CAPÍTULO 1 | O CONTINENTE
1.3. A CIDADE | O DIREITO
Direito à cidade, direito e cidade, fazer jus à cidade.
Do latim, directum, direito tem o seu significado alinhado à ideia do que é reto, mas, o
também pode significar dirigir, alinhar (Fiúza, 2003).
O termo direito foi introduzido, com esse sentido, já na Idade Média, aproximadamente no século IV A palavra usada pelos romanos era ius. Quanto a esta, os filólogos não se entendem. Para alguns, ius vem de iussum, particípio passado do verbo iubere, que quer dizer mandar, ordenar. O radical, para eles, seria sânscrito, Yu (vínculo). Para outros, ius estaria ligado a iustum, aquilo que é justo, tendo seu radical no védico Yos, significando aquilo que é bom. As várias línguas ocidentais usam o mesmo radical - aquilo que é reto, correto -para identificar o termo direito. Em francês, droit; em alemão, Recht; em espanhol, derecho; em italiano, diritto; em russo, pravo, também significando o que é correto; em inglês, right, apesar de mais usado o termo law, do latim lex — lei. (FIÚZA, 2003 s/p)
Em termos semânticos a significação de direito é plural. Aquilo que é reto, o que está
subordinado às leis, o próprio conjunto de leis ou a ciência que as estuda são sentidos
possíveis de serem alinhados à palavra. Todas os significados associados trabalham a
ideia do que é correto por meio de um conjunto de “normas gerais e positivas, que
regulam a vida social” (RADBRUCH, 1953 apud FIÚZA, 2003). Embora estejam vinculadas
ao indivíduo, as associações são feitas de maneira aberta, transversal, no sentido do
indivíduo em relação ao outro, seja este outro um outro indivíduo ou a coletividade. No
entanto, há ainda outro significado, e que diz do “poder” que cabe ao sujeito de pleitear
aquilo que é sua pertença (Fiúza, 2003).
Falar de direito à cidade é abordar os termos que permitem a interação entre o cidadão
e a cidade.
É certo que a maneira como tem se processado a transformação urbana assenta no
processo de industrialização, na Revolução Industrial. Quando os objetos trocaram a
assinatura artesanal de suas unicidades pelo anonimato da produção seriada, o mundo
ficou, para sempre, transformado. Tanto em termos econômicos, sociais, geográficos,
urbanos. Tudo foi alterado.
Indutor, para usar a expressão de Lefebvre (2016), é um só: a industrialização. Induzidos,
para utilizar outra expressão do autor, são muitos, entre os quais, se colocam todos os
aspectos urbanos (crescimento, planejamento, desenvolvimento, entre outros), além da
“da crescente importância dos lazeres e das questões relativas à cultura” (Lefebvre,
2016)
Temos à nossa frente um duplo processo ou, preferencialmente, um processo
com dois aspectos: industrialização e urbanização, crescimento e desenvolvimento, produção econômica e vida social. Os dois “aspectos” desse processo, inseparáveis, têm uma unidade, e, no entanto, o processo é conflitante. Existe, historicamente, um choque violento entre a realidade urbana e realidade industrial. (LEFEBVRE, 2016 p. 16)
A cidade é todo o conjunto de relações sociais, comerciais, corporativas e governativas.
Há uma ordem próxima e uma ordem distante (Lefebvre, 2016). A primeira delas resulta
das relações cotidianas, diretas. Entram aqui os indivíduos e os grupos, que podendo ter
maior ou menor amplitude, possuem graus de organização distintos. A segunda ordem,
a distante, é aquela que abrange tudo quanto orbita no mundo institucional. Está
diretamente relacionada com o poder e se rege por normativas, códigos e
regulamentos.
A cidade é uma mediação entre as mediações. Contendo a ordem próxima, ela a mantém; sustenta relações de produção e de propriedade; é o local de sua reprodução. Contida na ordem distante, ela se sustenta; encarna-a, projeta-a sobre um terreno (o lugar) e sobre um plano, o plano da vida imediata; a cidade inscreve essa ordem, prescreve-a, escreve-a, texto num contexto mais amplo e inapreensível como tal a não ser para a meditação. (LEFEBVRE, 2016 p. 52)
Ordem imaginada.
É assim que Harari (2019) define as muitas teias de cooperação tecidas a partir do
compartilhamento mútuo de crenças intangíveis. É impensável admitir que
agrupamentos da magnitude do Império Romano ou da antiga Mesopotâmia se tenham
estruturado a partir de algo etéreo que não encontra aporte “em instintos arraigados
nem em relações pessoas” (HARARI, 2019 p. 113), mas, antes, na incomensurável
potência dos mitos.
A busca de uma explicação para a “ordem imaginada” faz ainda perceber que é
impossível obter-se uma perspectiva aprofundada. A condição de palimpsesto, da
humanidade, deixa perceber apenas o que é superficial. Palavra de ordem dúbia, relativa
à superfície e, onde por este mesmo motivo, ausenta-se a profundidade, a dificuldade
na percepção da “ordem imaginada” reside, segundo Harari (2019), num tripé. No
primeiro apoio, ainda que “imaginada” a ordem está, de forma indelével, gravada na
materialidade do mundo; o segundo apoio joga luz sobre o fato que a referida ordem,
ainda que não seja de forma ostensiva, rege os quereres e os anseios dos indivíduos; já
no terceiro, e último, apoio do tripé, o autor afirma que a ordem pressuposta é
intersubjetiva.
Mesmo que, por um esforço sobre-humano, eu consiga livrar meus desejos pessoais das garras da ordem imaginada, sou só uma pessoa. Para mudar a ordem imaginada preciso convencer milhões de estranhos a cooperarem comigo, pois, a ordem imaginada não é uma ordem subjetiva que só existe na minha imaginação – é, antes, uma ordem intersubjetiva, que existe na imaginação partilhada de milhares e milhões de pessoas (HARARI, 2019 p. 124).
Para reforçar a premissa, o autor faz a distinção entre o que é objetivo, subjetivo e
intersubjetivo. O primeiro, o fenômeno objetivo, existe por si só, independentemente
daquilo que o coletivo de indivíduos creia. O segundo, o subjetivo, está diretamente
relacionado com a consciência do indivíduo. Já o terceiro, o intersubjetivo, é aquilo que
está presente no coletivo das consciências subjetivas.
Se um único indivíduo mudar as suas crenças, ou mesmo morrer, será de pouca importância. No entanto, se a maioria dos indivíduos na rede morrer ou mudar suas crenças, o fenômeno intersubjetivo se transformará ou desaparecerá. Fenômenos intersubjetivos não são fraudes malévolas nem charadas insignificantes. Eles existem de uma maneira diferente de fenômenos físicos como a radioatividade, mas, seu impacto no mundo ainda pode ser gigantesco. Muitas das forças mais importantes da história são intersubjetivas: leis, dinheiro, deuses, nações (HARARI, 2019 p. 125).
A confluência entre direito e cidade esbarra, na perspectiva de Lefebvre (2016), na
tecnicidade do urbanismo que, embora não seja de domínio transversal, vem cooptando
interesses múltiplos. Para além da esfera técnica onde é tratado por especialistas, o
tema ganha outras perspectivas e, sobretudo, outras classes de interessados
constituindo o que, nas palavras do autor, poderia ser definido pelo binômio
ideologia/prática.
Apesar da relevância adquirida as questões continuam sem ser entendidas em plenitude
e sem obter a importância prática que o discurso reporta (Lefebvre, 2016).
O direito à cidade pode ser entendido como aquele relacionado à posse e, portanto,
diretamente proporcional ao valor da propriedade, mas, por outro lado, “há ocasiões
em que o ideal dos direitos humanos assume uma forma coletiva (Harvey, 2014). O
direito do cidadão à cidade, nesta perspectiva, guarda estreita relação com a
desigualdade social.
A concepção de uma cidade centrada no cidadão passa pela revisão da ordem urbana
vigente, seja a econômica, social, política, jurídica, entra tantas outras, que inclui ainda
a revisão do protagonismo do coletivo em detrimento do individual (Carlos, 2015). A
autora menciona Lefebvre (2016) e a sua perspectiva acerca do que seria esse conjunto
de direitos a que o autor denomina “forma superior dos direitos: direito à liberdade, à
individualização na socialização, ao habitat e à habitação” (LEFEBVRE, 2016 apud Carlos,
2015 p. 33) e que poder-se-ia resumir no tripé: atividade produtiva, atitude participativa
e entretenimento além, claro, do ócio. Esta abordagem tripartida consolidaria a cidade
enquanto produto do trabalho da coletividade numa perspectiva proativa, contrariando
a ideia de espaço urbano como continente de inação e passividade e, sobretudo,
ratificando a leitura do cidadão como sujeito preferencial da ação.
Hoje o homem está no centro da discussão do espaço, na posição de sujeito. O espaço é humano porque o homem o produz e não, simplesmente, porque nele habita. A sociedade produz o espaço a partir da contradição entre um processo de produção socializado e sua apropriação privada. Portanto, o espaço se reproduz, reproduzindo conflitos. (CARLOS, 2015 p. 34)
“Porque nele habita” converge para a ideia que a cidade e o indivíduo são indissociáveis
e, portanto, a qualidade de ambos interfere mutuamente na produção desse espaço. “O
tipo de cidade que queremos não pode ser separada da questão do tipo de pessoas que
queremos ser, que tipos de relações sociais buscamos, que relações com a natureza nos
satisfazem mais” (HARVEY, 2013 p. 28). Esta abordagem leva em conta ainda o que se
deseja como vida, como cotidiano e, contempla até a questão estética.
Em sua perspectiva individual, só há a efetivação da relação jurídica na medida em que
o indivíduo, a pessoa de direito em Honneth (1997), se revê na interação com o Estado,
e mediante a ligação intrínseca com os princípios morais universalistas.
Aquele que habita, o habitante, espera habitar.
Mas será que as habitações trazem nelas mesmas a garantia de que aí acontece um
habitar? (Heidegger, 1951)
Para Heidegger (1951) é muito claro que a finalidade de todo o construir é o habitar,
ainda mais se levado em conta o fato que a palavra bauen, além de construir, também
significa proteção e cultivo, este último, no sentido rural do termo: o cultivo da terra. A
distinção entre o sentido da palavra construir e da palavra produzir, explicita que a
primeira contempla o cuidado e o desvelo, próprios da serenidade do plantio à espera
da colheita.
Em oposição ao cultivo, construir diz edificar. Ambos os modos de construir – construir como cultivar, em latim, colere, cultura, e construir como edificar construções, aedificare– estão contidos no sentido próprio de bauen, isto é, no habitar. No sentido de habitar, ou seja, no sentido de ser e estar sobre a terra, construir permanece, para a experiência cotidiana do homem, aquilo que desde sempre é, como linguagem diz de forma tão bela, “habitual”. Isso esclarece porque acontece um construir por detrás dos múltiplos modos de habitar, por detrás das atividades de cultivo e edificação. Essas atividades
acabam apropriando-se com exclusividade do termo bauen (construir) e com
isso da própria coisa nele designada. O sentido próprio de construir, a saber, habitar, cai no esquecimento. (HEIDEGGER, 1951 s/p)
Ao apresentar a amplitude da palavra, o autor realça que o “traço fundamental do
habitar” reside no ato de resguardar, em sua expressão máxima de cuidado: “ser trazido
à paz de um abrigo” e “permanecer pacificado na liberdade de um pertencimento”
(HEIDEGGER, 1951 s/p)
Na relação do homem com a terra, a que o autor denomina quadratura, os objetos,
inicialmente, são somente objetos para, na sequência, em dadas circunstâncias,
passarem a expressar sentidos outros. Quando isso acontece os simbolismos estão
presentes e o objeto alça a condição de lugar. Desta forma o objeto propicia espaço que,
derivado que é da palavra raum, remete ao “lugar arrumado, liberado para um
povoado” (HEIDEGGER, 1951 s/p).
Espaço é, essencialmente, o fruto de uma arrumação, de um espaçamento, o que foi deixado em seu limite. O espaçado é o que, a cada vez, se propicia e, com isso, se articula, ou seja, o que se reúne de forma integradora através de um lugar... Por isso os espaços recebem sua essência dos lugares e não do espaço. (HEIDEGGER, 1951 s/p)
Na tessitura da reflexão, Heidegger (1951) coloca ainda os seguintes questionamentos:
Como o lugar se relaciona com o espaço?
E por outro: qual a relação entre o homem e o espaço?
Entre o corpo e o espaço?
Em Cacciari (2009), o corpo também remete ao lugar. A condição de lugar primeiro do
corpo do indivíduo, por si só, encerra a necessidade que este encontro, lugar-lugar com
lugar-corpo, seja empreendido em um lugar. Tal é o imbricamento desta colocação, que
faz o autor se questionar acerca da resolução do lugar ante o “continuum temporal”.
O espaço, enquanto “instância da sociedade” (Santos, 2008), “contém e é contido pelas
demais instâncias”. O fato de conter não encerra a amplitude conceitual, pois, para
Santos (2008), não é suficiente o fato de ter como conteúdo os “objetos geográficos,
naturais e artificiais” derivados que são da natureza. Há que se ter em conta,
obviamente, a sociedade e as muitas interações.
Assim, temos, paralelamente, de um lado um conjunto de objetos geográficos distribuídos sobre um território, sua configuração geográfica ou sua configuração espacial e a maneira como esses objetos se dão aos nossos olhos, na sua continuidade visível, isto é, a paisagem; de outro lado o que dá vida a esses objetos, seu princípio ativo, isto é, todos os processos sociais representativos de uma sociedade em um dado momento. Esses processos, resolvidos em funções, realizam-se através de formas. (SANTOS, 2008 p. 12)
O ato de entranhar-se diz do espaço enquanto entidade social e, justamente por esta
possibilidade, deve ser analisado levando-se em conta três aspectos: o formal, o
estrutural e o funcional (Santos, 2012), em simultâneo, sob pena da análise obtida ser
parcial e não articulada, em sua totalidade (Lefebvre, 1961 apud Santos, 2012).
“Combinar estrutura e forma ou função e forma”, apenas, “equivaleria a supor uma
relação sem mediação”, no primeiro caso e, no segundo, “uma mediação sem causa
motora”. (Santos, 2008).
Os movimentos da totalidade social modificando as relações entre os componentes da sociedade alteram os processos, incitam a novas funções. Do mesmo modo, as formas geográficas se alteram ou mudam de valor; e o espaço se modifica para atender às transformações da sociedade. (SANTOS, 2002 p. 55)
Os objetos constroem aproximações, estabelecem relações que, por si só, contém vários
lugares, que podem estar mais ou menos distantes do próprio objeto (Heidegger, 1951).
Os intervalos entre os muitos possíveis lugares, dizem de distanciamentos, ou seja,
espaço-entre. “É assim que proximidade e distância podem se tornar simples
distanciamentos entre homens e coisas, intervalos de um espaço-entre” (HEIDEGGER,
1951 s/p).
A relação entre forma e conteúdo, que se materializa no espaço, é, na perspectiva do
autor, uma relação dialética que adquire significado, justamente, no processo de
corporificação e que só é apreendido por meio da realidade local, ou seja, da
contextualização (Santos, 2008).
Da materialização da cidade.
Em termos urbanos, a produção do capital, embora necessite do indivíduo para a sua
efetivação, prescinde da dimensão humana em detrimento da cidade enquanto locus
produtivo. Ao não contemplar o sujeito, “a obra humana que parece se sobrepor ao
homem” (CARLOS, 2015 p. 77), explicita a contradição que habita o cotidiano real e o
A ideia de concretização a partir das relações sociais estabelecidas diz do homem
enquanto ser social que, ao estabelecer conexões várias, se constitui, por consequência,
como a dimensão humana do espaço urbano, “enquanto ser individual e social no seu
cotidiano, no seu modo de vida, de agir e de pensar” e, sobretudo, como empreende
“as possibilidades de mudança” (CARLOS, 2015 p. 70). Trata-se da essência referenciada
pela autora e que contempla ainda uma parcela virtual de constituição: a capacidade
intelectual do sujeito.
Este que se efetiva enquanto capital intelectual humano, seja em termos individuais ou
coletivos, faz transcender a ideia de espaço urbano enquanto espaço do capital, em
exclusivo, para instalar uma nova condição de interação e manifestação, a política.
A condição de polaridade contida na cidade, e que Carlos (2015) denomina
dominação/subordinação, propicia o conflito e, nesta perspectiva, é possível também
empreender o espaço urbano enquanto espaço de buscas, reinvindicações, lutas.
A hierarquização da sociedade, no âmbito do processo de reprodução espacial, está
patente no processo de apropriação pelo cidadão, que de forma privada, distingue a
ocupação espacial (“a diferença entre bairros expressa isso claramente” CARLOS, 2015
p. 78).
Em Harvey (2013), o direito à cidade, tem ainda outra perspectiva. Não se limita a
oportunizar o acesso ao que está consolidado, enquanto matéria, enquanto
organização. É efetivamente, a obra aberta de Eco, a espera de ser alterada,
transformada, adaptada, de forma a responder ao que se anseia. E nesta ótica, toma
para si, imediatamente, o cariz do coletivo, tendo em conta que o esforço demandado
pela mudança reside no poder que emerge da coletividade e que materializa a força que
o coletivo pode exercer sobre o processo de urbanização (Harvey, 2013).
A transformação urbana, derivada da revolução industrial, incrementou a força do
coletivo. A rápida urbanização transformou o indivíduo em persona urbana ao mesmo
tempo em que alterou a escala do processo de transformação. Agora a escala é global.
E se a escala foi alterada, a convivência glocal, entre o que é global e o que é local, se
desequilibra, colapsando os equilíbrios instáveis e incipientes.
As noções de distância, velocidade, acesso, rapidez, entre muitas outras, foram
absolutamente transformadas pelo fenômeno da globalização. As distâncias foram,
teoricamente, encurtadas; a velocidade foi ampliada; o acesso expandido; a rapidez
tornada cada vez mais imediata e, proporcionalmente, mais fugaz.
A noção do espaço ocupado pelo indivíduo também se transmutou. A globalização
incide igualmente sobre a espacialidade que abriga o habitante e faz confrontar o que é
local, o que é identitário, com o que é comum ao todo, o global. Nas cidades genéricas
de Koolhaas (2009) coexiste o hiperglobal e o hiperlocal, o que é de qualquer parte do
mundo e o típico (Leite, 2012 p. 52).
Deve-se ter em mente, porém que, mesmo nos lugares onde os vetores da globalização estão mais presentes, o território habitado e com a vida local mantém características próprias, cria novas sinergias que se contrapõem à globalização. Vive-se, portanto, uma realidade de crise, um conflito cultural da sociedade que se apresenta na escala do território. Esses processos simultâneos – globalização e fragmentação – geram territórios contraditórios, desconexões e intervalos na mancha urbana. (LEITE, 2012 p. 50)