Top PDF Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em equipa de cuidados continuados integrados

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em  equipa de cuidados continuados integrados

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em equipa de cuidados continuados integrados

A competição pela responsabilidade sobre determinadas tarefas é visível no discurso de alguns profissionais da equipa, e ainda que se remetam sobretudo para episódios antigos, são percetíveis pontos de divergência no que respeita ao poder sobre determinados domínios, que se prolongam até ao presente. Percebemos que os diferentes especialistas não estão dispostos a abdicar daquele que é o seu objeto de intervenção para outros profissionais cuja ação se cruza com a sua, e ao sentir o seu papel ameaçado, há uma tendência para competir pelo poder sobre o mesmo . Esta sobreposição a que se referem os atores sociais, parece estar relacionada com o desconhecimento daquele que é o papel dos outros profissionais, como defende a tese de Mariano (1989), segundo a qual, “a autonomia, a socialização e a formação profissional especializada leva muitos profissionais a acreditar que a sua disciplina é soberana. Consequentemente, poucos profissionais conhecem a prática, responsabilidades, e competências das outras disciplinas. ” (Mariano, 1989: 286) A autora afirma que o desconhecimento do papel de profissionais de outras áreas, leva à ambiguidade de papéis e à existência de preconceitos sobre outras disciplinas, conduzindo a situações de sobreposição de papéis, competências e responsabilidades e, consequentemente, à discussão sobre o status profissional. (Mariano, 1989)
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Cuidados continuados integrados: estudo de um caso

Cuidados continuados integrados: estudo de um caso

Ao analisarmos os dois conceitos, podemos constatar que existem ideias comuns a ambos. As duas definições assentam na mesma base de ideias, apenas surgem divergências na sua redacção. Em ambas as formulações são feitas alusões a termos que são intrínsecos às políticas de Cuidados Continuados, tais como: a integração dos cuidados, uma vez que se pretende a conjugação das intervenções de saúde e de apoio social assente num planeamento e avaliação da intervenção realizados em conjunto. Também a multidisciplinaridade se encontra fortemente ligada a esta política, é necessária a complementaridade de actuações entre as diferentes especialidades de profissionais que fazem parte da equipa de Cuidados Continuados. Associada a esta multidisciplinaridade está a interdisciplinaridade, os objectivos a tingir são comuns a toda a equipa, são definidos e promovidos pelos vários técnicos das várias especialidades, no intuito de se conseguir uma prestação abrangente e orientada para todas as necessidades do indivíduo.
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As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

Ainda no conjunto dos constrangimentos organizacionais, quando são abordadas as questões relacionadas com a autonomia e iniciativa, estes profissionais referem ter autonomia para poder gerir a sua jornada de trabalho; não ser obrigados a realizar uma determinada tarefa de acordo com uma ordem pré-definida; não ser obrigados a respeitar os momentos de pausa de forma rígida; bem como não ter de obedecer a um horário de trabalho rígido. O que significa que o fato de existir flexibilidade na organização das tarefas, das pausas, bem como no cumprimento dos horários se torna uma mais-valia para os elementos da equipa e contribui para a proteção da sua saúde. Pois tal como foi comprovado no estudo de Magnago, et al. (2010) os trabalhadores que se encontram sujeitos a alta exigência e baixa autonomia têm hipóteses duas vezes mais elevadas de desenvolver dor nos ombros, quando comparados aos trabalhadores que estavam sujeitos a baixa exigência e alta autonomia.
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O Doente terminal e o familiar cuidador na equipa de cuidados continuados integrados

O Doente terminal e o familiar cuidador na equipa de cuidados continuados integrados

No momento da admissão e ao longo da permanência do doente na ECCI, o familiar cuidador vai percecionando as intervenções da equipa multiprofissional e especialmente o papel enfermeiro que, de entre todos os elementos da equipa é o que apresenta mais tempo disponível para os acompanhar. Na conclusão de um estudo de Pazes (2009), do qual, um dos objetivos era - Conhecer a influência da conduta do enfermeiro, atribuída pelo cuidador principal sobre os Fatores que influenciam a vivência do processo terminal e de luto, cujos participantes do estudo (familiar/pessoa próxima do doente terminal), pertenciam a um Centro de Saúde na região do Baixo Alentejo, revelou que os enfermeiros estabeleciam uma boa comunicação e relação com doente e com a família, mostravam disponibilidade, apresentavam conhecimentos técnicos e instrumentais, conheciam a situação e suscitavam confiança. Por outro lado, num estudo de Carvalho (2011), realizado no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários do Alto-Minho, divulgou que o Centro de Saúde onde foi realizado o estudo, não possibilitava aos enfermeiros responder de forma adequada e completa perante as necessidades complexas e múltiplas em fim de vida. Perante a assimetria de cuidados ao doente terminal/família proporcionados pelos enfermeiros, em contexto domiciliário, parece-nos importante conhecer também, o papel do enfermeiro na interdisciplinaridade de uma Equipa de Cuidados Continuados Integrados.
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A animação sociocultural e os cuidados continuados integrados: estudo de caso na Santa Casa da Misericórdia de Paços de Ferreira

A animação sociocultural e os cuidados continuados integrados: estudo de caso na Santa Casa da Misericórdia de Paços de Ferreira

Para reforçar ainda mais este resultado, lembram-se os indicadores identificados por Castellón (1994:56) para medir a qualidade de vida dos idosos: “autonomia, atividade, recursos económicos, saúde, habitação, intimidade, segurança, pertença a uma comunidade, relações pessoais”. Por estes verifica-se a total falta de qualidade de vida dos respondentes. Mas, tendo em conta que se tratam de pessoas em situação de CCI, subtrai-se aos indicadores aquelas caraterísticas que os condicionam à situação de internados que seriam a autonomia e a saúde, e assim ainda se poderá considerar alguma taxa, caso o conceito pudesse ser medido, de qualidade de vida. O que também não se verifica, nos resultados obtidos, é que, já que nenhum deles desenvolve qualquer tipo de relações pessoais, á parte aquelas que empreendem com as funcionárias dos lar e a restante equipa que se ocupa dos seus tratamentos, apesar de pertencerem à comunidade do lar, não sentem esse laço de pertença, que o autor atrás citado referencia.
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A hidratação à pessoa em agonia em cuidados continuados integrados: perceção da equipa de saúde

A hidratação à pessoa em agonia em cuidados continuados integrados: perceção da equipa de saúde

O alívio do sofrimento deve ser sempre foco de atenção do profissional de saúde, nomeadamente do enfermeiro. Para que isto possa ocorrer, é fundamental que seja feito o controlo da dor “(…) podendo ser problemático se já não se conseguir estabelecer comunicação verbal. Neste contexto, é essencial estar atento aos de sinais de desconforto que possam surgir para que sejam adotadas medidas terapêuticas ajustadas, devendo também, ser adequadas as vias de administração dos fármacos” (Aguiar, 2015, p. 31). Sobre a melhoria do estado de consciência, é necessário ter presente que mais de metade dos doentes mantém a consciência até ao último dia de vida, mas à medida que o fim se aproxima, a disfunção neurológica torna-se mais evidente. Mas se “a maioria dos fármacos utilizados em Cuidados Paliativos pode causar alterações no estado de consciência, em particular quando ocorre insuficiência hepática ou renal” (Roque, 2010, p. 22), no caso da hidratação, no nosso estudo é apontado como uma melhoria ao estado de consciência do doente.
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Caracterização das equipas de cuidados continuados integrados, na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Caracterização das equipas de cuidados continuados integrados, na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Já tive várias opiniões em relação a este assunto. Sim e não e vou flutuando de acordo com a realidade. Eu acho que, tentando apanhar um pouco do sim e do não, as ECCIS não deixam de ser importantes enquanto equipa pluridisciplinar. Relativamente às UCSP nós sabemos como funcionam e as equipas pluridisciplinares não existem. Em termos de USF há restrições em termos de tempos de ocupação e prestação de cuidados. Penso que por essas duas vertentes penso que a ECCI faz todo o sentido. Fará também sentido porque para além de que estando o doente na RNCCI, uma mobilidade para uma UCCI (transferência) teoricamente seria mais rápidas quando as vagas existem. Enquanto equipa pluridisciplinar acho que eles, por serem uma equipa só para aquele efeito, ao contrário de uma UCSP ou USF que podem ser uma equipa formada, não deixam de trabalhar de forma compartimentada. Discutem os casos pontualmente e não no global. Enquanto ECCI é uma vantagem. É uma equipa que trabalho só com aquela missão e pode partilhar e reunir periodicamente com todos os elementos e partilharem entre todos as informações de todos os doentes que acompanham. Penso que nesse aspeto a ECCI é importante. Extinguir as ECCIS não, parece-me uma valência importante, mas ponho-me a pensar nas ECCIs enquanto equipa pluridisciplinar e questiono-me se não poderia ser um trabalho feito pelo próprio centro de saúde, pelas próprias UCSP ou USF? Isso é o trabalho deles, só que não o fazem. Por não o fazem é que fomos obrigados, de certa forma, a criar uma valência diferente nos cuidados de saúde primários. Mas às vezes dá-me a sensação que no mesmo espaço (ACES) demasiadas unidades para fazerem a mesma coisa. A meu ver uma USF podia fazer o trabalho de uma ECCI.
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Política de saúde e de cuidados continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta em Serviço Social.

Política de saúde e de cuidados continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta em Serviço Social.

c) Plano de ação: na organização do plano de ação destacamos dois procedimentos chave para a inter- venção em cuidados continuados e no planeamento da alta: elaboração do plano individual de intervenção e a elaboração do plano individual de cuidados, este último é específico do Serviço Social. Em qualquer plano é importante ter presente as necessidades, os objetivos e os recursos. Os objetivos, tal como o diagnóstico social, estão sempre em aberto e decorrem da evolução da situação dos doentes, da família, da dinâmica processual da equipa e dos recursos disponíveis e necessários. A ideia é recompor e reformular os objetivos criando consensos, defendendo os interesses dos doentes. Os planos de intervenção e de cuidados sociais requerem objetivos exequíveis que tenham em conta a expetativa dos doentes e os recursos existentes ou a desenvolver. É da competência do Assistente social definir estratégias de ação e metodologias específicas para que o plano de intervenção social e de cuidados sociais se concretize. O plano de intervenção, assim como o plano de cuidados, inclui indicadores de avaliação. Estes indicadores questionam, por exemplo, a efetividade do diagnós- tico, dos objetivos, das ações, das metodologias, do processo de acompanhamento e dos impactos das mesmas. d) Acompanhamento, execução, avaliação: o acompanhamento e execução do plano de cuidados impli- cam supervisão de apoio ou suporte, administrativa ou burocrática (CARVALHO, 2012d). No plano de cuida- dos são concretizadas ações de apoio ou suporte pelo profissional de Serviço Social e pela equipa multidisciplinar. A supervisão das mesmas é efetuada por um coordenador ou chefe de equipa.
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A educação para a saúde na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados : um estudo exploratório sobre as percepções de doentes e enfermeiros

A educação para a saúde na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados : um estudo exploratório sobre as percepções de doentes e enfermeiros

erguido foi a taxa de reinternamentos, (“outras vezes o que é que acontece, é que os doentes internados nas unidades de média e longa duração não têm nenhum tipo de suporte, vão para casa algum tempo e depois voltam.” C6); (“muitas vezes são doentes que conseguiram atingir determinados objectivos no internamento, mas depois vão para casa, ou por maus cuidados do cuidador ou más condições agravam o seu estado e voltam a ser integrados na rede.” C6); a redução do grau de dependência, (“ uma coisa simples, por exemplo na alimentação, o facto de ele começar a alimentar-se sozinho, colaborar connosco no levante.” B3); (“fazemos as devidas sessões de acordo com as necessidades do doente e família, mas é um bocado, não é uma forma metodológica, é mais das atitudes dos cuidadores e dos doentes que nós vemos.” C6), (“nós planeámos uma série de actividades, o doente tem um grau de dependência maior à entrada do que à saída, é uma forma de avaliar a Educação para a Saúde.” C1) a mudança de comportamentos (“ao nível da mudança de comportamentos, estilos de vida saudáveis, referentes ao diabetes, hipertensão não podemos comprovar, porque não temos uma avaliação a posteriori , se calhar é isso que falta.” C7); (“não, é mais o dia-a-dia, vamos avaliando os hábitos de vida”B7).
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O impacto dos processos cancelados na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - Região Norte

O impacto dos processos cancelados na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - Região Norte

Por vezes existe ainda alguma facilidade em confundir ou agrupar o conceito de cuidados continuados com o de cuidados de saúde, mas não é correto, sendo que os cuidados continuados são uma peça fundamental dos cuidados de saúde, embora estejam a desenvolver e a fortalecer o seu funcionamento do sentido da independência. Uma das principais diferenças reside na circunstância dos cuidados continuados terem como meta uma situação de saúde aceitável, contrapondo os cuidados de saúde em que a meta é a alteração do estado da pessoa. Para que estes cuidados continuados funcionem é necessário recorrer a vários sectores, como a saúde a segurança social e um comprometimento da área politica. Embora encontre na pessoa idosa o seu maior cliente, os cuidados continuados destinam-se a todas as pessoas que independentemente da idade apresentem necessidades de cuidados em saúde de forma persistente e prolongada, sendo estas umas das premissas da sua conceção (Cabral et al., 2010).
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Adesão do regime terapêutico medicamentoso dos idosos integrados nas equipas domiciliárias de cuidados continuados

Adesão do regime terapêutico medicamentoso dos idosos integrados nas equipas domiciliárias de cuidados continuados

de fármacos prescritos não se verificou associação significativa, tal como verificado por Sousa et al. (2011). No entanto, outros estudos sugerem que quanto maior o número de fármacos prescritos ao utente, menor é a adesão ao tratamento (Rocha et al., 2008, Santos & Almeida, 2010). Por outro lado, verificou-se que o estado mental influencia significativamente a ARTM. A mesma conclusão foi obtida por Jacobs (2009) num estudo realizado em 56 adultos hipertensos não controlados, sob tratamento farmacológico. Também Machado (2009), num estudo com uma população de 74 pessoas com insuficiência renal crónica, realizado numa clinica de hemodiálise de Braga, concluiu que a não adesão intencional pode ser devida a esquecimentos não intencionais, regimes complexos, grande número de medicamentos que os idosos têm que tomar, deficit cognitivo, dificuldade em abrir os distribuidores/ embalagens da medicação e problemas de memória.
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Inteligência Emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Inteligência Emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Relembramos que 49,1% são enfermeiros, 30,2% fisioterapeutas, 14,2% médicos, 4,6% assistentes sociais e por último, 1,8% terapeutas da fala. Constatámos que a atividade profissional dos inquiridos influi a sua IE. Verificámos ainda que são os “outros técnicos” (fisioterapeutas, assistentes sociais e terapeutas da fala) que apresentam valores médios superiores em todas as dimensões do QCE. Os nossos resultados vão ao encontro aos estudos de Vilela (2006) e de Domingues (2009) que objetivaram o estudo da inteligência emocional em enfermeiros e médicos. Domingues (2009) conclui que os médicos apresentam níveis inferiores de IE quando comparados com enfermeiros. Costa e Faria (2009a) estudaram a IE dos enfermeiros e de voluntários, tendo concluído que estes últimos se percecionam como mais competentes na gestão emocional e na expressão de emoções do que os enfermeiros. Estudos com outros profissionais de saúde, são escassos, pelo que o presente estudo poderá “abrir portas” para que a investigação desta temática se estenda a outros profissionais de saúde.
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O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

Os enfermeiros pelas competências que desempenham e pela sua experiência na prestação de cuidados na comunidade são os profissionais que por excelência estão habilitados para desenvolver programas de prevenção inseridos no domínio dos cuidados prestados ao idoso. Estes profissionais com conhecimentos em saúde comunitária e de questões sociais, a exercer funções nos cuidados de saúde primários, têm uma posição privilegiada em promover cuidados de saúde e de readapatação apropriados, que reduzam o número de hospitalizações e o consumo medicamentoso, respeitando o ambiente de cuidado que é considerado. 18 Contudo,
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Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Os questionários de auto-avaliação, auto-descrição ou auto-relato medem a inteligência emocional na óptica dos dois modelos de IE e representam um modo menos directo de avaliar a inteligência emocional, comparativamente aos testes de aptidões/competências. Neste tipo de instrumento, os indivíduos autodescreverem-se de acordo com as respostas a diversas afirmações (Alves, 2010; Woyciekoski & Hutz, 2010). Estes questionários baseiam-se na auto-análise, autoconhecimento e autoconceito. Assim, caso o autoconceito do indivíduo seja afinado, este tipo de instrumento constitui uma medida precisa da IE, no entanto, se o autoconceito do indivíduo for diminuto, a medida dará somente informação sobre o seu autoconceito e não sobre as suas aptidões (Mayer et al., 2000). Os questionários de auto-descrição apresentam algumas desvantagens como o facto de poderem refletir apenas o autoconceito do indivíduo e as suas perceções de desejabilidade, e não a sua verdadeira inteligência emocional (Alves, 2010; Woyciekoski & Hutz, 2010). Para além disso, os indivíduos podem adulterar as respostas com vista a uma impressão favorável (Ângelo, 2007). Todavia, os questionários de auto- descrição/auto-relato comportam algumas vantagens, pois são mais simples de gerir, possibilitam o acesso a experiências internas difíceis de aceder através de medições de aptidões e permitem a avaliação de processos conscientes relacionados com a inteligência emocional (Mayer et al., 2000). De acordo com Austin (2010), os testes de aptidões e os questionários de auto-avaliação têm uma correlação positiva. Para Alves (2010), exemplos deste tipo de instrumentos são o Trait Meta-Mood Scale, o EQ-i de Bar-On e o instrumento proposto por Wong e Law a partir da tetradimensionalização sugerida por Mayer e Salovey.
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Magnitude, padrão e gravidade da multimorbilidade em idosos assistidos pelas Equipas de Cuidados Continuados Integrados: estudo transversal

Magnitude, padrão e gravidade da multimorbilidade em idosos assistidos pelas Equipas de Cuidados Continuados Integrados: estudo transversal

Quanto à magnitude da multimorbilidade, e porque nesta amostra abaixo de seis condições médicas por pes- soa se verificou ausência de casos suficientes para cru- zamento, analisou-se o ponto de corte: seis ou mais con- dições médicas coexistentes (MM6+). Através do mode- lo GEE, para a multimorbilidade MM6+ não se verificou associação estatisticamente significativa com qualquer variável sociodemográfica. Para o ponto de corte MM6+ não se verificou associação estatisticamente significati- va com demência. A análise multivariável da associação entre MM6+ e os sistemas foi coerente com os dados da literatura, confirmando-se o envolvimento dos apare- lhos circulatório (K), músculo-esquelético (L) e endócri- no-metabólico (T) e com os agregados de patologias, cli- nicamente relevantes (e.g., aparelho circulatório e me- tabólico) 10-11,14,45-46 . Os resultados deste estudo podem,
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ESTUDO DA ADEQUAÇÃO DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS ÀS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO – O CONHECIMENTO DA REALIDADE COMO INSTRUMENTO DE APOIO À GESTÃO

ESTUDO DA ADEQUAÇÃO DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS ÀS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO – O CONHECIMENTO DA REALIDADE COMO INSTRUMENTO DE APOIO À GESTÃO

Note-se que as diferenças entre os países não se resumem apenas à despesa pública, uma vez que a forma de organização e o financiamento dos cuidados de longa duração - seguros, partilha de custos de acordo com o tipo de serviço prestado, parcerias entre o setor público e o privado e/ou impostos gerais - varia muito de país para país. Por outro lado, refira-se que o envelhecimento da população não constitui o único fator que conduz ao aumento das despesas com cuidados continuados. Grande parte da responsabilidade está a cargo das novas tecnologias, novos tratamentos médicos, procura de melhoria dos cuidados e de cuidados com qualidade, sendo que, em alguns casos, o aumento da participação das mulheres no mercado do trabalho ou o crescimento do número de famílias mais reduzidas leva a diminuição de cuidados informais e consequentemente, despesas mais elevadas (OECD, 2006b). Do lado oposto, o envelhecimento saudável pode contribuir para que a tendência de envelhecimento da população não aumente as despesas com cuidados de longa duração. Nesse sentido, podem ser desenvolvidas políticas de educação para a saúde de forma a diminuir (ou mesmo eliminar) fatores de risco que conduzem, cada vez mais, a doenças crónicas e à incapacidade (OECD, 2007).
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Mestrado em Cuidados Continuados

Mestrado em Cuidados Continuados

O envelhecimento da população representa um dos fenómenos demográficos mais preocupantes das sociedades modernas do século XXI. Este cenário percorre todo o país e o envelhecimento da sociedade atual tem suscitado o interesse para questões socioeconómicas com impacto no desenho das políticas sociais e de sustentabilidade. O fenómeno do duplo envelhecimento da população, caracterizado pelo aumento da população idosa e pela redução da população jovem, agravou-se na última década. Nesta conjuntura incluiu-se o distrito de Bragança, onde a proporção da população idosa e sua dependência é elevada, bem como os índices de envelhecimento e longevidade. Para fazer face a esta problemática, surge a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), novo modelo organizacional criados pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde, ao abrigo do Decreto-Lei, nº. 101/2006 de 6 de Junho. A RNCCI é formada por um conjunto de instituições públicas e privadas, que visa prestar os cuidados adequados, de saúde e apoio social, a todas as pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência. Estas novas respostas promovem a continuidade de cuidados de forma integrada a pessoas em situação de dependência e com perda de autonomia.
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Cuidados continuados no Domícilio

Cuidados continuados no Domícilio

Hanson (2005) refere que cuidar de um familiar que sofre de uma doença crónica envolve um grande dispêndio de tempo e energia por períodos de tempo longos. Pode implicar tarefas desagradáveis, exigentes e desconfortáveis raramente previstas e nunca desejadas. Correia, Teixeira e Marques (2005) referem que a tarefa de cuidar da pessoa doente pode traduzir uma sobrecarga elevada que pode comprometer, entre outros, a saúde, a vida social, o bem-estar emocional, a relação com outros elementos da família, a disponibilidade financeira, a rotina doméstica e o desempenho profissional. Também Brito (2002) e Hanson (2005) fazem referência às consequências da sobrecarga da prestação de cuidados e, particularmente no que respeita à saúde da pessoa cuidadora, afirmam que o cuidar pode reflectir-se ao nível do sistema imunitário, nas alterações de sono, no repouso e na fadiga crónica, como resultado do prolongado desgaste físico e psíquico.
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Actividade diagnóstica dos enfermeiros numa equipa de cuidados paliativos domiciliários : estudo de caso

Actividade diagnóstica dos enfermeiros numa equipa de cuidados paliativos domiciliários : estudo de caso

Durante a observação, constatou-se que a falta de conhecimento foi muito trabalhada pelas enfermeiras da equipa da UAD, especificamente em relação à terapêutica, dado que os doentes oncológicos acompanhados por equipas domiciliárias de cuidados paliativos têm muitas necessidades a este nível, sendo, muitas vezes, os cuidadores informais que asseguram os cuidados diários, entre os quais se inclui a administração da medicação ao longo das vinte e quatro horas do dia. O cuidado diário ao doente em fase terminal exige, do familiar, “um esforço suplementar para responder a situações inesperadas que poderão surgir ao longo do processo” (Guarda et al., 2010:755). Neste nível assistencial, a integração da família na equipa de cuidados é essencial, bem como o seu acompanhamento e ensino, pois esta deve estar correctamente informada sobre a administração de medicamentos e seus efeitos secundários (Guarda et al., 2010).
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Cuidados continuados em pediatra

Cuidados continuados em pediatra

30 Cuidar da criança com dependência de tecnologia, que implica a necessidade de traqueostomia e/ou de VNI, constitui, assim, uma experiência de extrema dificuldade, em especial quando o prognóstico é mais reservado e a esperança de vida é baixa (Damião & Angelo, 2001). O objectivo máximo dos cuidados é promover a autonomia da unidade familiar para cuidar a criança no domicílio, com todas as necessidades específicas decorrentes da sua doença. Este objectivo esteve sempre subjacente aos cuidados prestados, mesmo numa fase muito precoce do diagnóstico, tendo sempre em conta o potencial da criança para ser cuidada no domicílio, o potencial da família para cuidar a criança no domicílio e as fases de aceitação da doença pelas quais a família passa. Foi interessante observar que são vários os factores que influenciam o grau de envolvimento dos pais na prestação de cuidados, nomeadamente as características da própria doença, a idade da criança no momento em que aquela surge, o prognóstico e a assistência médica disponível, e que, em interacção com outros factores subjectivos, comportamentais e sociais relativos aos pais e família, geram uma dinâmica muito particular para cada caso (Castro & Piccinini, 2002). Das diferentes experiências que fui tendo consegui perceber que de facto cada família reage de forma muito particular.
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