Top PDF Gênero e diversidade sexual na educação infantil

Gênero e diversidade sexual na educação infantil

Gênero e diversidade sexual na educação infantil

Sexualidade vem sendo abordada na Educação Infantil, a partir do relato de minha experiência, desenvolvida numa escola particular, localizada na cidade de Alagoa Grande/PB que atende apenas a Educação Infantil. A turma que lecionava era o Pré II (alunos/as entre 5 e 6 anos) no ano de 2016. A partir das minhas lembranças do que observei e desenvolvi em sala de aula, buscarei refletir sobre os conflitos e as diferenciações das brincadeiras de crianças que se estabeleceram na comunidade escolar. A discussão trará alguns conceitos sobre gênero, sexualidade, identidade e a construção social da identidade de gênero para uma melhor compreensão sobre o tema e sua importância para quebrar alguns paradigmas que se permeiam no cotidiano escolar. Abordaremos a importância da inserção de gênero e sexualidade na formação dos professores (as) trazendo minhas experiências do dia a dia no âmbito escolar. Pois, percebe-se que diante do contexto sócio-histórico é preciso repensar no que produz certas relações de poder e como essas relações influenciam na construção das identidades de gênero. Por isso, é de suma importância e responsabilidade que o professor (a) repense sua prática, no sentido, de eliminar qualquer tipo de estereótipos, para que o aluno (a) compreenda que cada um (a) tem sua especificidade e precisa ser respeitada, contribuindo, assim, para uma sociedade mais igualitária.
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Gênero na educação infantil

Gênero na educação infantil

O professor de Educação Física, citado por Mariano e Altmann (2016), trabalha com a Educação Infantil. No decorrer das observações, ele mostrou uma postura perante as relações de gênero diferenciada dos demais educadores. Foram em inúmeros momentos que o professor tomou uma conduta de desconstrução do binarismo: conversava com as crianças sobre as atividades propostas e depois solicitava que as mesmas escolhessem quais desejavam realizar; não fazia uso de filas para deslocar as crianças de um ambiente para outro; não dividia as crianças por sexo durante as atividades e, se houvesse necessidade de grupos, separava as crianças de maneira mista, realizando interação entre meninos e meninas; não utilizava os termos meninos e meninas, mas sim crianças, usando, portanto, uma linguagem que não determina a separação de gêneros; o planejamento das aulas oferecia autonomia e liberdade frente às escolhas das atividades a serem praticadas pelas crianças, não trazia marcas de separação entre meninos e meninas.
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Oficinas com adolescentes do MST - sexualidade, diversidade sexual e gênero

Oficinas com adolescentes do MST - sexualidade, diversidade sexual e gênero

O tema gerador Diversidade Sexual foi trabalhado nas quatro oficinas seguintes. No primeiro encontro sobre esse tema convidamos participantes do grupo de pesquisa “DeVerso: grupo de pesquisa em sexualidades, saúde e política” para organizar e coordenar o encontro. Foram realizadas dinâmicas de grupo e exibição de vídeos para apresentar os conceitos de identidade de gênero, orientação sexual e homofobia.

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DISCURSO POLÍTICO PEDAGÓGICO SOBRE DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO NA PERSPECTIVA DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

DISCURSO POLÍTICO PEDAGÓGICO SOBRE DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO NA PERSPECTIVA DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Há um essencialismo não indiferente na legitimação de superioridade hetero que se dá por meio de discursos que oprimem algumas sexualidades, motivo pelo qual “trabalhar simultaneamente a problemática de gênero, da diversidade sexual e das relações étnico- raciais, ou seja, abordar em conjunto a misoginia, a homofobia e o racismo não são apenas uma proposta absolutamente ousada, mas oportuna e necessária” (CARRARA, 2009, p. 13). Por outro lado, o determinismo biológico, tem-se amplamente sustentado muito mais por um senso comum do que pelo fazer científico (SENKEVICS e POLIDORO, 2012) que, a seu modo, repercute na sociedade e é também influenciado por concepções que circulam social e culturalmente (CONNELL, 2009).
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Sexualidade no interior conservador brasileiro: uma experiência de educação para a diversidade sexual e de gênero em Foz do Iguaçu

Sexualidade no interior conservador brasileiro: uma experiência de educação para a diversidade sexual e de gênero em Foz do Iguaçu

É preciso sublinhar que, infelizmente, apesar da menção explícita de tal arti- go ter sido aprovada no PNE 2001, se avançou pouco em relação à formação inicial docente nos temas de gênero e diversidade sexual. Em 2008, a or- ganização “ECOS- Comunicação em sexualidade” realizou a pesquisa “As políticas de Educação em Sexualidade no Brasil - 2003 a 2008: os currículos de formação docente” (ECOS, 2008), a qual analisou os currículos dos cur- sos de Pedagogia e de licenciaturas de todo o território nacional. Os resulta- dos dessa pesquisa concluem que os temas relacionados à sexualidade e ao gênero não estão presentes de maneira significativa na maioria dos cursos de graduação que são responsáveis pela formação de professoras e professores. Além disso, as disciplinas sobre gêne- ro, diversidade sexual, educação sexual, quando ofertadas, são em sua maioria opcionais, sendo que serão provavel- mente cursadas majoritariamente por estudantes previamente interessadas nelas (Sandra Unbehaum, Sylvia Cava- sin, Thais Gava 2010). Por outro lado, a pesquisa evidencia que as resistências à implantação de uma política nacional de educação sexual incidem mais em âmbito local do que na formulação de propostas nacionais.
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EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE PARA A CIDADANIA: A INTERSECCIONALIDADE GÊNERO/DIVERSIDADE SEXUAL EM LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE PARA A CIDADANIA: A INTERSECCIONALIDADE GÊNERO/DIVERSIDADE SEXUAL EM LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

O segundo capítulo, intitulado de Percurso Metodológico, desenvolve o objeto da dissertação e apresenta a metodologia adotada na pesquisa. A primeira seção, O Livro Didático como Objeto de Pesquisa, busca apresentar o livro didático como documento da pesquisa, além de retratar a educação como um direito social de todos; a segunda seção, intitulada de Mapeamento do Estado do Conhecimento visa justificar a presente pesquisa, mostrando o que já foi produzido e estudado sobre a temática gênero e diversidade sexual nos livros didáticos de História e Ciência, além de, atualizar o pesquisador em relação à temática, mostrando-lhe como outros pesquisadores abordaram o mesmo objeto, o quanto essa abordagem variou em um determinado período de tempo, e a quais conclusões chegaram; a terceira seção, com o nome de Procedimentos para a análise dos dados tem como objetivo apresentar a metodologia a ser desenvolvida na pesquisa documental.
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Gênero na Educação Infantil

Gênero na Educação Infantil

Este trabalho tem como ponto de partida observar as crianças quanto a suas escolhas e preferências de brincadeiras, brinquedos, cores, forma de tratamento, roupas, estilos. Tem como objetivo geral: observar e compreender as várias situações que envolvem gênero na Educação Infantil no que se referem às brincadeiras, brinquedos e preferências das crianças. Os objetivos específicos são: observar se há estereótipos de gênero nas brincadeiras infantis; identificar o comportamento das crianças e suas falas que mostram preconceitos e discriminações quanto a estereótipos e/ou relações de gênero; propor contribuições para o desenvolvimento das crianças com respeito ao diferente e ao diversificado; propor ações que possam respeitar o direito das crianças quanto suas escolhas de brinquedos, brincadeiras e grupo de amizade sem que se tenham preconceitos quanto às relações e estereótipos de gênero. O método utilizado será a observação, cuidando para não constranger nenhuma criança, nem modificar ou intervir em suas brincadeiras, respeitando suas escolhas. Com os resultados pode-se contribuir para a construção de práticas de respeito e diversidade de gênero. Com a observação encontrei algumas situações que apresentaram estereótipos, com falas que mostraram algum preconceito quanto às brincadeiras e brinquedos. Pode-se concluir que de modo geral, a variedade dos brinquedos e as diversas opções de brincadeiras favorecem para que todos os espaços sejam ocupados por todos sem discriminação. Percebeu-se que o brinquedo e a brincadeira têm grande contribuição para o desenvolvimento da criança, principalmente relacionado com o tema gênero que precisa ser vivenciado, ensinado e praticado na Educação Infantil.
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O movimento LGBT e as políticas de educação de gênero e diversidade sexual: perdas, ganhos e desafios.

O movimento LGBT e as políticas de educação de gênero e diversidade sexual: perdas, ganhos e desafios.

Em um primeiro momento da investiga- ção, realizei consultas na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, e suas respectivas dire- torias de ensino com a finalidade de mapear qual a rede de ensino a ser escolhida. Ao final de 2010, foram escolhidos doze docentes integrantes de um curso de formação continuada, com caráter opta- tivo, voltado para o ensino fundamental II e para o ensino médio, da rede pública estadual de ensino da cidade de São Paulo. Conforme acordos com a Secretaria de Educação, a Diretoria de Ensino da região centro-oeste da rede estadual, na cidade de São Paulo, ficou responsável por sua coorde- nação. Intitulado Convivendo com a diversidade sexual na escola, o curso foi oferecido, em 2006 e 2007, por duas organizações não governamentais sem fins lucrativos: Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor (CORSA) e Comunicação em Sexualidade (ECOS), ambas com extenso cur- rículo na realização de projetos de formação na temática de diversidade sexual e gênero.
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Educação para todas e todos: em busca da equidade de gênero e da diversidade sexual no ambiente escolar

Educação para todas e todos: em busca da equidade de gênero e da diversidade sexual no ambiente escolar

A necessidade de reflexão sobre as relações de gênero e diversidade sexual no ambiente escolar e a importância de se minimizar desigualdades e preconceitos nos levou a propor e realizar o curso de extensão universitária “Refletindo gênero na escola: a importância de repensar conceitos e preconceitos” cujos objetivos foram: 1- sensibilizar as/os profissionais da educação sobre a importância de se abordar as questões de gênero e diversidade sexual no ambiente escolar, e 2- produzir conhecimento a partir desta experiência. O curso foi ofertado a profissionais do Município de Matinhos no Estado do Paraná – Brasil. O objetivo desta comunicação é apresentar os resultados de uma das atividades realizadas neste curso. Na referida atividade propôs-se às/aos participantes que fizessem uma pintura na qual fosse representada uma síntese dos conceitos e temas abordados no curso em questão. Elas e eles se reuniram em grupos e produziram obras que trataram sobre os mais variados temas como: a importância de se respeitar a diversidade de raça, classe, gênero e sexo; a necessidade de romper com estereótipos e preconceitos; a importância de se reconhecer e respeitar os diversos tipos de família existentes na sociedade brasileira; a necessidade de se oferecer uma educação democrática que busque a eqüidade de gênero, dentre outros. Nesta comunicação apresentar-se-á algumas obras produzidas juntamente com a explicação que as autoras deram e a interpretação que nós fizemos sobre as mesmas. Por meio desta atividade pôde-se perceber que as participantes assimilaram os conceitos e temas abordados no curso. Percebeu-se também a necessidade de se proporcionar outros momentos como este, visando minimizar os preconceitos e discriminações e evitar que diferenças de gênero se transformem em desigualdades sociais. Acreditamos assim, que a educação em todos os seus aspectos, inclusive no aspecto da inclusão e eqüidade de gênero é um direito de todos e todas e não um luxo.
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APROXIMAÇÕES HISTÓRICAS ENTRE GÊNERO, DIVERSIDADE SEXUAL E ESCOLA

APROXIMAÇÕES HISTÓRICAS ENTRE GÊNERO, DIVERSIDADE SEXUAL E ESCOLA

Em um contexto no qual avanços e retrocessos caminham em um processo de idas e vindas, como demonstra o Brasil dos dias atuais, a escola precisa ser um local de discussão e pluralidade, sob pena de ser perpetuada em lócus de segregação do/a “diferente”. Para isso, o debate sobre gênero e diversidade sexual precisa estar presente, o que tem se tornado um desafio em um momento de instabilidade política, em que teoria de gênero foi “demonizada” pelos discursos religiosos, sob a alcunha de “ideologia de gênero” (a ideia, muito veiculada pela “bancada evangélica”, entende ser “gênero” uma ideologia a ser proibida na escola, pois teria o intuito de, entre outros, “homossexualizar crianças”. Utilizando-se da distorção do conceito científico de gênero, objetiva- se perpetuar valores religiosos, em clara afronta à laicidade do Estado e ao conhecimento científico), e em que o pensamento crítico corre o risco de ser proibido por meio de projetos de lei como o “Escola sem Partido” (movimento político supostamente dotado de “neutralidade ideológica” objetivando proibir quaisquer manifestações político-partidárias, partindo do pressuposto que professores “ideologizam” alunos e alunas, especialmente para a esquerda política).
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Escola: lugar político da diversidade sexual e de gênero

Escola: lugar político da diversidade sexual e de gênero

Pretende-se, nesse trabalho, compreender como a escola pública vem se constituindo enquanto instituição do fracasso para diversidade sexual e de gênero. Parte-se do princípio de que o sistema escolar realiza uma operação de classificação social, deixando fora de seus muros quase todos e todas que não dialogam com a ―normalidade‖ heterossexual requerida pela ordem social vigente. Em um primeiro momento, ancoro-me nas vivências de Profissionais da Educação do Ensino Fundamental da Rede Pública Municipal da cidade do Natal-RN, considerando suas narrativas enquanto resultado das práticas cotidianas, que denunciam as regras que as governam e que as produziram em um contexto mais amplo. Em seguida, procuro estabelecer diálogo com estudantes vítimas de xingamentos, chacotas e maus tratos por não atenderem ao padrão de gênero tido como ―normal‖ a ser vivenciado dentro da escola. Nessa etapa da pesquisa, transito em uma Escola Estadual de Ensino Médio do Rio Grande do Norte. A problematização investigativa do trabalho é norteada a partir das seguintes questões: quais desafios precisam ser enfrentados no sentido de reconhecer e garantir a permanência e aprendizagem daqueles e daquelas, desde sempre excluídos do espaço escolar, ou que nele estiveram apenas por breves passagens, sendo logo excluídos por diferenças de orientação sexual e/ou de gênero? Em que ponto a escola se encontra no itinerário de construir uma educação que valorize e reconheça as diferenças sexuais e de gênero? Os objetivos da pesquisa foram: analisar como a escola e seus profissionais lidam com a diversidade sexual e de gênero, investigando quais práticas/fazeres pedagógicos silenciam, congelam e/ou interditam identidades plurais escolarizáveis que continuam fazendo parte da exclusão escolar; verificar como a escola e seus sujeitos atuam na construção de novos sentidos para o aprendizado, para a convivência, para a produção e transmissão de conhecimento diante de ―novas‖ demandas sociais como é o caso da homoafetividade; observar as fissuras que são abertas com a presença e com a voz de estudantes que demandam o reconhecimento de suas existências nesses espaços.
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Marcas da experiência na formação docente em gênero e diversidade sexual: um olhar...

Marcas da experiência na formação docente em gênero e diversidade sexual: um olhar...

Essa dissertação de mestrado teve por objetivo analisar as experiências em gênero e diversidade sexual, com base em narrativas de professores e professoras que realizaram o curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE). Buscou-se compreender, também, os processos de comprometimento com o tema no que tange à quebra do silenciamento dos temas gênero e diversidade sexual imposto nos âmbitos social, acadêmico e escolar. Desse modo, pretende-se contribuir com o debate sobre a formação docente em gênero e diversidade sexual, por meio da discussão da formação continuada oferecida no GDE. O GDE examinado foi oferecido pela UNESP campus de Rio Claro na cidade de Jaú, interior de São Paulo. A formação foi ofertada aos (as) professores (as) da educação básica da rede eestadual e da rede municipal duas vezes entre 2009 e 2010. Nessa pesquisa, são analisadas as discussões, realizadas em fóruns, e os memoriais entregues por 30 professores-cursistas de uma turma do polo de Jaú, no ano de 2009. Por meio de uma análise qualitativa e do método da análise de prosa (ANDRÉ, 1983), essa pesquisa analisa as marcas da experiência em gênero e diversidade sexual que esses (as) professores (as) revelaram durante o curso. Com base nos estudos de Jorge Larrosa (2002, 2011) examina-se o GDE enquanto experiência e verifica-se como essa experiência criou comprometimentos dos sujeitos envolvidos com o tema e deixou marcas em seu pensar e agir. Tais marcas revelaram que os (as) professores (as) buscaram a formação por meio de diferentes aspirações relacionadas a duas dimensões de comprometimento com o tema, a dimensão pessoal e a profissional. Desse modo, a pesquisa revela que a maneira pela qual cada um (uma) apreendeu os conceitos do curso e (trans)formou sua subjetividade a partir das reflexões realizadas foi única, tendo diferentes intensidades. Revelou, ainda, que os processos pelos quais se consolidam e reelaboram os próprios conceitos sobre gênero e diversidade sexual são contraditórios e marcados por pausas, avanços ou retrocessos. Contudo, o GDE demonstra ser um impulsionador para a reflexão acerca do gênero e da diversidade sexual, revelando ter potencial para iniciar (trans)formações das práticas escolares relacionadas a essas questões.
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Gênero, diversidade sexual, ciência e tecnologia: a escola como agente de mudanças

Gênero, diversidade sexual, ciência e tecnologia: a escola como agente de mudanças

Este artigo trata de um programa de extensão universitária (que teve também um interesse de pesquisa) e foi desenvolvido por pesquisadoras e pesquisadores do GeTec – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Relações de Gênero e Tecnologia, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná- Brasil e o REGEDI - Grupo de Estudos sobre as Relações de Gênero e Diversidade da Universidade Federal do Paraná -campus Litoral - Brasil. Traz os resultados deste projeto, cujo objetivo foi sensibilizar as/os profissionais da educação sobre a eqüidade de gênero, a diversidade sexual e a homofobia em uma pequena comunidade do litoral do Paraná (Matinhos). As atividades foram estruturadas pelos seguintes temas: os conceitos de gênero e sexualidade; gênero e diversidade sexual no ambiente escolar, gênero, diversidade sexual, ciência e tecnologia e; gênero, diversidade sexual e mídia. As participantes do curso ministrado foram majoritariamente mulheres que trabalham em escolas deste pequeno município. As atividades foram pautadas pelo método participativo de maneira tal que as/os pesquisadoras/es trocavam conhecimentos sobre os temas planejados para o curso, com as participantes, para que estas últimas se transformassem em multiplicadoras das concepções de gênero mais igualitárias em suas comunidades locais. O método participativo permitiu a produção conjunta de conhecimentos sobre os problemas que as profissionais da educação encontram em sua prática escolar, como conseqüência de preconceitos e discriminações de gênero. Os resultados revelaram que: 1- as mulheres desta comunidade local reproduziam padrões de gênero dicotômicos e conservadores; 2- nunca haviam tido nenhuma informação sobre a construção social de gênero, nem sobre as desigualdades que são construídas entre homens e mulheres no âmbito do trabalho, mídia, ciência e tecnologia; 3. as mulheres participantes representam um importante instrumento de desenvolvimento local e de transformação das relações de gênero através de sua atuação na família e na escola.
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GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA: REFLEXÕES ACERCA DA FORMAÇÃO CONTINUADA SOBRE ASSUNTOS DA DIVERSIDADE SEXUAL

GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA: REFLEXÕES ACERCA DA FORMAÇÃO CONTINUADA SOBRE ASSUNTOS DA DIVERSIDADE SEXUAL

Este artigo objetiva problematizar relatos dos/as professores/as dos anos iniciais da escola pública, no âmbito da formação no curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE), quanto aos preconceitos de gênero e diversidade sexual. O curso foi oferecido em 2009 e 2010, pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), em convênio com a Universidade Estadual Paulista (Unesp). No Estado de São Paulo, os polos de formação foram distribuídos em nove mu- nicípios. O curso GDE se inseriu na modalidade de formação continuada de professores/as da Educação Básica de escolas públicas, de forma semipresencial, e foi dividido em cinco módulos temáticos: diversidade, gênero, sexualidade e orientação sexual, raça/etnia. Neste artigo apresentamos as análises dos memoriais escritos pelos/as professores/as participantes do 1º curso GDE, do polo de Jaú, interior do Estado de São Paulo, que apontam o aprendi- zado vivenciado no curso. Obtiveram-se relatos sobre conflitos resultantes da dissonância das crenças pessoais e das responsabilidades profissionais; o envolvimento da história de vida dos/as professores/as em sua atuação escolar (subjetividades); a transposição de equívocos conceituais construídos fora da escola para dentro, entre outros aspectos. Foi
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EDUCAÇÃO E GÊNERO: HOMENS NA DOCÊNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

EDUCAÇÃO E GÊNERO: HOMENS NA DOCÊNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A abordagem da ausência de homens atuando nessa área nos permitiu uma desnaturalização da noção de Educação Infantil como profissão do gênero feminino. Os sujeitos pesquisados, ao narrarem o ingresso na carreira docente especificamente nessa primeira etapa da Educação Básica, apresentaram situações que sinalizam a persistência, o cuidado, o amor e a competência no cotidiano da Educação Infantil inerente não exatamente ao homem ou à mulher, mas ao profissional habilitado.

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Abordagem das desigualdades de gênero e diversidade sexual em sindicatos de trabalhadoras/es em educação: o caso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)

Abordagem das desigualdades de gênero e diversidade sexual em sindicatos de trabalhadoras/es em educação: o caso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)

Nessa região, quanto às nomenclaturas e atribuições das secretarias, temos: Secretaria de Gênero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo – Sindiupes/ES), que trabalha na promoção de seminários, palestras e ações afirmativas com o objetivo de conscientização das questões que envolvem gênero; assim como na busca da ampliação da luta de gênero por meio da organização de comissões por regiões e municípios e intercâmbio com todas as organizações sindicais ou populares. A Secretaria para Assuntos da Mulher (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – Apeoesp) tem por competência: organizar, coordenar e desenvolver atividades pertinentes às relações de gênero que visem inserir a mulher no mundo da política e do trabalho; combater o preconceito; alcançar a igualdade entre mulheres e homens; aprimorar o atendimento público à mulher vítima de violência; apontar, nas escolas e nos órgãos de trabalho da base, problemas relacionados à questão exclusiva da mulher, inclusive os relacionados com sua saúde, bem como apontar soluções passíveis ao Poder Público, especialmente as relacionadas à trabalhadora gestante e àquela que amamenta. Na estrutura formal do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind- UTE/MG), os departamentos da diretoria não fazem nenhuma referência às questões de gênero/mulher/diversidade sexual.
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Sexualidade e gênero na educação infantil

Sexualidade e gênero na educação infantil

Duas perguntas centrais nortearam o desenvolvimento deste livro, do componente Sexua- lidade e gênero na educação infantil: é possível tratar sobre questões de gênero e sexualidade nessa primeira etapa da Educação Básica? Como isso pode ser feito? Nessa perspectiva, o li- vro está dividido em três unidades. Na primeira, apresento a construção da ideia de infância na história da humanidade. Na segunda, quais elementos são importantes para a construção de práticas pedagógicas nas quais não sejam propagadas as hierarquizações entre as crianças. Apresentarei refl exões de como as crianças são colocadas em processos de aprendizagem que podem produzir diferentes infâncias, a partir de currículos e ações pedagógicas condutoras de dependência/independência do que a sociedade deseja para a construção de um ser legítimo de humanidade. Na terceira unidade, discorro sobre a aprendizagem inventiva. Na mesma oportu- nidade, apresento cenas nas quais você terá acesso ao cotidiano de discussões/problematizações além do ato de fi losofar com crianças dentro de um Centro Municipal de Educação Infantil na cidade de Salvador.
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EDUCAÇÃO EM GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL E LGBTIFOBIA NAS ESCOLAS: DESCONSTRUÇÃO DO BULLYING AO CRIME

EDUCAÇÃO EM GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL E LGBTIFOBIA NAS ESCOLAS: DESCONSTRUÇÃO DO BULLYING AO CRIME

Como primeiros resultados da pesquisa, constata-se que a Educação em Gê- nero e Diversidade Sexual nas escolas, por vezes tida como política educacional ideológica e subversiva, ao contrário da criminalização que não tem o condão de alterar a cultura LGBTIfóbica, poderia, a partir do diálogo e difusão de infor- mações acerca das múltiplas manifestações de gênero e sexualidade, reconhecer identidades muitas vezes dissidentes, buscar a igualdade entre os gêneros, descons- truindo estereótipos e dando autonomia ao gênero feminino; enfrentar cultura do estupro e da violência contra a mulher, do abuso infantil e da gravidez precoce; combater a LGBTIfobia; rever privilégios; e, de fato, incluir minorias.
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Gênero e Ludicidade na Educação Infantil

Gênero e Ludicidade na Educação Infantil

A discussão sobre Gênero possibilita o reconhecimento das diferenças culturais, sociais e históricas entre as/os alunas/os. Podemos notar também que nos filmes infantis que são passados na pré-escola que o lugar destinado para a mulher é o de esposa, mãe; e o lugar do homem é o de líder. Também os desenhos e músicas já incentivam as crianças a agirem de forma determinante na construção do ser mulher e homem. Por esse motivo, vê-se a importância de se trabalhar em uma perspectiva pedagógica que valorize a diversidade na escola, pois é importante trabalhar em sala de aula hoje para não termos problemas na sociedade amanhã. Se desde pequenos, na educação infantil, trabalharmos o tema gênero com as crianças, estaremos contribuindo para a formação dos conceitos e a aquisição de conhecimentos e informações sem preconceitos, de forma gradativa na formação de cada sujeito.
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As Relações de Gênero na Educação Infantil

As Relações de Gênero na Educação Infantil

Ao olharmos a composição dos grupos infantis nas instituições de educação infantil, não estamos apenas frente a um conjunto de crianças e adultos com determinadas características biológicas, mas sim, frente a sujeitos sociais, constituídos e pertencentes a uma etnia, a uma geração, a um gênero, a uma cultura. Aspectos que atravessam a composição das relações e a própria constituição do ser humano. Meninas, meninos, negros, brancos, asiáticos, indígenas, brasileiros, estrangeiros, moradores e moradoras do interior da ilha ou do centro urbano, católicos, evangélicos, do candomblé... sujeitos constituídos por fatores socioculturais que os tornam, ao mesmo tempo, seres únicos e também com características comuns que os identificam a determinados grupos sociais. (FLORIANÓPOLIS, 2012, p. 59.)
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