Top PDF A gestão participativa dos recursos hídricos no setor mineral brasileiro.

A gestão participativa dos recursos hídricos no setor mineral brasileiro.

A gestão participativa dos recursos hídricos no setor mineral brasileiro.

RESUMO: A água é um recurso mineral de valor inestimável para a economia de qualquer País. A mineração é uma atividade que tem forte dependência da água em seus processos e métodos. Visando a valorização e o controle sustentável de uso da água no território brasileiro foi estabelecida em 1997 a Lei Federal número 9.433 sobre a "Política Nacional de Recursos Hídricos". Esta lei estabelece mecanismos de gestão descentralizada e participativa visando a manutenção da quantidade e qualidade da água num contexto geral. Por este dispositivo legal foram criadas algumas ferramentas de gestão de recursos hídricos, de âmbito nacional, tais como: - o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; o Enquadramento dos Corpos de Água; a Outorga Pelo Direito de Uso; a Cobrança Pelo Uso e o Sistema de Informações Sobre Recursos Hídricos. Este artigo apresenta os principais pontos da gestão de recursos hídricos relacionados ao setor mineral brasileiro e apresenta um exemplo de aplicação real desta regulamentação num empreendimento mineral nacional. PALAVRAS-CHAVE: Água, Mineração, Legislação, Gestão
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Composição do comitê da bacia hidrográfica do rio Paraguaçu-BA : análise da origem geográfica e do setor econômico representado por seus membros como fatores intervenientes na gestão participativa de recursos hídricos

Composição do comitê da bacia hidrográfica do rio Paraguaçu-BA : análise da origem geográfica e do setor econômico representado por seus membros como fatores intervenientes na gestão participativa de recursos hídricos

Este trabalho apresenta uma análise do processo de constituição do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu - CBHP, quanto à composição dos seus membros, sua origem geográfica e o segmento representado, e sua influência na efetivação da gestão participativa dos recursos hídricos da bacia. Partindo-se da revisão de conceitos como: gestão participativa de recursos hídricos, bacia hidrográfica e geopolítica da água, foi feita uma análise espacial da forma de constituição do Comitê de Bacia Hidrográfica, e suas implicações para a gestão participativa e dos conflitos em torno dos usos múltiplos dos recursos hídricos. Foram analisados ainda dados qualitativos adicionais (observação não participante nas reuniões do CBHP, questionário e uma retrospectiva histórica do processo de formação do Comitê) como suporte a analise espacial. Este estudo demonstra que existe uma super-representação no CBHP dos irrigantes do trecho alto da bacia do rio Paraguaçu tendo como conseqüência a hegemonia política de uma região sobre as demais, que configura uma geometria de poder conformada pela existência de pólos concentradores de poder político, que possivelmente expresse polarização econômica. Com base nos resultados, problematiza-se os critérios de composição dos comitês de bacia hidrográfica, baseados na representação por setor de usuários, sem levar em consideração a origem geográfica e a vinculação regional ao território.
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PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DA GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS: CONCEPÇÕES E PERSPECTIVAS NO SERTÃO PARAIBANO

PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DA GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS: CONCEPÇÕES E PERSPECTIVAS NO SERTÃO PARAIBANO

Entre os desafios que se colocam para a implementação da política de gestão participativa dos recursos hídricos na região semiárida, está a herança cultural e política de práticas clientelistas e conservadoras consolidadas na relação entre o Estado e a sociedade. Historicamente, as oligarquias rurais detiveram o controle dos órgãos de implementação das políticas de combate à seca e reforçaram, em suas intervenções, a vinculação da propriedade privada da terra e da água. O desafio de promover a participação social em uma sociedade impregnada pela prática clientelista é imenso, pois como produto de um Estado autoritário onde os direitos de cidadania foram subtraídos, o cidadão passa a ser sinônimo de cliente, de beneficiário (p. 03).
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Avaliação do manejo de irrigação no âmbito da Gestão  Participativa dos Recursos Hídricos no semi-árido Pernambucano

Avaliação do manejo de irrigação no âmbito da Gestão Participativa dos Recursos Hídricos no semi-árido Pernambucano

A região semi-árida do Nordeste brasileiro é caracterizada pela dependência à água subterrânea, para prática de agricultura irrigada que é uma das principais fontes de renda da região. Esses ambientes de escassez hídrica e de conflitos sociais nos momentos de seca demonstram tamanha necessidade na implementação de ações otimizadas de gestão. Neste trabalho, uma proposta de gerenciamento de irrigação local é apresentada, eficientemente avaliada embasada em conhecimentos acadêmicos e científicos na quantificação das reservas e a caracterização da dinâmica da água no solo. A utilização de modelos matemáticos de fluxo subterrâneo e a inserção do modelo de gestão participativa e gerenciamento dos recursos hídricos em pequenas comunidades rurais também foram avaliados. O presente trabalho foi desenvolvido em vale aluvial, região semi-árida do estado de Pernambuco, Brasil. A região, distrito de Mutuca, município de Pesqueira, foi escolhida para implementação de barragens subterrâneas para o aumento de reservas subterrâneas. Sobre as áreas das barragens é praticada a agricultura de pequeno porte que conduz a problemas de impactos ambientais em questões relacionadas ao uso sustentável e à preservação das águas subterrâneas quanto a sua quantidade e qualidade. Foi selecionada uma área localizada à montante da barragem Cafundó II. Dois lotes foram estudados: um com manejo baseado em conhecimento técnico-científico, e outro sob o empirismo do conhecimento local. A contaminação do solo da água subterrânea relacionada a agroquímicos também foi investigada na área, além da vulnerabilidade do aqüífero. Precipitação e evaporação foram monitoradas diariamente pelo agricultor para a implementação do manejo de irrigação proposto. Verificou-se que, em geral, o manejo empírico atende à demanda total da cultura. Entretanto, não há qualquer preocupação com a distribuição temporal da aplicação da irrigação, causando estresses desnecessários e aplicação de lâminas de irrigação em dias úmidos. As ações desenvolvidas têm contribuído para o empoderamento das comunidades e para o uso sustentável dos recursos hídricos, e a conservação dos recursos naturais através do manejo integrado e participativo.
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PERCEPÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL E GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS: PERFIL DA COMUNIDADE DE SANTA RITA DURÃO POR MEIO DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARTICIPATIVO

PERCEPÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL E GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS: PERFIL DA COMUNIDADE DE SANTA RITA DURÃO POR MEIO DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARTICIPATIVO

Atualmente, a mineração configura-se como um dos setores básicos da economia do país. Contudo, como várias outras atividades econômicas, a mineração provoca problemas ambientais, principalmente aos recursos hídricos. No distrito de Santa Rita Durão em Mariana – Minas Gerais ocorreu recentemente, a expansão de uma mina de extração de minério de ferro, que possui grande potencial poluidor/degradador. Diante dos problemas de degradação ambiental, causados especialmente pelos processos mineradores, esta pesquisa teve por objetivo denominar os impactos causados pela atividade mineradora, identificar e compreender os conflitos sócio-ambientais, especialmente relacionados aos recursos hídricos e realizar uma análise pontual da qualidade da água que abastece o distrito. A metodologia básica utilizada foi o Diagnóstico Rápido Participativo – DRP, aplicado junto à comunidade, aliado às análises física, química e biológica da água que abastece o distrito e à introdução de conceitos de topofilia e do indicador sistêmico Felicidade Interna Bruta, desenvolvido no Butão, com o apoio do PNUD. Esta pesquisa mostrou que as questões sócio-econômicas são as que mais afligem a população, sendo seguidas pelas questões ambientais. Os entrevistados não demonstraram ter relações afetivas com os corpos d’água presentes em seu entorno, visto que, pouco ou nada fazem para a preservação dos recursos hídricos. A mineração foi considerada como uma atividade negativa, devido ao desmatamento e a degradação de edificações, e os que a apontaram como positiva, levaram em consideração unicamente a geração de emprego. O principal impacto causado pela mineração foi a intensificação da degradação de edificações, devido ao tráfego constante de caminhões pesados à época da expansão da Mina da Alegria. As águas naturais e de algumas residências do distrito estão com sua qualidade alterada, devido principalmente, à contaminação bacteriológica e a níveis de enxofre acima do permitido por lei. Não foi detectada contaminação advinda da mineração em níveis acima do limite estabelecido por lei. O presente estudo foi realizado a partir de demanda da Agenda 21 Local de Mariana e da Agenda 21 do Quadrilátero Ferrífero e Núcleo de Estudos do Futuro, da UFOP e deverá servir de apoio à consolidação dos referidos programas, contribuindo também para o cumprimento das metas da Agenda 21 brasileira.
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Descentralização e gestão participativa dos recursos hídricos : dois estudos de caso em bacias hidrográficas do médio Tietê

Descentralização e gestão participativa dos recursos hídricos : dois estudos de caso em bacias hidrográficas do médio Tietê

Este trabalho teve como objetivo analisar as formas e a dinâmica de participação da sociedade civil no gerenciamento dos recursos hídricos no Estado de São Paulo. Preconizada na legislação estadual que estabeleceu o Sistema Integrado de Gestão dos Recursos Hídricos (SIGRH), a participação das entidades organizadas da sociedade civil é considerada um dos fundamentos principais da política e do sistema estadual de recursos hídricos criados pela lei 7663/91, que se orientam explicitamente por um modelo de "gestão integrada, descentralizada e participativa" da água. A base do sistema de gestão são os comitês de bacia hidrográfica: colegiados deliberativos tripartites, com representação paritária do governo estadual, das prefeituras e da sociedade civil organizada da respectiva região. O gerenciamento dos recursos hídricos, no Estado de São Paulo, pode ser visto como um foco propulsor de mudanças no trato da administração pública, na medida em que a organização deste "setor" avança no sentido de uma democracia participativa, ao articular governos e sociedade civil em estruturas de decisão mais transparentes e representativas dos diferentes interesses em jogo, procurando assegurar a regulação de conflitos e a governança de aspectos complexos da dinâmica sócio-ambiental contemporânea. No modelo atual de organização institucional dos recursos hídricos, a participação é entendida como um instrumento para viabilizar e legitimar as políticas públicas intervenientes. Entretanto, a efetiva participação da sociedade civil pode estar sendo meramente pontual e restrita, já que depende de medidas descentralizadas de regulamentação no âmbito de cada comitê, além de outras condições favoráveis. Através de entrevistas, pesquisa bibliográfica, documental e de campo, juntamente com o acompanhamento da atuação dos Comitês de Bacia dos rios Piracicaba/Capivari/ Jundiaí e Tietê/Jacaré, pretendeu-se caracterizar a participação da sociedade civil nestes fóruns, analisando os principais atores envolvidos, suas formas e canais de ação. A partir desta perspectiva os resultados sugerem importantes inovações institucionais na gestão de políticas públicas ambientais mas, também indicam que o processo participativo não exclui o desequilíbrio de forças e arranjos institucionais que podem vir a minar o princípio da democracia participativa nos CBH´s.
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COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS E A GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS NO ESTADO DE MATO GROSSO

COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS E A GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS NO ESTADO DE MATO GROSSO

Com relação às atribuições dos CBHs a PERH determina à estes órgãos colegiados a possibilidade de promover o debate das questões relacionadas aos recursos hídricos e a devida articulação das entidades intervenientes; os estudos e a discussão dos planos que poderão ser executados na área da bacia; as ações de entendimento, cooperação, fiscalização e eventual conciliação entre usuários competidores pelo uso da água da bacia; ou também propor ao órgão gestor ações imediatas quando ocorrerem situações críticas; ou ainda sugestões ou alternativas para a aplicação da parcela regional dos recursos arrecadados pelo FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) na região hidrográfica e critérios de utilização da água. Contudo a PERH não prevê o poder deliberativo para normativas que envolvam critérios de outorga de utilização dos recursos hídricos, enquadramento dos corpos d’águas e participação na elaboração direta dos planos de usos das bacias. De modo a preencher esta lacuna, a SEMA, por meio da Portaria n.º 199, de 16 de Novembro de 2010 (MATO GROSSO, 2010a), concedeu competências deliberativas aos CBHs com relação aos itens expressos no Art. 21 da PERH, além de versar sobre o enquadramento de corpos d’água em classes de uso e a cobrança pelo uso da água, observando o Art. 15 da Lei 6.945/97 para a definição de valores. Esta Portaria foi regulamentada pelo Governo Estadual pelo Decreto nº 695, de 15 de Setembro de 2016 (MATO GROSSO, 2016a).
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Democracia e participação na gestão dos recursos hídricos no Brasil.

Democracia e participação na gestão dos recursos hídricos no Brasil.

Os avanços têm sido bastante desiguais e isto re- vela a complexidade na implementação destas enge- nharias institucionais, baseadas na criação de condi- ções efetivas para multiplicar experiências de gestão participativa que reforçam o significado da publicização das formas de decisão e de consolida- ção de espaços públicos democráticos. As mudan- ças estão associadas à superação das assimetrias de informação e à afirmação de uma nova cultura de direitos. Trata-se de experiências inovadoras que for- talecem a capacidade de crítica e de envolvimento de todos os segmentos. Ressalte-se a participação dos setores de baixa renda através de um processo pedagógico e informativo de base relacional, assim como a capacidade de multiplicação e aproveitamento do potencial dos cidadãos no processo decisório. As mudanças em curso representam uma possibilidade efetiva de transformação da lógica de gestão da ad- ministração pública nos estados e municípios, abrin- do um espaço de interlocução muito mais complexo e ampliando o grau de responsabilidade de segmen- tos que sempre tiveram participação assimétrica na gestão da coisa pública.
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Análise da importância da questão participativa dos recursos hídricos no Ceará: um estudo de caso

Análise da importância da questão participativa dos recursos hídricos no Ceará: um estudo de caso

A água é um recurso natural renovável, fundamental a vida no planeta, apresentando a característica de estar sempre em movimento no seu ciclo hidrológico. A atual situação de crise ambiental no mundo tem contribuído fortemente para o aumento da escassez da água. O crescente aumento da demanda e dos conflitos pelo uso da água coloca a necessidade da gestão participativa dos recursos hídricos, entendendo a água enquanto um bem de domínio público. Esta pesquisa analisou a importância da gestão participativa dos recursos hídricos no Ceará, e de que forma a implementação da Política Estadual dos Recursos Hídricos contribui no processo de alocação e conservação da água, para o desenvolvimento sustentável na Bacia Hidrográfica do Curu. Esta análise aborda a questão ambiental; os princípios e modelos de gestão da água; o desenvolvimento do arcabouço institucional para a gestão de recursos hídricos; os aspectos relativos à gestão participativa da água e a atuação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Curu. Dada a complexidade do tema, foi imprescindível uma abordagem interdisciplinar, pela necessidade de discutir os vários elementos que se interpõem na compreensão da questão ambiental e dos recursos hídricos. Para isso contemplou-se os aspectos da totalidade e históricos. Foram realizadas entrevistas, com os membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Curu e também os presidentes dos órgãos públicos do sistema de gestão: COGERH, SOHIDRA e FUNCEME. A Gestão dos Recursos Hídricos, entendida enquanto uma política pública, deve ter como princípio fundamental a participação efetiva da sociedade no planejamento e deliberação acerca do seu uso e conservação, devido a ser um elemento essencial a vida e ser um bem de domínio público, cuja alocação deve ser socialmente justa, ecologicamente sustentável e economicamente viável, fazendo parte do processo de desenvolvimento sustentável. Durante o desenvolvimento da pesquisa buscou-se trabalhar um maior entendimento e definição de conceitos chaves que consideramos importante, tais como: Sociedade/Natureza, Gestão Ambiental, Desenvolvimento Sustentável, Gestão dos Recursos Hídricos e Participação Social.
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Solidariedade e interesses na gestão de recursos hídricos

Solidariedade e interesses na gestão de recursos hídricos

Tratava-se de decidir quanto à produção de uma nova instituição envolvendo definições sobre as bases necessárias à cooperação. O debate que se registra durante o Seminário pode ser considerado como um jogo de cooperação com conflito, onde se objetivava instituir regras para propiciar a tomada de decisão, a comunicação e o monitoramento, configuradas nas sugestões quanto ao Plano Diretor de Bacia e no Sistema de Informação, aberto ao público; permitir contratos de compromisso, o que se expressa na proposta de uma gestão paritária, que inclui os atores relevantes, e dotada de poderes para decidir a respeito de procedimentos referentes à bacia hidrográfica; modificar sistema de ganhos e perdas no que diz respeito à adoção da cooperação ou da deserção como estratégia, ao propor instituir o Comitê como órgão gestor e lhe municiar de instrumentos de gestão que fundamentam o modelo de gestão participativa; criar um conjunto de impeditivos à deserção, através da possibilidade de adoção dos princípios poluidor-pagador e usuário-pagador e que, posteriormente, vão resultar na adoção da cobrança pelo uso da água como um instrumento de gestão; admitir que a interação, nesse caso, se processaria através de um número indeterminado de rodadas de negociação, uma vez que a instituição a ser criada tenderia a ser duradoura e teria como objetivo central decidir quanto ao uso, acesso, conservação e preservação de um recurso renovável e desde sempre necessário à sobrevivência 66 . Sugere-se que esses princípios deságuam na forma Comitê de Bacia Hidrográfica como órgão gestor da política.
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Regulação, desenvolvimento e democracia participativa: uma análise a partir da gestão de recursos hídricos no Brasil

Regulação, desenvolvimento e democracia participativa: uma análise a partir da gestão de recursos hídricos no Brasil

podia ser explicada dentro dos modelos da época, enquanto a despesa pública discricionária e as generosas políticas de bem-estar eram cada vez mais vistas como parte do problema do desempenho econômico insatisfatório. Foi nessa época que a noção da falha governamental surgiu, com teóricos da escolha pública identificando vários tipos de falhas do setor público, exatamente como gerações anteriores de economistas haviam produzido uma lista sempre crescente de falhas de mercado. As políticas de nacionalização pareciam proporcionar uma evidência inquestionável do fracasso do Estado positivo. De um país a outro, empresas de propriedade estatal foram postas na berlinda por não conseguirem atingir seus objetivos sociais, bem como os econômicos, por sua falta de responsabilização e por sua tendência a serem capturadas por políticos e por sindicatos”. (MAJONE, Giandomenico. Do Estado positivo ao Estado regulador: causas e consequências de mudanças no modo de governança. Revista do Serviço Público, v. 50, n. 1, jan./mar. 1999, p. 5-36, p. 7).
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Monopólio, conflito e participação na gestão dos recursos hídricos.

Monopólio, conflito e participação na gestão dos recursos hídricos.

Entre meados das décadas de 1960 e 1970, portanto paralelamente à eclo- são mundial da preocupação pela qualidade ambiental, a escassez e a poluição das águas metropolitanas tornaram públicas a opção do Estado pelo capital, criando condi- ções para a eclosão de manifestações sociais na cidade de São Paulo e na região do rio Piracicaba. A emergência destas mobilizações traria potencialmente implicações para a rentabilidade do capital – quando se chega a ventilar até a possibilidade de desapro- priação do sistema Light & Power – e obrigaria a uma redefinição do papel do Estado no processo de acumulação do setor. Habilmente, a holding canadense vendeu, em 1979, seus ativos no setor de energia para o Estado brasileiro, antes, portanto, do prazo final de suas concessões – quando passariam gratuitamente para as mãos do governo. Não obstante o fim da ditadura militar e da retirada estratégica do interesse do setor privado de energia nas águas de São Paulo, o setor estatal ligado à energia manteve os mesmos pressupostos de valorização e degradação das águas até a década de 1990. As demandas do sistema social, isto é as demandas do ambientalismo, foram respondidas pelo conjunto das instituições políticas na forma da remoção da origem do problema (fim da reversão de esgotos para a represa Billings) e da criação dos comitês de bacias hidrográficas.
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Matriz de coeficientes técnicos de recursos hídricos para o setor industrial brasileiro

Matriz de coeficientes técnicos de recursos hídricos para o setor industrial brasileiro

Neste contexto, tem-se a perspectiva de que este trabalho atue como indutor para a formação de um banco de dados abrangente, atualizado e sistematizado do uso da água na indústria brasileira, fornecendo subsídios indispensáveis às empresas e aos órgãos gestores para um adequado programa de gestão, planejamento, controle e uso racional dos recursos hídricos para o setor industrial no país. Portanto, no presente trabalho objetivou-se a construção de uma matriz de coeficientes técnicos de recursos hídricos para o setor industrial brasileiro, sendo definido como volume de água utilizado para captação, consumo e retorno, por unidade produzida, considerando as principais tipologias das atividades econômicas e tecnologias utilizadas.
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TRIPÉ DA GOVERNANÇA: PODER PÚBLICO, SETOR PRIVADO E A SOCIEDADE CIVIL EM BUSCA DE UMA GESTÃO INTEGRADA DOS RECURSOS HÍDRICOS

TRIPÉ DA GOVERNANÇA: PODER PÚBLICO, SETOR PRIVADO E A SOCIEDADE CIVIL EM BUSCA DE UMA GESTÃO INTEGRADA DOS RECURSOS HÍDRICOS

A administração pública tem como tarefa se ajustar a um mundo em constante mudança, no qual se exige dos governantes eficiência estatal aliada a um rol crescente de serviços públicos, controle social e garantia dos direitos individuais (BRAGA, L. et al., 2008). São necessárias mudanças na maneira como os gestores públicos prestam contas à sociedade – mudanças culturais, comportamentais e de paradigma, com o objetivo de possibilitar uma cidadania concreta, mais participativa e estímulo ao desenvolvimento sustentável (ABERS; KECK, 2006; CAMPOS; FRACALANZA, 2010; JACOBI et al. 2015). Do mesmo modo, é preciso reorganização administrativa a fim de oferecer segurança política e jurídica na gestão dos recursos hídricos, de forma menos burocrática, com incentivo à participação social e oferta igualitária do poder de decisão visando à preservação e sustentabilidade.
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O SISTEMA BRASILEIRO DE GERENCIAMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS:  UMA PROPOSTA DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NO TRATAMENTO DA ÁGUA

O SISTEMA BRASILEIRO DE GERENCIAMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS: UMA PROPOSTA DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NO TRATAMENTO DA ÁGUA

Enquanto, portanto, não houver a vontade política dos governantes, que precisam criar as Agências de Bacia Hidrográfica por lei, não haverá a cobrança pela água de quem realmente deve pagá-la. Não havendo cobrança pela água não haverá também ações e medidas necessárias para reinvestir os recursos financeiros provenientes desta cobrança em melhorias da qualidade e para o efetivo controle e fiscalização da utilização das águas. O Sistema, que parece ser um modelo próximo ao ideal, ainda possui deficiências sérias, mas que, com um pouco mais de ativismo social que motive o governante a efetivar completamente as instâncias da gestão, pode servir de modelo a outras nações.
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A institucionalização da gestão de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil, sob a ótica democrática e participativa

A institucionalização da gestão de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil, sob a ótica democrática e participativa

Ao se traduzir estas estruturas para o desenvolvi- mento institucional que ocorreu nas políticas públi- cas de água do Estado brasileiro e em Minas Gerais especialmente, nota-se que houve o envolvimento das mesmas em diversas fases da consolidação da gestão. A grosso modo a situação atual é a prevista em lei, po- rém deve ser entendida como resultado de um longo processo de debate para a construção de um modelo de governança ao setor hídrico. Mais ainda, houve um importante papel de mobilização inicial alavan- cado pelo Estado para a criação e estruturação dos CBH´s. Essa importância até hoje existe nos comitês brasileiros e faz com que muitas vezes ações de ini- ciativas dos setores sociais sejam coadjuvantes ou de- pendentes dessa trajetória institucional estatal inicial. E a partir das discussões anteriormente citadas e na falta de consenso conceitual existente (GREEN, 2007), “boa governança” é utilizada neste trabalho como uma das formas de gestão possíveis, porém sendo aquela em que se tem um modelo de gestão com maior democracia e participação dos atores en- volvidos, – o que se aproxima da definição de dada por Kooiman (1993) apud Richard e Rieu (2008). A escolha por esta definição se dá pela explicação de que os grupos diversos interagem para (tentar) criar um ambiente consensual mínimo para ações democráti- cas e participativas.
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A atividade de inteligência no suporte a gestão mineral : um estudo de caso do setor mineral brasileiro

A atividade de inteligência no suporte a gestão mineral : um estudo de caso do setor mineral brasileiro

No cenário competitivo, as organizações necessitam cada vez mais de instrumentos que as auxiliem a garantir sua vantagem competitiva e uma gestão eficaz dos processos organizacionais. No contexto mineral essa necessidade se dá na reavaliação periódica das práticas de gestão imposta pelos aspectos históricos, sociológicos e políticos desse setor. Aliada a essa necessidade é percebida uma fragilidade nos sistemas de informações operacionais, gerenciais e de arrecadação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), autarquia federal responsável por promover o fomento e o planejamento da exploração dos recursos minerais no setor mineral brasileiro. A adoção de uma atividade de inteligência permitirá ao órgão ter acesso rápido aos impactos sofridos pela mudança em sua área de atuação e atualizar o planejamento desenvolvido para o setor. O presente estudo visou identificar as necessidades de inteligência do DNPM para auxiliá-lo na implantação do novo processo de outorga mineral. Foi elaborada uma proposta de estrutura de inteligência para atender essa implantação, identificando as principais fontes de informações, os atores envolvidos no processo e os tópicos de alerta antecipado para se monitorar o ambiente mineral brasileiro. Essa proposta foi embasada em um questionário que foi submetido tanto à diretoria do órgão quanto às unidades descentralizadas que atuam em cada estado brasileiro. Os resultados obtidos permitiram visualizar os principais problemas atualmente enfrentados pelo órgão e confirmar que a adoção de uma estrutura de inteligência competitiva pode auxiliar na melhora dos processos para que os mesmos sejam efetivos e eficazes no cumprimento das determinações legais atribuídas ao órgão.
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Gestão dos recursos hídricos no limiar do séc. XXI

Gestão dos recursos hídricos no limiar do séc. XXI

São de salientar a ausência de uma gestão por bacia hidrográfica, a falta de implementação de incentivos económicos na gestão dos recursos hídricos, muito em especial a ado[r]

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Ciência e política na reforma da gestão de recursos hídricos no Brasil: a participação da Associação Brasileira de Recursos Hídricos

Ciência e política na reforma da gestão de recursos hídricos no Brasil: a participação da Associação Brasileira de Recursos Hídricos

Martins (2012, 2015b), ademais, aborda o novo marco regulatório da água no país sob duas outras perspectivas. O autor pontua a influência do modelo francês para a Lei das Águas, no Brasil, e para o novo sistema de gerenciamento por ela instituído. A estruturação do aparato francês de governança das águas, na década de 1960, representa um marco da ressignificação da água em âmbito internacional. A definição de governança das águas naquele país consolidou o princípio da gestão descentralizada e democrática, a partir da participação de distintos setores sociais junto ao Estado. Também, o modelo francês fundou um tipo de regulação reconhecida como científica, uma vez que se pauta no recorte fisiográfico do território e na gestão das águas feita pelos comitês de bacias hidrográficas (MARTINS, 2012). Outra importante influência internacional para a Lei n. 9433 foi o paradigma da gestão integrada de recursos hídricos (no original em inglês, integrated water resources management), o qual prescrevia a gestão coordenada da água, do solo e de outros recursos naturais relacionados de modo a maximizar o desenvolvimento econômico e o bem-estar social sem comprometer a sustentabilidade dos ecossistemas (FRACALANZA, JACOB e EÇA, 2013; GWP, s/d). Esse paradigma se tornou a principal corrente de pensamento defendida pelos especialistas técnicos em recursos hídricos no final da década de 1980 e ao longo da década de 1990.
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Sistema multi-usuário de gestão de recursos hídricos

Sistema multi-usuário de gestão de recursos hídricos

Muitas vezes, a complexidade da bacia hidrográfica impossibilita um cálculo expedito das interferências, uma vez que podem estar presentes centenas ou até milhares de usuários, cada um com uma demanda específica e potencial de impacto diferente, tanto em termos quantitativos como qualitativos. Por isso, a elaboração dos sistemas computacionais, com o objetivo de dar apoio à gestão de recursos hídricos se mostra fundamental, pois os sistemas possibilitam avanços significativos no entendimento do comportamento hidrológico da bacia, assim como sua alteração por interferências antrópicas (MMA, 2000).
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