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A codificação e categorização adotadas em nosso estudo

CAPÍTULO 4 – AS ESCOLHAS E PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA

4.3 Os procedimentos de análise dos dados

4.3.5 A codificação e categorização adotadas em nosso estudo

Iniciamos o processo de codificação de nosso material de análise a partir de três Unidades de Registro (temas): interdisciplinaridade, docência compartilhada e autoria. A partir da definição das Unidades de Registro, passamos a associar as Unidades de Contexto62 correspondentes a cada Unidade de Registro presentes nas vozes dos sujeitos, seguidas de Unidades de Significação, que consistem nos primeiros saltos interpretativos da pesquisadora, ou nos primeiros significados atribuídos por ela aos dados produzidos no campo de pesquisa, na tentativa de estabelecer eixos temáticos imprescindíveis ao processo de categorização. Para tanto, com o objetivo de obter um maior nível de detalhe, elaboramos tabelas de codificação para cada uma das Unidades Temáticas, que apresentamos a seguir.

Para demonstrar o percurso de construção dos sentidos e significados atribuídos à Unidade Temática interdisciplinaridade, elaboramos a Tabela 2 a partir dos dados empíricos produzidos no contexto das entrevistas, explicitando as Unidades de Significação que serviram de base para a definição das categorias empíricas. As Unidades de Significação foram organizadas e reagrupadas por proximidade em Categorias Empíricas, resultado de um processo de inferência empreendido pela pesquisadora.

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Conforme explicamos no capítulo 4, a Unidade de Contexto pode ser a frase para a palavra ou o parágrafo para o tema (BARDIN, 2016).

Unidades de Significação Categorias Empíricas - Conceito de interdisciplinaridade

- Inclusão de todas as disciplinas - Busca por temas interessantes

Dimensão conceitual e metodológica da Interdisciplinaridade

- Diálogo com outras disciplinas - Falta de diálogo entre professores - Diálogo com colegas

Busca por uma relação dialógica entre professores

- Desconstrução de um currículo “engessado”

- Planejamento anual da disciplina - Não exclui conteúdos disciplinares - Preocupação em cumprir o currículo

Interdisciplinaridade versus currículo prescrito

- Papel da formação

- Objeto de estudo na formação da escola - Mudança de olhar/postura

Formação para uma postura interdisciplinar

- Interdisciplinaridade como proposta curricular institucional

- Interdisciplinaridade só no papel - Resistência entre professores

Tensões e desafios da interdisciplinaridade

Tabela 2: Unidade de Significação e Categorias Empíricas associadas à Unidade Temática

Interdisciplinaridade

Fonte: elaboração própria

Novamente, em um processo de idas e vindas ao corpus de análise, foi possível aplicar os requisitos propostos por Bardin (2017) e Franco (2018) para a criação de categorias63, reagrupando as categorias empíricas, renomeando-as e atribuindo-lhes o status de novas categorias analíticas, conforme expressas na Tabela 3, e que são a base para nossa interpretação no capítulo 5, enfatizando que, embora sejam apresentadas de forma separada, há pontos de intersecção entre as categorias analíticas inferidas.

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Os principais requisitos para a criação de categorias são: exclusão mútua, pertinência, objetividade e fidedignidade, e produtividade.

Categorias Empíricas Categorias Analíticas - Dimensão conceitual e metodológica da

Interdisciplinaridade

- Formação para uma postura interdisciplinar

1. Formação para a dimensão conceitual e metodológica da Interdisciplinaridade

- Busca por uma relação dialógica entre professores

- Tensões e desafios da interdisciplinaridade

2. Desafios para uma relação dialógica entre professores

- Interdisciplinaridade versus currículo prescrito

3. Interdisciplinaridade e o currículo prescrito de Matemática

Tabela 3: Categorias Empíricas e Categorias Analíticas da Unidade Temática Interdisciplinaridade Fonte: elaboração própria

Em um processo reiterativo, fizemos o mesmo para as outras duas Unidades Temáticas de nosso estudo (Docência Compartilhada e Autoria). Deste modo, para demonstrar o percurso de construção dos sentidos e significados atribuídos à Unidade Temática Docência Compartilhada, elaboramos a Tabela 4, explicitando as Unidades de Significação que serviram de base para a definição das Categorias Empíricas.

Unidades de Significação Categorias Empíricas - De quem é a aula?

- Professor “substituto”

- Papel do professor polivalente

Os papéis de cada professor

- Requer planejamento conjunto - Tempo de planejamento - Proposta diferenciada

Percepções sobre o tempo para planejamento conjunto de propostas

diferenciadas - Insegurança e medo

- Dúvidas - Dificuldades

Sentimentos dos professores em relação à Docência Compartilhada

Tabela 4: Unidade de Significação e Categorias Empíricas associadas à Unidade Temática Docência

Compartilhada

Em seguida, reagrupamos as categorias empíricas, renomeando-as e atribuindo-lhes o status de novas categorias analíticas, conforme expressas na Tabela 5.

Categorias Empíricas Categorias Analíticas

- Os papéis de cada professor 1. Atribuições do professor em Docência Compartilhada: intenções e práticas

- Percepções sobre o tempo para planejamento conjunto de propostas diferenciadas

- Sentimentos dos professores em relação à Docência Compartilhada

2. As subjetividades de formadores e professores de Matemática acerca da Docência Compartilhada

Tabela 5: Categorias Empíricas e Categorias Analíticas da Unidade Temática Docência

Compartilhada

Fonte: elaboração própria

Por fim, explicitamos as Unidades de Significação atribuídos à Unidade Temática Autoria, a partir das falas dos sujeitos, conforme expressos na Tabela 6, que apresenta o reagrupamento das Unidades de Significação em Categorias Empíricas.

Unidades de Significação Categorias Empíricas - O que é o Ciclo Autoral?

- TCA não é TCC

- O que é intervenção social?

Dúvidas sobre o Ciclo Autoral

- Como escolher os temas dos TCA? Autoria na escolha dos temas dos TCA - O TCA se alicerçou na rede

- As formas de comunicar o TCA

Práticas e produções consolidadas pelo TCA

- Autoria docente - Autoria discente - Protagonismo juvenil

As aprendizagens mobilizadas pelo TCA

Tabela 6: Unidade de Significação e Categorias Empíricas associadas à Unidade Temática Autoria Fonte: elaboração própria

Em seguida, reagrupamos as categorias empíricas, renomeando-as e atribuindo-lhes o status de novas categorias analíticas, conforme expressas na Tabela 7.

Categorias Empíricas Categorias Analíticas - Dúvidas sobre o Ciclo Autoral

- Autoria na escolha dos temas dos TCA

1. A novidade do TCA: autoria posta à prova

- Práticas e produções consolidadas pelo TCA

- As aprendizagens mobilizadas pelo TCA

2. As aprendizagens de professores e alunos no Ciclo Autoral

Tabela 7: Categorias Empíricas e Categorias Analíticas da Unidade Temática Autoria Fonte: elaboração própria

No capítulo 5 a seguir, apresentamos cada uma das categorias analíticas que elaboramos para as unidades temáticas de nosso estudo (Interdisciplinaridade, Docência Compartilhada e Autoria) e os resultados de nosso processo interpretativo.