Top PDF Propriedade intelectual e inovação: observações a partir da complexidade

Propriedade intelectual e inovação: observações a partir da complexidade

Propriedade intelectual e inovação: observações a partir da complexidade

Este artigo trata da Propriedade Intelectual frente às transformações sociais decorrentes da Ino- vação. Parte da complexidade que marca a vida contemporânea e coloca sob questão os fatores que separam, no plano de fundamentação dogmática e normativa, a originalidade subjetiva que permeia os Direitos de Autor da novidade objetiva que condiciona à Propriedade Industrial. Realizada a partir de abordagem sistêmico-dialógica e operada por meio de revisão bibliográfica e documental, a pesquisa encontra aqui seus resultados descritos em três momentos. O primeiro trata do conceito de complexi- dade, tendo como principal vetor teórico o pensamento de Edgar Morin. Na sequência o texto aborda a Propriedade Intelectual, especialmente em relação aos conceitos de originalidade e novidade, vistos como vetores estruturantes da dissociação entre os Direitos de Autor e a Propriedade Industrial. Por fim, o estudo trata a tessitura da Propriedade Intelectual e da Inovação enquanto fenômeno conexo à universalização das lógicas de mercado e de acesso à informação. A pesquisa aponta para a necessária ressignificação dos contornos característicos da Propriedade Intelectual, o que implica dessubjetivar a originalidade ínsita ao Direito de Autor, e desobjetificar a novidade no contexto da Propriedade Indus- trial. Em outras palavras, faz-se necessário deslocar a originalidade e a novidade, enquanto critérios adotados à constituição de direitos de Propriedade Intelectual, para o campo relações sistêmicas. A disjunção entre Direito de Autor e Propriedade Industrial contribui para que a exclusividade autoral e o monopólio industrial tornem-se promotores de um atomismo irresponsável. Neste sentido, os direi- tos intelectuais não podem ser tratados de forma polarizada e redutora, identificando-se tão somente com a apropriação privada do conhecimento.
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A gestão da propriedade intelectual como estratégia de inovação nas empresas do Núcleo Beltronense de Tecnologia

A gestão da propriedade intelectual como estratégia de inovação nas empresas do Núcleo Beltronense de Tecnologia

mercados vem alterando, nas últimas décadas, a estrutura produtiva, as relações técnicas e sociais da produção e os padrões organizacionais, inaugurando uma nova dinâmica tecnológica e econômica. Com isso, definiu-se como objetivo geral desse estudo identificar a relação entre o nível de maturidade na gestão da inovação e a medida da inovação praticada pelas empresas de um núcleo de empresas de TI do Sudoeste Paranaense, avaliando suas capacidades e esforços em dimensões predefinidas. Para mensurar o esforço e maturidade da inovação nessas empresas, da forma a obter informações quanto às diferentes dimensões e variáveis envolvidas na inovação, aplicou-se um questionário composto a partir de três instrumentos que avaliam, de forma variada e complementar, o fenômeno da inovação nas empresas. Esse questionário foi validado com a utilização de Alfa de Cronbach, para o qual obteve-se um índice de 0.962. A amostra foi composta por 11 empresas do referido núcleo, sendo que participam do mesmo segmento de mercado, com o mesmo porte empresarial, mas que diferem em relação a número de funcionários, mas principalmente, nas questões inerentes à forma de gestão da inovação. No que concerne à maturidade da gestão da inovação, os resultados mostram que, três empresas estão no estágio Disseminação, uma em Inovação como Estratégia, três como Estruturação e três como Parcerias. Quanto às dimensões destacam-se Funding e Processo como deficitárias; e como mais desenvolvida a dimensão Estrutura. Na primeira análise estatística, demonstrou-se que a Medida de Inovação e o Estágio da Inovação (Pontuação) apresentam uma correlação moderada (r = 0,733), o que torna possível realizar um diagnóstico amplo e mais profundo da inovação no contexto das empresas de Tecnologia da Informação. A análise seguinte diz respeito à relação entre os constructos e a medida de inovação, cujo resultado mostrou uma correlação moderada (r = 0,712) entre os determinantes internos e externos à empresa na medida de inovação; uma correlação forte (r = 0,836) com a variável que é composta pelos constructos associados à gestão de recursos intangíveis. A propriedade intelectual aparece, então, como atributo relevante a gestão da inovação, pois no processo de desenvolvimento de um produto ou serviço e sua disponibilização do mercado a empresa assume riscos, disponibiliza recursos e tempo; além disso, outros fatores como intensidade do desenvolvimento científico e tecnológico, redução do tempo de desenvolvimento tecnológico e incorporação de resultados ao processo produtivo, redução do ciclo de vida dos produtos no mercado, elevação dos custos em pesquisa, desenvolvimento e inovação elevam a importância da proteção propiciada pela propriedade intelectual como forma de garantia de direitos e estímulo a investimentos em inovação.
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APONTAMENTO SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUSTENTABILIDADE: POR UM LIMITE JURÍDICO DA INOVAÇÃO

APONTAMENTO SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUSTENTABILIDADE: POR UM LIMITE JURÍDICO DA INOVAÇÃO

A doutrina nacional explora o tema a partir do conceito delineado pela Convenção da OMPI. Na ótica de Cerqueira (2012, p. 33), a propriedade inte- lectual representa o conjunto de “interesses resultantes das concepções da in- teligência e do trabalho intelectual, encarados, principalmente, sob o aspecto do proveito material que deles pode resultar”. Para uma visão mais ampla, Sil- veira (2005) reconhece o conteúdo obrigacional do direito de propriedade in- telectual, colocando-o como objeto nos negócios jurídicos de alienação ou li- cença de exploração, além das obrigações decorrentes de atos ilícitos de viola- ção de segredo industrial ou outros atos de concorrência desleal. Corrobora Wachowicz (2011, p. 340) destacando que a informação também poderá ser protegida com exclusividade em favor de uma ou várias pessoas em especial, limitando seu acesso pelo público, quando “se traduza numa criação intelec- tual suscetível de proteção nos termos das regras do direito de autor ou do direito industrial merece, em princípio, ser objeto de direito exclusivos”.
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Os direitos da propriedade intelectual no sistema de inovação : interações entre universidade, empresa e governo

Os direitos da propriedade intelectual no sistema de inovação : interações entre universidade, empresa e governo

No mundo contemporâneo altamente globalizado e conectado através das tecnologias de informação e comunicação a criatividade é cada vez mais valorizada, é através dela que surge a inovação que cria novos produtos, processos e serviços que serão disponibilizados pelas empresas aos consumidores. A partir da necessidade de constante inovação, as empresas se aproximam das universidades em busca de conhecimento e de transferência de tecnologia, relação que recebe incentivos governamentais para estimular o desenvolvimento nacional. Na medida em que estes atores vão se organizando para o estímulo da inovação vão sendo criados os chamados Sistemas de Inovação. Das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação realizadas nestes sistemas resultam novos conhecimentos e tecnologias que poderão ser apropriados e titularizados através de direitos de propriedade intelectual, como, por exemplo, através de patentes, modelos de utilidade, desenhos industriais, marcas, direitos autorais, programas de computador, topografia de circuitos integrados, cultivares, etc. Para a realização do presente trabalho foi aprofundado o estudo do Sistema de Inovação, agora denominado de Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Do Direito da Inovação, dos Direitos de Propriedade Intelectual e a partir daí foi realizado o estudo das condições de (co)titularidade ou outras formas de apropriação dos resultados das atividades de PD&I pelos atores do sistema de inovação que é o objetivo do presente trabalho. A partir do critério previsto na Lei de Inovação, foi possível observar a possibilidade de serem adotados mais de um modelo de (co)titularidade de propriedade intelectual ou de participação nos resultados da PD&I, conforme cada caso, observa-se ainda que em muitas situações as empresas e as universidades, por ainda não terem condições de prever a priori os resultados da pesquisa em função da própria natureza da atividade investigativa, adotam o critério da divisão igualitária dos direitos de propriedade intelectual resultantes da inovação.
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Direitos de propriedade intelectual e inovação : uma análise econômica além das evidências

Direitos de propriedade intelectual e inovação : uma análise econômica além das evidências

O caso da organização do trabalho no Projeto Genoma Humano do Câncer de São Paulo (PGHC) é ilustrativo desse tipo de situação. Não é possível entrar aqui em detalhes, mas vale fazer uma breve referência. O PGHC vem de um acordo, firmado em 26 de março de 1999, entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Instituto Ludwig de Pes- quisa sobre o Câncer, instituição internacional sem fins lucrativos, que previa, inicialmente, um investimento de US$ 10 bilhões em dois anos, com o objetivo de gerar entre 500 e 750 mil sequências de genes a partir de material retirado de tumores de maior incidên- cia no país (cabeça e pescoço, gástricos, mama e colo do útero), utilizando um novo método de sequenciamento desenvolvido no Brasil por Andrew Simpson, coordenador do projeto, e Emanuel Dias Neto — o Open Reading Frames ESTs, conhecido pela sigla Orestes —, que uti- liza uma estratégia, para obter resultados mais rápidos, partindo do centro do gene, onde se encontram as informações mais relevantes 34 . Menos de um ano e meio após a assinatura, em
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POLÍTICA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: UMA AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO À PROPRIEDADE INTELECTUAL NO BRASIL

POLÍTICA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: UMA AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO À PROPRIEDADE INTELECTUAL NO BRASIL

Observa-se que o processo de globalização está afetando duramente o sistema de patentes na maioria dos países no mundo. Essa crise instalada no sistema de patentes mundial também está se refletindo no Brasil, nos aspectos qualitativos e quantitativos. Nos aspectos qualitativos verifica-se a crescente intenção de patentear descobertas e não invenções; as interpretações distorcidas dos conceitos de utilidade e não obviedade etc. Quanto aos aspectos quantitativos, verifica-se nas últimas duas décadas uma elevação significativa do número de pedidos de patentes depositadas; a entrada no sistema de propriedade intelectual de novas áreas de patenteabilidade, como biotecnologia, nanotecnologia, informática; o crescimento da complexidade dos pedidos de patente; o maior número de países em que um mesmo pedido é depositado, entre outras. Isto tem refletido sobre a qualidade dos serviços prestados pelos órgãos encarregados de registrar as patentes (ÁVILA, 2007). Demora na análise dos pedidos, elevação do custo de patenteamento e expedição de patentes duvidosas. Esses problemas assinalados podem ser visualizados nos relatórios de desempenho do Inpi, divulgados no período de 1999 a 2009 (BRASIL/INPI, 2009).
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Propriedade intelectual: a eficiência no incentivo à inovação e o desenvolvimento econômico

Propriedade intelectual: a eficiência no incentivo à inovação e o desenvolvimento econômico

Partindo desta premissa, cabe estudar os reflexos do monopólio concedido pelo Estado na criatividade do setor da economia. Mackaay e Rousseau (2016) fazem analogia com um exemplo de concessão não ligado à propriedade intelectual, mas que coube muito bem ao caso. O monopólio no serviço de telefonia na América do Norte, no início dos anos 1970. Havia muita concentração de mercado por parte das empresas do império Bell (AT&T). O serviço era muito regulamentado, inclusive com tabelamento de preços de tarifas, para que não houvesse abuso por partes das empresas, e para que houvesse o retorno certo do capital investido no aprimoramento da prestação de serviços. De qualquer forma, por mais concentrado que o mercado fosse, a indústria telefônica se orgulhava em dizer que oferecia o melhor sistema de telefonia do mundo, através dos preços mais baixos. Os consumidores, por sua vez, tinham quase como única opção de escolher telefones de disco pretos. Para outros tipos de telefone era preciso pagar uma adição mensal. Até mesmo a instalação era feita por técnicos da Bell. Foi a partir isso que, nos EUA, tentou-se liberalizar o mercado, fazendo possível o crescimento de empresas em torno da rede de telefonia. O efeito, segundo os autores, teria sido imediato, com a proliferação de aparelhos novos e que apresentam novas funções. Talvez fosse impossível imaginar o desenvolvimento acelerado da telefonia e internet se não tivesse ocorrido a desmonopolização.
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Proposta de ações de disseminação do conhecimento da propriedade intelectual para o Sistema Pernambucano de Inovação

Proposta de ações de disseminação do conhecimento da propriedade intelectual para o Sistema Pernambucano de Inovação

A virada coreana de fato ocorreu a partir dos anos 1980 até meados dos anos 1990, quando a Coreia do Sul conseguiu promover mecanismos que visaram especificamente a integração de institutos públicos com empresas privadas. Segundo Dubeux (2010) um desses projetos teve como objetivo equiparar a capacidade tecnológica do país ao nível dos países do G7 (Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Japão). Houve a divisão de projetos para desenvolvimento de tecnologias de produtos (medicamentos, televisores de alta definição, banda larga etc.) e tecnologias fundamentais (circuitos integrados, novos materiais, tecnologia ambiental etc.) (DUBEUX, 2010). Este projeto deu tão certo, que só nos primeiros três anos (1992-1995), houve o envolvimento de mais de 13 mil pesquisadores, resultando em 2.542 patentes de invenção e mais de 2 mil artigos acadêmicos publicados (KIM, 2005).
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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E PROPRIEDADE INTELECTUAL NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO: o contraditório caso do Software Livre

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E PROPRIEDADE INTELECTUAL NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO: o contraditório caso do Software Livre

[...] 1) Disciplina fiscal através da qual o Estado deve limitar seus gastos à arrecadação, eliminando o déficit público; [...] 2) Focalização dos gastos públicos em educação, saúde e infraestrutura; [...] 3) Reforma tributária que amplie a base sobre a qual incide a carga tributária, com maior peso nos impostos indiretos e menor progressivamente, nos impostos diretos; [...] 4) Liberalização financeira, com o fim às restrições que impeçam instituições financeiras internacionais de atuar em igualdade com as nacionais, e o afastamento do Estado do setor; [...] 5) Taxa de câmbio competitiva; [...] 6) Liberalização do comércio exterior com redução de alíquotas de importação e estímulos à exportação, visando impulsionar a globalização econômica; [...] 7) Eliminação de restrições ao capital externo, permitindo o investimento estrangeiro direto; [...] 8) Privatização com venda de empresas estatais; 9) Desregulamentação, com redução da legislação de controle do processo econômico e das relações trabalhistas; [..] 10) Propriedade intelectual (o sistema judiciário deve garantir o direito de propriedade, sem custos excessivos e torná-lo disponível ao setor informal). (DARÉ, 2003, p.56) A partir dos anos 1990, cada um desses pontos passou a fazer parte dos programas de governo implementados na periferia do sistema. No caso brasileiro, de acordo com Gomes (2004, p.17), “a política econômica perdeu o aspecto desenvolvimentista que a caracterizou desde os anos 30, direcionando-se cada vez mais aos interesses dos rentistas, já que seu eixo principal é produzir superávit para cumprir os compromissos com os credores”.
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INOVAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E PROPRIEDADE INTELECTUAL

INOVAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E PROPRIEDADE INTELECTUAL

À primeira vista, o pleno exercício dos direitos de propriedade intelectual pode caracterizar forma exagerada de concentração de conhecimento e tecnologia e domínio de mercado, capaz de restringir a livre concorrência, em prejuízo da sociedade. De fato, verifica-se que referido efeito pode ser observado em casos de relevante interesse social, de bens imateriais ou efetivamente produtos insubstituíveis e essenciais à dignidade humana. Entretanto, o monopólio instituído a partir de normas jurídicas, deve ser analisado com cautela, em que pese a já tendenciosa formação de pensamento instituído pelo próprio conceito inerente à propriedade intelectual, ou seja, a exclusividade, ainda que temporária, sobre sua exploração . Robert Sherwood, bem observa tal questão:
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A função social da propriedade intelectual

A função social da propriedade intelectual

dicamentos para, a partir desses números, justificar seus lucros. De qualquer maneira, mesmo que os custos não estejam perfeitamente mensurados, eles servem de referência e, por isso, têm se tornado um indicador para quaisquer players envolvidos no setor de medicamentos – Estado, indústria farmacêutica etc. Mantendo esta parte da análise atrelada à hipótese de de- senvolvimento de novos medicamentos, o Ministério da Saúde, em 2012, teve um orçamento de R$ 91,7 bilhões (Ministério da Saúde, 2013). Considerando a referência da Tufts Center for the Study of Drug Development (2013), com esse dinheiro, caso não houvesse qualquer outra obrigação (consultas, hospitais, equipamentos, pessoal de apoio etc.) a cumprir, o Mi- nistério teria, em tese, orçamento para desenvolver trinta novos medicamentos por ano. Se a Pasta da Saúde pudesse financiar apenas um medicamento novo por ano, isso (talvez) fosse suficiente para manter um ritmo razoável de inovação no setor, mas, não é preciso frequentar o SUS, para entender que o Ministério da Saúde não pode retirar bilhões de reais do seu caixa para investir em P&D de novos medicamentos 72 – mesmo se o Brasil considerasse os benefí- cios relativos às inovações produzidas. Enfim, ponderando somente as dificuldades orçamen- tárias dos Estados, sem mencionar a falta de expertise desses atores nas etapas posteriores à pesquisa básica, bastaria a menção a valores bilionários de desenvolvimento para mantê-los, incluindo o Brasil, fora dessa competição.
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Propriedade Intelectual e Direito da Concorrência:

Propriedade Intelectual e Direito da Concorrência:

Dessa forma, na ocasião da 115ª Sessão Ordinária de Julgamento, ocorrida em 22 de novembro de 2017, o Conselheiro-Relator Paulo Burnier exarou voto (BRASIL, 2018a) 24 pela condenação de todas as Representadas por infração à ordem econômica, em razão do exercício abusivo dos direitos de propriedade intelectual detidos pelas montadoras sobre o mercado de autopeças de reposição (aftermarket), configurando as hipóteses legais do art. 20, incisos I (limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa), II (dominar mercado relevante de bens ou serviços) e IV (exercer de forma abusiva posição dominante) c/c o artigo 21, inciso V (criar dificuldades à constituição, ao funcionamento ou ao desenvolvimento de empresa concorrente ou de fornecedor, adquirente ou financiador de bens ou serviços) da Lei 8.884/94, aos quais correspondem ao art. 36, I, II e IV, bem como § 3º, III, IV, XIV e XIX da Lei nº 12.529/2011.
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Propriedade intelectual e suas implicações : análise do perfil  da propriedade intelectual e suas interrelações com valores  e direitos fundamentais

Propriedade intelectual e suas implicações : análise do perfil da propriedade intelectual e suas interrelações com valores e direitos fundamentais

O trabalho procura oferecer um panorama jurídico das relações que a propriedade intelectual possui com diversos valores e direitos constitucionais, mediante a pesquisa de doutrinas e jurisprudências especializadas nacionais e internacionais. Oferece uma noção introdutória da propriedade intelectual e dos principais elementos de ligação entre as diversas doutrinas que compõe esse ramo do direito. Apresentam-se os principais tipos de teorias que justificam a existência da propriedade intelectual, destacando as ideologias subjacentes e as implicações das mesmas sobre os contornos de proteção legal. Efetua-se a análise econômica dos bens intelectuais. Traça a evolução histórica mundial da proteção da propriedade intelectual relativamente às doutrinas da propriedade industrial, copyright e do direito autoral. São indicados diversos casos que demonstram a tendência de ampliação progressiva dos direitos de propriedade intelectual tanto em escopo como em duração. O trabalho demonstra a estreita relação da propriedade intelectual com direitos humanos, especialmente no contexto dos direitos econômicos, sociais e culturais. Quanto ao direito brasileiro, é apresentada a evolução do tratamento constitucional dos direitos de propriedade intelectual, bem como a concepção da função social da propriedade intelectual. Por fim, são identificas diversas questões que têm como contexto os direitos de propriedade intelectual. Questões como: acesso à saúde, alimentação, educação, cultura e livre concorrência. O trabalho apresenta como conclusão a necessidade de repensar constantemente o equilíbrio que deve ser inerente aos direitos de propriedade intelectual, como uma maneira de efetivar o desenvolvimento cultural e tecnológico de forma democrática e solidária.
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Apropriação tecnológica na economia do conhecimento: inovação e propriedade intelectual de software na América Latina.

Apropriação tecnológica na economia do conhecimento: inovação e propriedade intelectual de software na América Latina.

Os adeptos do software aberto defendem e acreditam que um regime sem patentes que estimule o acesso ao conhecimento e a competição entre empresas independentes é uma forma preferível de estimular a inovação no setor e garantir a interoperabilidade entre os programas, sistemas e redes. Eles argumentam que as patentes de software prejudicam o processo de padronização e aprisionam usuários em tecnologias proprietárias. O patenteamento de modelos de negócios é visto como um fator de distorção da competição no mercado, pois confere direitos exclusivos desproporcionais em relação aos investimentos realizados pelo detentor da patente. Tendo em vista o custo desproporcional imputado à sociedade pela concessão de direitos exclusivos, métodos de negócios deveriam ser considerados de domínio público, a exemplo das leis da natureza e dos princípios científicos.
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Observações sobre a honestidade intelectual em Nietzsche.

Observações sobre a honestidade intelectual em Nietzsche.

Pois bem: tudo muda, tudo devém, nada é idêntico a si mesmo, salvo como exceção — assim se expressa nossa inventiva e rigorosa cons- ciência intelectual. O que pode signifi car uma aspiração racional à ver- dade, em vista de uma defl ação tão drástica no registro de suas condições de possibilidade? Ora, vale lembrar de pronto que um tal cenário só se afi gura desolador se se prossegue priorizando os ângulos epistemológico e metafísico da empresa fi losófi ca. Diversamente, consideramos que o esvaziamento dessas dimensões da fi losofi a está longe de esgotar suas chances de intervenção em nossa vida. Afi nal, os homens continuam avaliando e defi nindo seu lugar na terra à revelia disso, e a investigação em torno do próprio tema do valor está apenas em seu começo. Apesar de já explorado pela arte desde há muito, tal universo se apresenta cheio de armadilhas para o fi lósofo. E Nietzsche é um batedor insubstituível nesse território.
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Propriedade Intelectual e a Alta Cozinha

Propriedade Intelectual e a Alta Cozinha

O facto que o chef Henrique Sá Pessoa aponta, de haver chefs que têm bom senso e outros não, é a opinião da maioria dos chefs entrevistados. Mesmo se não existem normas mais ou menos explícitas, ao invés do caso francês, alguns chefs apontam nesse sentido. Como podemos ver, António Loureiro diz: “não. Há um acordo de cavalheiros, acho eu, que é, a malta faz pratos, divulga, participa em eventos e as pessoas veem-nos a fazer pratos e…. Acho que há um acordo de cavalheiros digamos assim, não há nenhum acordo escrito, não há nada legal. […] Eu acho que a ética é isso mesmo. É as pessoas ter integridade suficiente para não copiarem aquilo que viram fazer outros colegas, percebes? Isso para mim acho que é ética”, opinião semelhante à de Ricardo Costa: “Esse Código de Ética existe quase de forma verbal, a determinado nível, num determinado campeonato, quando as pessoas são grandes. Quando as pessoas são mais pequeninas isso não acontece. Isso deveria haver, mas acho que, talvez não na parte das receitas, mas talvez na parte das contratações, que há muita falta de ética. E se calhar também na parte das receitas…”, bem como à de Óscar Gonçalves: “É assim, acho que isto, como em todas as profissões é um bocado o respeito que se tem entre chefs. É óbvio que quando olho para uma receita de um colega de profissão, posso não a replicar, mas tiro ideias. E não há nenhum Código, há uma conduta social de respeito mútuo”. Também Pedro Lemos refere que é algo que tem a ver com a educação e a formação da própria pessoa, que é uma questão de conduta, ou seja, podemos perceber que todos os pontos que foram mencionados até aqui não têm a ver com a profissão em si, mas sim com uma consciência que à partida é inerente a todo o ser humano. João Oliveira é mais um exemplo disso, e considera ainda que a implementação dessas regras não traria nenhuma mudança positiva significativa. Como se pode ler na entrevista: “primeiro, não há normas, e segundo acho que é o bom senso, acho que tem de perdurar o bom senso de cada um, só isso, acho que, como em tudo na vida, tem que haver bom senso e respeito, a partir daí tudo se resolve, acho que não é preciso criar regras nem nada disso”.
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Propriedade intelectual e o comércio internacional:  A Proteção da Propriedade Intelectual como um dos Determinantes-Chave  para o Crescimento

Propriedade intelectual e o comércio internacional: A Proteção da Propriedade Intelectual como um dos Determinantes-Chave para o Crescimento

Em geral, um bem não adquire uma utilidade econômica, ou ainda, uma coisa não se converte em bem, senão graças aos direitos que se têm sobre ela. Assim, certa forma de propriedade está na base das trocas. Esta propriedade confere, com efeito, um controle do bem ou do serviço, de forma que haja uma relação entre o fato de adquirir e o de dispor. Assegura a possibilidade de excluir, até certo grau, a utilização por outrem. Além disso, comporta o direito de ser transferida. Quanto mais estritos são os princípios de exclusividade e de transferência da propriedade de um bem, mais o valor comercial desse bem tenderá a subir. Em suma, o verdadeiro bem é menos a coisa do que os próprios direitos (JAQUEMIN; SCHRANS, apud BARBOSA, 2002) – grifo nosso.
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Gerência da propriedade intelectual na academia

Gerência da propriedade intelectual na academia

O especialista em marketing e exploração econômica da propriedade intelectual atua em estreita colaboração com o pessoal de propriedade industrial, desempenhando as seguintes ativida- des: acompanhamento da evolução do portfolio de patentes institucional; monitoração das tendên- cias de mercado referentes às tecnologias componentes de seu portfolio de patentes e de pedidos de patente; orientação para a redação de projetos de cooperação técnica; detecção e realização de con- tatos com potenciais parceiros para futuras transferências de tecnologia; comparecimento a eventos técnicos e científicos para realizar novos contatos e oferecer as tecnologias; negociação e redação de instrumentos contratuais aplicáveis a cada caso; monitoração do andamento das parcerias efe- tuadas; auxílio à formação de companhias start-ups; cooperação com escritórios de advocacia es- pecializados em propriedade intelectual; e atuação em casos de inobservância às cláusulas de ins- trumentos contratuais celebrados. São pessoas com habilidades para comunicação e interesse em avanços científicos, mas também com visão para aplicações e compreensão para atuar nos merca- dos. E flexíveis para contemporizar interesses distintos e encontrar soluções harmonizadoras, espe- cialmente no âmbito das cooperações entre o mundo acadêmico e o empresarial.
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Conhecimentos tradicionais e propriedade intelectual

Conhecimentos tradicionais e propriedade intelectual

Existe, não obstante, um grupo que tem uma outra posição: recusa a visão de mercadoria associada a esta disputa e vê o património genético como património da humanidade, não se conformando com a apropriação privada de um património moldado por muitos anos de evolução biológica e de práticas agrícolas milenares (Marechal, 1999). Esta privatização, através da reclamação de direitos de propriedade intelectual sobre conhecimentos tradicionais, promoveria a destruição da base social responsável pela geração e gestão deste conhecimento. A sua transformação num bem transaccionável no mercado não é propiciadora da sua conservação no seu ambiente cultural e ecológico, porque os regimes de protecção valorizam acima de tudo as propriedades discretas das plantas, facilmente replicáveis em laboratórios ou estufas, negligenciando a natureza integradora e holística do conhecimento etnobotânico.
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O professor frente à propriedade intelectual

O professor frente à propriedade intelectual

“Pelo presente instrumento, o Participante acima qualificado (este sou eu, LD) e abaixo assinado cede e autoriza de forma inteiramente gratuita, (esta é a parte de direito autoral, LD) os direitos da sua participação individual (imagem, voz, performance e nome) nas gravações, transmissão e fixações da obra coletiva intelectual/artística intitulada a produção da equipe da TV (xxx), a ser exibido pelo Canal Universitário e/ou pelo site da TV (xxx), no portal da Universidade (xxx). A presente cessão de participação individual, na forma retro mencionada, compreenderá a sua livre utilização, bem como seu extrato, trechos ou partes, podendo ainda ser-lhe dada qualquer utilização econômica, (ou seja, podem comercializar, eu não, LD) sem que ao Participante caiba qualquer remuneração ou compensação. (notem que é uma universidade paga, LD) O participante responsabiliza-se integral e exclusivamente por suas declarações, comportamento e pelas informações fornecidas na gravação do programa, inclusive no que tange à propaganda enganosa ou abusiva a que der causa, bem como quaisquer outras obrigações que decorram destas, tais como: direitos autorais, de propriedade, imagem e impostos. (qualquer enrosco, quem paga sou eu, LD) Nenhuma das utilizações previstas acima têm limitação de tempo ou de número de vezes, podendo ocorrer no Brasil e/ou no exterior, sem que seja devida ao Participante qualquer
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