Top PDF Psicologia Comunitária no Ceará: uma caminhada

Psicologia Comunitária no Ceará: uma caminhada

Psicologia Comunitária no Ceará: uma caminhada

A Psicologia Comunitária no Ceará é fruto de todo um trabalho realizado por pessoas comprometidas e que acreditavam na mudança social e no potencial da área. Quero ressaltar o papel destacado de estudantes e profissionais de Psicologia e de outras áreas nessa caminhada: Ângela Angelin, Viviane, Bárbara Alencar, Suely Antunes, Terezinha Façanha, Tereza Cristina, Zulmira Bomfim, Goretti Antille, Aparecida Sobreira, Ana Ignez Belém, Verônica Moraes Ximenes, Luana Mourão, Gilza, Márcia Skibick, Luciana Lobo, Juliana, Ana Luísa Teixeira de Menezes, Juliana de Paula, Reginaldo Parente, Israel Brandão, Cristiane Façanha, Sílvia Barbosa, Altamir Aguiar, Ana Paula, Cléo, Betânia Moraes, Juliana, Ana Cristina, Idalice, Ana Roberta, Robério, Rogério Araújo, os atuais nuconianos e tantos outros mais.
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A ética na formação em Psicologia Comunitária no Ceará

A ética na formação em Psicologia Comunitária no Ceará

Esta pesquisa se insere no contexto de uma pesquisa nacional e de uma pesquisa multicêntrica na América Latina, proposta pela Rede Latino-Americana de Formação em Psicologia Comunitária (RLAFPC) que busca compreender como se dá a presença da discussão e da sistematização de questões relacionadas à ética em Psicologia Comunitária na formação dos/as psicólogos/as. A Psicologia Comunitária na América Latina nasce orientada por reflexões éticas explícitas, questionando a alienação política da Psicologia, colocando a necessidade da transformação social, o que imprime uma perspectiva ética e também política à formação e ao trabalho com comunidades. Nossa pergunta de partida é ‘como a dimensão ética se faz presente na formação em Psicologia Comunitária no Ceará?’. O objetivo geral é analisar a dimensão ética na formação em Psicologia Comunitária e os objetivos específicos são descrever os principais conteúdos e métodos para o ensino de Psicologia Comunitária; identificar os aspectos relacionados à dimensão ética no ensino da Psicologia Comunitária e compreender os sentidos e os significados atribuídos pelos docentes e discentes sobre a ética na formação em Psicologia Comunitária. A metodologia é qualitativa, onde utilizamos a triangulação de técnicas com análise documental dos programas das disciplinas de PC, entrevistas individuais em profundidade e Círculo de Cultura. A pesquisa foi desenvolvida junto a 8 Instituições de Ensino Superior (IES) do Ceará que lecionam Psicologia e que têm a Psicologia Comunitária como disciplina na matriz curricular. O processo de construção de dados compreendeu a realização de análise documental dos programas de 7 IES, realização de seis entrevistas em profundidade com os professores das disciplinas de PC e um circulo de cultura com 7 estudantes destas IES. Os dados gerados foram analisados a partir da proposta da Análise de Conteúdo com auxílio do software Atlas TI 5.2. Ao final, consideramos que a ética faz-se presente na formação em Psicologia Comunitária no Ceará, sendo colocada como transversal à disciplina e estando fortemente perpassada pela perspectiva libertadora latino- americana. Percebe-se que a presença da ética na formação em PC no Ceará encontra-se fortalecida em seu propósito de transformação social e ainda fragilizada em seu aspecto teórico-reflexivo. A formação utiliza de metodologias participativas, referenciais teóricos locais, brasileiros e latinoamericanos tendo como perspectiva o desenvolvimento de profissionais comprometidos com a transformação social, com a libertação e com o fortalecimento das comunidades.
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Psicologia comunitária e educação popular: vivências de extensão/cooperação universitária no Ceará

Psicologia comunitária e educação popular: vivências de extensão/cooperação universitária no Ceará

A partir desse encontro amoroso, o NUCOM conheceu a realidade de estudantes de origem popular que vieram do interior do Ceará estudar na UFC (capital), morando em residências universitárias, vivendo as contradições da realidade da zona rural com os conteúdos aprendidos nos cursos de graduação, enfrentado dúvidas para a construção de um projeto de vida que propiciasse o regresso desses futuros profissionais para Pentecoste, além de questões ainda não respondidas. O PRECE conheceu: a realidade de estudantes de Psicologia de classe média que estão dispostos a ser psicólogos comunitários, dedicados a uma classe oprimida que não tem acesso a essa profissão; a experiência acumulada pela psicologia comunitária em 23 anos de luta na construção de uma nova área de atuação do NUCOM e na ocupação dos espaços institucionais dentro da UFC, lutando por uma cooperação universitária (extensão) que adote uma opção por todos aqueles que pagam nossa universidade e não tem acesso a ela; a biodança, que faz parte das teorias da psicologia comunitária. Essa construção coletiva tem propiciado aos integrantes dos projetos uma atuação conjunta nas comunidades de Pentecoste, Apuiarés e Paramoti.
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Práxis em psicologia comunitária: festa de São João como atividade comunitária.

Práxis em psicologia comunitária: festa de São João como atividade comunitária.

O objetivo desse trabalho é analisar, a partir da Psicologia Comunitária, a organização de uma festa de São João em uma comunidade da Canafístula (Ceará) como uma atividade comunitária. Esse processo de facilitação ocorre por meio do desenvolvimento de atividades comunitárias que são ações coletivas permeadas por posturas dialógicas, democráticas e cooperativas desenvolvidas pelos moradores com fins comunitários e pessoais. Essas ações podem ser promotoras de processos de conscientização, de fortalecimento da identidade pessoal e comunitária e de maior integração entre os moradores. As ações foram desenvolvidas por um Projeto de Extensão universitária de um Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão de uma Universidade Pública do Ceará em 2011 e contou com uma equipe de alunos da graduação e da pós-graduação, uma professora e um grupo de moradores da Canafístula. A atuação aconteceu em processo de cooperação entre os moradores da comunidade e os extensionistas, com reconhecimento tanto do saber acadêmico quanto do saber popular. O foco era o fortalecimento das práticas culturais locais, a partir da realização do festejo junino, através do qual promoveu-se a participação em ações coletivas, a formação de rede entre os diversos atores comunitários, o sentimento de pertença à comunidade e o fortalecimento da identidade dos envolvidos. O método utilizado foi o dialógico-vivencial, em que os facilitadores se propõem a experienciar profundamente a realidade em que se inserem, vinculando-se às pessoas e ao lugar, realizando também análises sobre o modo de vida comunitário e dialogando com os moradores. Conclui-se que o desenvolvimento do festejo junino pode ser abordado como uma atividade comunitária, pois sua organização e sua realização tiveram como bases o diálogo e a cooperação com o um objetivo coletivo. Foi igualmente permeado por processos de conscientização e de fortalecimento da identidade pessoal e comunitária, propiciando aos participantes o reconhecimento de si enquanto sujeitos de sua história e agentes de transformação da própria realidade. Uma das consequências desse processo foi a criação de um grupo de jovens com o objetivo de refletir sobre a comunidade e seu desenvolvimento.
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Psicologia comunitária: atividade e consciência

Psicologia comunitária: atividade e consciência

Alguns autores, como Palácios (1991), tentam ampliar o conceito até o ponto em que a comunidade passa a ser um amplo espectro de relações sociais de uma mesma sociedade ou de várias, perdendo assim seus elementos básicos constitutivos – a territorialidade próxima, a participação em uma mesma história e cultura locais e a relação de identificação entre o indivíduo e seu entorno físico-social. Com a ampliação do conceito é possível falar-se de comunidade mundial, comunidade européia, comunidade hispânica, comunidade de Psicólogos do Ceará, porém o sentido íntimo das relações entre as pessoas desaparece em meio à amplitude do conceito, no qual se reduz o sentido humano (identificação e convivência histórica, cultural, social e psicológica) da pequena coletividade, em função de uma visão ideológica marcada por objetivos políticos de grupos ou de categorias e classes sociais. Deixa-se de lado um sistema real de identificação social, além da convivência direta entre as pessoas da comunidade e delas com o entorno físico-social.
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ANÁLISE HISTÓRICA DA PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITÁRIA NO BRASIL.

ANÁLISE HISTÓRICA DA PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITÁRIA NO BRASIL.

Adiciona-se um novo rótulo à Psicologia, que agora, além de ser “comunitária”, é também “do Ceará”. Portanto, a ideia que nos parece circular por esses argumentos é que: falar em Psicologia Comunitária do Ceará é diferente de falar em Psicologia Comunitária de modo geral, seja de experiências nacionais ou internacionais. Não que as práticas cearenses (ou outras) não tenham a sua singularidade de acordo com o contexto onde são produzidas. A questão está no esforço em defender mais uma especialidade para a Psicologia e em que efeitos essa sobreposição de etiquetas pode gerar. Como se não fosse suiciente o rótulo “comunitário”, colocamos ainda outro por cima relacionado ao estado no qual aquela Psicologia é produzida. Já o izeram com a Psicologia Social produzida na cidade de São Paulo, ou especiicamente na PUC-SP, com a instituição de uma suposta “Escola de São Paulo” (Carvalho & Souza, 2010). E agora também com a PSC e sua “Escola do Ceará”. As estratégias de constituir identidades aos campos não nos parecem ter qualquer consequência positiva. O esforço em defender a especiicidade só produz isolamentos, especialismos e especialistas, que serão as autoridades que poderão falar em seu nome.
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Relações da Psicologia Comunitária com a libertação a partir da dialética dominaçãoopressão

Relações da Psicologia Comunitária com a libertação a partir da dialética dominaçãoopressão

A conscientização, portanto, é um processo relevante para a práxis da Psicologia Comunitária, pois é através dela que há a emancipação de um sujeito comunitário, problematizador e transformador da realidade vivida. Essa práxis é, sobretudo, um processo de construção do sujeito. Isso está explicitado, no objetivo da Psicologia Comunitária apresentado por Góis (2008, p. 83): possibilitar “a expressão e desenvolvimento do sujeito da comunidade, mediante o aprofundamento da consciência dos moradores com relação ao modo de vida da comunidade”. Esse processo de construção do sujeito da comunidade vai desde a hominização, até a emancipação do sujeito enquanto ser ativo e responsável por determinar sua vida e transformar a realidade. A partir da ótica da libertação, segundo Boff (1976, p. 24) “pode-se ver toda a longa caminhada evolutiva do homem como processo de progressiva hominização. Hominização significa exatamente o processo de se tornar homem”. Sobre esse questão, Guzzo e Lacerda Jr. (2012) afirmam que a história humana é nada mais do que um processo permanente de autoconstrução humana e que os únicos limites para o desenvolvimento da subjetividade são limites sócio históricos. O sujeito vai se construindo no próprio ato libertador, na atividade de superação das contradições sociais e nas suas lutas cotidianas. Touraine também aborda o processo de libertação do sujeito quando afirma que “o sujeito se forma na vontade de escapar às forças, às regras, aos poderes que nos impedem de sermos nós mesmos, que procuram reduzir-nos ao estado de componente de seu sistema e de seu controle sobre a ati vidade” (2006, p. 119). A emergência desse sujeito na nossa sociedade é favorecida pelas condições atuais de existência, onde o homem não se encontra mais num mundo idealizado e é cotidianamente confrontado com uma realidade concreta e consigo mesmo.
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Saúde Comunitária e Psicologia Comunitária e suas contribuições às metodologias participativas

Saúde Comunitária e Psicologia Comunitária e suas contribuições às metodologias participativas

Nesta atividade, os profissionais da saúde, de outras políticas públicas e lideranças comunitárias, jun- tamente com os moradores da comunidade, empreen- dem uma caminhada conjunta e dialógica, que pode se realizar em diversos momentos do dia, apreendendo as variações do viver em comunidade (Góis, 2008). Na caminhada comunitária, os papéis do profissional e do morador são diferentes, porém estão em relação de horizontalidade, já que ambos estão no território, cami- nham, interagem e vivenciam o cotidiano da comuni- dade em conjunto. O morador passa a ser também um facilitador de processos de inserção na comunidade e de promoção de atividades comunitárias. Segundo Rebouças Jr e Ximenes (2010), a importância do envol- vimento do morador na caminhada se deve ao fato de que “ele conhece mais o lugar e assume uma função de guia, o que propicia mais segurança a todos. O morador sabe quais são os lugares perigosos, os melhores horá- rios e quem são as pessoas importantes que devem ser visitadas” (p. 160).
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Participação social em saúde: contribuições da psicologia comunitária.

Participação social em saúde: contribuições da psicologia comunitária.

Por meio do desejo político da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a partir da atuação conjunta da Pró-Reitoria de Extensão, da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, dos estudantes, movimentos populares, professores e professoras mais próximos do campo social da área de Saúde, foi institucio- nalizada a primeira edição do projeto, com início em agosto de 2007, contemplando os seis cursos da área de Saúde da UFC, a saber: Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Odontologia, Medicina e Psicologia, além do curso de Gestão Hospitalar da Faculdade Integrada do Ceará (FIC). Também foi constituído um grupo de trabalho na Universidade Estadual do Ceará (UECE), com o objetivo de construir o mesmo projeto, acrescentando as especiicidades de outra universidade. De acordo com Barreto et al. (2006), o Sistema Municipal de Saúde Escola constitui-se uma estratégia de educação permanente que visa transformar toda a rede de serviços de saúde existente no município em espaços de aprendizagem compartilhada. Nessa perspectiva, o propósito da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza era transformar, gradativamente, todas as suas unidades de saúde em espaços de ensino, pesquisa e assistência.
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Núcleo de Psicologia Comunitária (NUCOM) e suas implicações na formação da graduação e pósgraduação em Psicologia

Núcleo de Psicologia Comunitária (NUCOM) e suas implicações na formação da graduação e pósgraduação em Psicologia

Até 1986, ainda chamada de Psi- cologia Popular, pouco mais tarde de Psi- copedagogia Popular, a prática consoli- dou-se como um campo de atuação no Ceará, porém ainda sem um arcabouço teórico bem deinido. Inicialmente, funda- mentava-se principalmente nas propostas metodológicas da Educação Libertadora (Paulo Freire), da Biodança (Rolando Toro) e da Teoria Rogeriana (Carl Rogers). A par- tir de 1986, porém, após uma viagem do Prof. Cezar Wagner a Havana (Cuba), na ocasião do 1º Encontro sobre Questões Epistemológicas, Teóricas e Metodológicas entre Psicanálise e Psicologia Marxista, houve advento da inluência das obras de Vygotsky e demais autores da Psicologia Histórico-Cultural.
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Psicologia comunitária

Psicologia comunitária

Como já havíamos mencionado, nessa época denominávamos a nossa atuação de Psicologia Popular, uma psicologia mais prática que teórica. Pouco a pouco, transformou-se em Psicopedagogia Popular, uma integração entre Psicologia Popular e Educação Popular. Somente em 1987 passou a denominar-se propriamente de Psicologia Comunitária, aí integrando as idéias de Lane, Freire, Rogers, Fannon, Borda, Martín-Baró, Loyello, Vigotsky, Leontiev, Luria, Boff, Dussel e Toro, mais as idéias de Góis e Cavalcante, constituindo então, a partir daí, seu marco teórico e uma articulação entre teoria, prática e compromisso social (Góis, 1987, 1993b). A Psicologia Comunitária no Ceará se construiu contextualizada e foi, dentro do processo político de derrubada da Ditadura e da participação popular, que começou a crescer tanto no meio acadêmico (disciplina curricular de graduação, Núcleo de Psicologia Comunitária, práticas de extensão) como no interior dos movimentos sociais urbanos e rurais do Estado (assessoria, facilitação de grupos de lideranças e treinamento em organização comunitária).
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Educação libertadora e psicologia social comunitária no contexto escolar

Educação libertadora e psicologia social comunitária no contexto escolar

0468 - EDUCAÇÃO LIBERTADORA E PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITÁRIA NO CONTEXTO ESCOLAR - Diogo dos Santos Vieira (FCL, Unesp, Assis), Andressa Benini Mendes (FCL, Unesp, Assis), Bruno Mauricio Bonfiglioli (FCL, Unesp, Assis), Carlos Andreassa do Amaral (FCL, Unesp, Assis), Edgard Caires Gazzola Andre (FCL, Unesp, Assis), Ian Gabriel Villaseca (FCL, Unesp, Assis), Marina Coimbra Casadei (FCL, Unesp, Assis), Mariana Ferreira Frizzas (FCL, Unesp, Assis), Thiago Rodrigues de Paula (FCL, Unesp, Assis) - diogo@bigger.com. Introdução: Com o processo pós-moderno, o espaço da comunidade foi invadido por normativas individualistas que separam os sujeitos e os tornam mais vulneráveis às vicissitudes que o social capitalista impõe. A fragilidade de sujeito pós-moderno periga na alienação de sua condição submetida à lógica do mercado. As teorias críticas da opressão oferecem à psicologia e pedagogia possibilidades de questionamento da educação, que podem somar com o trabalho do educador e ao processo constitutivo do educando, assim como transformá-los na sua concepção do social e orientar para a revolução dos modos de existência a partir das relações políticas entre os sujeitos. Objetivos: As principais questões trabalhadas neste projeto são o contato e a relação do sujeito com a comunidade, assim como a relação da escola – enquanto estrutura com potencial tanto opressor como libertador, e enquanto equipe de trabalhadores e estudantes – com a comunidade. Dentro da proposta, os objetivos são imanentes à conscientização biopolítica dos sujeitos e a promoção do espaço comunitário, como desvio da ordem do capital. Métodos: As problemáticas são mediadas pelos dispositivos artísticos e informativos dispostos nas oficinas. São quatro grupos semanais de oficinas, com os 11 estagiários do projeto, sendo 2 bolsistas da Proex. As discussões trabalhadas são múltiplas – por serem desenvolvidas no contexto escolar, sem preparação que não permita criações –, mas existem temas geradores: sexualidade, expressão, dança e esquete teatral. Os grupos de oficinas são abertos, possibilitando espontaneidade nestes encontros. Resultados: Utilizando a oficina como técnica, os alunos são facilmente alcançados pela proposta, gerando discussões e problematizando sua condição e a da sua comunidade. Como este projeto não suporta mais-valia, os resultados materiais – músicas, informações, grafias, teorias, esquetes, desenhos compostos – também são trabalhados com o público das oficinas, com a possibilidade de serem expostos para a comunidade. Já que as oficinas são abertas não existem dados exatos sobre os alunos frequentadores, mas a estimativa é de 50 alunos atingidos.
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A importância das categorias da psicologia social comunitária para as práticas no SUS

A importância das categorias da psicologia social comunitária para as práticas no SUS

O questionamento sobre a importância das categorias da Psicologia Social Comunitária para as práticas no Sistema Único de Saúde (SUS) vem de encontro ao reconhecimento de o sujeito e comunidade serem responsáveis e competentes na construção de suas vidas. Torna-se necessário entender que a política em saúde e que a formação para participar da gestão dos serviços se faz possível através de processos de facilitação e de educação social do cidadão, baseados na ação local em direção à conscientização das comunidades sobre os principais problemas que as afligem.
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O processo de inserção em psicologia comunitária: ultrapassando o nível dos papéis

O processo de inserção em psicologia comunitária: ultrapassando o nível dos papéis

Por outro lado, podemos dizer que a interação humana que ocorre no processo de inserção mobiliza toda a identidade do psicólogo comunitário. A inser- ção torna-se inviável se não há uma [r]

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Formação em psicologia comunitária e os seus contributos pedagógicos para a participação cívica.

Formação em psicologia comunitária e os seus contributos pedagógicos para a participação cívica.

mas de carácter estritamente descritivo, por permitir o estudo mais detalhado do grupo de estudo, neste caso, os estudantes e diplomados com mestrado e/ou doutoramento em Psicologia Comunitária. Segundo Patton (1990), os métodos qualitativos assumem relevância na análise das experiências educativas, por permitirem estudar os temas com maior profundidade e detalhes, obtendo-se informações que envolvem opiniões ou relatos na primeira pessoa acerca de uma experiência específica e a análise do contexto sociopolítico em estudo (ver também LAPAN; QUARTAROLI; RIEMER, 2012, p. 5): “explicar por pala- vras próprias as ideias acerca de um domínio ou tema”. O método qualitativo e descritivo foi também pertinente por outras duas ordens de razão, a exiguidade da amostra recolhida (N= 24) e a natureza da informação recolhida junto dos participantes (SCHENSUL, 2012), neste caso um questionário online orientado para a reflexão individual acerca do seu percurso formativo e os resultados de uma análise SWOT sobre a formação em Psicologia Comunitária. A estrutura- ção do questionário online foi inspirada no enquadramento do referencial de competências para a prática da Psicologia Comunitária (DALTON; WOLFE, 2012), traduzida e adaptada para a língua portuguesa, e a análise SWOT sobre a formação em Psicologia Comunitária foi realizada num conjunto de sessões com alunos e alunas de Mestrado e Doutoramento procurando recolher teste- munhos sobre o papel da formação no seu desenvolvimento pessoal. O método de análise SWOT pode ser, segundo David (2011), um instrumento relevante quando se pretende perscrutar opiniões acerca de um tema específico e organizar os resultados num conjunto estratégico coerente orientado para aspetos fortes/ positivos ou negativos/fracos, conjugados com fatores internos e externos de constrangimentos e/ou oportunidades, permitindo recolher ideias e analisá-las à luz de um contexto sociopolítico mais abrangente. Considerou-se pertinente a selecção deste método, por se tratar de um exercício de reflexão crítica multidi- mensional, procurando associar as aprendizagens académicas, as potencialidades individuais e as oportunidades para o exercício, aplicação e/ou aprofundamento das competências e capacidades profissionais.
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Psicologia da justiça e comunitária: trajetórias, desafios e concretizações

Psicologia da justiça e comunitária: trajetórias, desafios e concretizações

Os aspetos concetuais e metodológicos marcadamente distintivos entre os vários campos da Psicologia e as (des)comunicações entre aquela e as demais áreas do saber, como o Direito (por exemplo, ao nível do cliente, dos objetivos da avaliação e das questões éticas aplicáveis; Gonçalves & Machado, 2011), mostram ser absolutamente necessária uma formação especializada prévia que informe uma atitude e prática mais competente e responsável por parte dos profissionais. Note-se o caso da Psicologia Forense, em que a análise cuidadosa de factos relatados, a recolha de informações em várias fontes para além do arguido ou da vítima, a administração de provas aferidas e validadas ao contexto nacional, o recurso a instrumentos de avaliação forense e a exames e provas complementares, e a partilha de dúvidas com outros profissionais informados é um trabalho que requer, impreterivelmente, conhecimento e treino específicos de modo a ser possível identificar, formular e construir ações significativas e robustas neste campo de atuação.
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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NUMA PERSPECTIVA DA PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITÁRIA

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NUMA PERSPECTIVA DA PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITÁRIA

É interessante notar que os moradores se vêem como responsáveis, porém as soluções são vistas e buscadas por eles numa perspectiva individualista e não por meio de ações coletivas que articulem as várias dimensões da organização comunitária. Este fato aponta para a necessidade de buscar um trabalho que objetive fazer estas articulações com a Associação de Moradores, escola e demais grupos da comunidade, num projeto comunitário que transcendesse as particularidades e envolvesse os vários atores sociais.

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Espaço e subjetividade: formação e intervenção em psicologia comunitária.

Espaço e subjetividade: formação e intervenção em psicologia comunitária.

RESUMO: As práticas em Psicologia Social Comunitária (PSC) estão diretamente relacionadas ao compromisso com a mobilização de populações excluídas e com desafios à identidade profissional do psicólogo. Neste trabalho apresentamos uma experiência de intervenção e formação em PSC no curso de Psicologia da Universidade Paulista. Foi realizada pesquisa etnográfica junto ao Complexo da Funerária, conjunto de favelas da Zona Norte de São Paulo, e entrevistadas seis lideranças sobre a história da comunidade. Todo material foi submetido à análise de conteúdo. Os resultados mostram a importância das dimensões psico-espaciais para o reconhecimento da comunidade, materializadas na imbricação das características físicas do espaço e da história das lideranças. Concluímos pela potencialidade da associação entre intervenções que permitam trabalhos de extensão com atividades de pesquisa e formação, uma estratégia importante no redirecionamento crítico e engajado do profissional para dimensões comunitárias, institucionais e sociais do saber e do fazer da Psicologia brasileira.
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A PSICOLOGIA SOCIAL VOLTADA PARA UMA ABORDAGEM COMUNITÁRIA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

A PSICOLOGIA SOCIAL VOLTADA PARA UMA ABORDAGEM COMUNITÁRIA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

Diversos são os desafios na atualidade, para a formação e a inserção do (a) psicólogo (a) em contextos comunitários que defendem os direitos humanos, a justiça, a dignidade nas relações e a participação comunitária. Dentre eles encontra- se a adoção de paradigmas epistemológicos que levem a uma compreensão conjuntural e estrutural da situação e vida cotidiana da população, produzindo uma prática que permita atuar fora dos parâmetros individuais, clínicos e patologizantes que os paradigmas tradicionais da Psicologia têm se caracterizado. Este poderia ser chamado do desafio da coerência entre o propósito da ação e o recorte epistemológico adotado.
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Saúde mental na psicologia comunitária da PUC-RIO na década de 1970

Saúde mental na psicologia comunitária da PUC-RIO na década de 1970

Já no Brasil, Lane (2002 [1996]) indicou que o surgimento da psicologia comunitária foi impulsionado pelo golpe militar de 1964, visto que este “fez com que, individualmente, os profi ssionais de psicologia se quesƟ onassem sobre a atuação junto à maioria da população, e sobre qual seria o seu papel na sua conscienƟ zação e organização” (Lane, 2002, p. 17), e indicou que os movimentos de 1968 fi zeram com que essa questão fosse mais senƟ da na universidade. Lane (2000, p. 18) apontou também que “aqueles que permaneceram na América LaƟ na durante os períodos de ditadura e/ou repressão políƟ ca procuraram “bre- chas” de resistência e atuação, sob inspiração de Paulo Freire e muitos outros”.
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