Top PDF Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

O estudo foi realizado em um fragmento (30 ha) de floresta estacional semidecidual, situado na Fazenda Experimental do Glória (FEG) (18º56’57’’S e 48º12’14’’W), em Uberlândia, Minas Gerais. A floresta semidecidual está adjacente a uma floresta de galeria situada às margens do córrego do Glória. A floresta encontra-se cerca de 2 km da região urbana de Uberlândia e tem em sua periferia lavouras e pastagens. O clima da região é do tipo Aw Megatérmico (Köeppen 1948) com verão quente e úmido e inverno frio e seco. A temperatura máxima mensal varia de 27 a 30 ºC e a mínima de 16 a 18 ºC. A precipitação anual varia de 1.400 a 1.700 mm (Rosa et al. 1991). O solo é do tipo Latossolo Vermelho-Escuro originário de sedimentos areno-argilosos provenientes do retrabalha- mento do Arenito Bauru. É um solo distrófico, com textura argilosa, tendo saturação de bases de 29 ± 11% no hori- zonte A1 e 7,4 ± 3% no A3 (Haridasan & Araújo 2005). Coleta de dados – A primeira amostragem da vegetação arbórea da FEG foi realizada em julho de 1990. Nesse primeiro levantamento (T1) foram amostradas 50 parcelas de 10 m×10 m, sorteadas em um hectare da floresta. As parcelas foram marcadas com estacas de madeira e delimitadas com fio de náilon resistente a decomposição. Todas as árvores com diâmetro a 1,3 m de altura (DAP) maior ou igual a 3,18 cm foram marcadas com plaquetas de alumínio numeradas e medidas quanto à altura e ao diâmetro do tronco. As espécies foram identificadas por especialistas ou por comparação com exsicatas existentes no herbário da
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DINÂMICA DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UMA FLORESTA SEMIDECIDUAL EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

DINÂMICA DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UMA FLORESTA SEMIDECIDUAL EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

A dinâmica de uma comunidade arbórea foi descrita baseando-se em duas amostragens sucessivas num intervalo de 14 anos, com o objetivo de analisar as mudanças ocorridas na comunidade neste período. O estudo foi realizado em uma área de floresta semidecidual utilizando 50 parcelas de 10 m × 10 m, onde foram amostradas todas as árvores com CAP > 10 cm em 1990 e novamente em 2004. Em 1990 registrou-se um total de 95 espécies e 818 indivíduos, enquanto que em 2004, 95 espécies e 866 indivíduos. A área basal do primeiro inventário foi 14,43 m 2 e no segundo foi 13,42 m 2 . A composição florística mudou, mas o número de espécies permaneceu igual. As espécies que desapareceram foram Aspidosperma parviflorum, Byrsonima laxiflora, Casearia decandra, Guarea guidonea, Machaerium nictitans, Maprounea guianensis, Maytenus sp., Qualea dichotoma, Xylopia sericea e Zanthoxylum rhoifolium e as que ingressaram foram Casearia gossypiosperma, Eugenia sp., Ficus sp., Machaerium stipitatum, Myrcia rostrata, Myrcia sp., Ocotea lanceolata, Ocotea percoriacea, Pavonia malacophylla e Unonopsis lindmanii. O índice de diversidade de Shannon foi de 4,05 nats.indivíduo -1 e a eqüabilidade de Pielou 0,62 em 1990 e 3,72 nats.indivíduo -1 e 0,57, em 2004. A taxa média anual de mortalidade foi de 4,1% e a de recrutamento 4,5%. As espécies que mais contribuíram para as taxas de mortalidade foram Casearia grandiflora e Siparuna guianensis e para o recrutamento Siparuna guianensis e Trichilia pallida. A mortalidade e o recrutamento foram maiores na primeira classe de diâmetro. A meia-vida, o tempo de duplicação, a estabilidade e a reposição, para o número de indivíduos foi 16,92, 15,04, 1,88 e 15,98 anos, respectivamente. Mudanças ocorridas na comunidade florestal entre os levantamentos indicam que este fragmento possivelmente ainda se encontra em estágio de adaptação às interferências sofridas com a fragmentação e o isolamento em relação a outras florestas semideciduais.
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Variações da fisionomia, diversidade e composição de guildas da comunidade arbórea em um fragmento de floresta semidecidual em Lavras, MG.

Variações da fisionomia, diversidade e composição de guildas da comunidade arbórea em um fragmento de floresta semidecidual em Lavras, MG.

No estudo da dinâmica da comunidade arbórea da Reserva Florestal da UFLA no período compreendido entre 1987 e 1992, Oliveira Filho et al. (1997) dividiram o fragmento em quatro setores fisionômicos - Borda Baixa, Borda Alta, Interior Baixo e Interior Alto - baseados nas diferenças de altura do dossel e da densidade do sub-bosque (Fig. 1). De acordo com os autores acima, parte do Interior Alto está localizado em condições de borda provavelmente devido à remoção local de parte floresta nos anos 70. Análises multivariadas dos parâmetros de dinâmica da comunidade e composição de espécies confirmaram a consistência da classificação (Oliveira Filho et al. 1997). As diferenças foram atribuídas ao regime de distúrbios no passado, tendo os setores Baixos sofrido distúrbios mais severos que os Altos, e ao efeito borda, sendo que os setores de Borda apresentavam sub- bosque e massa de lianas mais densos que os de Interior. Estes mesmos quatro setores foram utilizados em análises comparativas no presente estudo.
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ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

A redução significativa na porcentagem de indivíduos pioneiros em relação às espécies pioneiras está relacionada à baixa densidade das mesmas, sendo que seis espécies pioneiras foram representadas por apenas um indivíduo. Budowski (1970) considera que o estádio sucessional de uma floresta é dado pelo grupo sucessional que apresentar mais de 50% dos indivíduos. Assim sendo, os resultados sugerem que a floresta estudada se encontra em um estádio intermediário de desenvolvimento sucessional, direcionando-se a um estágio tardio. As espécies secundárias tardias apresentaram os maiores valores de dominância e VI (Tabela 2), o que pode estar relacionado ao fato destas espécies apresentarem maior longevidade e, conseqüentemente, maior incremento de área basal nas formações florestais. A baixa representatividade florística das espécies pioneiras também parece indicar a maturidade da floresta. Nesse caso, as espécies pioneiras, embora não tenha sido feita nenhuma medição de abertura de clareiras, parecem estar em sua maioria, restritas a clareiras formadas por quedas de galhos ou de árvores isoladas, processo natural dentro da dinâmica do desenvolvimento da floresta (PAULA et al., 2004).
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Comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, Brasil.

Comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, Brasil.

A floresta ocupa cerca de 10 ha e localiza-se na Fazenda Lagoa, Município de Coqueiral, MG (21°09’19’’ S e 45°28’17’’ W; 810 a 840 m de altitude), às margens de uma lagoa natural cujas águas fluem para o Rio Marimbondo, afluente da Represa de Furnas. O clima, segundo estação climatológica mais próxima, em Lavras, é do tipo Cwb de Köppen ou mesotérmico com verões brandos e suaves e estiagem de inverno. A média anual de precipitação é de 1.493 mm e de temperatura 19,3 °C (Vilela & Ramalho 1979). A área insere-se no domínio da Mata Atlântica (sensu Oliveira Filho & Fontes 2000) e constitui-se de um continuum entre floresta estacional semidecidual montana (Veloso et al. 1991) e floresta estacional semidecidual ribeirinha com influência fluvial permanente (Rodrigues 2000), designados doravante e respectivamente como hábitats de encosta e paludoso. O fragmento é circundado, além da lagoa ao sul, por pastagens a leste e oeste e uma estrada ao norte. Relatos dos proprietários e de antigos conhecedores da área falam de coletas seletivas de espécies madeiráveis há cerca de 40 anos, da não ocorrência de cortes rasos e da ausência de explotação presente. Coerentemente, não se encontram na área sinais de retiradas recentes de madeira, apesar de existir grande número de árvores de porte e forma comercialmente atraentes. Além disso, a floresta é parcialmente cercada, não havendo sinais de entrada de
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Impacto do fogo e dinâmica da regeneração da comunidade vegetal em borda de Floresta Estacional Semidecidual (Gália, SP, Brasil).

Impacto do fogo e dinâmica da regeneração da comunidade vegetal em borda de Floresta Estacional Semidecidual (Gália, SP, Brasil).

RESUMO – (Impacto do fogo e dinâmica da regeneração da comunidade vegetal em borda de Floresta Estacional Semidecidual (Gália, SP, Brasil)). Bordas de fragmentos lorestais são áreas sujeitas a uma série de fatores naturais e distúrbios, entre os quais o fogo, que acarretam modiicações na comunidade vegetal. Estudou-se a natureza e dimensão dos danos causados pelo fogo e resiliência da comunidade vegetal após incêndio em borda de Floresta Estacional Semidecidual, na Estação Ecológica dos Caetetus, Gália, SP. Efetuou-se a amostragem da vegetação em duas áreas contíguas (queimada e não queimada), em cinco transectos, cada um formado por cinco parcelas de 10 × 10 m. Foram identiicados e medidos todos os indivíduos do estrato arbóreo (altura ≥ 1,7 m) e quantiicou-se a cobertura de árvores, lianas e gramíneas invasoras. Foram realizadas medições aos seis, 15 e 24 meses após o incêndio e os dados obtidos foram agrupados em duas faixas de distância da borda: 0-20 m e 20-50 m. Alterações estruturais foram maiores na faixa mais externa, com perda total da biomassa e proliferação de lianas e gramíneas, enquanto na faixa mais interna houve perda de 89% da área basal arbórea. A área atingida pelo fogo apresentou 43 espécies a menos que a loresta não queimada na primeira avaliação após o fogo. Após 24 meses, esta diferença reduziu-se a 14 espécies, demonstrando alta resiliência, em termos de riqueza lorística. A recuperação prevista da biomassa arbórea é mais lenta na faixa mais externa (11 anos) em comparação com a faixa mais interna (5 anos).
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Dinâmica da comunidade arbustivo-arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual localizada no município de Rio Claro, SP, durante o período de 1989-2003

Dinâmica da comunidade arbustivo-arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual localizada no município de Rio Claro, SP, durante o período de 1989-2003

RESUMO – (Análise Temporal da Composição Florística e da Estrutura Fitossociológica em uma Floresta Estacional Semidecídual no Sudeste do Brasil). As alterações na estrutura e na composição florística de um fragmento de floresta estacional Semidecidual foram descritos para o período de 14 anos (1989 – 2003). Esse fragmento, denominado Mata da Fazenda São José (MFSJ), apresentou para o período de estudo um aumento na densidade arbustivo-arbórea, entretanto houve uma diminuição da área basal total para a comunidade. A composição florística apresentou grande dinamismo, registrando a perda de 42 espécies e o ingresso de 38. As espécies dominantes apresentaram variações nos seus valores de densidade relativa, demonstrando que a estrutura fitossociológica é dinâmica, alterando-se ao longo do tempo. As análises multivariadas da vegetação indicaram a presença de quatro grupos vegetacionais relacionados aos quatro subgrupos edáficos identificados na área de estudo. As análises quantitativas e qualitativas da estrutura da comunidade demonstraram diferenças em cada um destes subgrupos, os quais apresentaram, ao longo do período de estudo, diferenças referentes às suas alterações na estrutura e na substituição das espécies. Essa característica tem modulado ao longo do tempo e projetado uma comunidade altamente diversificada, apresentando peculiaridades quanto às áreas que constituem o mosaico sucessional.
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Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil.

Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil.

Supondo que cada espécie possua dinâmica própria de crescimento, a forma de agrupamento não refletirá com precisão a distribuição das idades dentro da floresta. Tanto é assim que, Moraes (1970), verificando a existência de periodicidade estacional no crescimento do tronco de 21 espécies florestais na Amazônia, observou que quando em um determinado período havia acréscimo na velocidade de crescimento da circunferência do tronco para uma espécie, isso verificava-se, de modo geral, em todos os seus indivíduos, o mesmo ocorrendo em relação à redução da velocidade do crescimento. Por isso, a distribuição diamétrica é hoje ferramenta muito importante, e tem sido utilizada freqüentemente em trabalhos de manejo. Uma população pode ser classificada como clímax quando apresenta um domínio permanente do hábitat,
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ESTRUTURA E GRUPOS ECOLÓGICOS DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO TRIÂNGULO MINEIRO, BRASIL

ESTRUTURA E GRUPOS ECOLÓGICOS DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO TRIÂNGULO MINEIRO, BRASIL

LOPES, S. F.; SCHIAVINI, I.; PRADO JÚNIOR, J. A.; GUSSON, A. E.; SOUZA NETO, A. R.; VALE, V. S.; DIAS NETO, O. C. Caracterização ecológica e distribuição diamétrica da vegetação arbórea em um remanescente de floresta estacional semidecidual na Fazenda Experimental do Glória, Uberlândia, MG. Bioscience Journal, v. 27, n.2, p.322-335, 2011. LOPES, S.F.; SCHIAVINI, I.; VALE, V.S.; PRADO JÚNIOR, J.A.; ARANTES, C.S. Historical review of studies in seasonal semideciduous forests in Brazil: a perspective for conservation. Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities Research Medium, v.2, n.1, p.21-40, 2012a.
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Dinâmica da comunidade arbórea em uma floresta estacional semidecidual sob queimadas recorrentes.

Dinâmica da comunidade arbórea em uma floresta estacional semidecidual sob queimadas recorrentes.

No nosso estudo, mesmo com o baixo recrutamento e diminuição da densidade, a floresta apresentou acréscimo de área basal devido ao crescimento dos sobreviventes. Isso difere do que foi encontrado em uma floresta semidecídua atingida por fogo em Ibiturana (MG) e que teve a dinâmica monitorada por Silva et al. (2005) alguns anos após o dis- túrbio. Apesar desses autores terem encontrado diminuição da densidade por hectare, não encontraram diferença em área basal de árvores vivas por hectare entre os inventários, sendo que somente para árvores mortas a área basal foi maior. O acréscimo de área basal, associado ao decréscimo na densidade, já foi observado em outras florestas que não foram atingidas por queimadas. Por exemplo, Guilherme et al. (2004) encontraram um decréscimo de 10,96% da den- sidade e um acréscimo de 33,71% na área basal e Werneck et al. (2000) verificaram uma diminuição significativa da densidade (10,2%) decorrente das elevadas taxas de mor- talidade, em contraponto com um aumento de 1,5% da área basal. De acordo com Chagas et al. (2001), o aumento líquido da área basal dos indivíduos, apesar da redução da densidade, é compatível com o processo de autodesbaste, no qual a dimensão média e a biomassa total dos indivíduos aumentam à medida que a densidade decresce. O auto- desbate está frequentemente associado às fases avançadas de regeneração pós-distúrbios (Oliveira Filho et al. 2007; Werneck & Franceschinelli 2004) e ocorre como consequ- ência da competição que elimina os indivíduos menores. No PESA, a redução da densidade foi claramente relacionada ao fogo, um distúrbio externo que atuou como agente de desbaste de indivíduos pertencentes às menores classes de tamanho, que são aqueles mais vulneráveis ao fogo. A redução da densidade de indivíduos menores favoreceu o crescimento dos sobreviventes, o que pode ser observado pelo aumento da área basal de árvores vivas.
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Estrutura e dinâmica de um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual, no campus da Universidade Federal de Viçosa - Viçosa (MG)

Estrutura e dinâmica de um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual, no campus da Universidade Federal de Viçosa - Viçosa (MG)

RESUMO - Este trabalho teve por objetivo reanalisar a comunidade arbórea de um fragmento de Floresta Estacional Semidecídua, “Reserva da Biologia”, no campus da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, após um período de vinte anos. A partir da premissa de que o número de espécies secundárias tardias tende a aumentar com o tempo e as espécies pioneiras tendem a diminuir, esse trabalho verificou se existiram diferenças na taxa de natalidade e mortalidade entre as espécies dos diferentes grupos funcionais. Confirmou-se que no período analisado, houve diferenças nas taxas de natalidade e mortalidade entre as espécies dos diferentes grupos funcionais. As quinze espécies mais abundantes no ano 1984, que representaram a classe I de densidade (maior ou igual a 15 indivíduos por ha) foram responsáveis por 76.4% do recrutamento, contra 13.6% da classe II (maior ou igual a 5 e menor que 14 indivíduos por ha) e 5.8% da classe III (1 a 4 indivíduos por ha). Em todas as classes de densidade as espécies secundárias iniciais estiveram presente com maior diversidade. As classes II e III, representadas por populações menores do que as observadas na classe I, apresentaram 28 e 47 espécies respectivamente. O índices (H’) apresentou redução de 6.25% em 2003. O número de espécies e indivíduos aumentou em 11 e 20%, respectivamente. A área basal apresentou acréscimo de 23.5%. As espécies secundárias inicias e as tardias cresceram 27.8 e 30.5% respectivamente, e as espécies pioneiras apresentaram uma redução de 24.8% na população.
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Florística e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional semidecidual secundária em Viçosa, MG.

Florística e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional semidecidual secundária em Viçosa, MG.

Na Zona da Mata mineira, o ciclo do café seguido da pecuária e, mais recentemente, do plantio de cana- de-açúcar, modificaram severamente as Florestas Estacionais Semideciduais da região (MEIRA-NETO; SILVA, 1995). Esses processos de perturbação e de fragmentação da vegetação, semelhantes aos ocorridos nos demais ecossistemas brasileiros, demonstram a necessidade do conhecimento e do entendimento da complexa dinâmica que envolve os poucos remanescentes florestais nativos. O conhecimento da identidade das espécies e o seu comportamento em comunidades vegetais, que se iniciam pelo levantamento da florística, são o começo de todo processo de compreensão desse ecossistema (MARANGON et al., 2003).
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Dinâmica da comunidade arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual montana em Lavras, Minas Gerais, em diferentes classes de solos.

Dinâmica da comunidade arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual montana em Lavras, Minas Gerais, em diferentes classes de solos.

RESUMO – Com o objetivo de verificar a existência de mudanças estruturais e a influência de diferentes classes de solos sobre as taxas de dinâmica da comunidade arbórea, um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual Montana (8,7 ha) em Lavras, MG, foi estudado em um período de cinco anos (2000-2005). Os dados foram coletados em 47 parcelas de 20 × 20 m, dispostas em duas transeções, distantes 80 m entre si, cruzando o fragmento no sentido de maior comprimento. No ano de 2000, foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com DAP > 5 cm. As informações coletadas para cada indivíduo foram: identificação botânica da espécie e DAP. Em 2005, foram registrados os indivíduos mortos, remensurados os sobreviventes e mensurados e identificados os indivíduos recrutados (DAP > 5 cm). Foram calculadas as taxas de dinâmica: mortalidade, recrutamento, ganho e perda em área basal de cada parcela, para a área total e para cada classe de solo (Nitossolos, Latossolos e Cambissolos). O padrão observado no fragmento foi de redução no número de indivíduos e estabilidade da área basal. Entretanto, não foram identificadas diferenças entre as classes de solos, em relação às taxas de dinâmica. As populações das espécies classificadas como de subdossel aumentaram a dominância ecológica na área. Os resultados permitiram concluir que o fragmento estudado está em uma fase avançada de sucessão pós- distúrbio e as variações espaciais das taxas de dinâmica não apresentaram relações com as classes de solos identificadas na área.
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Variação espacial da estrutura da comunidade arbórea de um fragmento de floresta semidecídua em Piedade do Rio Grande, MG, Brasil.

Variação espacial da estrutura da comunidade arbórea de um fragmento de floresta semidecídua em Piedade do Rio Grande, MG, Brasil.

A fragmentação florestal ocorre, na maioria das vezes, devido à substituição de parte da floresta por pastagens ou atividades agrícolas. As pressões antrópicas sobre estas fisionomias têm graves conseqüências, principalmente numa das mais antigas regiões de ocupação por colonizadores europeus e seus escravos africanos, como é a região do Alto Rio Grande. Portanto, é extremamente importante ampliar o conhecimento sobre a diversidade biológica remanescente nos atuais fragmentos florestais da região e sobre a organização espacial das comunidades vegetais e suas respostas à fragmentação da paisagem. Este conhecimento poderá gerar subsídios para o manejo e a conservação dos recursos naturais no longo prazo. O presente trabalho foi desenvolvido em uma comunidade arbórea de um fragmento de floresta
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Chuva de sementes em Floresta Estacional Semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

Chuva de sementes em Floresta Estacional Semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

No Brasil, estudos realizados com chuva de sementes têm seguido objetivos variados. Jackson (1981) relacionou o tamanho da semente com os padrões de queda, em Floresta Ombrófila, no Espírito Santo; Penhalber & Mantovani (1997) caracterizaram a composição e o padrão temporal da chuva de sementes em vegetação secundária numa região de transição dos domínios das florestas pluviais na encosta Atlântica e da mata estacional no interior de São Paulo; Grombone- Guaratini & Rodrigues (2002) avaliaram a influência da sazonalidade climática sobre a comunidade vegetal, através da chuva e do banco de sementes em Floresta Estacional Semidecidual no Estado de São Paulo; Araújo et al. (2004) avaliaram os mecanismos de regeneração (chuva e o banco de sementes e de plântulas) em diferentes regimes de inundação em Floresta Estacional Decidual Ripária no Rio Grande do Sul; e Melo et al. (2006) compararam a chuva de sementes entre a borda e o interior da floresta em Floresta Úmida Baixo Montana no Estado de Alagoas. Todos esses estudos foram realizados em formações vegetacionais pertencentes ao domínio da Floresta Atlântica.
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Composição arbórea de um trecho da floresta estacional semidecidual em Pirenópolis, Goiás

Composição arbórea de um trecho da floresta estacional semidecidual em Pirenópolis, Goiás

A vegetação da área de estudo, classificada como Flores- ta Estacional Semidecidual fica contígua às áreas de florestas de galeria e de Cerrado sensu stricto. Os solos são profun- dos e bem drenados, provavelmente com baixa fertilidade natural e acidez acentuada. O clima do local, segundo a clas- sificação climática de Köppen, é do tipo Aw, apresentando duas estações bem definidas: uma seca, no inverno, e uma úmida, no verão. A estação seca se prolonga até cinco me- ses, de maio a setembro, ocorrendo chuvas nos meses res- tantes, com precipitação média anual de 1.500 mm. A tempera- tura média anual oscila entre 21,5 ºC e 24,9 ºC (Nóbrega & Imaña-Encinas, 2006).
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Comparação florística e estrutural entre dois trechos de Floresta Ombrófila Densa em diferentes estádios sucessionais, Juquitiba, SP, Brasil.

Comparação florística e estrutural entre dois trechos de Floresta Ombrófila Densa em diferentes estádios sucessionais, Juquitiba, SP, Brasil.

conjunto de espécies que caracterizam vegetações bem conservadas na Floresta Ombrófila Densa do Estado. Da relação citada, Buchenavia kleinii, Coussapoa microcarpa, Couepia venosa, Cryptocaria saligna, Eugenia pruinosa, Garcinia gardneriana, Hymenaea courlbaril var. altissima, Meliosma sinuata, Micropholis crassipedicellata, Ecclinusa ramiflora, Pouteria bullata, Licania kunthiana, Ocotea catharinensis, Ocotea daphnifolia, Ocotea nectandrifolia, Pradosia lactescens e Vantanea compacta são algumas das espécies presentes na floresta madura, mas que não foram observadas em regeneração na floresta secundária em Juquitiba, muito provavelmente devido à dificuldade destas plantas se dispersarem.
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Composição, estrutura e similaridade florística da Floresta Atlântica, na Serra Negra, Rio Preto - MG.

Composição, estrutura e similaridade florística da Floresta Atlântica, na Serra Negra, Rio Preto - MG.

estas estejam mais próximas geograficamente entre si do que com a mata nebular. Muito provavelmente tal fato é decorrente das condições mais drásticas para recrutamento e estabelecimento de espécies arbóreas observadas na primeira, visto a periodicidade das inundações no sistema aluvial. A diversidade da mata montana foi superior à de florestas semidecíduas (Oliveira-Filho et al. 1994; Lopes et al. 2002) e similares a florestas bem conservadas da Serra da Mantiqueira (Meira-Neto et al. 1989; Saporetti Júnior 2005). A floresta aluvial estudada apresentou diversidade muito baixa, semelhante à de comunidades monodominantes (Nascimento & Villela 2006; Silva et al. 2009).
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Florística e estrutura horizontal de uma Floresta Estacional Semidecidual Montana Mata do Juquinha de Paula, Viçosa, MG

Florística e estrutura horizontal de uma Floresta Estacional Semidecidual Montana Mata do Juquinha de Paula, Viçosa, MG

O conhecimento da complexa dinâmica que envolve as florestas tropi- cais inicia-se pelo levantamento florístico e fitossociológico (Marangon, 1999). Através da análise da vegetação é possível verificar a participação das diver- sas espécies na comunidade, suas relações entre si e as tendências de distri- buição espacial. Os parâmetros tradicionalmente utilizados nesta análise são: densidade, freqüência e dominância. Com a soma dos valores relativos de densidade e dominância, obtêm-se o Valor de Cobertura (VC), que permite definir o grau de cobertura da espécie na comunidade vegetal. Agregando-se este índice à freqüência, tem-se o Valor de Importância (VI) (Mueller-Dombois e Ellenberg, 1974), que segundo Felfili (1993) deve ser utilizado com critério, pois é sensível a fatores como a distribuição espacial ou valores excepcionais de área basal.
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Florística, fitossociologia e análise comparativa de comunidades de Floresta Estacional Semidecidual Montana em Viçosa, MG

Florística, fitossociologia e análise comparativa de comunidades de Floresta Estacional Semidecidual Montana em Viçosa, MG

ABSTRACT – The forest formations existent in Viçosa, Minas Gerais State, Brazil are classified as Montane Semideciduous Seasonal Forest, where 26% of the municipality is occupied by fragments of this formation. The objective of this work was to determine the floristic composition of the arboreous vegetation of a fragment isnside the campus of the Universidade Federal de Viçosa (Federal University of Viçosa), Viçosa – MG, and to compare the results found with those forest remnants studied within the limits of the municipality and to establish patterns of florsistic similarities. The floristic list was obtained through a phytosociologic sampling carried out by the quarter-point-centered method, which included all living arboreous individuals with a circunference grester than or equal to 10 cm, at 1.3m from ground level (CBH). All the fertile materials were kept in the Herbarium of the Departmento de Biologia Vegetal (Vegetal Biology Department) of the Universidade Federal de Viçosa (Federal University of Viçosa) (VIC). The similarity study was made using a dendrogram that compared the floristics of surveys carried out in the municipality. In this work 800 individuals were collected and distributed in 99 species, 83 genera and 38 families. The families with the greatest number of species were: Leguminosae with 17 species, Lauraceae and Euphorbiaceae with seven species each. The results obtained from the dendrogram showed that the similarities are mainly due to the proximity and successional stadium of each fragment. All the fragments have exclusive species, which are responsible for 30% of the total of species for the municipality, outlining the particularity and the importance of each fragment for the conservation of the regional flora.
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