Top PDF Análise florística e estrutural do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta de galeria no Município de Cristais Paulista, SP, Brasil.

Análise florística e estrutural do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta de galeria no Município de Cristais Paulista, SP, Brasil.

Análise florística e estrutural do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta de galeria no Município de Cristais Paulista, SP, Brasil.

Além da influência do cerrado sobre a flora da floresta de galeria estudada, a análise de similaridade florística demonstrou uma maior semelhança dessa floresta com as florestas ribeirinhas situadas nas cotas mais altas de altitude (acima de 825 m), principalmente no sul de Minas Gerais (florestas semidecíduas aluviais), na região do alto Rio Grande, e, secundariamente, com aquelas situadas no Distrito Federal (florestas de galeria). As maiores semelhanças com as florestas ribeirinhas de Minas Gerais podem ser atribuídas à proximidade geográfica, à inserção das florestas na mesma bacia hidrográfica (Rio Grande) e aos valores altitudinais próximos, que condicionariam climas semelhantes. Da mesma forma, Van den Berg & Oliveira Filho (2000) observaram grandes semelhanças florísticas entre as florestas do alto Rio Grande, Minas Gerais, sejam ribeirinhas (aluviais e galerias) ou semidecíduas montanas, em função da altitude e climas semelhantes da região em que se encontram, caracterizados por uma pronunciada estacionalidade climática. Coutarea hexandra, Daphnopsis fasciculata, Duguetia lanceolata, Eriotheca candolleana, Guateria nigrescens, Luehea divaricata, Machaerium aculeatum, M. villosum, Matayba elaeagnoides, Nectandra oppositifolia, Ocotea pulchella e Ormosia arborea foram compartilhadas apenas com as florestas estudadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Essas espécies são também encontradas com freqüência nas florestas semidecíduas montanas (sem influência aluvial) do sudeste do Brasil (Meira Neto et al. 1989; Oliveira Filho & Machado 1993; Espírito- Santo et al. 2002) e evidenciam os laços florísticos entre a floresta de galeria estudada e as florestas
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Caracterização florística e fitossociológica do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta paludosa no Município de Rio Claro (SP), Brasil

Caracterização florística e fitossociológica do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta paludosa no Município de Rio Claro (SP), Brasil

se na maior parte dos estudos. Todas essas espécies constituem um importante grupo que define uma estrutura semelhante entre as florestas paludosas do interior paulista, caracterizada pela existência de poucas espécies que concentram muitos indivíduos na comunidade. A semelhança estrutural já foi destacada por Costa et al. (1997), em função da ocupação de porções bem definidas da paisagem, sujeitas a um longo período de saturação hídrica na superfície do solo ao longo do ano. As famílias Euphorbiaceae, Lauraceae, Meliaceae, Moraceae e Myrtaceae apresentaram maior número de espécies na maioria dos estudos comparados. Quando considerados os valores de importância ou cobertura (VI e VC, respectivamente), as famílias Burseraceae, Clusiaceae, Magnoliaceae e Meliaceae, além de se mostrarem importantes na fazenda São José, destacaram-se também nos demais estudos que consideraram tais descritores (Torres et al. 1994, Ivanauskas et al. 1997, Toniato et al. 1998).
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Relação entre heterogeneidade ambiental e distribuição de espécies em uma floresta paludosa no Município de Cristais Paulista, SP, Brasil.

Relação entre heterogeneidade ambiental e distribuição de espécies em uma floresta paludosa no Município de Cristais Paulista, SP, Brasil.

A heterogeneidade ambiental da área estudada mostrou-se como um importante fator que determina a distribuição e a coexistência de espécies com diferentes exigências às condições microambientais, visto que 66% das espécies mais abundantes estiveram associadas ou a profundidade do lençol freático na estação seca ou a abertura do dossel. Além disso, apenas Protium spruceanum e Tapirira guianensis estiveram entre as espécies de maior VI nos dois tipos de solo, independentemente das condições ambientais. Enquanto T. guianensis é uma espécie generalista, de ampla ocorrência geográfica, que ocorre nos cerrados e em diversos tipos florestais (Oliveira Filho & Ratter 1995), P. sprucenaum ocorre amplamente pelas florestas paludosas, em microsítios bem ou mal drenados (Silva et al. 2007; Teixeira et al. 2008). Por outro lado, espécies como Calophyllum brasiliense, Geonoma brevispatha, Guarea macrophylla, Hyeronima alchorneoides, Rapanea gardneriana e Xylopia emarginata prevaleceram nos Gleissolos, no fundo de vale, e juntamente com Styrax pohlii estiveram associadas aos solos mal drenados. Essas espécies são destacadas como espécies típicas de ambientes inundáveis em florestas de galeria (Sampaio et al. 2000; Correia et al. 2001). Outras espécies típicas de solos mal drenados, que foram encontradas no presente estudo, incluem Euterpe edulis, Macropeplus ligustrinus, Magnolia ovata, Miconia chamissois, Psychotria mapourioides e Tabebuia umbellata (Walter & Ribeiro 1997).
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Florística, estrutura e dispersão de sementes de três trechos de floresta estacional perenifólia ribeirinha na bacia hidrográfica do rio das Pacas, Querência-MT

Florística, estrutura e dispersão de sementes de três trechos de floresta estacional perenifólia ribeirinha na bacia hidrográfica do rio das Pacas, Querência-MT

As adaptações das plantas, conforme seus agentes dispersores correlacionam-se com as características morfológicas de cada espécie e família e com a região em que esta predomina, sendo que as sementes evoluíram de acordo com os dispersores. Assim, podendo ser dispersas por: autocoria, anemocoria, zoocoria e barocoria. As dispersões de sementes são mais freqüentes pela fauna, daí a importância na conservação de corredores ecológicos, que possibilitaram a disseminação de espécies de um fragmento para outro. Diante do fato, este trabalho teve por objetivo traçar os principais processos de dispersão de sementes de espécies ocorrentes em diversos estratos da floresta de várzea do rio Pacas Querência – MT. Nesta área foram coletados dados de 1688 indivíduos, em 42 parcelas (10mx25m) cada, totalizando um hectare, sendo as espécies identificadas no campo por um mateiro, e mensuradas a altura e o diâmetro da mesma. Foram identificadas 69 espécies 51 gêneros e 31 famílias, com maior predominância de espécies as famílias As famílias com maior número de espécies foram Annonaceae, Fabaceae, Melastomataceae e Burseraceae. As espécies com maior número de indivíduos foram Ocotea caudata, Jacaranda copaia, Ocotea guianensis, Sloanea eichleri e Miconia pyrifolia. Dividiram-se as espécies em três estratos: superior, intermediário e inferior. As espécies apresentaram ser 86% zoocóricas, 10% anemocóricas, 3% barocóricas e 1% autocóricas. Ambientes florestais, estruturalmente mais complexos com menor circulação do vento requerem estratégias de dispersão mais direcionadas e previsíveis como a zoocoria. Limitando assim a anemocoria a apenas espécies emergentes e lianas.
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A Comuna de Paris no Brasil — Outubro Revista

A Comuna de Paris no Brasil — Outubro Revista

Nas semanas seguintes, já com a Comuna proclamada em Paris, a imprensa brasileira, atrasada de cerca de quinze dias em suas notícias, começava a preocupar-se com as informações que davam conta de agitações na capital francesa, por conta da insubordinação da Guarda Nacional. Quando a separação entre Versalhes e Paris já estava consumada, fazia-se eco por aqui aos discursos de Louis Blanc, no início de março, contestando a transferência da Assembléia para fora de Paris. Blanc, entretanto, acompanhou Thiers a Versalhes, condenando a Comuna, como aqui no Brasil os simpáticos à causa republicana e ao horizonte de 1848 condenaram os insurretos de Paris. Nos jornais, manifestos em defesa da república atacavam os comunardos, acusando-os de abrirem caminho, com a divisão que promoviam, à restauração monárquica. Aceitação da derrota, disciplina, obediência às leis, volta ao trabalho para indenizar a Alemanha, reconhecimento dos “chefes legítimos”, eram alguns dos conselhos que vozes simpáticas ao governo de Versalhes davam aos de Paris nos jornais brasileiros. 9
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Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

É possível afirmar que hoje, no Brasil, convivem dois tipos de lati- fundiários. As duas espécies de latifundiários vivem da renda da terra. A primeira espécie obtém uma renda “presente”. O segundo tipo conta com a garantia de uma renda “futura”. No primeiro caso, o latifundiário “rentista” é resultado do desenfreado processo de especulação imobiliária no campo. José Martins assinala que “há muito tempo, os capitalistas paulistas deixa- ram para trás as grandes plantações de arroz, feijão, milho e outros cereais. No lugar dos cereais, ocuparam o espaço com novos gêneros de exporta- ção, especulação imobiliária, pastagens e pecuária extensiva. Nesse pro- cesso surgiu um novo latifúndio, uma velha criatura, agora revigorada pe- las suas relações econômicas com as empresas ou investidores do chamado agrobusiness. Sua base é a renda fundiária capitalista, que os latifundiários recebem alugando pastos para os arrendatários capitalistas”. 21
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A GIDE NO CONTEXTO DE UMA ESCOLA DE ENSINO MÉDIO REGULAR NOTURNO NO RIO DE JANEIRO: UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS GESTORAS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A GIDE NO CONTEXTO DE UMA ESCOLA DE ENSINO MÉDIO REGULAR NOTURNO NO RIO DE JANEIRO: UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS GESTORAS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A pesquisa partiu do cenário de fracasso escolar da educação do estado do Rio de Janeiro que resultou por parte do Governo do Estado em especial da Secretaria de Estado de Educação – SEEDUC medidas para reversão desse cenário. Dentre essas medidas destaca-se a implantação do Sistema de Gestão Integrada da Escola – GIDE. Desta forma é realizada uma comparação de um cenário antes e depois da sua implantação em uma escola de Ensino Médio Regular noturno da rede de ensino. Pretendeu-se analisar as mudanças ocorridas na escola com a GIDE, com a perspectiva de avaliar as dificuldades, limitações, perspectivas e soluções dos problemas enfrentados pela escola, onde se destacam as questões do abandono e da distorção escolar. Estas questões são muito comuns em escolas do Ensino Médio noturno e exigem da gestão e do corpo docente medidas que resultem na mudança de suas práticas. Demonstrando-se os dados da escola foi possível analisar as mudanças ocorridas a partir do uso de instrumentos de coleta de dados e pesquisa documental para conhecer as ameaças, fraquezas e vulnerabilidade da escola foco da pesquisa; as forças existentes; avaliação do SAERJ de 2009 a 2011; avaliação da organização escolar; indicativo de fluxo – IF em relação às taxas de rendimento e ao abandono escolar. Desta forma, foi realizado um delineamento do caso de gestão que consistiu na análise e verificação das mudanças das práticas gestora na escola com a implantação da GIDE. Assim como também o delineamento do plano educativo, onde se destacam as dimensões ambientais que deverão fazer parte da aplicação de medidas relativas às variáveis críticas da escola que implicam na manutenção de uma ambiente escolar limpo, de redução da violência escolar, de prevenção do uso de drogas, de prevenção da gravidez precoce e de ações que marcam
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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESTRUTURAL DE COBERTURAS EM ESTRUTURA DE AÇO NA FORMA DE ARCO CIRCULAR E PARABÓLICO

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESTRUTURAL DE COBERTURAS EM ESTRUTURA DE AÇO NA FORMA DE ARCO CIRCULAR E PARABÓLICO

Neste trabalho, fez- se um estudo comparativo, para avaliação do “Desempenho Estrutural de Coberturas em Estruturas de Aço na forma de Arco Parabólico e Circular” procurando as análises das eficiências estruturais entre os tipos mais comuns de arcos metálicos encontrados na prática da engenharia. Para isto, buscou-se como metodologia pesquisar e analisar obras já existentes com tipologias geométricas funcionando com geratrizes e estruturas de coberturas correntes da prática. Para as análises numéricas usou-se o software SAP 2000. As análises estruturais e verificações das barras dos arcos em estudo, mostraram que as modernas ferramentas de cálculos e as exigências normativas poderiam inviabilizar algumas destas obras se as mesmas fossem usadas há 20 ou 30 anos atrás. As ações de sobrecargas consideradas, ou que podem ter sido usadas no período de cálculos justificam algumas conclusões. Verificou-se também que o empuxo horizontal provocado pelos arcos, que muitas vezes é um empecilho em termos de espaço útil, pode ser combatido sem o uso de tirantes para os arcos parabólicos, tendo-se em vista que este empuxo é relativamente pequeno à medida em que se aumenta a flecha dos mesmos e pode ser absorvido sem muitos problemas através do uso de apoios e ancoragens adequados.
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LEÔNIDAS DE SANTANA MARQUES OS FUNDOS DE PASTO DO MUNICÍPIO DE MONTE SANTO (BA) E A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: CONFLITOS E INTERESSES TERRITORIAIS NO CAMPO

LEÔNIDAS DE SANTANA MARQUES OS FUNDOS DE PASTO DO MUNICÍPIO DE MONTE SANTO (BA) E A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: CONFLITOS E INTERESSES TERRITORIAIS NO CAMPO

e seus reflexos sobre o Estado, relacionando com a forma como as políticas públicas passam a ser pensadas. Por fim, analisa- se mais detidamente a inserção do município de Monte Santo e de suas comunidades no contexto do Território do Sisal e dos mecanismos de gestão e planejamento do Estado, relacionando-o com os diversos interesses que são traçados e a conexão entre aparência e essência na construção dos territórios institucionais. Reconhece-se que a política de desenvolvimento territorial existe necessariamente seguindo dois prismas básicos (que, em essência, convergem): primeiro, nunca será viável do ponto de vista de democratização e popularização do Estado, porque não será a partir de mecanismos institucionais que este terá a sua natureza alterada; segundo, a política de desenvolvimento territorial é completamente viável do ponto de vista de que pode se tornar a garantidora do avanço do capital a partir de mecanismos que incorporem a participação social como salvo conduto.
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EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE LIMEIRA – SP: UM ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO DE ALUNOS DE CRECHES E PRÉ- ESCOLAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE LIMEIRA – SP: UM ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO DE ALUNOS DE CRECHES E PRÉ- ESCOLAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A análise dos depoimentos dos docentes no grupo nos permite visualizar a existência de preconceito por parte de algumas professoras, com relação aos sujeitos advindos de Creches, como portadores de mais dificuldades cognitivas ao ingressarem no Ensino Fundamental. Ao mesmo tempo, essas respostas apontaram a possibilidade de existirem diferenças nas práticas pedagógicas nas Creches municipais: algumas têm um perfil mais pedagógico, em outras palavras, um perfil mais voltado ao educar do que para o cuidado, o que possibilita que o coordenador pedagógico fique próximo dos professores, monitorando o trabalho desenvolvido e oferecendo auxílio; enquanto que, em outras, é possível que, por desconhecimento ou má interpretação das orientações dadas por membros da superintendência pedagógica, pela direção, coordenação ou até mesmo pelo próprio professor, considerem que as Creches não devam desenvolver com as crianças a habilidade de usar o caderno, deixando essa tarefa a cargo dos professores do Ensino Fundamental.
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EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

Um outro marco histórico relevante dos compromissos climáticos ocorreu na vigésima primeira Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Cli- mática (COP21), realizada em novembro de 2015 em Paris, e que reuniu 195 países (in- cluindo União Europeia) e culminou na elaboração do Acordo de Paris, que tem objetivo conter o aumento da temperatura média global em menos do que 2°C acima dos níveis pré-industriais e envidar esforços para limitar esse o aumento a 1,5°C, reconhecendo que isso reduziria de maneira significativa os riscos e os impactos da mudança climática. Essa meta deverá ser atingida por meio da soma de esforços dos 195 países signatários, incluindo o Brasil, através de suas NDCs ou Contribuições Nacionalmente Determinadas (termo em português). A NDC é o documento apresentado pelos países ao Secretaria- do da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Ele contém as ações pretendidas de cada governo para que as metas de redução das suas emissões de GEE sejam atingidas.
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Fitossociologia de fragmentos de floresta estacional decidual no Estado de Santa Catarina - Brasil.

Fitossociologia de fragmentos de floresta estacional decidual no Estado de Santa Catarina - Brasil.

Tanto para o componente arbóreo/arbustivo quanto para a regeneração natural, as espécies secundárias representaram mais da metade do percentual do número de espécies e do número de indivíduos. No grupo das pioneiras, a regeneração natural apresentou maior porcentagem de espécies, mas, menor porcentagem de indivíduos quando comparado ao componente arbóreo/arbustivo. O inverso aconteceu para o grupo das climácicas (Figura 2). A predominância das espécies secundárias reflete o histórico de ocupação desta região fitoecológica no Estado. No início do século XX, sobretudo após a Guerra do Contestado, o oeste catarinense passou por um processo de ocupação efetivo por imigrantes majoritariamente europeus, resultando na exploração das florestas primárias pela indústria madeireira e/ou seu corte e substituição por agricultura e pecuária (KLEIN, 1978; ROSSETO, 1995; SILVA, 2010). Com a crescente migração da população rural em direção aos centros urbanos e, também, em virtude do Decreto n° 750/1993 que proibiu a exploração da Mata Atlântica e posterior Lei nº 11.428/2006 que definiu parâmetros de conservação e uso da vegetação do bioma Mata Atlântica (BRASIL, 1993; 2006), áreas florestais anteriormente exploradas ou mesmo áreas agrícolas e pastagens abandonadas puderam se recuperar. Estes fatos podem explicar a predominância das espécies secundárias e pioneiras nos fragmentos inventariados, onde ainda é constatada redução da cobertura florestal (SOS MATA ATLÂNTICA e INPE, 2012), mas em menor escala que aquela verificada antes da existência da legislação citada.
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ALESSANDRA KELLY DE CARVALHO UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PROMOVIDA PELO ESTADO DE MINAS NA SRE DE CONSELHEIRO LAFAIETE NO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

ALESSANDRA KELLY DE CARVALHO UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PROMOVIDA PELO ESTADO DE MINAS NA SRE DE CONSELHEIRO LAFAIETE NO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O ponto principal que norteou esse trabalho foi conhecer o processo de formação continuada promovida pela SEE para os analistas da equipe da SRE que atuam especificamente com a implementação do Programa de Intervenção Pedagógica (PIPATC). Buscou apresentar especificamente a estrutura PIPATC, uma vez que sua proposta é promover a transformação em sala de aula, através da qualificação da atuação dos professores alfabetizadores, que é realizada diretamente pela equipe de analistas da regional. O programa faz parte de uma política pública do Governo de Minas, e tem como lema “Toda criança lendo e escrevendo até os oito anos de idade ”. O estudo sobre a estrutura de formação continuada oferecida pela SEE fez parte intrínseca desse trabalho, a fim de reconhecer as ações de sucesso e conhecer os desafios ainda presentes nesse processo, a fim de propor outras estratégias para o processo de formação continuada da equipe regional de maneira a contribuir com o atendimento das necessidades verificadas na escola. A construção desse trabalho foi feita utilizando instrumentos metodológicos como análise de documentos, aplicação de questionário, realização de entrevistas e estudo bibliográfico. Dessa forma, todo o trabalho serviu de parâmetro para a construção de uma proposta de potencialização do processo de formação, no sentido de fortalecer a discussão sobre o processo pedagógico a fim de promover um aperfeiçoamento do trabalho do analista educacional junto aos profissionais da escola nas três dimensões: institucional, profissional/pedagógica e humana.
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Levantamento itossociológico de um fragmento de floresta estacional semidecidual no município de São João Evangelista

Levantamento itossociológico de um fragmento de floresta estacional semidecidual no município de São João Evangelista

O remanescente florestal estudado en- contra-se no Sítio São Nicolau Grande situado no município de São João Evangelista-MG, pos- sui 9,5 hectares (ha) e está situado nas coordena- das 18º34’01,12” de latitude Sul e 42º37’37,37” de longitude Oeste (Figura 1). A altitude média da área em estudo é de 710 m, podendo atingir até 773m. A localização da área foi realizada com o auxílio de um aparelho digital de sistema de posicionamento global (GPS).

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REFORMA AGRÁRIA E ESTRUTURA FUNDIÁRIA NO BRASIL: uma análise a partir do I

REFORMA AGRÁRIA E ESTRUTURA FUNDIÁRIA NO BRASIL: uma análise a partir do I

A análise retomou as raízes iniciais do processo de constituição da propriedade fundiária no Brasil. Elas encontram-se, como foi discutido no capítulo 1, de um lado, na própria dinâmica econômica de um país periférico que se articula, como colônia, ao processo mais geral de acumulação primitiva de capital que acontecia na Europa dos séculos XVI e XVII. Esse processo exigia, para viabilizar o funcionamento da colônia, que o acesso às terras fosse vetado ao elemento escravo e à massa de homens livres pobres, ao mesmo tempo que permanecia, dado o padrão tecnológico em vigor, disponível para os proprietários fundiários e grandes posseiros articulados ao comércio internacional. De outro lado, concomitante a isso, mostrou-se que a gestão fundiária das terras brasileiras feita pela Coroa portuguesa, apesar de sua intencionalidade e interesse, não logrou exercer um controle efetivo sobre a ocupação do amplo território brasileiro. Por essa razão, a grande propriedade ainda que constitutiva da estrutura econômica colonial, pode se expandir sem obstáculo algum, consolidando o poder imenso da grande propriedade fundiária no Brasil.
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TERMO DE APROVAÇÃO CECÍLIA MARIA PEÇANHA ESTEVES PATRIOTA POLÍTICA DE MONITORAMENTO E GESTÃO POR RESULTADO: ESTUDO DE CASO DE UMA ESCOLA DE PERNAMBUCO

TERMO DE APROVAÇÃO CECÍLIA MARIA PEÇANHA ESTEVES PATRIOTA POLÍTICA DE MONITORAMENTO E GESTÃO POR RESULTADO: ESTUDO DE CASO DE UMA ESCOLA DE PERNAMBUCO

A presente dissertação, que culmina em um Plano de Ação Educacional (PAE), refere-se a um estudo de caso relacionado à implantação da política de monitoramento e gestão por resultados em uma escola estadual rural de Pernambuco, que vem se destacando frente às demais unidades da gerência regional a qual pertence, por apresentar resultados diferenciados nas diversas avaliações externas. Diante desses expressivos resultados, investigou-se como iniciativas dessa política podem incidir na melhoria da educação, a fim de compreender como as características do ambiente escolar influenciam a política pública e o trabalho docente nas escolas. Discutiu-se, para isso, o contexto das políticas relacionadas à gestão por resultados no Brasil, analisando a política educacional de monitoramento do estado e sua implementação nas diferentes esferas: Secretaria de Educação, Gerência Regional e escola. A partir de entrevistas realizadas com gestores e técnicos da Regional e escola, foi possível identificar suas percepções sobre a política nos diferentes contextos. A fundamentação teórica compreendeu estudos de Nigel Brooke (2006; 2012), no que se refere às políticas de responsabilização, e apoiou-se nas obras de Heloísa Luck (2001; 2009; 2010; 2011), para a análise do contexto da gestão, do clima e prestígio escolar e para a compreensão da dinâmica escolar, e, ainda, a literatura acerca das características organizacionais e culturais de escola, a partir de estudos e reflexões de António Nóvoa (1999; 2011). Os resultados mostraram que o acompanhamento sistemático e efetivo da aprendizagem realizado pela escola, GRE e Administração Central da Secretaria contribuiu para uma melhora gradativa e consistente na atuação da escola. Dessa forma, percebeu-se ser conveniente conhecer e evidenciar o conjunto de procedimentos que produzem esses resultados eficazes. Foram identificadas, portanto, neste trabalho não somente as dificuldades, mas também os procedimentos exemplares na implementação da política de monitoramento, além de serem destacadas as características locais próprias na “recriação” da proposta inicial, que fizeram deste caso um objeto de estudo. A pesquisa demonstrou que o sucesso da escola passa pela eficácia da gestão, pela qualificação de seus professores e pelas práticas de excelência relacionadas ao acompanhamento dos indicadores de sucesso, ligados diretamente ao processo ensino-aprendizagem. Sendo assim, o presente PAE tem como objetivo implementar nas escolas da Gerência Regional de Educação do Sertão do Alto Pajeú as boas práticas, relacionadas ao monitoramento da aprendizagem, identificadas na escola estudada, a fim de melhorar os seus resultados de desempenho .
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FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO E ANÁLISE AMBIENTAL DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA OMBRÓFILA MISTA ALTO-MONTANA NO MUNICÍPIO DE PAINEL, SC.

FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO E ANÁLISE AMBIENTAL DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA OMBRÓFILA MISTA ALTO-MONTANA NO MUNICÍPIO DE PAINEL, SC.

As regiões alto-montanas do Planalto Sul Catarinense são consideradas estratégicas para a conservação, por apresentarem diversas nascentes de rios formadores da Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai (SGROTT, 2003), tais como Canoas, Pelotas, Lava-Tudo e o Pelotinhas e estarem inseridas em uma área de recarga e afloramento do Aquífero Guarani (GOMES et al., 2006). Porém, pouco se conhece sobre os padrões estruturais e florísticos do componente arbóreo nessa região (KLEIN, 1978) e sua relação com o ambiente - destacando o estudo de Falkenberg (2003) - o que reforça a necessidade de estudos nestes locais visando gerar subsídios para planos de conservação e de recuperação de áreas impactadas pelo homem, ou para o uso sustentável dos recursos florestais nativos. Assim, o presente trabalho tem como objetivos i) conhecer os padrões florísticos e estruturais do componente arbóreo de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista Alto- Montana na Região do Planalto Sul Catarinense e ii) indicar possíveis variáveis ambientais que influenciam esses padrões.
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O PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA/ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO-PIP/ATC EM UMA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DO NORTE DE MINAS GERAIS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA/ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO-PIP/ATC EM UMA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DO NORTE DE MINAS GERAIS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A gente até discutiu isso no módulo II. Porque no terceiro ano o aluno foi bem avaliado. Aí chegou no quinto ano ele caiu. Então “o que será que aconteceu? No quarto ano não trabalhou o que deveria que ser trabalhado?”. A gente até questionou isso na nossa reunião, mas não chegamos a um consenso. Mas tem aquela questão. Eu por exemplo, eu posso falar por mim, eu nunca apliquei a prova, eu nunca vi a prova, eu nunca tive acesso à prova. Porque eu poderia falar se eu visse a prova do terceiro ano, que é onde cobra a alfabetização e letramento, pra eu ver a do quinto ano, eu poderia falar, talvez. Tem essa situação, assim de análise. Porque eles falam que no terceiro ano cobra... é muita “fala” mas eu nunca vi a prova, entendeu? O ano passado, por exemplo, que eu não estava nessa escola, mas eu estava no quinto ano eu tive assim, em outra escola, eu tive acesso àquelas várias provas que a gente fica dando para o aluno entender como é o processo todo de aplicar, que eu não acho... Apliquei, mas eu não acho que é válido você ficar pegando provas de anos passados e tá sempre repetindo, repetindo, porque o aluno decora a resposta daquela prova. Eu não considero isso válido. Agora a partir do momento que você trabalha a alfabetização e letramento, que você eleva o aluno, tem mais possibilidade dele acertar aquelas questões. Eu vou falar por mim, em 2011 eu trabalhei como supervisora quase o ano todo. Em 2012, eu trabalhei como apoio. Não, 2011 como supervisora, 2012 como supervisora no final do ano na autorização que teve e 2013 como apoio de um aluno. Então, assim, eu posso falar por mim, eu sou alfabetizadora, eu gosto de trabalhar com o primeiro ano, primeiro ano e segundo ano. É, assim, a questão da escola, trabalhar o letramento. A gente acaba contextualizando tudo, tem isso. Eu acho que uma grande falha da escola, de tudo, é a questão da família
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A GESTÃO DE CONFLITOS NO CONTEXTO ESCOLAR DE LIMEIRA (SP) E A ESTREITA RELAÇÃO COM PROCESSOS ADMINISTRATIVOS

A GESTÃO DE CONFLITOS NO CONTEXTO ESCOLAR DE LIMEIRA (SP) E A ESTREITA RELAÇÃO COM PROCESSOS ADMINISTRATIVOS

O presente Plano de Ação Educacional (PAE) é estimulado pela necessidade de analisar o contexto dos Processos Administrativos de Sindicância/Disciplinar (PASD), que envolve os gestores escolares lotados na Secretaria Municipal da Educação de Limeira, os quais serão objeto de estudo em razão das circunstâncias investigatórias envolverem divergências no contexto escolar entre gestores/funcionários ou funcionários/funcionários. A ênfase recai nos aspectos que circundam gestão de pessoas por serem, em boa parte das vezes, propulsores dos PASD publicados e, ainda, pelo fato de os gestores estarem envolvidos de forma direta nos processos como denunciantes ou mesmo como sindicados. Os pressupostos deste estudo baseiam-se na análise de dados e informações avistadas nas próprias portarias de instauração de processos publicadas em Diário Oficial do Município (DOM) e, principalmente, pelos depoimentos prestados ao longo da instrução, colhidos pela Comissão Permanente de Sindicância/Disciplinar (CPSD), cuja autora deste trabalho atuou como membro de fevereiro de 2010 a março de 2013. Entretanto, os casos destacados neste plano sofreram o recorte dentre os processos que tramitaram no período de 2010/2012, devido estarem dentro do período de vigência da CPSD e, também, em razão de terem composto o período de maior número de processos com o tema em estudo. De fevereiro de 2010 até julho de 2012, a CPSD instruiu 101 processos administrativos, dos quais vinte e três emergiram por problemas interpessoais. Pelos teores apreciados nos processos, facilmente se denota que a maioria destes casos resultou em punibilidade aos sindicados, que poderia ser evitada, se houvesse no município adoção de meios alternativos de resolução para pequenos incidentes cometidos por servidores, antecedendo, desse modo, abertura de sindicâncias, visto que os conflitos interpessoais entre a comunidade interna nos casos analisados foram remetidos em primeira instância ao campo processual, e não como último recurso. Ademais, os processos administrativos, além de onerarem os cofres públicos ainda não contribuem para que seja dissipada a desarmonia no ambiente escolar, em face de ter como proposição, caso comprovada a irregularidade, caráter punitivo e não preventivo.
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FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA MONTANA EM SANTA CATARINA, BRASIL.

FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA MONTANA EM SANTA CATARINA, BRASIL.

O material coletado fértil foi depositado no Herbário Padre Dr. Raulino Reitz (CRI), da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Foi adotado o sistema APG III (APG, 2009) para classificação das famílias botânicas. A atualização taxonômica das espécies e de seus autores seguiu a Lista de Espécies da Flora do Brasil (2014). Para cada espécie arbórea foram fornecidas informações sobre grupo ecológico (pioneira, secundária inicial, secundária tardia e clímax) e síndromes de polinização e de dispersão. Para os grupos ecológicos, seguiu-se a proposta de Ferretti et al. (1995) e para as síndromes de polinização e de dispersão, os conceitos estabelecidos de Faegri e van der Pijl (1979) e van der Pijl (1982), respectivamente.
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