Top PDF Estruturas secretoras de mucilagem em Hibiscus pernambucensis Arruda (Malvaceae): distribuição, caracterização morfoanatômica e histoquímica.

Estruturas secretoras de mucilagem em Hibiscus pernambucensis Arruda (Malvaceae): distribuição, caracterização morfoanatômica e histoquímica.

Estruturas secretoras de mucilagem em Hibiscus pernambucensis Arruda (Malvaceae): distribuição, caracterização morfoanatômica e histoquímica.

(Estruturas secretoras de mucilagem em Hibiscus pernambucensis Arruda (Malvaceae): distribuição, caracterização morfoanatômica e histoquímica). No presente trabalho foram estudadas as estruturas secretoras de mucilagem de Hibiscus pernambucensis aos microscópios de luz e de varredura. Conhecida como guaxima-do-mangue e algodão- do-brejo, é espécie nativa encontrada no litoral brasileiro, vegetando áreas de manguezal e restinga, tendo grande importância ecológica nestes ecossistemas. É importante produtora de fi bras têxteis e celulose, fornece abundante mucilagem suscetível das mesmas aplicações medicinais de outras malváceas, além da presença de tanino. Coléteres, glândulas peroladas, tricomas secretores longo-pedunculados, canais, cavidades e idioblastos foram observados. Os coléteres ocorrem no ápice caulinar, estípulas, primórdios foliares, folhas, sépalas e pétalas jovens. As glândulas pero- ladas são encontradas nas superfícies adaxial e abaxial dos primórdios foliares. Os canais e as cavidades encontram- se distribuídos nos eixos vegetativo aéreo e reprodutivo. Os idioblastos ocorrem nas raízes, em estágios primários e secundários de desenvolvimento e no mesofi lo foliar. A secreção presente nas diferentes estruturas secretoras é constituída predominantemente por polissacarídeos ácidos e neutros, podendo ocorrer proteínas, lipídeos e subs- tâncias fenólicas. A presença de mucilagem, tanto na superfície como no interior dos órgãos, em diferentes fases do ciclo vegetativo e reprodutivo, representa um importante mecanismo adaptativo e de sobrevivência da espécie aos ambientes de restinga e mangue.
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Estruturas secretoras de Pavonia alnifolia (Malvaceae), uma espécie ameaçada de extinção

Estruturas secretoras de Pavonia alnifolia (Malvaceae), uma espécie ameaçada de extinção

A distribuição e os aspectos morfológicos dos canais, cavidades e dos idioblastos secretores de mucilagem presentes nos diferentes órgãos de P. alnifolia estão, de um modo geral, de acordo com os caracteres descritos para as referidas estruturas em espécies de Hibiscus (Gregory & Baas 1989; Bakker & Gerritsen 1992; Bakker & Baas 1993; Sawidis 1991, 1998; Rocha et al. 2002; Rocha 2004). A presença, o número e a distribuição de canais secretores de mucilagem são referidos como um valioso caráter taxonômico para Malvaceae, tendo sido recentemente utilizado por Rocha & Neves (2000) e Rocha et al. (2002), como uma das principais características diagnósticas na separação taxonômica de Hibiscus tiliaceus L. e H. pernambucensis Arruda. Segundo Esau (1974), células mucilaginosas são comuns em algumas famílias de dicotiledôneas, entre elas Malvaceae. Idioblastos mucilaginosos foram descritos por Scott & Bystrom (1970) em órgãos vegetativos e reprodutivos de Hibiscus esculentus L. Fahn (1985) assinala que, na família Malvaceae, células epidérmicas podem se mostrar mucilaginosas, inclusive na forma de idioblastos. As células, canais e cavidades secretoras de mucilagem constituem uma sinapomorfia para a ordem Malvales (Alverson et al. 1998; Stevens 2001; Judd et al., 2009).
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Estruturas secretoras de Pavonia alnifolia (Malvaceae), uma espécie ameaçada de extinção.

Estruturas secretoras de Pavonia alnifolia (Malvaceae), uma espécie ameaçada de extinção.

A distribuição e os aspectos morfológicos dos canais, cavidades e dos idioblastos secretores de mucilagem presentes nos diferentes órgãos de P. alnifolia estão, de um modo geral, de acordo com os caracteres descritos para as referidas estruturas em espécies de Hibiscus (Gregory & Baas 1989; Bakker & Gerritsen 1992; Bakker & Baas 1993; Sawidis 1991, 1998; Rocha et al. 2002; Rocha 2004). A presença, o número e a distribuição de canais secretores de mucilagem são referidos como um valioso caráter taxonômico para Malvaceae, tendo sido recentemente utilizado por Rocha & Neves (2000) e Rocha et al. (2002), como uma das principais características diagnósticas na separação taxonômica de Hibiscus tiliaceus L. e H. pernambucensis Arruda. Segundo Esau (1974), células mucilaginosas são comuns em algumas famílias de dicotiledôneas, entre elas Malvaceae. Idioblastos mucilaginosos foram descritos por Scott & Bystrom (1970) em órgãos vegetativos e reprodutivos de Hibiscus esculentus L. Fahn (1985) assinala que, na família Malvaceae, células epidérmicas podem se mostrar mucilaginosas, inclusive na forma de idioblastos. As células, canais e cavidades secretoras de mucilagem constituem uma sinapomorfia para a ordem Malvales (Alverson et al. 1998; Stevens 2001; Judd et al., 2009).
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Anatomia foliar, ontogenia e histoquímica das estruturas secretoras em órgãos vegetativos de Bixa orellana L. (Bixaceae)

Anatomia foliar, ontogenia e histoquímica das estruturas secretoras em órgãos vegetativos de Bixa orellana L. (Bixaceae)

70% e incluídas em metacrilato, seguindo o processamento usual para microscopia de luz. A diafanização foi conduzida para o estudo da venação. Para a análise histoquímica, material fresco foi seccionado em micrótomo de mesa e submetido a diversos corantes e reagentes. Para a caracterização micromorfológica, o material foi submetido às técnicas usuais para microscopia eletrônica de varredura. A análise anatômica da folha indica que B. orellana segue os padrões anatômicos gerais já relatados para Bixaceae, mas apresenta detalhadamente a distribuição de estruturas secretoras. Tricomas peltados são abundantes nos ápices caulinares, mas se tornam senescentes e esparsos em órgãos em expansão. A ontogenia dos tricomas peltados segue o padrão encontrado em tricomas secretores, mas a secreção (terpenos e flavonóides) fica acumulada nas células da cabeça, sem a formação de um espaço subcuticular típico. Estruturas secretoras de bixina ocorrem em todos os órgãos vegetativos e têm origem e desenvolvimento pluricelulares. Há incorporação gradativa de células que têm paredes comuns degradadas, formando uma estrutura pluricelular delimitada pelas paredes externas remanescentes, que progride com a formação de um espaço central, degradação de núcleos e acúmulo de secreção lipídica. Os canais, que secretam mucilagem e ocorrem apenas na parte aérea, têm desenvolvimento lisígeno. Células taníferas ocorrem associadas ao tecido vascular em todos os órgãos vegetativos. Análises ultra-estruturais são necessárias para o esclarecimento de questões relacionadas ao desenvolvimento das estruturas secretoras de B. orellana, como a confirmação da origem e desenvolvimento pluricelular das estruturas secretoras de bixina, o processo de síntese da bixina e a compartimentalização da secreção nos tricomas peltados.
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Caracterização físico-química da mucilagem de inhame liofilizada.

Caracterização físico-química da mucilagem de inhame liofilizada.

realizado com mucilagem de inhame liofilizada. A quantidade de fibr a en con tr ada neste estudo foi significativa, e segundo Debiagi et al. (2010), as fibras podem ser usadas no reforço dos compostos. A adição das fibras não afeta o índice de expansão, mas diminui a solubilidade de água. A mucilagem, assim como o inhame, apresenta alto teor de minerais e dentre os macrominerais podemos citar o fósforo (P) 0,30 g 100 g -1 , o potássio (K)

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Utilização de estruturas secretoras na identificação dos gêneros de Asteraceae de uma vegetação de cerrado.

Utilização de estruturas secretoras na identificação dos gêneros de Asteraceae de uma vegetação de cerrado.

RESUMO - (Utilização de estruturas secretoras na identificação dos gêneros de Asteraceae de uma vegetação de cerrado). Com o objetivo de se verificar o possível valor taxonômico das estruturas secretoras para espécies de Asteraceae, foi efetuado um levantamento de tipos destas estruturas em folhas de 72 representantes da referida família, que compõem parte da vegetação do cerrado da Reserva Biológica de Moji Guaçu (São Paulo, Brasil). As folhas foram selecionadas e tratadas segundo as técnicas usuais empregadas para materiais herborizados; a região mediana destas peças foi cortada a mão livre, enquanto que folhas inteiras foram diafanizadas e coradas. O levantamento evidenciou ductos, idioblastos, hidatódios e l0 diferentes tipos de tricomas secretores. Avaliados conjuntamente, os tipos de estruturas secretoras têm valor diagnóstico em nível genérico, o que permitiu a elaboração de uma chave para identificação dos gêneros desta vegetação de cerrado. Algumas considerações foram efetuadas em nível de tribo, sugerindo-se uma possível afinidade entre os representantes das tribos Eupatorieae e Heliantheae, e evidenciando- se a homogeneidade observada para os elementos constitutivos da tribo Vernonieae; nestes casos, considerou-se a ausência ou a presença dos diferentes tipos de estruturas secretoras e a posição que ocupam nos órgãos foliares.
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Caracterização anatômica e histoquímica das folhas de Eugenia uniflora L.

Caracterização anatômica e histoquímica das folhas de Eugenia uniflora L.

Para a caracterização anatômica, o material foi fixado em FAA50 (formaldeído, ácido acético e álcool etílico 50%, 1:1:18 v/v) (Johansen, 1940). Secções transversais de lâminas foliares e pecíolos foram obtidas à mão livre, usando lâminas de aço e medula do pecíolo de embaúba (Cecropia sp.) como material de suporte. Para as lâminas foliares também foram realizadas secções paradérmicas, nas faces adaxial e abaxial. Em seguida, as secções foram submetidas a uma solução de hipoclorito de sódio (50%) para descoloração (Kraus & Arduin, 1997). Após lavagem em água destilada, as secções transversais foram coradas segundo técnica descrita por Bukatsch (1972), com safranina e azul de Astra; as secções paradérmicas foram coradas com azul de metileno (Krauter, 1985). Posteriormente, todas as secções foram montadas em lâminas semipermanentes, seguindo procedimentos usuais em anatomia vegetal (Johansen, 1940; Sass, 1951).
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Anatomia Foliar das Espécies de Asteraceae em um afloramento rochoso no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (MG)

Anatomia Foliar das Espécies de Asteraceae em um afloramento rochoso no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (MG)

A atividade secretora é caracterizada por células que sintetizam, acumulam e ou eliminam substâncias diversificadas, com função e natureza química distintas (poliacetileno, lactonas sesquiterpênicas, alcalóides e óleos essenciais) pouco conhecidas (Metcalfe & Chalk, 1983), com alta especificidade (Lüttge,1971) e com diferenças na morfologia, fisiologia e na posição que ocupam no corpo da planta (Esau, 1977; Cutter, 1978; Fahn, 1979, 1982, 1988). Vários tipos de estruturas secretoras já foram relatados para Asteraceae, como ductos, cavidades, idioblastos, tricomas secretores, hidatódios, laticíferos e nectários podendo se constituir num bom caráter taxonômico em nível de gênero e tribo (Solereder, 1908; Metcalfe & Chalk, 1950; Grotta, 1960; Pyykkö, 1966; Hunter & Austin, 1967; Silva & Grotta, 1971; Alencastro, 1973; Rocha, 1975; Esau, 1977; Fahn, 1979; Narayana, 1979; Sajo, 1982; Metcalfe & Chalk, 1983; Scatena, 1983; Lersten & Curtis, 1985; Lersten & Curtis, 1986; Castro, 1987; Meira, 1991; Claro, 1994; Pereira, 1995; Castro et al., 1997; Martins, 2003).
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Modelagem do Comportamento Inelástico de Estruturas de Aço: Membros sob Flexão em Torno do Eixo de Menor Inércia

Modelagem do Comportamento Inelástico de Estruturas de Aço: Membros sob Flexão em Torno do Eixo de Menor Inércia

Uma das principais propriedades do aço é a ductilidade, ou seja, a capacidade de resistir a grandes deformações antes que ocorra a ruptura. Essa característica permite a redistribuição dos esforços após alguns membros estruturais terem atingido sua resistência última. Dessa maneira, torna-se necessário que essa propriedade seja considerada nas análises de estruturas de aço. A análise que leva em consideração a possibilidade do material se deformar além do regime elástico é dita inelástica. Esse tipo de análise, associado com formulações que avaliam os efeitos de segunda ordem, fornece uma melhor representação do comportamento estrutural, resultando numa previsão mais precisa dos possíveis modos de colapso. Neste capítulo, serão apresentados os principais fundamentos e estratégias utilizados nos métodos de análise inelástica.
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Occurrence of flavones and flavonols aglycones and its glycosides in Solanum (Solanaceae).

Occurrence of flavones and flavonols aglycones and its glycosides in Solanum (Solanaceae).

O gênero Solanum L. é o maior e mais complexo gênero da fa- mília Solanaceae, com cerca de 1500 espécies e 5000 epítetos habi- tando sistemas ecológicos estabelecidos pelas regiões tropicais e subtropicais do mundo e tendo a América do Sul como centro de diversidade e distribuição 1 .

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Estruturas secretoras da lâmina foliar de espécies de Senecio Tourn. ex L. (Asteraceae)

Estruturas secretoras da lâmina foliar de espécies de Senecio Tourn. ex L. (Asteraceae)

Muitas estruturas secretoras já foram relatadas para a família Asteraceae, ocorrendo hidatódios, nectários, ductos, cavidades, idioblastos, laticíferos, coléteres e diversos tipos de tricomas. O gênero Senecio é o maior entre as fanerógamas e pode ser caracterizado pela presença de alcalóides pirrolizidínicos os quais apresentam propriedades tóxicas e atividade biológica. Poucas espécies de Senecio foram estudadas anatomicamente, e apenas uma pertencente a flora brasileira. Esse trabalho teve como objetivos descrever a anatomia das estruturas secretoras foliares de espécies de Senecio ocorrentes na Zona da Mata de Minas Gerais; avaliar a importância dessas estruturas como subsídio para a taxonomia do grupo e caracterizar a histoquímica foliar de Senecio leptolobus DC. Foram analisados exemplares herborizados depositados nos herbários VIC (UFV), OUPR (UFOP) e CESJ (UFJF) das seguintes espécies: Senecio argyrotichus Dusen, S. erisithalifolius Sch. Bip. ex Baker, S. pulcher Hook, S. icoglossus DC., S. pellucidinervis Sch. Bip. ex Baker, S. pluricephalus Cabr., S adamantinus Bang., S. stigophlebius Baker, S. mikanoides Otto ex. Baker, S. brasiliensis Less., S. leptoschizus Bong., S. pinnatus Poir., S. leptolobus DC., S. pohlii Sch. Bip. Ex Baker, S. pseudopohlii Cabr., S. emilioides Baker, S. nemoralis Dusen, S.
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Caracterização morfoanatômica do melão gália no ponto de colheita.

Caracterização morfoanatômica do melão gália no ponto de colheita.

RESUMO – O objetivo deste trabalho foi caracterizar morfoanatomicamente o melão ‘Gália’, com ênfase no exocarpo e mesocarpo, no ponto de colheita. Os frutos foram obtidos em propriedade comercial locali- zada no município de Mossoró-RN, aos 65 dias de cultivo após a semeadura. Em laboratório, realizou-se a caracterização morfológica através da determinação da massa, espessura da polpa, comprimento longitudinal e transversal, relação de formato e índice de rendilhamento. Análises em tomograia de ressonância magné- tica nuclear foram realizadas para a determinação da integridade dos tecidos. As análises anatômicas foram realizadas utilizando-se de microscopia de luz e eletrônica de varredura. O melão Gália, híbrido ‘Solar King’, foi caracterizado como fruto do tipo baga, de formato esférico, com massa média de 1.021 g. As imagens sugerem que, na região do mesocarpo, o metabolismo acentuado e o amadurecimento mais avançado nos tecidos do centro do fruto podem ser responsáveis pelo descolamento da placenta e o amaciamento mais rápido dos tecidos em volta da cavidade interna. As áreas rendilhadas, juntamente com as ceras epicuticulares e a estrutura adensada das primeiras camadas subepidérmicas podem contribuir para o controle da perda de umidade do fruto e a resistência às injúrias mecânicas.
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Estruturas secretoras em espécies de leguminosas da subtribo Cassiinae (Fabaceae, Caesalpinioideae, Cassieae)

Estruturas secretoras em espécies de leguminosas da subtribo Cassiinae (Fabaceae, Caesalpinioideae, Cassieae)

Estruturas secretoras tem se mostrado bons marcadores taxonômicos, sendo empregadas também em análises filogenéticas. Apesar dos registros de presença de coléteres em Caesalpinioideae serem recentes, a ocorrência destes parece ser bastante ampla, o que somada a diferentes padrões de distribuição, pode conferir a estas estruturas relevância taxonômica e filogenética. Assim, o presente trabalho tem por objetivos fazer o registro inédito da ocorrência de coléteres em flores de espécies da subtribo Cassiinae (Fabaceae, Caesalpinioideae, Cassieae) e analisar a distribuição dos coléteres à luz das análises filogenéticas do grupo. Flores e botões florais foram coletados e analisados sob estereomicroscópio, e flores/botões de alguns táxons foram processados para estudos estruturais ao microscópio eletrônico de varredura. No gênero Cassia, os coléteres estão presentes em Cassia sp. e C. fistula, na base das sépalas, e em C. javanica, na base das pétalas. Já em Chamaecrista, os coléteres foram observados nas seções Apoucouita, Caliciopses, Chamaecrista e Xerocalyx, e estão ausentes nas seções Absus e Grimaldia; porém as espécies destas duas seções apresentam tricomas glandulares nas sépalas, que não ocorrem nas demais espécies. Em Senna, os coléteres florais foram observados em todas as espécies analisadas, tendo uma distribuição única na subtribo Cassiinae: dispersos pelo receptáculo floral. Devido a presença dos coléteres florais em um relevante número de espécies de Cassiinae, os mesmos podem ser utilizados, juntamente com outros dados morfológicos e moleculares, como caracteres auxiliares na interpretação do relacionamento dos gêneros Cassia, Senna e Chamaecrista na subtribo Cassiinae
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Anatomia foliar de Eugenia brasiliensis Lam. (Myrtaceae) proveniente de áreas de restinga e de floresta.

Anatomia foliar de Eugenia brasiliensis Lam. (Myrtaceae) proveniente de áreas de restinga e de floresta.

contorno sinuoso (Fig. 4). São visíveis, na periferia celular, regiões mais claras alternadas com outras mais escuras, o que refl ete o espessamento desigual das paredes periclinais externas. Em MEV, este relevo não é visualizado devido ao grande espessamento da cutícula e dos estratos cuticulares. Em secção transversal, constata- se que esse espessamento heterogêneo das paredes periclinais externas das células epidérmicas resulta na formação de pequenas projeções em direção ao lume celular (Fig. 5). Essas características também ocorrem nas células epidérmicas da face abaxial, porém de forma mais atenuada. As regiões da epiderme adaxial situadas sobre as cavidades secretoras de óleos essenciais são reconhecidas, em vista frontal, pela presença de uma célula central, de contorno circular (Fig.4), às vezes, poligonal, com dimensões um pouco menores do que as adjacentes e com menor afi nidade tintorial (Fig.6). A superfície epidérmica, em MEV revela a ocorrência de estrias paralelas sobre a nervura mediana (Fig.7), enquanto no restante da lâmina foliar, o aspecto é homogêneo, não sendo possível a observação do contorno das células epidérmicas (Fig.8). Analisando-se secções transversais dessa face da lâmina foliar, verifi ca- se que a epiderme é uniestratifi cada e apresenta notável espessamento da cutícula, dos estratos cuticulares e das paredes periclinais externas (Fig.5). Esse espessamento chega a ultrapassar, ligeiramente, a altura das células epidérmicas. Sobre a nervura mediana e o bordo foliar, as células epidérmicas, de dimensões um pouco menores do que no restante da lâmina foliar, apresentam fl anges cuticulares.
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Actividades biológicas e estruturas secretoras em Artemisia campestris e Helichrysum stoechas (Asteraceae)

Actividades biológicas e estruturas secretoras em Artemisia campestris e Helichrysum stoechas (Asteraceae)

O género Artemisia L. e o género Helichrysum Mill. pertencem à família Asteraceae (Compositae), uma família muito vasta, com mais de 900 géneros e cerca de 20.000 espécies, incluídas em duas subfamilias: 1) Asteraceae - Cichorioidea (syn. Compositae Liguliflorae/ Lactuceae), 2) Asteraceae - Asteroideae (syn. Compositae-Tubuliflorae). As Asteraceae têm uma distribuição cosmopolita, em que a maioria das espécies estão distribuídas nas regiões temperadas do Norte, podendo contudo alguns géneros ocorrer no hemisfério Sul [3]. As Asteraceae são sobretudo plantas herbáceas, apresentando raramente porte arbustivo ou arbóreo, podendo algumas ser trepadeiras [3, 4]. As suas folhas são simples, pinuladas e lobadas em algumas espécies, opostas ou alternadas e espinhosas em alguns géneros. A inflorescência é um capítulo que se encontra rodeado por um invólucro de uma ou mais séries de brácteas livres ou fundidas. As flores são actinomórficas ou zigomórficas, monóicas ou dióicas, sendo o ovário ínfero e bicarpelar e o estilete ramificado com dois estigmas. O fruto é uma cipsela 1 , frequentemente coroada por um papilho 2 [4].
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Caracterização histoquímica e imuno-histoquímica das alterações fibróticas nas endometroses das éguas

Caracterização histoquímica e imuno-histoquímica das alterações fibróticas nas endometroses das éguas

Após a proposta de classificação de Hoffmann et al. (2009b), apenas um trabalho com avaliação histoquímica da membrana basal foi publicado até o momento (HANADA et al., 2014). Estes pesquisadores observaram espessamento da membrana basal nas endometroses ativas e ativas destrutivas, algumas vezes com rompimento da mesma. Os resultados do deste estudo concordaram com a da referida pesquisa, havendo nitidamente um espessamento e hialinização da membrana basal nas endometroses ativas, que são agravados nas endometroses ativas destrutivas. Nos processos inativos, observou-se o mantimento de sua espessura e, quando houve dilatação cística, um discreto espessamento quando comparados à membrana basal do endométrio hígido. Apesar da causa desse dano à membrana basal ainda ser desconhecida, acredita-se que seja o fator principal para a instalação da fibrose periglandular, já que ocorre alteração na deposição de componentes da matriz extracelular ao redor da membrana (HOFFMANN et al., 2009b). Contudo, o método de PAS não é capaz de identificar, especificamente, qual ou quais das glicoproteínas que compõem a membrana basal que respondem a esse processo e que a tornam mais espessa.
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Caracterização morfoanatômica de plântulas de Gomphrena elegans Mart. (Amaranthaceae)

Caracterização morfoanatômica de plântulas de Gomphrena elegans Mart. (Amaranthaceae)

3 Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquisa Filho (Unesp), Botucatu, São Paulo, Brasil.. *Autor para correspondência.[r]

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CARACTERIZAÇÃO MORFOANATÔMICA DE NECTÁRIOS EXTRAFLORAIS DE Passiflora alata, Passifloraceae

CARACTERIZAÇÃO MORFOANATÔMICA DE NECTÁRIOS EXTRAFLORAIS DE Passiflora alata, Passifloraceae

As células do parênquima nectarífero aumentam de tamanho à medida que se aproximam das terminações vasculares do xilema, caracterizando o início da segunda zona, sendo esta constituída pelo parênquima subnecta- rífero, diferenciado por suas células com citoplasma tê- nue, núcleo relativamente menor, sendo o espaço cito- plasmático muitas vezes ocupado por cristais de oxalato de cálcio e drusas, que são típicos da família Passiflora- ceae (figura 4). Observa-se, ainda no parênquima sub- nectarífero, a presença de células grandes com extremi- dades acuminadas e intensa coloração avermelhada quando coradas com safranina e fast green, caracteri- zando idioblastos com mucilagem 46 , enquanto aquelas
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Maturação e caracterização morfoanatômica, fisiológica e bioquímica de sementes de...

Maturação e caracterização morfoanatômica, fisiológica e bioquímica de sementes de...

Além do espaço livre entre o tegumento e o endosperma-embrião, algumas sementes também apresentaram espaço livre entre o embrião e o endosperma (Figuras 14H, 14J e 14K). Segundo Dell’Aquila (2007) sementes de pimentão com menos de 2,7% de espaço livre entre o endosperma e o embrião foram classificadas como viáveis com germinação entre 97%e 100%. Essa afirmação também foi confirmada por Gagliardi e Marcos Filho (2011). A porcentagem de sementes com espaço livre entre o embrião e o endosperma foi inferior a 6% como se observa na Tabela 9, e não confirmou essa relação como adequada para a caracterização das sementes de pimentão cultivar “Ikeda” utilizadas nessa pesquisa. Todas as sementes de frutos verdes que apresentaram espaço livre entre o endosperma e o embrião não germinaram (Tabela 9); sementes de frutos verde-avermelhados e vermelhos que tinham espaço livre entre o endosperma e o embrião menor ou igual a 2,7% originaram plântulas normais (Figuras14J e 14K), anormais (Figuras 15D) e sementes não germinadas (Figura 16C), assim como as que tinham espaço livre maior que 2,7% (Figuras14H, 16I e 16L).
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Anatomia e histoquímica dos órgãos vegetativos de Siegesbeckia orientalis (Asteraceae).

Anatomia e histoquímica dos órgãos vegetativos de Siegesbeckia orientalis (Asteraceae).

Considerando-se as investigações realiza- das sobre a anatomia de Asteraceae, diferentes tipos de estruturas secretoras foram relatados: ductos (Castro, 1987; Ascensão & Pais, 1988; Lersten & Curtis, 1988; Meira, 1991; Claro, 1994; Poli et al., 1995; Castro et al., 1997), cavidades (Lersten & Curtis, 1986, 1987, 1989; Curtis & Lersten, 1986, 1990; Monteiro et al., 1995), idioblastos (Meira, 1991; Claro, 1994), laticíferos (Vertrees & Mahlberg, 1978), hidatódios (Lersten & Curtis, 1985; Castro, 1987; Meira, 1991; Claro, 1994; Castro et al., 1997), nectários extraflorais (O’Dowd & Catchpole, 1983), tricomas (Werker & Fahn, 1981; Castro, 1987; Meira, 1991; Claro, 1994; Castro et al., 1997; Monteiro et al., 2001), coléteres (Solereder, 1908) e apêndices glandulares (Carlquist, 1959). Nesses traba- lhos, tais estruturas foram investigadas quan- to aos aspectos estruturais, ultra-estruturais, histoquímicos e ecológicos.
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