores, mas seus resultados são “culturalmente variados”. Por um lado, uma conclusão quase banal, equivalente à conhecida frase de Sartre (“eu sou o que fiz do que fizeram de mim”); por outro, uma sutil apropriação do modelo lacaniano de constituição do sujeito para ler os rituais de outras sociedades, como se eles fossem uma imagem invertida, ou espelhada, em relação ao “nosso” modo de construção de sujeitos. Ainda que argumente, desde o início, que seu interesse está em delinear uma “cartografia da relação do eu com a sociedade” (6) e que para tanto vai abordar a “angústia a respeito da aplicação de um modelo ocidental a outras culturas de uma perspectiva diferente” (5) , isto é, fazendo uma leitura etnográfica das teorias antropológicas, psicanalíticas e feministas, lado a lado com a leitura de materiais etnográficos, a apropriação do roteiro e do léxico psicanalítico mina de saída sua intenção. A apropriação é sutil porque, lado a lado com a apresentação da teoria psicanalítica sobre a sexualidade, caminha uma desconstrução dela, e, ao mesmo tempo em que os conceitos psicanalíticos vão sendo paulatinamente incorporados na análise dos rituais, até para descrevê-los, a teoria psicanalítica de constituição do sujeito passa a ser o pano de fundo para se compreender a constituição dos sujeitos das narrativas etnográficas.
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Rituais escolares: notas sobre jogos e olimpíadas escolares como rituais.

Rituais escolares: notas sobre jogos e olimpíadas escolares como rituais.

Peirano (2002, 2003) compreende os rituais como um fenômeno social peculiar de diferentes naturezas – profana, religiosa, festiva, formal – que combina palavras e ações de forma flexível. Os rituais parecem partilhar alguns traços: uma ordenação que os estrutura, um sentido de realização coletiva como propósito definido e também uma percepção de que eles são diferentes dos atos do cotidiano. A autora afirma que o ritual revela o que está presente no cotidiano de um determinado grupo, realçando e ampliando um arcabouço de ideias e valores que são comuns a seus integrantes e que seriam difíceis de discernir de outra forma. Isto significa que, mesmo aceitando-se a existência de um plano subjetivo de valores, a eficácia simbólica do ritual está relacionada ao fato de ter um significado comum mínimo, uma generalidade formal nos termos durkheimianos, para um grupo social.
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Viviane Capoane Geógrafa e Mestre em Ciência do Solo pela Universidade Federal de Santa Maria, Doutoranda em Geografia na Universidade Federal do Paraná. e-mail: capoanegmail.com Danilo Rheinheimer dos Santos Professor Associado II do Departamento de Solo

Viviane Capoane Geógrafa e Mestre em Ciência do Solo pela Universidade Federal de Santa Maria, Doutoranda em Geografia na Universidade Federal do Paraná. e-mail: capoanegmail.com Danilo Rheinheimer dos Santos Professor Associado II do Departamento de Solo

Problemas desta natureza podem ser minimizados se ferramentas gerenciais de apoio como o sensoriamento remoto forem incorporadas na análise de uso da terra de assentamentos, pois estas podem dar grande contribuição para a detecção de alterações ambientais ocorridas no espaço geográfico. A integração dos Sistemas de Informação Geográfica (SIGs) às técnicas de sensoriamento remoto tem sido utilizada no planejamento do espaço territorial em que se integram dados espaciais aos de uso da terra (MARTINS et al., 2007). Por meio dessas técnicas é possível produzir mapas de classificação da paisagem numa determinada área, em séries temporais, para avaliar espacialmente a dinâmica do uso e cobertura da terra. No caso dos projetos de assentamentos rurais, tal análise temporal é de extrema importância, pois permite a compreensão da organização do espaço e das mudanças ocorridas, já que estas áreas estão em constante transformação, devido, principalmente, à pressão das atividades antrópicas como a agricultura de subsistência e pecuária leiteira.
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Horiz. antropol.  vol.12 número26

Horiz. antropol. vol.12 número26

Assim, passa-se a segunda parte do livro, que dá continuidade à análise diacrônica, mas aos poucos toma formas sincrônicas. Conforme Fausto, os diferentes regimes internos estão associados a diferentes comportamentos bé- licos. Os ocidentais, que dissolveram diferenças internas, se caracterizaram por inúmeros conflitos bélicos quase que exclusivamente ofensivos – resultado da busca incessante de uma alteridade no exterior. Já os orientais, que se puse- ram a produzir alteridades internas, evitavam qualquer tipo de envolvimento com o exterior. Sua postura sociocêntrica foi construída concomitantemente com o fim da socialização dos prestígios conferidos ao matador e da potencialização dos estigmas que recaíam sobre este. Evitava-se, ao máximo, o outro. Assim, o autor compõe um quadro das disposições internas de cada grupo e como elas são acompanhadas de políticas externas distintas.
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A fragilidade do capitalismo estadunidense em 2003 — Outubro Revista

A fragilidade do capitalismo estadunidense em 2003 — Outubro Revista

Quando os salários dentro dos Estados Unidos caírem o suficiente para possibilitar o aumento dos lucros, os investidores podem deixar de aplicar no exterior; de outra forma, eles não i[r]

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Aspectos dos rituais de passagem em Dickens

Aspectos dos rituais de passagem em Dickens

Tanto em Vavid Coppoji^izld quanto em G-teoí... Ú.[r]

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Os rituais de passagem segundo adolescentes.

Os rituais de passagem segundo adolescentes.

Com base no contexto apresentado e nossa vivência junto em um projeto de extensão universitária desenvolvido com adolescentes, em escolas de ensino fundamental e médio da região de Santo Eduardo, no município de Embu, elaboramos o presente estudo com a finalidade de nortear as atividades desenvolvidas neste projeto. Entendemos a adolescência como um período de transição, com grandes transformações e perdas, em que o ritual de passagem se faz necessário para elaboração dessas mudanças responsáveis pela organização de uma nova identidade. Assim, problematizamos a seguinte questão: Quais acontecimentos representam rituais de passagem, segundo o grupo estudado?
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