Top PDF Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

RESUMO – (Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil). O Parque Estadual de Ibitipoca (PEIB) está situado no sudeste do estado de Minas Gerais, entre os municípios de Santa Rita de Ibitipoca e Lima Duarte, a 21º40’-21º44’S e 43º52’-43º55’W. Apresenta em sua área um mosaico de formações vegetais, das quais o campo rupestre ocupa a maior extensão, sendo também encontradas em seus domínios diversas formações florestais. O presente trabalho teve como objetivo o levantamento das espécies de Orchidaceae ocorrentes no PEIB. Foram registrados 118 táxons distribuídos em 47 gêneros. Os gêneros mais numerosos são Pleurothallis sensu lato (13 spp.), Oncidium (12 spp. e um possível híbrido), Epidendrum (10 spp.) e Maxillaria (9 spp.). O estudo da distribuição geográfica dos táxons revelou quatro novos registros para a flora de Minas Gerais e ampliou o conhecimento sobre a distribuição de muitas espécies. Uma comparação com as espécies de orquídeas ocorrentes em outras áreas de campo rupestre conhecidas até o momento demonstra que o PEIB, embora com área relativamente pequena, é uma das regiões com maior número de espécies.
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Estratégias anatômicas foliares de treze espécies de Orchidaceae ocorrentes em um campo de altitude no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB): MG, Brasil.

Estratégias anatômicas foliares de treze espécies de Orchidaceae ocorrentes em um campo de altitude no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB): MG, Brasil.

RESUMO – (Estratégias anatômicas foliares de treze espécies de Orchidaceae ocorrentes em um campo de altitude no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB) - MG, Brasil). O estudo objetivou caracterizar, anatomicamente, as folhas de Orchidaceae ocorrentes em um campo de altitude (PESB), identificando caracteres anatômicos úteis na interpretação das estratégias adaptativas. As treze espécies estudadas vivem em condições ambientais extremas tendo sido estudados apenas indivíduos terrestres, exceto Pleurothallis teres Lindl. espécie exclusivamente rupícola. Avaliando os caracteres anatômicos adaptativos, dois grupos podem ser distinguidos, os das espécies perenes (Epidendrum secundum Jacq., Epidendrum xanthinum Lindl., Oncidium barbaceniae Lindl., Oncidium blancheti Rchb. F., Pleurothallis prolifera Lindl., Pleurothallis teres Lindl., Zygopetalum brackypetalum Lindl. e Zygopetalum mackaii Hook.) e os das espécies com redução das partes aéreas no período seco (Cleistes gracilis Schdl., Habenaria hydrophila Barb. Rodr., Habenaria janeirensis Kraenzl, Habenaria macronectar Hoehne e Prescottia montana Barb. Rodr.). As espécies perenes apresentam caracteres xeromórficos: folhas coriáceas ou coriáceas suculentas, cutícula espessa e estriada, hipoderme, grupos de fibras esparsas no mesofilo homogêneo, parênquima aqüífero com espessamento em barras ou espiralados nas paredes, idioblastos de ráfides e feixes vasculares colaterais circundados e com calotas de fibras. Nas espécies com redução das partes aéreas ocorrem investimentos diferenciados e os caracteres xeromórficos não são acentuados. As folhas são delgadas, com células epidérmicas adaxiais altas sendo a cutícula delgada geralmente desprovida de estriamentos e a presença de idioblastos de ráfides freqüentes no mesofilo. Não ocorre hipoderme e os feixes vasculares são reduzidos e sem associações com fibras.
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Aumento da disponibilidade de N via deposição atmosférica e fenologia reprodutiva de Habenaria caldensis Kraenzl. (Orchidaceae) no Parque Estadual do Itacolomi (PEIT) - MG, Brasil.

Aumento da disponibilidade de N via deposição atmosférica e fenologia reprodutiva de Habenaria caldensis Kraenzl. (Orchidaceae) no Parque Estadual do Itacolomi (PEIT) - MG, Brasil.

Abstract: Along with the increased concentration of CO 2 , the atmospheric deposition of nitrogen is currently considered one of the most important factors of change in the functioning of native ecosystems and has caused drastic changes in their floristic composition and nutrient cycling in the northern hemisphere. In tropical and subtropical systems, however, the largest holders of the plants diversity, little is known about the effects of the nitrogen enrichment via deposition on their performance. Understanding the magnitude and direction of the responses of the orchids to the increase of the concentration of available nitrogen might be helpful to modeling of rock outcrops population dynamics in response to global changes. We evaluated the responses of flowering and fruiting in plants of Habenaria caldensis Kraenzl. (Orchidaceae), a species widely distributed in Minas Gerais, as a result of increased nitrogen availability through fertilization with ammonium nitrate, in situ, by spraying. In response to the addition of N, anthesis occurred about 15 days earlier compared to individuals of the control group. The results of this study demonstrated that the increased availability of N via atmospheric deposition can affect in a short term the ecology of orchids and possibly other plants from rock outcrops by changing their phenological and allometric patterns. In a medium and long term, such changes can have an important impact on the dynamics of populations and communities of this vegetation type.
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Canis familiaris (carnívora: Canidae) como sentinelas da saúde animal e humana no Parque Estadual do Ibitipoca e entorno, município de Lima Duarte MG, Brasil.

Canis familiaris (carnívora: Canidae) como sentinelas da saúde animal e humana no Parque Estadual do Ibitipoca e entorno, município de Lima Duarte MG, Brasil.

Ao Sr. Gunnar, metalúrgico da UFJF que nos ajudou a confeccionar as armadilhas. Aos amigos e colegas funcionários do Parque Estadual do Ibitipoca e seus familiares: Carlos, Pereira, Alcindo, Zezé, Alex, Batista, Carlinhos, Dedé, Toninho, José Geraldo, Tião, Alvino, ....

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O perfil dos visitantes do parque estadual do Ibitipoca (PEIb), Lima Duarte, MG.

O perfil dos visitantes do parque estadual do Ibitipoca (PEIb), Lima Duarte, MG.

De acordo com Takahashi et al. (2005), no Brasil, a limitação de recursos, de equipamentos e principalmente de pessoal, é uma constante. Associado ao desenvolvimento desordenado da recreação em unidades de conservação brasileiras, pode comprometer os objetivos com os quais elas foram criadas. Dessa maneira, foi elaborado um questionário, para uma investigação sistemática do perfil dos visitantes do parque para que, além das características básicas como idade, sexo e escolaridade, pudesse obter informações sobre quais atividades os mesmos desenvolvem durante a sua permanência no parque, época do ano preferida etc. Foi aplicado um total de 324 questionários em diferentes épocas do ano. As datas de aplicação foram os meses de janeiro, fevereiro, abril e junho de 2004. A escolha desses meses deveu-se ao fato de que, nesses períodos, o PEIb recebe o maior número de visitantes, pois janeiro, além de ser verão, geralmente é um período de férias; fevereiro, carnaval; abril, Semana Santa; e junho, Corpus Christi. A escolha dos visitantes entrevistados foi de forma aleatória, geralmente após terem feito alguma caminhada pelo parque.
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Detecção de zona híbrida entre Cattleya coccinea e C. brevipedunculata (Orchidaceae) no Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, utilizando microssatélites e análise morfométrica

Detecção de zona híbrida entre Cattleya coccinea e C. brevipedunculata (Orchidaceae) no Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, utilizando microssatélites e análise morfométrica

10 caracterizadas por possuírem pseudobulbos agrupados, labelo séssil na base da coluna, pequenas asas nas laterais da cavidade estigmática, coluna curta e espessa e oito políneas (Withner, 1990). A partir dos resultados de estudos filogenéticos com dados moleculares, o gênero foi recircunscrito e passou a englobar também todas as espécies brasileiras anteriormente incluídas em Laelia Lindl. (van den Berg & Chase, 2000). Mais tarde, baseando-se em caracteres morfológicos, Chiron & Castro (2002) propuseram uma nova circunscrição de Sophronitis, dividindo-o em cinco gêneros: Hadrolaelia, Hoffmannseggella, Microlaelia e Dungsia, além de Sophronitis. Recentemente, porém, todas as espécies de Sophronitis (sensu van den Berg & Chase, 2000) foram transferidas para o gênero Cattleya, de forma a manter a monofilia deste e de evitar a criação de vários gêneros menores que incluíssem as espécies de Cattleya (van den Berg et al., 2009). Atualmente, o gênero Cattleya Lindl. compreende cerca de 100 espécies, distribuídas na América Central (Costa Rica e Panamá) e América do Sul (Govaerts et al., 2011), usualmente como epífitas. Grande parte dessas espécies ocorre no Planalto Brasileiro, região geográfica que cobre a maior parte das porções leste, sul e central do Brasil (Pridgeon et al., 2005).
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Efeitos e transformações gerados pelo turismo no contexto territorial do parque estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil

Efeitos e transformações gerados pelo turismo no contexto territorial do parque estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil

Inspirados nesse contexto, o presente trabalho tem por objetivo compreender as influências e transformações geradas pelo turismo no território do Parque Estadual do Ibitipoca (PEIb), MG, e em seu entorno direto, mais especificamente no Distrito de Conceição do Ibitipoca (município de Lima Duarte, MG), localizado nas proximidades da única portaria de acesso ao PEIb e, que por isso, concentra a maior parte do fluxo turístico local e dos equipamentos e serviços de apoio ao turismo. Figurando entre as unidades de conservação mais visitadas do Brasil, o parque tem recebido nos últimos anos um número crescente de visitantes, contexto que tem ocasionado um conjunto de transformações de natureza diversa em sua área de influência direta. Investigações nesse sentido podem contribuir, portanto, para o desvelamento da lógica que permeia o modelo de desenvolvimento do turismo em Ibitipoca, bem como seus reais efeitos econômicos, ambientais, socioculturais, político-territoriais e espaciais, com vistas a gerar informações estratégicas para apoiar processos de planejamento territorial nas áreas de proteção, turismo e desenvolvimento socioambiental.
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Caracterização de solos altimontanos em dois transectos no Parque Estadual do Ibitipoca (MG).

Caracterização de solos altimontanos em dois transectos no Parque Estadual do Ibitipoca (MG).

A parte superior do horizonte E (Figura 2c) evidencia menor participação relativa dos fragmentos orgânicos intergranulares e concentração residual de quartzo, a exemplo do descrito por Benites (1998) e Melo Marques (2000), em Podzóis do Brasil, e por Eswaran (1971) e Righi & De Coninck (1974), em outros continentes. Na transição E com Bh, observa- se presença de grãos simples com orgãs, poros de empacotamento compostos, e recobrimento difuso de materiais organominerais monomórficos (Figura 2d). Assim, em pouco mais de 5 cm, verificou-se a transição do horizonte E para Bh, onde as formas de Fe/Al complexadas por matéria orgânica em processo ativo de quelatação e remoção “per descendum” iniciam processo de deposição iluvial. Quadro 4. Cor e textura dos perfis do transecto 2 (Pico do Ibitipoca)
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Luísa G Lana1 ; Thais F Escobar2 ; Elis MM Godinho2 ; Luciano E Peluzio2

Luísa G Lana1 ; Thais F Escobar2 ; Elis MM Godinho2 ; Luciano E Peluzio2

O estudo trata do levantamento, caracterização e ecologia das espécies de orquídeas da Serra das Cabeças, subunidade do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB), Araponga-MG. Os dados foram obtidos por meio de visitas mensais em todas as trilhas da área, no período de 2004 a 2014 cobrindo os diferentes tipos de vegeta- ção, coletando algumas espécies e identificando-as. Observaram-se características como tipo de vegetação, habitat onde cada espécie foi encontrada, intensidade luminosidade, altitude e posição das plantas em relação a cursos d’água. Os resultados obtidos permitiram con- cluir: 80 espécies foram identificadas, das quais 45 não haviam sido relatadas para o PESB; cinco para o estado de Minas Gerais e quatro para a flora do Brasil. Quanto ao habitat, 57,50% são epífitas, 1,25% hemiepífitas, 2,50% humícolas, 15,00% rupícolas e 23,75% terres- tres. Quanto à vegetação 52,50% encontram-se inseridas em mata altomontano, 1,25% sub-bosque, 10,00% mata de encosta, 8,75% em mata de transição para campo de altitude e 27,50% em campo de altitude. O levantamento das espécies das Orchidaceae do presente trabalho permitirá a atualização das listas de espécies presentes no PESB e da Flora do Brasil, contidos no registro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
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Zoneamento do distrito de rancharia, município de Lima Duarte, MG, entorno do parque estadual da Serra do Ibitipoca, com fins de manejo do ecoturismo.

Zoneamento do distrito de rancharia, município de Lima Duarte, MG, entorno do parque estadual da Serra do Ibitipoca, com fins de manejo do ecoturismo.

Quando um sistema de planejamento começa a operar, o primeiro passo a ser dado é definir seu âmbito de ação em função do ambiente em que a atividade está inserida. Essa tarefa consiste em dividir o sistema de planejamento em partes, de acordo com uma série de critérios técnicos (CEBALLOS, 1999), a qual realizou uma série de oficinas de Capacitação em Ecoturismo no Brasil, cujo objetivo foi planejar o turismo ecológico de forma estratégica.

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Comportamento germinativo de espécies epífitas e rupícolas de Bromeliaceae do Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil.

Comportamento germinativo de espécies epífitas e rupícolas de Bromeliaceae do Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil.

A composição e distribuição de comunidades de bromélias epífi tas no dossel das fl orestas estão diretamente relacionadas à habilidade das espécies em explorar gradientes microclimáticos, principalmente de luz e umidade (Benzing 2000). No interior das fl orestas o gradiente de luz é de extrema importância, modulando a estratifi cação vertical em espécies epífi tas, onde algumas delas desenvolvem-se com alta irradiação e outras sob extremo sombreamento (Graham & Andrade 2004). A estratifi cação vertical em bromélias epífi tas tem sido relacionada com a tolerância à baixa irradiação solar dessas plantas (Cervantes et al. 2005). Em contrapartida, as espécies rupícolas desenvolvem-se em ambientes com alta irradiação solar, alta variação de temperatura, exposição a ventos fortes e escassez de água e nutrientes (Burke 2002), constituindo-se um ambiente restrito para a maioria das espécies de plantas. Embora as superfícies rochosas apresentem barreiras ecológicas para a germinação de sementes e estabelecimento de plântulas, as famílias Bromeliaceae, Eriocaulaceae, Orchidaceae, Velloziaceae, Cyperaceae e Cactaceae
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Hábitos alimentares de Enyalius perditus (Squamata, Leiosauridae) no Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil.

Hábitos alimentares de Enyalius perditus (Squamata, Leiosauridae) no Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil.

A coleta de dados foi realizada durante visitas quinzenais no período de março de 1997 a março de 1998, com duração de quatro dias cada, no Parque Estadual do Ibitipoca (21°40’ - 21°44’S e 43°52’ - 43°55’W), abrangendo os municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca, sudeste de Minas Gerais, Brasil. O Parque apresenta remanescentes de Mata Atlântica e altitudes variando de 1050m a 1784m, temperatura média de 18,9ºC, precipitação média anual de 1.395mm (Figs. 1 e 2) e clima tropical de altitude com verões amenos e estações bem definidas: inverno – estação seca (julho a setembro) e verão - estação chuvosa (dezembro a março) (L EMOS &
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Papilionoideae (Leguminosae) nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Papilionoideae (Leguminosae) nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Arbustos ca. 50 cm alt., ramos cilíndricos, viscoso- hirsutos, com tricomas glandulares. Estípulas 0,8-1,2 cm compr., lanceoladas, soldadas, amplexicaules, 2-dentadas, adnadas à base do pecíolo, persistentes; folíolo terminal 15-21×5-6 mm, folíolos laterais 12-19× 4-5 cm, elípticos, cartáceos, estrigosos. Inflorescência espiciforme, multiflora, axilar ou terminal; cálice 8-9 mm compr., tubuloso, 5-laciniado, puberulento; corola amarela, vexilo ca. 1,2 cm compr., alas 1,1-1,2 cm compr., pétalas da carena 1,1-1,2 cm compr.; estames 10, 1-1,1 cm compr., monadelfos, anteras dimorfas: curtas e versáteis alternadas com longas e sub-basifixas; ovário ca. 1 mm compr., subséssil, glabro, estilete ca. 9 mm compr., curvado, glabro, estigma terminal, diminuto. Lomento 1-articulado, ca. 3 mm compr., indeiscente, glabro; semente ca. 2 mm, oblonga, amarela. Material examinado: BRASIL. Minas Gerais: Ouro Preto, Calais, 20/I/2004, fl., Dutra et al. 164 (VIC); Morro do Cachorro, 29/III/2004, fl., Dutra et al. 209 (VIC); Estrada de Cima, 1/IV/2001, fr., fl., Dutra 37 (OUPR).
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Anatomia foliar e radicular de espécies de Orchidaceae de um campo de altitude no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (MG)

Anatomia foliar e radicular de espécies de Orchidaceae de um campo de altitude no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (MG)

Possuindo cerca de 19500 espécies, Orchidaceae é uma das maiores famílias dentre as Fanerógamas, com aproximadamente 2400 espécies brasileiras. Foram estudadas Cleistes gracilis, Epidendrum secundum, Epidendrum xanthinum, Habenaria hydrophila, Habenaria janeirensis, Habenaria macronectar, Oncidium barbaceniae, Oncidium blancheti, Pleurothallis montana, Pleurothallis teres, Prescottia montana, Zygopetalum mackaii e Zygopetalum brackypetalum com objetivo de caracterizar anatomicamente as raízes e as folhas, identificando caracteres anatômicos úteis na interpretação das estratégias adaptativas e na solução de problemas taxonômicos. Folhas expandidas e raízes foram coletadas em um campo de altitude na Serra do Brigadeiro/MG. As amostras foram incluídas em metacrilato ou cortadas em micrótomo de mesa e os cortes corados com azul de toluidina pH 4,0 ou azul de astra/safranina, respectivamente. As lâminas foram montadas em resina sintética ou em gelatina glicerinada. Epidermes foliares foram dissociadas e procedeu-se a maceração de folhas e raízes. Os testes histoquímicos aplicados foram: sudan IV e sudan black B para lipídios; floroglucina para lignina; lugol para amido. Amostras radiculares e foliares foram avaliadas ao microscópio eletrônico de varredura. As espécies perenes E. secundum, E. xanthinum, O. barbaceniae, O. blancheti, P. prolifera, P. teres, Z. mackaii e Z. brackypetalum apresentaram vários caracteres xeromórficos adaptados à sobrevivência em ambiente com forte insolação, seca, altitude elevada, nebulosidade, baixas temperaturas, vento forte e solo com deficiência nutricional. Presença de pseudobulbos, folhas coriáceas ou coriáceas suculentas, hipoestomáticas, estômatos protegidos por projeções e com poros obliterados, células epidérmicas com pontoações na parede, cutícula espessa, hipoderme, grupos de fibras no mesofilo, idioblastos, parênquima aqüífero, feixes vasculares envolvidos por fibras, velame pluriestratificado permitem concluir que as espécies são xeromorfas e que tais características se relacionam como estratégias adaptativas, para um efetivo controle de fluxo hídrico dentro do limbo foliar. E. secundum, E. xanthinum, P. prolifera e P. teres, mesmo sendo terrícolas e rupículas apresentaram várias características anatômicas equivalentes às
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Araceae do Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.

Araceae do Parque Estadual do Rio Doce, MG, Brasil.

Helófita, arbustiva. Folha simples, pecíolo 74-150×1,35-4,2 cm sulcado; lâmina foliar sagitada, 36-87×46,5-163,5 cm, sagitada, ápice agudo, margem inteira, verde nítido na adaxial; divisão anterior 23,5-60×22,5-80,5 cm, 4-8 pares de nervuras laterais primárias; divisões posteriores 13-26,5×24-83 cm. Inflorescência 7-11 por simpódio floral; pedúnculo ereto 20-36×1,1-1,8 cm; espata constricta, parcialmente persistente, lâmina 125-185×43,5-70 mm, branca, tubo 60-89×36-45 mm, esverdeado com estrias vináceas externamente, internamente vinho a negro; espádice séssil, 17-18,5 cm compr.; zona estaminada 103-112×8,5-12,5 mm, branca; zona estaminada estéril 29-33×6-10,5 mm, creme a rosada; zona pistilada 20-27×11,5-19 mm, alaranjada-escuro, não adnata à espata. Flores aclamídeas; flor masculina 6 estames conatos em sinândrio, 3×2,5-3,5 mm; deiscência por poro subapical; flor feminina 4 lóculos, muitos óvulos por lóculo, placentação axial, região estilar adnata à das flores vizinhas, estigma papiloso. Infrutescência imatura esverdeada; pedúnculo ereto. Fruto não visto. Xanthosoma maximiliani ocorre em matas dos estados do sudeste e nordeste brasileiros e foi encontrado em apenas duas trilhas do Parque Estadual
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Asteraceae dos Campos Rupestres das Serras da Bocaina e de Carrancas, Minas Gerais, Brasil.

Asteraceae dos Campos Rupestres das Serras da Bocaina e de Carrancas, Minas Gerais, Brasil.

Tabela 1 – Lista de espécies de Asteraceae das Serras da Bocaina e de Carrancas, Minas Gerais. Os materiais testemunho estão sob o número de coleta de Mariana Esteves Mansanares (MEM). Ocorrências das espécies nas demais áreas analisadas: TcUru = Toca dos Urubus; Ibit = Parque Estadual do Ibitipoca; SãoJ = Serra de São José; Cipó = Serra do Cipó; GrMo = Serra de Grão – Mogol; Can = Parque Nacional da Serra da Canastra; Itac = Parque Estadual do Itacolomi; Cab = Serra do Cabral; Org - Serra dos Órgãos; Fina - Serra Fina; Itat - Itatiaia; PiAl - Pico das Almas; Cat - Catolés; Vea - Chapada dos Veadeiros; Pang - Reserva ecológica do Pangá; CeSP - Cerrados de São Paulo; CaIt - Campos de Itararé.
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Caesalpinioideae (Leguminosae) nos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Caesalpinioideae (Leguminosae) nos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

O Parque Estadual do Itacolomi (PEI) localiza-se nos municípios de Ouro Preto e Mariana (Fig. 1A), Estado de Minas Gerais (20°22’30’’ 20°30’00’’S e 43°32’30’’ 43°22’30’’W). Ocupa uma área de aproximadamente 7.000 ha, sendo o ponto mais elevado o Pico do Itacolomi, com 1.772 m (Messias et al. 1997). Localiza-se no extremo oeste da região da Mata Atlântica, ocupando a zona de transição entre ela e o Cerrado, sendo sua vegetação composta por Floresta Estacional Semidecidual e Campos Rupestres (Messias et al. 1997). Estes abrangem toda a área acima da cota de 900 m, onde se podem identificar seis tipos básicos de formações vegetacionais: os campos graminosos secos, formados por um estrato graminóide e por arbustos esparsos; os campos graminosos úmidos, associados às áreas aplainadas, de menores altitudes e constantemente alagadas e que apresentam um estrato graminóide desenvolvido, além de numerosos arbustos e subarbustos; os campos graminosos úmidos de altitude, também associados a áreas aplainadas e de solos encharcados, caracterizados por um estrato graminóide contínuo; campos quartzíticos dos afloramentos rochosos, formados pela vegetação rupícula; os campos ferruginosos, ambientes rúpicolas que apresentam subarbustos e arbustos se desenvolvendo sobre concreções ferruginosas; e os escrubes, caracterizados pela presença de numerosos subarbustos e arbustos e de um estrato graminóide
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Sinopse das Orchidaceae do Parque Nacional de Boa Nova, BA, Brasil

Sinopse das Orchidaceae do Parque Nacional de Boa Nova, BA, Brasil

Trata-se de uma espécie com ampla distribuição pelo continente americano, podendo ser encontrada desde a Flórida até o Rio Grande do Sul (Pabst & Dungs 1975, Pinheiro 2005, Toscano de Brito & Cribb 2005). No Brasil ocorre no Norte (AM, AP, PA, RR, TO), Nordeste (AL, BA, CE, PB, PE, SE), Centro-Oeste (DF, GO, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP) e Sul (PR, RS, SC) (Barros et al. 2016). Na Bahia já foi citada para Santa Terezinha (Queiroz et al. 1996), e na Chapada Diamantina para o Pico das Almas (Toscano de Brito 1995), Palmeiras (Toscano de Brito 1998), Mucugê (Azevedo & van den Berg 2007a), Morro do Chapéu (Bastos & van den Berg 2012a) e Lençóis (Toscano de Brito & Cribb 2005) e no Sul do estado para a Serra das Lontras (Leitman et al . 2014) e agora registrada para as áreas de Mata de Cipó e Mata Atlântica do PNBN.
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Araceae do Parque Estadual de Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil.

Araceae do Parque Estadual de Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil.

The Ibitipoca State Park is located in the southeastern state of Minas Gerais, between latitudes 21°40’15” ‒21°43’30”S and longitudes 43°52’35”‒43°54’15”W, totalling 1,488 hectares. Several vegetation formations are represented such the Atlantic forest and the campo rupestre vegetation. This study aimed to survey the species of Araceae of the Ibitipoca State Park, providing an identification key, descriptions, illustrations, information on habitat. Fertile samples were collected between 2004 and 2005 and incorporated into the herbaria RB and SPF. Ten species were recognized belonging to three genera: Anthurium Schott was the most diverse with five species, followed by Philodendron Schott with four. Asterostigma Fisch. & C.A. Mey. was represented by only one species.
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Aspectos geológico-geomorfológicos do Parque Estadual do Ibitipoca/MG: base para o entendimento do seu geopatrimônio.

Aspectos geológico-geomorfológicos do Parque Estadual do Ibitipoca/MG: base para o entendimento do seu geopatrimônio.

No caso dessa unidade, a presença de gra- nada é abundante; a foliação é marcada por palhetas de biotita e a passagem do xisto para gnaisse ocorre pelo aumento progressivo do feldspato, sendo muito difícil a separação exata entre eles, o que leva, inclu- sive, muitos autores a confundi-las com rochas do embasamento, os gnaisses do Complexo Mantiqueira (PINTO, 1991). Paciullo; Trown e Ribeiro (2003) chamam atenção para o fato de que, inserido nestes metassedimentos, podem ocorrer intercalações de rochas metaígneas máicas, ultramáicas e leucograni- tos. Nessas unidades litológicas do parque é possível encontrar também estruturas mais recentes, como os veios hidrotermais de quartzo e de pegmatito. A ocorrência desses veios está relacionada ao evento denominado de Reativação Wealdeniana, que se deu há cerca de 150 milhões de anos atrás, no Período Cretáceo, culminando, entre outros, na formação do Oceano Atlântico, desenvolvimento e/ou reativação de grandes linhas de falhas e fraturas e, consequente- mente, no magmatismo; neste caso, com a intrusão dos veios (SCHOBBENHAUS; QUEIROZ; COELHO, 1997). Esses veios aparecem segundo direções tec- tônicas preferenciais ou planos de fraqueza ao longo de eixos de dobras, zonas de cisalhamento ou faixas cataclásticas, e no PEI foram encontrados ao longo das trilhas e no interior das grutas.
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