Top PDF Língua, literatura, tradução e restrição

Língua, literatura, tradução e restrição

Língua, literatura, tradução e restrição

A estrutura é liberdade, produz o texto e ao mesmo tempo a possibilidade de todos os textos virtuais que podem substituí-lo. Esta é a novidade que se encontra na ideia da multiplicidade “potencial” implícita na proposta da literatura que venha a nascer das limitações que ela mesma escolhe e se impõe. Convém dizer que no método do “OULIPO” é a qualidade dessas regras, sua engenhosidade e elegância que conta em primeiro lugar. [...] Em suma, trata-se de opor uma limitação escolhida voluntariamente às limitações sofridas impostas pelo ambiente (linguísticas, culturais, etc.). Cada exemplo de texto construído segundo regras precisas abre a multiplicidade “potencial” de todos os textos virtualmente passíveis de escrita segundo aquelas regras e de todas as leituras virtuais desses textos (CALVINO, 1993, p.270).
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Tradução de literatura infanto-juvenil para língua de sinais: dialogia e polifonia em questão.

Tradução de literatura infanto-juvenil para língua de sinais: dialogia e polifonia em questão.

A análise foi realizada a partir de uma posição exotópica, em que o pesquisador se coloca como observador da produção discursiva (BAKHTIN, 2010). Na análise exotópica, há uma tensão entre o eu e o outro, em que o pesquisador toma uma posição única, a partir do espaço/tempo que ocupa e se expõe ao devir. Como ser cognoscente, o pesquisador constrói uma análise particular sobre os dados. Assim, a obra de literatura infanto-juvenil traduzida é algo inacabado e parte integrante e inconclusa da experiência do pesquisador, estando disponível para o acabamento, para sua interpretação e para a construção de novos conhecimentos sobre ela. “Assinar é iluminar e validar o pensamento com aquilo que somente do meu lugar se pode ver ou dizer. Esse lugar único daquele que pensa ou cria é aquele do conceito de exotopia [...]” (AMORIM, 2009, p. 25). A partir da análise geral da obra, selecionamos alguns trechos para compor o relatório da pesquisa e, dessa forma, construímos os dados. Como procedimento, foi realizada a decupagem da tradução para língua gestual-visual (ato de recortar, dando forma impressa/congelada à sinalização), possibilitando o registro, para então descrever detalhadamente a sequência enunciativa e compará-la com a ilustração do livro e com o texto-fonte (português).
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FUNCIONALISMO ALEMÃO E TRADUÇÃO DE LITERATURA IMIGRATÓRIA

FUNCIONALISMO ALEMÃO E TRADUÇÃO DE LITERATURA IMIGRATÓRIA

O livro não quer apenas informar as mulheres alemães como é ser uma imigrante no Brasil, mas fazer com que desistam da idéia de imigrar: “Aqui a vida é difícil, lá, porém é muito mais complicada. Por isso: toda mulher, que tem influência sobre o marido, deve e tem que tentar fazê-lo desistir de imigrar” (HEINRICHS, 2008, p. 68). Pode-se afirmar, pois, que esta literatura informativa vai muito além da descrição; ela tem um alcance ideológico que extrapola a função da tipologia textual. Ainda que a função seja semelhante em ambas as culturas, de partida e chegada, isto é, prover o público com informações sobre a imigração, os motivos da comunicação diferem imensamente: o texto de partida pretende convencer o público; o da língua de chegada, informar o leitor brasileiro sobre a imigração alemã, e isso é factível através da análise intratextual.
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Avaliando a tradução literária art lbgonçalves

Avaliando a tradução literária art lbgonçalves

No caso da tradução literária, o fato de se priorizar marcadamente o polo receptor, não aproxima essa tradução da abordagem comunicativa de Newmark, uma vez que a tradução agora envolve uma reescritura. Falou-se nos anos 80 de uma “refração” do texto, termo cunhado por Lefevere. A metáfora ótica se refere ao fenômeno de desvio do raio luminoso quando entra em outro meio, e também ao efeito do arco-íris proveniente da luz branca quando refratada, sugerindo vários caminhos interpretativos, dando origem a textos refratados que por sua vez refratam outros, e assim por diante. A noção de refração se opões, ainda na imagística da ótica, à reflexão, que sugere a reprodução exata da imagem. Lefevere se preocupa com o papel da tradução na cultura da língua de chegada. Afirma que a tradução abre caminho para a subversão e transformação, já que coloca uma cultura-fonte face a uma cultura-alvo. Se a literatura da língua de chegada tem uma auto-imagem positiva, a tendência será de neutrali- zar os textos estrangeiros que pretenderem normatizar sua cultura; se, ao contrário, a auto-imagem da literatura local for negativa, a tradução trará uma perspective libertadora. Poder e autoridade são aspectos centrais na visão de Lefevere. Vieira aponta os papéis da tradução nessa perspectiva:
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Fios de significação reconhecidos e reorientados no processo de tradução de literatura - Português/Libras

Fios de significação reconhecidos e reorientados no processo de tradução de literatura - Português/Libras

A tradução como ato empírico passa a ser estudada pelos estudos literários, depois pelos estudos linguísticos, até que galga sua independência com a definição do campo disciplinar “Estudos da Tradução” na década de 1970 (VASCONCELLOS, 2010). Apesar dos primeiros pensadores da temática datarem de 100 a.C. como Cícero, Horário e São Jerônimo, a sistematização propriamente dita do assunto ocorre apenas no século XIX (AGUIAR, 2000). A concepção do que é tradução foi mudando com o decorrer dos estudos, sendo que os teóricos ainda apresentam divergências de conceituação. Segundo Souza, “o modo de conceituar tradução varia, de acordo com a polissemia do termo e com as diferentes perspectivas dos teóricos da tradução” (SOUZA, 1998, p. 51). Seja por especificar o conceito a partir de uma vertente, seja por enfatizar determinados aspectos, as teorias de tradução vão se construindo ao longo do tempo e oferecendo posicionamentos diversificados. Enquanto alguns estudiosos estão focados na descrição linguística, outros se atém a aspectos neurológicos de processamento de transferência de significado, como também os que embasam-se na concepção cultural, que vê a língua diretamente relacionada à comunidade usuária, seus comportamentos e a interação entre eles, dentre tantas outras correntes. Estes estudos e discussões relacionados à tradução são interdisciplinares, permeando várias áreas do conhecimento.
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Tradução e adaptação do Premature Infant Pain Profile para a língua portuguesa.

Tradução e adaptação do Premature Infant Pain Profile para a língua portuguesa.

Não foram encontradas na literatura pu- blicações relacionadas à tradução e validação do PIPP para a língua portuguesa adotada no Brasil. Instrumentos de avaliação de dor precisam sofrer tradução e validação antes de serem implementados na prática clínica ou em pesquisa em países que adotam outra língua e diversidade cultural. A versão traduzida necessita manter equivalência semântica e idiomática, além de ser cultural e conceitualmente adaptada em relação ao instrumento originalmente proposto. A escala PIPP tem sido utilizada no Brasil em contexto assistencial e em pesquisas, conforme atestado em publicações, 16-19 embora não tenham
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A tradução de literatura escrita em português

A tradução de literatura escrita em português

Contudo, uma língua é muito mais do que um veículo de comunicação. Uma língua carrega consigo toda uma carga cultural e uma mundividência própria de quem a usa, sobretudo como primei- ra língua. Publicada pela UNESCO em 2002, a declaração universal sobre a diversidade cultural dedi- ca uma secção à diversidade cultural e à criatividade, promovendo o diálogo entre culturas. Nos arti- gos 8.º e 9.º, concretamente, reconhece-se que os bens e os serviços culturais, onde as traduções literá- rias se incluem, são vetores de identidade, valores e significado e, portanto, não podem ser tratados como simples mercadorias ou bens de consumo (UNESCO, 2002). Na secção seguinte, dedicada à diversidade cultural e à solidariedade internacional, alerta-se para o facto de que as forças de mercado, só por si, não têm a capacidade de preservar e promover a diversidade cultural, pelo que devem ser desenhadas políticas públicas e estabelecidas parcerias com o setor privado e com a sociedade civil de modo a acautelar a promoção da diversidade cultural.
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EXÍLIO, TRADUÇÃO E ANTROPOFAGIA NA LITERATURA MUNDIAL

EXÍLIO, TRADUÇÃO E ANTROPOFAGIA NA LITERATURA MUNDIAL

A tradução, nesse contexto, aproxima-se de uma atividade crítico (po)ética, em que a primeira língua não se apaga na outra e nem a segunda vacila em se apresentar ou, seguindo Benjamin: “Essa tarefa consiste em encontrar na língua para a qual se traduz a intenção, a partir da qual o eco do original é nela despertado” (GLISSANT, 2005, p. 5). Glissant recupera a acepção de renúncia em aufgabe e vê no despertar do original na tradução a beleza da renúncia: “A tradução é fuga, o que significa de uma forma belíssima, renúncia. O que talvez seja mais necessário adivinhar no ato de traduzir é a beleza dessa renúncia.” (GLISSANT, 2005, p. 49). O exílio constitui-se dessa renúncia, o exilado exercita-se na renúncia, pois cultivar a percepção da multiplicidade complexa das experiências de contato é renunciar tanto à identificação fácil promovida pela lógica do mercado quanto ao enclausuramento dos essencialismos identitários.
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Alea  vol.11 número2

Alea vol.11 número2

Cabe também à tradutologia afirmar-se como um discurso historicamente e culturalmente situado, e estudar, a partir dessa situação – de sua situação – os demais discursos sobre a tradução. Assim, por detrás das teorias de Nida, delineia-se uma problemá- tica da tradução própria do espaço anglo-saxão; por detrás de tal escrita de Efim Etkind, uma problemática própria do espaço rus- so; por detrás das reflexões de Yebra, uma problemática própria do espaço hispânico, por detrás das construções teóricas de Octavio Paz ou de Haroldo de Campos, uma problemática latino-americana da tradução, etc. A tradutologia está então sempre ligada ao espa- ço da língua e da cultura à qual pertence, e é bem evidente que os grandes eixos de reflexão que propusemos aqui se enraízam, mes- mo se for para constestá-la, na tradição francesa da tradução. Isso não diminui em nada sua universalidade, mas abre a necessidade de um diálogo entre as diferentes tradições de reflexão sobre a tra- dução. Assim também é, no fundo, para a literatura, o pensamen- to, o teatro ou a psicanálise.
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A tradução como recurso para o ensino da disidade da língua estrangeira

A tradução como recurso para o ensino da disidade da língua estrangeira

A tradução está presente em nossas vidas há milênios e, no decorrer da história, registram-se papéis diferentes no que se refere ao ensino de línguas estrangeiras 3 . Entre as principais fases do seu uso, segundo Santoro (2011), destacam-se: (1) a abordagem 4 da gramática e da tradução, que estava ligada ao ensino das línguas clássicas ocidentais, e, posteriormente, ao das línguas modernas, no qual o ensino da língua estrangeira resumia-se às estruturas gramaticais, ao léxico e aos exercícios de classificação, sendo a tradução o principal meio de ensino. Essa abordagem possibilitava ao aluno a leitura de textos literários e privilegiava a língua escrita; (2) a abordagem direta, que, distinta da abordagem anterior, excluía totalmente a língua materna e a tradução do ensino de língua estrangeira. Essa foi base para outras abordagens da época, como, por exemplo, a audiolingual, que, por sua vez, também, tinha convicções behavioristas, no entanto, diferenciava-se por incluir a tradução, por meio do contraste da língua materna com a língua estrangeira; e (3) a abordagem comunicativa que se efetivou devido à visão assumida, pelos professores de língua estrangeira, em aplicar cada vez menos o uso da tradução, da literatura e de explicitações da gramática em suas aulas, pois, para eles, os alunos devem ter contato com situações de uso real da língua para aprendê-la.
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– PósGraduação em Letras Neolatinas

– PósGraduação em Letras Neolatinas

(e não de uma autoridade que comandaria uma leitura biográfica do objeto textual), dava ao texto um caráter mais dinâmico, de interlocução real, e exigia do leitor/tradutor um cuidado maior no tratamento do original, por compreender que subsistia a ele, e mesmo o transcendia, um conjunto de forças representadas pelas escolhas filológicas, filosóficas, históricas, políticas, ideológicas, de estilo, entre outras. Para Giacomo Leopardi, um obstinado crítico da despersonalização e descorporalização da língua e da literatura modernas, a literatura era esse espaço de acolhimento e integração de múltiplos elementos culturais necessários à caracterização das identidades, e a tradução tinha o dever de conservar essa natureza. Por esse motivo, ele defendia “nel tradurre, conservare il carattere di ciascun autore in modo ch’egli sia tutto insieme forestiero e italiano. Nel che consiste la perfezione ideale di una traduzione e dell’arte di tradurre” (Zib 1950) – a tradução para Leopardi nada
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Um estudo de marcadores culturais na obra An invincible memory pelo autotradutor João Ubaldo Ribeiro

Um estudo de marcadores culturais na obra An invincible memory pelo autotradutor João Ubaldo Ribeiro

Os marcadores culturais foram analisados sob o ponto de vista da proposta de modalidades tradutórias de Aubert (1984, 1998), em razão de essa abordagem proporcionar- nos critérios lingüístico-tradutórios que permitem um exame qualitativo dos dados obtidos por meio da comparação dos marcadores culturais encontrados no texto de partida, com relação a suas respectivas traduções no texto de chegada. Por meio dessa abordagem, conseguimos analisar tendências do autotradutor, não de forma prescritiva, mas descritiva, observando as escolhas do autotradutor para marcadores de difícil tradução. Para tanto, foram escolhidos dez marcadores culturais, considerados palavras-chave, na obra Viva o Povo Brasileiro. Assim, optamos por buscar marcadores que tivessem duas ou mais colocações e freqüência absoluta no mínimo 2, apenas o marcador Iaiá tem a ocorrência de uma colocação. Ao levantarmos os marcadores culturais e suas colocações e distribuí-los por domínios culturais, pudemos observar, de forma mais abrangente, as soluções dadas por João Ubaldo.
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Alea  vol.11 número2

Alea vol.11 número2

primeiro soneto, cujo inte- resse não é estarrecedor, é, de qualquer forma, impre- cisa; e ela não é apenas um caso de cronologia. Deve- se escolher o primeiro so- neto reconhecível como tal, composto e designado co- mo soneto? Trata-se, nesse caso, segundo toda verossi- milhança, do poema de Ma- rot, o poema composto para “le May des Imprimeurs” de Lyon e publicado em 1538 em uma edição das Obras; mas esse soneto não é anun- ciado como um soneto; ele aparece no “segundo livro de Epigramas”. No ano se- guinte, Marot (ainda ele) publica como sendo sone- tos seis traduções de Petrar- ca; mas são traduções (o que uma tradição crítica antiga, embora pouco estimável, obstina-se a excluir do cam- po da poesia de uma língua). Chega-se então, se assim se quer, ao primeiro soneto francês designado, impresso e original: ei-lo; ele data de 1541. (ROUBAUD, Jacques (org). Soleil du soleil. An- thologie du sonnet français de Marot à Malherbe. Paris: Gallimard,1990: 16.)
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Língua e literatura: interseções

Língua e literatura: interseções

Em nenhum momento, o autor está nos dizendo que esse “micro-universo semântico” representa um mapeamento dos problemas de sentido da literatura. No entanto, a inclusão da literatura, como uma das possibilidades, não é uma in- ferência descabida, por aquilo que conhecemos de preocupações posteriores do autor e daqueles que fizeram uso de sua teoria. A análise que Greimas desenvol- ve, na seqüência desse parágrafo, assume como foco uma tese construída sobre categorias de Bernanos, representadas pelo eixo vida-morte. Existe todo um pro- cesso de escansão lexical do texto em função desse eixo e ilações conseqüentes para mostrar como outras categorias circulam em torno desse tema central. Nada do que foi desenvolvido na análise poderia diminuir o valor literário de uma obra, se esse estivesse em questão; na nossa percepção, nada aqui, porém, exalta esse valor de modo singular: qualquer tratado sobre doenças graves talvez permitisse isolar, com igual profundidade, o teor da análise desenvolvida pelo autor.
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Mrs. Dalloway: a tradução do pensamento na literatura

Mrs. Dalloway: a tradução do pensamento na literatura

O final do século XIX e começo do século XX foi um tempo de transformações profundas tanto na ciência quanto nas práticas cotidianas. É na tentativa de retratar essas mudanças, segundo Tomaz Tadeu (2012, p.205), tradutor de Virginia Woolf no Brasil, que a escritora busca criar uma nova estética literária. De acordo com Monique Nathan (1984), biógrafa de Virginia, os textos da escritora revelam as marcas profundas do seu tempo. Um tempo em que o interesse pela consciência e pelo processo de apreensão do mundo era partilhado por várias áreas do conhecimento. Basta lembrar que em 1899, por exemplo, Freud lançou o seu mais famoso livro, A Interpretação dos Sonhos, formulando uma teoria do estudo da mente e da conduta humana. Alguns anos antes, em 1880, o filósofo Friedrich Nietzsche manifestava esperança de que a psicologia se tornaria a principal disciplina das ciências. Segundo o historiador Peter Gay, os romancistas modernos, como se tivessem ouvido Nietzsche, transformaram a literatura do século XX numa “profunda exploração psicológica”. (GAY, 2009, p.188). No cinema, os primeiros estudiosos da área, como Hugo Munsterberg e Béla Baláz, também tinham como principal preocupação investigar os mecanismos que o audiovisual possui para retratar o pensamento. Além do pensamento, eles defendiam o cinema como o local do sonho e do devaneio. (XAVIER, 1983).
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Tradução e adaptação cultural do aging perceptions questionnaire (APQ) para a língua portuguesa brasileira

Tradução e adaptação cultural do aging perceptions questionnaire (APQ) para a língua portuguesa brasileira

Perceptions Questionnaire. Métodos: Foi utilizada a metodologia proposta por Beaton et al. nas “Recomendações para Adaptação Cultural de Medidas de Estados de Saúde” da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) e do Instituto para Trabalho e Saúde de Toronto. Neste trabalho, foram utilizadas todas as etapas para tradução e adaptação cultural sugeridas, a saber, duas traduções para o português (T1 e T2), a síntese destas traduções (T12), duas retrotraduçoes, a síntese destas retrotraduçoes, a análise do comitê de especialistas e o pré-teste. A validade de conteúdo foi feita pela análise do comitê e por análise qualitativa do pré- teste. Resultados: Após a aplicação do pré-teste entrevista individual em 30 indivíduos, foram realizadas duas alterações no documento T12, ou seja, a síntese das traduções aplicadas como pré-teste. Conclusão: O APQ é um instrumento multidimensional com boas propriedades psicométricas para avaliar a autopercepção do envelhecimento. O documento final gerado a partir da tradução e adaptação cultural do instrumento original será aplicado posteriormente em uma amostra maior e de diferentes locais para sua validação, proporcionando informações sobre a percepção do envelhecimento em diversas culturas.
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A ausência de uma gramática de usos em português europeu: subsídios para a sua construção

A ausência de uma gramática de usos em português europeu: subsídios para a sua construção

A Pragmática e a Análise do discurso são apenas duas das abor- dagens que hoje descrevem os usos do sistema e não o sistema em abstrato, desligado das condições reais da sua utilização. As orien- tações teóricas que estudam o uso, defendendo que «[...] uma lín- gua enquanto sistema é indissociável da sua função comunicativa.» (MATOS, 2008, p.391), não produziram ainda, em Portugal, resultados traduzíveis em boas descrições em número sufi ciente, contrariamente ao que acontece no Brasil, por exemplo. São escas- sos os trabalhos, baseados em corpora, que se debruçam sobre os usos da língua e mais raros ainda os que se ocupam das produ- ções orais, nomeadamente interacionais e informais 1 . Vamos ater-
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Linguística de Corpus: possibilidades para o ensino de língua e tradução

Linguística de Corpus: possibilidades para o ensino de língua e tradução

Os nove capítulos da obra são escritos por quinze professo- res-pesquisadores brasileiros que atuam em diferentes contextos de ensino de línguas. Diferentemente do que o título do volume possa sugerir, cada capítulo não se restringe a apontar possibili- dades de utilização de ferramentas computacionais provenientes da Linguística de Corpus na sala de aula de línguas. Em outras palavras, Corpora no Ensino de Línguas Estrangeiras não deve ser entendido por um manual; ao contrário, devido à experiência acadêmica de seus colaboradores (bachareis, mestres, doutores, professores universitários), os estudos nele contidos buscam estimular o público alvo a realizar suas próprias investigações de ordem empírico-linguística, a elaborar seus próprios mate- riais didáticos com base em corpora e a perceber o discente como potencialmente capaz de nortear seu aprendizado por meio da observação da língua.
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A dimensão estrangeira da tradução da língua espanhola no MERCOSUL

A dimensão estrangeira da tradução da língua espanhola no MERCOSUL

Acreditamos que os elementos propulsores de tal estereótipo são alguns fatos que julgamos estar intimamente ligados a essa ideia: o crescimento de empresas multinacionais espanholas no Brasil a partir da década de 90; o surgimento de eventos patrocinados por instituições econômicas que tratam o idioma espanhol como “ativo econômico e cultural”; a existência de um mercado editorial voltado para o ensino da língua espanhola conformado, quase que exclusivamente, por editoras espanholas; a chegada ao Brasil de grandes editoras espanholas; a implantação do Instituto Cervantes em São Paulo, em 1998, no Rio de Janeiro, em 2001, e em Brasília, Salvador, Curitiba e Porto Alegre, simultaneamente, em 2007.
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