Top PDF Seguridade Social no Brasil

Seguridade Social no Brasil

Seguridade Social no Brasil

No entanto, no contexto do MS, prosseguiam as discussões sobre a Lei Orgânica da Saúde (LOS), bem como as pressões para a passagem do INAMPS para o Ministério da Saúde. Na realidade, os reformistas da saúde se articularam na defesa da unificação INAMPS/MS e, sobretudo, pela continuidade do projeto de reforma do sistema de saúde. Promoveram, então, uma reordenação da política do MS centrada no abandono de uma estratégia que privilegiava a construção da Seguridade Social, tal como concebida na Constituição de 1988. Esta postura dos reformistas da saú- de marcou um primeiro rompimento do acordo político que presidiu à in- corporação do capítulo da seguridade na Constituição de 1988. Este rom- pimento derivou de uma situação política específica configurada no período: o MPAS e o INAMPS estavam sendo conduzidos por dirigentes compromissados com o bloco político conservador de Sarney e, portanto, desinteressados na efetivação da seguridade social no Brasil, o que difi- cultava o encaminhamento deste projeto.
Mostrar mais

21 Ler mais

A efetividade da seguridade social no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988

A efetividade da seguridade social no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988

No Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988, estabeleceu-se uma sistematização da seguridade social, com evidente conteúdo programático a considerar os desígnios dos direitos sociais (educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados, todos previstos no art. 6.º). Esta sistematização ocorreu pela ruptura com um Estado ditatorial e assunção dos preceitos do Estado de Direito Social, que estabelece garantias ao indivíduo, conquistadas na esteira da evolução dos direitos sociais, como direitos de segunda geração, na classificação de Norberto Bobbio. O Direito Previdenciário, a partir do texto constitucional de 1988, se estabelece como um novo ramo do Direito Público, separando-se do estudo conjunto com o Direito do Trabalho, uma vez que congrega o estudo de princípios e matérias específicas em relação à seguridade social. A efetividade da seguridade social no Brasil, a partir de 1988, portanto, perpassa pela consecução dos programas estabelecidos pelo Poder Constituinte originário, através da capacidade orçamentária e da lisura dos gastos públicos.
Mostrar mais

14 Ler mais

Estado, trabalho e seguridade social no Brasil: legados, transformações e desafios

Estado, trabalho e seguridade social no Brasil: legados, transformações e desafios

A partir da década de 1930, o Brasil construiu os rudimentos de um sistema de proteção social que, apesar de restrito e heterogêneo, se estruturou como um “projeto utópico” de integração das massas à cidadania (Cardoso, 2010). Mediante os recursos da Justiça do Trabalho, do seguro social e da sindicalização compulsória, o Estado brasileiro operacionalizou o encaminhamento da questão social para as arenas decisórias, dentro de um processo de gestão regulada do conflito distributivo. O resultado disso, como se verá a seguir, foi a constituição de um legado de intervenção no social, produtor de importantes referências identitárias para as coletividades, centrado na tênue vinculação entre trabalho e seguro social. Porém, a consecução dos objetivos de criar relações de trabalho mais estruturadas, isto é, protegidas pelas normas do direito do trabalho e da seguridade social, enfrentou sérias dificuldades, sobretudo num país que jamais universalizou a norma salarial.
Mostrar mais

24 Ler mais

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

Conforme Tafner (2006), no debate público com respeito à seguridade social no Brasil, tem-se duas correntes contraditórias: os que defendem o sistema vigente, afirmando que seus efeitos sociais são importantes e ajudam a reduzir a pobreza e aqueles que, embora reconheçam os efeitos positivos ocor- ridos no combate à pobreza, consideram que esses efeitos hoje são inexistentes e indicam que os custos e as falhas das ações governamentais tendem mesmo a comprometer a existência futura do sistema. O dissenso é a marca do debate.

14 Ler mais

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

Conforme Tafner (2006), no debate público com respeito à seguridade social no Brasil, tem-se duas correntes contraditórias: os que defendem o sistema vigente, afirmando que seus efeitos sociais são importantes e ajudam a reduzir a pobreza e aqueles que, embora reconheçam os efeitos positivos ocor- ridos no combate à pobreza, consideram que esses efeitos hoje são inexistentes e indicam que os custos e as falhas das ações governamentais tendem mesmo a comprometer a existência futura do sistema. O dissenso é a marca do debate.

14 Ler mais

Finanças, fundo público e financiamento da Seguridade Social no Brasil.

Finanças, fundo público e financiamento da Seguridade Social no Brasil.

No Brasil, os anos 1980 são conhecidos como a década perdida, do ponto de vista econômico, mas de grandes conquistas sociais em face das lutas democráticas e da Constituição de 1988. O recrudescimento do endividamento externo com o aumento das taxas de juros internacionais no “golpe de 1979”, provocando a crise da dívida dos anos 1980 e a queda nas exportações de matérias-primas, estrangulou a economia brasilei- ra. O investimento público caiu 10% em 16 anos (1974-1989), a dívida contraída pelo setor privado, sob pressão do FMI, foi amplamente estatizada pelo governo brasileiro, sendo que “70% da dívida externa tornou-se esta- tal” (BEHRING; BOSCHETTI, 2010, p. 139). O fluxo de capitais externos para o país reduziu pela metade. Diante deste cenário de déficits e de redução drástica dos investimentos externos, o governo brasileiro decidiu financiar suas dívidas por meio de emissão de títulos públicos a juros atraentes alimentando o processo inflacionário. A manipulação da taxa de juros torna-se a variável central na política econômica brasileira, pois passa a ser utilizada para equilibrar entrada e saída de capitais, o balanço de pagamentos. No entanto, as altas taxas de juros são fundamentais, mas não garantem a atração de capitais externos para financiar possíveis déficits públicos. Em compensação, produzem um efeito perverso internamente: o aumento da vulnerabilidade dos bancos; a elevação dos custos dos empréstimos; o aumento dos déficits orçamentários não acompanhados pela redução das despesas públicas; e a elevação demasiada da vulnerabilidade social – desemprego, miséria, concentração de renda e redução dos gastos sociais (CAMARA; SALAMA, 2005). A lógica financeira introduzida na economia brasileira combinada com o ajuste neoliberal do Estado nos governos Collor-Itamar- FHC, produziram quais efeitos no financiamento tributário das políticas de seguridade social – saúde, previdên- cia e assistência social – no governo Lula?
Mostrar mais

10 Ler mais

Da Seguridade Social à intersetorialidade: reflexões sobre a integração das políticas sociais no Brasil.

Da Seguridade Social à intersetorialidade: reflexões sobre a integração das políticas sociais no Brasil.

Este artigo objetiva discutir os principais dilemas que permeiam a implementação da Seguridade Soci- al no Brasil, tomando como foco as trajetórias recen- tes das políticas de saúde e assistência social. Parte- se do entendimento de que, se por um lado, a Seguridade Social, tal como preconizado na Carta de 1988 ( BRASIL , 2002), esbarra em viscerais obstácu- los de ordem política e econômica para sua implementação, por outro, o modelo descentralizado, sob o qual passa a operar o sistema de proteção so- cial, recoloca a questão da integração das políticas sociais a partir do esteio dos problemas enfrentados no contexto do que se convencionou chamar a “pon- ta do sistema”. Assim, ainda que “recalcado”, o pro- blema da necessidade da integração retorna, uma vez que as áreas de política social que mais avançaram na direção de um novo arcabouço político-institucional (como o caso da saúde) se deparam hoje com limites estruturais da sociedade brasileira que necessitam de enfrentamento intersetorial, através da conformação de uma rede de proteção social.
Mostrar mais

9 Ler mais

Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

Recai para os proissionais dos CRAS a gestão do não cumprimento de con‑ dicionalidades pela família beneiciária de transferência condicional de renda, programa cuja cobertura no país é de cerca de 14 milhões de famílias. A inadequa‑ ção da assistência social ter que responder pelas fragilidades da política de saúde e de educação é um procedimento considerado inadequado, inclusive pela sanção ao beneiciário que essa medida supõe. A gestão não relacional com que o progra‑ ma federal de transferência de renda é gerenciado afasta qualquer operador de sua gestão. Opera à distância, por gestão mecânica de rede de programas e computa‑ dores, orientada a se desenvolver sob a “anti‑presença” e “anti‑interferência” de proissional. Quem recebe em qualquer um dos 5565 municípios, um cidadão re‑ querente de Cadastro não tem qualquer poder decisório quanto a concessão do benefício, nem sabe se a família que o procurou para cadastramento será ou não beneiciária.
Mostrar mais

23 Ler mais

Privatização da seguridade social no Brasil: um enfoque em equilíbrio geral computável

Privatização da seguridade social no Brasil: um enfoque em equilíbrio geral computável

No caso de fmanciamento total com dívida, o surgimento de níveis diferentes de dívida para cada nível de capitalização implicaria em taxas reais de juros mais elevadas que d[r]

23 Ler mais

O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

No período de 2008 a 2011, o orçamento da assistência social apresenta crescimento de 33% 8 acima da inflação, o que denota clara expansão desta política no âmbito da Seguridade Social brasileira. Dois motivos justificam esse acréscimo: o primeiro está relacionado ao aumento real do salário mínimo, que elevou as despesas com o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC); o segundo tem a ver com a centralidade que a política de transferência de renda com condicionalidades assumiu durante o governo Lula, os gastos com o Programa Bolsa Família alcançaram 0,37% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010. Em que pese o acréscimo orçamentário do período e as determinações da LOAS, a política da assistência social registra o menor percentual de recursos submetidos ao controle social via FNAS. No período em análise, em média, 40% dos recursos alocados no orçamento da assistência não passaram pelo FNAS. Essa situação ocorre devido à execução orçamentária do Programa Bolsa Família não ser submetida ao CNAS, tendo sua gestão feita diretamente pelo MDS.
Mostrar mais

13 Ler mais

SEGURIDADE SOCIAL: ITÁLIA E BRASIL

SEGURIDADE SOCIAL: ITÁLIA E BRASIL

para a quantificação do dano diferencial. Segundo a leitura tradicional, a comparação entre indenização e benefícioacidentáriodeve ser efetuada para cada tipo dedano, distinguindo-se o dano diferencial do dano complementar.À primeira categoria pertencemos danos cobertos pelo seguro social (dano biológico e patrimonial), enquanto o dano complementar contém os danos completamente excluidosdagarantiasocial (dano biológico, existencial e moral). Segundo outra opinião muito difundida, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, o dano diferencial deve simplesmente ser calculado, deduzindo o valor global de benefíciopago pelo INAIL do montante total da indenização, sem qualquer distinção entre danos incluídos e excluídos da garantia social. Sobre esta questão ver, em geral, LUDOVICO G., Infortuni sul lavoro: tutela previdenziale e responsabilità civile, inRivista degli Infortuni e delle Malattie Professionali, 2015, I, p. 429 ss.;
Mostrar mais

32 Ler mais

Prevalência de benefícios de seguridade social temporários devido a doença respiratória no Brasil.

Prevalência de benefícios de seguridade social temporários devido a doença respiratória no Brasil.

A avaliação dos benefícios por doenças espe- cíficas e ramos de atividade econômica mostra que as pneumonias predominaram nos grupos “fabricação de outros equipamentos de trans- porte” (13,48), “limpeza urbana e esgoto” (5,69) e “fabricação de produtos do fumo” (4,26). A asma incidiu mais nos trabalhadores dos grupos “fabricação de produtos do fumo” (7,44), “fabri- cação de móveis e indústrias diversas” (6,54), “confecção de artigos de vestuário e acessórios” (4,85) e “fabricação de produtos têxteis” (4,34). A DPOC esteve associada a “fabricação de produtos do fumo” (6,91), “fabricação de produtos de madeira” (4,00), “limpeza urbana e esgoto” (2,69), “fabricação de produtos minerais não-me- tálicos” (2,63) e “construção” (2,18). As doenças das cordas vocais e laringe estiveram presentes em “atividade de informática e conexas” (12,06), “atividades de intermediação financeira” (4,63), “administração pública, defesa e seguridade social” (3,22) e “educação” (3,18; Tabela 4).
Mostrar mais

10 Ler mais

Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

Os três capítulos seguintes enfocam a estrutura fiscal e a questão do financiamento da seguridade social no Brasil. O texto de Jose Roberto Afonso e Gabriel Junqueira (Reflexões a respeito da interface entre seguridade social e fiscalidade no Brasil) discute as repercussões da política fiscal no comportamento dos gastos sociais do país. Desequilíbrio nas relações entre os entes federativos, priorização de benefícios sociais em detrimento das políticas universais, predominância das contribuições sociais como principal fonte de arrecadação financeira e o caráter regressivo do padrão tributário brasileiro (onerando os mais pobres e a classe média) foram algumas questões salientadas nesse debate. Ao mesmo tempo em que percebe as contribuições sociais criadas pela Constituição de 1988 como fundamentais para a subseqüente promoção da expansão dos gastos sociais, o texto destaca a imperiosa necessidade de reconhecer que elas “estão na raiz das principais distorções da estrutura de financiamento do Estado brasileiro” (p. 135). Assim, no momento em que a reforma tributária está na pauta da agenda governamental, o autor sugere ser essa uma “oportunidade de pensar sobre um projeto, uma estratégia nacional de desenvolvimento econômico” (p. 135).
Mostrar mais

5 Ler mais

A reforma tributária desmonta o financiamento da Seguridade Social The tributary reform dismantles the

A reforma tributária desmonta o financiamento da Seguridade Social The tributary reform dismantles the

Esses princípios também não são respeitados no que diz respeito ao financiamento da seguridade social. A identificação das bases econômicas das fontes de financiamento da seguridade social mostra que menos de 10% das receitas destinadas às políticas de previdência, assistência social e saúde têm origem na tributação da renda do capital (SALVADOR, 2008). Não há nenhuma fonte de custeio da seguridade social que tenha como base de incidência o patrimônio. A maior parte da arrecadação é feita por tributos que incidem sobre o consumo de bens e serviços ou sobre a contribuição direta dos próprios beneficiários das políticas, particularmente a da previdência social. As fontes de receitas que têm características de tributação direta são limitadas na sua progressividade, como é o caso da contribuição dos trabalhadores para a previdência social. Portanto, quem sustenta a seguridade social no Brasil são os trabalhadores e os mais pobres, impondo limites na capacidade redistributiva do Estado Social, revelando que são os próprios beneficiários que pagam o custo das políticas que integram a seguridade social.
Mostrar mais

13 Ler mais

Rev. katálysis  vol.18 número2

Rev. katálysis vol.18 número2

favorecer as finanças e assegurar elevados níveis de superávit primário para garantir os compromissos refe- rentes à dívida pública, tem sido mais agressivo na redução dos investimentos em políticas sociais universais e na seletividade do acesso aos direitos. As políticas sociais com perspectivas universalizantes, como a seguridade social no Brasil, que envolve direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, têm sofrido acentu- adas mutilações, seja pela negação de seus princípios universalizantes e do controle social democrático, redu- ção e limites de acesso aos direitos, seja pelos desvios dos recursos, renúncias fiscais ou cortes nos investimen- tos. As Medidas Provisórias n. 664 e 665 de 30 de dezembro de 2014, convertidas respectivamente nas leis n. 13.135 e 13.134, em junho de 2015, como parte do ajuste fiscal do governo brasileiro, seguem essa direção. Sob a justificativa de “corrigir distorções” e “assegurar a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da previdência social”, modificaram a pensão por morte, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, seguro-desemprego, abono salarial e o seguro-defeso, minimizando seus valores e acesso.
Mostrar mais

2 Ler mais

POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

Dentro das relações de poder, intrínsecas ao Estado, surge a figura proeminente do Judiciário, hoje o poder em voga no Brasil, já que está em curso uma gradativa execução de uma forma de ativismo judicial, capitaneado pelo STF, ou seja, diante da clara impossibilidade da existência de vácuo de poder, decorrente diretamente de um legislativo inoperante, dominado por escândalos de corrupção, bem como de um executivo anabolizado, que busca dominar politicamente todas as esferas de poder. Surge a figura protagonista dos tribunais e de magistrados que aos poucos buscam limitar os excessos praticados pelas administrações, assim como suprir a ausência de definições legislativas que deveriam acompanhar os avanços econômicos, sociais e científicos. 18
Mostrar mais

16 Ler mais

A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA SEGURIDADE SOCIAL

A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA SEGURIDADE SOCIAL

A diminuição no custeio de recursos da Seguridade, por estes desvios, interfere automaticamente na contrapartida das quantias a serem aplicadas no pagamento de benefícios. Essa interferência provoca a propaganda sobre o falso déficit da Seguridade, e preconceitos quanto à possibilidade de aumento do valor dos benefícios. Faltando recursos, em contrapartida faltarão verbas para os benefícios, afetando, em maior ou menor grau, a família brasileira. E com a base da sociedade - conforme a letra do artigo 226 da Constituição Federal -, atingida pelo desrespeito à regra da contrapartida, a capacidade laboral de cada membro da família pode sofrer influência negativa. Trata-se de risco social caracterizado pela possível eclosão da diminuição no nível de vida dessas pessoas. Com muitas famílias atingidas, a produção econômica pode ser prejudicada. Por meio da interpenetração dos sistemas Direito-Economia, o revés econômico a partir daí experimentado, dependendo da escala em que ocorrer, é capaz de ameaçar a Ordem Social, em suma, ameaçar todo o Brasil.
Mostrar mais

140 Ler mais

A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

O envelhecimento populacional é realidade inconteste em todo o mundo. O Brasil não foge à tendência mundial e, será, em pouco tempo, o sexto país com maior número de idosos do mundo. O aumento da expectativa de vida traz para muitos dos idosos, sobretudo para aqueles com idade igual ou maior que 80 anos, a consequência correlata da necessidade de auxílio para a realização das atividades diárias. Referida vulnerabilidade é conhecida pelo termo dependência. Para estudarmos esse fenômeno analisamos pormenorizadamente a realidade social e jurídica espanhola no tocante à assistência prestada àqueles cidadãos que estejam impedidos e ou com dificuldades de realizarem as atividades básicas do dia-a-dia. Esse país realizou um estudo, publicado sob o nome de Libro Blanco, que radiografa as minúcias da realidade dos idosos de seu país e, ainda, constrói um modelo possível de atendimento a essa população. Procuramos nos demais países pertencentes ao grupo ibero-americano, dentre os quais, os países da América latina e, não encontramos estudos aprofundados, nem tampouco a proteção social a esse contingente populacional. Por outro lado, quando nos debruçamos sobre a legislação brasileira, encontramos mecanismos de proteção, que elevam o percentual de idosos atendidos, pela Seguridade Social, em quase 100% de seu contingente. Porém, não há legislação e ou políticas públicas específicas para o atendimento ao idoso em situação de dependência. Apesar disso, a Constituição Federal Brasileira apresenta, em seu desenho, condições de atender à essa demanda social, dentro da Seguridade Social, isto é, por meio da Saúde, da Previdência Social e da Assistência Social, sem necessidade de alteração constitucional que viabilize o atendimento aos idosos com necessidade de auxílio para a execução das atividades diárias. Concluímos pela necessidade de um levantamento apurado acerca da realidade dos idosos brasileiros que, possa quantificar e qualificar os mesmos, após o que, será possível desenvolver políticas públicas adequadas à essa população. No mais, nos detivemos acerca da efetividade das normas constitucionais de proteção ao idoso dependente, aferindo do texto constitucional que, sim, há previsão de proteção ampla e irrestrita a esse contingente populacional. Porém, a mesma restringe-se a uma proteção de eficácia limitada, o que não significa, prima facie, a não efetividade do direito, mas sim, a necessária atuação legislativa para a consecução dos objetivos perseguidos pelo constituinte. E, ainda, considerando que da promulgação da CF/88 já decorreram 26 anos, propomos a discussão sobre quais são as medidas judiciais cabíveis, passíveis de tornarem realidade o direito à proteção do idoso em situação de dependência.
Mostrar mais

133 Ler mais

A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

como principais propagadores instituições como o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), criado em 1976, “a partir da iniciativa de filiados do então Partido Comunista do Brasil (PCB)” (Elias, 1997, p. 195). Além do Cebes, é digna de nota a participação de profissionais e políticos de esquerda, com articulações internacionais, bem como de membros de centrais sindicais, de entidades associativas de trabalhadores da área e de movimentos populares. Grande parte dos profissionais mencionados ocupava postos importantes no Ministério da Saúde (MS) e no Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) – o que lhes propiciava conhecimento da máquina governamental e, conseqüentemente, condições privilegiadas para problematizar a situação da saúde e incluí-la, como questão politicamente trabalhada, na agenda pública. Tratava-se, portanto, de uma elite profissional, de atores estrategicamente situados, dotados de recursos políticos para transformar problemas em questão (Oszlak e O’Donnell, 1976), a ponto de angariarem para as suas propostas ampla legitimidade. Disso se ressentiu a previdência e, especialmente, a assistência social, a qual, nas palavras de Almeida (1996, p. 25), não contou com “uma elite profissional que fosse capaz de nuclear e dar rumo a uma coalizão mudancista e que aliasse clara concepção do novo modelo
Mostrar mais

23 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE HUMANIDADES DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL MONYSE RAVENNA DE SOUSA BARROS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE HUMANIDADES DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL MONYSE RAVENNA DE SOUSA BARROS

Esta pesquisa adota como ponto de partida a história recente da luta por Reforma Agrária no Brasil; uma história social da teimosia, como expressa nas formas organizativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), desde o início da década de 1980. Compreendendo o MST como fruto das lutas sociais contra a ditadura, do legado da história dos movimentos camponeses e da pedagogia em ato da teologia da libertação, este trabalho examina as singularidades históricas no quadro de intensos conflitos sociais, marcados pela violência do latifúndio e do Estado. Neste caso, o estudo examina, a partir das fontes, uma particular violência contra as crianças, quando os acampamentos da reforma agrária afirmam um novo território da luta social. Este estudo concentra seu foco de análise na história das crianças Sem Terrinha, em face da construção de uma identidade coletiva. Para tal, as fontes impressas são estudadas em sua dimensão formadora, com ênfase nos argumentos da luta por impresso, com referência à dimensão singular da infância Sem Terra no Jornal e Revista Sem Terrinha. Aqui, ressaltamos as práticas de difusão do livro e da leitura nos espaços educativos de luta social dos Sem Terrinha, a saber, as Escolas de Educação do Campo, os Encontros, os Congressos, as Jornadas de luta e as Cirandas Infantis.
Mostrar mais

227 Ler mais

Show all 10000 documents...