Top PDF -heitor-villa-lobos-suite-popular-brasileira.pdf

-heitor-villa-lobos-suite-popular-brasileira.pdf

-heitor-villa-lobos-suite-popular-brasileira.pdf

Villa-Lobos é internacionalmente reconhecido como um dos mais expressivos compositores de todos os tempos. A complexidade e riqueza de suas composições reflete todo um trabalho de pesquisa desenvolvido através de longas viagens pelo interior do Brasil, buscando na fonte, toda forma de folclore e expressão musical de nosso povo. Sua obra e seu insuperável talento como multi-instrumentista rendeu-lhe o crédito de ser internacionamente comparado a J.S.Bach, Wagner e Beethoven.

22 Ler mais

Heitor Villa-Lobos: por uma narrativa musical da nação

Heitor Villa-Lobos: por uma narrativa musical da nação

Para Villa-Lobos, a criação de uma ―consciência musical brasileira‖ passava pela união de todos os elementos da cultura musical folclórica, traduzida num tipo de linguagem universal, mas genuinamente brasileira e capaz de ser reconhecida como ―nacional‖ dentro e fora da nação. A base dessa forma de compreensão das culturas nacionais como ―indivíduos coletivos‖ pode ser encontrada no pensamento romântico alemão, em especial na obra do filósofo Johann G. Herder (1744-1803). O antropólogo Louis Dumont (1985), ao localizar o romantismo ―anti-iluminista‖ no interior da ideologia moderna, mostrou como Herder construiu as bases de seu pensamento na afirmação da diversidade cultural das nações que, a seu ver, constituíam comunidades específicas, ―um povo Volk, onde a humanidade exprime cada vez de modo insubstituível um aspecto de si mesma‖ (DUMONT, 1985, p. 126). Mais de um século depois de Herder, Villa-Lobos afirma que todo povo tem o direito de ter, ―sentir e apreciar a sua arte, oriunda da expressão popular mas, nunca o de julgá-la definitiva, em relação ao universo. Só é arte definitiva dos sons aquela que se faz compreender numa expressão universal, embora possuidora de caracteres específicos‖(VILLA-LOBOS, 1991, p.6).
Mostrar mais

102 Ler mais

heitor villa-lobos.pdf

heitor villa-lobos.pdf

É importante sublinhar que o lançamento desta Coleção coinci- de com o 80º aniversário de criação do Ministério da Educação e sugere reflexões oportunas. Ao tempo em que ele foi criado, em novembro de 1930, a educação brasileira vivia um clima de espe- ranças e expectativas alentadoras em decorrência das mudanças que se operavam nos campos político, econômico e cultural. A divulga- ção do Manifesto dos pioneiros em 1932, a fundação, em 1934, da Uni- versidade de São Paulo e da Universidade do Distrito Federal, em 1935, são alguns dos exemplos anunciadores de novos tempos tão bem sintetizados por Fernando de Azevedo no Manifesto dos pioneiros. Todavia, a imposição ao país da Constituição de 1937 e do Estado Novo, haveria de interromper por vários anos a luta auspiciosa do movimento educacional dos anos 1920 e 1930 do século passa- do, que só seria retomada com a redemocratização do país, em 1945. Os anos que se seguiram, em clima de maior liberdade, possi- bilitaram alguns avanços definitivos como as várias campanhas edu- cacionais nos anos 1950, a criação da Capes e do CNPq e a aprova- ção, após muitos embates, da primeira Lei de Diretrizes e Bases no começo da década de 1960. No entanto, as grandes esperanças e aspirações retrabalhadas e reavivadas nessa fase e tão bem sintetiza- das pelo Manifesto dos Educadores de 1959, também redigido por Fernando de Azevedo, haveriam de ser novamente interrompidas em 1964 por uma nova ditadura de quase dois decênios.
Mostrar mais

152 Ler mais

O ritmo da mistura e o compasso da história: o modernismo musical nas Bachianas brasileiras de Heitor Villa-Lobos

O ritmo da mistura e o compasso da história: o modernismo musical nas Bachianas brasileiras de Heitor Villa-Lobos

com os pais para a fazenda dos avós paternos no sertão cearense. Passou parte da infância no sertão do Ceará e ainda jovem transferiu-se para o Rio de Janeiro (1880), onde se tornou conhecido como seresteiro. Escreveu letras para modinhas, choros e canções de autores célebres da época, como Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazaré. Sua letra mais famosa foi para Luar do sertão, modinha de João Teixeira Guimarães, o João Pernambuco, que se tornaria um clássico da música popular. Entre seus livros de poemas, cabe citar Meu Sertão (1918), Sertão em flor (1919), Mata iluminada (1928) e Alma do sertão (1928). Outras canções de sua autoria que alcançaram grande sucesso foram: Ontem ao luar e Tu passaste por este jardim além de Rasga o Coração em parceria com Anacleto de Medeiros. Sua obra musical foi reunida numa coletânea publicada para violão solo (1963). Suas canções levaram Mário de Andrade a classificar o autor como o maior criador de imagens da poesia brasileira.
Mostrar mais

162 Ler mais

Uma análise da releitura coreográfica de Erosão, composição de Heitor Villa-Lobos, por Luiz Bongiovanni

Uma análise da releitura coreográfica de Erosão, composição de Heitor Villa-Lobos, por Luiz Bongiovanni

associação do violão de Villa-Lobos com a dança clássica. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=trKh1yWmJJg. Acesso em: 21 mar. 2019. Guitar: Roel Goedhart; Regie & script: roswitha Commandeur; Camera, audio e editing: Frank Reijgersber; Dançarinos: Donna Samson, Renze Samson, Thijs Wolff, Nina Plantefève-Castryck, Kris Siekerman, Johan Christensen, Machteld van Acker, Paola Inguaggiato, Gonny Sanders, Wil Heins. “O brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) é um compositor altamente aclamado, principalmente por sua obra para o violão clássico. Em sua Suíte Popular Brésilienne, uma mistura de estilos clássicos, europeus e música folclórica brasileira, este curta metragem assume a inovadora combinação de violão clássico com balé. O que é especial é que o filme contém uma performance do “Valse-Chôro”, uma parte redescoberta da suíte que foi publicada recentemente [por Frederic Zigante nos arquivos de Max Eschig em 2006]. Dança e música são trazidas para um todo original através de uma história convincente sobre amizade”. Texto original, em inglês: “Brazilian Heitor Villa-Lobos (1887-1959) is a highly acclaimed composer, not least because of his oeuvre
Mostrar mais

32 Ler mais

A Suíte popular brasileira de Heitor Villa-Lobos como expressão do ambiente do choro em seu nascimento

A Suíte popular brasileira de Heitor Villa-Lobos como expressão do ambiente do choro em seu nascimento

Ao falarmos das séries para violão, a Suíte Popular Brasileira, os 12 Estudos, e os 5 Prelúdios, 75 estamos falando do desenvolvimento da linguagem violonística, Villa-Lobos conhecia o violão de tal maneira que seu projeto de escrita para o violão ganhou forma. A Suíte Popular Brasileira foi publicada pela editora francesa Max Eschig na tentativa de representar uma época, frente à crescente popularidade do violão em Paris. 76 Villa-Lobos, contrariando seu próprio autógrafo na Mazurka-Choro aproveitou da popularidade do violão em Paris e publicou a Suíte na tentativa de descrever o cenário sonoro das noites cariocas. O “exótico” em Paris sempre foi bem aceito, ou seja, a publicação da Suíte nos leva a crer no interesse de Villa-Lobos em expor esse “popular brasileiro” e também na afirmativa de transforma o nosso jeito de tocar violão em oficial. Os 12 Estudos representam a internacionalização do nome de Villa-Lobos no campo da escrita para violão, Villa-Lobos tinha o apóio de Andrés Segovia no que se diz respeito à divulgação de sua obra, mesmo que Segovia não tenha executado todos os estudos e considerava alguns “anti-violonístico” por assim dizer. Os Prelúdios representam a solidificação da obra violonística, a maturidade composicional, a convergência entre música de concerto de violão e música popular, além da certeza do nome Villa-Lobos no circuito violonístico postergado na história da música.
Mostrar mais

127 Ler mais

Intertextualidade no Lento (Assai) da Sinfonia n. 8 de Heitor Villa-Lobos

Intertextualidade no Lento (Assai) da Sinfonia n. 8 de Heitor Villa-Lobos

Este texto consiste na análise dos aspectos intertextuais presentes no Len- to (Assai) da Sinfonia n. 8 de Heitor Villa- -Lobos (1887-1959), composta em 1950. É observado de que forma essas relações intertextuais incidem, apresentando as in- fluências musicais exercidas no composi- tor, compreendendo o contexto em que o mesmo estava inserido, observando com quais compositores Villa-Lobos dialogava e de que forma isso ocorria. O fenômeno intertextual na música é abordado através da análise tradicional conexa com concei- tos intertextuais, apresentados em catego- rias. Estas categorias englobam elementos gestuais, motívicos e estilizações. Os ele- mentos relacionados às estilizações, em especial da música popular brasileira, serão discutidos através das tópicas musicais.
Mostrar mais

20 Ler mais

Técnica aplicada ao concerto para violão e pequena orquestra de Heitor Villa-Lobos

Técnica aplicada ao concerto para violão e pequena orquestra de Heitor Villa-Lobos

A escrita violonística de Villa-Lobos passa por grandes transformações ao longo de sua carreira, que pode ser identificada nas fases antes e a partir de sua convivência com Segovia. Em suas primeiras obras para violão, o compositor utiliza uma abordagem mais tradicional na harmonia e ainda com uma presença idiomática pouco explorada quanto aos recursos técnicos violonísticos, como ocorre no caso da Mazurka-Choro (1ª obra da Suíte Popular Brasileira, composta entre 1908-1923). Villa-Lobos apresenta uma melodia acompanhada na tonalidade de lá menor, com padrão rítmico simples basicamente em colcheias e semínimas, além das mínimas nos baixos e a utilização dos intervalos de sextas paralelas em parte do contorno melódico com algumas mudanças de posição, mas sem maiores dificuldades técnicas.
Mostrar mais

105 Ler mais

O USO DA INTERTEXTUALIDADE NA BACHIANAS BRASILEIRAS Nº4 DE HEITOR VILLA-LOBOS

O USO DA INTERTEXTUALIDADE NA BACHIANAS BRASILEIRAS Nº4 DE HEITOR VILLA-LOBOS

Ana Carolina Manfrinato Universidade Federal do Paraná- UFPR Curso de Mestrado em Teoria e Criação Musical SIMPOM: Subárea de Linguagem e Estruturação Musical/ Teoria da Música Resumo: O presente artigo é uma síntese da pesquisa que estou realizando no Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal do Paraná. Com esta pesquisa, através de elementos musicais relevantes que possam ser comparados entre si, busco exemplificar as referências que Heitor Villa-Lobos faz a música de Johann Sebastian Bach e a música brasileira nos quatro movimentos que compõem a Bachianas Brasileiras nº4. Tais referências, por sua vez, são interpretadas como intertextualidades utilizadas por Villa-Lobos na composição dessa obra, logo, essas intertextualidades são classificadas e discutidas sob a ótica de categorias intertextuais atreladas a estudos tradicionais de análise musical; isto porque, de acordo com Salles (2009, p. 245), “a abordagem analítica tradicional, baseada no conceito de lógica formal clássica, pouca utilidade terá não só para a música de Villa-Lobos, como para grande parte da música do início do século XX.” Desta maneira, o uso da análise musical ligada a intertextualidade é a ferramenta analítica utilizada para suprimir a necessidade de se ter argumentos concretos e uma classificação sólida a respeito dos elementos e estruturas musicais observados, ou seja, a pesquisa se realiza por meio de uma análise musical intertextual. Devido a limitação de espaço deste artigo, foi necessário fazer algumas escolhas em relação ao conteúdo da pesquisa em andamento; desta forma, o objetivo do presente trabalho é demonstrar algumas das citações, alusões e estilizações feitas à obra de J. S. Bach, a estética barroca e a música popular do Brasil do início do século XX presentes na Bachianas Brasileiras nº4 de Heitor Villa-Lobos.
Mostrar mais

10 Ler mais

Aspectos interpretativos em quartetos de cordas de Heitor Villa-Lobos

Aspectos interpretativos em quartetos de cordas de Heitor Villa-Lobos

Mário de Andrade foi considerado o principal ideólogo do movimento nacionalista e seu trabalho estava baseado no estudo da música popular ou tradicional, na arte e na escrita. Como intelectual participante do movimento modernista buscou direcionar os rumos estéticos das carreiras de jovens compositores para o nacionalismo. A concepção de música popular adotada por Mário de Andrade era bastante idealizada. O autor não incluía nessa categoria a música popular urbana, pois acreditava que esta já estava “poluída” com influências externas, mas considerava a “verdadeira” música popular aquela que surgia nos ambientes rurais ou nas pequenas cidades que ainda não conheciam um capitalismo mais avançado, como era o caso de cidades do sertão nordestino. Mário de Andrade defendia o uso da expressividade individual. Salientou o fato de que a composição nacional não era um ato espontâneo, criando grande esforço por parte dos compositores iniciantes 21 . Insistia na necessidade histórica de produzir obras que refletissem as características da “raça” brasileira. Mário de Andrade declarava que as obras que refletem uma composição europeia não são apenas “não brasileiras, mas anti-nacionais” 22 , devendo, portanto, ser repudiadas: “Todo artista brasileiro que no momento atual fizer arte brasileira é um ser eficiente com valor humano. O que fizer arte internacional ou estrangeira, se não for gênio, é um inútil, um nulo. E é uma reverendíssima besta” 23 .
Mostrar mais

62 Ler mais

O sertão imaginado nas Bachianas Brasileiras de Heitor Villa-Lobos

O sertão imaginado nas Bachianas Brasileiras de Heitor Villa-Lobos

Considering the influence of popular and folk music in the Bachianas Brasileiras Series by Heitor Villa-Lobos (1887-1959), the thesis brings a reflective perspective on the northeastern Sertão. The Bachianas Series is a musical work, which in its structure, refers to the music Johann Sebastian Bach (1685-1750), therefore ‘bachianas’. In it, each suite merges in its own way with Brazilian folk and popular music, especially the Choro style and country music (NÓBREGA, 1971; KIEFER, 1997; CALDAS, 2010). For the research, four pieces of the Series were examined: Introduction Embolada, Dance Lembrança do Sertão, Choir Canto do Sertão and Aria Cantiga, called Bachianas Sertanejas. From them, we investigated the historical and cultural influence (HOLANDA, 1982; ORTIZ, 2006; ALBUQUERQUE, 2011), which led the composer to insert rhythms and melodies characteristic of the region, such as Baião and the popular song “Ó mana deix’eu ir…”, in order to understand his imaginary elaboration of the region. And, considering the problem of northeasternity and regionality (ANDRADE, 1989; CASCUDO, 2000) present in the work, the research was developed under the approaches of language itself, as language of things and man (BENJAMIM, 2011) and exercise sociological (MILLS, 1996), to ‘look’ or ‘listen’ to a musical work and its possibilities and social connections. And also, from a musicological perspective, which considers how external characteristics are internalized and acquire other meanings in the interpretation, either as it leads or as it transforms (KERMAN, 2011; LOPES, 2014). Thus, the pieces of the Bachianas Brasileiras Series were analyzed in order to raise reflections on another look at the region through musical language.
Mostrar mais

198 Ler mais

O Nacional e o Neoclássico no Prelúdio das Bachianas Brasileiras n.4 de Heitor Villa-Lobos: observações analíticas.

O Nacional e o Neoclássico no Prelúdio das Bachianas Brasileiras n.4 de Heitor Villa-Lobos: observações analíticas.

O título Bachianas Brasileiras, dado por Villa-Lobos à série de nove suítes compostas para diversos grupos instrumentais e vocais, remete diretamente à música de J. S. Bach, situando desde já a obra na corrente neoclássica da primeira metade do século XX. As Bachianas foram escritas de 1930 a 1945 e, segundo Neves, dão início à fase neoclássica de Villa-Lobos (1981). Cada uma destas nove obras funde de maneira própria a música folclórica e popular brasileira (NÓBREGA, 1971), especialmente o estilo chorístico e a musicalidade sertaneja, elementos bachianos (AMATO, 2007, p.211) e traços do impressionismo francês e do romantismo (LEE, 2005).
Mostrar mais

7 Ler mais

Prelúdio nº 3 de Heitor Villa-Lobos: considerações sobre um processo interpretativo

Prelúdio nº 3 de Heitor Villa-Lobos: considerações sobre um processo interpretativo

repertório praticamente obrigatório na formação de todo violonista 3 de concerto, é inevitável deparar-se com uma enorme quantidade de autores que a abordam. Estabelecendo uma comparação a partir da relação simbólica entre compositores, obras e respectivos instrumentos, Turíbio Santos 4 comenta: “as Baladas de Chopin são o piano. Os Prelúdios de Villa-Lobos são o violão” (Santos, citado por PRADA, 2008, p.67). DUDEQUE (1994), por sua vez, comenta que os Prelúdios “exploram de forma inteligente as possibilidades tímbricas, expressivas e técnicas do violão” (DUDEQUE, 1994, p.90), enquanto Eero TARASTI observa que os Prelúdios “incorporam todos os traços standart do estilo violonístico villalobiano, [...] movimento paralelo de acordes; ambiguidade tonal; politonalidade [...] não sistemática” (Tarasti, citado por PRADA, 2008, p.99).
Mostrar mais

26 Ler mais

Guia Prático para piano de Heitor Villa-Lobos: perspectiva para uma pedagogia da performance. 1

Guia Prático para piano de Heitor Villa-Lobos: perspectiva para uma pedagogia da performance. 1

Portanto, a partir do exposto trabalhamos com a hipótese de que as peças do Guia Prático podem ser vistas como um material que abre possibilidades pedagógicas importantes porque são idiomáticas tanto no sentido da escrita villalobiana quanto no sentido de trazer à tona padrões rítmicos e melódicos inerentes à música tradicional do país, o que é importante para a aquisição de familiaridade com a linguagem da musica brasileira.

6 Ler mais

As Serestas de Heitor Villa-Lobos = um estudo de análise, texto-música e pianismo para uma interpretação

As Serestas de Heitor Villa-Lobos = um estudo de análise, texto-música e pianismo para uma interpretação

22, combatente da Revolução Constitucionalista de 1932, tendo sido um dos fundadores da Escola de Sociologia e Política de SP, onde lecionou Ciência Política. É de sua autoria a letra da “Canção do Expedicionário” com música de Spartaco Rossi, referente à participação dos "pracinhas brasileiros" na Segunda Guerra Mundial. Foi presidente da Comissão Comemorativa do Quarto Centenário da cidade de São Paulo. A publicação do livro de poesias Nós (1917), iniciando sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, de inspiração romântica, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, fundando depois a revista Klaxon. Percorreu o Brasil, difundindo as idéias da renovação artística e literária, através de conferências e artigos, adotando a linha nacionalista do Modernismo, segundo a tese de que a poesia brasileira "deve ser de exportação e não de importação". Os seus livros Meu e Raça (1925) exprimem essa orientação fiel à temática brasileira. Não bastasse sua produção poética, suas atitudes comprovam essa afirmação: foi o primeiro "modernista" a entrar para a Academia Brasileira de Letras (1930). Em 1958, foi coroado o quarto "Príncipe dos Poetas Brasileiros" (depois de Bilac, Alberto de Oliveira e Olegário Mariano). Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e, ainda, Huis clos (Entre quatro paredes) de Jean Paul Sartre.
Mostrar mais

358 Ler mais

Trio (1921) para oboé, clarineta e fagote, de Heitor Villa-Lobos: Uma abordagem interpretativa

Trio (1921) para oboé, clarineta e fagote, de Heitor Villa-Lobos: Uma abordagem interpretativa

fagote, no compasso 69. Villa-Lobos aponta na partitura a indicação de Solo para a parte do fagote, que trabalha com insistência na nota Fá. É interessante notar que o compositor indica ff, na parte do fagote, e mf nas outras duas, para um melhor equilíbrio entre as vozes. Isto é bastante comum em suas obras para sopros, denotando uma constante preocupação quanto à correta instrumentação. As respirações deverão ajudar a enfatizar as síncopas, funcionando como um elemento expressivo adicional.

29 Ler mais

Aproximações entre tradutologia e os processos criativos em transcrições musicais do Rudepoema de Heitor Villa-Lobos

Aproximações entre tradutologia e os processos criativos em transcrições musicais do Rudepoema de Heitor Villa-Lobos

respeita ninguém. E, fôrça é confessar, o conhecimento de que a regência de Vila-Lobos não era episodica, mas duraria oito concertos, desculpa em grande parte a má vontade dos músicos. Mas se a má vontade destes é, pois, mais ou menos explicável, é indesculpável o que muitos deles fizeram. Houve de tudo. Não teve quase desacato que se possa fazer a um regente que muitos músicos da orquestra não tivessem praticado. (...) Era incrível nas execuções públicas, os olharezinhos que muitos dêsses professores se trocavam a cada êrro ou vacilação; alguns chegaram a rir francamente! E isso ainda é pouco si se souber que o violino espala chegou a derrubar o arco quando estava em execução! Eu quero saber no mundo qual foi até agora o músico que se preze que tenha derrubado o arco em execução pública. Si não me apontarem nenhum eu afirmo que a um, não posso dizer artista, a uma pessoa destas está esgotada consideração. E isso ainda é pouco (!!!) si se souber que outra... pessoa da orquestra se gabou de durante uma peça qualquer, ter executado em surdina o Hino Nacional brasileiro, sem que o regente percebesse! (...) Bastam esses casos lamentáveis pra indicar o grupo com que Villa-Lobos tinha que... lutar. (ANDRADE, 1934, p. 208-211).
Mostrar mais

166 Ler mais

A redução para piano da Fantasia para saxofone e orquestra de Heitor-Villa Lobos: uma visão idiomática

A redução para piano da Fantasia para saxofone e orquestra de Heitor-Villa Lobos: uma visão idiomática

O saxofone, apesar de jovem, se comparado aos demais instrumentos de madeira que compõem a formação convencional de uma orquestra, apresenta um repertório bastante vasto e, dentro deste acervo, uma das obras que mais se destaca devido à popularidade que adquiriu é o concerto intitulado Fantasia, de Heitor Villa-Lobos. Para Fernando Silveira: “Trata-se da primeira obra concertante para saxofone e orquestra de autor brasileiro e referência mundial no repertório para sax-soprano” (JUNIOR, 2007:169). Segundo Jose Rua, “Esta peça é provavelmente a mais executada no mundo” (Ibidem, 155). Flávio Brandão diz o seguinte sobre o concerto:
Mostrar mais

9 Ler mais

O concerto para violão e pequena orquestra de Heitor Villa Lobos: uma análise do diálogo entre violão e orquestra

O concerto para violão e pequena orquestra de Heitor Villa Lobos: uma análise do diálogo entre violão e orquestra

A Fantasia é obra escrita para violão e uma orquestra equilibrada, com uma busca de timbres de modo a não anular a sonoridade do solista. Ela se constitui em três movimentos: “Allegro preciso”, “Andantino e Andante” e “Allegro non troppo”. O primeiro movimento, “Allegro preciso”, “Andantino/Andante” e “Allegro non tropo”. O primeiro movimento (“Allegro preciso”) tem lugar na orquestra e mostra um tema cheio de energia, que reaparecerá tanto no violão quanto na orquestra. N a segunda parte (“Poco meno”) o tema é inteiramente original e pertence a um novo episódio. Este tema lembra muito a atmosfera melódica de certas canções populares do nordeste brasileiro. Em seguida, o primeiro tema é reapresentado com a mesma estrutura rítmica do início, mas uma terceira menos acima; desenvolvimento e stretto são reduzidos até o final acelerado. No “Andantino”, depois de uma curta introdução feita pela orquestra (escalas simultâneas em movimentos divergentes), o tema principal reaparece e se desenvolve até o “Andante”. No “Andante”, um novo episódio se apresenta durante alguns compassos (6/8), na maneira da introdução, até a melodia expressiva tocada no violão. O retorno ao “Andantino” é feito uma quinta acima da exposição principal e o “Pium osso”, com uma melodia diferente das outras na unidade temática, representa uma espécie de “stretto” para concluir o movimento. O “Allegro non troppo”, com uma introdução de alguns compassos (melodia e ritmo sincopados) apresenta um tema orquestral que é retomado em seguida pelo violão. Até o fim da Fantasia várias modulações são feitas no intuito de explorar o virtuosismo do violonista (VILLA-LOBOS, 1951, s/p. apud PEREIRA, 1984, p. 74-75).
Mostrar mais

129 Ler mais

Educadores. Heitor Villa-Lobos. Palavras-chave Música, educação, diversidade, cidadania, formação de professores.

Educadores. Heitor Villa-Lobos. Palavras-chave Música, educação, diversidade, cidadania, formação de professores.

departamento de Música da UFRGS, “as pessoas se agrupavam para fazer música”. Esse projeto propunha uma educação pela música, com a construção de um repertório especial e um tratamento àquelas “vozes cantantes”. O Canto Orfeônico fazia parte de um projeto de educação nas escolas. Uma particularidade do canto orfeônico era o fato de não haver acompanhamento de instrumentos. Apenas a voz era utilizada, como um coral em capela. Junto com isto foi construído por Villa-Lobos o “Guia Prático.” Este guia era um material que reunia canções de várias influências musicais para ser trabalhado nas escolas.
Mostrar mais

14 Ler mais

Show all 10000 documents...