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CONFERÊNCIAS DE PARIS Edmund Husserl

CONFERÊNCIAS DE PARIS Edmund Husserl

De ante- mão, é evidente apenas uma coisa, que serve de guia: o que eu tenho por ente vale para mim como ente, e toda a comprovação imaginável reside em mim próprio, encerrada na minha i[r]

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Husserl e a psicologia.

Husserl e a psicologia.

conferências em Paris, que foram publicadas posteriormente, em 1931, com o nome de Meditações cartesianas. O texto A consciência íntima do tempo, redigido em 1905, é publicado em 1928 no Anuário de investigação fenomenológica (Jahrbuch), com edição de Heidegger. Em 1936, a primeira e a segunda parte de A crise das ciências européias e a fenomenologia transcendental foram publicadas em Belgra- do - devido à proibição de seus trabalhos na Alemanha hitlerista -, texto que só seria publicado na íntegra em 1954. Morreu em abril de 1938, aos 79 anos de idade, deixando cerca de 40.000 páginas taquigrafadas, fruto de seu ensino e de sua pesquisa filosófica. Excertos desses escritos foram reunidos num volume denominado Experiência e julgamen- to, investigações sobre a genealogia da Lógica, que foi pu- blicado em Praga no ano seguinte ao seu falecimento. O res- tante desse material continua ainda inédito e está deposita- do, em sua maior parte, nos Arquivos Husserl da Universida- de de Louvain (Bélgica) e também em Colônia (Alemanha) e na Escola Normal Superior em Paris (apud English, 2001).
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O Desenvolvimento do Projeto de uma Psicologia Fenomenológica em Husserl

O Desenvolvimento do Projeto de uma Psicologia Fenomenológica em Husserl

Ainda hoje, a literatura especializada discu- te a difícil relação entre psicologia e fenomenologia transcendental. A relação entre ambas não é fácil de ser estabelecida e, como procuramos mostrar até aqui, Husserl se esforçou por anos em tematizar a diferença, de modo que podemos estabelecer várias fases da rela- ção entre elas. Que a fenomenologia não é psicologia empírica, causal ou explicativa, é algo de que, já em “Investigações lógicas”, Husserl está consciente. A si- tuação se complica, entretanto, quando Husserl, levado por exigências internas ao seu pensamento, introduz, a partir da publicação de “Ideias I”, a concepção de uma psicologia eidética, a qual poderia se desenvolver de maneira autônoma, não se confundindo com a psi- cologia empírica. Afirma-se que tanto a fenomenologia transcendental quanto a psicologia eidética estudam a essência da consciência. Se é assim, qual é a diferença básica entre ambas? Para oferecer uma resposta direta, embora claramente insuficiente, a psicologia eidética não é fenomenologia transcendental porque a primei- ra é realizada a partir da atitude natural e a segunda é realizada a partir da redução transcendental. A psico- logia eidética serve para a obtenção de conhecimentos psicológicos acerca de essência da alma (Seele) de ho- mens psicofísicos. Já a fenomenologia transcendental, embora investigue a consciência, tem outro fim, o de se constituir como uma epistemologia e, mais ainda, como uma ontologia universal, como Husserl afirma em “Conferências de Paris”: “A fenomenologia trans- cendental sistematicamente desenvolvida em pleno seria eo ipso a Ontologia Universal verdadeira e autên- tica” (1931/2012, p. 38). E um pouco mais adiante: “Por fim, para eliminar um mal-entendido, gostaria de referir que, pela fenomenologia, apenas se exclui toda a metafísica ingênua e que em si trabalha com coisas ab- surdas, não a metafísica em geral” (1931/2012, p. 39). A pretensão da filosofia transcendental é, portanto, muito mais ampla do que a da psicologia fenome- nológica, pois não se limita ao estudo da consciência apreendida como “interioridade”, mas ao estudo da es- sência da própria realidade, tal como ela se mostra para sujeitos reais ou possíveis. Como afirma Zahavi (2003), a epoché, em última instância, não consiste em excluir a realidade do campo de pesquisa da fenomenologia, mas sim em excluir uma concepção ingênua da rea- lidade, concepção essa que, bem examinada, revela-se absurda. Uma realidade que, em princípio, não pode ser objeto de experiências reais ou possíveis, nem do pensamento teórico, é uma contradição. É esse con-
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Reespecificação da fenomenologia de Husserl como investigações mundanamente situadas.

Reespecificação da fenomenologia de Husserl como investigações mundanamente situadas.

A fenomenologia de Husserl nos demanda olhar por trás de nossa absorção in- gênua no mundo para examinar a natureza e o papel exercido pelo pensamento que organizou, e mantém organizada, a inteligibilidade desse mundo. Husserl sugere, “o geômetra, por exemplo, não pensará em explorar, além das formas geométricas, o pen- samento geométrico” (1969b, p. 36), e ele insiste em tematizar esse pensamento ao escrutinar as operações da subjetividade ali constituidora de sentido em seus mais fi- nos detalhes. De acordo com a concepção husserliana da ciência, sem esse autoenten- dimento radical não pode haver ciência. E esse autoentendimento necessariamente exige um encontro claro, “purificado” (daquilo que contamina a imanência), com a “evidência original” (1969b, p. 154), ou, tal como afirma em As conferências de Paris, “é o espírito da ciência não contar nada como realmente científico que não pode ser com- pletamente justificado pela evidência. Em outras palavras, a ciência pede provas por referência às próprias coisas e fatos, tal como eles são dados na experiência e intuição atuais” (1970c, p. 6). Deve-se notar que a ênfase na objetividade é aqui tão grande quanto a ênfase na subjetividade; de fato, o interesse primário de Husserl é no objeto. Mas o objeto é sempre um objeto entendido subjetivamente, e qualquer ciência que nega, a priori, a subjetividade que ali de fato atua está só caricaturalmente sendo objetiva. Não há objetividades objetivas, apenas objetividades subjetivas, o que Husserl descreveu já nas Investigações lógicas como “a completa automanifestação do objeto” (1970c, p. 765). 2 A esfera a priori da razão pura não nos levará até a verdade, que requer a evidência [Evidenz] do mundo. “Toda cognição racional conceitual e predicativa remete à evidên- cia. Propriamente entendida, somente a evidência originária é a fonte de legitimação” (Husserl, 1982, p. 339).
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As Conferências Públicas Nacionais como forma de inclusão política: alguns determinantes da capacidade inclusiva desses espaços de participação e deliberação

As Conferências Públicas Nacionais como forma de inclusão política: alguns determinantes da capacidade inclusiva desses espaços de participação e deliberação

Pinto (2007) analisou a 1ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, de Aqüicultura e Pesca, dos Direitos dos Idosos e dos Direitos dos Deficientes, realizadas durante o primeiro mandato do governo Lula, no intuito de examinar a natureza desses espaços – seu status – no cenário político brasileiro e de traçar um quadro das reivindicações por participação política encontradas nos relatórios dessas Conferências. Em relação a sua natureza, a autora observou que as Conferências se constituem como espaços públicos de médio alcance, com forte base em movimentos e organizações da sociedade autônoma, e, portanto, o conceito de esfera pública é imprescindível para analisá-las, muito embora a autora acredite que seja necessário pensar em uma nova adjetivação para o termo ―público‖. Quanto ao quadro de reivindicações por participação política, Pinto concluiu que quanto mais o ator da conferência for o próprio sujeito da ação, mais forte será sua demanda por participação. Do mesmo modo, quanto mais fortes e enraizados na sociedade forem os movimentos sociais que embasam as conferências, mais alastradas serão as demandas por participação. Das quatro conferências analisadas, a de Políticas para Mulheres e a de Aqüicultura e Pesca foram as que mais fortemente apresentaram demandas por participação, notadamente em termos de controle de políticas que lhes diziam respeito.
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Fenomenologia e fenomenismo em Husserl e Mach.

Fenomenologia e fenomenismo em Husserl e Mach.

Ainda que Mach não reivindique o estatuto de filósofo mas de Naturforscher, ele defende uma forma de empirismo que veicula numerosas pressuposições filosóficas tais como o fenomenismo ou o sensualismo, na medida em que procura fundar o conjunto das ciências sobre os fenômenos sensíveis ou o que ele chama de elementos. No plano ontológico, Mach defende o que chamamos desde Russell de monismo neu- tro: a ideia de que o mundo não é feito nem de matéria, nem de espírito, mas de um material neutro que pode ser tratado, segundo o contexto (e para Mach segundo o inte- resse e a direção da pesquisa), como psíquico ou material. Mach defende também uma posição anti-metafísica, pelo fato de crer que tudo o que ultrapassa o dado sensível imediato ou toda asserção sobre a realidade e a existência dos objetos do mundo exte- rior são metafísicas, e toda ciência que não se conforma com a pura descrição dos ele- mentos não tem relação, em definitivo, senão com pseudoproblemas. 12 De fato, como mostra sua doutrina dos elementos, mencionada logo acima, tanto os objetos da psi- cologia como os da física são apenas “possibilidades permanentes de sensações”, e eles são, então, redutíveis aos elementos ou complexos de elementos. Gostaria de exami- nar brevemente três aspectos da crítica que Husserl dirige ao fenomenismo: o aspecto conceitual, que toca a própria noção de sensação e que é relativo à distinção central na quinta Investigação entre conteúdos sensoriais e propriedades fenomenais dos objetos exteriores; o aspecto metafísico e a redução dos objetos do mundo exterior e dos atos psíquicos aos elementos; enfim, o famoso problema da transcendência.
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Jonas Moreira Madureira FENOMENOLOGIA DAS REPRESENTAÇÕES Sobre a equivocação do termo “representação” na tese “todos os atos ou são representações ou se fundam em representações” arrazoada por Edmund Husserl na V Investigação das Investigações lógicas

Jonas Moreira Madureira FENOMENOLOGIA DAS REPRESENTAÇÕES Sobre a equivocação do termo “representação” na tese “todos os atos ou são representações ou se fundam em representações” arrazoada por Edmund Husserl na V Investigação das Investigações lógicas

“Así, por ejemplo, en el caso de la percepción externa, el momento de color, que constituye un elemento real de una visión concreta (en el sentido fenomenológico del fenómeno perceptivo visual) es un “contenido vivido” o “consciente” exactamente como el carácter del percibir y como el total fenómeno perceptivo del objeto coloreado. En cambio, este objeto mismo, aunque es percibido, no es vivido o conciente; ni tampoco, por ende, la coloración percibida en él. Si el objeto no existe, si la percepción resulta a la luz de la crítica un engaño, una alucinación, una ilusión, etc., no existe tampoco el color percibido, el color visto, el color del objeto. Esas diferencias entre la percepción normal y anormal, la justa y la engañosa, no afectan al carácter íntimo, puramente descriptivo o fenomenológico, de la percepción. El color visto ― esto es, el color que en la percepción visual aparece con y en el objeto aparente, como una cualidad de éste, y que es puesto en unidad con éste como existiendo actualmente ―, si existe de algún modo, no existe ciertamente como una vivencia; pero le corresponde en la vivencia, esto es, en el fenómeno perceptivo, un elemento real. Le corresponde la sensación de color, el momento cromático fenomenológico, cualitativamente definido, que experimenta una “aprehensión” objetivadora en la percepción o en un componente de la misma que le pertenece privativamente (“fenómeno de la coloración objetiva”). No raras veces se confunden ambas cosas, la sensación de color y colorido objetivo del objeto. Justamente en nuestros días hay un modo muy corriente de exponer esto, que habla como si una y otra fuesen la misma cosa, considerada tan sólo desde diversos puntos de vista e intereses: considerada psicológica e subjetivamente, se llama sensación; considerada física u objetivamente, propiedad de la cosa exterior. Pero en contra de esto basta señalar la diferencia fácilmente aprehensible entre el rojo de esta esfera, visto objetivamente como uniforme, y la gradación de las sensaciones cromáticas subjetivas, indudable y hasta necesaria justamente en la percepción misma; diferencia que se repite respecto de todas las clases de propiedades objetiva y las complexiones de sensaciones correspondiente a ellas”. H USSERL , Edmund. Investigaciones lógicas, II, V, cap. 1, §2, p. 477.
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Conselho Estadual de Saúde do Amapá: controle social como forma de empoderamento da sociedade

Conselho Estadual de Saúde do Amapá: controle social como forma de empoderamento da sociedade

RESUMO: Este artigo se propõe inicialmente a levantar dados históricos e documentais sobre o Conselho Estadual de Saúde do Amapá e suas formas de empoderamento desde sua formação até os dias atuais e conhecer finalidades e atuação de seus representantes além de registrar como as Conferências Estaduais de Saúde estão sendo implementadas no Estado. Constata-se que houve modificações em seus textos regulamentares no decurso das gestões, mas sempre com intuito de atender o que diz a Constituição de 1988, e principalmente levando em consideração a participação popular e suas relações entre Estado e sociedade civil organizada através do exercício do controle social na saúde efetivado pelo Conselho e das Conferências Estaduais que se configuram como principal instância formal do empoderamento da sociedade.
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Note by the secretariat

Note by the secretariat

The global levels of emissions in 2025 and 2030 were estimated by adding the estimated aggregate emission levels resulting from the implementation of the communic[r]

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Edmund Mezger e o direito penal do nosso tempo

Edmund Mezger e o direito penal do nosso tempo

A ligação entre o penalista Edmund Mezger e o regime nazista somente veio a ter maior divulgação com a publicação do livro de Muñoz Conde Edmund Mezger y el derecho penal de su tiempo: estudios sobre el derecho penal en el nacionalsocia- lismo, em suas quatro edições, cada uma sucessivamente ampliada com os dados colhidos ao longo de sua pesquisa. Os resultados dessa pesquisa surpreende- ram os estudiosos do Direito Penal. Até então, as referências a Mezger faziam-se por ter sido ele o autor de um dos mais famosos manuais de Direito Penal, uma versão resumida de

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"Por que você não vai para Paris?"

"Por que você não vai para Paris?"

Conto uma: falei que meus pais não eram sionistas, que minha mãe via Israel como um lugar para onde as pessoas vão quando nada mais dá certo, e meu pai dizia que não gostava de fazer n[r]

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A idealidade e a fenomenologia nas investigações lógicas de Husserl

A idealidade e a fenomenologia nas investigações lógicas de Husserl

perspectiva naturalista e positivista, cujo ideal de rigor científico, configurado pelo método experimental das ciências naturais, constitua-se como o método a ser empregado também na crítica do conhecimento e, em geral, em toda a atividade e compreensão filosóficas. Na verdade, todos os pressupostos constituintes de qualquer “visão de mundo” ou de uma pré- interpretação qualquer da experiência e da situação existencial do ser humano e dos demais entes devem estar excluídos pela radicalidade pretendida pela crítica do conhecimento fenomenológica tal como esboçada nas Investigações Lógicas. O ponto de vista inicial da análise fenomenológica se pretende anterior às perspectivas ontológicas pré-concebidas de quaisquer ciências. Aqui, a crítica teórico-cognoscitiva, se de fato for desenvolvida com rigor na sua intenção de esclarecer os fundamentos da possibilidade e da efetivação do conhecimento, não pode tomar como pressuposta a validade da metodologia das ciências empíricas ou de qualquer desenvolvimento científico alcançado por tais meios. Isso porque a crítica do conhecimento, segundo a radicalidade pretendida por Husserl, deve ser um recuo intuitivo e teórico quanto aos métodos, premissas e resultados das ciências particulares. Estes últimos deverão, antes, ser fundamentados quanto à sua possibilidade e validade por aquela crítica. Supô-los na investigação funda um claro círculo vicioso, dado que eles estão justamente entre aquilo que a crítica se propõe fundamentar.
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Paul Ricoeur leitor de Husserl.

Paul Ricoeur leitor de Husserl.

De algum modo, estas intuições de Schleiermacher são caras para Ricœur, na medida que já coloca tanto a idéia de uma vinculação entre uma filosofia reflexiva e a hermenêutica, quanto já traz em germe a importância de uma superação hermenêutica da filosofia reflexiva, que postula uma con- cepção egocêntrica do sujeito. Isto se faz presente em vários textos de Ricœur, talvez pelo menos já desde 1965, com sua interpretação hermenêu- tica de Freud em Da Interpretação: Ensaio sobre Freud, onde no último ca- pítulo, Ricœur discorre sobre sua teoria das esferas do sentido não libidi- nais; principalmente na esfera do valer/valor, na qual a objetividade a que se lança o homem e que o constitui se dá mediante a constituição mútua por “opinião”, onde o eu se constitui mediante o que vale para o outro (Ricœ ur, 1977, p.408). Mas não se trata, seguramente de uma repetição de Schleier- macher; pois para Ricœ ur não se trata de uma afirmação da subjetividade mediante o encontro empático com o alter-ego, mas da necessária perda da natureza egocêntrica atribuída ao sujeito para reencontrar a subjetividade em si mesma, isto é, descentrada (Ricœur, 1969, p.24; p.103-104; e p.132). Contudo, ainda não é o momento de refletirmos sobre as concepções herme- nêuticas de Paul Ricœ ur; pois até agora não foi possível em nossa exposição estabelecer um nexo entre a fenomenologia e a hermenêutica e muito me- nos em determinar os termos em que Ricœ ur lê Husserl – e, por conseguinte, de que modo ele liga o “pai” da fenomenologia com sua hermenêutica.
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Edmund Burke e a gênese conservadorismo.

Edmund Burke e a gênese conservadorismo.

O caráter assistemático das Relexões — que dispensa o uso de cate- gorias de análise, conceitos racionais e afasta a própria razão ao identiicá- -la como fonte de tirania e fonte de erros — fundou também a forma ca- racterística de construção do discurso conservador. A maioria dos conservadores da contemporaneidade tende, outra vez, a elevar as “pai- xões”, os “sentimentos”, as “intuições”, ao patamar de fonte verdadeira de conhecimentos, posto que são provenientes “das verdades profundas da alma humana” e, por isso, seriam mais “puras” que as conclusões ei- vadas pelo crivo “artiicial” da razão e do método cientíico. Esse afasta- mento e essa “destruição da razão” (Lukács, 1972), tal como concebida pela modernidade, permitem situar Edmund Burke como um dos pioneiros do irracionalismo.
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A percepção do tempo em Husserl.

A percepção do tempo em Husserl.

A introdução da categoria da relembrança permite a Husserl estabelecer bases para uma nova assimetria temporal, a qual, se não é a mais fundamental, é a mais abrangente. A sua base está na oposição entre percepção (em sentido ampliado) e relembrança. Na retenção perceptiva as impressões originárias "se renovam sem cessar" (2, p. 55), são revividas, ao passo que na relembrança a consciência não lida com o objeto mesmo, este não lhe é dado em si mesmo, mas apenas seus "fantasmas" (imagens copiadas) reproduzidos pela imaginação (para a distinção husserliana entre retenção e relembrança, 2, p. 57 a 69) . Na relembrança, a imaginação também [,produz um "agora", mas este se distingue do "agora" presente porque só o último contém dados da percepção ordinária.
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Sobre Edmund Gurney.

Sobre Edmund Gurney.

La importancia de este artículo reside en el cambio de dirección en el estudio de las alucinaciones que lo aleja del contexto médico restricto que había sido construído por Esquirol, Baillarger y Michéa (Berrios, 1996). La muerte prematura de Edmund Gurney, un hombre de raro talento de Cambridge, privó a la epistemología inglesa de un paladino importante.

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Fenomenologia e (in)consciência: Husserl, Freud e psicoterapia.

Fenomenologia e (in)consciência: Husserl, Freud e psicoterapia.

receberam seus ensinamentos e foram por ele influenciados" (Merleau-Ponty, 1973: 53). E continua: "A objeção perpétua de Husserl à 'Gestalt Théorie', como à toda psicologia, é de que ela desconhece a originalidade radical, absoluta, da consciência, reduzindo-a quer a átomos psicológicos, como as velhas psicolo- gias de outrora, quer a estruturas 'totalitárias', mas provenientes da ordem do causal, do natu- ral, do fato" (Merleau-Ponty, 1973: 54-55). Em outras palavras, a consciência é percebida pelo psicólogo em geral, de uma forma naturalista, como mais uma coisa entre as coisas do mun- do, e este é um erro grave, segundo Husserl, porque o modo de ser da consciência é distinto. Segundo ele, "seguir o exemplo das ciências naturais significa quase inevitavelmente mate- rializar a consciência, e isso leva-nos desde logo a um absurdo que está na origem da inclinação constante para proposições absur- das dos problemas, e para falsas orientações da investigação. Atentemos nisto. O mundo material é o único a ser Natureza em sentido expressivo.Toda a restante existência individu- al, o psíquico, é Natureza em sentido secundá- rio, e isto é determinativo de diferenças funda- mentalmente essenciais entre os métodos da Ciência natural e da Psicologia" (Husserl, 1952: 30). Não devemos, portanto, aplicar a fenôme- nos psíquicos o mesmo método experimental que serve à investigação das coisas da Nature- za, sob pena de recairmos no absurdo.
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A definição da fenomenologia: Merleau-Ponty leitor de Husserl.

A definição da fenomenologia: Merleau-Ponty leitor de Husserl.

Nas Notas de Curso sobre a Origem da Geometria de Husserl TXH IRL R ~OWLPR FXUVR PLQLVWUDGR HP YLGD 0HUOHDX3RQW\ VDOLHQWD TXH ´>@ R XQLYHUVR GRSHQVDPHQWRFRPRDTXHOHGDSHUFHSomRpODFXQDUHEDUURFRHPVLPHVPR SRLVTXHKiXPDHYLGrQFLDODWHUDOentreRVDWRVHQmRVRPHQWHXPDHYLGrQFLD SURJUHVVLYDHIURQWDOHWXGRLVVRSRUTXHSHQVDUQmRpter, mas QmRWHUµ S JULIRVGRDXWRU .

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Anotações para uma genealogia da desconstrução: Derrida lendo Husserl

Anotações para uma genealogia da desconstrução: Derrida lendo Husserl

Abstract: This paper is an interpellation to the theme of “Writing and Difference”, exploring the concepts of Genesis, Structure and Phenomenology, in order to review some possible relations between them, in addition to their contribution to the philosophical discussion. The focus of this effort is Jacques Derrida’s “Writing and Difference”, in particular chapter V, “Genesis and Structure” and its implications for Phenomenology. We give special atten- tion to the reception of Husserl in the work analyzed. One can also see one of the most important roots of phenomenology and its relation to the genesis of Deconstruction. We conclude that the terms Genesis and Structure, which may seem conflicting, if well applied and understood in the light of Phenomenology, constitute a good tool for the construction of a philosophical definition.
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KAIRÓS E O TEMPO RITUAL SAGRADO EM EDMUND LEACH

KAIRÓS E O TEMPO RITUAL SAGRADO EM EDMUND LEACH

[...] Poucos antropólogos sociais escreveram tanto quanto Edmund Leach.[...] São cerca de duzentas recensões de livros (algumas se constituindo em verdadeiros ensaios polêmicos); cerca de trinta artigos de comentários tão ao gosto do mundo intelectual inglês [...] dezenas de artigos e ensaios sobre política, relações raciais, “simbolismo” (análise de mitos, rituais e símbolos), incluindo alguns trabalhos pioneiros sobre calendários, a ideia de tempo e magia; vários ensaios sobre tecnologia primitiva, compreendendo artigos a respeito de agricultura e agricultura de irrigação, tenência e propriedade da terra, herança, etc. Destacam-se também trabalhos sobre castas, minorias étnicas, Filosofia da Ciência, uso de modelos em Biologia e Antropologia e estética tribal; ensaios sobre Frazer, Malinowski e Lèvi-Strauss. E, finalmente, três monografias originais, baseadas em trabalho de campo do próprio Leach, sobre três sociedades altamente diferenciadas entre si em termos de língua, cultura e posição geográfica: os curdos de Rovanduz do Irã Ocidental, os Kachin das montanhas do norte da Birmânia e os camponeses cingaleses da zona árida do norte do Ceilão (DA MATTA, 1983: 20, aspas do autor).
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