Top PDF Uso de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) na promoção do crescimento de mudas de pinheira (Annona squamosa L., Annonaceae).

Efeito da desinfestação do solo pelo uso da energia solar sobre fungos micorrízicos arbusculares.

Efeito da desinfestação do solo pelo uso da energia solar sobre fungos micorrízicos arbusculares.

O uso da energia solar como método de desinfestação do solo apresenta como vantagens, além do baixo custo, ausência de riscos para a saúde humana e para o meio ambiente. Seus efeitos sobre microrganismos benéficos são, entretanto, pouco conhecidos. Objetivou-se, neste estudo, avaliar dois métodos de desinfestação do solo por meio da energia solar, quanto aos seus efeitos sobre fungos micorrízicos arbusculares (FMA). Os experimentos foram realizados na Embrapa Clima Temperado, Pelotas (RS), avaliando-se o efeito da solarização e de um coletor solar sobre uma população nativa de fungos micorrízicos. Após 30 dias de tratamento, o potencial de inóculo de FMA, determinado pela técnica do número mais provável, foi reduzido em 93% pela solarização e em 99% pelo coletor solar. Verificou-se, ainda, que nas plantas de milho cultivadas em solo tratado durante dois dias no coletor solar, a colonização micorrízica foi, em média, inferior a 1%, não havendo colonização após nove dias de tratamento. Termos de indexação: coletor solar, solarização, microrganismos.
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MUDAS DE SABIÁ COLONIZADAS COM FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES NATIVOS E ADUBADAS COM FOSFATO NATURAL E MATERIAL ORGÂNICO

MUDAS DE SABIÁ COLONIZADAS COM FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES NATIVOS E ADUBADAS COM FOSFATO NATURAL E MATERIAL ORGÂNICO

RESUMO - O sabiá (Mimosacaesalpiniaefolia Benth.)é uma espécie vegetal de rápido crescimento, que realiza simbiose com fungos micorrízicos arbusculares (FMA) e com bactérias fixadoras de nitrogênio, sendo indicada para revegetação de áreas degradadas.O objetivo deste estudo foi avaliar o desenvolvimento de mudas de sabiá colonizadas por FMA nativos e adubadas com cinco doses de fósforo (P) (0; 75; 150; 300 e 600 mg L -1 ) na forma de fosfato natural e material orgânico.O experimento foi conduzido em casa de vegetação por 120 dias após a emergência, a qual as mudas de sabiá foram cultivadas em três diferentes substratos composto por solo natural (SN), solo natural com 50% (v/v) de solo esterilizado (SND) e solo natural com 25% (v/v) de material orgânico (SNM).Ao final do estudo as plantas e os substratos foram avaliados quanto à altura, diâmetro do colo; a massa seca da parte aérea; o número de esporos de FMA; a percentagem de colonização micorrízica radicular; respiração basal, carbono da biomassa microbiana e quociente metabólico do solo e os teores de N, P e K na parte aérea das plantas.A altura das plantas de sabiá não sofreu influência dos tratamentos, contudo o diâmetro do colo e a massa seca da parte aérea apresentaram resultados satisfatórios no substrato SNM, mas não foram influenciadas pelas doses de P. O carbono da biomassa microbiana foi alterado pelo acréscimo de material orgânico no solo, não sendo observado efeito sobre a respiração basal. O uso da adubação fosfatada em doses crescentes interfere na colonização micorrízica radicular em mudas de sabiá.
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Fungos micorrízicos arbusculares em sistema de aléias no Estado do Maranhão, Brasil.

Fungos micorrízicos arbusculares em sistema de aléias no Estado do Maranhão, Brasil.

Acaulospora ocorrer com maior frequência em solos com pH menor que 6,5 enquanto Gigaspora eram menos frequentes. Espécies de Glomus mostraram-se pouco tolerantes à acidez elevada e baixo teor de fósforo. Contudo, esses resultados devem ser analisados com cuidado já que foram montadas lâminas apenas da estação chuvosa, onde pode haver maior influencia das mudanças sazonais e estádio de desenvolvimento da planta hospedeira nas espécies que estão esporulando no momento da coleta (Giovannetti 1985; Gould et al. 1996; Guadarrama e Alvarez-Sânchez 1999, Caproni et al.2007). Amostragens sazonais e utilização de culturas armadilhas devem ser realizadas para melhor estimativa da diversidade de FMA. Além disso, o uso de técnicas moleculares pode ser ferramenta interessante para tal quantificação.
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Detecção de fungos micorrízicos arbusculares em raízes de cafeeiro e de crotalária cultivada na entrelinha.

Detecção de fungos micorrízicos arbusculares em raízes de cafeeiro e de crotalária cultivada na entrelinha.

O estudo de ocorrência e dinâmica das popula- ções de FMAs no solo é um desafio, dada a dificul- dade de identificação destes fungos, tanto livres no solo como no interior das raízes. Estudos com cultu- ras-armadilhas são difíceis de serem executados, e muitas vezes fornecem resultados não-conclusivos. Este desafio, entretanto, está sendo vencido com o auxílio de novas técnicas de biologia molecular. Es- tas técnicas têm permitido identificar fungos a partir de esporos coletados diretamente do campo e tam- bém identificar FMAs colonizando raízes de plantas. Análises de fragmentos de restrição de DNA ampli- ficados por PCR (Polimerase chain reaction) constitu- em uma ferramenta poderosa que permite a detecção de moléculas de ácidos nucléicos específicos presen- tes em pequenas quantidades (Steffan & Atlas, 1991) e tem sido aplicada com sucesso na identificação de FMAs. O uso da PCR com primers que flanqueiam a região genômica do ITS (Internal transcribed spacer) (Redecker et al., 1997) ou mesmo primers específicos como os desenvolvidos para Glomus mosseae (Lanfranco et al., 1995) e para Scutellospora castanea (Zeze et al, 1996), tem permitido a identificação taxonômica destes fungos sem os problemas de varia- ções nos caracteres morfológicos que dificultam a taxonomia tradicional. Estas técnicas também têm sido aplicadas como ferramenta auxiliar para a identificação de FMAs internamente às raízes (Bonito et al., 1995; Edwards et al., 1997).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DO SOLO GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA JULIETTE FREITAS DO CARMO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DO SOLO GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA JULIETTE FREITAS DO CARMO

A mineração de manganês é de grande importância para a economia mundial, entretanto, está entre as atividades antrópicas que mais causam prejuízos ao ambiente e constitui risco iminente à vida humana. Por conseguinte, têm-se buscado estratégias no intuito de minimizar os impactos causados por esta atividade. Uma tecnologia considerada promissora é a fitorremediação que, de forma sucinta, baseia-se na utilização de plantas para degradar ou remover os contaminantes do solo. Neste sentido, a utilização de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) em associação com leguminosas propicia benefícios nutricionais importantes ao desenvolvimento dessas plantas e também aumentam sua tolerância ao excesso de metais no solo, além de incrementar a absorção de Silício (Si) pelas plantas. O uso de Si é uma outra alternativa que pode complementar esse processo de remediação do solo, já que o elemento também possui relação com a melhoria da fitotoxidade dos metais pesados. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar a interação FMA e doses de silício na atenuação da toxidez por manganês (Mn) em mudas de Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. A espécie vegetal apresenta potencial como fitoestabilizadora em áreas degradadas por Mn quando associada a FMA. O experimento foi conduzido em casa de vegetação por um período de 90 dias e o delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 4x2, considerando-se: i) quatro doses de Si (0; 100; 200; 400 mg kg -1 ); ii) dois tratamentos (não inoculado – controle; inoculado com C.
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Fungos micorrízicos arbusculares e vermicomposto na aclimatação de Alpinia purpurata (Viell.) Schum e Zingiber spectabile Griff. (Zingiberaceae).

Fungos micorrízicos arbusculares e vermicomposto na aclimatação de Alpinia purpurata (Viell.) Schum e Zingiber spectabile Griff. (Zingiberaceae).

A propagação vegetativa in vitro (micropro- pagação) permite a obtenção de grande número de indivíduos sadios e geneticamente homogêneos, em curto período de tempo, com alta produtividade e uso de pouco espaço físico (Carvalho 1999). Porém, o último estádio do processo (aclimatação) é crítico, sendo muitas vezes fator limitante, pois as plantas obtidas são transplantadas para substratos desinfes- tados e transferidas para casa de vegetação (Debergh & Read 1991), passando assim de uma condição heterotrófica, onde cresciam em condições de umidade e luminosidade controladas, para uma condição autotrófica. É nessa fase que há necessidade da utilização de alternativas para minimizar o estresse produzido pelo transplantio.
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Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares associados ao amendoim forrageiro em pastagens consorciadas no Estado do Acre, Brasil.

Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares associados ao amendoim forrageiro em pastagens consorciadas no Estado do Acre, Brasil.

agrossistemas. A associação com grande número de espécies de FMAs pode, em parte, explicar o bom desempenho dessa leguminosa em diversas condições de cultivo. Resultados semelhantes foram reportados por Bennedeti et al. (2005), avaliando a diversidade de FMAs na cultura do milho após uso de algumas leguminosas como cobertura do solo. Colozzi- Filho & Balota (1994b) citam estudos feitos em condições de campo, que demonstram que o cultivo das leguminosas Leucaena leucocephala, Crotalaria spectabilis, C. breviflora, C. mucronata, Mucuna aterrima, M. pruriens e Vigna unguiculata favorecem a esporulação, a abundância e a diversidade de espécies de FMAs no solo.
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Fungos micorrízicos arbusculares em rizosfera de pinhão-manso

Fungos micorrízicos arbusculares em rizosfera de pinhão-manso

O uso do Biodiesel em 2008 resultou em uma economia para o Brasil em cerca de US$ 976 milhões devido a não importação de 1,1 bilhões de litros de diesel, conferindo efeitos diretos nas economias regionais do país, tanto nos setores agrícolas, quanto nas indústrias de bens e serviços, com introdução de renda e empregos nestas regiões (ANP, 2010). De acordo com dados obtidos no Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 600 mil postos de trabalho no setor agrícola já foram gerados com a produção de biodiesel, e com a ampliação do mercado para este produto milhares de famílias serão beneficiadas com o plantio de oleaginosas, principalmente as que vivem em regiões semiáridas do país (ANP, 2010).
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Plantas de cobertura e fontes fosfatadas - efeito na colonização micorrízica e nas...

Plantas de cobertura e fontes fosfatadas - efeito na colonização micorrízica e nas...

Em busca de melhorar a eficiência do uso de fontes de fósforo (P) e viabilizar o aumento da absorção deste nutriente, objetivou-se com este trabalho determinar as mudanças promovidas por plantas de cobertura, associadas à fontes fosfatadas de solubilidade distintas, na colonização por fungos micorrízicos arbusculares (FMA), como também avaliar as mudanças promovidas na disponibilidade de frações de P no solo e na eficiência de uso do P pelas coberturas. O delineamento adotado foi de blocos ao acaso, em esquema fatorial 5x3, com quatro repetições. Foram utilizadas quatro plantas de cobertura: milheto (Pennisetum glaucum), braquiária (Brachiaria ruziziensis), guandú-anão (Cajanus cajan) e crotalária (Crotalária juncea), além do controle (pousio);Duas fontes de P: fosfato natural reativo Bayóvar e superfosfato simples, além de um tratamento controle (sem fosfato),. Avaliou-se a colonização micorrízica por FMA e densidade de esporos no solo em três épocas, correspondendoà estação chuvosa e seca de 2013 e a estação chuvosa de 2014. Avaliou-se também a produção de massa seca e o acúmulo de P pelas plantas. No final do segundo ano, analisou-se o fracionamento de P do solo. A colonização radicular foi mais influenciada nas épocas chuvosas. A presença das plantas de cobertura proporcionou maior colonização micorrízica e densidade de esporos na época chuvosa. As aplicações de fontes fosfatadas não influenciam a densidade dos esporos, enquanto que as plantas de cobertura, principalmente o guandú e a braquiária, apresentaram aumento no número de esporos. Apesar de não aumentar as frações lábeis do P no solo, a utilização de plantas de cobertura proporcionou maior ciclagem do nutriente. Os fosfatos não influenciaram a massa seca nem o acúmulo de P, sendo que houve efeitos das plantas de cobertura na massa seca e no acúmulo de P na parte aérea, com destaque para o milheto e a braquiária.
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Fungos micorrízicos arbusculares em áreas de plantio de leucena e sábia no estado de Pernambuco.

Fungos micorrízicos arbusculares em áreas de plantio de leucena e sábia no estado de Pernambuco.

O uso de leucena como cobertura de solo e adubação verde tem-se difundido devido à capacidade que essa planta apresenta de produzir grande quantidade de matéria seca e revegetar solos degradados. Essas características estão principalmente relacionadas à formação de simbiose com bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico e com fungos micorrízicos. Esses microrganismos, quando em simbiose, aumentam a eficiência da planta em usar água e nutrientes, especialmente N e P (BATINI et al., 1994).

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Utilização do resíduo industrial ferkal na produção de mudas de Mimosa caesalpiniaefolia, em estéril de extração de argila, inoculadas com fungos micorrízicos arbusculares e rizóbio.

Utilização do resíduo industrial ferkal na produção de mudas de Mimosa caesalpiniaefolia, em estéril de extração de argila, inoculadas com fungos micorrízicos arbusculares e rizóbio.

BOLAN, N.S.; ROBSON, A.D.; BARROW, N.J. & AYLMORE, L.A.G. Specific activity of phosphorus in mycorrhizal and non-mycorrhizal plants in relation to the availability of phosphorus to plants. Soil Biol. Biochem., 16:299-304, 1984. BONI, N.R.; ESPÍNDOLA, R. & GUIMARÃES, E.C. Uso de leguminosas na recuperação de um solo decapitado. In: SIMPÓSIO SUL-AMERICANO, 1., SIMPÓSIO NACIONAL DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS, 2., Foz do Iguaçu, 1994. Anais. Curitiba, FUPEF, 1994. p.563-568. BORKERT, C.M.; PAVAN, M.A. & LANTMANN, A.F. Considerações sobre o uso de gesso na agricultura. Piracicaba, Associação Brasileira para a Pesquisa da Potassa e do Fosfato - POTAFÓS, 1987. (Informações agronômicas, 40)
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CONDICIONADORES DO SOLO E SUA INFLUÊNCIA NA COLONIZAÇÃO MICORRÍZICA ARBUSCULAR E NA FERTILIDADE DO SOLO EM REFLORESTAMENTO NO SEMIÁRIDO

CONDICIONADORES DO SOLO E SUA INFLUÊNCIA NA COLONIZAÇÃO MICORRÍZICA ARBUSCULAR E NA FERTILIDADE DO SOLO EM REFLORESTAMENTO NO SEMIÁRIDO

Ações exploratórias têm causado injuria no bioma Caatinga, levando ao processo de degradação do ambiente. Práticas como o reflorestamento com plantas nativas e a utilização de condicionadores de solo tem sido difundidas como medidas de recuperação de áreas degradadas. Essa pesquisa foi desenvolvida para avaliar a colonização de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) nas raízes de plantas de tamboril [Enterolobium contortisilliquum (Vell.) Morong] sob influência do uso hidrogel e da bagana de carnaúba como condicionadores do solo, e sua capacidade em auxiliar no processo de absorção de nutrientes do solo, com destaque para o fósforo (P). O experimento foi instalado em uma área degradada no município de Ibaretama-CE, BR. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 4x2 e cinco repetições, totalizando 40 unidades experimentais. Nos tratamentos avaliados foram utilizadas quatro diferentes doses de hidrogel (0, 4, 5 e 6 g L -1 ) e ausência e presença de bagana de carnaúba. Os condicionadores foram colocados no solo momento do plantio, sendo o hidrogel adicionado na cova e a bagana de carnaúba na superfície do solo. Foram feitas análises químicas de solo, tecido vegetal e análise microbiológica para avaliar a percentagem de colonização por FMA. A presença da bagana de carnaúba junto as doses crescentes de hidrogel influenciou de maneira positiva nos teores de cálcio, potássio e zinco do solo. No tecido vegetal os tratamentos que continham bagana de carnaúba apresentaram menores teores dos nutrientes cálcio e magnésio. Quanto os FMA, a ação simultânea e isolada de ambos os condicionadores influenciaram aumentando a percentagem de colonização das raízes de tamboril, sendo que a maior percentagem de colonização foi em resposta a presença de bagana de carnaúba e as doses crescentes de 5,0 e 6,0 g L -1 de hidrogel. A presença de FMA não resultou em melhoria para a absorção de nutrientes presentes no solo pelas raízes de tamboril. Não houve resposta na absorção de P em função da colonização por FMA.
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Fungos micorrízicos arbusculares em diferentes coberturas florestais em Vitória da Conquista, Bahia.

Fungos micorrízicos arbusculares em diferentes coberturas florestais em Vitória da Conquista, Bahia.

Uma das estratégias para alcançar a sustentabilidade de qualquer ecossistema é maximizar o uso de microrganismos e processos biológicos benéficos do solo, dentre os quais se destacam os FMAs; estes, para Fitter  et  al. (2011), são uns dos organismos mais importantes, ecologicamente, do mundo. Os benefícios das micorrizas arbusculares (MAs) para o crescimento e a sobrevivência das plantas resultam de vários efeitos nutricionais e não nutricionais, como os que ocorrem nos solos intemperizados nas regiões tropicais, os quais apresentam deficiência de fósforo e elevada capacidade de fixação deste elemento, constituindo-se este o principal fator nutricional que restringe o crescimento vegetal (Lambais, 1996). Assim, a associação micorrízica facilita a absorção e a utilização de nutrientes, e promove a fixação biológica de nitrogênio e a nutrição balanceada das plantas (Souza et al., 2006). Entretanto, para sua plena exploração é necessário melhorar a micorrização das plantas, o que pode ser conseguido através do uso de inoculantes ou da manipulação da população indígena (Moreira & Siqueira, 2006).
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Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares nos manejos convencional e orgânico...

Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares nos manejos convencional e orgânico...

A agricultura sustentável se situa dentro de um novo conceito de desenvolvimento, o qual se pode lograr com a implementação de sistemas de produção que possuam uma base agroecológica. A agroecologia, como ciência, não se limita a promover a substituição de insumos químicos por biológicos, mas propõe uma abordagem holística no desenho de sistemas agrícolas complexos e diversificados, que funcionem sem necessidade de tantos insumos externos e sejam mais dependentes dos organismos dos próprios sistemas. Existem várias correntes de agricultura que adotam princípios da agroecologia, como a biológica, natural, orgânica, biodinâmica, permacultura, etc. (Altieri, 1995; Jesus, 1996). Entre elas, a agricultura orgânica tem sido a de maior expansão no mercado nacional e internacional e há normas elaboradas para serem seguidas pelos agricultores que desejem obter certificação de seus produtos. Tecnologias já desenvolvidas pela pesquisa, como o controle biológico de pragas e uso de adubos verdes, são promovidos na agricultura orgânica. No entanto, não se permite o uso de agrotóxicos e a adubação orgânica é complementada somente com certos fertilizantes minerais, como cinzas, pó de basalto e de granito, fosfatos de rocha e outros (Penteado, 2000). Em síntese, a agricultura orgânica é basicamente um sistema de produção, no qual está permitida a utilização de certos insumos, e não de outros. Portanto, esse tipo de agricultura perde seu enfoque agroecológico quando é dada maior ênfase à produção para mercados elitistas no exterior e à substituição de insumos, esquecendo-se de outros aspectos, tais como a otimização do uso de recursos naturais locais (biodiversidade, solo e água), diminuição do consumo de energia não renovável e fortalecimento do desenvolvimento local (Altieri, 1995; 2001; Freitas, 2003).
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Fungos micorrízicos arbusculares na recuperação de florestas ciliares e fixação de carbono no solo.

Fungos micorrízicos arbusculares na recuperação de florestas ciliares e fixação de carbono no solo.

está bem estabelecida na literatura a habilidade dos FMAs em influenciar o crescimento, o desenvolvimento e a nutrição de espécies vegetais, traduzindo-se em aumento na fixação de c na biomassa vegetal acima do solo (smith & read, 2008). A importância ecológica desse papel dos FMAs pode ser mais bem compreendida quando se considera que a recuperação de uma floresta ciliar em um ambiente ripário tem início pelo transplante de plântulas de espécies arbóreas (Kageyama & gandara, 2000), processo que precisa considerar as particularidades de cada espécie vegetal e sua relação com os fatores físicos, químicos e biológicos do solo. diversos modelos de restauração de florestas ciliares têm sido propostos, entre os quais o modelo de plantio ao acaso, o modelo sucessional, o plantio por sementes, o modelo com espécies raras e comuns e a restauração em ilhas (Kageyama & gandara, 2000). o papel dos FMAs em contribuir para a fixação de c no solo é evidenciado quando modelos que enfatizem o uso de espécies pioneiras, como o modelo sucessional, são aplicados. neste modelo, a revegetação artificial simula as condições que ocorrem naturalmente numa floresta, separando as espécies vegetais em grupos ecológicos. nele, as espécies pioneiras e secundárias iniciais fornecem condições de diferentes graus de sombreamento para que espécies secundárias tardias e climácicas possam se estabelecer (Kageyama et al., 1990).
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Ocorrência e atividade de fungos micorrízicos arbusculares em plantios de eucalipto (eucalyptus sp.) no litoral norte da Bahia, Brasil.

Ocorrência e atividade de fungos micorrízicos arbusculares em plantios de eucalipto (eucalyptus sp.) no litoral norte da Bahia, Brasil.

As micorrizas arbusculares (MAs) são associações entre plantas e fungos do solo do filo Glomeromycota (SCHÜßLER et al., 2001). O benefício da associação para a planta surge do aumento da extensão da superfície de absorção e, em troca, o fungo é subsidiado por carboidratos fotoassimilados (HERRMAN et al., 2004). Além dos benefícios nutricionais para o hospedeiro, os FMA produzem no micélio externo uma glicoproteína denominada glomalina, que favorece a estabilidade de agregados no solo (WRIGHT; UPADHYAYA, 1998), sequestro de metais pesados (GONZÁLEZ-CHÁVEZ et al., 2004; CORNEJO et al., 2008); por ser rica em carbono e nitrogênio, apresenta-se como reservatório desses elementos no solo (RILLING et al., 2003; LOVERLOCK, 2004; NICHOLS; WRIGHT, 2006).
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Riqueza e frequência de espécies de fungos micorrízicos arbusculares em genótipos de amendoim forrageiro no Acre, Norte do Brasil.

Riqueza e frequência de espécies de fungos micorrízicos arbusculares em genótipos de amendoim forrageiro no Acre, Norte do Brasil.

Segundo Janos (1988), o grau de interação entre FMAs e planta depende mais do genótipo da planta, onde a nutrição do vegetal é considerada o principal fator controlador da associação. Este autor sugere que a dependência micorrízica que uma planta apresenta é uma característica intrínseca, de herança genética. Assim, a variabilidade genética existente entre acessos de uma mesma espécie vegetal ou entre diferentes espécies pode influenciar o grau de resposta à associação micorrízica e determinar amplitude das espécies de FMAs capazes de estabelecer micorrizas eficientes (Janos 2007). Raízes de aveias analisadas em diferentes profundidades no solo, em diferentes altitudes geográficas e em diferentes cultivarem sob a mesma altitude indicam que a altitude não afeta a colonização radicular, mas o genótipo das plantas influencia significativamente este indicador de micorrização (Yang et al. 2010). Os autores também verificaram que a altitude e o genótipo das plantas afetam as proporções de colonização entre arbúsculos e vesículas, o que pode indicar que esses fatores influenciam diferentes espécies de fungos a colonizar as raízes. Portanto, estudos de micorrizas devem ser mais explícitos sobre a origem da planta e do FMA, pois segundo Van der Heijden e Kuyper (2001) o efeito da origem da planta e do fungo são importantes no funcionamento simbiótico.
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Ocorrência de Fungos Micorrízicos Arbusculares em resíduo da mineração de bauxita revegetado com espécies arbóreas.

Ocorrência de Fungos Micorrízicos Arbusculares em resíduo da mineração de bauxita revegetado com espécies arbóreas.

O sucesso da recuperação de áreas degradadas depende também da seleção de espécies vegetais rústicas, tolerantes aos períodos secos e à baixa fertilidade do solo, e capazes de produzirem grande quantidade de matéria orgânica e sementes viáveis (Carneiro et al. 1999). Franco et al. (1992) utilizaram uma tecnologia baseada no plantio de espécies de leguminosas arbóreas associadas a rizóbios e fungos micorrízicos arbusculares como forma de superar as deficiências de N e P em áreas degradadas. Essa tecnologia foi utilizada com sucesso no Estado do Rio de Janeiro, e no Estado do Pará sobre o subsolo exposto em áreas de mineração de bauxita em Porto Trombetas. Na região de Porto Trombetas as espécies vegetais que mais se destacaram foram Acacia mangium Willd., A. holosericea A. Cunn. ex G. Don, A. angustissima (Mill.) Kuntze, Pseudosamanea guachapele (Kunth) Harms, Albizia saman (Jacq.) F. Muell. e Sclerolobium paniculatum Vogel (Franco et al. 1995). Com a introdução das leguminosas em áreas degradadas, esses pesquisadores observaram um aumento no número de esporos e na diversidade das espécies de FMAs. Entretanto, em processo de revegetação semelhante em Porto Trombetas, sobre resíduos da mineração de bauxita onde as condições estressantes são mais acentuadas e há excesso de umidade no período de estabelecimento das plantas, não se tem informações sobre as comunidades de FMAs estabelecidas.
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Associação micorrízica e teores de nutrientes nas folhas de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) e guaranazeiro (Paullinia cupana) de um sistema agroflorestal em Manaus, Amazonas.

Associação micorrízica e teores de nutrientes nas folhas de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) e guaranazeiro (Paullinia cupana) de um sistema agroflorestal em Manaus, Amazonas.

As micorrizas arbusculares podem ser importantes na nutrição das plantas em solos ácidos e de baixa fertilidade, como são os da Amazônia de modo geral. Avaliaram-se a colonização radicular por fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) nativos e os teores de nutrientes em cupuaçuzeiro e guaranazeiro em um sistema agroflorestal no município de Manaus, Amazonas. Dez plantas de cada espécie foram selecionadas, das quais foram coletadas amostras de raiz, folha e solo durante o período seco e chuvoso da região de Manaus. Os guaranazeiros e os cupuaçuzeiros apresentaram maior colonização radicular por FMAs na época chuvosa. Os teores foliares de Ca, Mg, K, P, Zn, Cu e Mn nas duas espécies não foram influenciados pelas épocas de amostragem. O teor de Fe nas folhas dos cupuaçuzeiros foi maior na época chuvosa, enquanto o dos guaranazeiros, na época seca. A colonização micorrízica correlacionou-se com a concentração foliar de Ca, Mg, P e Cu nos cupuaçuzeiros e com a de Ca, Fe, Zn e Cu nos guaranazeiros.
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Fungos micorrízicos arbusculares e adubação fosfatada em mudas de mangabeira.

Fungos micorrízicos arbusculares e adubação fosfatada em mudas de mangabeira.

Resumo – O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) e da adubação fosfatada em mudas de mangabeira (Hancornia speciosa Gomes). O experimento, em casa de vegeta- ção, utilizou delineamento inteiramente casualizado em fatorial com dois tratamentos de solo nativo oriundo de pomar com mangabeiras, desinfestado com brometo de metila e não-desinfestado, seis doses de P (3*, 3, 48, 93, 138 e 183 mg dm -3 ) e três tratamentos de inoculação, Gigaspora albida Schenck & Smith, Glomus etunicatum

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