Top PDF Qualidade do ensino jurídico

Qualidade do ensino jurídico

Qualidade do ensino jurídico

I – estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II – formar diplomados nas diferentes áreas do conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação do desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III – incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV – promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; V- suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração; VI – estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII – promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.
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A UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DO CASO COMO INSTRUMENTO DE MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO JURÍDICO NO BRASIL.  Inessa Da Mota Linhares Vasconcelos

A UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DO CASO COMO INSTRUMENTO DE MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO JURÍDICO NO BRASIL. Inessa Da Mota Linhares Vasconcelos

Na atualidade, é indubitável a crise de qualidade pela qual vem passando o ensino jurídico brasileiro, realidade essa reconhecida e corroborada pelos autores que se dedicam à análise da temática. Essa crise, que teve origem a partir da instalação dos primeiros cursos superiores em Direito no Brasil, que herdaram a tradição coimbrã de ensino e agravou-se vertiginosamente na última década, com a mercantilização do ensino jurídico, está relacionada a diversos fatores, dentre eles se destacando a própria concepção do ensino jurídico nas escolas de Direito, na maioria das vezes extremamente dogmáticas e tecnicistas, desvinculadas dos problemas sociais, econômicos e políticos a sua volta, além da falta de preparo do corpo docente. Grande parte dos problemas relacionados à falta de qualidade no ensino jurídico relaciona-se ao modo de transmissão desses saberes, havendo, pois, uma premente necessidade de mudança no modo de transmitir o saber jurídico para se consiga suplantar essa crise, tendo especial relevância nesse contexto a utilização de novas ferramentas pedagógicas. Nesse sentido, o presente trabalho objetiva contribuir com a análise sobre a utilização do método do caso como instrumento de melhoria da qualidade do ensino do Direito no Brasil, em consonância com as diretrizes nacionais para os cursos jurídicos. Pretende, também, estudar quais os procedimentos que devem ser adotados para que a utilização do método do caso tenha resultados satisfatórios no ensino do direito. Buscar-se-á, igualmente, fazer uma reflexão sobre os problemas e desafios à utilização de referida ferramenta pedagógica.
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O direito à educação, a qualidade do ensino jurídico e o acesso à justiça

O direito à educação, a qualidade do ensino jurídico e o acesso à justiça

Como também abrange o ensino, as Atividades Complementares podem envolver as disciplinas não contempladas no Currículo Pleno. Exemplificando, a Faculdade “A”, para contextualizar o Projeto Pedagógico com as suas inserções institucional, política, geográfica e social, estabeleceu sua concepção voltada para as necessidades dos cidadãos dos grandes centros urbanos. No seu currículo pleno inseriu o Direito Urbanístico, o Direito Municipal, o Direito Ambiental, o Direito do Consumidor, os Mecanismos de Solução Extrajudicial de Conflitos, entre outros. O Direito Agrário somente aparece nas disciplinas eletivas e se ofertada, pois a Instituição não está obrigada a fazê-lo. Cursada, poderá ter suas horas convalidadas como horas de Atividade Complementar, de acordo com as regras definidas por cada Curso.
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A Crise no Ensino Jurídico Brasileiro

A Crise no Ensino Jurídico Brasileiro

O número de abertura dos cursos de Direito no país é assustador. São mais de 400 cursos com centenas de pedidos à espera de autorização provisória do MEC. De 1995 a 1997, um curto período de dois anos, chegaram à OAB 589 pedidos de abertura de cursos, dos quais só 31 tiveram parecer favorável. A Ordem, de acordo com a lei, não tem poder de veto, mas é guardiã da qualidade do ensino jurídico no país e está conseguindo provar a tese de que a medida que crescem o número de vagas nos cursos de Direito, diminui a qualidade do ensino. Essa correlação pode ser constatada através dos resultados do Exame de Ordem, onde a média de aprovação fica no patamar de 19% (quando muito!), embora seja uma prova que busca aferir apenas conhecimentos jurídicos básicos. E, nos últimos anos, o número de reprovações têm aumentado. No ano de 2000, em todo o país, dos 47.600 candidatos, a reprovação foi na ordem de 55,9%, ou seja, 26.603 não obtiveram a nota mínima. No caso do Paraná, dos 3.922 bacharéis em Direito inscritos nos dois primeiros Exames de Ordem realizados pela OAB-PR em 2003, apenas 1.009 foram aprovados – índice de 25, 72%. Assim, o total de reprovados atingiu 74, 28%.
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Metodologias de ensino com tecnologias da informação e comunicação no ensino jurídico.

Metodologias de ensino com tecnologias da informação e comunicação no ensino jurídico.

Os desafios atuais postos aos professores universitários exigem dispor de ambientes que permitam a autoria de conteúdos, a interação, a mediação pe- dagógica, a produção de conhecimento colaborativo e o desenvolvimento de competências na utilização de Tecnologias da informação e comunicação (TIC). Para Ponte Junior (2003), estratégias didáticas com TIC, como instrumentos à disposição do professor e do aluno, podem se constituir em agente de mudan- ças para a melhoria da qualidade do ensino jurídico, o que requer professores com sólida formação, com conhecimentos da didática e dos conteúdos, com desenvolvimento de práticas pedagógicas que utilizem as TIC como interfaces que atendam às necessidades individuais e coletivas, que estimulem a cons- trução criativa e a capacidade de reflexão e que favoreçam o desenvolvimento da capacidade intelectual e afetiva, levando à autonomia e à democracia par- ticipativa e responsável.
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Contemporaneidade, imagens da justiça e ensino jurídico

Contemporaneidade, imagens da justiça e ensino jurídico

A superação do paradigma redutor, que simplifica e com- partimenta o conhecimento, deve ser o ponto de partida de um ensino apto a assumir a totalidade dos problemas humanos, sem, com isso, tornar-se totalitário. Um ensino que integre as diferen- tes facetas da sociedade sem se deixar dissolver por apenas uma delas e que afirme o caráter político de suas práticas é necessário para que a sua transformação seja possível (MORIN; KERN, 2003, p. 137-139). O ensino jurídico, portanto, deve ser dialeti- zado, uma vez que representa o signo de inúmeras contradições. O atual modelo de ensino preocupa-se apenas residual- mente com a pesquisa e, quando o faz, não estimula o pensa- mento crítico e questionador das verdades postas. Ao contrário, a pesquisa hoje realizada incorporou a estrutura neoliberal que supervaloriza a produtividade em detrimento do real aprendiza- do e da qualidade do trabalho científico, vendo no eficientismo mercantilista a única proposta possível de Universidade. Mais se- cundário ainda é o lugar da extensão na academia, que, ao enfa- tizar o individualismo e relegar o contato e a preocupação com a comunidade a um segundo plano, acaba por formar profissionais egocêntricos que desconhecem o significado da alteridade.
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A pesquisa científica como metodologia no ensino jurídico

A pesquisa científica como metodologia no ensino jurídico

O artigo sustenta a tese da educação pela pesquisa. O texto parte de uma análise da atual realidade do ensino jurídico nacional e verifica que dentre os principais problemas da crise institucional da educação jurídica a política didático-pedadógica desenvolvida pelas Faculdades de Direito é a grande responsável pela continuidade dos desempenhos acadêmicos insatisfatórios. A metodologia do ensino jurídico brasileiro é pautada por métodos e técnicas de ensino que interditam uma aprendizagem de alto impacto e reforçam a reprodução acrítica do conhecimento. O estudo constatou que as instituições de ensino jurídico com elevado padrão de qualidade e máxima eficiência didática estão sustentadas por uma plataforma educacional com fundamento metodológico na educação pela pesquisa. A pesquisa como recurso metodológico de ensino cria uma dimensão educacional altamente produtiva e com níveis de excelência acadêmica.
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Ensino jurídico, um tesouro a descobrir : a construção de alternativas pedagógicas e metodológicas a partir da reforma do ensino jurídico (e jurídico-penal)

Ensino jurídico, um tesouro a descobrir : a construção de alternativas pedagógicas e metodológicas a partir da reforma do ensino jurídico (e jurídico-penal)

É bom ter em conta que, embora a aula de Dantas seja um episódio bastante marcante nesta percepção da crise, ela está longe de ser a primeira oportunidade para uma tal tomada de consciência. Desde a fundação dos cursos, com a cada vez mais longínqua Lei de 11 de Agosto de 1827, há uma série de indicativos de que esse sentimento já se encontrava latente dentro e fora da comunidade jurídica e acadêmica 97 e só não incomodava mais por causa da vocação que as Faculdades de Direito arrogaram para si: um verdadeiro meio de comunicação das classes abastadas, que encontravam no Recife e em São Paulo o local para a formação de seus filhos. Mesmo que novos fatores tenham entrado em jogo após a proclamação da República e as diversas mudanças na estrutura social brasileira que esse novo período histórico provocou, o resultado final ficou praticamente inalterado. Se de um lado os estudantes deixaram de pertencer às elites e passaram a vir também das classes médias, isso era apenas uma decorrência da massificação do ensino superior para absorver tensões sociais e contemplar desejos de ascensão, em relação a que um diploma universitário se mostrava particularmente útil. E se o lugar cativo dos bacharéis junto aos altos quadros dirigentes havia sido perdido, agora o destino manifesto dos formandos era o cotidiano do aparato burocrático do Estado, num processo de absorção cujo ápice se daria na tecnocracia militar. Tudo a permitir, enfim, que o ensino jurídico brasileiro continuasse a se reproduzir sem os necessários referenciais de qualidade ou de atualização apesar da ocorrência de algumas reformas 98 .
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Um ensino jurídico “para além do capital”: entendendo as relações educacionais (capitalistas) no atual contexto do ensino jurídico no Brasil

Um ensino jurídico “para além do capital”: entendendo as relações educacionais (capitalistas) no atual contexto do ensino jurídico no Brasil

Ponta Grossa (PR), 03/08/2011 - O exagerado número de cursos de Direito em funcionamento no País -aproximadamente, 1.200 - foi hoje duramente criticado pelo presidente nacional da Ordem do Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, ao abrir o Congresso dos Advogados de Ponta Grossa (PR) com a conferência sobre o tema "Perspectivas da Advocacia". Ele cobrou na oportunidade um ensino jurídico de qualidade no País, que seja comprometido com a democracia e com a justiça social. "Um Estado democrático de Direito, por definição pressupõe uma base legal que o sustente e, portanto, deve manter-se preocupado constantemente com um ensino de qualidade", afirmou. "É certo que um ensino jurídico não qualificado compromete a formação dos operadores do Direito e que um advogado preparado é sinônimo de uma Justiça melhor", sustentou o presidente nacional da OAB. "Atualmente, há mais de mil cursos de Direito no Brasil e, infelizmente, muitas dessas instituições de ensino continuam a cometer um verdadeiro estelionato educacional; o jovem pobre que com muito sacrifício paga uma faculdade particular, quando termina o curso e se submete ao Exame de Ordem ou a um concurso, pode ser reprovado, ou seja, ele verifica no final que tem um diploma na mão mas que o mesmo não significou que ele estivesse qualificado adequadamente", criticou.(disponível:<http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=22393> acesso em 05 de agosto de 2001.) Grifo nosso.
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Cursos, cursinhos e ensino jurídico no Brasil

Cursos, cursinhos e ensino jurídico no Brasil

cursos - exigência que ambiguamente deriva tanto das necessidades econômicas quanto da consolidação da democratização do ensino superior como valor inarredável - o ensino jurídico também adotou como estratégia aquilo que Boaventura de Sousa Santos (1999) chamou de “mecanismo de dispersão”. O principal mecanismo de dispersão foi o da hierarquização, ou seja, a introdução de um dualismo até então inexistente: universidades de elite e universidades de massa. Quer dizer, para digerir tal situação e manter inabalada a sua função primordial, de formar os operadores que posteriormente serão recrutados pelo Poder Judiciário ou pelos escritórios de advocacia, o ensino jurídico operou uma diferenciação interna. Assim que, atualmente, de um lado, encontramos as universidades mais concorridas, nas quais se concentrará o ensino de ponta – tanto do ponto de vista da crítica, por meio dos programas de pós-graduação, quanto da formação legalista para concursos (no Brasil, geralmente as universidades públicas). De outro, encontramos uma infinidade de faculdades, que recebem diversos alunos com objetivos variados, mas que em razão de inúmeras limitações estruturais atingem um ínfimo grau de qualidade do ensino, independentemente do critério de avaliação adotado.
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ENSINO-PESQUISA-EXTENSÃO: UM PROJETO DE INDISSOCIABILIDADE NO ENSINO JURÍDICO BRASILEIRO

ENSINO-PESQUISA-EXTENSÃO: UM PROJETO DE INDISSOCIABILIDADE NO ENSINO JURÍDICO BRASILEIRO

Diante do que já foi dito, perquire-se que o desafio da Universidade Pública brasileira é triplo. Primeiro, atingir em todo o sistema padrão de qualidade compatível com as exigências do mundo contemporâneo e com o estado de evolução e dinamização do conhecimento em todos os seus domínios de manifestação, incorporando os avanços pedagógicos compatíveis. Segundo, aproximar-se da universalidade de acesso, se não para todos os cidadãos que têm direito à educação plena, mas a todos que demonstrarem vocação, aptidão e motivação para formar-se nos níveis superiores de educação. Terceiro, desenvolver, com o comprometimento orgânico de suas estruturas acadêmicas, programas sociais relevantes, capazes de contribuir para a solução de problemas nacionais inadiáveis, superando distintas modalidades de exclusão ou carência socialmente estrutural: sanitária, educacional, produtiva etc (MELLO, et al, 2009).
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Ensino Jurídico: ideias e reflexões

Ensino Jurídico: ideias e reflexões

O curso é constituído de cinco blocos, a saber: Sensibilização e Introdução (I); O Plura- lismo Analítico (II); O Constitucionalismo Brasileiro (III); Mutação Constitucional (IV); Interpretação da Constituição (V). O Bloco de Sensibilização inicia e anuncia o curso. Três aulas constituem este bloco, que tem dois objetivos principais. Primeiro, relacionar a prá- tica cotidiana do aluno com a prática da Constituição. Como cidadão ou profissional do direito, nada na sua vida escapa à Constituição. Tudo que não é proibido é permitido pela Constituição. Daí os dois problemas geradores destas aulas dizerem respeito diretamente às vivências reais do aluno de hoje: na primeira aula, discutimos a constitucionalidade das regras do vestibular no Rio de Janeiro. Trata-se da Lei Estadual nº. 1/200, uma das normas que instituíram o sistema de cotas no vestibular da UERJ; na segunda, a qualidade
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O ensino jurídico e a ética

O ensino jurídico e a ética

As escolas, em geral, não estão educando para a vida. Transmitem conhecimento de que o aluno não extrairá proveito em sua subsistência, pois divorciado das exigências concretas postas à pessoa. Mas a escola, a mantenedora, a Universidade, a Reitoria, a direção constituem realidades abstratas para o aluno. A pessoa que, concretamente, ocupa o seu dia-a-dia é o professor. Este não pode deixar de se imbuir da responsabilidade de alertar o educando de todos os desafi os que encontrará a partir da conclusão do curso. A relação que se estabelece entre o professor e aluno é pessoal, palpável e duradoura. Ela gera efeitos cuja qualidade está condicionada ao senso crítico do docente. Dele depende tornar-se alguém que exerça infl uência permanente sobre a formação do aluno, ou ocupar sem convicção um lugar no professorado universitário.
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Globalização do ensino jurídico

Globalização do ensino jurídico

Aliás, se for verdade que os relacionamentos hierarquizados da política internacional podem ser reproduzidos no ensino jurídico globalizado, haveria uma relativa presunção de que os acadêmicos provenientes das grandes po- tências seriam, a princípio, superiores aos oriundos dos países periféricos. Se for verdade, então, que o status hierárquico dos acadêmicos corresponde ao status de seus países conforme a organização geopolítica da ordem interna- cional, os Estados Unidos estaria como grande potência no topo da hierarquia. Em seguida, estariam os aliados estratégicos tradicionais da União Europeia (com destaque para Alemanha) e da Commonwealth (com destaque para In- glaterra). Em posição de destaque, estariam ainda aliados regionais importan- tes (com destaque para Israel) e as potências emergentes dos BRICS (com destaque para China). Os demais países viriam na sequência conforme sua po- sição hierárquica na comunidade internacional. Se isto for verdade, então nossa perspectiva sobre o status de um professor seria infl uenciada pela sua origem nacional. Neste caso, se tivéssemos que escolher entre professores, artigos acadêmicos ou instituições de ensino e soubéssemos apenas a informação re- lativa à origem nacional, iríamos escolher provavelmente conforme a seguinte ordem: Estados Unidos; Alemanha/Inglaterra (e demais líderes da União Euro- peia e Commonwealth, como Itália, França, Austrália e Canadá); Israel/BRICS; demais países, conforme sua hierarquia geopolítica. Caso esta hipótese seja verdadeira, nossa perspectiva sobre ensino jurídico globalizado é infl uenciada pelas hierarquias da política internacional. Signifi caria, então, que o poder po- lítico infl uencia nossa opinião sobre a qualidade do conhecimento produzido nas escolas de direito ao redor do globo?
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Ensino jurídico transformador

Ensino jurídico transformador

A educação é, sem dúvida, o mais importante instrumento de construção de uma sociedade equilibrada, harmônica e próspera. Sem ela, os povos conhecem a barbárie, a desigualdade, a violência descomedida e a miséria. Não obstante, o Brasil parece não ter acordado para esta verdade, apesar de seus mais de quinhentos anos de história de exploração e padecimento. O sistema educacional do Brasil continua a reproduzir o molde trazido por Cabral nas caravelas do descobrimento. A educação de qualidade continua sendo privilégio dos endinheirados, os professores continuam sendo meros repassadores de conteúdos, quando muito, e os alunos, meros perseguidores de notas. No íntimo das academias jurídicas, desde a mais afamada à mais desconhecida, o quadro de inefi ciente conservadorismo é o mesmo: pouquíssimos são os de classe mais pobre que chegam aos bancos universitários e quando lá estão, inserem-se num arcaico sistema de decorar textos de leis e súmulas para, através deles, manterem, mais ou menos honestamente, bons salários que lhes permitam ostentar o título de “doutores”, ainda que jamais tenham defendido a mais simplória das teses.
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O ensino jurídico e as novas tecnologias de informação e comunicação

O ensino jurídico e as novas tecnologias de informação e comunicação

Nesta esteira, destaca-se também a implantação da plataforma como auxiliar de disciplinas como Informática Jurídica na UFSC (RUSCHEL; ROVER, 2009) e nas disciplinas conhecidas como de núcleo comum das matrizes curriculares das Instituições de Ensino Superior mantidas pela Anhanguera Educacional que atenta ao uso destas novas tecnologias, adaptou-se rapidamente para incorporar esta ferramenta a suas práticas pedagógicas. Para tanto, se valeu do know how de suas unidades adquiridas como a Faculdade de Negócios e Tecnologias da Informação – FACNET e da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – Uniderp, atual Universidade Anhanguera – Uniderp, que hoje representam os canais tecnológicos do grupo, além da referida Rede LFG que inovou no Brasil com a democratização do ensino de pós- graduação, implantando cursos jurídicos em sistema telepresencial no território nacional.
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Direito internacional e ensino jurídico: contradições e perspectivas

Direito internacional e ensino jurídico: contradições e perspectivas

aos vários fatores condicionantes da convivência do homem em sociedade. Como consequência desse modo de compreensão do Direito, visualiza- se uma espécie de conhecimento jurídico meramente informativo, conser- vador e despolitizado, formulado por intermédio de um sistema normativo fechado, estruturado a partir de uma visão dogmática e de uma aplicação técnico-formal do direito (método de interpretação tradicional lógico dedu- tivo, de caráter exegético, típico de uma igualdade de cunho formal). Os juízes, nesse contexto, são árbitros das relações sociais, capazes de garantir, tão-só, a certeza, a segurança, a previsibilidade e o controle social 33 .
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REFLEXÕES SOBRE O ENSINO JURÍDICO NO BRASIL

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO JURÍDICO NO BRASIL

Ora, aprender tem de ser, antes de tudo, um prazer, e não um exercício de resistência. Contudo, o fato é que isso, até certo ponto, é comum em cursos de Direito, máxime no eixo das disciplinas profissionalizantes, onde o positivismo, muitas vezes, é levado ao extremo de tal forma que o aluno tem mais uma aula de código do que mesmo duma disciplina que tem de ser compreendida como parte de um sistema cujos valores que lhe dão feição não podem ser sonegados sob pena de se ministrar um curso “técnico de Direito”, deixando o aluno de perceber este ramo do conhecimento como uma ciência social. Outros há que preferem o monólogo, e que os holofotes lhes estejam atentos, deixando a coadjuvação para os livros “que podem ensinar alguma coisa”, enfim, há um amadorismo no ensino jurídico cujos frutos são verdadeiros monstrengos, uma vez que a docência, para boa parte dos professores de cursos de Direito, é apenas uma atividade secundária, não se constituindo na principal fonte de renda deles. Não à toa, quando se sentem ameaçados ou desgostosos com alguma situação dentro da IES, não perdem a oportunidade de, arrogantemente, alertar que “não dependem disso para viver”. Ou seja, a contribuição que esses professores dão à academia mais parece soar como esmola e, como nós sabemos, esmola não gera compromisso.
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O ENSINO JURÍDICO COMO UMA FORMA DE INTERVENÇÃO GLOBALIZADA

O ENSINO JURÍDICO COMO UMA FORMA DE INTERVENÇÃO GLOBALIZADA

6.1 As Dimensões da Postura do Educador numa Sociedade em Conflito A diversidade de faixa etária, classe social, sexo, etnia, opção sexual e necessidades especiais ou não do corpo discente, representativo das classes no ensino superior, vem requerendo mudança nas atitudes de professores, para que todos os estudantes se sintam incluídos. Para isso o professor precisa respeitar e não discriminar os vários subgrupos que compõem a sala de aula, definindo os estilos de ensino, adequando-se a estas diferenças.

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Projetos para um novo ensino jurídico no Brasil

Projetos para um novo ensino jurídico no Brasil

A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação do copyright (Lei n o 9.610/98).. Os conceitos emitidos neste livro são de inteira responsabilidad[r]

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